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SAÚDE É VIDA - ALZHEIMER
Em destaque · HD Vídeo · SAÚDE É VIDA

SAÚDE É VIDA - ALZHEIMER

12 views Publicado 27/07/2021 HD · 47:41

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Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

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E aí [Música] o Olá mais um saúde a vida Começando aqui na tela da TV Câmara Campinas a você de casa muito obrigada pela companhia e Audiência hoje a gente vai falar sobre uma doença que atinge 1 milhão de brasileiros o Alzheimer quem vai explicar tirar todas as dúvidas detalhar essa doença é a neurologista Gerusa Smith ela que já está aqui na tela comigo porque com anemia você de casa já sabe a gente está fazendo assim ter pessoas assim de maneira online e a doutora Gerusa parou aí um pouquinho atendimento para falar com elas equipe muito obrigada viu Doutora obrigada pelo convite é um prazer participar tutor então para começar eu queria que a senhora me explicasse o que é o Alzheimer a doença de alzheimer é a principal causa de demência na maioria dos países do mundo é uma doença neurodegenerativa o que significa que a gente não sabe porque alguns indivíduos desenvolvem esta doença e outros não e ela é é curável até o momento o principal sintoma da doença de alzheimer na maioria das vezes é a perda de memória para fatos recentes então indivíduo começa a ter dificuldade para se lembrar de coisas que aconteceram há poucos dias o poucos minutos atrás aí com evolução da doença esse indivíduo começa a ter dificuldade de se localizar no espaço dificuldade em outros outras áreas cognitivas por exemplo atenção linguagem dificuldade em comportamento sintomas de Alucinação sintomas de Delírio por exemplo uma avançada da doença Doutora a gente consegue detalhar mais o que que acontece com o cérebro da pessoa que tem o Alzheimer no cérebro da pessoa a gente sabe que tem duas proteínas importantes que se alteram uma proteína chamada beta-amiloide que começa a se depositar no espaço fora das células EA outra proteína que chama tal o processo que a gente chama de fosforilação dentro do neurônio isso leva à morte neuronal isso se inicia em regiões muito inicialmente mais frequentemente em regiões relacionadas com formação de novas memórias e vai se espalhando depois com o avançar da doença por todo sério e normalmente aparece aí com qual idade Doutora ela é muito mais comum após os 65 anos indivíduos com baixa escolaridade analfabeto após os 60 anos então é uma doença associada ao envelhecimento o processo de envelhecimento cerebral ela pode acontecer antes dessas cidades que eu citei mas é mais em frequente e e como que percebe que que ela para sua família Nossa o paciente que nota que tá com Alzheimer como que é esse processo até chegar o diagnóstico é o principal sintoma realmente é a perda de memória na maioria dos pacientes alguns pacientes com menor frequência pensar em uma dificuldade de encontrar palavra o Infante formular frases mas a sintoma mais frequente na maioria das vezes realmente é alterações de memória são indivíduo começa a ter algumas dificuldades que ele não tinha antes por exemplo começa a precisar anotar seus compromissos que coisa que ele não fazia antes começa a esquecer por exemplo de pagar uma conta né ou esqueceu uma informação o recado que deram a ele poucos dias atrás Então esse é o o grande sintoma que leva o indivíduo a família perceber que existe uma dificuldade mas aí é a memória recente que ele pega uma receita que aconteceu no passado ele costuma lembrar de tudo é exatamente até os familiares falam é mas por que que ele lembra do casamento que aconteceu há 40 anos atrás e não consegue lembrar do que aconteceu uma semana atrás justamente porque a doença começa na região que a gente chama de hipocampo que é o nosso portal das novas memórias é onde entram as novas memórias no nosso cérebro e e essa estrutura o hipocampo área responsável então pela processo de formular novos aprendizados novas memórias uma vez que o individo consolida a memória a gente chama assim a memória passa do hipocampo para outra região do cérebro ela fica consolidadas então ela fica mais difícil de ser perdida e esse processo de consolidação demora meses ou anos que acontecer então inicialmente o indivíduo tem problema de memória recente com o avançar da doença doença também vai e se espalhando pelas regiões onde a memória já está consolidada pela comum fazer o goleiro nada fazer grávida doente o indivíduo por exemplo não reconhecer os filhos não reconheceu cônjuge porque daí ele também começa a perder a memória mais famosa como que funciona todo esse processo a paciente chegou até o médico e como que é feito esse diagnóstico o diagnóstico de doença de alzheimer ele é e ainda minutos mente Clínico na então a gente faz a anamnese que a