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Saúde é Vida | Demências e doença por corpos de lewy
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Saúde é Vida | Demências e doença por corpos de lewy

56 views Publicado 28/10/2025 HD · 33:34

Descrição do vídeo

As demências são um dos maiores desafios da neurologia moderna, afetando milhões de pessoas em todo o mundo e interferindo diretamente na autonomia e qualidade de vida dos pacientes e familiares. No programa Saúde é Vida, exibido em 26 de outubro de 2025, a neurologista Camila Carneiro, do Hospital INC (Instituto de Neurologia de Curitiba), explica em detalhes o que são as demências, como ocorre o declínio cognitivo e comportamental, e de que forma o diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença no tratamento e na convivência com a doença. A demência não é uma doença única, mas sim uma síndrome clínica que engloba diversas condições, como o Mal de Alzheimer, a demência vascular e a demência por corpos de Lewy — cada uma com causas e manifestações distintas. Essas síndromes afetam a memória, o raciocínio, a linguagem, a capacidade de resolver problemas e até mesmo o comportamento e humor. Durante a entrevista, a médica explica os principais sintomas cognitivos e comportamentais que merecem atenção: perda de memória, dificuldade de comunicação, desorientação no tempo e espaço, apatia, agressividade e mudanças repentinas de humor. Também aborda a diferença entre doença mental e doença neurológica, ressaltando que a demência é uma condição que afeta o cérebro de maneira física e progressiva, e não está relacionada a “loucura” ou “fraqueza emocional”. Um dos destaques do programa é a explicação sobre a Demência por Corpos de Lewy (DCL) — uma das formas mais complexas e menos conhecidas de demência. A DCL é caracterizada pela presença de depósitos anormais de proteína (corpos de Lewy) nas células nervosas, o que provoca declínio cognitivo, alucinações visuais, flutuações de atenção, rigidez muscular e sintomas semelhantes aos da doença de Parkinson. A neurologista explica que os pacientes podem apresentar comportamentos peculiares durante o sono, como gritar, chutar ou se debater, devido ao transtorno comportamental do sono REM, um dos sinais característicos dessa condição. Outro ponto abordado é o papel dos exames clínicos e laboratoriais no diagnóstico. A especialista detalha como a ressonância magnética, tomografia e exames de sangue ajudam a identificar causas reversíveis — como deficiências vitamínicas ou distúrbios da tireoide — e a diferenciar entre os tipos de demência. Embora a maioria das demências ainda não tenha cura, existem tratamentos que ajudam a retardar a progressão dos sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A neurologista fala sobre o uso de medicamentos específicos e a importância do acompanhamento multidisciplinar, envolvendo neurologistas, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e familiares. Além das informações médicas, o programa também traz uma reflexão humana sobre o impacto da demência na rotina familiar. Cuidar de alguém com perda de memória e alterações comportamentais exige paciência, empatia e suporte psicológico, tanto para o paciente quanto para quem cuida. 👉 Assista à entrevista completa com a Dra. Camila Carneiro e entenda: O que diferencia Alzheimer, demência vascular e corpos de Lewy. Como identificar os primeiros sinais da doença. Por que o diagnóstico precoce é essencial. Quais estratégias podem preservar a memória e o raciocínio. Como a família pode lidar emocionalmente com o avanço da doença. Se você tem alguém na família com perda de memória, dificuldade de raciocínio ou alterações de comportamento, este episódio é essencial. Informação é o primeiro passo para o cuidado com responsabilidade e empatia. 💬 Deixe seu comentário contando o que achou do programa e compartilhe este vídeo para que mais pessoas tenham acesso a informações confiáveis sobre saúde cerebral e envelhecimento. