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Estúdio Câmara | Não foi um Dia Bom
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Estúdio Câmara | Não foi um Dia Bom

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Estamos chegando. Estúdio Câmara ao vivo na manhã desta quarta-feira, hoje dia 22 de julho. Como você está? Tudo bem? É por aqui tudo ótimo. Nós esperamos que você esteja bem também. Hoje nós vamos conversar sobre o comportamento dos pais e dos adolescentes, né?

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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara ao vivo na manhã desta quarta-feira, hoje dia 22 de julho. Como você está? Tudo bem? É por aqui tudo ótimo. Nós esperamos que você esteja bem também. Hoje nós vamos conversar sobre o comportamento dos pais e dos adolescentes, né? Quero que você pense comigo uma cena bem comum que acontece na maioria das famílias. A mãe pergunta como foi o dia e o adolescente responde apenas: "Não tive um dia bom". Então, quando os pais tentam entender o que aconteceu, acabam recebendo respostas curtas ou um silêncio ou um simples, "Deixa para lá". Mas por que os adolescentes se fecham justamente quando mais parecem precisar de ajuda? Isso também acontece aí na sua casa. Você recebe respostas como não tive um dia bom, nada. Tá tudo bem? Mande pra gente a sua mensagem. O WhatsApp tá aberto na tela para você. Nossa produção te aguarda. 1997829377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. Daqui a pouquinho vamos apresentar os nossos convidados do programa de hoje, que já estão com a gente aqui no estúdio para conversar sobre esse comportamento dos adolescentes, de repente esse silêncio e como nós, pais cuidadores, devemos fazer para eh oferecer o acolhimento e um diálogo ou de repente somente uma escuta. Participe com a gente, estamos aguardando você participar. Produção, aberto com WhatsApp. Tá bom? Agora vamos com informação. A Secretaria Municipal de Educação de Campinas retoma hoje as aulas do segundo semestre letivo de 2026 para cerca de 39.000 estudantes da educação infantil, agrupamento três do ensino fundamental e também da educação de jovens e adultos. Os alunos eles estiveram em recesso, né, entre os dias 13 e 21 de julho. Já as atividades dos agrupamentos um e dois da educação infantil eh seguiram normalmente durante o período. Então, para facilitar a adaptação no retorno às aulas, a secretaria orienta as famílias a manterem a rotina, conversarem com as crianças sobre a volta à escola e também fortalecerem o diálogo com professores, compartilhando informações sobre hábitos, saúde e necessidade dos estudantes. Muito importante essa conexão entre pais, cuidadores e escola e bom retorno aí pra turminha, né? Mais informação chegando para você. A empresa municipal de desenvolvimento de Campinas, a INDEC, interditou hoje um trecho da rua Dr. Sampaio Ferraz, no Cambuí, para a realização de uma obra emergencial de ligação de rede de esgoto executada pela SANASA. O bloqueio ocorre entre as ruas Antônio Lapa e Dr. Emílio Ribas, na altura do número 533. O desvio para os motoristas é pelas ruas Antônio Lapa, Santo Antônio e Dr. Emílio Ribas. Agentes da mobilidade urbana da INDEC estão no local para orientar o trânsito. Agora, a previsão do tempo para hoje. Vamos lá. No sul chuva, né? Então a gente sabe que quando eh tem chuva no Sul, logo em breve chega pra gente a chuva também e nossa frente fria que deve estar chegando logo em breve. Mas o Aquio agora nos diz, mínima 14, máxima 29º para esta quarta-feira. Então bora que bora, né? Se hidratar e fazer desse um excelente dia. Agora sim, voltamos com o nosso tema central e a apresentação dos nossos convidados. A adolescência, gente, é uma fase de descobertas, transformações e também de muitos desafios. Todo mundo passou por ela. Enquanto os jovens eles tentam entender quem são e qual o seu lugar no mundo, os pais e cuidadores precisam aprender a lidar com as novas formas