Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[Música] Olá, pessoal. Mais um Saúde à Vida começando para você aqui na programação da TV Câmara Campinas. E hoje nós vamos falar sobre aleitamento materno. Mas antes de entrar aqui no nosso assunto, eu tenho um recado para você que tá em casa, que para participar do Saúde à Vida e sugerir um tema aqui para o programa é bem fácil, é só você entrar em contato com o nosso WhatsApp. O DDD é o 19, o número é o 97829377. Vai aparecer aí na sua tela também um Qcode para você conseguir acessar pelo celular. Amamentar é muito mais do que nutrir a criança. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os 2 anos de idade ou mais e que nos primeiros 6 meses o bebê receba somente leite materno, ou seja, sem necessidade de sucos, chá, chás, né, água e outros alimentos. Quanto mais tempo o bebê mamar no peito da mãe, é melhor para ele e também para a mãe. Para falar sobre esse tema, a convidada do programa de hoje é a Rosâela Gomes dos Santos. Ela é médica pediatra e também presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Eh, Dra. Rosângela, muito obrigada pela sua participação aqui no nosso programa. Obrigado pelo convite também, doutora. Vamos começar então, né, já que a gente abordou que o aleitamento é fundamental, tem vários várias vantagens, né? Falar um pouquinho então quais são os benefícios da amamentação pro bebê. Então, eh, os benefícios de amamentação pro bebê são inúmeros, né? A gente vai relacionar apenas alguns, eh, que são os mais comuns, né? que são eh de eh menos possibilidade de adoecer, que o leite materno funciona como a primeira vacina da criança, que a criança tem desenvolve uma inteligência maior. Hoje já existem trabalhos de acompanhamento de pessoas que amamentaram exclusivamente até o sexto mês e complementado até os 2 anos, eh, que tem um coeficiente de inteligência maior, né, de capacidade de de adaptação e de conhecimento maior. Então, é importante que a gente eh estimule o leitamento materno desde a primeira hora do bebê. Quer dizer, da primeira hora de nascimento, o ideal é que o bebê já inicie amamentando. Muitas vezes ele nasce um pouco sonado, ele não consegue amamentar, mas ele pode lamber, ficar perto da mãe, sentir o cheiro. Tudo isso já estímulo para produzir a descida inicial do leite, que vai levar essa criança a ter um futuro mais saudável, diminuindo, como nós já falamos, as questões das doenças, né? eh, prevenindo as doenças do adulto como hipertensão, diabetes e outras doenças, né, artrites, tudo isso, doenças autoimune. Inúmeras das doenças que o leite materno já começa a preservar essa criança eh na vida adulta para doencer menos. E também é importante que essa criança eh tenha esse contato inicial, porque o leite é o alimento ideal para a criança. E agora agora nós também temos a possibilidade de falar das mães, né? As paraas mães também é importante diminuir a anemia, eh diminui o risco de câncer de mama, ovário e útero, né? Regride mais rápido ao peso, né? E também a gente pode falar na questão do meio ambiente. Falando em meio ambiente, a amamentação realmente eh de contribui muito para diminuir as a destruição do meio ambiente, porque a cada mamadeira que vai para o meio ambiente, após a sua eh sua não utilização, ela vai poluir o ambiente e poluir as nossas águas, o nosso solo. Então, esse ano nós vamos trabalhar sobre a sustentabilidade que o leite materno produz no meio ambiente. É, e doutora, vamos falar um pouquinho, algumas dicas de como amamentar, principalmente para aquelas mães de primeira viagem, né, que tão aí logo que os filhos já vão nascer daqui a pouquinho, já precisam aí se preparando. Quais são as principais orientações nesse sentido? Olha, hoje a gente começa a preparar o casal, né, para o parto já desde antes de imaginar que eles vão eh quando eles vão querer. Então, o casal quando decide já que tá na hora deles eh terem um filho, eles já devem procurar um serviço de saúde para serem orientados, né, contra vacinas, exames, tudo que eles vão poder fazer, até mesmo antes de ter esse bebê. A partir do momento da gravidez, a mulher deve ser acompanhada no pré-natal e para o aleitamento, ela deve eh procurar um pediatra a partir da 32ª semana de gestação para conhecer o pediatra. Durante essa consulta, o pediatra vai falar sobre as questões das vacinas, sobre as questões eh da vacina que o bebê vai tomar logo ao nascimento, sobre os exames que o bebê vai fazer e como é o processo da amamentação. Então isso vai dando mais garantia à mulher. Então, toda mulher que vá ter eh está grávida, ela deve procurar um profissional, né, pediatra para ter essas primeiras orientações. Inclusive a ANS, os convênios, eles cobrem essa consulta com o pediatra durante o período da gestação. Então ela pode procurar um pediatra ou dois ou três até conhecer as pessoas que vão cuidar do seu bebê, o que é muito importante para que ela não traga todas as dúvidas na primeira consulta, já que muitas vezes o bebê já chega na primeira consulta do pediatra com muitas dificuldades que poderiam ter sido resolvida ainda no período gestacional. É. E doutor, e com relação à amamentação propriamente dita, qual é a principal dica assim pra mulher, né? a primeira vez que ela pegou ali o bebê, que ela vai, né, fazer, ela vai ter esse cuidado, ela vai ter esse cuidado, não, esse que ela vai ter esse contato com o bebê. Como que deve ser feito isso? Então, no pré-natal ela pode lavar as mamas e não precisa hidratar a parte escura da mama, tá? Ela só hidrata a parte mais clara da mama. A parte mais escura da mama, ela não deve usar nenhum hidratante, porque ela vai ficar tornar essa pele muito mais fina e essa pele vai dificultar e vai