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[Música] Olá chegou aquele momento aqui na tela da TV Câmara Campinas da gente fala um pouquinho sobre saúde dentro do programa saúde é vida e o nosso tema de hoje é Alzheimer Pois é olha só só aqui no Brasil dados do Ministério da Saúde indicam que em torno aí de um milhão e 200 mil pessoas tem essa doença e sem mil novos casos são diagnosticados por ano por isso a gente resolveu trazer esse tema para cá para tirar dúvidas falar o que é diagnóstico tratamento tem cura ou não tudo isso e muito mais quem vai responder para gente olha só é ela que tá aqui na tela comigo já conectada é a doutora Beatriz Vieira Caputo ela é neurologista e faz parte também da Sociedade de Medicina e cirurgia aqui da nossa cidade de Campinas parou todos os atendimentos todos os trabalhos só para falar sobre aí aqui no nosso programa por isso antes de mais nada a doutora Beatriz muito obrigada viu por aceitar o nosso convite tenha certeza que vai ajudar muita gente que tá assistindo o nosso programa nesse momento Obrigada Eu que agradeço é um prazer estar aqui com vocês Doutora Então já vamos entrar né nesse assunto né Eu acho que muito tem que ser falado nos últimos anos né de Alzheimer só que mesmo assim ainda fica aquela dúvida né quando falar a pessoa está com Alzheimer todo mundo se remete assim a pessoa não lembra ela esquece É isso mesmo Afinal o que é o Alzheimer e se essa principal característica o esquecimento como a gente relaciona essa doença hoje É sim o esquecimento no Grau que compromete a independência da pessoa né porque um ou outro esquecimento todos nós cometemos né em maior ou menor frequência dependendo de se estamos cansados estamos estressados Estamos preocupados mas quando este esquecimento de coisas cotidianas adquirem um grau que compromete a independência daquele indivíduo que ele começa a precisar de ajuda de outra pessoa no seu dia a dia a gente começa a ficar preocupado que estamos à frente de um quadro de teste de memória comprometedora a ponto de ser um quadro de demência de Alzheimer O que é o Alzheimer Doutora como que ele afeta a gente está falando aí de esquecimento né então pode-se dizer que o primeiro sintoma é esse esquecimento que acaba como a senhora disse né afetando o dia a dia a rotina da pessoa mas é só isso ou o Alzheimer tem mais sintomas também sim conforme a doença vai evoluindo vão aparecer outros sintomas certo mas assim é Principalmente uma quantidade de esquecimento que impede a pessoa por exemplo uma pessoa que é sempre foi dirigindo até a casa da filha faz 30 anos que a filha mora no mesmo lugar e essa pessoa começa a esquecer este caminho entendeu ou uma pessoa assim que é no ano já esqueceu cinco vezes a senha já precisou trocar a senha do cartão inúmeras vezes né ou uma pessoa assim que você percebe que ela não consegue mais guardar recado né você fala uma coisa para ela daqui a pouco ela pergunta ela começa a se tornar repetitiva né nesse conjunto de sintomas que é uma um agravamento de um esquecimento né que compromete a independência daquela pessoa você começa a ter que ajudar aquela pessoa a fazer as coisas isso nos leva a pensar nessa hipótese de Patologia começaram a esses sintomas esses esquecimentos aí mais graves vai para o médico e aí como que vocês analisam como que é feito esse diagnóstico até chegar no Alzheimer certo então o diagnóstico começa por descartarmos outras patologias né porque problema de tireoide anemia um quadro infeccioso né Por exemplo sífilis tudo isso também pode dar sintomas de esquecimento e não é Alzheimer né também é importante a gente ver a idade do paciente os antecedentes ele já teve problema de trauma de crânio né algum problema de saúde que possa levar um comprometimento de memória e Doutora Beatriz me fala uma coisa né a pessoa começou a apresentar Então esse sintomas aí de esquecimentos aí mais graves né vai até o médico como é feito esse diagnóstico é na base da conversa relatando sintomas