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SAÚDE É VIDA - FUNÇÕES DA VESÍCULA
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SAÚDE É VIDA - FUNÇÕES DA VESÍCULA

32 views Publicado 14/06/2022 HD · 37:10

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Cirurgião explica para quê serve a vesícula e como conseguimos viver sem ela Órgão tem papel importante no aparelho digestivo, mas o corpo se adapta facilmente à sua ausência A colecistectomia– ou retirada da vesícula – é uma das cirurgias abdominais mais realizadas no mundo, inclusive no Brasil. Considerada um procedimento de baixo risco, ela pode evitar uma série de problemas graves, entre eles, a colecistite (inflamação da vesícula biliar), que atinge cerca de 20% da população adulta e até 35% da população idosa. Mas, afinal, para que serve a vesícula e como podemos viver sem ela? O cirurgião de urgência e emergência Bruno Pereira, CEO do Grupo Surgical, responsável pelas cirurgias de Urgência e Emergência de sete hospitais de Campinas Valinhos e Vinhedo, explica que a vesícula é um órgão, parecido com um “saquinho”, que fica próximo ao canal biliar. “Sua principal função é armazenar a bile, um líquido produzido pelo fígado, utilizado na digestão de alimentos, principalmente das gorduras”, diz. “A bile é formada por várias substâncias, entre elas, o colesterol, que é um dos principais responsáveis pela formação de cálculos na vesícula. Esses cálculos, que podem ser grandes ou pequenos, muitas vezes, impedem que a bile vá para o intestino fazer a digestão, o que acaba causando uma inflamação, que é a colecistite”, afirma. A colecistite é uma doença grave e, quando diagnosticada, o paciente precisa ser submetido a uma colecistectomia. “O ideal é que a pessoa faça uma cirurgia eletiva e retire a vesícula biliar ao descobrir que possui cálculos, o que acaba acontecendo em exames de imagens de rotina ou quando ela começa a ter cólicas”, orienta. “Não dá para saber se esses cálculos vão desencadear problemas mais graves, por isso, a orientação é para que o paciente seja operado preventivamente. Caso aconteça uma evolução para a colecistite – ou até mesmo para uma pancreatite, que é quando os cálculos biliares interrompem o fluxo das secreções pancreáticas, causando um processo inflamatório, que pode levar à morte – a cirurgia é de urgência e os riscos são muito maiores para o paciente”, alerta. Mas é possível viver sem a vesícula? De acordo com o cirurgião, não só é possível como o paciente volta a levar uma vida normal. “É lógico que a vesícula tem um papel no nosso organismo e não deve ser retirada se estiver saudável. Mas, quando apresenta cálculos, o custo-benefício dela já não é tão bom. O corpo se adapta à falta dela. Quando o paciente está sem a vesícula, o colédoco, que é um ducto que transporta a bile, dilata e passa a armazenar essa substância. Portanto, o paciente tem uma vida normal. Pode sentir uma alteração no trato intestinal nos primeiros meses após a cirurgia, mas em pouco tempo, tudo volta ao normal”, explica o cirurgião. De acordo com Pereira, é importante que o paciente fique atento a alguns sintomas. “Os casos de colecistite crônicos são caracterizados por crises de dor (cólica biliar), que se repetem sempre que os cálculos biliares bloqueiam temporariamente o duto cístico”, explica. “Já nos casos agudos, a cólica biliar costuma ser mais forte e duradoura, podendo durar até mais de 12 horas, com pico entre 15 e60 minutos após o início. Os pacientes relatam que, muitas vezes, a dor é insuportável e vem acompanhada de enjoos e vômitos”, complementa o cirurgião. De acordo com ele, cerca de 30% dos pacientes com colecistite aguda também apresentam febre e, em alguns casos, calafrios. O paciente com colecistite aguda precisa ser operado logo após o aparecimento dos primeiros sintomas porque o quadro pode ser agravar e causar outros problemas, que podem até levar à morte. Entre as complicações mais comuns, estão a peritonite (inflamação do peritônio),formação de fístula para o intestino, septicemia (infecção generalizada), formação de abcessos causados pela necrose provocada pelas bactérias e pancreatite. “Essas complicações costumam ser muito graves. Por isso, é importante agir rapidamente”, reforça Pereira. SEV 157 FUNCOES DA VESICULA

