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[Música] [Música] Olá, pessoal. Mais um Saúde à Vida começando para você aqui na programação da TV Câmara Campinas. Hoje nós vamos falar sobre a febre maculosa. Mas antes eu tenho um recado para você que tá em casa que para participar do Saúde é vida e sugerir um tema aqui para o programa é bem fácil. É só você entrar em contato pelo nosso WhatsApp. O DDD é o 19, o número é o 97829377. Vai aparecer aí na sua tela também um Qcode para você acessar pelo celular. A febre maculosa já ganhou várias manchetes por conta de alguns surtos, principalmente ocorridos no interior do estado de São Paulo. Os sintomas podem ser confundidos com o de várias outras doenças e, além disso, ela tem alto índice de letalidade se não for tratada desde o início. Por isso, é uma doença que requer, sim cuidados e vigilância, mas pessoal não há motivo para pânico. E para falar sobre esse tema, a convidada do programa de hoje é a Cláudia Murta, infectologista do Hospital Felício Roxo. Eh, doutora, muito obrigada pela sua participação aqui no Saúde à Vida. Oi, Ana. Olá, todo mundo. Eu que agradeço o convite pra gente conversar e esclarecer um pouco sobre essa doença. Exatamente. Eu acho que pra gente começar então, doutora, eu gostaria que você explicasse um pouquinho o que que é a febre maculosa e por que ela leva exatamente esse nome. Febre maculosa é uma doença causada por uma bactéria, a riquia. Existem vários tipos de riquet e a febre maculosa, ela não é exclusiva do Brasil. Lá nos Estados Unidos chama, por exemplo, febre maculosa das montanhas rochosas, que é o local onde tem mais casos. E o nome da doença vem porque ela causa febre e ela causa máculas. O que são máculas? são manchas na pele. Então, basicamente é uma doença caracterizada por febre e manchas no corpo. Daí o nome dela. Eh, doutora, qualquer carrapato, você diz que tem um específico, né? Mas existem muitas outras espécies podem causar essa febre maculosa. Quem causa a febre maculosa não é o carrapato. O carrapato ele transmite a bactéria que causa a doença. Então, riquia é o nome da bactéria. E o carrapato que está associado à transmissão da febre maculosa é o chamado carrapato estrela, aquele carrapato pequenininho que muitas vezes é conhecido também pelo nome de Micuim. É um carrapato que é visto muito em regiões eh de Gramados ou perto de Cachoeira. Eh, ele gosta muito de civaras, de cavalos. Ocasionalmente ele pode vir também para cachorros que circulam nessas áreas. Mas a primeira coisa que a gente tem que falar é primeiro, não é todo carrapato que transmite febre maculosa, é só o carrapato estrela. E a outra coisa é, a imensa maioria dos carrapatos estrela estão contaminados pela bactéria, ou seja, não vão transmitir a febre maculosa. É, como que é então, doutora, essa essa transmissão? Eu gostaria que você explicasse, né, pro pessoal que tá em casa acompanhando. O carrapato ele a pessoa, é isso? E aí transmite a febre maculosa. Isso mesmo. O carrapato estrela, aquele que estiver contaminado pela bactéria, quando ele picar uma pessoa, habitualmente, quando a gente pega um carrapato, ele se fixa ali na nossa pele, né? E ele começa a sugar o nosso sangue, porque é assim que ele se alimenta. Não é imediata essa transmissão da bactéria pra gente. O carrapato, ele tem que ficar ali na pele algumas horas, geralmente aí umas 4 horas para dar tempo dele se instalar, picar a gente e transmitir a bactéria. Então esse período de algumas horas é um período importante porque a pessoa tá caminhando num lugar que tem mais mais risco de carrapato, que é sabidamente um local que tenha mais animais, capivara, eh cavalos. É importante olhar a pele várias vezes, assim que possível olhar, porque se tiver pego um carrapato, tira esse carrapato logo e não vai ter risco de transmissão. Então a transmissão é pela picada do carrapato que fica em contato com a gente por algum período de horas. Ou seja, se a pessoa encontrou o carrapato ali, né, tá na pele e for menos de 4 horas que ele tá ali, então não oferece esse risco. É isso. É esse número de 4 horas é uma média, né, que é estimada. Claro que pode acontecer a transmissão um pouco antes ou podem ter pessoas que ficam mais tempo com o carrapato e acabam não se contaminando. Mas é uma média isso. Por isso que a gente fala que assim que possível olhar a pele para ver se tem algum carrapato. Eles são pequenininhos, né? Para retirar o mais rápido possível. Certo? E doutora, a febre maculosa, ela é transmitida de pessoa para pessoa? Não, não existe transmissão de pessoa para pessoa. A transmissão é só pela picada do carrapato estrela que esteja contaminado por essa bactéria. Então, se alguém da família, por exemplo, está com febre maculosa, se eu