existem exames O que que vocês especialistas olham ali como que é essa consulta para chegar até no diagnóstico olha está com Alzheimer primeiro toda uma avaliação clínica do paciente né das patologias que porventura ele já tenha diagnosticado né E nós temos que descartar algumas outras que podem dar sintomas de memória né então problemas de tireoide anemias outras síndromes carenciais e até doenças infecciosas como sífilis HIV hepatites né são patologias que o Clínico vai descartar né antes de deficiência de vitamina B12 antes da gente fazer o diagnóstico de Alzheimer Então esse descartando patologias clínicas um diabetes descompensado uma hipertensão não tratada né um quadro infeccioso que passou despercebido descartar dessas possibilidades levanta-se a possibilidade de uma doença de alzheimer Principalmente se o paciente já tiver uma idade né você tenta oitenta anos que é a idade mais frequente de aparecimento dessa doença né então Lógico que existem Alzheimer que começam precocemente que são os quadros mais genéticos né agora o Alzheimer da terceira idade depois dos 65 anos de idade ele já é um Alzheimer que a gente diz multi fatorial né E que precisa além do exame Clínico além do exame neurológico exame de imagem uma avaliação neuropsicológica do que Quais são as dificuldades do paciente o que ele não consegue mais fazer você fazer testes de me história né testes de orientação espacial orientação temporal né para você quantificar o grau de dificuldade que ele tem apresentado e fechar o diagnóstico porque o diagnóstico apesar de toda a evolução de tecnologias continua sendo preponderantemente Clínico entendi e Doutora a gente tá falando aí Alzheimer diretamente no cérebro né o que que acontece com o cérebro da pessoa que tem Alzheimer a gente tá falando que ela começa a esquecer coisas básicas né como que é isso como se a memória fosse apagando dessa pessoa sim como se ela tivesse dificuldade em armazenar novas memórias por isso que começa com a memória é do dia a dia das últimas coisas né do que ele tá fazendo a memória de trabalho né E vai evoluindo para memória de saberes mais antigos né mas começa mesmo de trás para frente da memória recente para memória mais tardia certo e é um problema realmente no cérebro né o cérebro é uma estrutura assim fantástica porque ele tem uma quantidade de células muito grandes né a gente não sabe direito mas estima-se que existam 80 milhões de neurônios e existem ainda células da guria então é uma quantidade de célula que nenhum tecido tem por isso a complexidade de avaliar né mas a gente sabe que em regiões corticais desse cérebro principalmente nas regiões temporais no hipocampo começa a acontecer uma perda mais acentuada de células né e a área do campo é uma área de memória e isso leva a um comprometimento Inicial muito preponderante da memória imediata Doutora essa mudança toda no cérebro que a senhora tá dizendo essas perdas aí nesses exames que a gente tem né tecnológicos e tecnologia tem ajudado consegue identificar consegue ver diferença numa pessoa um exemplo de 70 anos que tenha Alzheimer e uma que não tem a gente consegue ver essa diferença nesses exames é aquilo que a gente falou né a gente vai somando os exames né e juntando com a clínica porque é só olhar um exame de imagem não vai me permitir fazer um diagnóstico porque eu posso aquilo que a gente acabei de falar né 80 milhões de neurônios é muito para eu numa avaliação numa imagem reduzida já garantir É lógico que é bem frequente que uma atrofia de pocampo Na ressonância magnética corrobora um diagnóstico de Alzheimer Mas eu posso ter uma pessoa com atrofia de hipocampo que clinicamente não tem Alzheimer Então eu preciso juntar o exame Clínico a queixa da família queixa do paciente os outros exames Não posso analisar um exame isolado sem saber da história do paciente e já fazer o diagnóstico entendi Doutor a senhora deu exemplo aí normalmente o Alzheimer aparece Então por volta aí dos 70 75 80 anos mas a senhora disse