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Música Olá, mais um programa Saúde é Vida começando aqui pela tela da TV Câmara Campinas e convido você de casa a ficar até o final desta edição. Sabe por quê? Hoje a gente vai falar sobre vesícula. Você sabe qual que é a função desse órgão? Quais doenças podem acometer a vesícula? Pois é, fique com a gente até o final, porque quem vai falar tudo isso e muito mais é o médico que já está aqui na tela comigo, é o Bruno Pereira. Ele é cirurgião geral, aceitou mais uma vez participar aqui do Saúde é Vida. Doutor, muito obrigada, viu, por parar aí seus atendimentos, dispor do seu tempo para falar com quem está assistindo a gente nesse momento. Com prazer estar aqui com você, Lili. Vamos falar bastante coisa sobre vesícula, bastante coisa sobre doença, como tirar, para que serve. Tem um montão de coisa aí para o pessoal saber. Pois é, doutor. Então já para a gente começar falando desse tema, vesícula, qual que é a função desse órgão no nosso corpo? Lili, você sabe que isso é uma pergunta muito frequente no consultório. As pessoas estão sempre perguntando, quando elas inflamam, vai para o hospital e aí o que é? Será que eu consigo viver sem a vesícula? A vesícula nada mais é do que um armazém, ela é um reservatório. A bile, na verdade, é produzida pelo fígado e armazenada lá dentro da vesícula, que se parece uma perinha de... Uma bexiguinha de festa de criança, sabe? Aquele formatozinho, que tem uma saída só e esse é um problema, porque se você faz uma pedra ali dentro, ela pode impactar na vesícula, a vesícula inflamar, mas ela não vai fazer falta nenhuma para você. Você, na verdade, quando tem a vesícula retirada por causa de uma pedra, você consegue se adaptar perfeitamente e tudo que você comia antes de ter problema na vesícula, você vai continuar comendo depois que o seu organismo se adaptar a essa produção, a sua dieta regular do dia após dia. O senhor falou em bile, o que é a bile? A bile é um composto, um substrato que o seu organismo produz, derivado de um metabolismo de excreção da célula vermelha, que são os nossos glóbulos vermelhos, e o fígado capta esse substrato e transforma isso em bilirrubina. A bilirrubina vai ajudar na digestão da gordura. Então, quando a gente come alguma coisa mais gordurosa, Essa comida cai lá no estômago e ela passa depois do estômago, vem o duodeno, ela cai no duodeno. E aí ativa umas celulazinhas que se chamam células I. Essas células ativam um hormônio, que é a cólice estoquinina, que contrai a vesícula e faz com que essa bile seja jogada em grande volume lá dentro do duodeno, ajudando a quebrar essa gordura toda e você absorver aquele nutriente que vem da gordura também. A gordura não é só uma elétrica não, Vivi, tem o lado bom também da gordura. Doutor, essa bilha, só para não ficar dúvida, ela vai para a vesícula. Pesquisando sobre esse tema, tinha também muitas palavras. Vesícula biliar. Isso, exatamente. A vesícula biliar é um nome completo. O meu é Bruno Pereira, da vesícula, vesícula biliar. Então, porque existem outras vesículas no organismo. Então, quando a gente se refere à vesícula do trato digestivo, a vesícula que fica ali no fígado e armazena a bilha, a gente chama de vesícula biliar. A bile também é jogada ali no duodeno gradativamente ao longo do dia através de um canal principal. Mas o grande volume de bile definitivamente é jogado lá no duodeno através da contração da vesícula, que é o seu armazém oficial, digamos assim. É o local onde nós mais temos vesícula armazenada dentro da vesícula biliar. E doutora, onde que fica localizado no nosso corpo Esse órgão, lado direito, lado esquerdo, perto do fígado ou não? Boa. O nosso fígado está aqui do lado direito. A gente contando aí no homem, por exemplo, os quatro, cinco dedos abaixo do mamilo, a gente já está ali dentro do abdômen e aí a vesícula está por esse lado. Então, se eu traçar uma linha média aqui da minha clavícula em direção ao abdômen, esse ponto que eu falei, quatro dedos mais baixo do que o mamilo, por exemplo, a gente acha a vesícula por ali. ela está atrelada ao fígado, ela faz parte do trato biliar, que faz parte, por sua vez, do trato digestivo. Então, é um órgão que participa ativamente no processo de digestão dos alimentos que a gente consome. E quando ela não vai bem, dói, tem sintomas, o que a pessoa sente? Você sabe que para a pedra se formar, para o cálculo se formar dentro da vesícula Precisa haver um desbalanço desses componentes que formam a bile Então você tem a bile que basicamente é formada por três itens Que é o colesterol, os sais biliares e a lecitina Os mais comuns são os desbalanços dos sais biliares e do colesterol Se você tem um hábito de comer bastante alimento gorduroso, se você não faz exercício, você está acima do peso, é obeso, etc., certamente o seu colesterol vai estar um pouquinho aumentado e desbalanceado. Isso faz com que exista uma precipitação do sal do colesterol dentro da bile e, por consequência, dentro da vesícula biliar