favorecer a abertura de fissuras e lesões, porque o bebê vai eh abocanhar essa mama durante muito tempo, nos primeiros dias, principalmente. Então, ela não deve hidratar. Essa é uma dica fundamental para que ela tenha uma mama já mais resistente à amamentação, tá? Segunda dica, mamar na sala de parto. Super importante que o bebê, a bocanha, a mama, lamba, a mama, fique junto da mãe já na sala de parto, seja parto normal ou parto cesárea. Algum, qualquer situações dessas é importante que o bebê já fique perto da mãe para estimular a produção de leite, tá? A produção de leite, ela é ela é estimulada já com o nascimento e com essa proximidade do bebê da mama maior. Fora isso, ela deve manter o bebê 24 horas no mesmo ambiente que a mãe, tá? E sempre atender a solicitação do bebê. Se muitos bebês, quando principalmente as mães tomam anestesia para a cesariana, podem nascer um pouco sonado e aí eles não começam a querer sugar no primeiro momento. Mas a mãe deve trazer o bebê, estimular, tirar um pouquinho a roupa dele, deixar ele um pouquinho mais eh eh friorento, né? Com frio, muito mais sonado, um pouquinho ele fica sonado, mas você estimular ele a melhorar isso aí, tá? melhorando essa essa estando perto da mãe e melhorando essa questão dele estar meio sonado, ele ela deve vai favorecendo o aleitamento, porque a descida do leite em algumas mães de primeiro bebê às vezes são um pouco mais tadias, mas é importante que o bebê já sube já nas primeiras horas para que estimule essa descida de leite. passar do tempo, ela vai entendendo a relação dela com o bebê, mas a primeira pega deve ser na sala de parto e ela deve colocar o bebê sempre na barriguinha em contato com a barriga dela e ele abraçando essa mãe que é um momento muito especial. Já na sala de parto, ele vai ficar sobre a mãe e no alojamento eh conjunto, que é o ideal pro bebê, é que ele possa realmente já ir pro seio da mãe, sugar com calma, com paciência, entender que existe uma interação entre um novo ser e essa mãe e essa família e esse ambiente novo pro bebê. É super importante que seja tranquilo, que seja com calma para que ele realmente se encontre aí no novo, no novo lugar, né, saindo do útero, num lugar todo quentinho para um lugar onde tem vozes, onde tem pessoas falando, onde tem figuras, porque o bebê ele não nasce nem surdo, nem cego, então ele nasce escutando e tem uma audição muito boa, tá? E também ele vê, ele pode não ver nítido ainda, mas ele tem a visão ainda turfa e ainda irregular, mas ele já enxerga voltos e pessoas assim de forma ainda deformada, mas eh ainda tem imagens que vão se eh melhorando ao passar dos meses do bebê, tá bom? E doutora, existem algumas mulheres, né, que comentam: "Ah, meu leite secou ou meu leite ficou tá empedrado". Isso realmente acontece? É uma falta de estímulo. Isso. O leite seca, quer dizer, o leite não seca, né? A o a mama é uma fábrica. Então, quanto mais você produz, tira, vai pra linha de produção. Quanto mais você vai estocando, quanto mais você vai tirando, né, do estoque, mais vai produzindo. Então, ele funciona como uma fábrica, tá? Então assim, se você não retirar o leite, o leite vai diminuindo paulativamente e vai secar, né? Nenhuma mama explode, então ela vai secando. Isso acontece muito quando a mãe tem um bebê prematuro, que às vezes nos primeiros dias não está junto dela. Então a gente orienta que ela tire o leite da mama, faça a ordenha a cada 3 horas, como se o bebê estivesse mamando, porque se você não estimular, o leite vai a o organismo vai imaginar que ninguém tá precisando daquele alimento, então ele não vai produzir. Então, se você tirar o leite, o leite vai se mantendo. Então, não existe leite fraco, nem pouco leite. Existe leite pouco estimulado, mas pouco que estimula um pouco o seu bebê na sucção e aí sim você vai ter uma diminuição na produção. O que que é importante? que a mãe que esteja com seu bebê, sempre que o bebê solicite, que ela amamente. Assim vai aumentar a produção. E a mãe de bebê que tá que tá na internado, que não está junto dela durante as 24 horas, que ela estimule ou a coleta ou estimulando que esse bebê na sua visita ao bersário, né, eh, tire leite ou ofereça o leite ou tente que o bebê sugue. Se nós falarmos de um bebê prematuro, extremo, que ainda não vai para o peito num primeiro momento, a gente deve eh orientar essa mãe que ela tire o leite a cada 3 horas, como se o bebê tivesse mamando, que aí a produção vai a vai se mantendo, né, a produção, tá? Isso é uma orientação que a gente dá. Agora, quando a mãe tem muito leite e você não consegue esvaziar todo o leite, aí você tem o empedramento da mama, que é o excesso de leite que ele vai ficando eh localizado nos alvéos, que é onde produz o leite, e vai aparecer um cacho de uva. É como se você tocasse um cacho de uva, vários caroços, né, na mama. E aí o que que acontece? que você vai ter que fazer massagens nessa mama e promover a ordenha. Se o bebê não der conta, promover a ordenha e fazer a doação para um banco de leite, tá? os bancos de leites vão até a casa das pessoas, na maioria das vezes, e pegam esse eh leite doado. E daí eh ela tem que promover, não adianta colocar o leite debaixo da eh da água quente, no banho quente, porque o banho quente ele favorece a saída, porque ele faz uma dilatação dos canais, então favorece uma saída do leite, mas ele aumenta a produção porque existe um fluxo maior de sangue. Então, na outra, eh, depois de algumas horas, ela vai ver que a sua mama voltou a ficar túa e voltou a ficar cheia de leite. Nos casos de hiperprodução, você tem que tentar esvaziar, né, de uma forma aliviador e o bebê para mamar com frequência, tá? E aí a gente tem uma esvaziamento paulatino da mama e