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Saúde é Vida | Dor de Cabeça tem solução? Neurologista explica sobre Cefaleias
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Saúde é Vida | Dor de Cabeça tem solução? Neurologista explica sobre Cefaleias

101 views Publicado 08/06/2025 HD · 31:39

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🤯 Dor de cabeça constante? Já sentiu aquela pressão incômoda que atrapalha sua rotina? Este episódio do Saúde é Vida é pra você! Hoje vamos falar sobre cefaleias, o termo técnico para diferentes tipos de dores de cabeça — que afetam mais de 30 milhões de brasileiros e são consideradas a segunda condição médica mais comum no país, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia. Para entender tudo sobre esse tema que impacta a saúde e a qualidade de vida de tanta gente, recebemos Felipe Aydar Sandoval, neurologista do Hospital Sírio-Libanês, referência no assunto. Em uma conversa clara e esclarecedora, ele explica os principais tipos de dor de cabeça, como diferenciá-los e, principalmente, como prevenir e tratar cada caso. 📌 O que você vai descobrir neste vídeo: 🔹 Tipos de cefaleia: Entenda a diferença entre cefaleia tensional, enxaqueca, cefaleia em salvas e cefaleias secundárias (que são sintomas de outras doenças). 🔹 Causas e sintomas: Estresse, alimentação, sono ruim, predisposição genética, alterações hormonais e até excesso de medicamentos podem ser gatilhos. 🔹 Crianças e dor de cabeça: Sim, elas também sofrem! Saiba como identificar sinais precoces. 🔹 Enxaqueca: Muito mais do que uma dor de cabeça! Estudo revela que a condição gera um impacto econômico de R$ 67 bilhões/ano no Brasil com perda de produtividade. 🔹 Diferenças entre gêneros: Você sabia que a enxaqueca é mais prevalente e intensa nas mulheres por conta de fatores hormonais? 🔹 Tratamentos modernos: Das mudanças no estilo de vida ao uso de toxina botulínica (Botox) em casos graves e medicamentos de última geração. 🔹 Prevenção: Dicas práticas para evitar crises, melhorar a qualidade do sono, reduzir o estresse e ajustar a dieta. 💊 Atenção à automedicação: O uso recorrente de analgésicos sem acompanhamento pode piorar as dores e até provocar o que os especialistas chamam de cefaleia por abuso de medicamentos. O neurologista alerta: saber a hora certa de procurar um médico é essencial para evitar agravamentos. 🌙 Sono, café, alimentação, rotina de trabalho — tudo isso pode influenciar diretamente o surgimento ou a intensidade das dores. E o Dr. Felipe Aydar traz recomendações baseadas em evidências para quem busca alívio real e duradouro. 📲 E você, sofre com dores de cabeça frequentes? Já tentou identificar os gatilhos? Comente aqui no vídeo e compartilhe com quem precisa entender mais sobre esse problema tão comum e incapacitante. 🩺 Quer sugerir temas para o Saúde é Vida? Entre em contato pelo WhatsApp (19) 97829-3776 ou aponte a câmera para o QR Code que aparece na tela durante o programa! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas 📌 Vídeos relacionados que você vai gostar: Sono e Produtividade no Trabalho – Como Dormir Melhor e Render Mais 🔗 https://www.youtube.com/watch?v=exemplo1 Ansiedade: Como Reconhecer os Sinais e Cuidar da Saúde Mental | Saúde é Vida 🔗 https://www.youtube.com/watch?v=exemplo2 Doenças Autoimunes da Tireoide: O Que São e Como Tratar? | Saúde é Vida 🔗 https://www.youtube.com/watch?v=exemplo3