também. E isso faz com que esses sais vão se agregando, vão se juntando e formam a pedra, o cálculo de colesterol. É como se fosse eu pegar um copo d'água e colocar açúcar, açúcar, açúcar, açúcar, até uma hora que ele precipita ali no fundo. É a mesma coisa que acontece com a vesícula. Se você tem um desbalanço do sal biliar, principalmente, com o colesterol, corre o risco desses cristais irem se unindo e formarem o cálculo, formarem a pedra. Aí sim nós temos problema lá na frente. E aí dói bastante? Quais são esses primeiros sintomas? Então, existem duas formas dos cálculos se apresentarem Eles podem se formar como um cálculo único, normalmente um cálculo de colesterol é assim Ou com múltiplos pequenos cálculos, normalmente os cálculos mistos Um pouquinho de colesterol e um pouquinho de salbiliar Esses cálculos menores, eles correm o risco de migrar E quando eles migram, eles vão para esse canal principal que sai lá do fígado E ele pode impactar lá embaixo, numa portinha, num esfíncter que a gente chama que é o extinterdiode, uma ampolinha chamada ampola de váter, ele fica preso ali, esse cálculo, e aí aquelas secreções que vêm do próprio fígado e do pâncreas, elas acabam acumulando ali nesse setor do nosso organismo. E isso pode ser um problema, porque pode causar uma pancreatite aguda biliar que é extremamente grave. Normalmente, o paciente não sente dor até ter a pancreatite. Ao contrário, se for um cálculo único e ele impactar naquela bexiguinha de festa, na única saída da bexiguinha de festa que é a vesícula biliar, ele pode ter contrações, a vesícula pode ter contrações, e aí sim o paciente vai sentir dor. Isso nós chamamos de cólica biliar. É quando o paciente às vezes até procura o hospital para tratar dessa dor, porque ele não aguenta ficar em casa. Então é a vesícula fazendo força para tentar expulsar aquele cálculo, só que o canalzinho de saída da bília é muito menor do que aquele cálculo e ela impacta, aquela pedra impacta na vesícula. A vesícula tenta forçar e o paciente sente dor. Aí, se o paciente continuar sentindo dor e etc., a vesícula inflama de tanta força que ela faz. A gente chama isso de colestitite aguda. E esse, provavelmente, vai ser um caso cirúrgico. E, doutor, como que é feito esse diagnóstico? O paciente chega lá com essa dor. Normalmente, o médico já olha e fala, pode ser a vesícula ou essas dores podem ser confundidas com outras doenças também. normalmente é assim o paciente alimentou de alguma coisa muito gordurosa e começou a sentir dor normalmente depois do almoço ou depois dessa alimentação mais copiosa e aí ele não melhora ele tenta tomar um analgésico em casa isso não resolve, ele se sente incomodado e vai para o pronto-socorro o médico do pronto-socorro vai fazer exames de sangue o costo se já estiver inflamado pode aumentar, que são as células brancas de defesa e aí o médico do pronto-socorro certamente vai pedir um ultrassom que vai mostrar que a vesícula está inflamada, está com a parede espessada. E aí ele fecha o diagnóstico de colestite aguda. Então esses são os casos mais comuns, quando o cálculo impacta e faz a colestite lá. Mas quando ele migra, aí pode ser um pouquinho mais difícil. Eventualmente a vesícula não vai estar inflamada, eventualmente o paciente começa a ficar amarelo, com as escleras amarelas, a gente chama isso de icterícia, e isso aí é um sinal de pancreatite aguda ou de colestase, que é a impactação daquele cálculo lá no final, perto do intestino, naquela portinha que eu chamei há pouco tempo atrás de ampoula de váter. Então, quando existe esse acúmulo de bile, o indivíduo fica mais amarelo, a língua amarela, os olhos amarelos, eventualmente a pele amarela também. Isso é um sinal de gravidade. Então, tem que correr para o hospital para poder liberar essa via biliar e o indivíduo não sofrer as consequências desse acúmulo lá na via biliar. O senhor citou alguns sintomas aí. eles aparecem de repente, ou começa uma dor, dói um pouquinho, passa, ou de repente volta de novo, até que ela vem com tudo? Como que é essa evolução? Tudo depende, Vivi, da posição do cálculo dentro da vesícula. Se o cálculo impactar, se ele ficar preso lá na saídinha da bexiguinha de festa, na origem do ducto cístico, que a gente chama, quando a gente sopra a bexiguinha de festa, tem o biquinho ali, e esse biquinho é o ducto cístico, que é a saída da bilha ali. Então, se ele impacta nesse local, se o cálculo impacta, a dor pode ser mais forte. Eventualmente, se o cálculo flutua, ele vai e volta, ele dá espaço para a bilha sair, etc., a dor pode ir e voltar. Então, não existe um padrão. O que existe é o local é sempre o mesmo. É sempre aqui