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Saúde é Vida | Câncer de bexiga: sintomas, diagnóstico e tratamento
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Saúde é Vida | Câncer de bexiga: sintomas, diagnóstico e tratamento

68 views Publicado 27/07/2025 HD · 41:11

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🩺 Você sabia que o câncer de bexiga é o sexto tumor mais comum no Brasil? Apesar de ser pouco discutido, ele representa um grave problema de saúde pública. De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), a estimativa é de 11.370 novos casos por ano no triênio 2023/2025, colocando o câncer de bexiga como o nono mais letal do país. No episódio de hoje do Saúde é Vida, recebemos o oncologista Rafael Luís do Carmo, do Grupo SOnHe, para explicar tudo o que você precisa saber sobre esse tipo de câncer: fatores de risco, sintomas, diagnóstico precoce e opções de tratamento. 🔎 Durante a entrevista, você vai entender: O que é o câncer de bexiga e como ele se desenvolve; Quais são os sinais de alerta que não devem ser ignorados; Os principais fatores de risco, como tabagismo, idade e exposição a substâncias químicas; Diferenças entre os tipos superficial e invasivo da doença; Como é feito o diagnóstico e por que a detecção precoce é fundamental; Quais são as opções de tratamento disponíveis, incluindo cirurgia, quimioterapia, imunoterapia e vigilância ativa; E quais os cuidados pós-tratamento para evitar recidivas. 🚨 Um dos principais sinais de câncer de bexiga é a presença de sangue na urina, mas muitas vezes os sintomas são ignorados ou confundidos com infecções urinárias. Por isso, é fundamental estar atento e buscar orientação médica ao menor sinal de alteração urinária. 💬 O Dr. Rafael também fala sobre a importância do acesso ao diagnóstico precoce, especialmente na rede pública de saúde, e como o apoio familiar e emocional influencia no tratamento do paciente oncológico. 📉 Mesmo sendo um dos tumores com maiores chances de cura quando detectado precocemente, o câncer de bexiga ainda apresenta alta taxa de mortalidade devido à demora no diagnóstico. O programa busca justamente informar para salvar vidas. 🎙️ Convidado: Rafael Luís do Carmo – Oncologista do Grupo SOnHe Especialista em tumores urológicos e cuidados integrativos em oncologia 📲 Assista, compartilhe e ajude a conscientizar! O conhecimento é a melhor forma de prevenção. Quanto mais pessoas souberem identificar os sinais do câncer de bexiga, maiores as chances de diagnóstico precoce e cura. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] Olá, pessoal. Mais um Saúde à Vida começando para você aqui na programação da TV Câmara Campinas. E hoje nós vamos falar sobre o câncer de bexiga. E você quer participar do Saúde é Vida? Já pensou em sugerir um tema aqui para o nosso programa? Então é só mandar sugestões para o WhatsApp. O DDD é o 19, o número é o 97829377. Vai aparecer aí na sua tela também um QR code para você acessar pelo celular. O câncer de bexiga é o sexto tumor mais prevalente e o nono mais letal. No Brasil, o Inca, que é o Instituto Nacional de Câncer, estima que para cada ano do triênio 2023202jam diagnosticados 11.370 70 novos casos de câncer de bexiga. Para falar sobre esse tema, o nosso convidado aqui do programa de hoje é o oncologista do grupo Son Rafael Luiz do Carmo. Rafael, muito obrigada pela sua participação e por atender aqui a nossa equipe. Oi, Ana Paula. Oi a todos os telespectadores. Eh, um grande prazer ser convidado, né, para falar sobre esse assunto que às vezes é um pouco esquecido e pra gente informar bem a população, né, sobre todos os aspectos do câncer de bexiga. Muito obrigada. Com certeza, doutora. a gente para pro pessoal que tá em casa, né, acompanhando aqui o programa, entender melhor esse assunto, vamos explicar primeiro o que que é a bexiga e qual que é a principal função dela. Sim, é, a bexiga é um órgão que fica na pel, né? A pelvis é essa parte inferior aí do abdômen. Ela é um órgão basicamente de eh serve como reservatório. Ela é um reservatório basicamente de urina, né? Então, ah, de onde que chega a urina pra bexiga? A urina chega através dos ureteres, que são canos, né? São a condues, né? Condutos que levam a urina produzida pelo rim pra bexiga, onde ela fica estocada, porque senão, como a gente produz urina constantemente, a gente ia ficar produzindo, né? eh, jogando urina para fora constantemente. Então, a bexiga é um reservatório para que a gente não precise ficar soltando urina constantemente