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [música] seja muito bem-vindo ao programação da TV Câmara Campinas. Estamos começando o Saúde é vida, o seu espaço de informação e cuidado com a saúde. Hoje vamos falar sobre demência, um conjunto de síndromes que afetam a memória, o raciocínio e a vida emocional das pessoas. Vamos entender o que é a demência, quais são os principais tipos, como reconhecer os primeiros sinais e de que forma é possível conviver e tratar a doença. Para nos ajudar a compreender melhor esse assunto, a nossa entrevistada é a neurologista Dra. Camila Carneiro. Ela atua no Instituto de Neurologia de Curitiba e conversa com a gente via Zoom. Seja muito bem-vinda, doutora. Muito obrigada pelo convite. É uma honra tá aqui. Vamos esclarecer as dúvidas aí, como que, né, a gente pode ajudar as pessoas que vivem com essa doença e as pessoas que convivem com elas, né? Excelente, doutor. Esse termo eh demência, causa muita confusão ainda, né? O que exatamente é e como a demência ela se diferencia de um simples esquecimento nosso do dia a dia? Excelente pergunta. Ah, como você comentou, né, as demências, ela vai cometer a capacidade de memória, raciocínio, emoções. Você comentou de algumas capacidades cognitivas que a gente tem, né? Então, memória é somente uma delas. a gente tem a capacidade de comportamental, essa questão de você ter a interação com as pessoas, né? Essa parte mais então emocional, tem a questão mais de atenção, a capacidade de resolver problemas, tem também a capacidade de reconhecimento visual das coisas. Então, capacidades cognitivas eh são várias, né? não é só memória. E a demência, ela vai acontecer quando a pessoa ela tem alguma dessas capacidades cognitivas afetadas. Então, um exemplo da memória, que é o mais clássico, a pessoa ela começa a esquecer as coisas e isso acaba implicando nas atividades do dia a dia dela. Então, não é um esquecimento assim, esqueci o nome do filho, do vizinho, esqueci o nome do cachorro, algo assim. Não é um esquecimento nesse sentido. É mais um esquecimento às vezes que a pessoa ela fica mais repetitiva, ela fica contando as mesmas histórias, fazendo as mesmas perguntas e aquilo acaba impactando no dia a dia eh da pessoa. Então, ela esquece de pagar uma conta, ela esquece o trajeto de volta para casa, ela esquece a forma como ela devia tá tomando o remédio. Então, a partir do momento em que aquilo impacta no dia a dia, a gente pode chamar de de uma forma de demência. Excelente, doutora. Agora, a demência, ela está ligada ao envelhecimento ou eh qualquer faixa etária pode eh ser acometida por algum tipo de demência? Sim. Eh, a demência classicamente tá associado a um cérebro mais eh envelhecido. Sim. Então, até hoje, nos últimos nas últimas décadas se fala mais porque a expectativa de vida também aumentou muito, né? Então é uma doença classicamente de idosos acima dos 60, 70 anos, eh, que tem uma probabilidade da pessoa desenvolver esse tipo de doença. Mas algumas formas bem raras, mais atípicas de demência, elas podem, falando principalmente de demência neurodegenerativa, né? Eh, esses tipos de demências mais raras atípicas podem acometer pessoas ali com seus 50 anos, muito mais raramente antes dos 50 anos, né? Quando se fala de demência neurodegenerativa, importante, muito importante a gente entender, né, eh, sobre essa questão da demência, porque nos últimos anos a demência ela ganhou destaque na mídia por casos aí de figuras públicas, né? exemplo, o cantor Milton Nascimento, que foi diagnosticado com demência por corpos de Levi, o ator Bruce Willes, né, com demência eh frontotemporal. Agora eu te pergunto, doutora, o que se caracteriza esses dois tipos de demência e como eh a gente consegue diferenciar a demência do Alzheimer? Uhum. né? A demência da doença de Alzheimer, ela é a mais comum, né? Assim, daria pra gente estimar que seria 80% dos casos de demência neurodegenerativa seriam por causa da doença de Alzheimer. Eh, mas agora tá mais, né? Eh, as pessoas estão discutindo, mas isso porque de fato e a gente tá conseguindo distinguir melhor o que que é Alzheimer e quais são essas outras demências que são um pouco mais incomuns, mas nem não são tão raras, né? Você comentou aí do Bruce Willis. Eh, aqui no Brasil a gente também teve um um uma pessoa assim eh de relevância nacional, o Maurício Bruley, né? também diagnosticado com eh