também que pode ter casos e também de precoce esse precoce seria com qual idade aí o que que a senhora já viu na prática na prática Eu já vi pacientes com 55 anos de idade começando com quadro de Alzheimer e na literatura né até o quadro clínico que iniciou né que o primeiro diagnóstico que ganhou o nome de doença de alzheimer era uma paciente que tinha por volta de 50 anos né E que ela ficou internada no hospital até que ela veio a falecer ele foi feito um estudo anatomo patológico do cérebro correlacionando a clínica dela com aqueles achados né E era um quadro precoce de Alzheimer O que leva a pessoa a desenvolver o Alzheimer Ainda não temos exatamente todo o caminho é que a patologia faz para desenvolver a doença o que nós temos por exemplo é são os achados do cérebro desta paciente né que foi avaliado por um neurologista que era o Alzheimer neuropatologista e que ele encontrou uns emaranhados neurofibilares naquele cérebro que hoje em dia a gente sabe que é um tipo de proteína né que a gente encontra em outros casos que foram avaliados E chegamos ao diagnóstico de Alzheimer por repetição dos mesmos achados né mas o mecanismo fisiopatológico Total a gente não sabe ainda como é que acontece tecnologia nós sabemos que no final você encontra essas alterações anatomopatológicas desses emaranhados neurofibilares no tecido cerebral uma diminuição da sinapses né E algumas alterações metabólicas que estão relacionados ao aparecimento da doença mas nós não temos assim o caminho exato de como que isso acontece para a gente interromper a doença o que a gente sabe é que como existe essa diminuição de sinapse se a gente usar medicamento que melhora a transmissão sináptica nós conseguimos retardar a evolução da doença e é baseado nisso né nos medicamentos anticolinesterápicos que aumentam a quantidade do mistura acetilcolina na sinapse né a gente consegue retardar a evolução da doença Doutora essa é uma doença que atinge homens e mulheres de forma igual ou que se vê também nos estudos na prática que o homem ou mulher acaba sendo Mais vítima Olha é mais ou menos semelhante a frequência Existe assim uma preponderância Parece que um pouco maior em mulheres mas pode ser um viés devido ao fato de que as mulheres atingem idades né são mais longevas do que os homens e Doutora uma outra dúvida explicando aí do motivo né do Alzheimer pode ser hereditário se o meu pai tem Alzheimer eu posso vir a ter o meu irmão pode vir a ter Então é isso é uma pergunta que a gente precisa esclarecer bem os quadros de Alzheimer que a gente é ver serem hereditários e que a gente vai atrás de estudar Isso são os quadros de Alzheimer Quando começa no adulto jovem se o seu pai começa a causar aos 55 anos de idade é interessante que se faça um estudo genético sim agora se o seu pai começa com Alzheimer aos 80 anos de idade não tem muito sentido em ficar preocupado com isso até porque se você perder seu pai com 40 anos de idade você não sabe o que vai acontecer lá para frente se ele teria ou não a doença não é então hoje em dia a gente vê esses quadros e as pessoas ficam preocupadas mas se é um Alzheimer da terceira idade 70 para frente você não precisa se preocupar muito com isso agora o que preocupa é nesses quadros de início precoce aí seria interessante fazer avaliação de médica e dá então diante dessa resposta me corrija é dá para saber então se a pessoa vai ter o Alzheimer no futuro dá para prevenir começar com a medicação para aquela pelo menos retarde para aparecer olha Então é isso que a gente precisa falar o remédio serve para quem já está com o problema não adianta eu antes de ter o problema eu tomar a medicação né ela serve para melhorar a sinopse de quem já tem problema ela não vai Ela pode ter efeito colateral em quem tá bom né ela não vai ser preventiva em quem não tem Alzheimer então remédio para quem já tá doente não é um preventivo o preventivo do Alzheimer continua sendo os bons hábitos de vida né então é boa alimentação atividade física atividade