e consiga fazer isso controladamente. E a bexiga é um músculo. As pessoas às vezes se esquecem disso, mas a parede toda da bexiga é composta por um músculo e esse músculo ele dilata, né, quando enche. E quando a gente vai fazer xixi, ele a gente contrai ele para conseguir aumentar a pressão e jogar a urina para fora. Então essa é a função e esse é o local onde se encontra a nossa bexiga. Eh, doutor, e o que que é exatamente o câncer de bexiga? Isso? Então, o câncer de bexiga, né? Eh, voltando só um pequeno passo a trata, o câncer nada mais é do que células do nosso corpo que tiveram alguma mutação, alguma alteração genética e que tornaram-se capazes de se dividir de forma descontrolada. em resumo a isso, tá? E aí o câncer de bexiga é o câncer nessa divisão descontrolada de uma célula que sofre uma alteração e costuma ser da parede da bexiga, então do epitélio, da camada que recobre a parte interior da bexiga, que nós médicos e profissionais de saúde cham chamamos de urotélio. É o uro, né, de de urina, né, e télio de epitélio, de barreira, de cobertura. Então esse urotélio, como ele tá sempre em renovação, ele sempre tem eh células se dividindo, é o são as células mais ah suscetíveis a mutações e, portanto, mais suscetíveis a ter um a virar um câncer. Então o câncer de bexiga é isso, geralmente ele surge do urotélio e não necessariamente do músculo, né? O músculo da bexiga é como se fosse a a camada logo abaixo do urotério, que é a camada que contrai e relaxa. Então esse urotério protege o músculo, fica entre a urina, né, a parte interior da bexiga e o músculo da bexiga. Então na maioria das vezes, os cânceres não são do músculo, são dessa camadinha interna. E doutor, o que que causa esse tipo de câncer? Isso. Então, isso é um ponto que a gente tem que lembrar muito e o câncer de bexiga é um exemplo de que o tabagismo, né, o ato de fumar eh é altamente relacionado como causa de câncer. Então, muita gente lembra, né, como causa de câncer de pulmão, né, o tabagismo, mas além do pulmão, a bexiga, a grande maioria dos pacientes com câncer de bexiga tem eh o hábito ou já tiveram o hábito de fumar, né? A gente sabe que o cigarro ele é composto de várias substâncias químicas, né, mais de 4.000 substâncias químicas. Essas substâncias químicas não ficam só no pulmão, elas são absorvidas pelo nosso organismo. E muitas vezes essas substâncias são excretadas, são jogadas para fora, né, do nosso corpo pela urina, né? O papel da urina também é de jogar discretas, né, coisas ruins para fora do nosso corpo. Então, elas são jogadas pra urina. essa urina fica em contato, né, ali com a com o urotele, com essa camada interna da bexiga. E aí essas substâncias são sabidamente cancerígenas, ou seja, elas estimulam a ocorrência de mutações, de alterações genéticas nessas células com a com a qual elas têm que contar. Então, a o principal causador é o tabagismo, mas também outras substâncias químicas. Então tem tem pessoas, né, pacientes que eh trabalham ou tem contato com radiação, que também podem eh estar sujeitos, né, podem aumentar o seu risco de ter câncer de bexiga. Ah, também tem a questão de infecções de urina de repetição. Isso é bem menos comum, né? A maioria das vezes é o cigarro, mas a inflamação causada por infecções na no trato urinário de forma repetida, ah, pode aumentar a chance de de câncer. Por quê? Inflamação muitas vezes leva a divisão celular maior e isso aumenta a chance de ter uma mutação, uma alteração genética e levar o câncer. Eh, e doutora, a questão hereditária também entra nessa nessa nesse tema da causa desse câncer ou não? Sim, também entra. Não é a principal, né? A grande minoria dos pacientes tem uma causa hereditária. E lembrar quando a gente fala hereditária significa que é algum gene, algumas predisposição herdada da família, né? Eh, mas existem algum algumas síndromes que podem estar relacionadas a tumor na bexiga, principalmente uma síndrome que que é conhecida como síndrome de lint e também tem aumento do risco de tumores em outros órgãos, como por exemplo, intestino, né? Eh, ou o próprio endométrio, que é útero, né? E a bexiga também é um desses órgãos que pode tá relacionado a essas alterações genéticas, mas é raro. E aqui no Brasil, né, qual que é o tipo de tumor relacionado aí ao câncer de bexiga que é mais comum, que vocês sempre encontram nos consultórios? É, o o tipo de tumor mais comum, se for ver do ponto de vista do da aparência da célula, é o tumor purotelial, que é dessa camadinha interna das células que