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Saúde é Vida | Avc e infarto no inverno: entenda os riscos
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Saúde é Vida | Avc e infarto no inverno: entenda os riscos

44 views Publicado 14/07/2025 HD · 47:21

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🩺❄️ Você sabia que os casos de AVC e infarto aumentam até 30% durante o inverno? No episódio de hoje do Saúde é Vida, recebemos a cardiologista Carla Patrícia da Silva e Prado, coordenadora do Departamento de Cardiologia da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas, para explicar por que o frio representa um risco maior à saúde cardiovascular e como prevenir essas doenças silenciosas, mas potencialmente fatais. 📊 Dados do Hospital das Clínicas de São Paulo e da Rede Mário Gatti, em Campinas, mostram que as temperaturas baixas afetam diretamente o sistema circulatório, aumentando a incidência de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Infarto Agudo do Miocárdio. Somente no primeiro semestre de 2025, Campinas já registrou mais de dois mil casos dessas condições. 👩‍⚕️ No programa, você vai descobrir: Como o AVC acontece e por que ele é mais frequente no frio; Quais os sintomas de alerta para identificar um AVC ou infarto a tempo; O que fazer ao perceber os sinais em alguém próximo; Quem está mais vulnerável às doenças cardiovasculares no inverno; A diferença entre AVC isquêmico e hemorrágico; Como é feito o diagnóstico e o tratamento imediato; A importância da vacinação para reduzir complicações cardiovasculares na estação mais fria do ano. 🌡️ O inverno pode agravar a pressão arterial, aumentar a viscosidade do sangue e provocar a contração dos vasos sanguíneos — fatores que elevam o risco de rompimento de artérias ou bloqueios que resultam em um derrame ou ataque cardíaco. 💬 Durante a entrevista, a doutora Carla Prado responde às dúvidas mais comuns: Frio provoca infarto? Qual é a faixa etária mais afetada? Quais hábitos ajudam a proteger o coração no inverno? Todo paciente que sofre um AVC precisa de reabilitação? O que a população pode fazer para se prevenir? 📲 Quer participar do programa e sugerir temas? Entre em contato pelo nosso WhatsApp (19) 97829-3776 ou use o QR Code na tela durante o programa. 👉 Assista, compartilhe com quem você ama e ajude a salvar vidas com informação de qualidade! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] Olá, pessoal. Mais um Saúde é Vida. Começando aqui na programação da TV Câmara Campinas. E hoje nós vamos falar sobre o aumento dos casos de AVC e infarto no inverno. Mas antes de abordar o nosso tema aqui, eu tenho um recado para você que está em casa. Para participar do Saúde à Vida e sugerir um tema para o programa é bem fácil. É só você entrar em contato com o nosso WhatsApp. O DDD é o 19, o número é o 97829377, que vai aparecer aí na sua tela também um Qcode para você acessar pelo celular. Os dias frios e secos do inverno trazem complicações para a saúde da população, além das doenças típicas dessa época do ano, como gripes, resfriados, pneumonia e até o agravamento das alergias respiratórias. Uma pesquisa realizada pelo Hospital das Clínicas de São Paulo apontou também que os casos de AVC, que é o acidente vascular cerebral e de infarto agudo do miocárdio, sobem até 30% durante o inverno. E para falar sobre esse tema, a convidada do programa de hoje é a cardiologista Carla Patrícia da Silva e Prado, coordenadora do Departamento de Cardiologia da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas. Doutora, muito obrigada pela sua participação aqui no Saúde à Vida. Ana Paula, eu que agradeço a oportunidade de falar sobre um assunto tão relevante, tão importante. Com certeza. Eh, Dra. Carla, vamos começar explicando então como que o AVC, né, que é o acidente vascular cerebral, ele acontece. Vamos lá, Ana. É o seguinte, nós temos dois tipos de AVC, tá? Nós temos o AVC chamado hemorrágico, que é quando a gente tem uma uma artéria, né, uma um vaso do sistema cerebral, né, dentro da cabeça que pode estourar, né, e a gente tem o AVC isquêmico, que é quando ocorre um entupimento de uma da dos vasos sanguíneos que levam sangue pro cérebro. 80% dos casos de AVC são esse tipo do AVC isquêmico, que é o que a gente vai conversar hoje, tá? Os AVCs hemorrágicos, que são o que estoura um dos vasos na cabeça, eles são muito ligados à genética. As pessoas podem nascer com algumas alterações desse vaso, esse tipo de AVC acontecer, tá? O que a gente vai abordar relacionado a a baixa temperatura é o AVC isquêmico, OK? Esse AVC que é por e o entupimento de alguma das artérias que levam sangue pro cére, certo? produtora, em Campinas, a rede Mario Gate registrou somente no primeiro semestre deste ano mais de 2.000 casos de AVCs e infartos. Então, eu gostaria que a doutora explicasse qual que é a relação, né, do AVC, dessas doenças com o com o inverno, com o frio e por que eles costumam aumentar tanto nessa época do ano. Uhum. Bom, como eu acabei de comentar no AVC, você ocorre um entupimento, né? Então você tem uma rede de vasos que levam sangue para todos os nossos órgãos do organismo, né? Para que tudo funcione muito bem. Eh, nós