Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Saúde, agora de volta aqui na tela da TV Câmara Campinas. Hoje a gente vai falar um pouquinho sobre anemia, mais especificamente sobre anemia ferropriva. Já ouviu falar? Tem dúvidas sobre esse assunto? Então fique com a gente até o final, porque quem vai tirar todas as nossas dúvidas, falar o que é sintomas tratamento, é o médico André Moraes, ele é oncologista, está aqui na tela comigo. Doutor, muito obrigada por aceitar o nosso convite mais uma vez, né? André, que é um prazer para mim, bom dia a todos. Doutor, então para a gente começar, eu queria entender o que é anemia primeiro. Veja, anemia é uma condição onde a concentração da hemoglobina, Hemoglobina é uma moléculazinha que existe exclusivamente dentro dos glóbulos vermelhos do sangue. Então a gente testa a anemia com um exame simples de sangue. Você colhe o sangue e vê quantos glóbulos vermelhos estão lá presentes para cada milímetro cúbico do material que você coletou. E contando essas células, o valor ideal é entre 4,5 e 5,5 a 6 milhões de glóbulos vermelhos por milímetro cúbico, arredondando genericamente por mililitro de sangue. Então é uma quantidade muito grande de células. E essas células têm uma molécula dentro especializada em carregar sangue, carregar oxigênio, quer dizer, o grande caminhãozinho do oxigênio para o nosso corpo, que é a hemoglobina. A hemoglobina é um tetrama, é um polímero proteico que é, vamos dizer, fundamentalmente consolidado, estabilizado pelo ferro. Então, toda vez que a gente tem uma deficiência de ferro no corpo, seja por algumas razões que depois nós vamos conversar, a gente pode desenvolver, então, anemia por falta de ferro, por deficiência de ferro. Isso leva a uma diminuição da taxa de hemoglobina, que você mede no sangue, e leva a uma diminuição do volume corpuscular do glóbulo vermelho. Então, tem um defeito anatômico no glóbulo vermelho, porque falta hemoglobina. É isso, basicamente. Doutor, e quando a pessoa fala, estou com anemia, ela está doente, então? Anemia é considerada uma doença? Sim, anemia é uma, na verdade, é consequência de algumas condições clínicas, tá? Então, anemia é uma manifestação clínica de, provavelmente, uma doença que pode ser por deficiência de ferro. Tem outras causas de anemia, né, que não são por deficiência de ferro, por deficiência de vitamina B12, por exemplo, ou ácido fólico, né, que não são anemia ferro-priva. A anemia ferropriva é aquela condição clínica que é decorrente da deficiência de ferro, da diminuição das reservas do corpo de ferro, e por isso existe uma deficiência de produção dessa hemoglobina e dos glóbulos vermelhos do sangue. Essa é a condição anemia ferropriva. E doutor, já que o senhor entrou nesse assunto, a anemia ferropriva acomete mais ou menos uns 5% da população, ela é bastante comum ou é a mais comum? Pode ser que seja até mais do que isso. É a mais comum no mundo, talvez seja a condição mais prevalente no mundo inteiro e ela é basicamente, vamos dizer assim, associada à desnutrição. Olha que coisa absurda, né? Se a gente perceber que os dados, vamos dizer, de inteligência artificial que monitoram a quantidade de pessoas que falecem por fome no mundo é um absurdo. É coisa de 20, 22, 23 mil pessoas por dia. Um negócio escandaloso, numa situação atual que a gente tem condição de resolver, isso aí basta vontade política para resolver. Mas o fato é que a anemia, uma boa parte das vezes, ela é decorrente de desnutrição, deficiência alimentar, inanição mesmo. É uma situação bem complexa e ela tem aí os seus desembaraços sociais, culturais e etc. O senhor falou aí da alimentação, tem pessoas que estão mais suscetíveis a ter essa anemia, como criança, grávida, idoso? Sem dúvida, o que você falou é muito importante. Tem condições no corpo, condições inflamatórias dos intestinos principalmente, doenças renais crônicas, consequência de outra situação, a idade, doenças malignas, que é o que eu faço todo dia gravidez, que é uma condição em que a reserva de ferro da mulher grávida ela é exigida mais do que das mulheres que não estão grávidas apesar de que a mulher não grávida perde sangue todo mês na menstruação condições de menstruações não normais, não habituais com hipermenorreia podem levar à anemia