cuidar dessa pessoa, ajudar a tomar um banho, dar alimentação, não tem risco nenhum de transmissão de uma pessoa para outra. Isso é muito importante. Outra coisa importante também é que não quer dizer que saiu um grupo de amigos ou uma família e foi caminhar e, por exemplo, 10 pessoas foram picadas por um carrapato. Mesmo que seja numa uma região eh de transmissão de febre maculosa, não quer dizer que as 10 pessoas vão ficar doentes. Claro que não, né? Como nós falamos, o carrapato ele tem que estar contaminado pela bactéria. Então não é todo carrapato que transmite. Eh, doutora, até uma curiosidade, a maioria dos carrapatos estrelas, eles estão contaminados ou é uma minoria que tá contaminada? Felizmente é a minoria que está contaminada. A minoria. Então, eh, e há áreas endêmicas ou com mais risco, a gente sabe, né? por exemplo, interior aqui de São Paulo, né? A gente tem bastante casos, né? O número de capivaras também tem aumentado. No Brasil, as regiões onde existe mais notificação da doença são as regiões Sudeste e a região sul. O carrapato ele se desenvolve em especial na época de seca. Então, esses meses que a gente tá entrando agora, né, maio, principalmente de junho até outubro, é a época em que existe uma população maior de carrapatos e aí o risco de transmissão da doença, ele é maior, exatamente porque tem mais carrapato e aí a gente fica mais exposto. É. Doutora, quando começam a aparecer os sintomas, acho importante a gente falar sobre isso também, a pessoa foi viajar, né, foi para uma área de mata, aí depois começou depois de alguns dias ali, começou a apresentar alguns sintomas. quando esses sintomas começam a aparecer e quais também são esses sintomas, os principais. O período de incubação da doença, quer dizer, desde que o carrapato me picou até começarem os sintomas, é em torno de 7 dias. Essa é uma média, pode variar. Às vezes a pessoa tem sintomas mais precoces, por exemplo, do tr dias depois da exposição e pode ser também até um período de 15 dias. Então esse fato de lembrar da exposição é muito importante. Por quê? Porque quando a doença começa, ela começa de uma forma que não é característica, começa como se fosse uma infecção parecida com uma gripe. Então a pessoa começa a ter febre, malestar, às vezes dor no corpo, dor nos músculos, fica um pouco mais prostrada, sem muita vontade de fazer as coisas. Então é um quadro bastante inespecífico, que nesse primeiro momento habitualmente não se pensa que pode ser febre maculosa. Daí a importância de lembrar de viagem, lembrar que tirou carrapato, né? Eh, para que o médico possa pensar nessa possibilidade. Esse é o quadro inicial. Quando se passam aí uns três dias do início desses sintomas, a pessoa começa a apresentar as manchas no corpo, que são aquelas máculas que eu falei que dão o nome da doença. Então começam a aparecer algumas manchas rosadas ou avermelhadas, podem aparecer alguns pontinhos mais roxos, mais escurecidos, que aí a gente vai ter a suspeção de que pode ser febre maculosa, podem ser outras doenças também, mas aí febre maculosa tem que entrar no radar do diagnóstico e a pessoa informar pro médico que pode ter tido uma exposição a carrapato é muito importante. A maioria dos casos de febre maculosa são quadros que evoluem de uma forma mais leve quando quando é dado o diagnóstico precoce e é instituído o tratamento precocemente. Esse é o quadro inicial que eu falei. quando não se dá o diagnóstico ou não se faz o tratamento ou algumas vezes pessoas que vão evoluir mesmo para quadros mais graves, começam a aparecer sintomas de vômito mais persistente, de dor abdominal, né, dor na barriga. Eh, às vezes pode dar uma conjuntivite, uma irritação no olho, a pessoa pode ficar mais prostrada, às vezes com confusão mental. Então, esses são os quadros graves da doença que, felizmente podem ser evitados com o tratamento mais precoce. Eh, exatamente falando sobre eh sequelas, né? Se a febre maculosa não for tratada, ela tem esse alto índice, né, também de letalidade. Se a pessoa, né, sobreviver, ela ainda pode deixar alguma sequela? Algumas pessoas podem ter sim algumas sequelas da doença, né, que vão acontecer nesses casos mais graves. Então a pessoa pode ficar, dependendo do que aconteceu aí durante a evolução, às vezes uma alteração mental com déficit, né, uma redução da capacidade de concentração ou de raciocínio. Algumas vezes uma perda de equilíbrio também pode acontecer. Dependendo do que tiver havido na evolução da doença, uma parte do corpo pode ficar com os movimentos reduzidos. Se tiver tido um processo inflamatório cerebral na região dos nervos auditivos, essa pessoa pode ficar com uma redução da audição e eventualmente se o quadro tiver sido um quadro hemorrágico mais grave, tiver