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[Música] Olá, pessoal. Mais um Saúde é Vida começando para você aqui na programação da TV Câmara Campinas. Hoje nós vamos falar sobre as cefaleias, mas antes eu tenho um recado para você que tá em casa acompanhando aqui o programa, que para participar do Saúde é Vida e sugerir um tema para o nosso programa é bem fácil, é só você entrar em contato pelo nosso WhatsApp. O DDD é o 19, o número é o 97829377. Vai aparecer aí na sua tela também um Qcode para você acessar pelo celular. Sabe aquela dor chata? Pois é. A Sociedade Brasileira de Cefaleia estima que 95% das pessoas têm dor de cabeça pelo menos uma vez na vida. No Brasil, a cefaleia afeta mais de 30 milhões de pessoas e é a segunda condi condição médica mais comum. Para explicar tudo sobre esse tema, o convidado do programa de hoje é o neurologista do Hospital Sírio Libanês, Felipe Aidar Sandoval. Dr. Felipe, muito obrigada pela sua participação aqui no Saúde à Vida. Obrigado pelo convite, doutor. Vamos começar um pouquinho falando sobre quais são os principais tipos de cefaleia. a cefaleia, né, só para deixar explicado aqui pro pessoal de casa, é o termo técnico científico para dor de cabeça. É isso? Sim, sim. A palavra que se refere a todas as dores de cabeça, né? Portanto, um termo muito amplo. Eu acredito que a primeira coisa importante a se diferenciar é o que nós chamamos de cefaleias primárias, onde a a dor é a manifestação da doença, ou seja, não há nenhuma lesão estrutural, não há nenhuma causa grave por detrás daquilo, né? tá? Exemplo da enxaqueca o tipo de dor de cabeça bastante comum, e uma outra situação chamada cefaleias secundárias, onde aí sim a dor é manifestação de algo além, por exemplo, dor por aumento da pressão intracraniana, por quadros infecciosos, depois de trauma de crânio, etc. Quais são os principais tipos de cefaleia? Falando sobre as cefaleias e primárias, né? que a pessoa vai experimenta ao longo da vida, remitentes recorrentes que vão e vêm. A mais comum é o que a gente chama tipo tensão, tá? Ou você fala é tensional, aquela dor de cabeça comum que a maioria de nós já sentiu, uma dor mais bilateral, um aspecto em aperto, em geral, com uma intensidade um pouco mais leve, moderada, que passa sem maiores problemas e não é acompanhada geralmente de outros sintomas, tá? H, a segunda mais comum, mas provavelmente mais conhecida, justamente por ser mais problemática pro paciente, é a enxaqueca. Enxaqueca é um pouquinho diferente, ela tende a ter uma característica mais unilateral de um dos lados da cabeça, um aspecto não em aperto, mas pulsátil. Paciente conta como se fosse um coração batendo. Ela é acompanhada de outros sintomas, como muita sensibilidade à luz, ao barulho e às vezes ao dores, a cheiros, né? ela tende a piorar muito com o exercício físico, exercício leve, coisas pode até impossibilitar rotinas do dia a dia, como caminhar, eh, ou subir escadas, tá? Existem outras dores primárias também de incidência um pouco menor. Falando rapidamente, por exemplo, a cefalé em salvas, ela já tem um aspecto muito localizado ao redor dos olhos, uma característica enfacada, intensidade bem forte, acompanhada de lacrimejamento, vermelhidão nos olhos, né, e muita agitação, ao contrário da enxaqueia, quando a gente encontra o paciente eh quietinho, recluso ali no quarto, recluso em um ambiente escuro, evitando luz, barulho, todo outro tipo de sintoma, todo tipo de eh coisas externas que possam agravar sua dor. É, doutor, em geral, né, quando os pacientes chegam eh relatando os sintomas, quais são os principais deles? Ã, vamos imaginar um ambiente de emergência, né? é uma causa muito comum que leva o paciente ao pronto socorro, por exemplo. Ã, voltando naquela primeira explicação sobre primárias e secundárias, né, é importante a gente esmiuçar bastante o sintoma, porque tá tudo ali sobre essa mesma queixa, essa mesma palavra, dor de cabeça. E a gente tende a diferenciar uma da outra, buscando o que nós chamamos sinal de alerta. Por exemplo, paciente com enxaqueca já conhece aquela dor, já teve outras crises, sabe bem como ela é. Ele me descreve que é exatamente a mesma dor da juventude, de quando tinha seus de quando a dor começou há há 15, 20 