recobrem ali a parte interna da bexiga. E em relação ao estágio, né, a ao quão avançado que vem o tumor, né, na maioria das vezes no diagnóstico, a 70% dos pacientes que chegam no nosso consultório, ou seja, a cada 10, sete pacientes, eles vêm com um tumor que a gente chama de não músculo invasivo. Significa que é um tumor muito inicial, é um tumor logo ali da camadinha superficial, do urotério mesmo, que não chega a entrar no músculo. Então o tumor quando ele começa a crescer, ele tenta, né, infiltrar para baixo e começar a pegar o músculo ali da bexiga. Mas 70% das vezes a gente consegue diagnosticar o paciente quando ainda tá bem inicial. Então saber, né, os sinais, os sintomas, isso que a gente tá conversando aqui, é muito importante pro paciente est alerta e correr atrás quando já tem alguns sintomas suspeitos pro médico, investigar e eh confirmar ou descartar a possibilidade de câncer. Exatamente. O doutor, até entrando nesse assunto dos sinais e sintomas, quais são os principais, né, para que a população realmente fique alerta, né, preste atenção nos sinais aí que o corpo tá dando? Isso. Então, eh, a gente sempre fala que na medicina, eh, tem algumas tríades, né, alguns eh sintomas que aparecem em conjunto, que são muito típicos, mas, eh, essa tríade que eu vou falar, esses três sintomas, não costumam sempre aparecer os três. Pode aparecer um dos três ou dois dos três ou raramente os três juntos. Mas o principal que a gente tem que lembrar, que é uma campanha que a gente tem feito aí no último ano, que é o sangue na urina, que a gente chama de hematúria. Então, emate de sangue, úria de urina. Então, sangue na urina. Então, o paciente quando ele vai urinar e ela ele nota uma coloração avermelhada, vermelho vivo ou um vermelho mais escuro, é muito importante dele ir atrás do médico, seja o clínico, seja o urologista. nas mulheres, às vezes até o ginecologista pode ajudar para tentar entender se aquilo é uma hematúria, né, de verdade e qual que é aquela causa daquela hematúria, daquele sangue na urina. Na grande maioria das vezes não é o câncer de bexiga, mas nos pacientes com câncer de bexiga, na grande maioria das vezes, o diagnóstico vem pelematuro, mas também pode ter dois outros sintomas, que é a disúria, que é o quê? a dor a urinar, então aquela ardência urinar. Claro, tem muita gente que tem ardência urinar por infecção de urina, né? Então não é toda ardência urinar que vai ser um câncer de bexiga, mas aquela coisa recorrente, muitas infecções, é uma desúria, né? Uma ardência que não melhora com os tratamentos, é o médico que vai estar tratando aquele ou aquela paciente vai, né, em algum momento pensar: "Olha, não tá normal, vou começar a investigar melhor". E o terceiro sintoma é a polaceúria, que é quando o paciente tem vontade de urinar várias vezes. Às vezes parece que a bexiga não esvaziou toda, paciente para de fazer xixi, volta aí, ah, tenho senti vontade de novo, vou no banheiro de novo. Então, aquela pessoa que vai várias vezes de forma ã nova, ou seja, ele não ia e passou a ter esse sintoma. Então isso também é um um sinal de alerta, principalmente quando dura, né, alguns meses aí é bom procurar um urologista ou um ginecologista. E doutor, quem tem mais chance de desenvolver a doença é o homem ou a mulher? E qual a faixa etária principalmente? É, Ana, eh, é o homem, né? né? O homem tem duas vezes mais chance do que as mulheres de desenvolver a doença. É claro que deve ter alguns fatores, né, que a gente não consegue compreender da parte genética mesmo, né? Mas tem principalmente a prevalência do tabagismo, né? A maioria das pessoas ainda, a maioria das pessoas que fumam são homens. Isso tem mudado, isso é até um sinal de alerta. As mulheres têm fumado mais, eh, mas ainda os homens são maioria. E como o tabagismo é diretamente relacionado, eh, torna o câncer de bexiga mais comum entre os homens. Eh, a outra questão é que às vezes exposições a substâncias tóxicas, químicas, né, trabalho com radiação, muitas vezes é mais comum de homens trabalharem nesses setores, né, de indústrias e tal. Eh, então essa relação parece vir daí, mas não quer dizer que as mulheres não tenham, né? Então 1/3 dos casos vão serem mulheres. Isso tem aumentado ao longo do tempo. Tem uma faixa etária, doutor, mais prevalente para pro câncer de bexiga? Acho desculpa. É sim, acima dos 60 anos, na maioria das vezes. Então, normalmente são pacientes idosos, porque são pacientes que tão com a exposição, né, principalmente ao ao tapagismo, né, as