ferro-privo por perda do ferro, perda da reserva de ferro, e tem várias condições clínicas que conduzem, que levam ao desenvolvimento do estado de anemia ferro-privo. Agora, nós não podemos esquecer que quando você tem uma anemia ferro-privo em uma pessoa que você investiga essa causa, a gente não pode esquecer daquela população não investigada, daquela população não assistida, que desenvolve anemia por várias situações, inclusive a ferro-priva, por inanição, por fome, que é a situação mais aberrante na nossa sociedade. Mas veja só, a gravidez, como eu expliquei, é uma situação, a hipermenorreia, que é aquela menstruação exagerada e que a mulher precisa ser tratada porque ela acaba desenvolvendo anemia ferro-priva. Câncer é uma situação de hipermetabolismo e às vezes de perda, na maioria das vezes de perda, porque a pessoa às vezes desenvolve com o tumor uma condição em que ele perde sangue no intestino, no estômago, etc., que são lesões presentes ali que levam à perda de sangue junto com o bolo alimentar e as fezes, na condição de doença inflamatória, por exemplo, a doença de Crohn ou a retocolite ulcerativa ou doenças inflamatórias autoimunes do intestino que diminuem a capacidade do intestino em absorver o ferro adequadamente. Obviamente, isso a longo prazo leva a uma deficiência do ferro e, por consequência, a anemia ferro-prima. E, doutor, quando esse tipo de anemia é considerada grave? Veja, a anemia per se, quando você está em um estado leve de anemia, ou seja, existe uma diminuição da concentração da hemoglobina circulante, das hemácias, dos glóbulos vermelhos circulantes, ela pode ser imperceptível. E quando ela é crônica, as pessoas não sentem absolutamente nada. Mas veja, a anemia mais grave, ela leva a uma condição de fadiga extrema, ela pode causar insuficiência cardíaca congestiva, ela pode causar síncopes, ela pode causar infarto do miocárdio, ela pode causar derrames cerebrais, AVCs, isquemias cerebrais. Você ter uma condição de anemia mais grave e exigir dessa pessoa um certo esforço físico pode levar a condições decorrentes da falta de transporte de oxigênio que são realmente graves, que podem levar a pessoa a morrer por causa disso. Então, a anemia é grave, toda vez que ela causa sintoma, a pessoa deve procurar o médico e, obviamente, ela pode ser tão grave a ponto de causar problemas mais sérios, consequências como a insuficiência cardíaca, como eu disse, derrame cerebrais, infarto no miocárdio e outros. E, doutor, esses sintomas vão aparecendo ao longo do tempo, de forma devagar ou eles chegam de repente? Isso depende muito de como a condição da anemia se instalou. Veja, você pode ter uma reserva de ferro normal no seu corpo e ter um sangramento muito grande, e isso leva à anemia. Você perde sangue, diminui a concentração de glóbulos vermelhos no sangue que está circulante, e você fica no estado de anemia. Esse estado de anemia não teve tempo suficiente para provocar aquelas alterações decorrentes da deficiência do ferro, especificamente. Então, a deficiência do ferro, normalmente, ela acontece cronicamente. Então, é uma situação, quando existe deficiência de ingesta, demora seis, oito, nove meses para o estado anêmico começar a se instalar. Porque a gente tem uma reserva de ferro, principalmente na medula óssea, no titano dos ossos, que é útil para essa renovação dos glóbulos vermelhos. Quando você começa a não ingerir ferro, para de ingerir ferro por razões mais diversas possíveis, mas principalmente aí na emissão, demora algo em torno de seis a nove meses para se instalar um quadro de anemia ferro-priva. Não é uma coisa aguda. Então, veja, a anemia, como a gente está falando aqui, ela é uma condição clínica que pode ser causada por várias situações. Perda sanguínea é uma delas. A perda sanguínea crônica, no caso do câncer do intestino, por exemplo, Se a pessoa demora para fazer o diagnóstico, é a mesma situação, ela vai perdendo o ferro da hemoglobina, vai usando a reserva, quando a reserva esgota, não tem mais a reserva, ela desenvolve anemia ferro-priva, em consequência da deficiência de ferro, especificamente falando da anemia ferro-priva. E doutor, um exame de sangue, o senhor disse lá no início, já é o suficiente para detectar, é muito simples? É, é simples. Veja, o