história Clínica pergunta dos sintomas do paciente e depois nós fazemos um a testagem de a gente realmente eu verificar se existe um comprometimento de memória ou não é comum por exemplo em pacientes deprimidos existe uma queixa de memória mas daí quando a gente pensa a memória tá em casa né então o médico faz testes apropriados para definir bom isso é uma queixa só de memória o realmente a memória está comprometida uma vez que o médico detecta que a memória está comprometida então ele vai solicitar alguns exames clínicos a gente sabe por exemplo uma disfunção da tireoide pode alterar mecanismos cognitivos para gente vai pesquisar algumas alterações nos exames de sangue e também vamos solicitar uma foto do cérebro o que pode ser tanto uma tomografia como uma ressonância magnética a foto do cérebro ela tem o intuito de descartar outros comprometimentos dão conta é muito importantes do nosso meio que o comprometimento vascular duas vezes a gente faz uma ressonância e vê que o indivíduo teve alterações vasculares que a gente chama de mim para alterações vasculares como se fossem pequenos Detran que o indivíduo não teve nenhum sintoma mas que a gente sabe que a causa daquele declínio cognitivo não é de Alzheimer ou essa foto tá normal ou eventualmente mostra uma redução dessa região que eu falei que o hipocampo a maioria das vezes é uma dessas duas alterações fazer não operacionar e dizer normal ou a redução do e essa é uma doença que atinge mais homens ou mulheres mas mulheres alguma coisa se compromete mais mulheres tem um porquê disso Doutora a gente não sabe tem várias teorias a gente não tem certeza por que as mulheres são mais confiante do que os homens e depois o diagnóstico feito como que funciona o tratamento é possível evitar que a doença fique mais grave ou ainda não Doutora é um pouco o tratamento ele Visa até o presente momento retardar a progressão da doença a gente saber que quanto mais precocemente na hora instituímos o tratamento melhor a chance daquele indivíduo de se manter estável uma piora muito lenta ao longo de alguns anos né a gente sabe que se a gente olhar longo prazo a gente não cura a doença vai evoluir a respeito do tratamento e Doutora como é que funciona como que essa evolução é muito rápida ou não o paciente começa então perdendo a memória e depois como que é qual que é o processo existe assim tipo a maioria perde a memória depois tem gente que você quer agressiva como que é então nós fase a gente divide didaticamente em três fases leve e moderada e Grau né nas fases moderados e graves podem existem cerca de quarenta por cento alterações comportamentais importantes agressividade delírios dele eu poderia ter ciúme a pode haver Alucinação pode haver uma apatia intensa que é um sintoma que incomoda muito familiares com os pacientes que convivem dos pacientes com demência né A Evolução média é de 7 a 10 anos de doença mas isso é uma média tenho indivíduos que evolui muito mais rapidamente e tem dívidas que evoluem 15 20 anos com ausência de lesão e Doutora como que fica a senhora falou é a família que normalmente começa a perceber essa falta de memória que tem alguma coisa errada como que fica a família nesse momento a senhora também como médica também acaba acompanhando os familiares então a gente é disse que o início da doença às vezes o próprio indivíduo percebe que está destinada a memória numa fase que a gente chama de comprometimento cognitivo leve é um estágio anterior ao quadro de demência propriamente dita e o que separa esses dois tá José sua capacidade de fazer suas as Bom dia a dia então indivíduo com quadro muito Inicial ele consegue fazer a maioria das atividades com uso de agenda por exemplo uso de alguns Alcir né mas pode ser o quadro Inicial mesmo da doença de alzheimer quando a gente chama de demência quando o indivíduo já já pede a sua autonomia para nós da atividades mais complexas né então o indivíduo começa a precisar realmente de ajuda de terceiros para desenvolver suas atividades sociais e laborais elaborativos né na fase moderada a grave é muito comum e indivíduo não se perceber mais doente a gente chama isso de anosognosia o indivíduo não percebe que ele tá com uma dificuldade faz parte do quadro tá muito comum eu perguntar para o paciente como é que tá a sua memória e coloca ótima nessa fase moderada e grave ele não tem mais aquela percepção Você tá trabalhando assim eu trabalho todo dia doutora e na verdade em dívida não trabalha há cinco anos por exemplo nesta fase e também quem tem mais sofrimento Realmente são os familiares né porque eles percebem a deterioração cognitiva daquele ente querido o paciente tem muita perda de autonomia e isso é uma coisa que ninguém quer ser na vida né quando a gente pensa em em doenças ninguém quer perder o teu nome né e o próprio indivíduo tem um sofrimento é claro que alguns pacientes