substâncias do do tabaco há muitos anos. Então, geralmente são pacientes idosos. Na grande maioria no consultório, a gente pega centos idosos. É muito raro câncer de bexiga em pessoas mais jovens, menores que 40 anos, por exemplo, é muito raro. E quando isso acontece, muitas vezes tem alguma relação realmente hereditária, tem alguma relação aí familiar, né, que a gente precisa investigar melhor. É. E, doutor, como que a gente pode diferenciar, né, o sintoma de uma cistite, por exemplo, e de um câncer de bexiga? Porque ambos podem eh ter essa ardência e essa urgência para urinar. Como que a gente sabe, né, se se é a hora mesmo, ai preciso urgentemente procurar um médico porque pode ser algo mais grave. Eu acho que é principalmente pela duração. Então assim, se é um um sintoma que não tá melhorando em algumas mais de quatro, mais de oito semanas, né, você já foi ao médico, já, né, tratou uma infecção de urina, viu que não melhorou, eh, tratou outra, ou aquela infecção tá, né, voltando sempre, ou durou, está durando vários meses. Eu acho que o principal ponto é esse, duração muito prolongada de meses. Eh, isso é um ponto de alerta para você procurar um urologista aí fazer os exames necessários, né? muitas vezes é um ultrassom, eh, exames de urina para tentar entender se tem alguma coisa ali na bexiga. Mas, eh, uma ardência na urina, uma polaúria que a gente conversou, né, que é frequência aumentada de urina em poucos dias, poucas semanas, isso, na grande maioria das vezes, é algo limitado ou é algo relacionado a alguma infecção de urina comum, mais comum nas mulheres. É, doutora, a gente vive na correria, né? E é importante a gente sempre tentar, pelo menos que assim que possível, né, observar a cor da urina, ficar atento nesse ponto também. Isso. Então, tem muita gente que, principalmente eh as mulheres que que urinam sentadas, na maioria das vezes, né? Muita gente que urina e não se preocupa em olhar a urina, né? É sempre bom a gente olhar as nossas eliminações, seja a urina, seja as feeses, porque elas são marcadores, né, importantes de possíveis doenças. Então você tá com uma urina muito eh claro vermelha, é um sinal de alerta claro que tem que realmente marcar o médico quanto antes. Mas eh outros problemas, né, aquela urina cor de Coca-Cola ou uma urina muito escura, isso pode estar indicando às vezes que você tá bebendo pouca água, que você não tá se hidratando bem. E isso é importante também de notar. Então é muito importante de lembrar de olhar a sua urina sempre, né? Os homens têm mais costume de olhar porque pelo jeito de de urinar, mas as mulheres sempre tentar antes da descarga dar uma uma espiadinha. E essa questão da infecção de urina é muito mais comum as mulheres terem mais, né, doutor? Por que que isso acontece? Isso é mais comum, principalmente porque a uretra da mulher é mais curta, né? eh pela ausência do pênis, né, a gente tem uma proteção menor. Então, a distância entre o meio externo e a bexiga, né, que armazena a urina, é bem menor nas mulheres do que nos homens. Então, isso a aquelas bactérias que estão ali na na região da vagina, eh, podem, né, acabar contaminando a a uretra. E uma coisa que a gente tem que sempre lembrar, uma coisa que todo urologista, ginecologista fala, é o jeito de limpar, né, quando vocês vão ao banheiro fazer xixi para se limpar sempre de frente para trás, porque a região mais contaminada, né, nossa, né, nos homens e nas mulheres é a região anal. e você limpar de trás para frente, muitas vezes você traz bactérias que não deveriam estar ali na região eh da urina e aumenta o risco de infecções. Então, se limpar de frente para trás é também é uma dica interessante e é por isso que as as mulheres também têm tos, né, de ter infecções. É, doutora, a gente vai fazer um rápido intervalinho porque no próximo bloco nós vamos falar sobre a importância de conscientizar a população sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento do câncer de bexiga. Nós já voltamos. [Música] [Música] Estamos de volta com o Saúde é Vida e hoje falando sobre o câncer de bexiga com o oncologista do grupo SH, Rafael Luiz do Carmo. Dr. Rafael já explicou tudo pra gente, né, sobre o deu uma aula aqui, né, na de forma geral no primeiro bloco sobre o câncer de bexiga, falando dos sintomas, como que a gente pode ficar alerta aí aos primeiros sinais, qual é o principal eh tipo de tumor, né, que é mais frequente aqui no Brasil. Agora a gente vai falar um pouquinho, eh, doutor, sobre como é feito o diagnóstico do câncer de