exame clínico, olhar o paciente, examinar a cor das conjuntivas, como é que está a coloração no leito da unha, que a gente olha, quando o médico examina, você fala assim, o que o médico quis olhar no meu olho ou na ponta do meu dedo? Na verdade, o que a gente está fazendo é avaliar a coloração, a recuperação do seu leito vascular, Claro, porque isso reflete a coloração do seu sangue. E a anemia, a tradução da palavra anemia, é quando o sangue vai perdendo a cor, não é? Então você perde essa cor vermelha típica do sangue, que é dada pela hemoglobina oxigenada, tá? Entendi. E doutor, feito o diagnóstico, como é o tratamento? aí depende muito do diagnóstico, veja só se você tiver uma deficiência de ingesta, você tem que corrigir a ingestão, primeira coisa que tem que fazer a gente faz reposição medicamentosa, você pode pôr compostos que contém ferro pela boca, vioral sulfato ferroso principalmente essa formulação do sulfato ferroso, quando a pessoa tem a ingesta normal o estômago trabalha bem, etc você pode fazer isso, algumas pessoas não toleram essa reposição do ferro por via oral. Então a gente tem formulações de ferro prontas para serem feitas por via venosa. São medicamentos que têm que ser usados em ambiente hospitalar, isso não é feito em qualquer lugar, não pode ser feito na farmácia ou em qualquer lugar, tem que ser usado em ambiente hospitalar, porque tem alguns detalhes nessa coisa. Nós temos um número muito grande de substâncias hoje que são úteis para fazer esse tipo de reposição. Agora, quando você tem uma causa da perda, por exemplo, tem um tumor no estômago ou tem um tumor, tem uma úlcera duodenal, vou falar uma coisa mais simples, você tem uma úlcera gástrica ou uma úlcera duodenal que sangra eventualmente, você tem que tratar aquela condição para conter, vamos dizer, fechar o ralo da perda e depois fazer a reposição, seja ela por via oral ou por via venosa. Você fala, pode fazer transfusão? A gente usa fazer transfusão de sangue, ou seja, dar glóbulos vermelhos, toda vez a gente faz uma transfusão hoje, não é o sangue inteiro que eu pego de uma pessoa e coloco na veia de outra, a gente separa os componentes do sangue, glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma, plasma rico em fatores de coagulação, para usar especificamente o que a pessoa precisa. Então, a transfusão de sangue pode ser útil na correção de uma anemia aguda, por exemplo, quando o indivíduo perde sangue, fica numa condição que ele está cansado demais, coração batendo muito rápido, muito branco, a pele muito pálida, por conta de falta mesmo de volume circulante, a gente faz transfusão numa situação mais emergencial. O melhor é você corrigir o defeito que levou à condição, no caso da anemia ferropriva. O que está levando à perda do ferro? Você corrige esse defeito, que seria operar um tumor, operar uma úlcera, ou tratar clinicamente uma úlcera, ou tratar de uma doença inflamatória crônica, por exemplo, que é o caso de doença de Crohn, reto colite ulcerativa e outras, para então fazer a correção por reposição. Então você vai dando o ferro, o sulfato ferroso ou o ferro venoso, na medida do que é necessário, para então corrigir isso o mais rapidamente possível e voltar ao normal. Doutor, falando em reposição, dando uma olhada na internet, eu achei um texto que falava que essa reposição, o ideal é fazer no período da manhã. É isso mesmo? Tem algum período do dia que o corpo absorve mais? Exatamente. Na verdade é o seguinte, o ferro que a gente coloca, o sulfato ferroso, que é tolerável pela boca, ele tem que ser, vamos dizer assim, ele tem que ganhar um íon pra ele ser absorvido, tá? Porque lá no intestino onde é absorvido, ele vai ser reduzido outra vez. É tipo um caminho de vai e volta. Quem faz isso é o ácido gástrico, o ácido do estômago, tá? Então, quando você está em jejum, ou quando você vai se alimentar, você toma o comprimido, por exemplo, do sulfato ferroso, toma um suco cítrico, um suco de laranja, uma limonada, isso ajuda a absorção do ferro, por causa desta transformação iônica necessária para que aconteça uma absorção adequada do ferro. Então, existem condições, hepatopatias crônicas, cirrose, etc., que tem outros mecanismos, outros, vamos dizer, outros componentes que entram na absorção e