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[música] Olá, começa mais uma edição do Saúde à Vida com muita informação e credibilidade para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. O tema de hoje é câncer de pele. O mês de dezembro chegou e com ele o dezembro laranja, a campanha do câncer de pele que chama a atenção para a importância do autocuidado e da realização do checkup anual. Dados do Ministério da Saúde apontam que o câncer de pele representa cerca de 33% de todos os casos de câncer no Brasil. Convidamos hoje então a Renata Magalhães, ela que é médica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Olá, Renata, seja muito bem-vinda. Obrigada por ter aceito o nosso convite. Olá, muito obrigada pelo convite, pela oportunidade de poder falar sobre o câncer de pele hoje aqui do seu programa, tá certo, Renata? A gente que agradece. E pra gente iniciar, né, falar sobre essa doença que é muito importante falar sobre os diagnósticos, né, nesse mês também de conscientização. Então, explica pra gente o que é o câncer de pele e quais são os tipos. Estamos aqui começando o mês de dezembro, um mês muito importante pra Sociedade Brasileira de Dermatologia e pra Saúde em geral. É um mês em que lembramos, fazemos nossas campanhas de conscientização sobre o câncer de pele. Tô vendo você de laranja, eu também aqui de laranja. Então é o nosso dezembro laranja para lembrar justamente desse tema. Câncer de pele é realmente dos mais comuns em todas as populações. Câncer de pele é um, existem pelo menos três tipos principais, mais conhecidos, mais falados, mais frequentes. Os tumores epiteliais, que são os carcinomas bascelulares, pinocelular, são mais comuns. O carcinoma basocelular de todos os cânceres da pele, ele é o mais comum. Quase 80% ali dos casos de câncer de pele são dessa família, né, desse tipo histológico de tumor. Em geral, são lesões localizadas na pele que crescem devagar, vão se aprofundando, virando realmente feridas e tumores se não tá tratados adequadamente. Ah, existem os carcinomas espinocelulares. Esses já são mais agressivos localmente, podem crescer mais rápido, aprofundar mais rapidamente, eventualmente até fazer metástases em outros órgãos. E existem ainda os cânceres da pele chamados melanoma. Os melanomas são 5 a 7% dos cânceres da pele. Eles nascem de outro tipo da de célula, não são dos queratinóos, que são as células mais da superfície. Eles ficam ali, eles nascem dos melanócitos, que são as células responsáveis por produzir a melanina da nossa pele. E esse melanoma, ele pode ser um tumor muito agressivo, crescer rápido e dá metástase. Apesar dele não ser o câncer de pele mais comum, ele é o câncer de pele mais perigoso, que pode, inclusive, se não diagnosticado e tratado adequadamente no começo, eh trazer desfechos ali graves, inclusive o óbito por um um tumor que é realmente preocupante. Tá certo, Renata? A gente vai falar então um pouquinho sobre, né, cada um deles aí, os tipos. ah, somente pessoas com a pele clara, ela pode, né, eh, ser diagnosticada ou não, isso é um mito. E também falar um pouquinho sobre os fatores de risco da dos do tipos, né, de câncer. O câncer de pele, ele é mais comum em pessoas de pele clara. Então, a pessoa do olho claro, cabelo louro, cabelo ruivo, cheia de sardinha, a pessoa que sempre vai ao sol, fica vermelha, não se bronzeia, essa esse tipo físico, ele é o tipo de mais risco, né, principalmente para os tumores carcinomas, que precisam ali para acontecerem, além da tendência genética, um período de fotoexposição longo ao longo da vida. Então, com a idade, em geral, pessoas de mais idade, ali na casa dos 50, 60, 70 anos, é onde mais esses tumores são vistos. Então, o principal fator de risco nesses casos são realmente as pessoas de pele mais clara e que tomaram