naquele pontinho que eu falei para você, uns quatro dedos abaixo do mamilo, aqui na linha M clavicular, por aqui nesse quadrante superior do abdômen, quadrante superior direito, essa parte perto do fígado. Então, ali é onde tem dor. Pode se confundir eventualmente com gases e etc., ou às vezes até uma úlcera, ou uma gastrite, ou qualquer outra patologia do adeno ou do próprio estômago. Mas isso, quem vai fazer o diagnóstico é o médico. Então, se você está com dor, não é normal você sentir dor no abdômen, Não é normal você ficar, toda vez que você come alguma coisa mais gordurosa, você ter um desconforto. Pode ser que você tenha algum problema. E aí vale a pena você ir ao médico preventivamente pra fazer alguns exames e detectar se você tem ou não tem pedra na vesícula. Doutora, a gente tá falando aí de pedra na vesícula, mas quando se fala de vesícula, outras doenças também podem acarretar esse órgão, né? Tava dando uma olhada na internet, tem lá vesícula preguiçosa. Também tem? Isso é uma doença? Você sabe que, às vezes, o estímulo da colicistoquinina, o estímulo daquele hormônio que eu mencionei para você, mas no começo, ele pode ser mais lento. E isso faz com que exista esse nome, no dito mais popular, da vesícula preguiçosa. Ou seja, ela não se contrai vigorosamente quando tem o estímulo do alimento gorduroso no duodeno. Isso faz com que a bile fique ali mais tempo na vesícula e possa precipitar também, formando cálculo. Mas existem ainda outras doenças também, Bibi, já que você mencionou. O pólipo de vesícula, por exemplo. O pólipo é uma verruguinha que dá lá dentro da vesícula e essa verruguinha pode se tornar, quem sabe, um dia um câncer. Então, por isso que vale a pena, principalmente as mulheres, elas costumam ir mais ao médico do que aos homens. Os homens têm essa tendência, não posso, não quero, vou trabalhar, etc. e cuidam menos da saúde. A mulher não, a mulher é mais cuidadosa. E você sabe que por isso, por causa dos preventivos, da ida ao ginecologista e etc., se faz muito diagnóstico ocasional de pólipo de vesícula na mulher. E aí a própria ginecologista já encaminha ao cirurgião para poder retirar a vesícula se esse pólipo é acima de 0,5 centímetro. Quer dizer, se o pólipo é maior que meio centímetro e cresce muito rápido, a gente deve tirar logo. Então, é uma indicação também de uma outra doença. A vesícula pode ter câncer, sim. E o câncer, apesar de ser mais raro, ele aparece e o tratamento é um tratamento também de retirada da vesícula, dependendo do grau em que o câncer já foi encontrado. Se foi no início, tira a vesícula, está tratado e está tudo resolvido. Doutor, e refluxo biliar? O refluxo biliar pode acontecer principalmente em pessoas que já fizeram cirurgias do estômago. Então, eventualmente, a gente, no passado, se operava muitas úlceras com ressecção de partes do estômago. E aí fazia uma costura entre o intestino e o estômago. E esse refluxo biliar era capaz de trazer algumas doenças, por exemplo, a gastrite alcalina e assim sucessivamente. Ele não é tão comum em pessoas que não passaram por nenhum processo cirúrgico, não passaram por uma cirurgia de estômago ou uma gastroenteronastomose. Então, esse não seria um problema da gente se preocupar no dia a dia. A formação da pedra na vesícula é mais comum do que o refluxo biliar, por exemplo. Doutor, essa outra, o senhor acho que já citou, colestitite. É isso aí. Essa é a inflamação, né, Vivi? A inflamação da vesícula, geralmente causada pela impactação do cálculo. Então, quando o cálculo fica preso e a vesícula não consegue expelir aquela quantidade de bile, a vesícula começa a inflamar por tanto esforço que ela faz de tentar eliminar essa bíblia. E essa inflamação, que vem associada com todo aquele processo de infiltração de líquido, etc., ela causa dores, espessamento da parede da vesícula. Na grande maioria das vezes, isso é um caso cirúrgico. Então, o paciente que chega no pronto-socorro, tem o diagnóstico de cólice estite aguda, hoje, pelo consenso mundial, ele deve ser operado o mais rapidamente possível. Antigamente se pedia para esperar um pouco, etc. Vamos esperar esfriar o processo, entre aspas. Hoje em dia não existe mais isso. Hoje em dia, quanto antes a gente operar, melhor para o doente. E, doutor, são doenças que afetam homens e mulheres? Tem faixa etária que mais aparecem? Sim. A doença acomete homens e mulheres, sim. As mulheres são mais acometidas do que os homens, de forma geral. Acomete com maior frequência os pacientes obesos. Pacientes diabéticos precisam tomar muito cuidado, se tiverem colicistite, esses sem dúvida nenhuma devem operar logo, porque eles possuem um processo de