corsado com trombose, pode haver inclusive amputação, né, de de dedos, das mãos ou dos pés. Mas essas sequelas, felizmente elas são raras, desde que a gente trate mais precocemente. E é bem complicado, né, doutora, porque como você tava explicando, ela pode ser confundida com outras doenças, inclusive a dengue, que também dá febre, malestar, né, aparecem também essas manchas vermelhas. Nesse sentido, né, qual que é a principal orientação pra população é entrar aí com esse diagnóstico quanto antes e já correr aí pro hospital, principalmente casos de crianças também, né, que eu acho bastante fundamental a gente abordar um pouquinho também sobre esse público, né, o público infantil, que de repente aí sai pras férias, visitam eh áreas de mata, né, hotéis, fazendas, quais são os cuidados Eh, ninguém precisa ficar sem passear, ninguém precisa ficar sem ir para hotel fazenda, né? A gente tem que viver, aproveitar a nossa vida e pensar na responsabilidade de prevenção. Então, prevenção a gente fala um pouquinho mais para frente, né? você tocou aí no assunto de crianças, as crianças, os idosos, as gestantes, os imunodeprimidos, quer dizer, pessoas que têm uma baixa imunidade, podem evoluir com casos mais graves e precisam de uma tensão mais imediata, não só paraa febre maculosa, mas também para dengue, como você citou, né? Dengue e febre maculosa no início tem quadro muito parecido. Febre, mal-estar, dor no corpo, vontade de ficar na cama, às vezes dor nas juntas, né? Dor nas articulações, as manchas, as lesões de pele que começam a acontecer. Então, o que que a gente precisa ficar atento? Independente do diagnóstico, teve uma doença que tá aí com dois dias, a pessoa não está se sentindo bem, sente que tá piorando, apareceram manchas na pele, ir ao médico, procurar um serviço de urgência, porque a dengue, por exemplo, com manchas na pele, é preciso ver como que tá o exame de sangue, se as plaquetas não estão caindo, né? Lembrar que dengue às vezes a gente tem aí 5 dias de febre, a febre melhora e aí depois então a febre piora. Essa piora da febre em que a gente tem os os casos mais graves de dengue. Na febre maculosa a gente costuma ter uma febre que vai persistir aí nesses primeiros dias aparecem as manchas, mas o quadro ele se confunde muito sim com os quadros de dengue, não só de dengue, né? a gente tem que lembrar de sarampo e também da febre e da manchas no corpo, hepatite por causa de vômito e de dor abdominal, eh salmonelose, né? Salmonela é uma bactéria que também causa um quadro de febre, malar, vômito, dor no corpo. Infecções mais graves, como menigoco, são infecções bem mais raras, felizmente, mas também podem acontecer. lectospirose. Então são muitas doenças que podem se dar um quadro bastante parecido e que o paciente precisa informar pro médico o que que aconteceu de diferente falando de febre maculosa nessa exposição aí a carrapatos. Então a mensagem é independente do diagnóstico, nós ainda não fizemos o diagnóstico do que tá acontecendo, a gente precisa ir ao médico se existem esses sinais de que a pessoa com dois três dias está piorando. Correto, doutora? E assim como existe o repelente, né, pra gente passar quando sai para essas áreas, né, de mata, tudo, existe algum produto que a gente possa usar quando frequenta esses lugares, aliás, contra o carrapato? Além do repelente, não. O o ideal é usar o repelente nas áreas expostas, né? Você pode inclusive passar o repelante, depois vestir a roupa, procurar numa área que você sabe que tem mais exposição de carrapato, usar roupas de manga comprida, usar calça comprida, colocar uma bota, se for possível, usar uma roupa mais clara, porque vai facilitar visualizar o carrapato tanto na roupa quanto quando se você tá de calça comprida e bota na hora que você tira a calça, Eh, a chance do carrapato ter entrado, ela é menor por causa dessa proteção da calça para dentro da bota, mas precisa ficar tempo e dar uma geral no corpo todo. Correto, doutora? E tem como prevenir a a contaminação em animais domésticos, como cachorros, por exemplo? O cachorro, por exemplo, se eu estou na minha casa e levo o cachorro para fazer uma caminhada no interior e aí nesse lugar é um lugar que tem grama, tem cavalo que pastou, que passou por ali, ou é uma área que tem uma lagoa e tem capivaras, o carrapato ele fica ali no solo procurando um novo hospedeiro. se desenvolve as lágrimas, né? O ovinho do carrapato se desenvolve ali e ele vai para vai procurar um hospedeiro. Então o nosso cachorro quando ele vai passear ele também precisa de cuidado, porque cachorro gosta muito, né, de correr, às vezes vai deitar na grama, vai rolar na cama. Então, o ideal é que o nosso cachorro quando é levado para um hotel, fazenda ou para uma caminhada perto de