mais sol ao longo da vida, seja no trabalho, no lazer, né, no esporte. Então, as pessoas se expõem muito ao longo da vida. E a maioria do sol prejudicial a gente acaba recebendo na infância, na adolescência. Então, nas brincadeiras, né, nos momentos de lazer, eh, isso vai, esse dano que a radiação ultravioleta faz nas nossas células, ele vai se acumulando ao longo do tempo, até que tardiamente aparecem esses sinais, tanto do envelhecimento quanto as lesões de risco para o câncer de pele. E aí as manchas, as queratoses e os tumores vão aparecendo com o tempo. Então, isso é um fator de risco. Mas tumor ainda pode aparecer em pessoas de pele morena e até a pele negra. Por exemplo, o melanoma, que é um tumor mais agressivo, ele pode aparecer na pele morena, na pele negra, pode aparecer na região da palma, da mão, na planta, né, nos pés. pode acontecer embaixo da unha na forma às vezes de estrias enegrecidas que vão crescendo e tomando toda aqui a região subiperiungueal. Então o melanoma ele e ele pode acontecer tanto na pele clara quanto na pele mais pigmentada. Tumor basocelular e espinocelular também podem acontecer na pele morena, mesmo na área exposta, mas não é tão comum. E as pessoas de pele clara que tem múltiplas pintas, né, muitos nevos, né, o nome da pinta que são os nevos melanocíticos, esses essas pintas às vezes podem também se transformar em um tomô melelanoma, mesmo que estejam na área coberta. Então, a maioria dos cânceres da pele aparecem na área exposta ao sol, rosto, antebraço, tronco alto, mas podem aparecer na área coberta, eh, tanto o vaso celular, às vezes o espino, e inclusive o tumor melanoma. Então sim, mesmo as pessoas de pele morena merecem, precisam ter um uma avaliação dermatológica quando notam feridas, machucados, pintas pretas que estão crescendo, porque esse realmente é uma ocorrência possível. Um outro fator de risco importante é a imunossupressão. Então, pessoas, por exemplo, que usam remédios imunosupressores, por exemplo, transplantados renais e pessoas que fizeram outros transplantes que precisam de imunosupressor, essas pessoas também têm um risco maior de desenvolver principalmente os carcinomas, né, nas áreas expostas. Perfeito, Renata. Eh, como então identificar, né? você comentou a respeito sobre caso eh do melanoma, que ele pode desenvolver também na unha, qual que é o momento que essa pessoa precisa ficar mais atenta aos sinais, né? Inclusive a gente tem aqui algumas informações sobre os sinais de alerta que eles podem ser lembrados com as letras do alfabeto, né? A, B, C, D e E. Então, queria que você explicasse sobre esses sinais, porque basta ter uma pintinha ou uma mancha, eh, de repente uma pinta com pelos, coça, como que é de fato que a pessoa ela tem que se atentar a isso? Quando a gente fala de tumores da família dos carcinomas, que são os mais frequentes, que a gente vê na pele mais clara, na área exposta, pessoas mais velhas, os principais sinais são aquelas pápulas com crostinha, com casquinha, que vai e volta, que vão crescendo, ficando mais endurecidas, mais aprofundadas, às vezes vão virando feridinhas, feridas que não cicatrizam, casquinhas que vão e voltam, lembrar de procurar a opinião de um dermatologista, fazer uma avaliação com médico dermatologista, podem ser lesões pré-malignas ou já até um tumor, um um carcinoma. Aí existem os tumores da família do melanoma. Esses podem vir a partir de uma pinta preta. E é aí que é o ABCD chamam a nossa atenção. É muito comum a gente ter pintas, né, na área exposta, na forma de sardinhas ou pintas que a gente às vezes nasceu com aquela com aquela mancha ou vai aparecendo ali ao longo da vida, uma pinta preta. O que que deve chamar atenção? Então, uma pinta que começa a crescer mais rápido, muda de cor, tem uma área mais escurecida, mais