perfusão da vesícula menor, a vesícula se torna necrótica com mais facilidade do que os não diabéticos, os obesos naturalmente por causa do desbalanço do colesterol, e um ponto importante para os homens, quem estiver assistindo o programa agora, ficar atento, porque os homens, como eu te falei, eles tardam mais a procurar ajuda. E quando procuram, a vesícula já está num estado pior do que aqueles que a gente encontra na mulher mais precavida. Então, homens que possuem cálculo na vesícula, retirem logo, porque a cirurgia, uma vez numa vesícula inflamada, ela pode ser muito mais complicada e ter um pós-operatório muito pior do que se você tivesse operado mais cedo. Entendi. Cirurgia vai ser o próximo ponto que eu vou comentar aí com o senhor, mas eu preciso chamar um intervalo, é coisa rápida, a gente tá conversando aqui com o Dr. Bruno Pereira, ele que é cirurgião geral, a gente ainda tem muito o que falar sobre vesícula, cirurgia, se é possível ou não conviver aí sem esse órgão. É rapidinho, doutor, espera um pouquinho, só tomar uma água, você de casa também. Não, saia daí, a gente volta já já. Saúde e vida de volta aqui pela tela da TV Câmara Campinas. A você de casa, muito obrigada pela sua companhia e audiência ao longo aí da nossa programação. E antes de voltar pra gente falar aí mais sobre vesícula, eu quero lembrar você de casa que também é possível participar aqui da nossa programação e também do nosso programa Saúde é Vida. Tá vendo esse número que tá aparecendo agora no seu vídeo? Anota aí. É o nosso WhatsApp. Faz o seguinte, deixa ele aí no seu celular e assim que aparecer alguma dúvida, alguma doença que você tem curiosidade, tem perguntas, manda pra gente que nós vamos atrás de um especialista pra explicar tudo. E voltando a falar sobre o tema de hoje, vesícula. Você sabe qual que é a função desse órgão? As doenças que podem aí gerar nele. E se é possível fazer cirurgia, retirar e como viver sem a vesícula? Quem tá respondendo tudo isso e muito mais é o Dr. Bruno Pereira, ele é cirurgião geral, mais uma vez aceitou o nosso convite de falar aqui no Saúde é Vida e tirar todas as dúvidas. Doutor, no primeiro bloco a gente falou aí sobre algumas doenças, a função desse órgão e em muitas respostas o senhor falou sobre cirurgia retirada da vesícula. Quando a cirurgia é necessária? Bom, Vivi, você sabe que antes de mais nada, a cirurgia da vesícula é a cirurgia mais realizada no mundo no trato gastrointestinal, né? Quando a gente está falando de trato digestivo, etc., cirurgia do abdômen, é a cirurgia mais realizada no mundo. No nosso grupo aqui, que atende a região metropolitana de Campinas, a gente opera, em média, 750 vesículas por ano. É um número absurdo, uma quantidade de vesículas enorme, ou seja, é uma doença realmente incidente na população e na população local aqui da região de Campinas também. A vesícula, ela sim, como a gente disse no bloco anterior, ela pode ser retirada não vai lhe fazer falta hoje o padrão de cirurgia é a cirurgia videolaparoscópica que é uma cirurgia minimamente invasiva o pessoal aí fora chama de cirurgia laser mas não tem nada de laser não a cirurgia na verdade é uma câmera que a gente coloca lá no umbigo do paciente, faz uma incisão de 10 milímetros ali, entra com uma camerazinha e tem outras duas incisões, três incisões na verdade que é uma outra incisão de 10 milímetros e duas de 5 milímetros É muito pequenininho, esteticamente fica ótimo. Então, as mulheres que estão preocupadas, etc., com a estética da barriga, ah, vou ter um corte. O corte é mínimo, você quase não percebe. Hoje, para as cirurgias eletivas, a gente dá alta no mesmo dia e se enquadra nas cirurgias eletivas aquele paciente que fez o diagnóstico ao acaso de pedra na vesícula ou que sentiu alguma coisa, foi no médico, no consultório, no ambulatório, etc., ele pediu o ultrassom e detectou que tinha o cálculo lá na visil. E aí programaram para operar. Essas são as cirurgias eletivas. Uma vez que a gente interna esse paciente, opera na manhã, e no final do dia ele já está indo embora para casa, uma recuperação muito rápida, o paciente se sente bem para fazer as suas atividades laborais, numa boa. Diferente daqueles pacientes que têm a inflamação que você mencionou lá no bloco anterior, que é a colicistite. Esse interna de urgência, nem sempre ele vai embora nas primeiras 24 horas, isso vai depender do quadro ou do grau de gravidade que esse paciente se encontra quando interna lá no hospital. Doutor, e depois, como que é a vida desse paciente sem a vesícula? Quem que vai fazer a função dele? Então, essa é uma pergunta que muita gente faz. O pessoal às vezes opera de