intelectual você tem um hobby você se interessar por continuar ativo não deixar de estudar de ler se interessar por alguma coisa apesar de você já ser uma pessoa mais velha aposentada né você sempre pode procurar ter um desafio para usar a cabeça porque assim como o corpo da gente perde o condicionamento físico se a gente não faz atividade física não é a capacidade mental a capacidade de concentração o uso da memória ela também vai ficar comprometida se eu não fizer o uso dela se eu não pratico leitura né se eu não tenho desafios para problemas para minha cabeça resolver é a mesma coisa que ficar sem fazer atividade física né Então aquela pessoa que qualquer coisinha que ela vai ler ela cansa qualquer coisa que ela vai ler ela acha que já esqueci uma prática diária que ela tem que fazer e Doutora me fala uma coisa a pessoa já foi diagnosticada e com Alzheimer essa é uma doença que ela Age ela vai evoluindo de maneira lenta ou não quando vê os sintomas estão cada vez mais agressivos ela chega a ter estágios não sei se é essa palavra que a gente fala quando se trata de Alzheimer Sim a gente usa esse termo estágio Sim né e assim como que estão a progressão a progressão às vezes é mais rápida às vezes é mais lenta a gente acredita que a progressão seja mais lenta até relacionada com o nível intelectual da pessoa uma pessoa assim que tem pouca alfabetização tem pouca instrução né talvez ela manifeste de uma maneira mais rápido Alzheimer do que uma pessoa que tem um nível cognitivo é maior porque assim o uma pessoa que tem um cérebro que foi feito mais sinapses né ele tem as informações armazenadas e mais locais no cérebro né então se ela perde no local ela ainda tem no outro Tá certo agora uma pessoa que tem baixa estocagem de memória ela vai manifestar mais precocemente a doença por isso que parece que o nível de instrução ele tem uma relação de prevenção da doença certo e Doutora dando uma olhada na internet sobre esse tema eu vi alguns textos né alguns depoimentos que fala a pessoa começa aí com esses esquecimentos né chega um momento que ela esquece até Como ir ao banheiro como se alimentar até que chega uma vez ela fica numa cama é assim em alguns casos por exemplo um paciente com Alzheimer às vezes até os livros de cuidadores falam disso né Por exemplo que às vezes você é tira o espelho Você tampa o espelho porque a pessoa ela não se reconhece mais no espelho ela acha que a outra pessoa que tem alguém falando com ela que pode ser um espião ela com fabula aquilo que ela não sabe explicar né então é realmente a situação vai ficando dramática por exemplo ela não pode ela pode não reconhecer o próprio Companheiro como aquela pessoa porque com o passar dos anos a gente envelhece então o companheiro dela era aquela pessoa da fotografia ali não é esse velho que tá do lado dela agora né então existem esses tipos de confusão de perda de Olha a ponto de você não conseguir reconhecer pessoas né a ponto de você não reconhecer a si próprio no espelho infelizmente e perda da Marcha piora da qualidade de fala né E até o ponto que chega num quadro e que a pessoa tem uma vida vegetativa e fica na cama né quem tem Alzheimer está mais suscetível até outras doenças também tipo um AVC olha pode mas principalmente ele acaba ficando sujeito a ter outras doenças infecciosas entendeu então assim como ele não faz higiene direito como ele perde controle de esfinc ele faz mais infecção de urina como a deglutição dele fica mais dificultosa ele acaba tendo um pouco de aspiração para o pulmão engasgos ele acaba tendo pneumonia também então infecções são doenças intercorrentes que comprometem e até às vezes levam a óbito um paciente de Alzheimer Doutor até tô pensando aqui como formular essa pergunta a senhora disse aí né as infecções é o controle né de ir ao banheiro é essa memória que ele aprendeu Como ir ao banheiro como comer Como engolir ela apagou ela foi destruída por isso que as partes do corpo também começam aí ficar doentes Então porque veja