uma cachoeira, que esse cachorro esteja protegido. Então, tem remédio que a gente pode dar pro cachorro tomar e que vai proteger durante alguns meses. Tem remédio que pode ser colocado na pele do cachorro, geralmente aqui atrás da nuca, né? Eh, e o existem as coleiras também. Então o cachorro deve estar protegido porque se ocasionalmente ele adquirir um carrapato estrela que esteja contaminado com a bactéria, eventualmente no na nossa casa esse carrapato pode sair do cachorro, pode nos picar e aí transmitir a doença pra gente. Essa questão dos ovinhos, né, dos carrapatos, quanto tempo eles conseguem sobreviver ali no meio ambiente, por exemplo? Muito da temperatura. depende da umidade, né? É muito difícil prever isso. Não tem jeito da gente falar assim: "Passou uma capivara contaminada ali perto daquela lagoa e os carrapatos botaram seus ovos ali. Vai durar uma semana, 15 dias, um mês, pode durar meses, né? Eles podem ficar aí porque vai vir outra capivara, vai vir outro cavalo. Então não tem jeito da gente falar quanto tempo esse ovo vai ficar viável. O que a gente sabe é que, por exemplo, se tem uma grama e essa grama é cortada mais baixinho e tem uma exposição de sol maior, a possibilidade desses ovos não se desenvolverem, ela é maior. Então, provavelmente vai ter mais morte desses ovos do que numa situação de grama mais alta e com menos temperatura. Mas isso são coisas da natureza. a gente não consegue ter domínio sobre isso. Por isso que é importante entender que a maioria dos casos de febre maculosa vão acontecer agora de junho até outubro, que é quando a gente tem uma população maior de carrapatos, né, propiciado aí pelo clima seco. E com isso a gente tem que ficar mais atento ao diagnóstico para tratar precocemente. Com certeza, né? Tomar mais esses cuidados. Doutora, a gente vai fazer um rápido intervalo agora, porque no próximo bloco nós vamos falar sobre prevenção, diagnóstico e tratamento para febre maculosa. Nós já voltamos. [Música] Estamos de volta com o Saúde à Vida e hoje falando sobre a febre maculosa com a infectologista Cláudia Murta. Eh, neste bloco, né, Dra. Cláudia, nós já falamos no primeiro bloco sobre alguns aspectos dessa doença, sintomas, né, como que a gente pode tomar certos cuidados ao ir ao ir, né, visitar alguns lugares específicos. E agora eu gostaria de falar com você especificamente sobre a prevenção. Como que as pessoas podem prevenir essa doença? Qual Quais são os principais cuidados? Então, o principal cuidado é a gente evitar a exposição. Se a gente sabe que tem uma área que teve uma transmissão, teve algum caso de febre maculosa, então evitar aquela área, infelizmente nem sempre isso é possível. As pessoas que trabalham, por exemplo, e precisam ir pro pasto, né, ou precisam fazer o seu trabalho ali naquela região. Então, qualquer um quando vai para qualquer lugar de risco, de exposição, a gente pensa sempre na cobra. né? Não posso ir no mato, tem que pensar onde que eu vou olhar, onde eu vou pisar. Então, pensar na possibilidade do carrapato e como que a gente se previve. E aí é uma prevenção que é contra o carrapato, mas que a gente tem que pensar também nos mosquitos que transmitem dengue, né? Eh, que transmitem febre amarela. Então nós temos que fazer uma prevenção no geral, passata repelente no corpo, tentar usar roupas de manga comprida, calça comprida para evitar o máximo essa exposição. que é uma área densamente popular populada de de carrapatos, o ideal é colocar inclusive a calça para dentro da bota, as pessoas que trabalham nesses locais, colocar a calça dentro da bota e até dar uma amarrada ali, colocar uma fita, né, prender uma bota mais apertada para dificultar a entrada do carrapato. O carrapato ele é mais escuro um pouquinho, então se a gente usar uma roupa mais clara fica mais fácil a gente olhar ali na calça se tem carrapato. Identificou, por exemplo, durante uma caminhada, saiu para fazer trilvia com os amigos, identificou que tem carrapato ali para, né? Olha a roupa de todo mundo, procura um lugar que seja que não tenha um muito gramado, por exemplo, lugar mais de pedra, puxa a calça, olha ali se tem algum carrapato que conseguiu entrar, já tira aquele carrapato, né, para evitar dele ficar muito tempo. E sempre que voltar para casa ou pro hotel onde tá hospedado também olhar o corpo. A maioria das vezes o carrapato vai entrar lá por baixo, né? Porque ele tá eh na ali na grama. Então ele entra, ele vai aderir ali na nossa roupa, na perna, vai procurar um buraquinho para entrar, mas ele pode subir. Então às vezes a gente vai ter uma picada de carrapato na barriga, às vezes no braço, eles gostam de lugar mais quentinho. Então olhar na virilha, né, nas dobrinhas do corpo, porque às vezes nesses lugares a gente