anos, né? Então é uma dor sente sinais de alarme. Algo para se atentar é aquela pessoa que conta de uma dor absolutamente nova, que não tem nada a ver com o padrão, por exemplo, de enxaquica que experimenta. Uma dor que começou de uma maneira, nós usamos a palavra súbita, né? O jeito correto de perguntar sobre o que é súbito é quanto tempo levou até a dor chegar ao máximo da intensidade. Uma dor súbita é aquela que em menos de 1 minuto já atingiu seu pico. Mais do que isso a gente chama de progressiva, tá? em xaqueca, por exemplo, pode se comportar de modo progressivo. Outros sinais de alarme, perguntar se houve febre, se houve perda de peso, se essa pessoa tem alguma doença sistêmica importante, né, como câncer, se houve perda de peso. Eh, o exame neurológico é bastante importante também. Uma dor primária tende a ter um exame normal, enquanto que pequenos achados eh eh não esperados no exame podem nos apontar para esse outro grande grupo de cefaleias que nós chamamos cefaleia secundária, que merecem mais atenção. É, doutor, exatamente, né, nesse ponto que eu gostaria de de entrar, né, como que a pessoa consegue diferenciar uma dor de cabeça comum de um acidente vascular cerebral, por exemplo, que também ocasiona aí uma uma dor de cabeça, não é? Em geral, o acidente vascular cerebral, o AVC, em geral, ele é indolor. Claro que existem exceções, existem AVCs que são acompanhados de dor, mas a maioria dos AVCs, principalmente os AVCs isquêmicos, são indolores, né? E eles se são bem caracterizados por um déficit também súbito. A pessoa para de falar, perde a força de um dos lados do corpo, tem um desequilíbrio muito marcado, tá? De uma instalação muito rápida. É verdade que alguns AVCs podem ter dor, principalmente o outro tipo de AVC, que são os hemorrágicos, tá? Um desses AVCs hemorrágicos a se saber é o que nós chamamos de hemorragia suberaquinoide. Eh, e a principal manifestação é dor. Mas de novo, tá ali nos detalhes, o paciente não vai contar uma dor que progrediu ao longo de 2, 3 horas. É diferente da dor da enxaqueca, é diferente da da cefaleia tensional. Isso é uma dor muito diversa, súbita, muito intensa, que às vezes o paciente descreve como a pior dor da vida. Na dúvida, se houver dúvida dessas situações, o atendimento médico a se procurar é no pronto socorro, diretamente no serviço de emergência para pronta avaliação. Certo. Eh, Dr. Felipe, o que causa a dor de cabeça? Existem alguns fatores diretamente ligados. esse grande grupo de dores primárias, né? As secundárias, as que tão as que são consequência de outra patologia. Exemplo do de alguns AVCs que a gente acabou de falar, as dores primárias são uma condição, uma predisposição. Sabe que nas famílias de pacientes com cefaleia, principalmente em xaqueca, a incidência é um pouco maior, tá? Agora, isso tanto é por parte de herança genética, quanto também por fatores ambientais, né? geral, as famílias estão inseridas no mesmo contexto, tem os mesmos hábitos, mesmo tipo de alimentação, em geral, um estilo de vida parecido. Então, nunca é uma coisa só, é uma somatória, é o paciente, o contexto dele, a constituição dele e onde ele tá inserido, o que ele faz, quais são os horários, como ele dorme, como ele se alimenta, quão quanto de qualidade de vida e ele consegue se proporcionar, tá? até outros fatores como temperatura ambiente, umidade fatores atmosféricos, né? Tudo isso influencia bastante. É, pegando o gancho dessa questão alimentação, né? O café ele pode ser um aliado ou um inimigo aí da dor de cabeça? Ambos. Tem um ditado muito antigo que tudo é remédio e tudo é veneno, depende da dose. Então, a cafeína em dos baixas até pode ajudar. Existem algumas cefaleias que melhoram com cafeína, que nós prescrevemos cafeína pro paciente. Vou citar uma chamada cefaleia por hipotensão licórica. Pode acontecer às vezes