bem É o controle da deglutição ele é todo nervoso né quem controla os movimentos dos músculos da sua pálida da sua deglutição são os nervos né E como você vai tendo uma perda da eficácia da sinapses né então todas essas atividades neurológicas elas vão acabar sofrendo né mesmo as atividades neurológicas tão básicas quanto essas da deglutição da fala né Tudo bem então do nosso cérebro né tudo nosso é do controle dos esfíncters é como se a gente voltasse para trás né quando a gente é Nenê a gente não tem controle de margem de um tempo controle de a gente afoga né tem que aprender a comer tem que aprender a mamar quando você chega nesse processo de doença degenerativa é um ao contrário disso né quando você é bebê você vai aprendendo aqui você vai desaprendendo entendeu aqui você tá fazendo sinapse aqui você tá perdendo o sinal entendeu Doutora a pessoa com Alzheimer ela tem que tomar medicamento para o resto da vida como que é sim o tratamento porque é uma coisa que é colocado sempre né assim é mas por que que eu vou usar um remédio que ele não cura porque nós Infelizmente não temos um remédio que cuida você usa o remédio porque o remédio momentâneamente lente fica progressão da doença então se a sua mãezinha sua vozinha seu paizinho é vai continuar andando sem o remédio por seis meses e com o remédio ele vai andar por mais 12 meses 18 meses o remédio vale a pena entendeu porque é muito precioso você mantém a independência da pessoa para pessoa e para o cuidador né porque o cuidador cada vez mais ele vai tendo o que fazer pelo paciente né então no começo ele só precisa ajudar a pagar conta ajudar aí até a casa da filha né Aí você começa a ter que ajudar a dar banho ajudar a dar comida trocar de roupa então você veja que essa dependência é judia do paciente e judia do cuidador judia do paciente porque por menos noção que o paciente tenha ele tem noção que tá acontecendo alguma coisa errada e é com ele e é muitas vezes nesse momento que possa então quase depressivo né e desgastante para cuidador o cuidador vai tendo que solicitar ajuda porque vamos supor que o cuidador seja da mesma idade que o doente é exaustino demais se não tiver um filho para ajudar se não tiver uma empregada para ajudar né a outra pessoa pode ficar doente né então é pela complexidade desse processo que o remédio é usado Ele não cura mesmo mas se ele aumenta o tempo de independência do paciente isso é bom e é por isso que a gente usa Doutor a senhora falou uma coisa que me chamou atenção porque eu também tenho casos na família de Alzheimer E é exatamente isso que a senhora falou tem uma explicação ele consegue entender o que tá não sei se ele consegue entender o que tá acontecendo mas ele percebe que tem algo de errado apesar de não conseguir se manifestar né como que é isso já consegue dar uma explicação ele não o paciente não consegue se manifestar mas se você conversa do lado deles Fala alguma coisa até relacionado à saúde da pessoa ele tá entendendo que tem alguma coisa errada mas ele não consegue colocar isso para fora existe uma explicação uma parte do cérebro tá entendendo a outra não consegue manifestar mais ou menos isso o que acontece né É como se você fosse você tem um instrumento que tem uma quantidade de sensores quanto mais sensores um instrumento tem mas ele é preciso né E se Esse instrumento vai perdendo sensores ele vai ficando menos preciso e menos capaz de fazer algumas coisas então o paciente pode ter noção Nossa eu era tão bom para fazer determinada coisa agora eu não tô mais acertando né então ele tem num quadro Inicial e moderado da doença uma certa crítica de que existe um problema mas é aquela coisa assim como quando eu estou me desenvolvendo criança pequena né adolescente eu vou aumentando a quantidade de sinapse conforme eu vou aprendendo as coisas aqui acontece um fenômeno ao contrário eu vou perdendo o sinapses e eu vou perdendo habilidades previamente adquiridas né então coisas que eu sabia fazer eu vou deixando de saber fazer