acha o carrapato. Achou o carrapato tem que tirar. Não é bom espremer o carrapato ali pertinho de onde você tirou, porque se tiver alguma alguma bactéria ali, existe o risco de contaminar, já que a pele tá ferida. Então não espremer ali por perto e sempre lavar as mãos depois que tirar os carrapatos. O ideal é até tirar com uma pinça. Isso mesmo, doutora? Com alguma coisa que remova, né? Pode, pode tirar com uma pinça, né? Mas aí tem que ter cuidado para não machucar a pele na hora que tiver puxando e não apertar o carrapato para ele não estourar ali pertinho do lugar onde ele onde ele picou, né? e tirou carrapato, seja com pinça, seja com a mão, lavar as mãos e lavar aquele lugar também, porque como é uma um buraquinho, a gente tem bactéria na pele, então às vezes ali pode dar até uma infecção no lugar que não tem nada a ver com a bactéria da febre maculosa, uma infecção de pele mesmo. Então, serve para picada do carrapato, mas serve para qualquer machucado que a gente tiver, lavar bem com água e sabão para reduzir o risco de infecção naquele lugar. E até nos parques, né, muitos têm aqueles avisos, né, área de risco de transmissão da febre maculosa. Então as pessoas precisam estar atentas a essas plaquinhas, né, que ficam na nas gramas e lógico não invadir aquele espaço, né? Se você caminhar naquele passeio ali que já tá determinado, o risco não não tem risco, né, doutora? É isso que eu gostaria de deixar claro também pras pessoas. É, o risco é onde o carrapato fica, né? O carrapato fica habitualmente onde tem grama, às vezes uma vegetação mais rasteira, né? Alguns arbustos, porque é ali que os cavalos passam, é ali que as capivaras passam, né? Onde eles pastam, onde eles comem. Eh, capivara gosta muito de região que tem água. Então, ali perto de Lagoa você sabe que tem capivara e é uma região que já teve aviso de possibilidade de transmissão, evitar aquele lugar. Tem muitos parques que tem, como você falou, as áreas já específicas para caminhada, a gente faz ali, a gente tá muito mais seguro, sem dúvida. Exatamente. Doutora, vamos entrar um pouquinho no diagnóstico, como que é feito, né, a detecção da doença. É basicamente clínico o o diagnóstico. O diagnóstico inicialmente é um diagnóstico clínico, então é baseado nesses sinais e sintomas. que a pessoa apresenta e junto com isso a questão epidemiológica, ou seja, a exposição ou o risco de exposição a carrapato. Então é a pessoa que chega com aquele quadro que a gente descreveu contando o que que tá sentindo e aí falar: "Ah, eu fui a uma cachoeira tem uma semana, né? Eu fiz uma trilha de caminhada, eh, o lugar tinha capivara, né? Ah, um amigo meu falou que lá já teve meu carrapato da febre maculosa. Então, essa é a história epidemiológica que precisa ser contada. Frente à suspeita clínica, o médico vai sim pedir exame de sangue para confirmar o diagnóstico, mas ele vai começar a tratar. Por quê? Porque nessa fase inicial é quando a gente consegue os excelentes resultados de tratamento. Então eu não posso ficar esperando o exame de sangue que vai confirmar se é ou não febre maculosa. Nesse primeiro momento, o médico pode fazer um hemograma, que é o exame de sangue comum, para ver se tem alguma anemia, vê as plaquetas que fazem a a coagulação do sangue, vê os leucócitos que fazem a defesa do sangue. Às vezes algum exame para ver o vino ou para ver o fígado, depende da apresentação inicial. E o médico vai pedir também o exame, a sorologia para fazer o diagnóstico de febre maculosa e já vai começar a tratar o paciente com antibiótico que pode ser tomado em casa mesmo o paciente estando bem. Esse exame de sangue que eu falei que dá o diagnóstico, é um exame de sangue que nos primeiros 10 dias da doença ele pode ser negativo porque a pessoa ainda não fez os anticorpos, que é o que o exame de sangue vai detectar. Esse exame é feito com uma técnica que chama imunofluorescência e às vezes nessa primeiro, nesses primeiros 10 dias ele pode dar negativo. Se esse exame vier positivo, tá dado o diagnóstico mesmo. Lembrando que a pessoa já começou a tratar, né? Se esse exame vier negativo, é recomendado repetir esse exame duas semanas depois, porque como eu falei, o diagnóstico lá no início, ele pode vir com exame negativo e depois esse exame vai positivar duas semanas depois. E é importante repetir esse exame quando tem a suspeita clínica, mesmo que o paciente já esteja bem, pra gente documentar que realmente foi febre maculosa e instituir medidas de orientação à população naquela região que a pessoa esteve eh exposta. Existe um outro um outro exame que é feito, mas é mais raramente, é reação de cadeia de polimerase, que é um exempo, menos disponível, mas que dá positivo mais no início da doença mesmo. O importante é, teve a