temos órgãos nobres como cérebro e como coração, que poucos minutos sem uma uma quantidade adequada de sangue eh faz com que um grupo de células morra. Então, a gente perde uma função, né? Quando eu tenho um entupimento de um de uma artéria ali para alguma região ou do cérebro ou do coração, ocorre eh eh uma morte celular e a gente perde um pouco de função relacionada àquela área. No inverno, eh, o nosso organismo ele é um ele é ele é sábio. Então, ele ele ele acaba fazendo com que, como a temperatura é muito baixa do ambiente, ele concentra, né? Ele tenta concentrar a quantidade de sangue que ele leva para esses órgãos nobres na parte mais central do nosso corpo. Então ele acaba tirando um pouquinho o sangue da periferia do corpo. É por isso que no inverno a mão fica gelada, o pé fica gelado. A gente tem a gente chama de vaso construcção, né? as artérias elas se contraem na periferia, então a gente tem aquela temperatura mais baixa do nosso corpo. Só que o organismo faz isso fazendo realmente uma constricção dessas artérias, né? E aí a gente tem duas situações. A gente tem que o coração precisa trabalhar com mais força para conseguir, né, eh, mandar o sangue mesmo para para todos os nossos sistemas e órgãos. e acaba que ele pode acontecer de levar menos sangue pro próprio órgão, né? Tanto pro órgão coração quanto pro órgão cérebro. A outra coisa é que essa constricção, né, essa eh das artérias faz com que a pressão arterial se eleve. Porque o que que é a pressão arterial? É a força com que o sangue circula dentro dos nossos vasos, né? Então, se eu tenho um vaso que tá eh de menor calibre, lá dentro do vaso, a pressão está maior. O AVC, o acidente vascular cerebral, ele tem eh relação direta com o valor da pressão arterial. Então, o principal eh fator de risco para o AVC isquêmico é a hipertensão arterial. Então, se eu tenho no inverno é uma elevação da pressão arterial, eh, absolutamente eu tenho também um aumento da taxa de AVC. Eh, não é só a vasoconstricção que acontece no sistema cardiovascular, né? Eh, eu tenho um aumento do trabalho cardíaco, então o coração precisa trabalhar mais no inverno para conseguir manter a temperatura corporal, né? O nosso organismo, o ser humano, ele funciona bem, funciona adequadamente numa numa faixa estreita de temperatura. Então, tanto altas temperaturas quanto baixas temperaturas faz com que o organismo precise trabalhar muito mais para conseguir manter um valor adequado pros nossos funcionamentos, tá? E por último, depois eu posso explicar detalhadamente, a gente tem um aumento da coagulação de sangue no inverno, né? Então assim, eu tenho uma um vaso que fica mais estreito para levar sangue, eu tenho um sistema que tá tá trabalhando contra um uma quantidade maior de de funções e eu tenho a possibilidade maior de formar coágulos dentro desses vasos, né? Então isso tudo faz com que a a possibilidade de um entupimento numa dessas artérias seja maior. Eh, doutor, e quem tá mais vulnerável a ter um AVC eh nesses períodos de frio intenso, né, nesse nessa estação aqui que a gente tá atualmente, né, nesse inverno? Bom, a gente eh os, lógico, os pacientes que já têm algum problema circulatório acabam tendo uma chance maior de de descompensar, vamos dizer assim, né? Então, alguém que já tem uma artéria mais estreitada, que já tem um um uma processo a de aterosclerose, né, que é o o depósito de gordura nessas artérias, são mais vulneráveis. e uma população que é bastante vulnerável são os idosos, porque o controle da temperatura eh com o passar da idade fica mais dificultado. Então, nós temos trabalhos eh mundiais que relatam que acima dos 65 anos as a população, ela é mais susceptível e mais vulnerável a acidentes vasculares eh em qualquer lugar do mundo, tá? Então, tem um estudo até bastante interessante, porque Brasil a gente tá aqui numa região tropical, né? E a gente tem outras regiões do organismo do mundo que também sofrem eh com a alteração da temperatura. Nós que estamos na região tropical e subtropical, temos mais eventos relacionados a baixa temperatura do que os países nórdicos, por exemplo, que já tem uma temperatura média um pouco mais alta. E lá também no inverno ocorre mais casos, né? Quando a gente tem diferença de temperatura. Isso é do ser humano, do corpo humano. Mas aqui nós no na região tropical, subtropical, eh, percentualmente temos mais casos que nas regiões mais frias. Então, os idosos, te respondendo aí, os idosos, os que já têm problema cardiovascular são mais vulneráveis. Até uma dúvida, eh, doutora, que a gente acompanha as pessoas, né, que algumas algumas comentam que geralmente a pressão tá OK, de repente tem esses dias de frio, a pressão começa a oscilar. Isso é um sinal de risco já? Sim, é um sinal de risco. E muitas vezes no consultório, né, nós eh cardiologistas que fazemos consultórios, a gente precisa ajustar eh a o esquema terapêutico desse paciente. Às vezes no inverno a gente precisa eh a gente chama otimizar, então aumentar um pouco a dose, eventualmente associar alguma coisa neste período de inverno e depois no verão, eh, onde a pressão acaba caindo, né, quando a gente tem dias muito muito eh quentes eh eh no ambiente, a