seria mais ou menos isso e o passeio de alguns momentos ele tem crítica que isso está acontecendo entendi por isso o papel começaram disse né da pessoa que cuida né do familiar Ou do cuidador é fundamental para ajudar em todo o processo e como o paciente a gente sabe que é difícil que precisa ter estrutura né mas a gente não adianta a gente falar mas como você não consegue mais fazer isso mas né a gente não pode ficar cobrando do paciente a gente tem que explicar Tem que ajudar né e sem acrescentar peso e ansiedade você vai começar a tapar os buracos daquilo que ele não consegue fazer mas tenta não ser não mostrar o seu sofrimento para ele o quanto você tá cansado com isso né porque ele já tem todo sofrimento disso e às vezes ele até tem problemas de comportamento né ele fica ansioso ele fica agressivo e a gente tem que saber lidar com isso porque não dá para resolver tudo só com remédio né tem que ter um ambiente agradável para essa pessoa viver né porque eu não posso ficar jogando na cara dele o tempo inteiro que ele tá doente e Doutora quando a gente fala de Alzheimer aí e família esse a família que começa a prestar atenção que tem alguma coisa de errado porque o paciente não percebe que ele tá esquecendo que tá deixando de fazer as coisas acaba a família ou amigo alguém até do trabalho se essa pessoa ainda for ativa que percebe que Opa tem coisa errada aí não era assim alguns pacientes percebem nitidamente que uma coisa não tá certa mas depois de um tempo isso passa Geralmente quem percebe mesmo é uma pessoa que gosta dessa pessoa e convido com essa pessoa quem percebe é uma pessoa que gosta e convive com ela às vezes uma pessoa mais jovem e neto assim ele não é tão sensível no princípio porque ele Ah já O vovô tá devagar mesmo vai ajuda ele mas tá tudo do mesmo jeito né agora uma pessoa que gosta que tem sensibilidade Que conversa de todos os assuntos com essa pessoa ela começa a perceber sim que tá diferente do que era e que tem um problema de memória que tá se agravando e Doutora eu disse logo no começo do saúde e a Vida segunda eu Ministério da Saúde sem mil novos casos diagnosticados por ano é muita gente tem uma explicação o que que tá acontecendo porque que tantas pessoas eu não sei se agora que a gente está falando de Alzheimer né de uns anos para cá antes da doença existia mas não se falava ou as pessoas estão sendo mais afetadas mesmo Olha isso vem junto proporcionalmente com envelhecimento da nossa população né a nossa população está atingindo idades que ela nunca atingiu antes hoje em dia é comum você ver uma pessoa de 100 anos de idade não é raridade né eu vejo no consultório pessoas de 100 anos pessoas de 90 anos então por conta do aumento da expectativa de vida nós estamos vendo sim mas Alzheimer sensibilização maior os exames que também ajudam né mas aí o que a senhora disse numa outra resposta evitar a doença como fazer por enquanto alimentação atividade física e colocar em o nosso cérebro Nossa memória para trabalhar isso a gente sabe que é importantíssimo assim porque uns 30 anos atrás a pessoa aposentava ela ficava de pijaminha em casa ela não ia fazer mais nada né então era uma perspectiva muito pobre do ponto de vista intelectual Então hoje em dia é muito comum todo ano começo de ano quando tem vestibular Eles mostra aquele gostozinho que passou no vestibular né porque antes a gente tinha uma coisa mais assim é prática para que que ele vai fazer faculdade com 50 anos de idade hoje em dia isso quase que ele faz porque ele quer ele faz porque ele acha interessante ele faz porque ele acha útil não importa que ele já está um pouco mais maduro né e antigamente Ah vai morrer logo porque que ele vai fazer isso então esse tipo de maneira de encarar mudou um pouco né então a gente sabe que esse as atividades intelectuais movem muito a pessoa né inclusive às vezes até tiram ela num quadro depressivo porque ela tá fazendo alguma coisa interessante né então é existe essa questão que se coloca que o fato