suspeita, mesmo sem um exame de sangue, pronto, o médico já começa a tratar. É isso que eu ia falar. Na dúvida, já entra com a medicação, né, doutora? É porque a evolução paraa gravidade, ela está muito associada ao tempo em que a gente demora para começar a tratar o paciente. Então, se eu se eu pego esse paciente ali no início dos sintomas, apareceram as manchas, tem a história da exposição ao carrapato e eu começo a tratar esse paciente, a chance dele evoluir para um quadro grave é muito pequena, muito diferente de quando esse paciente já chega para atendimento com um quadro mais prolongado, duas, três semanas de evolução, em que ele já vai ter mais anemia, mais alteração de coagulação, mais alteração no fígado, ele pode ter sangramento, ele pode ter alteração de sistema nervoso central, ele fazendo uma encefalite, né, que é um processo inflamatório do cérebro, eh esse paciente pode entrar em eficiência respiratória. Então, é claro, nesse momento a gente vai tratar, mas a mortalidade da doença, ela é muito maior, porque o quadro já está mais prolongado e muito mais grave. A bactéria já ficou ali no corpo durante muitos dias, se multiplicou muito e já atacou vários órgãos. Por isso que a gente começa a tratar lá no início com a história clínica e epidemiológica. Eh, Dra. Cláudio, o ideal então é tratar a partir de quantos dias, no máximo? Quanto mais precoce, melhor, mas geralmente a gente vai ter esse diagnóstico clínico, essa suspeita quando começam as manchas, né, ou quando essa febre tá ali dois três dias. E aí às vezes até antes de ter as manchas, a pessoa fala: "Opa, eh, eu fui para um lugar onde falaram que teve caso de febre maculosa, já vou procurar o médico." E aí, nesse meio tempo, geralmente aparecem as manchas do terceiro dia em diante. Então, geralmente tratar nos primeiros cinco dias da doença é o ideal, porque a gente vai bloquear essa multiplicação mais prolongada da bactéria no nosso corpo. Descobriu no quinto dia. Ótimo. Vamos tratar no quinto. Descobriu no sétimo, vamos tratar. No décimo, a mesma coisa. Quanto mais precoce, melhor. Então, não esperar ficar grave em casa para procurar o médico. E eu não tô falando só de febre maculosa, né? Outras doenças, a gente tá em casa, tá piorando, precisa procurar o médico para ser tratado o mais rapidamente possível. Sim, com certeza. Eh, doutora, no caso, né, falar um pouquinho agora sobre o tratamento. Você disse que geralmente são aí doses, né, de antibiótico. Como que é todo esse processo? Quanto tempo leva esse tratamento? O, a bactéria riquéa, ela é sensível a algumas classes de antibiótico, tetraciclinas, cloro antepicol. E habitualmente a gente usa uma medicação que está disponível eh nas farmácias. Claro que é com prescrição médica, a gente não pode ficar tomando antibiótico por conta própria. Primeiro porque tem que dar o diagnóstico. Segundo porque antibiótico tem que ser guiado paraa suspeita. Então é um antibiótico que está disponível, é tomado por bioral, habitualmente muito bem tolerado. Às vezes a gente muda um pouco, né? Pode ser doxiclina, pode ser clorofemicol, varia da idade da pessoa, né? Se tem suspensão, porque no caso de criança, eh, não vai conseguir engolir comprimido grande, né? Então a gente direciona paraa criança, pro adulto, ver o que que a pessoa toma de outras medicações, vê se tem algum problema de saúde. Então a gente adequa o tratamento para aquela pessoa individualmente. Habitualmente o antibiótico é tomado duas vezes por dia durante um período aí de 10 a 14 dias e às vezes um pouquinho menos, mas em geral é isso, né? uma, duas semanas e eh logo que a pessoa começa a tomar, a gente vai observar uma melhora clínica e com dois dias, três dias a febre começa a reduzir, a febre vai embora e a pessoa começa a se sentir melhor, que é a ação do antibiótico. Então, volto a dizer, ir ao médico para que seja individualizado o tratamento, para que corra tudo bem. Eventualmente a pessoa pode estar tomando antibiótico e pode ainda não ter melhorado o tanto que se esperava. Volta ao médico para ver se se tem tá acontecendo alguma alteração no organismo. Às vezes você tinha uma alteração no fígado, né, e o organismo não está se adaptando bem. tanta doença quanto antibiótico podem estar dando alguma alteração. Então, importante voltar paraa avaliação. E esses casos é de do antibiótico, ele eles são todos eh administrados em casa ou alguns casos são necessários eh hospitalização. aqueles casos mais graves em que a pessoa está vomitando e não consegue ingerir a medicação ou que já estão com dor abdominal, né, dor na barriga, às vezes alguma dificuldade de respiração ou o exame de sangue está mostrando alteração no fígado ou alteração no rim ou a pessoa está mais prostrada, eh às vezes