urgência, não dá tempo, aquele negócio, ai meu Deus, eu vou ter que ser operado, como é que vai ser aquela correria, e depois, quando voltam no ambulatório para tirar os pontos da cirurgia, etc., aí que vem as perguntas, e aí muitos perguntam, mas doutor, como é que eu faço para viver agora sem minha vesícula? Bom, como a gente explicou, a vesícula é um armazém, quem produz a bile que digere a gordura é o fígado, então o seu fígado vai continuar produzindo uma quantidade de bile que vai estar pingando ali no seu duodeno diariamente num volume total ao final do dia. Então não se preocupe com isso, porque o seu fígado vai se adaptar à dieta que você tem. Então, por exemplo, se você tem uma dieta mais regrada em gordura, o seu fígado vai eliminar aquela quantidade de bile necessária para digerir aquele tanto de alimento pobre em gordura. Se você tem uma dieta rica em gordura, ele vai produzir mais bile. Quanto que dá o problema? Quando eu estou com uma dieta super regradinha, eu vivo em dieta, só como salada e grelhada. E de repente eu vou numa churrascaria, eu como uma feijoada e etc. Aí corre o risco de o seu fígado não dar conta, porque você ingeriu uma dieta que está fora do seu hábito, e aí você se sentir um pouco nauseado, ou dar um pouco mais de gás, ou quem sabe até soltar um pouco o intestino. Mas na maioria das vezes, se você possui uma dietinha regrada, você não vai ter problema nenhum. É necessário tomar remédio, doutor? que quando a gente fala, vai retirar um órgão vou ter que tomar remédio pro resto da vida não, a vesícula não, assim como o apêndice o apêndice, você tira o apêndice e você não precisa mais tomar remédio, você opera na fase da apendicite aguda, quem sabe um dia a gente não fala sobre isso aqui pros ouvintes mas a vesícula você tira o seu organismo se balanceia e fica tudo certo, você não precisa tomar remédio você não precisa o que você precisa é ter uma dietinha regrada ou um hábito constante de dieta não necessariamente você precisa ser o cara que essa semana mesmo teve uma paciente no consultório que perguntou assim, doutor posso voltar a comer minhas porcarias? o hambúrguer, a pizza, aquele negócio eu falei, você pode mas mantenha um hábito pelo menos dentro do saudável para você não ficar doente de outras coisas, mas você pode Então é uma questão de adaptação de acordo com o seu hábito alimentar mesmo. Tem uma coisa que me chamou a atenção, o nosso corpo consegue se adaptar, assim como o fígado, como o senhor deu o exemplo, ele se adapta assim? É um processo muito rápido? Eu sei que é, Lili. O organismo acaba, uma vez retirando a vesícula, em torno de um mês, você já está adaptado àquela quantidade de alimento que você come, que tem gordura e o seu fígado trabalhar com ela. Então, normalmente, você não vai sentir um desconforto muito grande não. Claro que no pós-operatório imediato, até o organismo se habituar, você tem um pouquinho, sim, de dificuldade. Às vezes, essa sensação de barriga inchada, estômago inchado, etc., por produzir mais gás, não existe mais, não está conseguindo digerir aquela gordura. O fígado está começando a produzir mais bile para digerir um pouco daquela gordura. Então, esse processo demora. em torno aí de uns 15, 30 dias, mas depois disso você vai bem. Doutor, a gente disse lá no bloco anterior que afeta homem e também afeta mulher. Criança, idoso também sofrem? Criança não, dificilmente você vê criança com pedra na vesícula, né? A criança, ela é mais ativa, tá em fase de queimar energia e tudo mais, então é mais difícil. Verdade é que as crianças têm se tornado mais gordinhas por causa dos hábitos da sociedade atual. Hoje a gente vê muito mais criança acima do peso do que via antigamente. Isso se deve aos hábitos contemporâneos, digamos assim. Então, é previsível que as crianças comecem a aparecer com algum ou outro distúrbio da vesícula, sim. Os idosos, sem dúvida nenhuma. A gente tem paciente, eventualmente, com 90 anos que está precisando ser operado de pedra na vesícula porque nunca foi ao médico, nunca fez o diagnóstico e acabou deixando para uma fase mais tardia. Essa população específica, a gente precisa de um pouco mais de cautela, a gente precisa de um pouco mais de cuidado. Normalmente, ele já vem com um monte de comorbidades, são hipertensos, são diabéticos, tomam uma série de medicações para o coração e etc. eventualmente estão anticoagulados por um trombo ou alguma coisa, então a gente precisa tomar muito cuidado. A mortalidade dos pacientes idosos em relação aos pacientes mais jovens que operam a vesícula são relativamente mais altas. E doutor, você falou aí crianças mais obesas, né? A gente vê uma população