demência frontotemporal, se eu não me engano, uma variante semântica igual da do do Brus Will. E agora mais recentemente o Milton Nascimento, né, assim como alguns anos atrás também surgiu na mídia, né, o Rob Williams também eh possivelmente tinha essa doença. Então, como que a gente pode diferenciar? é mais e é difícil das pessoas, principalmente da da família, reconhecer como uma demência em andamento, porque a o sintoma inicial não é memória, né? Normalmente o sintoma inicial da demência por corpos de Levi, falando agora especificamente dessa doença, eh pode ser uma desorientação eh espacial. Às vezes a pessoa ela começa a bater o carro ou às vezes ela não consegue se localizar muito bem no espaço ou pode surgir um quadro de que a gente chama de parkinsonismo. Então não é que a doença de Parkinson, mas a pessoa ela pode ter um pouquinho de tremor, ela pode ter um pouquinho de lentificação, né? É rigidez. E aí isso junto com o sintoma de memória, a alucinação visual que não é comum acontecer nos primeiros anos da doença de Alzheimer, é comum de acontecer na demência por corpos de Levi. Eh, e esse seriam uma das principais formas da gente diferenciar doença de Alzheimer, que começa normalmente com memória. Excelente. E a demência frontal, só para, por favor, pode continuar. Eh, existem eh três formas principais de demência frontotemporal. A que acometeu o Bruce Willes e o Maurício Bruley é uma forma semântica, então é uma forma que eh apresenta principalmente na linguagem, né? a pessoa ela não consegue eh às vezes entender o significado de uma palavra eh ou às vezes ela não consegue articular muito bem as palavras, não consegue fazer formular muito bem uma frase e é assim que se começa a perceber que tem algo de errado. Existe uma outra forma de demência frontotemporal que se manifesta de uma de uma maneira comportamental. A pessoa começa a ficar mais impulsiva, é mais difícil de lidar. Então, às vezes até parece um quadro psiquiátrico. Muito bem. Eh, pelo que a doutora explicou, é comum até que a família demore a perceber, né, esses pequenos esquecimentos, eh, mudanças de comportamento ou a desorganização na rotina. a família pode entender que isso possa ser natural e que não são sinais da doença. Agora, a doutora explicou muito bem alguns sinais, né, que a gente pode perceber, mas como que é feito o diagnóstico, doutora, eh, mediante a consulta, existem alguns exames que certificam que a pessoa tem um determinado tipo de demência ou só são realmente mesmo esses pontos que a doutora muito bem avaliou pra gente? Eh, sim, existem exames, né? E cada ano que passa a gente tem mais exame, mais forma de eh a fazer um diagnóstico mais refinado dessas condições. Eh, nos últimos na última década, na doença de Alzheimer, a gente acabou vendo eh surgir vários biomarcadores que a gente chama, né? E o marcador seria uma ressonância que mostra uma atrofia específica de uma região do cérebro. Eh, agora um exame de medicina nuclear, né, um pet, petam amiloide, pet tal. Além disso, exames de sangue também, né, surgindo como uma possibilidade da gente identificar a doença de Alzheimer biologicamente definida, não só clinicamente, que seria na conversa, na testagem cognitiva. existem alguns exames que cada vez eh tão crescendo assim a disponibilidade e desenvolvendo eh maneiras de eh ampliar a disponibilidade desses exames, né? Então, no Brasil a gente tem alguns desses exames, mas é principalmente paraa doença de Alzheimer, né? Sangue, aquele líquido que coleta da espinha, exames de imagem, né, que não precisa de nenhum furo nem nada, só é como se fosse uma tomografia, uma ressonância. Eh, a gente tem isso disponível, mas para as outras formas de demência a gente ainda tá eh um pouco atrás, né? Então, paraa demência de corpos de Levi e demência frontotemporal, o diagnóstico é basicamente a gente descartar que não se trata de uma doença de Alzheimer, que é a forma mais comum. E a partir da análise clínica, da evolução da doença, né, a gente define então se é uma demência por corpo de Levi, uma demência da demência frontotemporal, é uma demência relacionado à doença de Parkinson ou alguma outra forma de doença. Aí vai depender muito mais