a mama vai fazendo uma autorregulação, eh, vai começar a produzir apenas o que o bebê tá consumindo. Lembrando que a introdução de mamadeira num período de amamentação vai diminuir a produção de leite, tá? Por quê? Porque o bebê vai eh estranhar a sucção. Quem suga mamadeira suca com a boquinha fechada. E quem suga eh peito suga com a boquinha aberta, tá? Então a forma diferente pode levar a confusão do bebê. Então ele não sabe se ele pega essa mama com a boquinha fechada ou essa mama com a boquinha aberta. E além de diminuir a produção de leite pela confusão, ele também pode causar lesões nessa mama, porque ele pode morder como se tivesse mordendo o bico da mamadeira, tá? Lembrar também que chupetas também interfere na amamentação. É, exatamente. Eu, você tocou em dois pontos, né, doutora, que eu gostaria de esclarecer mais com relação à chupeta e a mamadeira. Qual que é a principal então recomendação? É porque muita gente faz uso, né? Então o ideal é não fazer uso desses dois utensílios. Isso, principalmente nos primeiros meses. Por quê? Porque a criança está sendo eh aprendendo a fazer sucção. Lembrar que dentro da cavidade uterina muitas vezes ela chupa o dedo eventualmente da mão, eventualmente do pé, uma parte do corpo, mas ainda não é no movimento de sucção de extrair o leite materno da mama. Então ela sai ainda eh e tem o primeiro sensação de que ela de como ela tem ela tem um aprendizado inicial de como ela tem que sugar. Muitas vezes você já vê que a criança já pega de uma forma bem correta. Quando não pega correto, ela tem que pedir ajuda no hospital. Há uma consultora, uma, ao pediatra na consulta. Por quê? Porque se ele não pega bem, ele tem que ele vai machucar essa mama. e machucando a mama, ela vai ter uma dor intensa, o que vai dificultar mais ainda a mamentação. Mas é claro que a mamadeira ela interfere porque a forma de sucção da mamadeira é diferente da forma da sucção do peito. Então, a mamadeira, a boquinha mais fechada, como a chupeta também está eh atrapalha porque ela mantém o objeto dentro da boca, né? E e a boca fica muito aberta com a língua posteriorizada. E a língua no aleitamento, ela tem que ser uma língua para fora, sobre o lábio. Então é sobre o lábio, né? Então ela faz uma sucção diferente. Então a chupeta atrapalha também a sucção. Lembrar que a chupeta não atrapalha só leitamento, ela leva também a doenças para dentro da cavidade oral que pode ser doença sistêmica. essa chupeta pode cair em algum lugar, pode pousar algum bichinho. Então ela acaba depois a pessoa acaba enfiando essa chupeta na boca do bebê, carreando outras possibilidades de outras doenças. Tá bom? Eh, doutora, vamos explicar um pouquinho pro pessoal que tá em casa também acompanhando aqui o que que é o banco de leite humano. Você citou um pouquinho, né, naquela outra resposta e como que ele funciona, que acho importante muitas pessoas que vêm aqui, né, o programa saberem como funciona, as mães que querem fazer doação também de leite materno. Ó, o banco de leite humano no Brasil, nós temos cerca de quase 300 bancos de leite humano aqui no Brasil. Ele funciona da seguinte forma, geralmente são mulheres saudáveis que estão amamentando e que querem doar o seu excedente de leite, tá? Então ela procura um banco de leite no na rede brasileira de banco de leite, quer dizer, ela digita eh como num num site de busca Rede Brasileira de Banco de Leite Humano, vai abrir o site da Fio Cruz, aí vai abrir o mapa. Esse mapa vai indicar qual ela, ela aponta para cima do estado onde ela tá, vai abrir a lista dos bancos de leite de cada estado, tá? Eh, e aí ela vê qual é o banco de leite mais próximo e faz a ligação. Ao entrar em contato com o banco de leite, o banco de leite já vai dar as primeiras informações e fazer as primeiras perguntas que a tornarão uma futura doadora. Eh, diante do cadastro, eles vão acessar a casa dessa doadora. muitas vezes colher uma amostragem de sangue, porque é importante saber se ela se realmente tá saudável, se não tem nenhuma doença nesse momento, eh, levar os frascos para que ela faça a coleta. Fazendo a coleta, eles avisam o dia que eles vão passar para pegar e eles vão pegar em casa. Então, teoricamente, na grande maioria dos bancos de leite, você faz o contato inicial pelo telefone e depois eles vão até a casa buscar eh esse leite que ela quer doar e também leva uns frascos esterilizado e também fazem orientação de doação. Lembrar que o banco de leite ele não é só para doar leite, ele também é um polo de estímulo ao leitamento materno. Mulheres que têm dificuldade para ser eh para produzir leite e para amamentar o seu bebê, podem entrar em contato com o banco de leite, ir até um deles e também fazer uma consulta de forma gratuita para eh poder melhorar a questão do aleitamento. Mulheres que estão com dificuldade, que o bebê tem dificuldade na pega, mulheres que têm fissura, mulheres que estão com alguma lesão mamilar, podem procurar o banco de leite, que tem pessoas extremamente treinadas em aleitamento para poder fazer o atendimento a a essas mulheres. Interessante esse ponto que até eu desconhecia com relação a esse apoio, né, que as mulheres podem receber através do banco de leite. Muito legal isso. é uma, é porque o banco de leite ele não é um apenas um coletor do leite, ele é um centro de incentivo ao aleitamento materno. Ele tem que funcionar para estimulando que essa mãe amamente o seu filho e na eh na sobra dele é que ele vai ser ela vai ser uma doadora. Então, se ela tem uma dificuldade para amamentar o seu bebê, que que ela faz? ela liga pro banco, eh, vê como é que eles fazem esse atendimento presencial, porque aí cada banco tem uma dinâmica. Tem uns que você pode fazer o acesso