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Olá, [Música] está começando o Saúde é Vida aqui na TV Câmara Campinas. Hoje nosso tema é um alerta às doenças cardiovasculares que surgem entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo. E o mais preocupante é que elas têm atingido cada vez mais pessoas jovens. Segundo os dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, entre 1990 e 2019, as mortes por infarto entre mulheres de 15 a 49 anos aumentaram 62%. E de acordo com o Ministério da Saúde, entre 2022 e 2024, foram registrados mais de 234.000 atendimentos por doenças cardiovasculares em pessoas com menos de 40 anos. Bom, para entender melhor esse cenário, para conversar com a gente sobre prevenção, diagnóstico e qualidade de vida, a gente recebe o Dr. Daniel Marot. Ele é cardiologista e chefe da cardiologia da unidade Santana da rede de hospitais São Camilo em São Paulo. Doutor, seja muito bem-vindo. Obrigada pela sua participação com a gente aqui no Saúde. Muito bom dia. Eu quem agradeço o convite e a oportunidade de estar falando sobre um tema tão relevante. Ótimo, doutor. pra gente iniciar, eh, o que que caracteriza então as doenças cardiovasculares, né, e por elas continuam sendo a principal causa de morte no Brasil. Então, a doença cardiovascular são todas aquelas são todas aquelas doenças que remetem a o ao coração, ao aos vasos sanguíneos de uma maneira em geral. Quando eu falo o termo cardiovascular, as duas doenças principais e eh que vem eh em primeiro plano são a doença a doença coronária, né, que é causadora do infarto e a doença cérebrovascular, a doença do que provocou o AVC, né? Ah, existe as condições também de doença vascular, a que doença vascular periférica, quando o paciente tem problema em membros, tem alguma outras tem alguma outras comorbidades. Eh, desculpa, você tinha feito uma segunda pergunta, você tinha falado a doença cardiovascular e por que que essas doenças, doutor, elas continuam ainda sendo a principal causa de morte, né, aqui no Brasil? as doenças cardiovasculares de uma maneira geral, certo? Ah, não só no Brasil, no mundo inteiro, essas são as principais doenças. E uma um grande motivo para isso é que a base dessa a base dessa doença eh ela independente ela é independente de classe social, independente de qualquer coisa, ela é o estilo de vida das pessoas. Ela é, ela tá relacionada a as doenças básicas como diabetes e pressão alta, que estão, eh, diretamente atreladas aos hábitos de vida do ser humano, que é a alimentação, o sono, a dieta, o sedentarismo. Acho que essa é a grande justificativa. Excelente. Agora, em casos de pessoas mais jovem, doutor, eh esses dados, né, recentes mostram um aumento preocupante de infartos e outros problemas cardíacos em pessoas com menos de 40 anos, né? O que que explica essa tendência? Seria o estilo, a qualidade de vida? Com certeza. Eh, a gente vive num mundo atual que cada vez mais as pessoas têm que ser produtivas. Essa produção em série, as pessoas acabam hoje em dia eh uma taxa muito alta de sedentarismo. As pessoas hoje têm muitas facilidades com alimentação, com algumas outras eh com alguma alguns outros hábitos que levam ao sobrepeso. E todos esses fatores aumentam a doença. E eu costumo dizer que quando eh eu fiz a minha formação em cardiologia, eu tinha nos livros estavam escritos lá 50 anos, 60 anos e 70 anos a doença. Hoje já é 40, a gente já vê alguns pacientes com 30. Tirando aquelas pessoas que têm a doença de maneira muito precoce por fatores genéticos, a questão do hábito influenciou muito disso. As telas hoje em dia, a pessoa pega uma tela, não precisa nem levantar para ligar a tela, a tela tá na palma da mão. Então, todos esses hábitos mudaram e estão mudando o desfecho da doença e trazendo ela cada vez mais precoce. Eh, quando a gente fala dessas doenças cardiovasculares e o senhor diz sobre eh o estilo de vida e a qualidade de vida também de nós brasileiros aqui, a gente trazendo eh eh para pra nossa casa, o estress, essa vida numa rotina desenfreada que a gente leva, ela também é considerada um vilão pro nosso coração. essa ansiedade, o estress do dia a dia, a entrega rápida, todo tempo a gente tem que entregar, tem que entregar. Às vezes as pessoas perdem o sono, então a qualidade de vida já não é legal, a qualidade