da história, da evolução. Eu acho que nos próximos 10, 20 anos, provavelmente, a gente vai ter também biomarcadores, né, para essas doenças também. Muito bem, doutora. Agora, existe algum tipo de perfil eh específico que esteja propenso, né, a à maior condição de ser acometido por essa doença? E a questão também da alimentação, do estilo de vida que a pessoa leva, ela interfere ou não? O que que faz a gente entender que eu estou eh propenso a quando envelhecer eh ser acometido por um tipo de demência? Uhum. Sim. Eh, esse tema é muito importante e cada vez mais a gente discute no meio médico, né? A gente tá falando de demência, mas existe essa outra forma de doença neurodegenerativa, que é a doença de Parkinson. E num dos congressos mais importantes desse ano, foi uma uma aula magna, uma sessão plenária, né, em que foi só discutido isso, eh, estilo de vida e o desenvolvimento dessa doença neurodegenerativa. Então, é muito importante para qualquer forma de doença neurodegenerativa. Então, Alzheimer, demência por corpos de Levi, demência frontotemporal, doença de Parkinson, é o estilo de vida que a pessoa eh levou até então, né? se a pessoa ela cuidava da diabetes dela, né? Eh, cuidava do peso, cuidava da pressão, né? Eh, cuidava assim, fazer atividade física. Atividade física é assim uma das coisas que mais previne doença neurodegenerativa, né? Então, se movimentar, isso é muito importante. Se a gente não se movimenta, o corpo entende que não precisa mais daquilo, né? Se a gente não exercita a mente, o corpo entende que já não precisa mais daquilo e as coisas elas vão, as doenças vão aparecendo, né? Então, estilo de vida é muito importante. Hoje a gente fala de outras coisas além de estilo de vida, mas o meio e porque estilo de vida a gente entende que é uma questão muito individual, né? Mas tem muitas eh questões que estão sendo discutidas atualmente, que é do estilo de vida da nossa sociedade, né? que são coisas que até a gente tem que chamar atenção paraas autoridades públicas mesmo que deveriam ser eh mudadas, né? O estilo de vida que vive mais na poluição, que tem contato com mais agrotóxicos, né? Isso tudo leva ao surgimento dessas doenças, especificamente da demência por corpos de Levi. Uma coisa que a gente observa anos antes da doença e que é um eh, como eu comentei, um biomarcador, né, clínico dessa doença. É um um uma questão do sono relacionado ao sono. É um transtorno comportamental do sono rin. Isso é muito comum anos antes da pessoa manifestar o primeiro sintoma da demência, né? Então, doenças do sono também estão relacionadas com o desenvolvimento de de demências neurodegenerativas, né? Excelente, doutora. Eh, referente à doença do sono, né? Então, como elas estão eh relacionadas a de repente a a consequência, né? tipos de demência. Eu gostaria saber do diagnóstico precoce. Tem como a gente ter um diagnóstico precoce de algum tipo de demência e a partir desse diagnóstico precoce, tem como reverter o quadro ou somente tratamento? Uhum. Isso é uma grande discussão da atualidade, uma grande discussão, porque sim, tem como a gente eh diagnosticar de uma forma bem precoce. Eh, do momento histórico atual, esse diagnóstico precoce seria mais possível nos pacientes com doença de Alzheimer, né, justamente por conta dos biomarcadores que estão sendo desenvolvidos. Então, eventualmente pessoas que têm quadros muito leves da memória, alguns domínios cognitivos, algumas capacidades cognitivas comprometidas, mas é muito leve, não chega a comprometer o dia a dia da pessoa. Eventualmente com esses exames nós conseguimos ver que a doença já está acontecendo, que pode ser naquele paciente, por alguns fatores que a gente avalia, naquele paciente ele pode chegar a desenvolver a doença, né? Então, eh, é complexo porque são exames muito caros. Eles não dão certeza de que se você fizer, você vai fazer o diagnóstico. E se você fizer o diagnóstico, você especificamente vai ter indicação de fazer um tratamento ou algum outro tipo de prevenção, eh, que vai impedir que você no futuro tenha a doença de Alzheimer, né? Então, é muito complexo, é uma discussão que tá eh crescendo, né? e tá sendo muito, os estudos eh tão se ampliando