gente precisa reajustar o tratamento. É bastante frequente, né? O que é legal hoje em dia é que, por exemplo, nós temos equipamentos de pressão bastante disponíveis, né, eh, num preço bastante acessível. Então, eh, a grande maioria dos pacientes que já tratam de hipertensão devem ter um equipamento em casa para poder monitorar e procurar o seu médico ou posto de saúde para fazerem os ajustes necessários. E é comum também acontecer eh a pessoa não tem problema de pressão, né? a pressão da pessoa até baixa e de repente nesses dias de bastante frio, ela começar a desenvolver uma pressão alta. Isso é comum? Não, isso não é comum não. O diagnóstico de hipertensão é um diagnóstico bastante estabelecido. Eu preciso ter um uma elevação do valor da pressão, né, acima do do que a gente considera normal, de uma forma sustentada. O que que significa isso? Então, o tempo inteiro ela tá acima do valor de normalidade. O que acontece no paciente que não tem hipertensão, que a gente chama de normautênciil, é que assim, por exemplo, temos alguém que tem a pressão arterial de normal desta pessoa 10%, tá? A pressão dela é 10%, uma pressão é normal para baixa, vamos dizer assim, no na época mais fria, essa pressão de dessa pessoa chega a 12x8, por exemplo, entendeu? Mas 12x8 não é um diagnóstico de hipertensão. Ocorreu uma elevação dos níveis basais daquela pessoa individualmente, mas não chega são um diagnóstico de hipertensão. O frio não é uma causa de hipertensão. O frio eleva os níveis médios da pressão arterial em todo mundo, em quem tem pressão alta e em quem não tem. Correto, doutora? E vamos falar agora um pouquinho dos principais sinais, né, sintomas que o AVC ele costuma causar, tanto hemorrágico quanto isquêmico, né, especialmente o isquêmico, que a maioria dos casos tá relacionada a ele. Bom, vamos lá. Então, a a o principal sintoma, né, do AVC é uma alteração neurológica, já vou pontuar quais são, súbita, né? Então, a pessoa estava bem até um determinado momento, a partir de um determinado momento, ela começa a ter alguns eh sinais de alteração do sistema neurológico, né? O principal deles, né, ou os principais deles são alguma alteração motora. Então, a pessoa perde a força muscular num num dos geralmente eh de um lado do corpo só, né? Então, por exemplo, ela perde a força no braço direito, ela perde a força no braço esquerdo ou a força numa das pernas. Então, ela não consegue às vezes caminhar. Ela tava caminhando super bem, de repente ela perde a força muscular. Alterações na fala, então a pessoa, por vezes, não consegue, ela tá entendendo o que está sendo falado para ela, mas ela não consegue articular uma resposta correta. Então, ela ela não consegue falar adequadamente, responder os comandos. alguém fala assim: "Olha, eh, pega isso, fala isso." A pessoa não consegue, ela tá ali entendendo, tá interagindo, mas ela não consegue eh eh articular adequadamente. Eventualmente alterações visuais de campo visual, então pode acontecer de perder eh você tá olhando para qualquer coisa e você perde metade do campo visual, metade do seu olho não enxerga alguma coisa, fica fica preto, por exemplo, tá? Eh, outra coisa que pode acontecer é uma uma alteração súbita no comportamento. Então, às vezes, o paciente idoso que já tem alguma dificuldade motora ou que já tem alguma eh algum grau de demência, então que já tem uma dificuldade de comunicação, né, eh não adequada, ela passa a ter uma alteração aguda de comportamento, fica muito sonolenta ou fica muito agitada, né? Então, assim, isso é o mais comum, tá? Eh, e o que fique bem claro, é sempre uma alteração aguda, né? Não é aquela pessoa que já tinha um problema e que esse problema se agravou ali no momentâneo. Ele geralmente é uma alteração aguda. É um sintoma que aparece ali, de repente a pessoa tá bem e aí de repente dá aquele sinal, né? É isso. Modifica, né? Uhum. E doutora, como que uma pessoa, um familiar, né, eles elas eles podem ajudar ou até mesmo socorrer uma outra pessoa que tá passando mal, que tá aí com uma com esses sinais, com esses sintomas que você acabou de relatar? Qual é a principal conduta que a gente deve ter para ajudar alguém nessa condição? Bom, a principal conduta é procurar atendimento médico o mais rápido possível, né? Nós temos uma janela de oportunidade do tratamento do AVC muito pequena, né? Então, AVCs isquêmicos onde ocorre esse entupimento da artéria que a gente tá dizendo, a principal conduta é desobstrução, né? É desentupir essa artéria. E esse desentopimento, né, na grande maioria das vezes aí mais de 90% é feito com medicamento que é que é administrado em ambiente hospitalar, tá? é um medicamento que requer um um um uma equipe multidisciplinar, neurologistas, né, intensivistas, equipe bastante especializada. Eh, e nós temos uma janela de eh ideal de até 3 horas, né, de de início desse tratamento. Ã, podemos estender até 4:30 em alguns casos, mas a janela excelente de oportunidade até 3 horas. Então, é a partir do momento que se reconhece uma alteração neurológica súbita, aguda, a principal a principal medida é levar em um hospital, se possível um hospital de atendimento, que a gente chama no sul terciário, né? Eh, eh, não no postinho