direto sem agendar e outros que pedem o agendamento e aí de forma gratuita, ela se dirige ao banco de leite e lá eles passam todas. leva o bebê, não pode deixar o bebê em casa, não. Tem que ir com o bebê para poder observar a pega, observar a sucção, observar a força. Se o bebê não tem um freio dingual que tá dificultando essa sucção, se o bebê já não tá acostumado a sugar mais a chupeta e a mamadeira, entendeu? Então, tudo isso é importante, principalmente aquelas mães que estão com o bebê eh internado nas nas UTS neonatais, devem procurar um banco de leite já para terem orientação de como estocar seu leite, de como poder ajudar esse bebê que tá na na UTI Natal. Então ela, se o hospital que que ela deu a luz não tiver um banco de leite, ela pode ir ao banco de leite mais próximo da região da sua casa e aí obter essas informações, tá bom? Eh, doutora, pra gente já começar a encerrar, então este primeiro bloco, em quais situações pode ter indicação médica paraa substituição parcial ou até total do leite materno? Olha, eh, substituição parcial, às vezes quando a mulher tá tomando uma medicação naquele momento que não pode usar o leite, mas assim mesmo a gente orienta que ela mantenha a retirada para depois ela interromper, né? por exemplo, se ela vai tomar um fazer um exame importante que tem uma substância radioativa, então não vai poder amamentar naquele momento. Então ela tira o leite antes de de tomar essa substância, no período da substância e algumas horas depois ela fica só retirando o leite e ela retoma a amamentação. Então ela vai usar no período que elas não que ela tá usando essa substância eh o leite que ela colheu anteriormente e depois ela vai eh retomar a amamentação. Então essa é uma forma que às vezes precisa de retomar ou algum procedimento cirúrgico, alguma coisa que ela não pode interromper e precisa ser naquele momento, tá? Isso é uma situação. Agora, as situações definitivas como eh mulheres que vão usar radiação, que estão vão iniciar um tratamento de câncer, que aí realmente não vai poder amamentar durante um grande período ou às vezes até um ano ou mais, ela tem que interromper. a gente sempre orienta que seja uma eh uma interrupção eh menos dolorosa pros dois, né? Então que seja uma interrupção lenta, tá certo? Então se houver possibilidade, porque às vezes você tem um câncer que você descobriu às vezes durante o período da amamentação ou uma leucemia ou um câncer de mama que você tem que interromper imediatamente. Então aí você tem que interromper e não vai retomar. Então aí tá assim indicado a fórmula, porque essa mãe não vai continuar, não vai retomar essa amamentação, mas são casos muito pontuais e muito eh não tão frequentes, tá? A mulheres HIV positiva que já não amamenta nem na sala de parto, tá certo? Alguma doença que ela tenha que aí peça na grande maioria são doenças eh infecto contagiosas ou do eh e a mais comum entre a gente é o HIV. Tá certo, doutor? Eu agradeço muito a sua participação aqui nesse primeiro bloco. A gente vai fazer um rápido intervalo porque no próximo bloco nós vamos falar sobre a importância do agosto dourado, que é o mês dedicado à intensificação das ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Nós já voltamos. [Música] [Música] [Música] Estamos de volta com Saúde à Vida e hoje falando sobre aleitamento materno com a pediatra Rosâela Gomes dos Santos. ela que também é presidente do Departamento de aleitamento materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Dra. Rosângela agora neste bloco, né, eu gostaria que a gente focasse especificamente sobre a importância do agosto Dourado essa campanha anual que incentiva o aleitamento materno. Bom, obrigado pelo convite mais uma vez por estar aqui, poder contribuir aí eh com as informações sobre o areitamento materno. Nós estamos esse ano na 34ª Semana Mundial da Amamentação, né? 2025 eh vai abordar como priorizar a amamentação, criar sistemas de apoio sustentáveis. Eh, essa frase que a gente trabalha e é a frase determina o tema do ano, ela é organizada pela UABA, né, que é uma organização internacional e chama Aliança Mundial para Ação e Aleitamento Materno e retoma esse assunto de meio ambiente. O quanto a amamentação contribui para melhorar o meio ambiente ou para diminuir a contaminação do meio ambiente, tá certo? Então, a OAB é uma rede internacional e ela traça o tema eh da semana para todos os países trabalharem. O Brasil a gente trabalha em agosto, no agosto dourado, desde 2017 o Brasil instituiu mês de agosto como mês do agosto dourado. Dourado porque o leite humano é o padrão ouro na alimentação, por isso a gente chama agosto dourado. E aí a gente trabalhava apenas a primeira semana, como a maioria dos países, mas no Brasil a gente tá trabalha o primeiro mês. Então, a gente vai ver muitos, muitos eventos, muitas referências ao aleitamento materno no período do agosto dourado, tá certo? Então, eh, são inúmeros os desafios na questão do meio ambiente no Brasil e no mundo. Eh, e a gente sabe que o aleitamento materno contribui, mas como que ele contribui? primeiro diminuindo os plásticos no meio ambiente, porque quanto menos mamadeira, bicos e chupetas a mamãe usar, a mãe está contribuindo para que eles não vão para o meio ambiente, já que o p o plástico tem uma degradação eh muito demorada na sua na sua destruição, né? Então, a contaminação é muito grande. E aí você imagina que nasceram, nascem ou atualmente a gente considera que nascem 132 milhões de crianças por ano num país. Se você imaginar que durante 6 meses uma criança que só usa mamadeira, ela usa oito mamadeiras e por semestre, né? Então são oito mamadeiras que vão para o meio ambiente. Agora você imagina oito mamadeira eh