depois de rackanestesia ou depois de punção lombar. Cafeína é um remédio nesse caso. Agora, o excesso de cafeína é problemático. O excesso de cafeína em geral é um importante agravo na dor de cabeça. Algo que se diminuído se observa uma melhora bastante importante. Não é fácil quem tá habituado a café, cafeína e eh fazer esse tipo de mudança, mas uma orientação geral seria uma a no máximo duas xícaras de café e não muito depois do horário do almoço, até porque pode, além do efeito direto da cafeína pode atrapalhar o sono e algumas pessoas são bastante sensíveis à cafeína. Sim, com certeza. É, doutor, uma outra dúvida, né? As crianças, elas também podem ter essas cefaleias? Sim, podem, podem sim, principalmente em xaqueca, né? Sobretudo naquelas crianças que têm uma história familiar importante, tá? Eh, é bem importante isso ser identificado desde cedo, né, pelo sobretudo se for uma dor muito frequente, de muita intensidade, eh, que atrapalha o dia a dia da criança. Isso às vezes é resultado de perda de, eh, aula na escola, falta em provas, né, uma qualidade de vida. E antes de tudo, mais uma vez eu volto no no mesmo ponto importante, ser bem avaliada para ter certeza de que se trata de uma dor primária, que não há nada por trás daquilo ali levando essa dor de cabeça. Principal orientação pros pais é sempre buscar um atendimento médico para saber se é secundária ou primária essa dor aí que a criança tá sentindo. Sem dúvida. Eh, relatar na consulta de rotina com pediatra, né? pediatra vai avaliar eh se é necessário a avaliação de neuropediatra ou de outro profissional especializado. E as características importam. Quanto mais os pais conseguirem descrever, quanto mais a criança puder contar como é a dor, qual o lado, como dói, o que piora, o que melhora, tudo isso influi bastante na na nessa boa avaliação. Eh, doutor, agora uma outra questão que eu acho que as pessoas também têm bastante dúvida. Existe uma ligação direta entre dor de cabeça e estress? Sem dúvida. O estress é um grande agravo para boa parte das doenças crônicas, né? Sejam dores de cabeça, seja hipertensão, diabetes, né? O o corpo é um todo. Então assim, estress é é bastante comum, né? O eh é quase uma constante na vida das da da de boa parte das pessoas, né? Nosso modo de vida é muito eh muito movimentado, muito ocupado, rotinas muito cheias, horários muito muito fora do de horários fisiológicos, trabalho vai até tarde da noite, ã, vida moderna sobrecarrega com excesso de informação, com excesso de burocracia. Então, sem dúvida nenhuma, isso é algo que se ouve bastante no consultório e algo que atrapalha bastante, principalmente quem sofre de dores crônicas, né? Claro que isso não é fácil de manejar, envolve uma série de eh uma série de mudanças de eh eh de de de busca de melhorias, né? São orientações que a gente sabe serem eh por vezes fáceis de falar, mas trabalhosas de se colocar na rotina, porém necessárias. Dr. Felipe, a gente sabe que a a automedicação é muito comum quando a gente fala de dor de cabeça. Isso, esses analgésicos, né, esse uso contínuo de remédios, isso pode piorar as crises, pode aumentar aí a frequência das dores de cabeça? Pode aumentar, Ana, e bastante, né? Os analgésicos são medicações de relativo fácil acesso e que tem um papel importante. Eles podem ser suficientes para sanar uma crise de dor de cabeça comum. Agora, há duas grandes preocupações. Uma de que se realmente é apenas uma dor de cabeça comum, se é apenas enxaqueca, se é apenas fala atensional. E uma outra é que a automedicação não raro leva a uso excessivo de analgésicos. Usar vez ou outra analgésico não há problema algum. O problema é que o uso excessivo vai causando mais rebote e vai tornando a dor de cabeça mais difícil de se tratar. Tanto é verdade que existe um nós chamamos cefaleia por uso excessivo de