têm quadros de depressão ou mesmo de delírios como eu falei né então se sentem ameaçados e daí sim isso é uma fonte de sofrimento mas indivíduos que não têm alterações psiquiátricas importantes ele muitas vezes se sente bem não percebe que tinha ideias tipo sentisse feliz com o dia a dia dele e tocaram tem como evitar o Alzheimer a gente não tem como evitar né então se eu for ser Alzheimer eu posso tomar todas as medidas que eu vou te falar com essa medidas preventivas mas eu vou ter e as contas eu não consigo realmente impedir que a doença evolui as medidas preventivas elas são importantes porque eu posso postergar ou a chegada da doença então eventualmente se eu for te sintomas aos 70 anos de idade se eu tomar algumas medidas preventivas eu posso eventualmente chegar até os 75 anos de idade e sem os sintomas da doença então se eu retardar o surgimento dos sintomas já é uma uma uma vantagem né quando a gente fala em medidas preventivas para Doença de Alzheimer a gente pensa nas medidas que antes a gente pensava para o coração então indivíduo Tem que evitar o tabagismo tem que cuidar da pressão tem que cuidar do diabetes tem que cuidar do colesterol alto tem que cuidar de arritmia cardíaca de doenças do coração Além disso indivíduo precisa se manter socialmente ativo que uma forma realmente que a gente percebe que ajuda a saúde a fazer atividade física regular evitar o sedentarismo combater quadros de depressão a gente sabe o que isso também está associado na prevenção dos quadros de doença Geovane né é manter uma qualidade de sono regulares é importante também que o indivíduo diminui achar de ter a doença de alzheimer e me deter sem que o cérebro estimulado então é o que a gente chama de um treinamento cognitivo de fazer aprender novas habilidades cognitivas ao longo da vida é muito é clássico é muito bem estudado os indivíduos como eu falei no questão a idade de comprometimento tem dividido analfabetos tem mais chance de ter você de Alzheimer a gente sabe que o aprendizado ao longo da vida à escolaridade ao longo da vida faz com que a gente tenha lá ensinar se o senhor e com que a gente fica imune vulnerável até esse tipo de doença e toda hora me fala Ah pois essa é uma doença hereditária é minha mãe teve tem um chances de ter a doença de alzeimer ela é hereditária na minoria das vezes não há três por cento dos casos são casos Associados à herança que a gente chama autossômica dominante que que isso significa significa que sim amanhã teria como cinquenta porcento de chance de ter esta doença Então esse a minoria dos casos de um a três por cento de estágio Doença de Alzheimer e geralmente Associados a quadros instalação em pessoas mais jovens antes dos 65 anos de idade o que acontece é que se eu tenho um parente de primeiro grau então pai ou mãe como vai ser de Alzheimer eu tenho duas vezes a chance de ter a doença em relação a quem não tem um parente de primeiro grau mais ou menos eu tenho ao longo da minha vida uma chance de dez a quinze por cento de ter Doença de Alzheimer após 65 anos de idade se eu tenho pai ou mãe conversar de Alzheimer essa chance dobra Então fica de vinte a trinta por cento a doença já e essa doença pode levar a outras também não é doença de alzheimer é uma doença que os haver uma perda de autonomia e fazer graus de comprometimento motor um indivíduo pode inclusive ficar acamado né e fases muito avançadas da doença a gente pode até algumas complicações clínicas como pneumonia e infecção urinária complicações infecciosas que estão associadas à ocorrência da doença mas é mais em relação à imobilidade dificuldade com higiene pessoal essas questões e Doutora tem como relacionar a gente está vivendo no momento aí de pandemia né como que fica a vida da pessoa que tem Alzheimer e a pandemia essa pessoa pode também ter o estado mais grave da doença essa pessoa deve se vacinar também como que tá nesse momento então é todos devemos nos vacinar não é uma você tem a oportunidade a gente deve se vacinar a gente sabe que os idosos e pacientes com demência tem mais chance de ter convivido de grave e maior chance de morte por que eu vivo por isso que a vacinação começou na população idosa né e outra questão da pandemia é a questão do isolamento social a gente sabe que o isolamento social é importante é necessário enquanto a uma caixa de transmissão tão grande de coronavírus nas população então a principal forma de prevenção de Contrariar corrigir é realmente isolamento social como eu falei para você o devido uma das formas de prevenção da demência na doença de alzheimer e a socialização então certamente isolamento social trará como consequência uma maior quantidade né de paciência bolo muito convencer de Alzheimer não não ao longo desses últimos anos e também para os indivíduos que já tem doença de Alzheimer O isolamento social acaba trazendo maior chance