castanha ou mais enegrecida ou mais avermelhada. Uma pinta preta que vai ficando machucada, que coa, que sangra. Isso deve chamar a atenção quando a gente fala no ABC. Então é aquela pinta assimétrica no contorno, A de assimétrico, B de bordas irregulares, C de cores variadas. Então uma área mais duas cores, três cores, uma área mais castanha, outra mais enegrecida. O D de diâmetro maior do que 6 mm, né? ela tá crescendo, ficando maior que 6 mm. Isso deve chamar atenção. E o e dá essa evolução aí mudança ao longo do tempo. Então são sinais que a gente usa para lembrar das mudanças que podem acontecer em pintas. Mesmo que sejam pintas do que a gente tenha de nascimento, elas podem sofrer transformação e até virar um tumor de pele da família do melanoma. Ah, então quando a gente fala em essas pessoas que têm as pintinhas pretas, os nevos, seja na área coberta ou na região palmo plantar mesmo, lesões enegrecidas na unha, é, eh, esses sinais do ABCD aí fazem piscar a atenção paraa chance dessa pinta tá sofrendo alguma transformação e precisar de uma avaliação de um médico dermatologista. Importante então que a gente se atente a esses sinais, né, que a gente perceba, que a gente faça essa avaliação do nosso corpo para identificar essas manchas, essas pintas e não hesitar em procurar especialistas, né, Renata? Agora, a nível de curiosidade, queimaduras solares, por exemplo, na infância, elas podem aumentar aí o risco, né, de câncer de pele na vida adulta, por exemplo? Isso é importante. Bom, primeiro o autoexame, a observação da própria pele é importante. A gente às vezes não consegue examinar a nossa pele toda. Então, alguém da família pode ajudar a observar o couro cabeludo, o dorso, a panturrilha. E nós próprios podemos também avaliar os nossos parentes, os nossos amigos. Então, é um autoexame e às vezes com a ajuda de um familiar. E ainda assim uma avaliação dermatológica anual, principalmente nessas pessoas de pele de mais risco, ela é recomendada. As queimaduras solares são um fator de risco importante, principalmente nas pessoas da pele mais clara, que ficam muito vermelhas, realmente aquele vermelho às vezes até com bolhas das queimaduras, isso pode sim a ser um fator de risco a mais para o câncer de pele da família do melanoma. Eh, queimaduras solares na infância, na adolescência, hoje são entendidos como um fator de risco importante. Mas mesmo que não haja queimadura importante na infância e na adolescência e esta pessoa ao longo de sua vida teve muita exposição, isso também é um fator de risco para os tumores aí, principalmente para os tumores da família dos carcinomas. Tá certo, Renata? Agora, em relação às tatuagens, né? Eh, uma pessoa que ela tem tatuagem, fica mais difícil encontrar lesões no caso, né, de manchas ou feridas. Como que é classificado então esse processo, né? Quem tem muita tatuagem acaba sendo difícil mesmo esse diagnóstico. Tatuagem é uma prática tão eh comum na nossa cultura, tão milenar. E realmente a gente vê hoje muitas pessoas com as suas tatuagens, mas isso para o dermatologista pode ser um problema. Às vezes o pigmento enegrecido ou colorido da tatuagem pode estar perto ou em cima de alguma pinta que a pessoa já tinha ou uma nova lesão pode aparecer naquela área. E sim, isso dificulta muito a percepção de uma lesão de risco, eh, dificulta tanto a pessoa de se observar quanto o médico de avaliar. O dermatologista costuma usar o aparelho dermatoscópio para olhar com mais detalhes, como numa lente de aumento, né, essa lesão, isso ajuda a a fazer o diagnóstico de uma lesão de risco de cast de melanoma principalmente. E às vezes aonde tem pigmento, onde tem a tatuagem, até isso fica dificultado. E então há recomendações há a vai ser feita a tatuagem que não faça em cima de pintas, em cima de lesões