bexiga, se existe algum exame específico para detectar a doença. Eh, sim, existem alguns exames, né? Não é um exame específico, mas geralmente, na grande maioria das vezes, a gente, né, o médico urologista ou clínico ou ginecologista vai pedir um ultrassom, um ultrassom dos rins e vias urinais. Então ele vai vir desde os rins até a bexiga. Inclusive aqui eu tenho um quadro aqui atrás mostrando, ó, aqui os rins, né? Um rin de um lado, um rim de outro. Aqui uretra, aqui ureter, que é aquele canalzinho que liga o rim, a nossa bexiga que tá aqui, tá? E aqui é a saída do da urina. Então, eh, ultrassom vai ver tudo isso, vai ver desde os dos rins, passando pelos uretes até a bexiga e vai ver se tem algum sinal, né, de algum tumouro ali na região da bexiga ou até nos próprios uretéries, que pode acontecer também. Eh, então esse é o primeiro exame. Eh, muitas vezes isso vem acompanhado com o exame da urina mesmo, né? Eh, você vê a urina, se se na no exame da urina tem sangue, se tem algumas alterações, né, eh, específicas eh nesse exame de urina um, que a gente chama, tá? É o exame de urina paso. E posteriormente, se a gente tiver suspeita, continuar suspeita ou se no ultrasson vier alguma coisa duvidosa, a gente vai partir para exames mais específicos. Normalmente a gente faz uma tomografia e é uma tomografia ah dedicada que vai ver o formato certinho, né, da do trato urinário com contraste e tal. E quando a gente, né, tá realmente suspeitando, a gente acaba tendo que fazer uma cistoscopia. Eu acho que esse que é o exame mais importante quando a gente vai diagnosticar mesmo o câncer de bexiga, que nada mais é do que uma endoscopia da bexiga, né? A gente faz endoscopia do estômago, a gente faz endoscopia do pulmão, que é a broncoscopia, e a gente também faz a cistoscopia, que é a endoscopia da bexiga. E aí a gente entra com uma câmerazinha, o médico vai olhar por dentro, vai procurar se tem alguma lesão, algum tumor e se tiver, ele já vai fazer uma biópsia para fazer o diagnóstico. Eh, esses casos, a gente sabe que a o diagnóstico precoce é fundamental, né, doutor? Então, queria que você reforçasse aqui a importância das pessoas procurarem, né, o médico quando sentirem alguma coisa diferente, porque isso pode salvar muito a vida da pessoa e pode até aumentar aí, aumentando, aliás, a chance de cura. Isso, isso vale para todos os cânceres, né? A gente fala muito do câncer de mama, de fazer mamografia, prevenção, câncer de colo, de útero, mas no câncer de bexiga não é diferente. Então, ah, o câncer é tão curável quanto mais cedo a gente descobre ele. Então, tem muita gente que acha que o câncer não tem cura. O câncer tem sim cura e na maioria das vezes a gente consegue curar. Inclusive o câncer de bexiga é um dos que a gente, na grande maioria das vezes, a gente consegue chegar nessa cura. Por quê? Como a gente falou no primeiro bloco, o tumor costuma vir muito inicial. E aí nesses casos, quando ele tá só superficial, não tá invadindo o músculo, a gente fazendo só a raspagem que através da cistoscopia o médico urologista vai e faz a raspagem daquela lesão, muitas vezes você não precisa nem de cirurgia mesmo, de tirar a bexiga, por exemplo, fazendo essa raspagem em algumas situações, fazendo algumas aplicações de medicações dentro da bexiga, você consegue consegue, né, eliminar o tumor ali da bexiga. E essas aplicações são de BCG. BCG nada mais é do que a própria vacina que as criancinhas tomam, que a gente toma quando é recém-nascido. Só que, né, eh, em outra formulação para injetar dentro da bexiga, estimular a inflamação, estimular o sistema imune a atacar possíveis células que possam ter sobrado depois que você faz a raspagem. Então é muito importante diagnosticar cedo, a gente tentar tratar o menos invasivo possível, né, sem cirurgia, sem precisar de quimioterapia, por exemplo, e eh conseguir curar mais cedo. E naqueles pacientes que não descobrem ainda superficial, o tumor já começou a pegar o músculo, é, descobrindo cedo ainda, a gente consegue através de cirurgia, em algumas vezes quimioterapia ou mesmo imunoterapia, que é algo mais recente, também conseguimos altas chances de cura, mesmo o tumor tendo invadido já o músculo da bexiga. Eh, até aproveitando a sua fala sobre tratamento, eu gostaria que o senhor falasse também dessa área. O que que tem de mais novo para tratar o câncer de bexiga além, né, da dos procedimentos tradicionais, cirurgia, químio? Isso. Então, a gente tem várias coisas novas surgindo, algumas que a gente já usa há um