analgésicos, que é bem difícil de tratar. Isso pode se sobrejuntar uma enxaqueca, por exemplo, e leva bastante tempo até que a gente consiga tratar esse esse essa nova camada, tá? se orienta assim literalmente tirar o analgésico da frente, trocar por outras classes de medicamento mais adequadas, caso a caso, é algo que pode levar meses até ano até remitir. Dr. Felipe, eu gostaria que a gente falasse um pouquinho agora, né, para quem tá em casa aqui acompanhando o nosso programa sobre a enxaqueca, explicar um pouquinho o que que é enxaqueca, quais são os principais sintomas para quem tiver em casa saber exatamente, né? Poxa, eu tenho uma uma enxaqueca ou não? Eu tenho uma dor de cabeça, né, comum que já vai passar logo enxaqueca de todas as cefaleias primárias. É a é a número um, né? A mais a mais frequente eh muito incidente é a que mais leva pessoas a buscar em atendimento médico, seja em consultório, seja em serviço de urgência por dor aguda, tá? A enxaqueca, que algumas pessoas também já ouviram falar como migrânia, são dois nomes paraa mesma situação, né? Eh, ela é essa dor que a gente descreveu agora a pouco. Em geral, metade da cabeça, isso não é uma regra, mas é o mais comum, com esse aspecto pulsátil, parece um coração batendo numa intensidade moderada a intensa e acompanhada de outros sintomas. Eu pontuo aqui que de muitos outros sintomas, tá? E um autor, um neurologista que eu gosto bastante chamado Oliver Sax. Ele tem um livro incrível chamado Enxaqueca, onde ele começa dizendo que quando ele tratou seu primeiro paciente com enxaqueca, ele lidou com aquilo como um tipo de dor de cabeça e nada mais. Quando ele chegou ao milésimo paciente com enxaqueca, ele percebeu que a dor era uma parte muito pequena de um todo muito maior, tá? Então existem outras características de enxaqueca muito muito caprichosas. por exemplo, algo que antecede a dor ou acompanha que nós chamamos de aura. Aura são sintomas focais, ou seja, alterações visuais, paciente pode ver ponto luminoso, ponto escuro, figuras geométricas, até alucinações, até figuras bem estruturadas, tá? A hora pode se manifestar também como dificuldade de linguagem, a pessoa para de falar, o que é algo que confunde com AVC, que a gente falou agora a pouco, tá? E pode ser bem difícil essa diferenciação num primeiro momento, na dúvida, emergência. Eh, e além da aura, outros sintomas que podem passar batido, alteração rápida de humor, diarreia, bocejo, fadiga, inapetência, dor muscular, dores nas pernas, tá? Então é bastante amplo, tá? Vale sempre bem eh perguntar bastante sobre outros sintomas, porque às vezes são até esses de mais do que mais que a dor atrapalha o paciente. Doutora, a a enxaqueca na mulher, ela ela é um pouco diferente da dos homens, eu digo, da intensidade da dor? Ela é em primeiro lugar porque ela tem uma relação bem marcada com hormônios, né? e a mulher pelo seu ciclo de hormônios e o período menstrual, essa ã essa amplitude, né, essa oscilação em hormônios que pode levar a dor. Tanto é que é comum o que a gente chama de enxaqueca cataminial, aquela enxaqueca que acontece que acontece antes ou durante o período menstrual e o sangramento, tá? É comum também o agravo de enxaquea em mulheres por uso de medicamento à base de hormônios. Portanto, se existe enxaqueca, principalmente a enxaqueca com aura, isso deve ser muito bem discutido com com o ginecologista que faz o acompanhamento, porque algumas medicações à base de hormônio são mais ou menos indicadas a depender de cada caso. A incidência de enxaqueca nas mulheres é muito maior e ela tem aquela curiosidade de mudar durante a gravidez. algumas eh eh durante algumas gravidez, pacientes melhoram de dor, em geral pela estabilidade hormonal, mas isso não é uma regra. O inverso pode acontecer também a pacientes que experimentam piora e aí a