de sono pior ainda. Isso contribui para o aumento das doenças cardiovasculares, doutor, também além da falta de exercício físico e a alimentação não tão saudável assim. Com certeza. Todas essas questões, o organismo fica em alerta. E o o a nossa máquina, que é o corpo humano, ele tem ele exige uns alguns períodos que você tem que ter um pouco de relaxamento, um pouco de tranquilidade. Eh, às vezes a gente brinca no consultório, a gente faz uma analogia bem simples. O corpo humano é uma máquina. a máquina tem uma hora que ela precisa ficar no ponto morto. E todas essas situações, a pessoa fica o dia o dia inteiro cobrando muito do organismo, exigindo muito que esse muito que esse organismo trabalhe eh de uma maneira muito maior do que o padrão dele. Exatamente. E quando a gente fala de doenças, né, é, cardíacas, tradicionalmente o infarto era visto como uma doença masculina, né, há um tempo, mas hoje, eh, o infarto ele tem atingido, atingido muitas mulheres. Então, eh, a que se deve, né, a a essa questão aí do público feminino mediante aos infartos. E também eu gostaria de que o senhor explicasse pra gente se os sintomas eles são diferentes, né, eh, no público masculino e no feminino. Olha, eh, realmente é um uma coisa que chama muita atenção, né, as mulheres também, eh, cada vez de maneira mais precoce. Existem algumas questões eh hormonais envolvidas, existem algumas questões que a mulher também entrou na jornada de trabalho, também entrou na jornada de estresse mais cedo, questão de sedentarismo e a questão de sintomas. É muito difícil você padronizar um sintoma até mesmo até mesmo no homem. Eu eh acho que existem alguns sintomas clássicos que a mulher, o idoso podem ter diferente, mas essa essa é a exceção. Na maioria das vezes, os sintomas são sintomas clássicos que o paciente relata da dor no peito ou aquela a piora de funcional que ele começa a ficar um pouco mais cansado para algumas atividades que ele realizava a aquele padrão mais habitual. Doutor, e doenças cardiovasculares, né? Eh, tirando a questão do infarto, que a gente sabe que a dor no peito, a formigação no braço. Agora, tem outras doenças cardiovasculares que elas vêm eh de uma maneira silenciosa e que quando a gente se atenta, a gente está correndo um risco, a gente precisa estar eh sempre indo e atualizando a nossa consulta. com o nosso cardiologista, qual que é a importância dessa visita frequente e qual é é a o tempo que a gente precisa fazer essa consulta, né? Eu consulto agora, então a necessidade de eu me consultar novamente seria daqui a quanto tempo se eu sou uma pessoa que por enquanto não tenho nenhum problema cardiovascular. Excelente pergunta. Eh, na verdade eu costumo dizer que a pessoa deve passar no cardiologista desde sempre. A gente não limita mais uma idade. O que eu costumo dizer é que após uma avaliação inicial a gente limita um pouco mais é periodicidade. Nós estamos falando de uma doença que é crônica, é uma situação crônica inflamatória. Então não é uma doença que acontece da noite pro dia, é uma doença que ocorre ao longo dos anos. E o especialista, ele tem a capacidade de antever muita coisa com exame simples no consultório e grande e alguns remédios, pequenas atitudes podem mudar o desfecho dessa doença lá na frente. Então, eh, com certeza não existe uma idade, o pessoal costuma falar muito em 40 anos. Eh, no meu consultório, eu recebo pacientes, às vezes com 15 anos, com 20 anos, fala pela primeira vez que a mãe, o pai, eu ten um coronariopata que veio na família e eu acho muito interessante que ali você já consegue eh identificar pequenas eh pequenas alterações que trazem grandes resultados ao longo de ao longo dos anos. E a gente se é um paciente também que não tem comorbidade, que não tem problema nenhum, a gente aumenta essa periodicidade apenas. Então, eu acho que tem que funcionar dessa maneira. Ô, doutor, agora, eh, o senhor falando, né, que recebe pacientes aí de várias faixas etárias, eh, uma pergunta interessante, essa questão da hipertensão, né? é um inimigo silencioso. Eu gostaria que o senhor explicasse pra gente se essa hipertensão é o aumento da pressão, a pressão alta, ela tem a ver com os nossos pais, é hereditário, a gente traz isso ou a gente de repente eh eh adquire isso no decorrer da vida de acordo com eh a