de complicações que a gente chama de sintomas psiquiátricos em indivíduos podem ficar mais agitados os indivíduos muitas vezes pedem as cortinas de sair de casa e fazer fisioterapia ou fazer um estímulo cognitivo fora de casa o grupos de encontro então isso realmente portalprivado o paciente com demência pode piorar os sintomas psiquiátricos Associados à doença Doutor eu falei bem no início do programa que mais de um milhão de brasileiros têm aí o Alzheimer Essa é a uma doença que acredita-se que vai piorar no futuro Ainda mais por causa da pandemia desse isolamento porque que ela tá então ela é tão comum existe uma explicação Por que então a explicação é primeiro que a gente começa a reconhecer mais né desde 1976 ao final começou e da década de 80 a gente entendeu mais como diagnosticar essa doença uma vez mais um médico se então eles são educados para pesquisar e diagnosticar o que antes era considerado aí são processo normal o idoso Fica mesmo eu quero chamado de esclerosado caduquice né antigamente que hoje com temos que a gente evita a todo custo né hoje a gente entende aqui se não é dentro da normalidade envelhecimento normal não agradeci dentro de perda cognitiva que leva o comprometimento das atividades do indivíduo Então esse é um ponto a gente diagnóstica mais os indivíduos são mais atrás a gente usa as pessoas entendem que isso não é mais normal né E ela Outro ponto é o envelhecimento da população a população mundial está envelhecendo a população brasileira estava envelhecendo da academia não sei como é que nós vamos ficar por aumentos grande né da mortalidade de idosos em relação a cor verde mas o envelhecimento é o principal fator de risco da doença de alzheimer Então à medida que nós temos uma população de mais idosos é mais chance de ter paciência conversa de online a nossa população e Doutora Gerusa para a gente encerrar Qual que é a orientação que a senhora da para quem está assistindo a gente tem um idoso em casa se notar qualquer comportamento diferente é procurar um médico não achar normal aquele esquecimento por mais simples que seja e isso exatamente a gente tá falando agora numa situação que os idosos estão vacinados né então embora a gente não isso não não signifique nesse momento da cozinha uma liberdade mas a gente tem mais segurança indicar que o indivíduo vá atrás de assistência médica assim então ao notaram a perda de memória comprometimento das atividades ou mesmo uma perda de memória que ainda não levou um comprometimento mais que existe um Betinho relação algumas vezes antes indivíduo deve deve procurar uma assistência médica especializadas e o que dizer para família Doutora que tenham ido o Alzheimer em casa Diz aqui é importante nesse momento de isolamento de realmente de falta de Perspectiva da gente sair de casa é criar uma rotina fazer atividades conjuntas do Idoso cuidador que traga um pouco de relaxamento então tem muitas atividades fazer artesanato fazer pintura vai fazer alguma atividade física mesmo em casa Se for possível né fazer um alongamento então tentar trazer uma rotina nesse momento da Academia nesse momento de isolamento social se morar perto de um parque por exemplo pode ir com as cara fazer atividade física no lugar abertos né isso é importante fazer uma caminhada por exemplo está importante pra melhorar tanto a evolução da doença e também dos distúrbios comportamentais de uma maneira geral então importante a gente sempre mantém o nosso corpo e o nosso cérebro ativos sim sim isso é o mesmo a gente sabe que a atividade física aeróbica regular ela é importante para prevenção tem trabalhos até mostrando que aumenta aquela região aquela estrutura que eu falei o hipocampo né e manter o cérebro ativo é importante como forma de prevenção são aumentasse na cidade dos neurônios uma vez a doença instalada para a gente tentar também retardar a progressão da doença mais rapidamente tentar retardar a progressão da doença impedir que a levou a lua mais rápida Doutora Gerusa eu sei que a senhora tem muito atendimento aí por isso eu já vou encerrar mas antes eu quero agradecer a sua participação que não sabe da vida obrigada pelo convite estou à disposição então mais uma vez muito obrigada E você de casa não saia daí Porque o saúde a vida ainda não acabou a gente vai continuar falando sobre Alzheimer sim só que por um outro ângulo o da família não sai daí a gente volta já é [Música] E aí [Música] E aí [Música] [Música] a saúde é vida de volta e hoje a gente tá falando sobre Alzheimer uma doença que atinge só aqui no Brasil mais de um milhão de brasileiros número bem alto né como você tá acompanhando no primeiro bloco A gente conversou com uma médica falando aí sobre a doença como que é a vida do paciente o tratamento o diagnóstico e agora a gente vai falar com a Mari ela opsonizantes falei certo seu nome mar Ela falou se ela se a