terapêutica fica um pouquinho mais limitada, porque nem todo medicamento pode ser usado com segurança numa gestante. Eh, Dr. Naxaqueca, o fator mais determinante então seria a genética, o fator hereditário para causa desse tipo de cefaleia. Não, eu diria que ambos, né, o paciente e o ambiente, o contexto em que esse paciente tá inserido, tá? Então, se a gente pudesse fazer experiência de imaginar a mesma pessoa em dois cenários diferentes, em dois estilos de vida totalmente diferentes, isso conta bastante. Isso conta bastante, tanto quanto às vezes até um pouco mais que a genética. E esse é um ponto importante, esse é um alvo importante a se entender e a se explicar pro paciente, porque a mudança ambiental, a mudança em estilo de vida é importantíssima. Existem remédios, sem dúvida, e hoje muitos mais, que nos auxiliam bastante a tratar enxaqueca, mas nunca é só remédio, nunca é só medicamento, ele tem que ser uma parte da história. Em geral, ele é uma ponte para se buscar essa melhora eh maior. E de fato funciona. Eh, eh, é bem é bem recompensador ouvir histórias de pacientes que a dor pouco a pouco foi deixando de atrapalhar a vida, que ganharam melhor qualidade de vida. Exatamente. Falando em atrapalhar, né, a qualidade de vida. A gente até levantou um dado aqui que estima-se que as perdas, né, com produtividade, por conta da enchaqueca no Brasil, elas podem chegar a R7 bilhões de reais por ano. Então é uma é uma uma dor incapacitante, realmente, né, Dr. Felipe? Sem dúvida, né? Esses dados sempre são curiosos, né? Quando isso se extrapola, quando essa conta é multiplicada pro total da população, né, vem esses números que nos nos surpreendem, né? Mas isso diria que isso não é novidade, porque se a gente olhar cada história individual de dores não tratadas, às vezes só acarreta abandono de estudos, fim de relacionamento, fim de casamento, perda de emprego, tá? Então, sem dúvidas, eh o impacto pode ser muito ruim e é importante saber que ele pode ser driblado. Como que é feito o diagnóstico da enxaqueca? O diagnóstico sobretudo é clínico, depende demais dos sintomas que o paciente contam. Então, uma dor em geral mais duradora, que em geral ultrapassa 3, 4 horas, podendo chegar a 72 horas ou mais, de intensidade mais importante, moderada, intensa, acompanhada de sensibilidade à luz, a ruído, às vezes a cheiros, com piora a atividade física e não melhor explicada por outra condição, né? eh um paciente com todas essas condições, com exame neurológico normal, eh se necessário, com exames complementares como tomografia ou ressonância magnética para se afastar outras causas, tá? E com pelo menos mais de cinco crises, né? aquilo que a gente chama remitente recorrente. Paciente que nos conta, que já teve isso antes, que teve há 5 anos, um ano atrás, e que a a crise de dor é exatamente das mesmas características, vai nos dando segurança, ã, para se entender que estamos diante de uma dor chamada primária, né, portanto enxaqueca. Dr. Felipe, quais são os tratamentos mais atuais e recomendados pra enxaqueca? Eu li um pouquinho que muitas pessoas estão fazendo aplicação de botox. É isso mesmo? Isso. Vamos falar do tratamento medicamentoso. Um é o que a gente chama tratamento de fase aguda ou abortivo. Abortivo abortar a crise, tratar a crise o mais rápido possível para que ela não se instale de maneira tão eh eh tão perturbadora. Então, para isso, a gente dispõe de analgésicos, anti-inflamatórios, corticoide usado. Há uma classe de medicamento chamado triptanos, tá? Que são bastante eficazes na enxaqueca. Se se orienta eh eh encorajar o uso, testar o uso, claro, de triptânio em cada paciente, mas eles têm se provado mais eficazes. Então isso é algo que se usa ali paraa fase aguda, para para pro momento do do de urgência da crise instalada. H, quando a frequência é muito alta, por