de saúde, né? No no hospital das clínicas da UNICup, no hospital da PUC de Campinas, né? aqui na nossa região, hospitais que tenham serviços completos e que possam eh imediatamente realizar uma tomografia, identificar que não há hemorragia e iniciar o tratamento. Quanto mais precoce se inicia o tratamento, menos sequela esse paciente vai ter, né? Como eu disse, quando eu tenho um toimo de uma artéria, ocorre uma morte celular. E aí a morte das células, ela vai alterar funções, né, no caso do AVC cerebrais. O que a gente quer no AVC é que essa pessoa não fique com nenhuma sequela, seja motora, seja eh de fala, seja cognitiva, né, mental, de pensamento. E aí a gente tem pouco tempo para tratar, né, o quanto antes reconhecer os sinais, levar para atendimento médico em serviços eh especializados, terciários, para que o tratamento possa ser efetivado o mais rápido possível. Com certeza, doutora. E quais são os fatores de risco? pro AVC. Então, eu acabei de comentar, né, o principal de todos é hipertensão arterial, né? E aí a gente tem uma, eu gosto de falar isso porque a hipertensão arterial, a hipertensão, o AVC tem sintomas claros, né? Ninguém tem um AVC sem ter sintomas, não tem um AVC que não tenha sintomas, a gente pode não ter reconhecido, mas ele vai ter sintomas. Agora, a hipertensão arterial crônica, ela não dá sintomas. Então, a gente precisa realmente periodicamente ir ao médico, ao seu clínico, medir a pressão arterial para que um diagnóstico possa ser feito e o tratamento instituído para que a gente não tenha eh problemas crônicos. Aí no caso, por exemplo, a a a chance do AVC, além do da hipertensão, que no caso do AVC, é, sem dúvida alguma principal fator de risco, a gente tem o aumento do colesterol sanguíneo, a diabetes, né, o tabagismo, a obesidade, o sedentarismo, uma alimentação inadequada, né, rica em alimentos aí processados, ultraprocessados, né, qualidade do sono. Nós temos vários fatores de risco que a gente vai pontuando cada um deles e tentando trabalhar para que eh lá na Unidade Básica de Saúde para que a gente possa evitar o maior número de AVCs aí ao longo do da vida de cada uma das pessoas, né? E doutora, como que é feito o diagnóstico do AVC? A pessoa chega lá no hospital, qual que é o primeiro passo? O diagnóstico é clínico, né? Então, diagnóstico é com exame clínico. O médico vai examinar, vai testar isso que eu falei, né, anteriormente, ele vai testar a força muscular comparando eh um lado com o outro sempre, né, porque o AVC ele é a alteração motora ela é sempre unilateral, né? Então ele vai fazer um exame físico e neurológico eh detalhado. Nós todos os médicos que trabalham emergência são capacitados para isso. Não precisa ser um neurologista. O médico que está no pronto socorro, ele é capacitado. A gente testa a fala, então existem eh os sinais específicos que a gente que o médico faz, né, que ele vai testar a fala, vai testar a parte eh visual, vai testar a parte cognitiva e aí é é estabelecido o diagnóstico do AVC pelo exame clínico, tá? Isso aí é é bastante importante. O que eu falei da tomografia anteriormente é que para o tratamento é necessário, né, tratamento do AVC isquêmico, que é esse que a gente faz com medicamento na veia, é necessário que a gente eh não tenha nenhum sinal de sangramento na cabeça, tá? Então o o a tomografia ela é realizada para descartar um sangramento e poder fazer o tratamento do AVC isquêmico. Posteriormente, depois do paciente internado, aí estes exames de imagem, seja tomografia ou ressonância magnética, podem mostrar o local onde aconteceu o AVC. Nas primeiras 48 horas, o AVC isquêmico não dá alteração nenhuma na tomografia. Tá, na ressonância até até tem alguns sinais, mas a ressonância é pouco disponível, né, no nos ambientes hospitalares e e a a tomografia é mais disponível, mas eh nas primeiras horas isso não acontece. No AVC hemorrágico, ali é diferente, aparece o sangramento a partir do momento em que ele ocorreu, tá? E aí o tratamento do AVC hemorrágico, ele é ele é diferente, né? O AVC hemorrágico vai depender eh do grau de hemorragia, né? Então, às vezes hemorragias muito grandes, precisam de um tratamento cirúrgico eventual, hemorragias menores, eh, a gente espera reabsorver, né, eh, eh, o organismo eh resolve aquele sangramento e num segundo tempo se faz aí um um exame contrastado dos vasos cerebrais e se houver um aneurisma que precise de um tratamento cirúrgico, aí esse tratamento cirúrgico é direcionado especificamente pro aneurismo, né? Mas são casos menos frequentes. Eh, e doutora, qual como que a gente pode, né, falando sobre esse assunto, como que a gente pode prevenir o AVC? Existem medidas que a população pode adotar para evitar, né, de correr esse risco de de passar aí para um hospital e enfrentar algo mais grave, né? Então, eh, em termos do AVC, de uma forma geral, é tratado dos fatores de risco. Então, quem tem pressão alta, né, fazer o diagnóstico, primeira coisa, e tratar adequadamente. Ã, uma coisa bem importante da gente falar pro leigo é que às vezes acontece o seguinte, bastante frequentemente, né? Eh, se faz o diagnóstico de hipertensão, ele vai ao médico, inicia um tratamento antihipertensivo