forma que a gente eh eh vive? Excelente. Na verdade, quando eu vou conversar, quando nós vamos conversar de hipertensão com os pacientes no consultório, a hipertensão, assim como a doença cardiovascular, ela é multifatorial. Existe sim um componente genético que algumas pessoas podem, né, ter uma uma carga genética com uma influência maior em cima da doença, mas também todos esses fatores que nós falamos influenciam aí pro mecanismo da doença. a parte da genética a gente não consegue modificar muito, mas todos os outros fatores modificáveis a gente tem muita coisa e muita coisa às vezes simples para est fazendo junto com o paciente. Excelente. Outra dúvida que paira no ar, e essa é recente, é a nova diretriz, né, da classificação da pressão 12x8 como pré-hiertensão. E agora, doutor, como que fica isso? Eu, por exemplo, a minha pressão sempre foi 12x8. Significa então que eu estou hipertensa. Quais os sinais que o corpo dá? Que é hora da gente procurar um médico referente a essa questão da pressão, porque foi alterada, né? Então, a pressão considerada normal. E agora tua hipertensa 12x8. É, na verdade assim, o eu acho que a grande a o que chama atenção, né, o o grande trunfo dessa alteração da da diretriz é realmente eh chamar a atenção das pessoas com uma precocidade maior e não necessariamente assim, ah, aquele paciente, eu tô com 12 por8, eu já preciso tomar. Não, não é que você precisa tomar um remédio, mas você precisa de prestar atenção nas mudanças, nos hábitos simples que você pode fazer. Então, na verdade, essa nova diretriz, ela chama muita atenção para essa questão comportamental, eh, para que você trabalhe bem na prevenção, tanto naqueles pacientes que estão nesse, neste momento e naqueles pacientes que estão num momento um pouco mais à frente, já uma hipertensão grau um. uma introdução mais rápida também do tratamento farmacológico. E tem até um ponto legal, bem pertinente ao que nós estamos conversando. essa diretriz eh nova tem um trecho, às vezes tem trechos pequenos e lá diz essas pessoas que trabalham, né, com na tela, eh tem uma, tá bem descrito lá as pessoas que trabalham no ambiente ali sentado, sem mexer, orientando fazer pausas ativas pra pessoa poder fazer um momento de relaxamento, medidas simples, comportamentais que também são muito valiosas. Excelente. A gente precisa, né, dar uma pausa, relaxar um pouquinho para manter a saúde do nosso coração em dia. E é por isso que nós eh trouxemos esse tema para você aqui no nosso Saúde é vida. Estamos falando de doenças cardiovasculares, né? Então, entre elas, nós temos aqui eh a questão do infarto, a questão do AVC. Qual que é a diferença, doutor? Porque às vezes a gente se confunde, né? as pessoas que não têm aí eh muita tendência de ir ao cardiologista, que fica de repente olhando as coisas pela internet, consulta o Dr. Google, aí para aquela a interrogação no ar. Eu gostaria que o senhor explicasse pra gente a diferença do infarto, do AVC e os sintomas, né? eles são iguais, como que a gente faz para entender essa questão e a importância de sabermos eh a a distinguir o o a reação do nosso corpo. Legal. Então, a questão do infarto, ele é um, por definição, né, quando você tem um acometimento do músculo cardíaco, né, das células cardíacas. A questão do AVC, você tem um acometimento a nível cerebral. A grande questão é que todas as doenças são doenças cardiovasculares, são doenças que têm os mesmos fatores de risco e até a a mesma fisiopatologia, né? a a formação delas é bem parecida, só que em locais diferentes. As mesmas coisas que promovem, os mesmos fatores que podem promover uma doença podem promover a outra. Essa que é a grande diferença. E em termos de sintomas, às vezes pode ter algum sintoma inespecífico, principalmente às vezes população mais idosa, que pode causar alguma eh alguma dificuldade inicial de reconhecimento, mas em fases mais avançadas eh são bem diferente, né? o o acidente vascular cerebral, normalmente a pessoa acaba cursando ali com algum déficit neurológico, né, alguma dificuldade de mexer algum membro, algum empastamento de fala, alguma coisa mais nesse sentido no coração, né? aquela clássica dor no peito, aquela sensação de de falta de ar, aquela sensação de mal-estar, de desmaio, é um pouco diferente. Exato. Importante a gente aprender