tempo, alguns anos, eh, e eu vou falar sobre ela. Então, a primeira coisa é que a gente tem além das quimioterapias, que já são antigas, a imunoterapia. O câncer de bexiga é um dos cânceres que a imunoterapia funciona bastante em grande parte dos pacientes. Ela começou a ser utilizada inicialmente nos pacientes metastáticos, ou seja, quando os pacientes já tinham metástase, já estavam com um quadro avançado e que geralmente a gente acaba não fazendo cirurgia nesses estados. E aí a imunoterapia é muito eficaz para esses pacientes e é o padrão de tratamento para eles. Ah, isso passou a a ser utilizado também mais recentemente na adjuvância, ou seja, você operou o paciente e você usa a imunoterapia para diminuir a chance do tumor voltar. E mais recentemente ainda, em algumas situações raras, mas às vezes a gente faz, a gente usa imunoterapia mesmo eh depois de raspar, né, não depois da cirurgia, mas depois de fazer só a raspagem, tem alguns tumores que tm indicação dessa imunoterapia para diminuir a chance do tumor voltar. Não só isso, as terapias alvo, a gente tem algumas alguns remédios novos que são remédios que é como se fosse um míssil guiado. Ele vai atacar uma alteração específica daquela célula do tumor para tentar controlar de forma mais eficaz, sem dar muitos efeitos colaterais. Porque a quimioterapia, por exemplo, apesar dela atacar a célula do tumor, ela ataca as outras células normais do nosso corpo, dando vários efeitos colaterais. Enquanto essas terapias alvo, como o próprio nome fala, elas têm um alvo mais específico que são mais eficazes e menos tóxicas. Então tem várias, né, coisas novas e mais recentemente alguns dispositivos para melhorar a o uso, né, dessas medicações dentro da bexiga. Isso ainda não tá na rotina, mas tá tá surgindo aí mais recentemente. É. Doutor, falando um pouquinho da parte cirúrgica, tem tem a cirurgia pra remoção da bexiga. Isso é indicado para aqueles casos mais avançados. Isso é indicado para aqueles casos mais avançados sem metástases. Então assim, aquele tumor que já começou a a pegar o músculo, né? ele passou daquela camadinha inicial e começou a pegar o músculo ou aquele tumor até que já tem alguma íngua, então, por exemplo, eh em volta da bexiga, em volta dos nossos órgãos, a gente tem ínguas, né? linfonodos são estações do sistema imune. São como se fosse pequenos quartéis do sistema imune. Tem os soldados, que são as células glóbulos brancos, para defender aquela região. E quando o tumor atinge esses esses nódulos, né, é importante, né, geralmente tá indicada a cirurgia e geralmente tá indicada também a quimioterapia e às vezes a imunoterapia. Então, a a questão da cirurgia da bexiga, a gente muitas vezes às vezes tenta evitar porque é uma cirurgia grande, né? É uma das maiores cirurgias urológicas que temos. É uma cirurgia com muitos eh efeitos adversos, né? Porque tira a bexiga. Às vezes a gente não consegue reconstruir a bexiga do jeito que ela deveria ser. Eh, o paciente fica às vezes com bolsinha de xixi, né, que é cistomia. H, então, eh, é uma cirurgia que às vezes a gente tenta ao máximo evitar, eh, para não dar tantos efeitos, né, na qualidade de vida do paciente. É, fazendo um comparativo como se fosse a cirurgia ali do do câncer de intestino, né, que depois a pessoa se remover, né, tem que usar aquela bolsinha também, né? É. E assim, na verdade até mais complexa, por muitas vezes no câncer de intestino, mesmo paciente que coloca a bolsinha, né, a colostomia, eh tem muitos pacientes que conseguem no fim reverter depois de um tempo que eles, né, desataram, ficaram sem recidiva, eh, o cirurgião consegue reconstruir o trânsito, né, colocar de volta o o intestino no lugar e tirar a bolsinha. No câncer de bexiga, quando você faz uma cistopostateectomia, que é o nome feio aí da técnico mais feio da da cirurgia, muitas vezes a gente não consegue reverter esse trânsito, entendeu? Então realmente é algo mais complexo. E o outro ponto é que a urina, apesar das pessoas não acharem isso, a urina é um líquido estéreo, ou seja, é um líquido sem bactérias. O normal da urina é não ter bactérias, né? Eh, a gente tem infecções, mas o normal é não ter. Eh, só que o normal do intestino é ter bactérias. E muitas vezes a gente usa uma alça intestinal que não é o o não é igual a bexiga, obviamente, para ser um reservatório, né, parcial ali quando a gente faz essa cirurgia. E isso pode aumentar o risco de infecção, assim como a própria bolsinha, né? A bolsinha você tem que ter vários cuidados, porque