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E aí [Música] o Olá tudo bem Chegou àquela hora gostosa do programa da gente falar da Saúde da gente hein Como é que tá a tua tem esse cuidado olha a gente sabe que a pandemia fez uma bagunça na cabeça da gente hora tem que ficar em casa hora pode sair hora tem que ficar distante de quem a gente mais gosta e aí ó a cabeça não aguenta mesmo entre em Pânico vem as emoções tristeza ansiedade depressão tem Acontecido isso com você calminha com a Doutora Renata tá aqui para cuidar da gente né Doutora como é que você está seja bem-vinda Oi eu tô bem e você também seja muito bem-vinda aqui com a gente né o doutor eu falei desse período que foi a primeira vez que o mundo enfrentou aí uma quarentena né começou lá em março até hoje está vivendo os efeitos dela eu falei das emoções bagunçou bastante mesmo Olha acho que todo mundo tem uma experiência para contar né de como que notou essas alterações no comportamento durante esse período completamente diferente das nossas vidas né então eu acho que deu-se uma bagunçada a gente eu falei assim tristeza né É porque a gente não sabia né gente ficava que tinha que ficar em casa tinha que ficar isolado então a gente também não aguenta nem sabe comunidade fato e eu o que eu vejo que assim ó longo do período Né desde lá de Março a gente tem visto algumas alterações aí depende do contexto alguns sintomas vão predominar acho que lá no começo teve um predomínio grande de sintomas de ansiedade que era assim uma forma de adaptação da vivência e da com o novo né então quê que vai acontecer agora o que que esse vírus vai fazer que seja amanhã né é que ninguém sabia exatamente como que eu vou ficar aqui em casa o tempo inteiro como que eu vou trabalhar de casa lidar com as crianças em casa né E aí ele adaptar o tempo foi passando e o nosso comportamento também foi mudando então pode ser que agora não sejam mais aquele sintomas agora pelo que eu tenho percebido predomina é uma certa tristeza enfim algumas pessoas né um dia a enfim muitas pessoas perderam o emprego então tem todas as questões aí envolvidas também né foi muito a lei da questão emocional nessa hora se tô bem a questão foi teve o desemprego algumas pessoas tiveram que lidar com o luto também né então é bem uma carga muito pesada né então a gente fala com o corpo não aguenta a cabeça falei até brincando um pouquinho com a cabeça pira é muito pesado né doutora tudo isso de uma vez foi uma avalanche e assim eu acho importante. Aqui também a gente viu lá no começo eu acho que quando a gente se deu conta do isolamento social enfim as pessoas mais em casa muitas pessoas que já tinham algum tipo de transtorno mental ou que eram mais ansiosas enfim elas podem ter tido uma piora dos sintomas nesse nesse período Então foi uma preocupação muito grande a saúde mental não diz assistirem essas pessoas mas ele tem pessoalmente pessoas que estavam até mais estáveis já podem ter tido uma piora do quadro lá naquele começo e a gente sabe que meses se passaram é muitas pessoas adoeceram ou lhe darão um é pessoas próximas né que ficaram doentes e eventualmente é perderam pessoas próximas e queridas Então eu acho que tudo muito novo muito recente e agora a gente está começando a se dá conta das consequências desse período mais intenso então tem até o que se fala de quarta onda é da corrida 19 que seria a relacionada ao a maior prevalência dos transtornos mentais depois que a fase mais intensa da pandemia a passar a senhora acredita que essa corta onda vem agora O que é o reflexo do que a gente viveu lá no lá em março É sim É eu já tem até publicações sobre isso na literatura internacional de países que estão na nossa frente no tempo né aqui tiveram a parte mais intensa da academia antes né já passaram e tem sim e do momento de diagnóstico de quadros anciosos depressão transtorno de estresse pós-traumático então é inclusive e principalmente entre profissionais da área da saúde que estiveram na linha de frente né Doutora lidaram com a uma situação totalmente nova também com a pressão também e que com os próprios desafios pessoais né o exato medo de contaminar familiares enfim medo de adoecer que não conseguirem prestar assistência necessária para os doentes Então é eu acho que na saúde mental a gente tem ouvido muito estudado muito sobre isso né baseando a gente se baseia em dados de outras pandemias que no Brasil não foram não chegaram nem perto da sua intensidade mas já tentando prever como que a gente poderia Minimizar os efeitos