multiplicada por 132 milhões de crianças que nascem. Então, se você imaginar isso, você vê quanto a gente contamina o a o meio ambiente. Então, aquela mãe quebamenta exclusivamente eh sem bico, chupeta e mamadeira, como orienta a Organização Mundial da Saúde, exclusivamente ao seio, pelo menos por 6 meses, não usando nem bico, nem chupeta, nem mamadeira, principalmente de mamadeira, ela vai est tirando cada mãe individualmente oito frascos de plásticos do meio ambiente, né? Então, só de falar em plástico agora, sem falar na contaminação de outros elementos. É, e tudo bem. E doutora, o leite materno, né? Vamos falar um pouquinho dos benefícios, né, do leite materno também. Você até comentou no primeiro bloco sobre a inteligência das crianças. Isso já tá comprovado. Então, pesquisas já apontaram essa relação direta do leite materno com a inteligência do da criança. Bem, as pesquisas do Rio Grande do Sul, do Dr. César Víctor, é um estudioso em aleitamento materno da equipe da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ela ele trabalha muitos anos com isso. Então ele mostrou que as crianças amamentadas elas têm eh na vida adulta melhor qualidade de vida e melhor qualidade de emprego. Então linkcando a capacidade intelectual, é é certo que a capacidade intelectual da criança eh também depende do meio ambiente, tá? Mas o leite materno com certeza contribui, porque a gente sabe que as células nervosas do sistema nervocentral muito acelerada nos primeiros dois anos de vida, na sua multiplicação do número celular. Então, se você tem essa eh essa essa aceleração e o leite contribui para melhorar, né, a qualidade de vida dessa criança, ela tendo menos doença, adoecendo menos, ela vai contribuir paraa melhora de eh desse sistema nervoso central. Então, se você imaginar que as crianças que têm as suas alimentações negligenciadas, principalmente por qualidade ou quantidade, são crianças que têm déficit neurológico importante. Então, se você já começa bem alimentando leite materno, que tem inúmeras substâncias químicas, algumas até que a gente não sabe qual é a função, né, no sistema nervoso central, mas sabe-se que eh tem DH, tem área, tem muito estimulante do sistema nervoso central, eh também favorecendo com que a criança não adoeça, tendo uma qualidade de vida melhor. Mas esse estímulo lá o sistema nervoso central leva um desenvolvimento neuronológico muito melhor. Então, com certeza, eh, já se contribui e já sabe que isso é um fator importante na contribuição de que essas crianças sejam uns adultos mais saudáveis e com mais sucesso e com mais coeficiente intelectual. E, doutora, sem falar no vínculo que a criança vai criar com a mãe, né? crianças que não foram amamentadas, né, no peito, elas são mais tem uma relação mais difícil com a mãe. Esse vínculo ele é quebrado, não é? Sim. estar com a mãe. É porque você imagina, o bebê fica meses na barriga dessa mãe, num ambiente totalmente eh saudável, recebe todo o alimento de uma forma passiva, não respira eh ainda com os pulmões funcionando, de repente ele sai e vai para um lugar estranho. Não, ele tem que sair pro colo da mãe, pro peito da mãe, estar com essa família, estar com essa mãe, lembrar que o apoio da família também é muito importante. desenvolvimento intelectual e também do desenvolvimento psíquico dessa criança. Então, a relação mãe e bebê é muito importante, mas lembrar que a família também contribui. O o pai não é visita, o pai é um participante desse desse conjunto de estímulos a esse bebê. E também é importante o apoio que ela vai ter da família, das pessoas e até da comunidade. Muitas mães hoje numa cidade como São Paulo estão muito só, não tem parente aqui próximo, mas ela tem o apoio da comunidade, de um amigo, da vizinha que vai lá, que ajuda, que tá junto, que faz uma comida, que participa. Então tudo isso, essa tranquilidade que a mãe tem que ter durante esse período da amamentação, principalmente nos primeiros meses, ajuda muito para que ela fique mais tranquila e esse bebê tem uma relação com o meio ambiente, uma relação com essa mãe de uma forma muito saudável. Então, a o tema da semana desse ano fala não só melhoria do meio ambiente sustentado, como apoio a essas mulheres, que a as organizações sociais, que as comunidades, que a própria eh a própria sociedade, né, produzindo leis que favoreçam com que essa mãe possa ficar com esse seu bebê durante mais tempo, de que possa ter uma tranquilidade para poder amamentar mais sossegada, que as empresas possam fazer locais onde essas mães possam tirar o seu leite e levar eh para casa ao fim da jornada, que ela possa ter aquele momento de pensar no seu bebê e manter o aleitamento colhendo o seu leite na empresa e levando no final da jornada é fundamental para que a gente possa ter toda uma qualidade de vida para esse bebê e uma melhoria de vida para essa toda essa sociedade ao redor. Exatamente. Até mesmo, doutora, as escolas, né, creches que criam esses espaços de amamentação para aquelas mães que trabalham, né, voltou, acabou a licença maternidade, precisa voltar a trabalhar. E aí no intervalo ali da hora do almoço tem a tem condição de ir até a creche e amamentar o bebê, né? tem um espaço ali próprio. É, nós estamos trabalhando primeiro para que as empresas tenham esse espaço para as mulheres tirarem o seu leite, que não são as salas de apoio à amamentação. Isso já é um projeto do ministério, já tá instalado e a empresa que montar uma sala de apoio àamentação vai receber inclusive uma placa do ministério como uma empresa que contribui para melhorar a qualidade de vida das nossas crianças. Então, ela recebe uma placa do Ministério da Saúde. Então, a empresa que tiver interesse em montar uma sala