Maria ela olha só a gente ela é escritora e fez um livro hoje lançar contando sobre a experiência de como é ter alguém em casa com Alzheimer se alguém não é qualquer pessoa não é a mãe dela não é mesmo amarela é a minha mãe sim Viviane a minha mãe está com a demência de Alzheimer há oito anos ela come o óculos 76 anos apresentar os primeiros sintomas e hoje ela tem 84 então fazem 8 anos que os filhos seus familiares convivem com a minha mãe como a doença de ausar a mãe da Maria ela chama Aninha eu queria que você me Contasse como que era a Aninha antes do Alzheimer fazer essa pergunta Viviane porque eu gosto sempre de reforçar que existe uma pessoa antes de ser acometida pela doença de alzheimer Então se existir uma outra pessoa uma outra mãe que era absolutamente ativa a minha mãe é professora de Formação deu aula a vida inteira no no ramo de pedagogia a minha mãe sempre foi uma pessoa muito envolvida na comunidade projetos voluntários envolvida nos grupos de oração da igreja então eu era uma pessoa totalmente ativa e nos surpreendeu tenho certeza que surpreendeu a ela no início e surpreendeu a nós meninas quando nós percebemos esse início do processo demencial E como que foi esse começo o que que ela começou a apresentar então eu hoje passado todo esse tempo que eu convivo e aprendir o pouco sobre a doença Eu percebo que os sinais iniciais eram muito sutis eu percebo que os sinais iniciais eles eram sinais que eles estavam muito parecidos com sinais do avanço da idade vamos chamar assim se assim a determinados esquecimentos determinados atrapalhos uma certa ansiedade dia dos momentos que exigiam um pouco mais dela mas com o tempo nossos pneus percebemos que aquilo não era só um sinal do avanço da idade que as é mais potencializadas e potencializadas no sentido de o atrapalho rotineiro de coisas que ela fazia com muita facilidade não conseguia mais fazer assim não é uma diminuição da velocidade que a pessoa dava as coisas é uma incapacidade de continuar realizando as mesmas coisas que ela fazia antes então assim coisas muito simples muito simples e aí Vocês decidiram levá-la ao médico não eu eu acho que não foi tão simples assim porque eu acho que nós os filhos a gente vai vai Talvez evitando enxergar que tem alguma coisa errada acontecendo assim Acho que até que a gente chegou ao diagnóstico preciso Nós andamos vários médicos então assim a clínico geral que ela sintoma de ansiedade quem sabe fosse uma depressão fazer exames rotineiros só aparecia e quando a gente chegou no geriatra eu confesso Viviane isso Demorou aproximadamente um ano e meio e nós fomos administrando até ter o diagnóstico preciso foram feitos alguns exames mais sofisticados e Sim chegamos ao diagnóstico da demência se lembra desse dia quando foi dado o diagnóstico lembro com muito muita clareza e com muita muito pesar quando nossos filhos recebemos o diagnóstico da demência de Alzheimer e eu conto isso no meu livro que eu não conseguia pronunciar essa palavra era isso que eu ia te perguntar você demorou né Para falar a palavra Alzheimer então eu conto isso no meu livro que era uma palavra que eu eu não queria para almoçar lá era muito dura para mim eu acho que ela tinha e eu conto isso tinha um viés de vergonha de como assim a minha mãe está com Alzheimer na Então acho que tanto o processo de chegar ao diagnóstico o processo de aceitação energia foi uma jornada não foi não foi um cinto caminho é uma jornada e nesse período aí desde que foi diagnosticado como que tem sido a vida da sua mãe no primeiro bloco como eu disse a gente falou com uma profissional de saúde e que falou que é por etapas é começa leve depois o moderado e depois vai para o Severo no seu livro também você marcou né Foi por etapas como que foi cada etapa você consegue detalhar para gente então o meu livro tá exatamente assim dividido nas três fases um objetivo muito peculiar que poderá auxiliar outros filhos e outras famílias a entender em esse processo demencial e um famílias foram pegas tão de surpresa com a minha então se hoje eu tivesse que detalhar as três fases eu te diria que a fase e da Doença ela vem muito associada aos sintomas normais da velhice e que hoje eu consigo prestar atenção que esse percurso estava alterado quer dizer não eram esquecimentos normais não eram não eram atrapalhes normais existe uma potencialização da desorganização dela tanto física e eu me refiro a condição de como se vestir adequadamente a saber a temperatura que tava na rua para poder acertar roupa quando mental existiu muito atrapalho na fase leve acho que na fase moderada Viviane a gente vai enfrentando a situações à medida que elas vão aparecendo e eu te confesso que na fase moderada quando a gente percebeu os primeiros sinais assim que ela por vezes se atrapalhavam para não te conhecer como filhos se atrapalhava para reconhecer as netas o