dessa pandemia nossa saúde mental segundo tempo a gente for pensar né não prevenir a gente já no consegue falar com tanta ênfase Mas tem como a gente alguns tratamentos possíveis e tem eu acho que uma coisa importante a identificar o problema então muitas pessoas eu acho que tem que ter diminuído cada vez mais mas tem ainda o preconceito em relação as doenças mentais né então às vezes a pessoa tá lá sofrendo sozinha e não fala né E a pessoa pode visitar Poxa mas eu não tô conseguindo voltar o meu normal parece que assim passou uma avalanche e eu não consigo me recuperar disso não consigo mais rir tanto no trabalho os relacionamentos estão meio estremecidos e essa pessoa fiz identificar esse problema e buscar ajuda né quando a gente identifica o problema a boa notícia que tem que ter tratamento de quatro horas melhor né Doutora também você primeiro vai diminuindo né a pessoa pintou precisa reconhecer que tem esse problema né primeiro ou um familiar até por exemplo no caso da depressão e é muito grave nessa a gente para falar dessa doença né então a pessoa precisa realmente de mais ajuda especializada É sim inclusive a gente tá no mês de setembro que tem uma campanha aqui que a cada ano tem ficado mais conhecido em mais divulgada que você tem que o amarelo e a gente aborda a temática do comportamento suicida é que é um comportamento quando a gente fala um comportamento suicida a gente fala de pensamento tentativa enfim não só que o suicídio é propriamente dito EA depressão é muito associada a esse comportamento os quadros mais graves e uma forma da gente prevenir comportamento suicida é tratando os transtornos mentais Então eu acho que o grande enfim objetivo dessa campanha toda né de todo mês de setembro é alertar e orientar as pessoas sobre a questões que tem solução então Ninguém é obrigado a sofrer sozinho aí eu acho que a gente passou é na coletividade problemas É Tenso né então etapa anemia teve vários desdobramentos assim não não é não é só a questão da doença é só doença né é muito a lei os efeitos assim igual a senhora falou trabalho perda né um nova forma de conviver né a gente sabe que não foi fácil ficar em casa também não foi fácil ficar distante de quem a gente gosta foi um momento difícil a senhora falou aí na questão do Setembro amarelo é muito importante a conscientização né Doutora antes se falava muito pouco né agora a gente tem avançando nesse debate e é importante realmente falar né Doutora entender também essa questão E aí acho que assim sobre esse assunto é necessário desmistificar algumas coisas que a gente tem como verdade e que não são então por exemplo arte em ameaça não sai é a pessoa quer chamar atenção então às vezes alguns comportamentos são impedidos de ajuda né E às vezes a doença tão grave sintomas estão causando tanto sofrimento que a única saída que a pessoa que naquele momento é essa saída tão extrema então tem que trabalhos na literatura que mostram que pessoas que tentaram e Graças a Deus não conseguiram né que o suicídio quando elas são tratadas ela aquela ideia não passa mas que ela tá bom então Essa realmente um pedido de ajuda e ela tava pedindo essa hora manifestando ali né Às vezes a pessoa está passando por algum problema ela quer colocar um ponto final no problema é mas aí ela coloca a própria vida em risco né então mas ela acha que realmente amando atenção pedindo ajuda pedindo socorro né mas como um familiar consegue identificar isso porque há muitas vezes Doutora a depressão é confundida com a tristeza né E às vezes a pessoa não entende a família não entendi também né como é que a pessoa consegue identificar Olha tá na hora de procurar um médico E então eu acho que essa pergunta muito importante porque porque tristeza ansiedade são sentimentos são emoções que são próprias do ser humano e nem sempre Aliás na maioria dos casos elas não são patológicas Quando que a gente considera que um sentimento que é comum a nossa espécie né então todo mundo já se sentiu triste em algum momento ansioso em algum momento mas quando que a gente considera que esse sentimento é pode ser diagnosticado como um transtorno e necessita de tratamento sem dois critérios muito importante quando o sofrimento é muito intenso Então não é uma tristeza qualquer não é uma ansiedade qualquer então aquilo Acaba atrapalhando várias áreas da vida dessa pessoa sofrimento e fica muito intenso e o outro critério é o prejuízo funcional então que o sofrimento e parece sentimento eles acabam atrapalhando na no rendimento no trabalho no