pré-existentes, né, que não façem áreas de risco do câncer de pele como nas áreas expostas. Mas isso é um tema muito polêmico. Lembrar que tatuagem às vezes eh não deixa de ser a injeção de um pigmento estranho, pode causar reações alérgicas ou liquenoides. Eh, não é um procedimento isento de complicações, tá certo? Agora a gente vai falar um pouquinho sobre a questão da da prevenção mesmo, do diagnóstico, quais são os principais exames, né? Eh, tem essa periodicidade, né, anual de fazer esse checkup? Mas eh como que é feito na prática eh Dra. Renata, esses exames e também esse diagnóstico precoce e também a gente entra na questão dos tratamentos também. A, o diagnóstico do câncer de pele, ele é principalmente clínico. Então, a avaliação de um médico na suspeita de que a uma lesão seja um câncer de pele, normalmente é feita uma biópsia, é retirado um fragmento da lesão ou é retirada a lesão inteira, dependendo do caso, isso vai para um laboratório para fazer um exame anátomo patológico. Aí vem um laudo dizendo o se era realmente uma uma lesão maligna, o tipo de câncer de pele que é a profundidade e baseado nesse laudo e na impressão clínica, aí é proposto um tratamento. Na maioria das vezes, principalmente quando o diagnóstico é precoce, o tratamento cirúrgico, a remoção da lesão é suficiente para resolver o problema. Eh, principalmente quando existe um tumor de maior risco de dar metástases como melanoma, às vezes é preciso uma ampliação das margens, o estudo do linfonodo sentinela, né, que dos ganglos aqui da da região próxima onde tava o tumor. Então, caso a caso, vai precisar de uma complementação do tratamento, mas na maioria das vezes o tratamento cirúrgico, a remoção da lesão com uma margem de segurança é o suficiente para evitar que o tumor volte. E por isso, quanto mais cedo o diagnóstico, melhor, porque a cirurgia é menor e tem menos risco de recidivas ou outras complicações. Então, dependendo do do caso, né, do organismo aí do paciente, de desenvolver, né, uma uma certa gravidade, aí não há necessidade de quimioterapia. No câncer de pele também faz aí a quimioterapia. Doutora, boa pergunta. Muito boa pergunta. O tratamento do câncer da pele, ele é basicamente cirúrgico, é a remoção daquelas células alteradas. Isso é suficiente para tratar a maioria, grande maioria dos tumores carcinoma e também dos tumores da família do melanoma. Casos principalmente do melanoma já invasivo ou com metástases em outros órgãos. Então, esse grupo de pacientes pode precisar de uma terapia complementar. Eh, essa terapia pode eh pode ser necessário a imunoterapia. Então existem medicamentos, medicamentos de até alto custo, né, que tem hoje o acesso pode ser possível por alguns convênios de saúde. Eh, então, em casos selecionados existe a imunoterapia, medicamentos como pembrolismab, nivolumab, eh, entre outros. a quimioterapia convencional, eh, com medicamentos que já são usados em outros tumores, isso é mais raro de funcionar para o melanoma. Então, caso a caso, essa discussão é feita com o oncologista, com o cirurgião oncológico. Isso é uma discussão muito multidisciplinar. Entendi. Eh, Dra. Renata, a gente vai falar um pouquinho sobre a questão também dos sinais, né? a gente vai voltar um pouquinho eh sobre as manchas, as pintas, só que no organismo, né? Como que a pessoa, como que ele afeta o organismo. Ah, tem as manchas, a, esse paciente foi diagnosticado, mas ele fica debilitado, como que ele fica nessa questão mesmo? outros sintomas que podem acometer esse paciente. Quando o câncer da pele ele é localizado na sua fase inicial, que é a maioria dos casos, o máx no máximo o paciente vai sentir um desconforto onde tá a lesão. É uma lesão que pode doer, às vezes sangra, esse é o maior o o maior incômodo. Aliás, o que é um problema, muitas vezes a lesão