tio uma característica muito forte que aconteceu com a minha mãe na fase moderada que é a síndrome do pôr do sol assim que é uma agitação ao entardecer e essa agitação ela vinha muito associada a medo angústia ansiedade a não querer ficar sozinhas e eu acredito que hoje na fase Severa que a minha mãe se encontra da doença o que nossos filhos mais somos recompensados é ainda pela presença física dela ela tá viva aqui conosco e na verdade é todo o atendimento muito especial cidade diariamente porque ela precisava fazer fisioterapia ela precisa se alimentar adequadamente ela não quer ajuda para absolutamente todas as tarefas que envolvem a presença dela então assim acho que nós somos as o fechados de poder de todos esses cuidados com a doença avançando tão progressivamente ele já que você se emociona ao falar da sua mãe imagina essa é uma doença que que não afeta só o paciente né a família toda acaba ali se envolvendo sofrendo vivendo aquela expectativa de cada dia como que é para família assim tem alguém com Alzheimer o quê que vocês precisarão fazer teve adaptação Como que foi o new mais vocês as irmãs então tem uma frase que diz Viviane que se você encontrar uma família aonde a uma pessoa com a doença de alzheimer você encontrou uma família doente é porque a justamente isso você tá trazendo é uma doença que afeta a família inteira curtindo a verdade de sua transformação muito grande na vida dessa pessoa e no caso da minha mãe esperando ela pessoa absolutamente ativa aquela era e a pessoa absolutamente disponível e uma pessoa que resolvia coisas pelos filhos pelo marido pela comunidade tempo inteiro eu costumo dizer que o que a do essa trouxe no primeiro momento para nós foi desorganização nós nos bens organizamos muito o início do processo demencial por não poder mais contar com aquela mãe que a gente tinha era uma outra mãe eu tenho privilégio de ter irmãos muito participativos nós somos uma família de três irmãos eu brinco que cada um assumiu uma frente trabalho então eu digo que eu era o RH eu cuidava da cuidadora da eu trabalhava em casa que tu contratado o fisioterapeuta e acompanhava eu digo que o meu irmão era a pessoa operacional porque precisa fazer algumas adaptações na casa né o paciente passa precisar de de cadeira de rodas passa precisar de andador quer dizer as casas também não são totalmente Preparadas para isso então eu brinco que o meu irmão era operacional e de abrir o administrativo-financeiro porque a família precisa assumir até as pequenas coisas as pontas desse idoso precisa assumir o manuseio com dinheiro com o talão de cheque para o cartão de crédito então eu costumo dizer que não dá para me usar meu sozinho eu acho que a gente precisa de ajuda e é isso que vocês se fizeram né se uniram ainda mais é sem dúvida nenhuma Sem dúvida nenhuma agora amarela quando você descobriu a 8 anos né acho que ainda pouco se falava sobre essa doença e agora a gente tem que falar do mais e é a ideia do livro é deixar ainda mais público ajudar ainda famílias que passam por esse momento e não encontra um alguém algum local para entender realmente como que é a realidade dessa família a ideia do livro é exatamente isso que está trazendo e eu me dei conta disso quando comecei aceitar o diagnóstico eu me dei conta que com algumas poucas pessoas que eu me abrir a dizendo a minha mãe foi diagnosticada com Alzheimer eu me dava conta que fala que trocava semelhanças e características elas eram muito parecidas e elas são muito parecidas independente da família que estava obtenção do processo e quando eu comecei a escrever eu e a pensar que talvez esse fosse o grande objetivo compartilhar com outras famílias as vivências que eu estava tendo na minha E aí eu coloquei um ingrediente a mais Viviane nessa causa que é toda a venda do livro que é direito aos meus direitos autorais ou uma autora serão destinados a pacientes que tratam pessoa as ações que tratam pacientes com demência Eu acho que eu encontrei uma forma de retribuir o quanto que a minha mãe consegue ser bem cuidada que eu gostaria que outras famílias também tivessem as oportunidades livro Aliás só viver sem saber relatos de uma filha sobre o Alzheimer gente tava dando uma olhada no seu livro você retrata né como que é a dor o amor como é fundamental nesse momento e tudo ali com bom humor né histórias da sua mãe e essa vivência sim é eu acho que eu acho que eu fiz o cuidado e procurei justamente isso acho que já é já é um diagnóstico tão Avassalador para família que Cine se nas leituras a gente não conseguir trazer um pouco da levei essa ou seja encontrar o melhor que eu posso encontrar em situações mais difíceis ou um pouco menos sociáveis né porque a gente sabe que tem uma alteração grande de comportamento e optei por relatar com essa com essa leveza e e eu acho que tem todas essas pílulas aí tem as pílulas de Amor