alta se entende mais de quatro vezes por mês em média, ou mesmo um número menor do que isso, mas importante o suficiente para atrapalhar muito a rotina do paciente, por exemplo. É uma crise única, mas é intensa demais. Ele sempre tem que procurar hospital, sempre acarreta internação, sempre acarreta falta no trabalho, tá? Então, quem cruzou esse limite, né, e a dor passa a ser mais frequente, aí há uma outra modalidade de tratamento medicamentoso que nós chamamos de profilaxia. Então, profilaxia se refere a usar medicamentos de uso diário, dependendo da posologia mensal, que vão diminuir a dor, tanto em frequência, quanto em intensidade, quanto em duração. Um exemplo, alguém vem com 10 crises de enxaqueca por mês, intensas, atrapalhando, acarretando prejuízo, e nós escolhemos uma medicação profilática, adequada pra idade, adequada pro perfil do paciente. E nós testamos esse remédio. O paciente precisa de um tempo para se avaliar se há efeito colateral, se não há, se é tolerável, se vai passar, se o remédio eficaz, se de fato ele consegue diminuir isso. Existe um alvo de tentar diminuir em pelo menos 50% no início de uma profilaxia, tá? E aí isso vai ser algo usado como ponte ao longo de alguns meses, enquanto nunca se esquecendo, esse paciente deve buscar fazer outras melhorias em alimentação, sono, exercício físico, etc. Uma coisa importante para se explicar pro paciente é que boa parte dos remédios profiláticos não são remédios para dor. Então, se a gente olhar a lista, por exemplo, existe propranol, que é um remédio para controle de frequência cardíaca e de hipertensão arterial. Existe topiramato, que é um remédio usado para tratar humor e epilepsias. Existe vem lafaxina e amitriptilina, que são dois antidepressivos, porque isso pode causar às vezes um pouco de estranhamento. Busquei atendimento por dor e eu recebo um remédio para humor e meu humor tá bem, tá? Então é algo que se descobriu sobre esses remédios. Uma classe de medicações interessante lançada em 2018, portanto recentes, são os chamados eh antigrp. CGRP é abreviação de um peptídeo, de uma de um uma partícula pequena que parece uma proteína que se descobriu ser uma origem importante na cascata de eventos que começa a enxaqueca, como se fosse uma chave que se entra numa fechadura e abre a porta ali pra cascata toda de enxaqueca. Então aqui são medicamentos bastante específicos que bloqueiam essa via. Eles foram criados de fato para tratar em xaqueca e eles costumam ter uma resposta rápida e bem significativa, acarretando na maioria das vezes menos efeitos colaterais. Isso a gente em geral reserva para dores mais difíceis de tratar, mas eles já têm eh sido aprovados como primeira opção, se necessário. E como você citou, a toxina botulínica também, ela de fato funciona. Isso é interessante porque foi observado pela primeira vez por um médico dermatologista que percebeu que pacientes que faziam procedimento estético, principalmente na fronte, melhoravam da dor. E daí se criou um protocolo maior chamado prept, né, onde são vários pontos ao longo da fronte das têmporas docipital, cervical e trapézio, que de fato pode ajudar bastante. Cada tratamento depende da indicação, é bem diferente de um paciente pro outro. Eh, doutor, quando a gente fala em prevenção, eu gostaria que o senhor falasse algumas dicas, né, pra população, como prevenir essas dores de cabeça, seja enxaqueca ou não. Então, vamos lá. Primeiro ponto é que essa dor seja devidamente avaliada, tá certo? De que estamos falando de uma dor primária, de enxaqueca, você fala é atencional, além do tratamento proposto, medicamentoso ou não, ou de outra modalidade, esteja bem atento à sua rotina. Vamos começar pelo sono, dormir bem, horários adequados com boa higiene do sono, evitando antes de dormir distrações, muita luminosidade, televisão, telefone