com medicamentos, né, remédios que toma por boca. Eh, e aí ocorre normalização da pressão arterial, que esse é o objetivo do tratamento, né? Eu tenho hipertensão, eu começo a tratar, eu quero que a minha pressão fique absolutamente normal com o tratamento. E aí o a o paciente entende que a pressão curou, né? E aí ele para o tratamento e e a hipertensão arterial, com raríssimos casos, ela não tem cura, ela tem controle. Então, uma vez estabelecido o diagnóstico de hipertensão, esse tratamento ele é contínuo, né, pelo resto da vida da pessoa, né? pode ser que precise alguma mudança, trocar remédio, mudar, acrescentar isso, isso ao longo do tratamento. Por isso que tem retorno, né, que o paciente vai periodicamente sendo reavaliado. Mas é importante que se faça o tratamento correto. A outra coisa é manter as taxas do açúcar no sangue normais, manter a taxa da gordura é da da fração prejudicial do colesterol normal, praticar atividade física eh regular, manter o peso, né, eh de acordo com a normalidade, evitar aquela gordura eh principalmente abdominal entre as os órgãos abdominais, né? Então são fatores importantes. Eh, e obviamente aí só para não esquecer do tabagismo, é que o tabagismo, né, o o uso de qualquer tipo de tabaco, incluindo cigarros eletrônicos, dispositivos eletrônicos, né, eh, para fumar, que também tem nicotina, que também aumenta a pressão arterial, não é só o cigarro normal. Eh, tem que ser evitado a qualquer custo, não existe eh uma quantidade segura, né? Ah, eu só fumo no final de semana, eu só fumo cigarro eletrônico quando eu saio. Não existe quantidade segura. E o álcool em excesso, né? Porque a bebida alcoólica também em excesso eleva a pressão arterial, provoca inflamação nos vasos também. Ela ela é prejudicial. Agora, eh, só retomando a questão do inverno, né? E isso é para sempre. Isso que eu falei, em qualquer época do ano, a gente tem que observar esses eh eh manter aí dentro os nossos parâmetros dentro do normal, vamos dizer assim. Agora, no inverno, o importante é a gente evitar, né, que a pressão se eleve demais, né, e evitar esse processo de coagulação. Então, manter a temperatura corporal dentro do normal, isso é importante. Então, o que que a gente precisa fazer? Se agasalhar, né? Então, a a receita da vovó, né, que tá frio e tem que levar casaco, ela de fato ela é importante. A gente não se expor a temperaturas eh do ambiente muito baixa. Então, realmente, fazer aquecimento, usar uma roupa adequada para temperatura, eh, temperaturas muito baixas, igual esses dias que a gente tá vivendo, a gente usar touca, né? Então, proteger a parte do pescoço, proteger a cabeça, usar luva, uma meia adequada é importante, e aquecimento interno também, né? Então, por exemplo, bebidas como chás mais mornos que a gente possa eh tomar e aquecer o nosso corpo de dentro para fora. É importante as sopas tão comuns, né, que a gente usa no inverno, eh todos esses hábos que a gente tem, ele tem eles têm um porquê, né, de de existir e e são reais. E uma outra coisa importantíssima, já que eu falei da coagulação, é que a gente toma menos água, né, na quando a temperatura está mais fria. E a e a desidratação, dentre outros fatores, aum desidratado, a gente tem mais propensão a ter coágulos pelo corpo. Então, a gente precisa manter a hidratação eh do nosso organismo. Então, lembrar de tomar bastante água no inverno também, mesmo sem a gente ter sede, né? A gente precisa esperar a sede pr tomar água. A gente precisa tomar água. Exatamente. Doutora. A gente vai fazer um rápido intervalo porque no próximo bloco nós vamos falar sobre o infarto agudo do miocárdio e os cuidados que a gente deve ter para encarar esse frio e também amenizar os riscos com relação ao infarto. Nós já voltamos. [Música] [Música] Estamos de volta com o Saúde é Vida e hoje falando sobre o aumento dos casos de AVC e infarto com a cardiologista Carla Patrícia da Silv Prado, que ela é coordenad OR do Departamento de Cardiologia da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas. Nós já falamos no primeiro bloco, especificamente do AVC, né, Dra. Carla, agora nós vamos falar sobre o infarto, que no período de inverno também exige todo esse cuidado, essa tensão redobrada com relação à saúde cardiovascular. Então, eh, doutora, quais são os efeitos do frio para o coração? Então, vamos lá. bem parecido com o que a gente falou do AVC, né? Existe aí uma constricção das artérias como um todo e isso leva eh uma diminuição do da luz desse vaso e menos sangue circulando numa pressão maior. Então ocorre também a elevação da pressão arterial, fazendo com que esse coração precise trabalhar muito mais, né, do que ele em em temperaturas ambientes eh mais controladas. vamos dizer assim, e além do aumento da pressão arterial, do trabalho cardíaco, da constricção dos vasos, a gente tem um aumento também da possibilidade de coágulos dentro do sistema, né, fazendo com que possa ocorrer aí entupimento, né, uma obstrução das artérias coronárias. E a obstrução da artéria coronária é é de fato o infarto, né, do miocárdio. E doutora, da mesma forma, né, que o AVC tá relacionado a mais um grupo, o infarto ele ocorre mais nas mulheres ou nos homens? E