desidratada. Esses casos precisam ser tratados no hospital. Então o médico vai internar esse paciente, vai observar o que que é preciso, medicação para vômito, hidratar com soro e aí a gente começa o antibiótico no hospital. A pessoa melhorou, pode terminar o tratamento em casa, sem problema. O hospital é o mínimo de tempo possível, mas é um tempo necessário para que essa pessoa, para que essa pessoa que já tem um quadro mais grave possa se recuperar e terminar o tratamento em casa. E doutora Cláudia, todos esses exames que são solicitados e até o tratamento, é tudo disponível pelo SUS? Sim, as unidades de atendimento públicas elas estão capacitadas a fazer esse diagnóstico, mesmo que o exame não seja feito naquela unidade, por exemplo, a pessoa foi para uma unidade de pronto atendimento. O exame específico de febre maculose, ele não é feito ali naquele pronto socorro, ele é coletado e mandado pro laboratório central, laboratório do estado, que reúne esses esses casos e vai fazer esses exames específicos. Mas o sangue ele é sim coletado naquele naquela unidade de pronto atendimento em que a pessoa vai ter a sua história médica colhida, o exame de sangue feito, o tratamento já instituído e a notificação. É uma doença que precisa ser notificada, ou seja, o médico preenche uma folha notificando que ele está com uma suspeita de febre maculosa naquele paciente. Exatamente. para que a o serviço de epidemiologia, vigilância sanitária possa saber que naquela região tem alguém com suspeita acompanhar esse exame, ver se tem algum outro caso eh que tenha sido diagnosticado ali, levantar os alertas, né, epidemiológicos, orientar os médicos e orientar a população. Então, é fundamental essa notificação dos casos. É, com certeza. Isso que eu ia falar, é fundamental a pessoa informar, né, as autoridades médicas para que elas comecem a tomar as providências também, né, porque se ninguém comenta, né, o o caso não é notificado e aí as pessoas continuam se contaminando, né, doutora? É, e mais do que isso, se a pessoa não falar pro médico que ela teve uma história de passeio numa cachoeira ou que foi a uma lagoa, tinha capivara, né, ou teve contato com cavalo, geralmente aí uma semana antes, como a gente falou, o médico pode não se atentar para esse diagnóstico, porque a história epidemiológica é muito importante. O paciente pode ser diagnosticado, por exemplo, como dengue, que dá um quadro muito parecido. Dengue a gente não trata com antibiótico. Febre maculosa a gente trata com antibiótico. Então, é fundamental falar dessa exposição pro médico se atentar ao diagnóstico, prescrever o antibiótico, pedir o exame de sangue e fazer a notificação para que a gente fique alerta sobre a possibilidade de novos casos. Nem todo mundo que foi para uma cachoeira e tá com febre vai ser febre maculosa, né? Por isso é importante avaliação específica do médico dentro de um contexto todo de sinais e sintomas clínicos, alterações laboratoriais e a história epidemiológica. Exatamente. E, doutora, pra gente esclarecer aqui de uma forma, né, mais eh de uma de uma melhor forma, o que que causa essa infestação em uma área assim por carrapatos, né? Qual que deve ser o procedimento das autoridades nesses casos? Tem uma área infestada. o que que deve ser feito, né, num primeiro momento, no primeiro momento, o que precisa fazer informar a população de que ali tem muito carrapato e de que houve transmissão de febre maculosa naquele lugar. Essa é a o esse é o mais importante de ser feito, né? A medida inicial mais importante para que as pessoas evitem aquela área até que seja feito algum controle. qual controle vai ser feito. Isso realmente depende ali da vigilância epidemiológica, da zoonoses, né? O serviço de zoonoses vai atuar ver se é cavalo que tá solto ou se é cavalo de um determinado proprietário, né? Área que tem muita capivara, é difícil controlar capivara, elas se reproduzem e a gente tem que entender que aquele ali é o meio ambiente delas, né? Elas moram ali, a gente tá indo para lá. Então a gente tem que entender o que que tá acontecendo. Mas no primeiro momento o mais importante é o alerta de que naquela região teve caso, se possível evitar a exposição naquele lugar e eh ficar muito atento, porque se alguém esteve naquela região e tem um quadro de febre, mancha corpo, relatar que esteve nesse local para que o diagnóstico seja pensado e instituído. tratamento rapidamente. É assim que a gente vai evitar a evolução pros casos mais graves da doente. E doutora, por que que ocorre essa infestação em algumas áreas? Existe uma explicação para isso? Existe a explicação do clima que é mais eh mais propício ao carrapato naquele lugar. eh a o o número de de cavalos, né, ou de capivaras, que a gente sabe que que o