quando você vai trocar ela, você expõe, né, a urina ali, ao ar, né, ambiente e pode ter infecções ali de bactérias. Eh, Dr. Rafael, existem formas que a gente pode, né, adotar no dia a dia que ajudam a prevenir o câncer de bexiga. A, aí eu tô falando, né, com relação à alimentação, eh, estilo de vida também. o principal, né, é o que aquilo que a gente já falou, que é a questão do cigarro. Então, evitar o tabagismo ou quem já fuma, parar de fumar, é um o principal, né, passo que a gente vai tomar para reduzir a chance do câncer de bexiga. A outra questão é de pacientes que têm exposição às substâncias químicas, né, que trabalham com substâncias químicas que a gente conhece como eh causadores de câncer. né? Eh, usar IPI em algumas situações, às vezes até mudar de de de posição, certo? Eh, mas não tem eh um exame de prevenção. Então, eh infelizmente ainda no câncer de bexiga, a gente não tem o exame para fazer rotineiramente, para prevenir e que todo mundo tem que fazer igual, por exemplo, Papa Nicolau nas mulheres ou a mamografia ou o PSA com toque retal nos homens. Então, eh, a gente ainda não tem um método de rastreamento que a gente chama, que é essa prevenção, né? Então acho que o principal recado, gente, é parar de fumar. E a gente, né, com os jovens agora passando a fumar cigarros eletrônicos, cigarros eletrônicos também tem substâncias eh cancerígenas. Tem muita gente que vai, né, pessoal que defende, né, o cidade de cigarros eletrônicos, né, que eu acho um absurdo. Eh, vamos falar assim: "Ah, mas não tem nada comprovando que dá câncer". Mas a gente só consegue comprovar que alguma coisa da câncer depois que a gente passa vários anos observando o que ela faz na população. Então a gente não vai esperar, né, ter evidências igual o cigarro já tem para falar assim: "Ah, não, isso aqui faz mal". Porque isso vai demorar décadas, né? E até lá as pessoas já vão ter tido muito provavelmente eh os as consequências aí da do uso do cigarro. É uma dúvida também comum quando a gente fala dessa questão do tabagismo é se fumantes passivos eles também estão sujeitos a desenvolver os tumores na bexiga. Sim, também estão sujeitos. Isso é tão maior quanto maior a exposição. Então tem fumantes passivos que é, por exemplo, ah, a filha que o pai fuma, mas o pai e a filha trabalha o dia inteiro, se encontra à noite, o pai fuma um, dois cigarros ali, eh, às vezes nem sempre perto da filha. E essa exposição é uma exposição, né? Ela vai ter mais risco do que a população normal, mas não vai ser o risco tão alto. Agora, aquele casal que um fuma e o outro não fuma, mas vivem o dia inteiro juntos, um fuma do lado do outro dentro de casa, eh essa pessoa é um fumante passivo eh importante e com certeza vai ter aumento do risco da chance de ter câncer de bexiga. É bem complicado, né, nessa situação quando é a mesma família, o casal, porque ali você tá correndo risco tanto quanto a pessoa, né, doutor? Sim. E é por isso, né, que existem as leis antitabagismo, né? As pessoas às vezes confundem as liberdades, né? Muita gente que fala assim: "Ah, porque acho que não deveria proibir as pessoas de fumarem. Cada um faz o que quiser com a sua vida". Mas o problema do cigarro é que quando você fuma em lugar fechado, você tá prejudicando a vida dos outros, né? Você não tá prejudicando só a sua. Se fosse só a sua, é mais uma escolha e tal. Mas se você tá prejudicando a do outro que não quer que seja prejudicada, isso é algo eh que tem que se pensar, né? Sim, com certeza. Então, uma outra dúvida aqui, Dr. Rafael, é que muitas pessoas, né, querem saber se isso é prejudicial ou não. Aquele hábito que a gente tem de segurar o xixi. Ah, tô trabalhando, tô terminando uma tarefa aqui, não quero ir pro banheiro agora, vou segurar um pouquinho ou tô no meio de uma viagem, não vou parar, vou vou tocar e aí fica segurando, né, o a orina. Isso pode ser um fator aí prejudicial e até desencadear a formação de um tumor? Não, não, assim, isso não tem cientificamente, né, comprovado que isso tenha relação com o aumento do risco de de tumores. É, talvez tenha algum estudo, isso eu não tenho essa informação, mas em relação à questão de infecção de urina, né, a gente sabe que eh segurar urina às vezes, né, se tem algum risco de infecção ali, pode, né, eh, você não lavar ali a a região da uretra, pode aumentar talvez o risco, mas em relação ao câncer não temos essa informação científica. É, doutor, o primeiro passo, então, para quem começou a sentir alguns sinais, né, tá com sangue na urina, não é a