mais ou menos, qual que é a faixa etária? Olha, essa é uma pergunta bastante interessante, Ana. Homens e mulheres são afetados na mesma proporção pelo infarto. O que acontece é a diferença na idade, né? Então nós temos infartos em homem, na grande maioria, em homens mais jovens, não jovenzinhos, mas vamos dizer, a partir dos 40 anos, a gente já começa a ter maior probabilidade, né, pela exposição a vários fatores de risco no sexo masculino. E nas mulheres, a idade de eh maior frequência do início, né, de poder apresentar doenças isquêmicas, o infarto é uma delas, é a partir da daí da menopausa, né? Então, as mulheres enfartam numa fase um pouquinho mais velhas, né? Então, elas começam a ter mais infarto a partir dos 55, 60 anos, mas homens e mulheres enfartam na mesma proporção. E, doutora, o que causa o infarto, né? Qual o que que tá relacionado? É uma causa mais hereditária ou é uma causa mais ambiental, né? Fatores comportamentais? Então, o infarto, eh, a principal causa do infarto é uma lesão crônica dentro das artérias coronárias provocadas eh por acúmulo de gordura ao longo dos anos nesses vasos, né? Então, são as placas de gordura das coronárias. coronárias são artérias pequenas, então o acúmulo de gordura ocorre em todas as nossas artérias, mas como a artéria coronária é uma artéria pequena, é uma artéria que eh mais susceptível, né, a ter aí eh obstruções e e e ao longo dos anos essa essa camada de gordura dentro das artérias pode ocorrer ela, a plaquinha de gordura, ela pode eh sofrer uma ruptura, né? Então, uma uma erosão que a gente chama. E quando ocorre essa erosão dessa plaquinha de gordura, forma um coágulo em cima dela. E esse coágulo é o é o deflagrador, né? É o que causa a o entupimento, a obstrução aguda desse vaso. Bom, fatores de risco nós temos diversos, né? Eh, existe sim a genética relacionada às doenças eh cardíacas das coronárias, ã, vários fatores genéticos. Então não é um, por exemplo, não existe um gen que aquele gen é relacionado a infaro. São múltiplos gens, né, relacionados à hipertensão, a hipercolesterolemia, uma série de outros fatores que, então é difícil a gente abordar um G só, mas existe a questão genética, existe a idade, porque o processo de aterosclerose ele é um processo degenerativo das das nossas artérias e veias. Então, ao longo dos anos, eh, um pouco desse processo aterosclerótico é inevitável. a gente vai acontecendo, ele pode ser mais acelerado ou menos acelerado de acordo com os fatores ambientais dos quais a gente se expõe ao longo da vida, né? Então, os fatores ambientais são fatores em que a gente tem ações efetivas que a gente pode trabalhar efetivamente para redução, né? Então, quais são eles aí? São os mesmos do AVC, né? Então, a gente tem a hipertensão, a hipercolesterolemia, né? o aumento do colesterol, eh o diabetes, que é o aumento da glicose do sangue, a gente tem o tabagismo relacionado a obesidade, o sedentarismo, a alimentação inadequada, uma má qualidade do sono, um estress crônico, depressão, doenças inflamatórias elevam o risco eh de infarto. Então, pessoas comem, por exemplo, assim, artriteamatoide, doença de crom, aumentam, elevam o risco. E atualmente a gente tem estudado bastante também a questão da poluição ambiental. A poluição ambiental é um fator de risco para doenças vasculares, dentro delas o o infarto e o AVC, tá? E o AVC e o infarto eles estão bastante relacionados, né, doutora? São são processos vasculares, né? Só que um entope o cérebro e o outro entope o coração. Eh, a doença ela é a mesma, né? Ela é a origem da doença, ela é ela é a mesma. Só atacam ali órgãos diferentes, né? Órgos diferentes. Isso. E doutora, como que a gente pode detectar uma pessoa que tá infartando, que qual é o principal sinal que ela vai apresentar pra gente ficar alerta, né? Muito bem. Então, diferente do aí sim, aí é bem diferente do AVC, né? O AVC são, eh, alterações, como eu falei, motoras na fala, na visão agudas. O infarto, principal sintoma, não o único, mas o principal sintoma, é a dor, é a dor torácica, né? Então, qualquer dor também aguda, né? também aquela dor que não é aquela dor que a pessoa tem todos os dias, não é aquela dor que a pessoa foi na academia, pegou um peso maior e ficou sentindo dor vários dias. É uma dor aguda que ocorre, qualquer dor que ocorra da cicatriz umbilical, do umbigo para cima ou do queixo para baixo, nessa região torácica, região posterior de tórax também pode ser um sinal, um sintoma de que está ocorreu ou está ocorrendo alguma obstrução coronariana, tá? Eh, é muito comum as pessoas eh falarem da dor do braço esquerdo, né? dor no peito que vai pro braço esquerdo. De fato, é uma é uma característica comum, mas não só a dor no peito que vai pro braço esquerdo. Eu posso ter uma dor no peito e que vá pros dois braços ou uma dor no peito e que venha pra mandíbula, né? ou uma dor no estômago, na boca do estômago. Então, muitos pacientes eh identificam, acham que a dor na uma dor que começou do nada, a pessoa nunca teve problema de estômago, tem uma dor de estômago súbita, eh acha que é um problema digestivo, né, e muitas vezes é infarto, né? Então assim, é qualquer dor do umbigo para cima, do queixo para