rendimento na escola nos relacionamentos essa pessoa faça se isolar não seja tem a forma com ninguém E isso tem uma mudança no comportamento Então puxa essa pessoa tá diferente do que ela sempre foi então aí acende uma luz e a gente tem que pensar e se aquele sentimento já transformou num E aí é acompanhado de várias outras coisas né Deve tristeza é um dos sintomas da depressão e tem muitos outros e como coração Doutora até legal a gente falar né importante a gente falar desse sintoma sair da depressão né tristeza quais seriam os outros que dó desse olhar um quadro que tem uma variabilidade muito grande de sintomas então a tristeza é um deles né talvez eu acho que é um dos principais e mais visível ele e a pé mas tem a perda de interesse nas coisas de prazer então que antes a pessoa gostava de fazer e sentia prazer fazendo não sente mais tem que pode ter sentimentos de culpa de inutilidade então a pessoa se sente um fardo desânimo falta de planejamento para o futuro então ela olha para o futuro enxerga sim quadro negro né não tem a normativa Exatamente pode ter aí assim dependendo da faixa etária tem alguns sintomas que são comuns por exemplo na adolescência a gente vê muito irritabilidade é o adolescente ele fica irritado às vezes ele fica agressivo a a fazer que ele se isola mais ele fica com medo então tem uma gama enorme né alterações do sono então tanto falta de sono como excesso de sono o mesmo para apetite Então nossa pessoa pode ter alteração para mais ou para menos é muito Ampla é só essa variedade de sintomas da depressão por isso que não é só tem que ter é muito a lei né agora uma falar sobre isso com a pessoa que tá passando por essa fase para aquela desabafe também é importante até a família tem tá ali tentar uma conversa senhora falou que muitas vezes a pessoa fica isolada né ou irritada mas tem Itália em um jogo no trocar uma ideia conversar um bate-papo para aquela esse ternise coloque para frente para fora muito importante tanto que se essas campanhas que a gente faz em Saúde Mental né o próprio Setembro amarelo é para desmistificar um tabu e hoje as pessoas que elas podem sim conversar sobre isso então a eu eu dou aula na Faculdade de Medicina é a gente sempre fala para os alunos a importância de ficar atendendo ao outro então se importar é o meu colega ele tá diferente ele tem faltado eu ligo ele não atende então a importância que tem a gente manter esses vínculos e esse olhar atento para quem tá próximo e nós né eventualmente eu dei o exemplo do Adolescente né às vezes adolescente ele não vai se sentir à vontade de se abrir com os pais mas ele pode ter uma pessoa com quem ele tem um vínculo mais forte e aí pode assim se sentir mais à vontade de falar sobre que tá sentindo para essa pessoa assim a importância da gente ter esse olhar e observar Quem tá perto de nós é e a senhora falou porque se eu enviar o outro é realmente é bastante importante né e já uma ajuda né Doutora e e é um incentivo para que assim poxa eu não tô louco né Isso não é da minha cabeça eu tenho um problema mas que tem solução e eu posso retomar minha vida retomar minhas atividades né então acho que ajuda bastante e evitar aí um perigo risco para a própria vida agora a senhora falou de um adolescente de idosos Então essa doença a depressão Ela atinge várias faixas etárias Então não é uma questão só de adulto só de idoso não e não a tampa de pressão quanta ansiedade que eu acho que estão os dois as duas situações mais prevalentes né que a gente vê com mais frequência elas podem acontecer em qualquer fase da vida então a gente tem algumas particularidades em relação as partes da detalhes Mas elas podem sim ocorrer desde a infância a tela é entre os idosos às vezes mudam um pouco jeito de expressar esta doença por exemplo nas crianças a gente já Faria muito desempenho escolar é a convivência com os colegas às vezes também acha que ela ficou ainda mais quieta olha ele não gosta muito de convívio os pais têm que é um alerta né olha meu filho é mais quieto não quer conversar mas às vezes ele tá amoadinho tá tristinho não vocês a criança já tá lindo uma depressão a f é uma característica da personalidade Então meu filho sempre foi mais quietinho mas tímido é o jeito dele se comportar enfim é o jeitinho dele não chama tanta atenção mas quando tem uma alteração o comportamento Então essa criança era super extrovertida um monte de amigos e ela ia super bem na escola e de repente tem uma ruptura disso por uma mudança de comportamento isso chama muita atenção é então a