pode linkar no site do Ministério da Saúde, pegar todas as informações e lá tem uma facilidade de montar esse espaço. É um espaço simples, né, de 1,5 m por cadeira para empresas que têm mais de 400 mulheres em idade fértil, eh, uma cadeira suficiente. E aí não falo só empresa, falo nas universidades, nas escolas, né, nos condomínios de empresas. uma pequena empresa, mas ela tá num prédio, então ela pode abrir uma sala de apoio ali para todas usarem, né, todas as pequenas empresas daquele prédio. Então tem muitos prédios comerciais que podem abrir essas salas que favorece com que ela volte ao trabalho e continue amamentando. E porque hoje a gente tem mulheres que ficam alguns dias em home office e alguns dias presenciais. o dia presencial, lamamento e o dia de home office, que ela vai no banheiro, tira o leite, joga fora. Aí é muito ruim, né? Porque além de tá desprezando um alimento fundamental, vai tendo com que essa criança use fórmula, porque se ela tira o leite durante a jornada de trabalho e leva, ela já deixa pro dia que ela não vai eh estar lá com a criança para ser administrado para essa criança. E nós temos trabalhado para que as escolinhas, as creches também aceitem esse leite que a mãe leva. no período eh em que a criança fica na instituição, tá certo? Então isso é é muito importante, mas a sociedade como um todo, as empresas têm que também ter essa responsabilidade social, que é muito importante. Tem países como Uruguai, isso já está na legislação. A sala de apoio à amamentação é uma obrigatoriedade para determinadas empresas que possuem no seu quadro um grande número de eh do de pessoas do sexo feminino. Eh, doutora, tem até uma questão, né, que eu acho contraditória. A licença maternidade é por se meses, porém a Organização Mundial da Saúde recomenda a amamentação eh de até de um até 2 anos, né? Eu a amamentação no peito mesmo, como que fecha essa conta para essas mães que precisam voltar a trabalhar, né? É, então é assim, ó. A a Organização Mundial da Saúde orienta aleitamento materno exclusivo até o sexto mês e complementado com aleitamento saudáveis de seis meses a 2 anos. De 6 meses a 2 anos a gente tem a mãe pode amamentar o bebê de manhã, né? e pode amamentar no final do dia. Se ela tiver leite, ela pode eh deixar o seu leite para complementar uma alimentação no meio da tarde, mas ela já vai ter almoço, já vai ter tido a introdução alimentar, então ela já vai ter eh almoço, jantar, frutinha, outros os alimentos que podem eh contribuir. O problema são aquelas mães de zero a 6 meses, que é leitamento materno exclusivo. Se a legislação é apenas 120 dias, ela teria que voltar com 4 meses. Por isso, ter um espaço que ela possa de quatro a 6 meses tirar o seu leite para poder levar, contribui para que essas essas crianças não sejam desmamadas precocemente, tá? Agora, o que que a gente orienta? A gente orienta que essa mãe 15 dias ao mês começa, principalmente 15 dias, começa a estocar seu leite antes de voltar, porque se ela consegue um volume de leite, ela pode deixar eh esse período eh que ela vai tá fora ainda em amamentação, né, eh exclusiva. Agora, o que que nós temos batalhado junto aos órgãos públicos, junto aos deputados, senadores, que todas as mães tenham a disponibilidade de ter 180 dias de eh amamenta de licença maternidade para fazer aleitamento materno exclusivo. Então, o que que a gente tem observado é que algumas empresas que são consideradas empresa amiga da criança, elas já dão 180 dias, inclusive não dão só 5 dias para o pai, dão até 20 dias. Tem empresa que hoje já dá 2 meses para o pai de licença paternidade. Na Europa, em alguns outros países, a gente vê também a licença parental, que pode ser depois de um ano um dos parentes, o avó ou pai, eh, ou até às vezes um parente mais próximo dessa criança que possa ficar de licença para cuidar. Mas aí não é para amamentação, é mais pro cuidado. E o que é muito importante, ela ter um cuidado de pessoas queridas, próximas, eh, de não ficar institucionalizada durante tanto tempo, né? Porque tem criança que entra às 6 da manhã e sai 6, 7 hor da noite da escola. E aí realmente é uma situação de muito tempo longe da família e do convívio com a a sua a sua comunidade, né, onde ela vai ela tá inserida. Agora, é importante que a gente brigue para que as imprensas possam dar 180 dias, licença maternidade e que também a gente consiga que essas mães continuam a amamentar, porque na prática mesmo a licença 180 dias não garante a todas as mulheres manter o aleitamento por 6 meses exclusivo, porque elas não precisa só do tempo, ela precisa do apoio, de ajuda, de quem ajude a iniciar a amamentação, que os hospitais onde nas esses bebês, tenham pessoas capacitadas para a dar essa informação da primeira da primeira pega do do estar junto com a mãe durante todo o período. E a gente também sabe que muitos bebês, 12% dos bebês nascem prematuros no Brasil, 12% dos nascimentos no Brasil são bebê prematuro. Então, esses bebês prematuro, no primeiro momento, não vão para o seio dessa mãe, eles vão estar longe dessa mãe. Então, que a que os hospitais tenham pessoas qualificadas eh para apoiar essa mãe, para ajudar ela a ordenar esse leite, para ajudar ela a, eh, colocar o bebê no peito, mesmo os bebês que estão na UTI, se não tiverem numa situação mais grave e não forem prematuro extremo, eles podem ir pro seio dessa mãe, entendeu, para fazer essa ajuda. Isso é muito importante. Agora a gente já tem a lei do prematuro, que na verdade não é lei do prematuro, é lei e de bebês que nascem fora do peso. Hoje a gente sabe que a licença maternidade de mães que têm seus bebês internados em UTI, ela é contada a partir da alta do bebê. Se esses bebês ficarem em torno