a definir, né, e entender as diferenças. Agora, quando a gente fala de atendimento, né, referente a a um princípio de infarto, doutor, qual que é a importância da agilidade desse atendimento da gente reconhecer, né, que estamos passando por uma situação de de um início de um infarto e do atendimento rápido? Com certeza a velocidade é tudo, né? Num caso que você tem dúvida desse dentro dos fatores que eu falei a questão anterior, você tem que imediatamente procurar um atendimento médico, um suporte especializado. E é muito simples. tem uma doença que ela tá causando um insulto agudo, tá causando uma agressão aguda ao organismo que tem, eh, né, um vaso, uma artéria que tá fechando ali por um eh pelo pelo mecanismo, né, por um trombo ou por uma plaquinha que tá ali e tudo. Então, quanto antes esse paciente recebe a medicação adequada e tem a intervenção, você consegue diminuir o dano e até mesmo salvar a vida desses pacientes. Salvar a vida dos pacientes, né? A agilidade é tudo, gente, mas a prevenção também. Quais os exames, doutor simples que podem ajudar a detectar precocemente um problema cardiovascular? e qual frequência, né, eles precisam e devem ser feitos. Nós falamos aqui de eh fazer consultas, né, mas agora os exames, né, a frequência deles e quais são os exames mais simples que a gente tem hoje paraa gente poder trabalhar com a prevenção? Então, na verdade, os exames eles são individualizados paciente a paciente, mas de uma maneira básica, os exames básicos eh de sangue eh que monitoram colesterol, eh que monitoram função renal, eh glicemia e os exames básicos para controle de pressão, eh, relacionados a toda essa parte metab metabólica. São esses os exames que de uma maneira de uma maneira geral vão contribuir. Alguns exames de imagem como ecocardiograma, ultra ultrass ultrassom de caróticas, algum outros exames são complementares, mas sempre com uma avaliação bem individualizada. Exatamente, né? Cada um é cada um, cada coraçãozinho bate de uma forma e precisa ser cuidado com muita atenção e com muito carinho. Agora, doutor, os avanços, né? Quais são os avanços que nós temos na medicina? Que a medicina ela vem avançando também e agora com a tecnologia a gente eh fica muito feliz, né, de saber que a medicina ela vem caminhando eh junto com essa tecnologia. O que que nós temos de novidade quando a gente fala eh do cuidado do nosso coração, quando a gente fala das doenças cardiovasculares, quais são as novidades da ciência? Olha, na verdade, o que eu o que grandes avanços que a gente tem tem sido discutido nos que sempre estão em discussão há muito tempo, mas às vezes tem trabalhos mais robustos nos últimos tempos, alguns marcadores, né, para reclassificar os pacientes em questão eh em questão de risco. a gente tem eh alguns exames cada vez mais usados, né, como a o a angiotomografia das artérias coronárias que vê melhor as artérias coronárias, um exame que chama eh o score de cálcio coronariano, que é uma na tomografia a gente consegue ver isso cada vez mais utilizado. E a gente tem grandes grandes drogas aí mudando o desfecho, principalmente na parte metabólica, algumas drogas que são usadas na parte da endocrinologia e na parte da cardiologia, trazendo aí grande benefício. Excelente. Agora nós falamos da prevenção, nós falamos da importância, né, eh, do diagnóstico e também da importância do do atendimento rápido. Agora gostaria, doutor, que o senhor falasse com o pessoal de casa que tem idosos em casa, né? A gente precisa ter uma atenção especial aos nossos idosos, por mais que eles estejam com os exames em dia, porque existe a possibilidade que mesmo com os exames em dia, possa vir acontecer um infarto de um dia pro outro por conta aí de uma idade já avançada. Com certeza. a mesmo com os exames em dia, com a prevenção em dia, existe um risco, né, individualizado para cada paciente e a orientação que a gente pode dar é para cultivar, né, sempre o o básico, né, que tenha a boa alimentação, que tenha o exercício, respeite o sono e saiba estar trabalhando com o trabalhando, dominando aí a questão do estress. Não tem não tem como a gente afirmar que um que um paciente não vai ter eh esse paciente não vai ter não vai ter um problema, não vai ter uma doença. A gente trabalha com uma prevenção bem ativa para diluir esse