cresce silenciosamente, o paciente não percebe que tá tendo ali uma lesão com risco de malignidade. Quando se fala num tumor mais avançado, no caso de um carcinoma que pode invadir a os tecidos mais profundos, fazer metástases nos linfonódos, ele pode observar aí um emagrecimento, dor, aumento aqui dos dos linfonodos na região axilar ou na perna, dependendo da localização do tumor. Aí então o paciente vai ter sinal mais sistêmico da doença. No caso do melanoma, um paciente que tem uma doença avançada, com metástase, ele pode sim ficar muito debilitado, emagrecido, eh com dores, né, em vários lugares do corpo. E as metástases do melanoma, elas podem aparecer na própria pele, no fígado, no cérebro, no pulmão. Então o paciente pode ter sintomas também dependendo do órgão acometido. Por exemplo, um paciente com metástase cerebrais, ele pode sentir dores de cabeça, tontura, eh alterações ali cognitivas. Então, eh, mas isso é raro. É, normalmente são sinais de um paciente que tem uma doença já muito avançada. Na maioria das vezes não existem sintomas eh no organismo, né, das da do câncer da pele. Ele pode crescer muito insidiosamente e silenciosamente, tá certo? Dout. Renata? Eh, sobre os medicamentos, né? Existem alguns medicamentos que durante o tratamento esse paciente ele pode ficar com mais sensibilidade quando ele é exposto ao sol, por exemplo. Quais são esses cuidados, né? A prevenção é evitar o sol, usar protetor solar. Queria que você explicasse um pouquinho mais detalhado sobre isso. Isso também é uma pergunta muito interessante, muito polêmica, né? vantagens, desvantagens, riscos e benefícios dos tratamentos. Ah, quando se fala numa pele que tem muito fotodano, uma pele que tem um campo de risco para o câncer da pele, às vezes já teve um tumor ou tem lesões pré-malignas como as queratoses. Nesses casos são indicados tratamentos tópicos com produtos à base de um ácido eh ou um cinco floracil para usar por alguns meses. que são produtos que podem deixar a pele irritada, descamada e mais sensível à luz, ao sol. Então, há essa recomendação de usar esses produtos preferivelmente à noite, durante o dia lavar, usar um filtro protetor, o filtro solar de fator de proteção mais alto do fator 50 para cima, reaplicar o filtro ao longo dos do dia, usar chapéu, boné, caso vá haver uma exposição solar mais intensa, evitar de sair ao sol entre 9, 10 até umas 3 da tarde. tarde que a radiação ela é mais intensa, radiação ultravioleta B é mais intensa nesse período do dia. Então são cuidados que a gente recomenda das medicações sistêmicas, né, essas medicações às vezes orais ou injetáveis para o tratamento tumor avançado, que é é uma quantidade muito pequena de pacientes que vai precisar desses medicamentos. Existem outros eventos adversos, né, tanto na pele quanto mais orgânicos. E aí, caso a caso, há uma recomendação específica, tá certo? Bom, Dra. Renata, eh eh você comentou sobre essa questão, né, da doença que acomete mais pessoas já na fase adulta mesmo, idosos também essa doença ela pode acometer. E você já eh teve algum caso de adolescentes que teve um diagnóstico, né, de câncer de pele? Isso é bem raro, mas pode acontecer, principalmente em pessoas com certas doenças genéticas que predispõe ao câncer, por exemplo, uma doença chamada cheeroderma pigmentoso, pessoas com albinismo. Então, sim, eventualmente acontece na infância e na adolescência. O próprio melanoma infantil é raro, raro, mas pode aparecer em crianças até pequenas, por exemplo, lesões subungueais, na forma de uma estria enegrecida que pode se transformar num tumor embaixo da unha. Por isso mesmo as crianças, né, precisam ter essa orientação, esse cuidado com a fotoproteção. E se há da mesma maneira pintas enegrecidas crescendo, mudando de cor, essas crianças também precisam de