baixo, irradiando, indo, né, essa dor andando no nosso corpo para qualquer um dos membros superiores, braço ou pé ou braço direito ou braço esquerdo, pode ser um sinal de infarto. Outros sintomas relacionados pode ser uma falta de ar súbita também, né? uma pessoa que não tinha nenhum problema respiratório, de repente tem falta o ar, por algum motivo não tá conseguindo respirar adequadamente e ainda um outro sintoma pode ser o desmaio, né? Então, a pessoa eh do nada perde a consciência e tem um desmaio, a gente chama isso de síncope, pode ser um sinal sintomas de infarto. Doutor, agora vamos entrar um pouquinho sobre o diagnóstico do infarto, como que ele é feito. Bom, também aí bem diferente do AVC, só pra gente fazer um paralelo, a o principal sintoma é dor, né? Então, eh, uma dor aguda a gente ou uma dor rapidamente progressiva, a gente procura o atendimento e aí, ã, o diagnóstico ele vai que nós temos alguns tipos de infarto também, tá? Não é o infarto não é um um tipo único, né? Mas o que vai diferenciar a urgência do tratamento e como a gente vai conduzir é o eletrocardiograma. Então é aquele exame que a gente faz em qualquer posto de saúde, a gente tem qualquer lugar, a gente vai ter aquele exame que mede a atividade elétrica do coração. Então a gente faz aquele exame super simples que colocam os eletrodos nos braços, na perna e sobre o tórax e a gente consegue avaliar ã através da atividade elétrica uma possibilidade de uma obstrução total de um vaso, né? nós confirmamos a obstrução eh total do vaso através de um exame chamado cateterismo, onde a gente eh através de uma artéria do braço, geralmente a gente vai até a artéria do coração, injeta um contraste e consegue detectar que ali tá obstruído ou subobstruído um dos vasos, né? Então, diferente do AVC, o infarto, a gente faz um uma uma a gente tem uma uma ideia clínica através do sintomas, né, principalmente dor ou falta de ar, a gente confirma com o eletrocardiograma e na sequência, pra gente realmente bater o martelo, dizer que tem alguma obstruição, a gente precisa enxergar essa artéria. A gente precisa ver que ela tá que ela tá obstruída. E com relação ao tratamento, né, o AVC é uma parte o isquêmico é medicamentoso e o hemorrágico geralmente a cirurgia. O infarto, qual que é o principal, a principal conduta aí no tratamento? Protocolo? Vamos lá. Então, a gente também tem uma urgência de diagnóstico, assim como no AVC, tá? A gente costuma dizer na cardiologia que tempo é músculo. Quanto mais rápido a gente, né, iniciar o tratamento, mais chance a gente tem de ficar sem sequelas ou com sequelas mínimas, né, que o paciente não tenha nenhum problema ao longo do tempo ali, né, depois da do de ocorrido o evento, tá? Eh, a gente tem uma janela um pouco mais estendida para tratamento de infarto. Então, eu, eh, nós podemos, né, eh administrar a desobstrução desse vaso para todos até 12 horas, ao contrário do AVC, que é no máximo 4:30, né? Claro que quanto mais precoce, mais rápido os resultados são melhores, obviamente. Então, na na menor possibilidade de a gente achar que tá sofrendo um infarto é procurar o atendimento médico imediatamente, tá? Eh, a gente também, o tratamento definitivo, ele precisa de desobstrução desse vaso, quer dizer, desentupir esse vaso. E aí, diferente do AVC, nós temos algumas possibilidades. A gente pode utilizar medicamentos na veia para desobstrução, assim como eh no AVC. O remédio é o mesmo, né? A gente usa fibrinolítico, eh o remédio para dissolver o coágulo, a fibrina. Só que nós temos hã mais medicamentos disponíveis, nós temos mais drogas, mais possibilidade de tratamento do que no AVC, tá? Eh, mas preferencialmente o o tratamento preferencial, desde que esteja a gente tenha disponível, é o que a gente chama de desobstrução ou desentopimento mecânico, né? Como que ele acontece? É, através do do próprio cateterismo. Eu faço um exame, vejo a obstrução num dos vasos e eu vou com um catéter e desobstruo, né? Então, esse catéter ele tem uma uma bexiguinha na ponta que entra nessa artéria que tá obstruída e libera obstrução. E geralmente a gente coloca uma um dispositivo eh eh ele mecânico, né? metálico, que é o estente, a gente chama isso de estente, para que essa essa artéria se mantenha aberta, né? Então, ah, sempre que possível, se o atendimento é feito de uma forma rápida e se o hospital tem disponibilidade eh de fazer o cateterismo e desobstruir, essa desobstruição chama angioplastia, né? Então, a gente realiza a angioplastia, é o tratamento eh de escolha, desde que ele esteja disponível. Claro que existem outros medicamentos que a gente usa, tá? Não é só o remédio para desobstruir. Nós temos eh vários medicamentos em que a gente faz uso assim que a gente eh faz o diagnóstico ou pensa no diagnóstico. A população leiga tá bastante acostumada com isso, que o primeiro remédio que a gente utiliza é o ácido acetil salicílico, né? O nome comercial mais conhecido é a aspirina, né? Eh, porque eh o que que o que que essa aspirina faz, né? quando não contraindicada. O primeiro, a primeiro eh, pro coágulo acontecer, o coágulo é que vai obstruir o vaso, né? E pro coágulo acontecer, a primeira coisa que acontece no