celular, principalmente em excesso, tá? ter uma rotina saudável para dormir e acordar, ambiente confortável no quarto, cama adequada, travesseiro adequado. Perceba os seus hábitos alimentares, né? Além da cafeíne, existem vários outros alimentos que podem agravar em xaqueca. Perceba se esse ou aquele eh é mais danoso a você, se for evit, tire a dúvida com com seu médico, sua médica. Faça atividade física. Toda atividade física é boa, né? Veja qual é a mais adequada a você, né? Qual não vai ocasionar lesão, qual cabe no seu dia a dia, qual é possível de praticar ao longo das suas atividades? A combinação de atividades é interessante, exercício de força, isometria, postura, mas também de aeróbico. Se puder eh mesclar, se pudesse eh misturar tudo isso, excelente. Aeróbico tem um grande poder analgésico e pode-se começar com algo simples. Pode ser uma caminhada de alguns minutos, pode ser uma progressão gradual. Se isso atingisse, a gente conseguir atingir 150 minutos por semana, que não é muito, dá 30 minutos por dia, excelente também, tá? E manejo do stress, tá? Isso é bastante diferente de uma pessoa a outra. Por vezes vai exigir psicoterapia, por vezes buscar atividades contemplativas, meditação, priorizar hobbies, etc. Tá? E na dúvida, mais uma vez, procure um atendimento médico especializado, tenha certeza de que aquela dor de fato não é sinal de algo diferente acontecendo com você. Doutor, até pra gente já encerrar então aqui nosso programa, quando que a pessoa precisa realmente procurar ajuda médica, quando aí a crise já tá muito intensa e qual especialidade médica é a mais indicada. Então, relembrando, motivos para procurar atendimento médico de emergência, sinais de alarme, mudança de padrão na dor, dor acompanhada por outros sintomas, perder fala, perder força, perder eh função visual, uma dor nova, nunca experimentada antes, totalmente diferente das anteriores, uma dor que vem acompanhada por febre, uma dor que vem acompanhada de perda de peso, eh uma dor que Não, não, isso é relativo, mas que não respondeu a analgésico simples que a pessoa usa habitualmente, tá? E mesmo sendo uma dor já conhecida, enxaqueca já é uma velha companheira, por assim dizer, usou medicamento adequado, se usou anti-inflamatório, usou triptâneo, a dor não melhora, que isso seja avaliado em pronto socorro, tá? às vezes só analges endovenos ou outras modalidades vão fazer essa pessoa voltar rápido à normalidade. Em geral, todo clínico, todo médico com com formação geral deve ser eh eh bem treinado a reconhecer pelo menos essas situações básicas envolvendo dor, né? Porque as urgências procuram não só o especialista, não só o neurologista, né? Eh, o essas urgências, esses pacientes em urgência vão bastante ao pronto socorro, onde há médicos de diferentes formações, tá? Então, abriria aqui um um um recado maior de que isso deve ser bem estudado. O clínico, o clínico quem o emergencista, quem trabalha emergência deve estar atento aos sinais de alerta, tá? Mas sendo uma dor crônica, sendo uma dor de difícil tratamento, de difícil profilaxia, em geral, neurologistas e e outras especialidades médicas especializadas em dor, como anestesistas, fisiatras, podem ajudar bastante o paciente a a lidar melhor com a dor e ganhar uma boa qualidade de vida. Tá certo? Então, Dr. Felipe, muito obrigada pela sua participação aqui no Saúde é Vida e por compartilhar aí seu conhecimento. Eu que agradeço mais uma vez e eu espero que essa informação breve seja útil a quem assistir. Saúde a vida fica por aqui. Obrigada também ao pessoal de casa pela companhia. Lembrando que você pode conferir todos os conteúdos no YouTube da TV Câmara Campinas. E não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais. A gente se vê no próximo programa. [Música]
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