o carrapato estrela gosta muito de capivara, então eh as condições de umidade, de temperatura e como eu falei, a distribuição ela é principalmente no Sudeste e no Sul, relacionados aí a algumas áreas que têm características que favorecem essa proliferação dos carrapatos. É, aqui em Campinas, né, por exemplo, a gente sempre teve esse problema, né, com febre maculosa. Tem áreas com muitas capivaras e com casos com mortes, né, inclusive. E a prefeitura adotou o controle de natalidade, né, porque como você disse, são animais silvestres, eles estão ali no ambiente, né, no habitate deles e a gente não pode invadir ou retirar, né, enfim. Então eles adotaram esse essa questão do controle, né, da taxa de de natalidade aí dessa população de capivaras. Isso envolve o trabalho das Oonoses, né, junto aí com vigilância epidemiológica. Eh, então as autoridades públicas elas têm setores doc eh que trabalham especificamente com essas questões, não só de febre maculosa, mas de outras doenças que requerem essa atenção da zoonose, ou seja, de doenças que vêm transmitidas por causa de alguns animais. Mas é muito difícil a gente falar o que que vai ser feito em cada região, porque varia de lugar para lugar, né? não justifica, por exemplo, eh, fazer controle de natalidade de capivaras em lugar onde não tem transmissão de febre muculosa, mas em outros lugares onde tem esse esse problema, aí sim essa essa ação conjunta eh das onoses com a epidemiologia, a vigilância epidemiológica, ela é extremamente importante, né? Campinas de vez em quando sai na mídia, né? Em 2003 vocês tiveram vários casos com óbito, né? é uma doença que que a gente tem sempre que lembrar dela, em especial naqueles lugares que a gente já sabe que tem uma infestação cronicamente maior do que outros lugares. Eh, dout. Cláudia, por que que ainda não existe uma vacina contra a febre maculosa? Já foram feitos vários estudos, né, de vacina. chegou a ter inclusive uma provação inicial de uma vacina contra a riquia contra febre maculosa, mas essa vacina não conseguiu dar uma proteção muito prolongada. Então existem sim estudos em andamento, né, estudos de laboratório, eh, mas ainda nada próximo da gente falar assim: "Daqui a 1 ano, 2 anos, eu vou ter vacina e essa vacina vai me dar uma proteção aí de longo prazo." Por enquanto, a gente não tem essa perspectiva de ter vacina em breve. Enquanto a gente não tem vacina, a gente vai se protegendo das outras formas e se cuidando. Eh, doutor, então, pra gente já encerrando aqui nosso segundo bloco, eu acho importante a gente reforçar eh caso a pessoa então seja picada ou encontre um carrapato aderido ao corpo, qual que é o primeiro passo que ela deve tomar, né? procurar qual médico já ir em busca de de qual atendimento. O fato da gente encontrar um carrapato no corpo não significa que a gente tem que ir ao médico, porque a imensa maioria das vezes esse carrapato não está contaminado pela riquécia, que é a bactéria que causa a febre maculosa. Então, encontrou um carrapato, tem que tirar imediatamente e aí tenha que observar se vai evoluir com algum sintoma de doença. Então, hoje, por exemplo, fiz uma caminhada lá para uma cachoeira, aí cheguei em casa, fui tomar banho, achei cinco carrapatos. Eu tiro os cinco carrapatos, lavo ali aquele lugar com água, sabão e eu vou observar. Se aí nas próximas duas semanas eu começar a ter um quadro de febre, de mal-estar, de ficar com o corpo mais prostrado, eu tenho que me lembrar. Eu tive carrapato, tô com febre, essa febre já tem aí dois, três dias, vou procurar o médico. E aí vai contar exatamente essa história pro médico. Podem aparecer manchas, as manchas às vezes eh são mais difíceis de serem vistas, né? os idosos fazem menos mancha, então o diagnóstico ele tem que ser mais atento ainda. Às vezes, se a pessoa tem uma mancha mais clarinha, eh, pode, dependendo do tom da pele, pode ser mais difícil de ver essas manchas. Então, eh, se atentar, tive o carrapato, não tava sentindo nada, passaram duas semanas, acabou. Aquilo ali era um carrapato, entre aspas, comum. Mas se eu começar a ter sintomas, aí eu tenho que procurar o médico e explicar. Tirei carrapato, fui passear numa cachoeira. Doutora, muito obrigada pela sua participação aqui no Saúde à Vida, trazendo tantas informações importantes aqui pra gente. Eu que agradeço, Ana. Foi um prazer compartilhar com vocês e orientar a população sem pânico, mas pensando sempre na nossa saúde. Um abraço a todos. Com certeza, doutora. O Saúde à Vida fica por aqui. Obrigada também ao pessoal de casa pela companhia. Lembrando que você pode conferir todos os conteúdos no YouTube da TV Câmara Campinas. E não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais. A gente se vê no próximo programa. [Música]