risco. Ótimo. A gente sabe que exercício físico, né, a tentativa de uma vida menos estressante, uma alimentação balanceada, faz toda a diferença quando a gente fala da saúde e principalmente da saúde do nosso coração. Agora, alimentação rica em sal, porque muita gente gosta aí de uma batatinha frita com bastante sal, um bifinho bem temperado, então a gordura, o ultra processado, doutor, eh a gente sabe que são responsáveis aí por esse cenário de de problemas cardiovasculares. O que que o senhor recomenda para um cardápio, digamos assim, mais amigo do coração? Existe algumas dietas já, né, eh, consagradas nas diretrizes, mas de uma maneira eh o acompanhamento nutricional também é muito importante, mas você de uma maneira bem genérica e bem simples, o esses alimentos ultraprocessados, né, esses alimentos eh o os alimentos que eh gordura, gordura animal em grande quantidade e principalmente a gente priorizar eh a gente priorizar alimentos em natura, fruta, verdura, salada, eh tomar cuidado com muito alimento muito rico em açúcar também. Acho que de uma maneira bem simples, assim, de uma maneira bem simplfinição quanto a isso. Doutor, existe um mito de que se a gente se alimenta, né, de ultraprocessados, gorduras, enfim, a gente pode ser acometido por aquela gordurinha, né, na aveia e que pode vir a fazer o entupimento. gostaria que o senhor explicasse pra gente e desmistificasse e e nos orientasse como a gente deve proceder e o que que causa esse entupimento eh eh nas veas do coração. Então, com certeza, esses alimentos que a gente acabou de falar são alimentos que eles ah ajudam a contribuir para um pro colesterol ruim, que é um colesterol que é um colesterol que participa efetivamente na formação daquelas plaquinhas de gordura que dá que existem lá na na artéria. Então essa relação da alimentação é uma alimentação bem direta nesse ponto. Então que alimento que é esse? aquelas bolachas recheada que num aquelas bolachas recheada que você compra a margarina, aquele creme, aqueles cremes e de de comer que são sólidos ali, aquelas [Música] eh que são sólidos, a sorvete, massa industrializada também são coisas que normalmente são ricas. As frituras do fast food, hum, de uma maneira geral, esses são bons exemplos. E quando a gente fala em alimentação, a gente não pode eh esquecer da alimentação das nossas crianças, não é? Isso pode influenciar também eh na vida adulta de uma criança que só se alimenta de produtos industrializados. Tem criança que só come aquele macarrão instantâneo. Tem criança que vive com pacote de bolacha recheada em mãos, tem criança que só come aqueles biscoitos. A gente precisa se atentar a isso, doutor. Totalmente. O hábito da criança na infância pode refletir o hábito de uma vida inteira. Outra questão é que o próprio o próprio o próprio organismo, ele tem o os alimentos eh que a criança vai ingerindo, ela vai eh ela vai criando um mecanismo ali que o organismo começa a entender questões de saciedade, questões de outras questões outras que vão vão que vão ter um resultado diferente, ter um resultado ruim lá na frente. Exatamente, doutor. Olha, eh, muito obrigada pela sua participação com a gente, obrigada pelos esclarecimentos. Gostaria que o senhor deixasse para os nossos telespectadores uma mensagem pra gente eh manter o nosso coração saudável. a gente sabe da importância, né, do nosso coração e a gente precisa eh se atentar aos bons hábitos. Então, Dr. Daniel, por gentileza, uma mensagem especial eh para os nossos telespectadores referente à saúde do nosso coração. Alimentação, sono, estress, atividade física, o máximo que a gente conseguir de cada um desses itens, a gente tá ganhando em em tá ganhando em qualidade aí para evitar as doenças cardiovasculares de uma maneira geral. Excelente, doutor. A gente agradece então a a sua participação conosco, seus ensinamentos. Muito obrigada por colaborar com a saúde do nosso coração. Eu quem agradeço. Fiquem com Deus. Um bom dia. Amém. Bom dia pro senhor também. É isso, gente. Você que tá aí assistindo a TV Câmara Campinas, né, e que ainda não se cuida como deveria, vamos prestar mais atenção aos nossos hábitos. e cuidar do nosso coraçãozinho. Vão ficando por aqui e a gente se vê a qualquer momento aqui na programação da TV Câmara Campinas com mais um Saúde é vida. [Música]