de 14 dias ou mais, tá? Então, bebês que ficarem internados 14 dias ou mais, eh, eles contam a licença. É contados 120 dias a partir da alta deste bebê também. Se mães ficarem internadas mais de 14 dias eh após o nascimento do bebê, se ela ficarem internado por mais de 14 dias, a licença maternidade também é contada a partir eh da alta da mãe ou do bebê. E se pensarmos em gemelar, é a partir do último Gemelar, a partir da alta do último gemelar. Isso eh já é um ganho, ainda já está na mesa do presidente para ser assinado, mas já foi aprovado em todas as câmaras, tá? Eh, e doutora, vamos falar um pouquinho sobre a produção do leite. Tem alimentos que que podem ajudar aí nessa produção. Em contrapartida, tem aqueles aqueles alimentos, né, desculpa, que precisam ser evitados? Ó, na realidade, cientificamente a gente não tem nenhuma prova de que algum alimento interfira na amamentação, tá? Existem, existem relatos individuais, tá? Então, o que que a gente orienta a evitar alimentos cru, principalmente carnes cruas, né, peixe cru, essas coisas que podem levar algum alguma doença pra mãe e consequentemente pro bebê. Eh, a alimentação dela tem que ser eh bem saudável, bem variada, adequada ao período gestacional. Tudo que ela comeu na gestação, ela pode comer durante a amamentação, tá? e que ela coma bastante líquido, que o que a gente sabe que mais interfere na produção de leite não é o alimento em si, é o desrepouso da mãe, a mãe poder descansar, o que a gente sabe que é difícil nesse período, durante o período da amamentação, é difícil ela ter um tempo para descansar, porque o bebê solicita muito. Então ela tem que ter um momento de repouso, momento que ela ordenha o seu leite e a outra pessoa que está perto dela é que esteja ajudando, eh possa oferecer esse leite num copinho para esse bebê num período pra mãe poder descansar um período maior, a ingestão de líquido, né, que o líquido aumenta a produção e o repouso, né, e está um pouco mais tranquila. Então, gestão de chás, existem vários chás eh caseiros que ela pode tomar, mas com cuidado e saber que realmente é um chá que possa ajudar, mas na realidade não é bem o chá em si, é a gesta de líquido. Agora não existe milagre. Bebê que não suga, mãe não produz leite. A sucção é de fundamental importância. Por isso a nossa preocupação com a mãe que fica muito tempo afastada do bebê, que quando aquele bebê nasce e vai para uma utina natal e permanece permanece às vezes mês, um mês, dois meses longe da sua mãe. Então é importante que ela mantenha essa amamentação, que ela mantenha pelo menos essa ordenha, tá certo? Tá certo. Doutora Rosângela, uma dúvida que eu acho que é muito comum entre as mães é como e quando saber que o bebê já tá satisfeito? Ou seja, o tanto de leite já foi suficiente, preciso dar mais, não preciso. Sempre acho que tem aquela dúvida, ah, meu, meu filho vai ficar com fome, não vai? Ó, então assim, ó, eh, não existe, eu eu falo que a natureza poderia ter feito a mama transparente, né? Ia ver quantos ml o bebê mamou, né? No período da gestação, no período da amamentação, a mameria transparente, que o grande dificuldade ela entender quanto que esse bebê tá mamando, né? Então, que que a gente orienta? Primeiro olhar a mama, segurar a sua mama, examinar sua mama antes da mamada, ver se ela tá, como é que ela tá urgência, como é que ela tá, o peso dessa mama, tá? E aí depois que ele acabar de mamar, ela sentir. Ah, mas aí eu não entendi muito ainda isso. Então a gente pede para ela olhar a diurese do bebê, o volume de xixi do bebê. Bebês que mamam bem fazem muito xixi. Bebês que mamam pouco fazem menos xixi. Xixi mais concentrado, mais amarelado e menor volume. Então é de cinco a oito fralda bem pesada de xixi durante 24 horas. Isso é o que o bebê tem que fazer. Se o bebê começar a manchar a fralda, o bebê começar a fazer menos xixi, se o bebê tiver eh essa dificuldade, ele pode até não estar chorando de fome, tá? Porque às vezes o bebê faz uma hipoglicemia pela baixa ingesta e fica um bebê bonzinho, sonolento, né? Porque ele tá fazendo uma hipoglicemia por falta de ingesto, então ele não vai ter um volume. Então o que que é importante? Veja o volume urinário. Se o volume for de cinco a oito fraldas, bem pesado em 24 horas, uma urina clara, sem cheir, volumosa, o bebê tá bem alimentado, porque a cada 100 ml de leite, 80 ml é de água junto com as vitaminas hidrossolúveis que estão na parte líquida do leite. 20% da gordura. Então, bebê que ingere bastante tem que fazer bastante xixi. Claro, se não tiver uma infecção urinária, não tiver outras intercorrências, para saber, sempre olhando o xixi, que é de forma importante e vai com frequência, deve ao pediatra entre o quinto, entre 7 e 10 dias do bebê na primeira consulta, onde ele vai ser pesado, mas não ficar pesando o bebê toda hora, porque os primeiros dias existe uma perda de peso eh ainda numa quantidade eh considerada normal. Doutora, uma outra dúvida também que aflige muitas mães, quando a criança ou o bebê engasga com o leite, o que que o que que a gente deve fazer no primeiro passo ali? A gente já viu muitos vídeos, né, até em de casos de mães eh socorrendo crianças, os pais desesperados. Qual que é a orientação? A orientação é o seguinte, hoje a maioria da hoje, como uma norma, né, eh, do ministério, todas as mães devem ser orientad como desengasgar os bebês na maternidade. Isso deve ser um treinamento, tá? Todas as mães, todas a equipe da enfermagem, ela ensina as mães no hospital a como tirar, a desengasgar os bebês e aí evitar que ele que ele engaje. Então isso é importante. Segunda coisa, é evitar que o bebê engasgue, tá? Primeiro é mamar, colocar o bebê de barriga para cima, nunca colocar o bebê