nessa área. Eh, mas eu acho que é é o futuro a gente fazer um diagnóstico muito mais precoce e poder prevenir eh mais precocemente que a pessoa ela chegue a desenvolver a demência mesmo. a gente consegue identificar 10 anos antes, eh, que a pessoa ela já tem ali os primeiros sinais da doença e talvez a gente já consiga tratar ali anos antes da pessoa desenvolver a doença. Talvez esse seja o futuro. É, e a gente torce para que seja um futuro não tão distante, não é, doutora? Agora, sobre tratamento, quais são as opções de tratamento que a gente tem eh atualmente disponível, né? Medicamentos, terapias, o que realmente funciona? E o Sistema Único de Saúde, ele dá o suporte para quem é diagnosticado com a com a as algum tipo de demência? É isso. Um ponto muito interessante, né? Porque como eu comentei algumas vezes, ah, a gente tá falando mais sobre isso, né? Então, a gente tá falando mais e tá mais em voga. E nos últimos dois anos tiveram a aprovação de duas políticas públicas eh para aumentar a atenção dos profissionais de saúde eh com relação a ao diagnóstico de de qualquer forma de demência, na verdade, né? a importância de você ter um fluxo, de você reconhecer uma possível demência, encaminhar para um serviço secundário ou terciário e aí começar um tratamento, porque até assim pouco tempo era se tratava tudo como uma demência senil, não se tinha o que fazer, não se encaminhava, né? Então, essas políticas públicas mais recentes, elas visam assim a a educação do profissional que tá ali na base, atendendo esses pacientes do Sistema Único, eh, e também o alcance de profissionais mais especializados a áreas mais remotas. Eh, então isso por telemedicina ou enfim, levando esses profissionais até lá, porque uma vez que a gente faz um diagnóstico mais precoce, a gente consegue tratar melhor esses pacientes. Por mais que hoje em dia o que é amplamente disponível no SUS, por exemplo, e na na prática no geral, que a gente consegue fazer, que não são esses exames caros, não são essas terapias super caras, são remédios assim que consegue pegar pelo SUS mesmo, que a gente tem disponível, a gente sabe que tratando o paciente mais precocemente, a gente diminui muito eh uma questão de de encargo assim é pra família, né? O estresse da família que tem que lidar com aquela, com aquela pessoa, com aquela doença que não se sabe exatamente o que que é e o que se deve fazer, né? Eh, gastos da família e do próprio sistema, né? Eh, com casa de repouso, com n fatores, né? hospitalização. Então, hoje a gente sabe que as medicações que surgiram ali na década de 90, elas reduzem, talvez elas não melhorem muito a questão cognitiva da pessoa, ela não melhora, né, na memória nem nada assim, mas ela diminui até assim 50% a chance da pessoa ser institucionalizada, da pessoa precisar ir para uma instituição de longa permanência, da pessoa internar e reduz mortalidade também, né? Então, eh com um diagnóstico, eh, vindo, com essas pessoas procurando uma assistência mais especializada e a a os profissionais que tão na base atendendo as pessoas com casers gerais, assim, essas pessoas estando cientes de que existe essas doenças, existe o tratamento para essas doenças, a gente melhora a sociedade de uma forma geral, né? a gente consegue eh diminuir gastos e umas e tornar uma sociedade muito mais saudável, né? Porque eh não é um idoso que adoece na família, né? É a família inteira. As pessoas param de trabalhar para poder cuidar do idoso, né? Muitas vezes esse encargo fica com a mulher, mas às vezes, né? Com a esposa, com a filha, às vezes com o filho, né? Então é uma uma família inteira que adoece, né? Exatamente. Quando a doutora fala eh sobre as famílias, né, que acabam adoecendo junto com aquele idoso que foi diagnosticado com algum tipo de demência, qual que é a importância do suporte também para essa família, né? Porque às vezes a a família ela não entende o que é, não sabe como lidar e não tem opção de também favorecer esse idoso eh em uma casa de repouso. Então vai ter que cuidar ali, vai ter que entender, vai ter que ser, entre aspas, um enfermeiro e estar em prontidão 24 horas por dia, né? Qual que é a importância dessa família ter o conhecimento