que, obviamente, comprometem esta reposição. Mas, de maneira geral, quando a pessoa tem uma anemia ferropríva porque deixou de comer ferro, que você dá o sulfato ferroso por boca, o que a gente sugere fazer é assim, na hora de uma refeição, na hora do almoço, antes de se alimentar, imediatamente antes, a pessoa toma o sulfato ferroso, toma um suco cítrico, por exemplo, durante a refeição, porque a acidez gástrica nesse momento é mais alta e isso vai ajudar nessa ionização e depois no caminho que o ferro vai percorrer pelo intestino para ser absorvido melhor. Mas, de maneira geral, não existe uma regra assim, ah, deve fazer isso. O que a gente aconselha é isso, porque isso é uma ajuda que você pode dar, que é muito simples de fazer e que melhora de forma importante a absorção do ferro no intestino quando a reposição é por via oral. E doutor, e falando um pouquinho sobre alimentação, só ela é suficiente também, dependendo do caso? A correção da dieta, na maioria das vezes, ela seria suficiente. Quando a gente dá o sulfato ferroso para o boca, o que a gente faz é aumentar a oferta do ferro e usar, vamos dizer, toda a capacidade do intestino de absorver ferro para poder corrigir as reservas o mais rapidamente possível. Normalmente, esse tratamento de reposição por via oral demora dois meses. A pessoa tomando sulfato ferroso todos os dias por 30 dias. E depois mais 30 para fazer a recuperação das reservas. Você consegue corrigir as anemias por deficiência de ingesta. As outras deficiências, quando o cara perde, menstruação, a anemia que, eventualmente, as mulheres grávidas podem desenvolver por, vamos dizer, por requerer mais reservas, essas aí merecem uma atenção diferenciada, né? Porque não é tudo igual para todo mundo, né? Um sapato não serve para todos os pés. Entendi. Mas ainda nessa questão de alimentação, é indicado comer algum alimento específico? O que não pode faltar aí nas refeições? O bife de fígado realmente ajuda ou não? Veja, ajuda, mas ninguém gosta, né? Eu gosto, não posso dizer nada mal do bicho de fígado, eu acho um alimento legal. Mas é uma coisa que culturalmente não está muito próxima da nossa cultura alimentar. Aliás, está ficando cada vez mais distante, não é? Então, quer dizer, olha, se o senhor tratar a sua anemia, você vai ter que comer fígado, o cara vai falar, doutor, não vou fazer isso nunca. Quer dizer, você não consegue resolver o problema. Mas o fato é o seguinte, tem algumas ofertas alimentares que são mais ricas em ferro. Então, por exemplo, a carne, a mioglobina, ela tem ferro. Outra coisa é que toda vez que você come carne, seja de frango, seja de porco ou de vaca, de peixe não, porque é diferente a molécula, mas ela tem um pouco de sangue nela, e você acaba comendo a fonte que tem ferro lá, porque nos mamíferos a hemoglobina funciona igual para todos. Então, essa é uma situação que chama atenção. Agora, tem alguns alimentos vegetais, por exemplo, brócolis, espinafre, que tem uma concentração um pouco maior de ferro. Então, quer dizer, o maior segredo da alimentação é que a alimentação tem que ser variada. Você tem que ter uma oferta variada de alimentos. Não precisa ser todo dia que você coma carne, mas você deve comer uma fonte proteica que tenha carne, porque ela também traz recursos para esse tipo de suporte nutricional que é importante. Então, veja, a nutrição exclusivamente para a reposição do ferro, ela é útil, mas não é somente ela usada. Você tem que fazer uma reposição externa, você tem que dar o ferro, tem que dar o sulfato ferroso para a pessoa ingerir. Mas ela ajuda na manutenção, Que é o que a maioria das pessoas faz. Come variadamente e tem as ofertas de necessidade todos os dias sendo repostas, sendo oferecidas na sua alimentação. E, doutor, quando se fala em anemia e ferro-priva, como ficam os vegetarianos, então? Os vegetarianos têm essas fontes que eu lhe falei, de vegetais. Tem que ter um acompanhamento adequado. Os vegetarianos têm... Vegetarianos e os veganos. Os veganos até mais complexos de fazer, mas os vegetarianos e veganos, eles têm fontes alternativas desses microelementos. Não só do ferro, não é? Não é só o ferro, nas proteínas, por exemplo. É mais complexo você conseguir uma oferta adequada dos aminoácidos essenciais usando só vegetais na sua