mais obesa, mais pessoas com diabetes, pressão alta, enfim, quais são os fatores de risco aí para a pessoa desenvolver algum problema na vesícula? Então, essa é uma questão que hoje está muito clara para a ciência, porque a nossa dieta é uma dieta que tem sido cada vez mais industrializada, mais gordurosa, mais rica em gordura trans, etc. Então, junto com todos esses fatores contemporâneos, a gente viu o aumento da incidência de doença da vesícula. Então, os fatores de risco estão aí, estão presentes no supermercado, digamos assim, sabe? Aquela dieta mais gordurosa, aquela dieta mais industrializada, normalmente associada ao aumento do colesterol, ou a pontos que aumentam o colesterol, propriamente dito. A mulher tem um duplo fator de risco, porque a mulher, na idade fértil, como ela menstrua todo mês, ela tem um índice de hemólise maior, porque ela perde mais hemácia e produz mais hemácia. para manter aquela perda mensal que ela tem. Então, isso faz com que ela produza, a célula vermelha acaba se degradando mais rapidamente, ela produz mais bilirrubina indireta, e essa bilirrubina indireta, circulante, ela pode acabar comprometendo o desbalanço de sal biliar e, eventualmente, causar cálculos. São cálculos diferentes do colesterol, mas podem causar também. Doutor, eu sempre pergunto aqui para todo especialista que vem, E a atividade física? Quando você fala de vesícula, atividade física também ajuda? Ah, sempre ajuda, né Vivi? Você ter hábitos saudáveis, comer bem, fazer exercício físico, ter um bem-estar mental, porque às vezes o que a gente vê muito hoje é o estresse como causa primária das doenças. Eu vejo muito paciente que vem no consultório estressado, com enxaqueca, gastrite, etc. Quer dizer, é uma consequência do estresse diário. O estresse te causa dano, te causa injúria tessidual. Então, se você está muito estressado, revê. Revê seus conceitos. Se você acha que está acima do peso, reveja. Reveja seus conceitos, faça exercício. Coma melhor. Pare um pouco para se alimentar bem. todos os hábitos saudáveis, que incluem até trabalhar em um local que você considere saudável, fazem bem à sua saúde. Hoje, nós vemos muita coisa na ciência mostrando qual é o segredo da longevidade. Como é que tem pessoas que chegam a 101 anos e tem gente que não chega aos 50? quando eu digo relacionado a causas de doenças, não ao trauma, não acidentes, etc., mas doenças propriamente dito. E muito disso, desse fator de interferência, é o estresse. Você pega, por exemplo, às vezes aquele senhor ou senhora que viveram no campo, que não se estressaram tanto, que comeram comida vinda da terra mesmo, não industrializada, que criaram a própria comida, etc. Coisa que a gente vê muito pouco hoje em dia, mas se via comumente no passado, esses viveram mais tempo. Existem, é claro, que os fatores de interferência genética e tudo mais, a história genética familiar com relação ao câncer, hipertensão, hipercolesterolemia também, mas se você avaliar bem, os fatores externos, que é a própria dieta, o exercício e o estresse, são os maiores influenciadores na longevidade hoje. Doutor, aí no final o senhor falou aí doenças que podem passar de pai para filho, a vesícula, problemas na vesícula, pode acontecer? Pode passar? Pode ser hereditário? Esse não. Quando a gente fala de câncer de vesícula, sim, existe uma incidência, mas o câncer de vesícula é mais raro. Aliás, Bibi, quando a gente fala de câncer em geral, as alterações genéticas podem sim passar de pai para filho, e se você tem história familiar de câncer, você precisa investigar mais cedo. Por exemplo, hoje quando a gente fala de câncer coloretal, câncer de intestino, Se você parar para analisar, aquelas pessoas que têm história familiar de câncer, em algum momento vão ter câncer na vida também. A probabilidade é muito alta. Por isso, as sociedades recomendam que quem tem história de câncer na família, câncer coloretal especificamente, faça a colonoscopia mais cedo do que o restante da população que não tem história de câncer na família, a fim de diagnosticar precocemente o câncer. Então, sim, existe uma relação genética da história familiar e dessa herança genética que o seu avô, o seu pai, a sua mãe, a sua avó podem ter passado para você e por isso você precisa estar mais atento e mais preventivo. Não significa que você um dia vai ter o câncer, se você não buscar, sim. Mas procure, faça o screening, siga as orientações médicas para que você faça o diagnóstico precoce, se diagnosticar o câncer, Que ele seja diagnosticado bem no iniciozinho, onde a cura às vezes é pela própria colonoscopia, no caso do câncer colorectal, ou no caso da vesícula, com o