uma avaliação de um médico dermatologista. Então, sempre a orientação, né, Dra. Renata, buscar mesmo o especialista, qualquer sinal ou qualquer dúvida, né, que tem em relação ao nosso corpo, não hesitar em buscar essa ajuda, porque o diagnóstico precoce ele faz toda a diferença, né? Sim, isso é uma recomendação da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Há especialistas por todo o país, médicos certificados pela nossa sociedade, com experiência em avaliar e tratar o câncer da pele. Então, o médico dermatologista é a pessoa indicada para avaliar e indicar o melhor tratamento, né, inclusive as medidas de prevenção. Então fica aí a dica. Consulte o médico dermatologista. Dout. Renata, você acredita que hoje as pessoas elas estão buscando mais por essa especialidade, com mais informação, né? As pessoas elas têm mais acesso às informações. Hoje está um pouquinho mais diferente. Pois é, sim. Sim, existe existe muita informação nas redes sociais, nos programas da televisão, nos materiais informativos da sociedade. Eh, as campanhas, né, são contínuas. Isso é um trabalho de mais de 14 anos da Sociedade Brasileira de Dermato e de outras sociedades, como da oncologia também. Então, a tendência é que a informação chegue mais às pessoas, mas ainda assim as pessoas procuram dermatologista por questões estéticas muitas vezes e nem imaginavam que podiam ter ali uma lesão de risco para o câncer da pele. Então, ainda acontece das pessoas se surpreenderem com um diagnóstico, ainda acontece de pessoas não perceberem e e chegarem com um diagnóstico mais tardio. Portanto, apesar da velocidade da informação já ter melhorado muito com a com as novas tecnologias, ainda existem necessidades não atendidas de levar mais informação e que as pessoas procurem mais o especialista. É, é verdade que nem todo mundo tem um acesso, primeiramente a um médico especialista, mas existem nas redes básicas, nos ambulatórios, em todo o país, médicos que podem avaliar, suspeitar e dar um um um encaminhamento adequado eh para esses pacientes aí cuidarem de sua pele também. Exatamente, Dra. Rinata. Inclusive, né, agora no mês de dezembro tem uma data específica, né, que em todo o país eh dermatologistas voluntários, né, eles ficam espalhados em vários pontos, em vários centros, né, de saúde, justamente para prestar esse atendimento, que é o dia, né, do tradicional atendimento gratuito. Então é muito importante, né, que as pessoas elas busquem um centro de saúde mais próximo da sua residência para justamente fazer esse atendimento, né, buscar essa informação e ter esse atendimento gratuito que já é disponibilizado aí nesse período em dezembro. Lembrando que não somente em dezembro que a gente tem que lembrar dessas conscientizações, né? Isso mesmo. Independente de ser verão, inverno, essa preocupação aí de de uma lesão aí sobre uma transformação existe. Então, a gente tem que lembrar disso sempre. A, em dezembro existe a tradicional campanha da Sociedade Brasileira de Dermatologia de Prevenção ao Câncer de Pele. Normalmente no dia, esse ano será dia 13 de dezembro, é um sábado, a campanha acontece das 9 da manhã às 3 da tarde. Existem alguns centros no país, eh, em geral, centros são serviços credenciados da SBD ali, eh, onde existe o atendimento em oncologia cutânea. Então, são, eh, alguns pontos, normalmente relacionados a serviços universitários, eh serviços do estado, hospitais ali públicos e até hospitais privados podem estar ali desenvolvendo a campanha. Nessa campanha, o morte principal é a orientação, é o esclarecimento sobre as lesões de risco e os métodos de prevenção. Em alguns desses lugares ainda existirá o atendimento no dia ali, um atendimento gratuito, orientação sobre lesões de risco e dependendo do caso, devido a orientação para onde o paciente deve ser