o tempo inteiro pílulas de dor não tem como não ter dor e pílulas de um órgão mas eu acho que é uma leitura leve eu acho que que é possível compreender um pouco melhor as fases do Alzheimer a partir do livro e tem alguma parte do livro aí que que você gosta mais que vale a gente ressaltar que algum momento com humor algum momento aquele que você nunca sentiu tanto amor pela sua mãe e qual que é essa parte aí Tem uma parte que eu adoro minha mãe declamava poesias aqui no sul chama-se poesias tradicionais listas e a minha mãe sempre reclamava em bailes em centros de tradições gaúchas né e uma das caminhadas com ela na fase moderada da doença eu escutei assim com uma música num desses Centro de Tradição e perguntei para ela se ela queria entrar e eu botei inocentemente gente vai entrar vai olhar um pouco da música Vai sair e ela me respondeu sim eu quero e Nós entramos só que quando eu entrei com ela viver eu nunca mais consegui tirar ela de dentro desse Baile Ela dançava muito muito feliz eu passei a dançar com ela no baile terceira idade e hoje eu consigo entender como esses momentos até que meio constrangedores no início me fizeram bem bom e me dá um saudade de uma mãe que embora acometida pela doença ainda ela participativa então assim na hora eu acho que até fiquei meio envergonhada filmei o meu Deus eu e a minha mãe dançando no baile depois aqui no domingo tão especial e hoje Eu recordo com muita saudade e me fala uma coisa a gente sabe que não é fácil né cuidar de uma pessoa que tem Alzheimer mas com muita paciência com muito carinho dá para ter momentos como esse né precisa saber levar toda essa dificuldade foi isso aí que vocês conseguiram fazer preciso saber levar e eu acho que precisa colocar em prática o verbo é a negociar com eles com muito carinho e a concordar também com coisas que no início a gente não entende que eles não vão mais entender que não é mais possível fazer grandes questionamentos de grandes enfrentamento eu acho que as negociações elas são permanentes Numa família tem um paciente com Alzheimer é negociação para a hora de tomar banho é negociação Para de se alimentar negociação para hora de trocar de roupa e eu acho que também é é diminuir os enfrentamentos de ficar cobrando as coisas que tu não te lembra disso mas eu acabei de te falar aquilo eu acabei de contar quem é que saiu daqui a gente precisa aliviar e entender que eles não são mais os mesmos e você é a mesma de quando descobriu a doença para agora não eu não sou a mesma eu não sou a mesmo eu acho que eu acho que eu me tornei uma pessoa melhor eu acho que eu me tornei muito mais madura Eu acho que eu passei até um olhar com muito mais compaixão e para as pessoas mais velhas eu acho que eu também passei a entender e a pensar que nós todos vamos ficar velhos se Deus quiser e que tomara que a gente tem alguém para cuidar da gente também então acho que eu eu me tornei uma pessoa melhor tudo isso tá no livro O outro está no livro Tudo está mais vivo esse livro Viviane eu acho que ele desenho além de compartilhar essas vivências com outras pessoas Ele veio para registrar uma história que jamais esquecida na Nossa amiga ele veio para deixar minha mãe Diva para sempre porque as histórias são absolutamente verdadeiras relatados um viés de muita verdade e Ela nos permite viver uma história que não está gravada para sempre nos nossos corações se você já tenha tido algum retorno quem leu seu livro fala nossa me ajudou muito nesse momento sim Eu Tenho recebido Tenho recebido muito instalados através do site que eu posso falar com ela pode pode sim é ao viver sem saber. Com.br o site também nasceu com esse propósito de colaborar com informações para outras famílias e os retornos são tão legais que me deixam tão assim feliz porque as pessoas relatam que ou estão conversando comigo como se eu tivesse contando a história para essa pessoa relato há similaridades de situações que ocorreram na família delas quer dizer eu estou indo já trouxe muda a família Mas o comportamento é muito parecido muito agradecimento se eu fico absolutamente grata por saber que eu consegui entrar em algumas famílias de passar é a minha vivência com algo também pegou muito desprevenida então eu tenho estado muito feliz com a reprodução do livro muito feliz e isso é um tema que ainda precisa ser muito falado aqui no Brasil você percebe isso por mais que a gente tem aí milhões de brasileiros com Alzheimer ainda se fala pouco se sabe pouco sobre essa doença ainda também existe algum certo preconceito O que que você percebe eu percebi como lançamento do meu livro que é como se a gente tivesse aberto o portal de conversa para falar mais abertamente sobre Alzheimer Sem Vergonha e Sem Preconceito Então eu acho que sim é uma doença que ainda tá premiada por esse sentimento de armas como é que eu vou falar isso como é que eu vou falar