de bruo ou se colocar de lado, ele tem que ser escorado para não virar de bruço. Mas o ideal é sempre com a barriguinha para cima, tá? Primeira, primeiro ponto importante, evitar que ele também eh tenha coberta ou panos ao seu redor que possam cobrir sua cabeça, porque aí não é engasgo, aí é uma sufocação eh por falta de alho, ele acaba eh comprimindo aquele pano sobre o rosto e pode se sufocar. Então é super importante, cuidado com cobertas, paninhos que ficam do lado, principalmente nos bebês recém-nascidos, tá? Então isso é importante. Se engasgar violentamente e ela não souber manobra, tem que ligar para 190 para ajuda dos bombeiros para fazer. Não adianta fazer manobra de virar a cabeça do bebê para baixo. No máximo tem mãe que aspira o nariz com a boca e a boca, mas nisso não quer dizer que ele consegue desengasgar, porque vai eh vai eh ver, vai depender de como ele tiver o engasgo naquele momento. Lembrando que os engasgos pro leite materno são muito menos graves do que os engasgos pelo pela fórmula, porque o bebê ele controla com a língua a sucção. Então ele controla, né, se ele suga mais ou menos, mas com a mamadeira não, ele não consegue parar porque aquilo tá virado na boca dele e ele vai ingerindo e aí respira e pode engasgar. Mas os engasgos por leite materno geralmente eh acontecem com a posição de dormir, né? Ou porque a mãe também não deixa o bebê um pouquinho tempo antes para tentar eh o arroto, que é comum, né? as pessoas ficarem batendo nas costinhas que não precisa ficar batendo, é só levantar o bebê que o ar que ele engoliu, ele vai levantar e muitas vezes ele traz um pouco do leite que tá sobre essa bolha de ar, tá? Mas se o caso for grave, tem que pedir ajuda mesmo. Se ela não souber desengasgar, tem que pedir ajuda. E os próprios bombeiros, só pelo telefone, eles já orientam como desengasgar, qual é a técnica, porque eles já vão perguntar como é que o bebê tá, que isso vai depender de como o bebê tá. naquele momento, tá bom? O importante é tentar não deixar engasgar, tá certo? É, e doutora, você, né, como pediatra, membro aí da sociedade de pediatria, você acredita que tá tendo uma evolução, uma boa evolução com relação à conscientização sobre o aleitamento materno? Olha, a gente tá tendo uma melhora, principalmente na manutenção do aleitamento materno. Em 2019 teve uma pesquisa nacional em que você observa uma melhora mais significativa no aleitamento dos 6 meses a 2 anos. Parece até uma coisa meio controversa, porque você vê que esse período da manhã até tá trabalhando, mas muitas vezes é porque ela vai de manhã e amamenta e vai depois e ela já tá mais estabelecida a amamentação, né? Então hoje a gente tem muitas mais, algumas mães que nos procuram com dificuldade para desmamar os bebês, porque já tá com dois, três, 4, 5 anos e ainda tá mamando. Então a gente teve um incremento nessa parte que era uma parte muito baixa, mas ainda a gente tem pouca amamentação exclusiva até o sexto mês. A gente tem em torno de 40 e pouco por, né? Eh, a gente precisa chegar a pelo menos 50% agora em 2025 e a 70% em 2030, que é a orientação da da UMS. Então, ainda tem muito a seguir aí para tentar 70% de aleitamento materno exclusivo, né? Eh, para aquelas mães que eh não conseguem. A gente sabe que às vezes no primeiro mês a gente tem em torno de 60%, 69, mas é imaginar que só temos 12% de bebês que nascem e vão paraa UTI, né, que não vão amamentar num primeiro momento. Então a amamentação ainda tem muito bebê aí 20% em média, 20 15 a 20% em média de bebês que não mamar nem mamaram nos primeiros mês ainda, né? Então, a gente ainda tem muito, um caminho grande aí para conscientizar as pessoas. Muito importante que as mães procurem eh informações eh científicas, né? A gente hoje vê muita mãe na internet ouvindo muitas blogueiras, aquelas blogueiras que não amamentaram ou por estética ou porque não quererem mesmo ou porque estão vendendo algum produto como mamadeira, chupeta, bicos e leites, eh proibirem ou não incentivarem a amamentação, falarem: "Não, tem uma fórmula aqui que substitui." Então essa influência da internet tem trazido alguns prejuízos, não só no aleitamento, como todo na formação da criança, né? Então a gente sabe hoje que a gente ter movimentos e ter pessoas falando de coisas científicas relacionadas ao aleitamento materno é de fundamental importância esse problema. de esclarecer a população por pessoas que realmente conhecem a amamentação é muito importante. Então, o trabalho de vocês da TV trazendo eh informações científicas faz muita falta e é muito importante que que atinja realmente a nossa população, porque elas ficam muitas vezes na internet e muitas informações controversas e às vezes informações que trazem uma informação subliminar para comprar algum produto que leva até o desmame mesmo. Então, hoje eh elas têm muito ganho, né? Muitas das influenciadoras têm esse ganho, um ganho grande, né, mostrando mamadeiras, mostrando bico, mostrando chupeta, mostrando elementos que interferem na amamentação, eh falando que pode usar e que usaram tudo isso e acabam eh realmente eh incentivando outras mães ao desmame muito precoce ou às vezes nem iniciar a amamentação. Doutor, eu gostaria de agradecer muito a sua participação aqui no Saúde à Vida e por ter compartilhado tanta informação importante assim com a gente aqui. Obrigada, [Música] muito obrigado pelo convite. Estou à disposição sempre que vocês precisarem, tá bom? O Saúde a Vida fica por aqui. Obrigada também ao pessoal de casa pela companhia. Lembrando que você pode conferir todos os conteúdos no YouTube da TV Câmara Campinas. E não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais. A gente se vê no próximo programa. [Música]