alimentação, ou cereais também na sua alimentação, mas tem alguns que oferecem muito bem, a soja é um bom suplemento proteico, o grão de bico é um bom suplemento proteico, inclusive é o que eles usam de base para fazer, vamos dizer, esses hambúrgueres vegetarianos, hambúrgueres veganos, eles usam esse tipo de proteína, de fonte proteica. É que a concentração do que você tem que comer disto é maior do que você teria, por exemplo, numa fonte proteica habitual, que seria um pedaço de carne, por exemplo, seja qual for, peixe, ave, sumino ou vaca, carne de gado. Mas tem essas fontes, sim. O que é mais complexo de fazer são os microelementos vitamínicos, até. Então, isso tem que ter um acompanhamento nutricional. A pessoa que opta por uma dieta com exclusão total de carne, que é o caso dos veganos de fonte de proteína animal, que é o caso dos veganos, ou dos vegetarianos que aceitam proteínas outras diferentes de origem animal, como o ovo, por exemplo, e tem outros que comem peixe, outros não comem carne vermelha, existe uma variedade de opções nutricionais alimentares das pessoas, então, acompanhamento adequado por um médico, um nutricionista, que façam, periodicamente, a pesquisa do que está acontecendo no ponto de vista metabólico, e eventualmente acham caminhos de correção dentro daquela opção alimentar da pessoa. Entendi, então. Doutor André, infelizmente o nosso tempo é curto, eu queria que o senhor deixasse um recado aí para quem está assistindo a gente nesse momento sobre a anemia ferropriva, quais as orientações de maneira geral? A anemia, ela causa um sintoma comum que é o cansaço, fadiga. Quando a pessoa chega em determinados níveis de hemoglobina, baixos, mais baixos que o normal, sente mais fatigada, o coração bate mais rápido para fazer exercícios habituais, atividades habituais. Isso é um chamariz. Quando você percebe uma pessoa da sua família que ela está mais pálida, que as mucosas aqui dos olhos ficam mais descoloridas, isso é um sinal direto de anemia. Então precisa ir ao médico, essa é a primeira situação. E toda vez que houver uma condição de perda sanguínea visível, a pessoa tem que ir ao médico. A pessoa não pode perceber um sangramento nas fezes ou na urina, ou eventualmente ter um episódio de vômito com sangue e não ir ao médico. Isso não é cabível. Por quê? Porque você pode estar diante de uma situação que merece uma intervenção, um tratamento específico daquela condição. Não é normal sangrar por lugar nenhum, a menos as mulheres, na fase da menstruação exclusivamente. e mesmo as mulheres que têm menstruações muito prolongadas, muito volumosas, têm que procurar o ginecologista para ter uma orientação, porque isso pode levar à ocorrência da anemia. Um outro recado que eu acho que é importante deixar é que esse nosso mês dedicado às leucemias, ao transplante medula óssea e às anemias é dizer que a anemia não é diagnóstico de leucemia. A anemia é uma consequência de uma leucemia, Mas não o diagnóstico, mas a anemia. Então não tenha medo da anemia. Anemia não é uma doença grave por si. Ela pode ser consequência de doenças mais graves, mas são tratáveis. Então as pessoas quando tiverem esse tipo de manifestação, um sangramento anormal, faqueza, cansaço, adinamia e palidez nas mucosas, principalmente aqui na conjuntiva e aqui no leito unguial, que você aperta a ponta do dedo e vê a cor que fica. Logo, rapidamente, você enche de sangue outra vez, fica vermelhinho. Se isso não acontecer, alguma coisa está errada e o médico precisa ser consultado. Essa é a mensagem principal. Está aí, então, o recado do doutor André Moraes, ele que é oncologista e aceitou aqui participar do Saúde Agora. Doutor, muito obrigada por falar com a gente, viu? Eu que agradeço. Até uma próxima vez. Um abraço para todos. Um abraço para o senhor também. E a gente fica aí encerrando o Saúde Agora com o recado do Dr. André. Se cuida e lembrando, se tiver alguma sugestão de alguma doença, algum tema, quer saber mais, é muito simples. Está vendo esse número que está aparecendo agora no seu vídeo? É o nosso WhatsApp. Faz o seguinte, deixa ele anotado aí no seu celular. Surgiu alguma dúvida, manda para a gente e nós aqui esclarecemos tudo. A gente se vê na próxima edição do Saúde Agora. Tchau! Legenda Adriana Zanotto