sobre a demência e da gente trabalhar mais sobre a informação, quebrar esse tabu, né, referente à demência, aos tipos de demência, as pessoas que podem ser acometidas, os perfis, faixetária, enfim, a divulgação sobre isso, doutor? Eh, sim. Eu acho que o trabalho que vocês estão fazendo hoje, por exemplo, né, da gente poder discutir isso, é muito importante. E o trabalho de divulgação para as famílias, né, eh, isso é muito importante, a gente ter profissionais sérios falando sobre eh como diagnosticar e como tratar dessas essas doenças de forma bem realista, né? Eh, não é fácil, não é nada fácil para nenhuma família, mas eu acho que quando você orienta eh o que que é a doença e o que que não é a doença, fica mais fácil de lidar com esse idoso, porque muitas vezes a pessoa ela pode ficar frustrada, ela pode ficar eh com raiva do idoso, achando que ele tá fazendo algo porque ele quer, mas aquilo é pura manifestação da doença, né? Então você saber como lidar com essa manifestação já te assegura assim que você não vai adoecer tanto com aquele problema, né? Então, se você souber lidar com um tipo de comportamento comum na doença de Alzheimer, que é uma agitação no final do dia, se você souber as causas disso, que muitas vezes são simples, muito simples, né? Às vezes é muito comum o idoso no final da tarde ficar mais agitado, falar que quer ir embora, que quer ir para casa ou ficar agitado, agressivo, né? Às vezes é simplesmente por um cuidado que tem que se ter com ah o momento da hora de dormir, o momento de dar banho. Às vezes o idoso ele tá sentindo uma simples dor, algo muito simples, tá constipado, algo assim. São coisas muito básicas que cada idoso a gente vai orientar e a família ela consegue cuidar daquilo ou a equipe de cuidado, né, enfermagem que tá dando assistência para esse idoso, consegue com maneiras muito de maneira muito simples resolver um uma coisa que parece um grande problema, né? Eh, é importante a gente estar falando sobre essas coisas também, porque de fato precisa eh a pessoa que cuida, eh, precisa ser reconhecida como um trabalhador, né? que isso é de fato um trabalho, pessoa. Cuidar, um familiar que cuida de um idoso, eh, demanda muito da vida inteira dela, né? assim, se um idoso lá com 60, quase 70 anos teve o diagnóstico de uma demência e a filha que tem ali seus 30 anos vai começar a cuidar, ela tem que abandonar o trabalho e assim vão ser anos da vida dela. Hoje os pacientes, eh, graças a todos os avanços, a gente consegue um paciente que recebe um diagnóstico de demência, vive 10, 15, 20 até 30 anos com a demência, né? E a aquela fase eh mais estágio mais grave em que a pessoa ela fica até a camada, perde até os movimentos, pode durar anos, né? Então isso de fato tem que ser olhado pela sociedade. Isso tá acontecendo eh cada vez mais, né? Cada vez mais famílias t eh situação. Então a gente tem que lidar com isso em sociedade, né? Com a divulgação, informação e política pública também. Excelente. Políticas públicas, né? informação, quebras de tabus e muito carinho, muita atenção, eh, para essa pessoa que foi acometida com demência e acredito que a informação transforma, né, doutora? Agora, sobre a ciência, né, o que que a ciência tem de avanço referente ao tratamento eh das demências, o que que a gente tem de novo? o que que a doutora pode pontuar pra gente que é uma inovação e que a gente espera que aconteça aí no num futuro breve, não é? Sim. H, uma coisa bem atual, esse ano a gente teve aprovação aqui da Anvisa da do Dona Nimab, uma das terapias eh antiemilógia, uma terapia infusional por endovenoso, é um medicamento que se toma mensalmente por 18 meses, né? Eh, ele é um dos eh dos tratamentos antiemóide. Nos Estados Unidos já existem outros, né? E atualmente eles eh ainda estão aprimorando as moléculas, né? E futuramente vão ter novos tratamentos nesse mesmo sentido. Eh, eu acho que e esse tratamento ele tá servindo também pra gente entender melhor o que que como que a doença de Alzheimer eh funciona, né? como que ela evolui uma vez que a gente tá, esse remédio, ele atua diretamente na causa, na principal hipótese que é a causa da doença de Alzheimer, que é a deposição de algumas proteínas