primeira vez, é já buscar um oncologista ou primeiro urologista? Primeiro é urologista, né? Podem buscar o oncologista, mas assim, o oncologista é um clínico também, mas o oncologista muitas vezes ele não vai conseguir ajudar de forma tão eficaz quanto um urologista ou mesmo um clínico geral dedicado a isso, né? E as mulheres também podem buscar o seu ginecologista, que a maioria dos ginecologistas têm essa essa rotina já de saber fazer essa investigação, né? Eh, e tem até convênios ou mesmo no SUS, né, que você só consegue chegar no oncologista com o diagnóstico. Então, você às vezes não consegue marcar com oncologista sem ter o diagnóstico de câncer, tá? Então, a minha orientação é procurar o seu médico mais eh mais fácil, seja o clínico geral. Muitas pessoas do SUS, né, só t acesso mais fácil ao clínico mesmo da o posto de saúde, né, da UBS. No caso de você ter um plano de saúde, tentar um urologista, principalmente pros homens, para as mulheres também, e para as mulheres especificamente procurar o seu ginecologista. É. Aí, doutor, quanto tempo de tratamento em média pra pessoa que tá com câncer de bexiga e pós tratamento, né? Como que fica a questão da vida mesmo, da rotina, o que que ela pode ou não pode fazer? Isso, Ana, depende muito, né? Primeiro, em relação ao tempo, eh, depende muito do cenário. Então, se o paciente veio com uma lesão superficial, você raspou e ela é de baixo risco, você raspou e ele vai ficar acompanhando a cada 6 meses, a cada ano, com uma nova cistoscopia com o seu urologista. Não vai precisar de tratamento nenhum. Quando raspa e vende alto risco, muitas vezes você vai precisar fazer aquelas injeções que eu falei de BCG dentro da e isso pode variar de 1 ano até 3 anos, tá? Então, eh, são injeções mensais que tem que ficar indo no oncologista e tal. Eh, quando o tumor já tá pegando o músculo, aí você vai fazer às vezes químico, cirurgia, imunoterapia. Isso pode variar entre 6 meses aí, 4, 6 meses até 1 ano quando a gente tem que fazer a imunoterapia. E quando tem metástase, aí o tratamento eh na maioria das vezes os pacientes são incuráveis, a maioria das vezes o tratamento é pro resto da vida. Então o paciente vai ficar tratando eh com aquele oncologista por tempo indeterminado. E para quem eh teve um caso mais superficial, mais inicial, a rotina é praticamente normal. Ah, sim. A, desculpa, eu não respondi a segunda pergunta. A rotina é normal, né? Para quem raspou ali a bexiga eh não precisou fazer cirurgia, a rotina é normal, eh, não tem nenhuma restrição específica. Eh, agora para quem fez a cirurgia, né, e precisou colocar, por exemplo, a bolsinha de cistostomia, aí tem as limitações, né, às vezes questão de de água, né, eh, de esportes, tem coisas que não podem ser, atividades físicas que não podem ser feitas, não são todas, né? Então é sempre importante adaptar para aquele paciente. E no paciente metastático, se ele não tem a bolsinha, né, a restrição pela bolsinha, eh, e ele tá bem clinicamente, a atividade física, né, a rotina normal é muito importante para aquele paciente continuar, eh, e ter menos efeitos colaterais do tratamento, inclusive. Doutor, pra gente encerrar aqui o nosso programa, eu gostaria que o senhor deixasse uma orientação, né, uma recomendação de como a gente pode manter o nosso sistema urinário, né, saudável. Isso. Então, acho que eh a orientação primeira é vermelho é um alerta. Então, xixi vermelho, urina vermelha tem que levar você procurar um médico para ver se tem ou não tem suspeita de câncer de bexiga. Pra gente evitar evitar o tabagismo, evitar exposição a substâncias eh que possam aumentar o risco e beber bastante água, né? Beber bastante água é algo que vai fazer bem pro rim para evitar que tenham problemas no rim e vai eh reduzir o risco de infecções urinárias. Então você se hidratando bem, né, urinando bastante, você reduz o risco de infecção urinária. Consequentemente pode reduzir o risco de câncer de bexiga. Tá certo? Então, doutor, eu agradeço sua participação, sua disposição aqui em compartilhar todo seu conhecimento a respeito do tema. Muito obrigada. Muito obrigado pelo convite. Agradeço a todo mundo que tá assistindo a TV Câmara. O Saúde e a Vida fica por aqui. Obrigada também ao pessoal de casa pela companhia. Lembrando que você pode conferir todos os conteúdos no YouTube da TV Câmara Campinas e não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais. A gente se vê no próximo programa. [Música] [Música]
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