com a minha mãe tá o comportamento inadequado alterado a sentar isso então parece assim que se acontece no outra família essa família fala com uma certa transparência parece que você também pode falar que o outro também pode falar e parece que nós estamos então junto parece ai não tô sozinha não é só comigo que acontece eu acho que propósito também deste livro e desse projeto é falar vamos falar sobre a usar Não vamos não vamos não vamos esquecer de falar sobre essa doença que acomete milhões de famílias no mundo inteiro você já disse mas eu queria reforçar parte aí da venda do livro vai para a instituição tudo queria para você vai para a instituição que cuida de pessoas com Alzheimer toda a parte que diz respeito aos meus direitos autorais como escritora será destinada integralmente a instituições que tratam de pacientes e com demência até porque esse tratamento não é barato né não é e eu acho que esse privilégio de das famílias poderem contar com ajuda né eu tô podendo fazer podemos realizar então acho que é uma forma de retribuir o quanto que a minha mãe é bem cuidada tem condições de ser avaliada clinicamente semestralmente quer dizer ela tem todo um acompanhamento que o meu desejo é que todos os idosos tivesse em amarela me fala uma coisa seu livro viver sem saber como que é viver sem saber eu acho que é duro mais para os familiares do que parte do paciente embora na fase inicial ela ainda tivesse muitos nuances assim de entender o que estava acontecendo Eu acho que o viver sem saber dói eu acho que dói é mas eu acho que é possível que ele seja enfrentado com muita dignidade e é isso que nossos filhos e um feito durante todo esse tempo tudo que envolve as decisões que precisam ser tomadas tudo que envolve o que será feito com a minha mãe independente dela da gente saber que ela não sabe mais nesse prata é comunicado explicado é dito Então acho que assim viver sem saber acho que não é fácil mas acho que é possível dar muita dignidade é esse ver E é isso que vocês estão fazendo para Dona Ninha é isso que nós estamos fazendo para dona Lídia hoje não sabe Mãe é mãe mas e hoje o que que ela representa para você representa o amor infinito Lidiane ela representa o que o que o relato que eu só conseguir fazer essa Retribuição e que eu talvez nem imaginasse que tivesse alcance tão grande o satelo pelo acúmulo de amor que ela colocou na criação dos filhos e na nossa existência então a minha mãe é um exemplo o exemplo que vai durar para sempre Qual o seu recado para quem está assistindo a gente e tem uma pessoa na família com Alzheimer O que que você deixa para eles nesse momento eu acho que o olhar muito atento para o diagnóstico precoce eu acho que nossos filhos precisamos estar atentos a esses sinais que eles emitem e hoje a gente sabe que o diagnóstico precoce é um grande aliado no espelhamento da doença então assim a ter esse olhar era só olhar e enxergar todos os pais são envelhecentes aos pais vão precisar de ajuda que era Deus que não seja demência que esteja só o pequeno percurso mas assim se houverem alterações que esse diagnóstico precoce poderá auxiliar mundo e o franqueamento acho que enfrentamento e um olhar muito atento ao comportamento dos nossos passos para ela muito obrigada por contar um pouquinho da sua experiência aqui no saúde a vida fico feliz de ter participado e Agradeço o convite Viviane então mais uma vez obrigada a você de casa também muito obrigada pela companhia e audiência e como a gente disse milhares e milhões de brasileiros aí são afetados pela Alzheimer mas como amarela disse a médica no primeiro bloco também falou é possível conviver com esta doença tratando de maneira adequada Então antes de encerrar o saúde EA Vida de hoje a gente vai fazer um pouquinho diferente com o vídeo da mãe da Mari ela a dona Aninha ela fez do ano passado a narração é da própria Mariela e vale muito a pena você conferir agora então tchau a gente se vê no próximo programa se fica aí com a dona Aninha e o seu é que eu me esqueci de alguma coisa você fez ontem 50 anos tá quase que eu reclamava no CTG querendo ficar um E aí em setembro é considerado o mesmo Nacional da luta contra o Alzheimer doença degenerativa e ainda sem cura mas que um diagnóstico precoce e tratamento adequado pode melhorar e muito a qualidade de vida do paciente convivo diariamente com essa doença há sete anos quando recebemos o diagnóstico da minha mãe Aninha o tempo de convivência nos trouxe muitas perguntas incertezas mas também respostas é possível combater o Alzheimer acredito que é possível compreender a doença aceitando esse desafio que se impõe para o paciente e para a família como um amor compaixão respeito paciência conhecimento e diagnóstico precoce lembre-se na doença de alzheimer é a memória que se vai não o amor é E aí [Música]
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