organismo são as plaquetas, que é um tipo de célula do sangue, se agregarem, elas ficam juntinhas uma da outra e aí isso desencadeia o processo de coagulação. E o ácido acetil salicílico é uma medicação que age na plaqueta. Então, a primeira coisa que a gente faz é tentar eh soltar, vamos dizer assim, essas plaquetas usando aspirina, outros remédios anticoagulantes e, por fim, se necessário, fibrinolítico ou a desobstruição com o estente, né, através da angioplastia. É, a população até fala, né, o sangue tava muito grosso, né, e aí com a com essa aspirina ele vai ficar mais líquido, né, no na linguagem mais popular, né, doutora? E é isso mesmo, né? É isso mesmo. Eles têm toda a razão. A gente a gente já sabe das coisas, né? A gente às vezes só não entende direito como elas acontecem. Exatamente. E doutora, a vacinação, ela é uma medida eficaz na redução dessas complicações? Super. Acabou de sair um consenso europeu, né? acabou de sair, a gente nem discutiu ainda eh de uma forma sistemática no nosso meio cardiológico e médico. saiu uma diretriz europeia agora, esta semana, foi bem interessante eh o o a infecção viral, né, eh do dos vírus, principalmente dos vírus nesta época do ano, o influenza, noovírus, o essencial respiratório, o próprio COVID, eh eles aumentam a chance de infarto. Sim. Então, a vacinação ela é preventiva de eh enfarto e angina, vamos dizer assim, tá? Porque se a gente não tiver a infecção viral, a gente tem menos chance de ter infarto, né? Eh, isso a gente a gente já trabalhava esse fator de risco há alguns anos, mas a gente não tinha um documento internacional eh focado especificamente nisso e agora a gente tem essa publicação recente. Então, manter o calendário vacinal, né, eh, atualizado, ele é bastante importante, tá? os vírus, eh, alguns vírus, né, não são todos, mas alguns vírus eles, eles têm um tropismo pelo coração, então eles podem provocar inflamação no músculo cardíaco, mas também aumentar o trabalho do coração. Assim como o frio, ele aumenta o trabalho porque a gente tá resfriada, a gente tá, né, gripado, com febre, tudo fica ruim, né? O organismo fica trabalhando mais, né? Então, a gente pode eh aumentar o trabalho cardíaco e a chance de infarto e também predispor a coágulos dentro do coração. Eles predispõe um processo inflamatório vascular e esse processo inflamatório desencadeia um coágulo agudo aí, tá? Então, é importantíssimo a gente manter eh a nossa imunização, né, o nosso calendário vacinal em dia. E lembrar que várias vacinas, principalmente que a gente tá super acostumado, né, é o vírus da gripe, o vírus da o influenza, que precisa ser vacinado todos os anos, porque são vírus que sofrem mutação. Então, o vírus que circulou lá na América do Norte, né, lá na na Europa no ano anterior, é o vírus que a gente vai ser vacinado aqui, porque o nosso inverno é depois deles, né? Então, a gente já tem uma vantagem vacinal aí em relação a outras partes do mundo. A gente tem que ir antes do inverno, né? Por isso as campanhas de vacinação ocorrem no mês de abril, né? final de abril, aí no máximo no começo de maio, para que a gente quando comece o nosso inverno aqui eh no hemisfério sul, a gente já esteje protegido desses vírus que circularam no hemisfério norte na na no período anterior, né? Com certeza, né, doutor? É uma medida tão simples, né, e tão importante que pode salvar a nossa vida, né, a vacina. É, é que o que o que aconteceu aí é eh a gente a gente, infelizmente a gente tá vivendo uma época ã de muitas notícias falsas, né? E aí a questão da pandemia provocou muita insegurança na população, porque a gente teve profissionais de saúde eh com discursos difíceis para as pessoas que são leigas entenderem, né? Mas eh o que a gente tem que lembrar é que a vacina, outras vacinas, né, fizeram com que doenças desaparecessem. Eu eu sou eu tô formada há 30 anos, né? E eu nunca vi um caso de varíula, né? Eu eu só estudei isso nos livros. Quer dizer, a gente a gente tem doenças que desapareceram com a vacina. A gente não vê casos novos de poliomelite, né? A gente nem costuma ver. A gente vê pessoas mais velhas com sequelas. Então, a gente tem que dar um crédito à ciência e a médicos que sejam bem formados e que tenham a a o conhecimento técnico e realmente seguir essas pessoas, né? Esquecer aí a parte chata, a parte política, que não não tem nada pra gente disso, né? Com certeza, doutora, eu gostaria de agradecer muito sua participação, por você ter compartilhado aqui com a gente tanta informação. Muito obrigada. Nossa, eu que agradeço. Espero que a gente possa ter esclarecido a população. A gente lá da Sociedade de Medicina e Cirurgia tá à disposição, né, através dos nossos canais eh da internet. Se houver alguma dúvida, a gente tá lá com o nosso departamento à disposição da população para esclarecimento, tá? Muito obrigada, viu? A TV Câmara, o Saúde, a vida fica por aqui. Obrigada também ao pessoal de casa pela companhia. Lembrando que você pode conferir todos os conteúdos no YouTube da TV Câmara Campinas e não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais. A gente se vê no próximo programa. [Música] [Música]
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