mesma coisa na adolescência então é é esse olhar mas enfim perspicaz que só tem quem tá perto e quem convive né então se nota essas essas diferenças essas mudanças tem que ficar atento né agora o que eu gostei bem também que a senhora falou que apesar de muito grave tem solução para de ser um problema grave ele pode terminar né de uma forma bastante positiva então e curar borra desculpa Doutor com certeza tem tem solução quando a pessoa percebe que tá passando por essa fase Quais as especialistas ela pode procurar e onde é o estádio ainda né sim Profissionais de Saúde Mental E aí eu vou citar os profissionais da área da Psicologia então psicólogos e psiquiatras que a psiquiatria é a área dentro da Medicina que se ocupa de estudar e tratar os transtornos mentais Então essa dobradinha geralmente é o que a gente indica para grande maioria dos pacientes é importante falar que tampa de pressão contra a ansiedade Elas têm níveis de intensidade então tem desde uma depressão que a gente considera leve aí ela pode se agravar e virar uma depressão moderada e aí ela pode se agravar e virar uma depressão grave Então dependendo da intensidade do quadro o tratamento vai ter uma indicação outra então por exemplo em casos de depressão leve a uma Bom dia pode ser suficiente que aí ele vai conversar desabafar vai ter um caminhamento né exatamente um quadro de depressão Grave por exemplo geralmente assim é mandatório o uso de medicação E aí depois não momento mais oportuno a gente é associa psicoterapia então é por isso é importante uma avaliação de um profissional treinado no atendimento de transtornos mentais para identificar a nível disso né E que Qual tratamento né indica o Doutora como a gente não pode fugir né sair de casa realmente sem a máscara porque a gente tem que se proteger a gente não pode ainda viver socialmente como a gente vivia antes mas a gente pode adotar algumas medidas alguns comportamentos para dar uma aliviada nossa atenção por exemplo um esporte uma leitura de um livro Um caminhar assim na rua o que a gente pode e de uma forma simples para ficasse mais relaxado então aí a gente tem que pensar numa coisa que é essencial que são as medidas e qualidade de vida né então a gente pensar em como que a gente minimiza ou consegue minimizar o stress né então você se toma um fator que é importante que a atividade física atividade física de forma regular ela tem a capacidade de liberar algumas substâncias no cérebro que são responsáveis pela sensação de bem-estar de prazer então isso é uma coisa importante a uma outra coisa assim as coisas que a gente já sabe então alimentação saudável um sono adequado né então prestar atenção e levar uma vida de forma saudável e ele tem um um ponto importante e no isolamento social a gente se deparou com uma convivência muito intensa com as pessoas que moram na nossa casa Então esse foi um tem até um termo para isso né que foi que é chamado de Hiper convivência e e às vezes essa Inter Confidence is por alguns problemas e a não convivências como enviar então é outro de verdade exato e mesmo assim com as crianças né Então os pais convivendo com as crianças aprender a lidar com os próprios filhos que aprendem né então assim a gente não tem a pretensão de Nossa vai ser tudo perfeito não porque é um período diferente difícil mas a colher essas essa esses fatores aí de estresse sentados nele e tentar ir assim a com que essa convivência a rua de modo mais harmonioso possível é isso não é fácil mas tem algumas algumas regras que a família pode estabelecer de convivência enfim e é uma forma de autoconhecimento também porque quando a gente que para né quando a gente parou esses mês se ficou mais em casa tem tantos recursos assim para usar o nosso tempo foi uma convivência forçada a inclusive com a gente mesmo assim a gente se conhecer né tem seu tempo você pode ser desconfortável e não necessariamente uma doença então é a forma como a gente lida com todas essas novidades né Doutor ar e nosso tempinho terminou que pena Tá super bacana nossa conversa você viu como passa rápido Ó mas a gente aqui do nosso quadro saúde a vida a gente é abusado né gente a gente vai fazer um convite para ser e volte sempre que quiser combinado para falar sobre esse tema outros assuntos também estou à disposição muito obrigada pelas orientações pelo esse bate papo gostoso e obrigado a você também que nos acompanha até agora como a doutora disse prioriza a qualidade de vida procure ajuda Se tiver precisando e fique bem até nosso próximo encontro tchau e