de você se manter ativo intelectualmente também de certa forma se protege e também é lógico os bons hábitos de vida né ter boa alimentação ter atividade física né são coisas que cuidar das suas patologias caso você tenha diabetes pressão alta ou qualquer outra coisa procurar lidar da maneira que a doença evolua o mais dentro da normalidade né são fatores que vão pesar positivamente no aparecimento de uma doença e Doutora Beatriz quando a gente fala de Alzheimer ou até o nosso cérebro a nossa memória a senhora falou e manter ativo ficar ativo não é igual a gente vê muito hoje né o uso do celular isso também tem prejudicado isso não é estar ativo fica lá horas e horas em rede social em conversa isso não vai ajudar não não vai Isso é um problema que a gente já vê né na população mais jovem né os problemas de teste de atenção né dificuldade de se concentrar em uma atividade muito relacionado com esse tipo de disposição né que às vezes a gente tem que saber limitar né porque acima de uma determinada dose Com certeza é danoso né A internet ela nos facilita um monte de coisa você pode pesquisar muito né mas ela também traz muita coisa que é um lixo que você só vai ficar ali perdendo seu tempo e não fazendo nada de interessante às vezes até deletério né porque tem gente que fica jogando muito joguinho né tem gente que fica muito em rede social gastando o tempo de uma maneira bem discutível e às vezes até se proporcionando sentimentos ruins né porque a rede social é agressiva Então esse é um problema que a nova geração tá enfrentando e a gente tá vendo que a nível escolar temos um pouco de problema nisso entendi Doutor Eu queria que a senhora deixasse um recado referente aí para quem tem um familiar com Alzheimer para quem foi diagnosticado agora enfim Qual que é o recado como que a senhora fala aí para os seus pacientes qual que é esse recado que a senhora pode deixar e para quem está acompanhando o nosso programa nesse momento é assim que procura ajuda né que procure ajuda e hoje em dia além de você procurar o neurologista um médico posto de saúde que são estruturas que podem te dar um apoio existe por exemplo a brasa Associação Brasileira de Alzheimer Se você entra no site da Brás em várias cidades ela tem reunião para cuidador né ela tem orientação de advogado orientação de médico então você pode procurar o auxílio de pessoas dessas variadas áreas que vão ajudar você nesse momento que você precisa de apoio e que você precisa estudar uma coisa que talvez você nunca tinha visto né você vai ter que entender ali com o seu parente uma coisa que nunca tinha passado na sua cabeça então é uma sensibilidade que a pessoa vai ter para encarar esse desafio e o que vai melhorar é o amor né quando você cuida com amor você tem um respeito você não cobra tanto né e leva aquilo de um jeito mais leve que a gente sabe que é sofrido mas o amor pela pessoa que está sendo cuidada o respeito o procurar entender o que tá acontecendo vai favorecer a pessoa vai favorecer o cuidador né levar com menos sofrimento esse momento que eles vão passar junto Esse aí foi o recado então da doutora Beatriz Vieira Caputo neurologista atua também na Sociedade de Medicina e cirurgia aqui de campinas aceitou nosso convite para falar sobre esse tema que eu acredito que seja hoje em dia né de interesse geral né Doutor Beatriz muito obrigada por falar tudo e falar com a gente hoje tenha certeza que foi uma participação muito rica e fica aqui o convite também para participar mais e mais vezes não só do saúde da vida mas do saúde agora do Câmara notícia enfim a gente tem muito quadro aqui na TV Câmara sobre saúde valeu obrigada foi um prazer viu muito obrigada doutora e é você de casa também muito obrigada pela companhia e audiência e se quiser rever toda essa minha conversa com a doutora Beatriz é muito simples entra no YouTube da TV Câmara Campinas que saúde é vida sobre Alzheimer está disponível na íntegra a gente se vê na próxima edição se cuida tchau [Música] [Música]