ultrassom você tira a vesícula e está tudo resolvido, acabou o problema. Doutor, voltando a pegar o gancho na resposta anterior, como o senhor disse, a gente está se alimentando mal, está muito estressado, muito ansioso, não faz atividade física, tudo isso influencia na nossa saúde, tudo isso influencia também na saúde da nossa vesícula, Isso preocupa vocês, médicos? Porque o que a gente vê é cada vez piorando, né? Como é que vocês pensam? Por isso que orientações são fundamentais? É verdade. Você está certa em dizer que está só piorando. Nos últimos 50 anos, existe uma grande diferença da qualidade de vida. O mundo se torna mais dinâmico. Nesses últimos 50 anos, o que a gente vê é internet, tecnologia, WhatsApp, essa cobrança, quer dizer, o estresse naturalmente passa a existir numa escala que não existia antigamente. E com isso vêm as doenças também acompanhadas. Eu me lembro de uma passagem, vi num livro de fisiologia, que dizia que o homem da caverna saía para caçar, eventualmente. E uma dessas vezes que ele sai para caçar, ele dá de cara com um leão. E aí o livro perguntava, mas quem é a caça? É o leão que saiu para caçar o homem da caverna ou vice-versa? Esse momento de indecisão no homem da caverna faz uma resposta endócrino-metabólica de estresse acentuada, é que ele precisa decidir se ele vai fugir ou se ele vai lutar contra o leão. E a sensação que me dá é que esse livro de fisiologia estava, na verdade, antecipando a sociedade contemporânea, porque hoje a gente está num estresse metabólico diário para fugir, entre aspas, e lutar, entre aspas, também. A gente está sempre com um compromisso, sempre com uma atividade, a gente está sempre preocupado. Mas e o descanso? E o tempo que a gente precisa para relaxar, para o organismo se recuperar, para dormir? Será que a gente está dando valor a isso? Ou será que a gente está o tempo todo indo caçar um leão? Ou o leão vindo nos caçar? Então, a gente precisa ter muito cuidado com isso. Realmente, é uma preocupação. Eu não consigo enxergar a forma com que isso vai mudar se a população em geral não se der conta de que, calma, a gente precisa valorizar a nossa saúde antes dos nossos compromissos, digamos assim. Tá, então, para a gente encerrar o Saúde e a Vida de hoje, qual dica, orientação que o senhor deixa para a gente? Bom, então, como a gente está falando da vesícula, o mais importante é, primeiro, tenha uma vida saudável. A gente linka aqui com o final da nossa entrevista e o começo da nossa entrevista. Tenha uma vida saudável, tenha uma vida de exercício regular, de uma alimentação, saiba o que você está comendo, Procure entender aquilo que você come. Não come qualquer coisa que está ali dentro do saquinho industrializado que você comprou no supermercado, não. Procure entender o que é o alimento que você está consumindo. Aquela máxima, você é o que você come, é muito verdade. Com relação a vesícula especificamente, vale a pena você buscar por exames. As mulheres fazem os seus exames com mais frequência. Então, no ultrassom de abdômen, você já consegue determinar se você tem ou não o cálculo na vesícula, e se tiver, procure o cirurgião, discuta com ele se vale a pena operar logo, se não vale, qual é a conduta melhor para você. Os homens, especificamente, cuidado redobrado para não ter a pedra na vesícula, ir empurrando com a barriga, entre aspas, e chegar no hospital em caráter de urgência, onde a cirurgia vai ser mais difícil, as complicações são mais prováveis e o sofrimento que você vai ter vai ser maior. Então, atenção, homens, fiquem ligados pra não ter complicações de pedra na vesícula. Se fez o diagnóstico, corre lá pra buscar ajuda do seu cirurgião, do seu médico, e ele poder resolver o problema pra você. Acho que é isso, Vitor. Tá ok, doutor. Muito obrigada, viu, pela sua participação aqui no Saúde é Vida. Tenha certeza que foi mais uma participação muito rica de informação. Muita gente não sabia de tudo isso que a vesícula faz no nosso organismo e tudo que pode acarretar, né? Fica aqui o convite, então, para um próximo programa. Muito obrigada! Um abraço, Vivi, um prazer estar aqui com você. Até a próxima! Até a próxima, você de casa também! Te encontro na próxima edição do Saúde é Vida. Lembrando que se quiser rever todo esse bate-papo com o Dr. Bruno Pereira, ele que é cirurgião geral, é fácil! Esse programa está disponível na íntegra no YouTube da TV Câmara Campinas. Entra lá e reveja toda essa conversa para não ficar nenhuma dúvida Mais uma vez, muito obrigada pela sua companhia Até o próximo Saúde é Vida, se cuida! Tchau! Legenda Adriana Zanotto Amém.
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