encaminhado para procurar o seu atendimento. Então, eh, é recomendado, quem tiver interesse, todo mundo deveria prestigiar, entrar no site da SBD, da Sociedade Brasileira de Dermatologia e consultar os pontos de atendimento, né? Então, nos diversos estados há vários pontos de atendimento. Então, fica aí a dica pro dia 13 de dezembro, campanha nacional de prevenção ao câncer da pele, tá certo? É isso mesmo, né? Muito importante essa conscientização, como a doutora mesmo disse, né? Não somente lembrar nesse mês de dezembro, né? a gente precisa estar atento a todos, né, os dias aí do ano sobre a questão da nossa saúde mesmo. Você que está assistindo aí a programação da TV Câmara Campinas, né, não ex não hesite, né, em buscar aí esse profissional, fazer os exames, o checkup anual, que é muito importante, né, doutora? Eu queria que você fizesse as suas considerações, eh, falando um pouquinho, né, sobre essa doença que é pouco falado também, né, embora esteja aí com várias e informações sobre a campanha, mas ainda assim é somente no mês de dezembro que a gente ouve mais, né, sobre esse tema que não deixa de ser importante aí em todos os dias do ano. Sim, é importante lembrar sempre do câncer da pele, que é o câncer mais frequente, é o câncer também mais prevenível e mais fácil de ser diagnosticado precocemente. A as informações há informações confiáveis nas mídias da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Então ali é um bom lugar para buscar informação. É muito importante reforçar as medidas de proteção solar, já que a exposição, a radiação ultravioleta é o principal fator de risco. Então, se proteger do sol ao longo da vida é uma informação que precisa chegar. Bebês acima de 6 meses já tem ali a indicação de usar seus filtros solares. As crianças menores que isso precisam da proteção física e não ter exposição direta ao sol. O filtro solar deve ser utilizado diariamente, né? Principalmente se a pessoa trabalha ao ar livre ou faz seu esporte ao ar livre ou mesmo a pessoa que dirige e depois vai para um lugar fechado, precisa. a pessoa vai se expor, ainda mais um país tropical como o Brasil, vai ter exposição à luz em vários momentos do dia. Então, a recomendação do uso do filtro solar é para que seja todos os dias, aplicar pela manhã, antes de sair de casa, em toda a pele fora da roupa, reaplicar ao longo do dia, se tiver na praia, na piscina, reaplicar a cada 2 horas. Importante lembrar de ficar fora do sol direto, embaixo de guarda-solóis ou usar o chapéu, a camiseta, não querer ficar bronzeado. Essas queimaduras, esses bronzeamentos, ao longo do tempo geram envelhecimento, mancha e aumentam o risco do câncer da pele. O recomendado é um filtro solar com fator de proteção acima do FPS 50. E os filtros modernos hoje promovem uma boa proteção contra a radiação UVA e o VB. Então é isso que a gente tem que procurar no nosso filtro solar e lembrar de reaplicar. Se for a água, ficar muito suado, a gente precisa reaplicar. O filtro não dura o dia inteiro, né? E lembrar de toda a pele fora da roupa, rosto, pescoço, decote, braços e mãos, tudo isso precisa ser protegido também. Essa é a melhor mensagem para finalizar. aqui hoje a nossa discussão. Com certeza, Dra. Renata. Muito obrigada pela sua participação e compartilhar todo o seu conhecimento aqui com a gente, viu? Obrigada pela oportunidade de falar em nome da nossa sociedade e para trazer mais informação, mais alerta sobre o câncer de pele, lembrado dezembro laranja, campanha nacional de prevenção contra o câncer de pele, tá certo? É isso mesmo, Dra. Renata. Muito obrigada a você também que ficou aqui com a gente, que nos acompanhou. Obrigada pela companhia e também pela audiência e te espero no próximo programa. Até lá. [música] เฮ [música] [música] [música] [música] เฮ [música]