anormais no cérebro. Esse remédio vai lá e limpa essas proteínas, essas proteínas que o paciente já não consegue limpar, o remédio vai lá e limpa o cérebro dessas proteínas. Só que hoje a gente não sabe ao certo se eh depois de alguns anos essas proteínas voltam a se depositar ou se mesmo tirando essas proteínas o paciente ainda vai desenvolver uma fase mais grave da doença de Alzheimer. Então eh é um momento de muita esperança, né, mas é um momento que de incertezas também. Eh, os tratamentos que nós temos fora esses mais novos, assim dos últimos 5 anos, os tratamentos mais antigos, eles visa muito controle de sintomas, né? Então, a gente controla o sintoma da irritabilidade, né? A o o a mudança do ciclo sono vigília, a pessoa ela quer ficar acordada à noite, então a gente consegue equilibrar a vida tentando tornar ela um pouco mais eh normal, digamos assim. tentar voltar ao que era, né, controle de sintomas psicóticos, como acontece na doença por corpos de Levi, alucinações visuais, né, e outras, isso com remédio, né, com medicação, mas também com as terapias como terapia ocupacional, fisioterapia, né, a pessoa que mantém um bom tôus muscular, uma boa musculatura, ela previne que aquela demência evolua de uma forma pior e fique acamada. por mais tempo, né? Ela previne, enfim, a neurodegeneração mesmo. Então, a gente tem muita coisa para para ajudar, muito remédio e muitas terapias também para orientar as pessoas. Tem muita coisa para fazer, com certeza. Eu acho que a as as medicações desses últimos 5 anos, no momento, eh elas eh são inviáveis paraa maioria da população mundial, porque eh é um custo que inviabiliza, né, impeditivo o custo delas, mas são terapias novas. Então eu acho que no futuro, através dessas terapias que a gente tá vendo aparecer agora, através disso, a gente vai conseguir desenvolver eh terapias que alcancem mais pessoas e melhores, né? Terapias eh mais efetivas. Muito bem, doutora. Agora, pra gente finalizar, eu gostaria de te perguntar eh quando e como, onde, né, a pessoa que de repente está com suspeita de demência, como que a família deve agir e qual é o primeiro passo a ser tomado? Eu acho que se a pessoa ela suspeita de que se trata de alguma demência ou tá com algum medo que seja, eh, normalmente a o próprio paciente não percebe, isso é muito comum, ela não percebe que ela tá não tá lembrando, que ela tá meio eh assim desorientada, né? Ela, a pessoa não percebe. Então, acho que é com tem que se criar ali um uma forma com carinho, né, com de de falar, olha, eh, eu tô percebendo algo assim que tá diferente. Eu acho que a gente tinha que fazer um checkup de repente, né, fazer uma consulta médica para dar uma olhada nisso aqui, porque tá me chamando atenção e eu quero que você viva mais 50 anos comigo. Então, vamos lá que a gente vai fazer esse checap para cuidar, né? E o quanto antes, né, a gente cuidar é melhor. E a partir daí eh levar num neurologista ou num num geriatra, eh, de preferência, né, mas assim, se não tiver acesso a esses profissionais, eh, um clínico mesmo. Atualmente a gente comitente discute tanto sobre isso, né, que eh os profissionais mais da área básica também vão ter uma orientação para dar e se for necessário encaminhar para esses profissionais mais subespecializados. Excelente, Dra. Camila Carneiro, neurologista, conversando com a gente sobre demência, a importância de se conhecer, a importância da informação, né? Eh, é importante a gente saber quais os rumos a gente deve tomar e saber também que nós temos profissionais que podem nos orientar. Então eu gostaria de agradecer, né, por compartilhar tantas informações valiosas conosco. Muito obrigada e gratidão. Eu que agradeço. Muito bom conversar sobre esse assunto com vocês. Muito bom poder distribuir mais, né, essa informação. Excelente. Obrigada, doutora. E você que acompanha a programação aqui da TV Câmara Campinas, continue ligado. Você pode acessar este programa e outros episódios no canal da TV Câmara Campinas no YouTube. Um beijo grande para você, fique com a gente e até o próximo. Saúde é vida. [música] [música] [música] [música] [música] เฮ [música] [música]
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