de comunicação, mais autonomia e também mudanças de comportamento que nem sempre são fáceis de compreender. Quando um adolescente diz apenas não foi um dia bom, muitas vezes existe uma história que não está sendo contada. Então, a gente precisa entender essa, o que acontece nessa fase da vida, como a gente faz para fortalecer o diálogo dentro de casa e quais os sinais merecem atenção. Então, é por isso que hoje nós temos dois especialistas no assunto que vão nos orientar a como a gente manejar esse momento, essa fase da nossa do nosso adolescente aí de casa. Então vamos lá, apresentamos a vocês o médico ebiatra Mateus Galo. Seja muito bem-vindo. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Bom dia. Agora com a gente também para completar a nossa dupla de hoje, recebemos a psicóloga e mestre em educação, Rafaela Brisc. Muito bom dia. Obrigada pela sua presença. Eu que agradeço. Muito bem, gente. Vamos lá. A gente precisa entender então, Mateus. Vamos lá, Dr. Mateus. O que acontece no desenvolvimento físico e emocional quando a criança entra na pré-adolescência? A gente precisa entender o que que tá acontecendo na cabeça desse ser que está em uma fase de mudança constante. Sim, com certeza. Assim, essa fase tem transformações biológicas no corpo que são fundamentais. Uhum. A força motriz que empurra aquela criança pra adolescência são essas mudanças da puberdade. Sim. É uma criança que não autorizou a nenhum momento aquelas mudanças acontecerem. Ela não assina um termo de uso que que que pode mudar no corpo dela, que ela vai crescer, que vai mudar a voz, que vai vir pelos e de repente ela tem que lidar com a consequência de tudo aquilo. Uhum. Junto disso tem um processo eh neuronal ali cerebral gigantesco da casa que tá sendo reformada ali. A fiação tá trocando tudo e ele tem que lidar com estresses todos ali da família, da dinâmica, do É uma loucura essa fase. E a parte biológica também é é é relevante assim. Às vezes a gente passa batido, às vezes tem famílias que esquecem, os pais esquecem que o menino não tá ainda 100% pronto, a fiação não tá pronta, ele não dá conta de resolver tudo e isso acaba gerando um tanto de estresse ali em cima do que do tanto que já tem. Olha só, interessante essa colocação, essa sua fala, porque os pais, os cuidadores, a gente vai eh criando a a nossa criança e ela vai desenvolvendo, ela vai crescendo, mas às vezes a gente não tem a a expertise, a gente de repente não busca a informação de que esse ser está passando por transformações e essas transformações acaba de repente sendo pesadas demais para uma pessoa que nem sabe o que tá acontecendo. endo com ela. Então, Rafaela, esse momento de transformação, né, da criança para o pré a pré-adolescência, depois o adolescente, ele mexe com a energia, acho que de toda a casa, né? Não só eh da da criança em si, do adolescente, mas a família que também fica um pouco perdida, porque as atitudes deles nesse momento acabam confundindo os pais também. É, confundem os pais, porque não tem a ver só com o adolescente, né? O que que acontece? Essas mudanças emocionais que acontecem em função das mudanças eh hormonais, elas mexem muito assim com a questão da autoestima. Essas mudanças que o Dr. Mateus falou da questão aí do corpo, né? Ele às vezes não se reconhece muito bem naquele corpo, então ele fica às vezes com vergonha. Então a gente vai ver muitos adolescentes usando aqueles moletons enormes, aquelas calças super largas. porque para eles ainda é diferente mostrar o corpo, né? E tem outro também outro extremo quando as pessoas mostram muito. Enfim, a gente tem uma série de mudanças que estão acontecendo com o adolescente, mas a gente esquece que os pais também estão perdendo alguma coisa, porque eles estão perdendo aquele vínculo infantil. Sim. Que eles também sentem falta, porque antes eles sabia fazer carinho, fazer cosquinha, pegar no colo e agora já não funciona mais. Então isso também é uma ruptura para os pais. A gente não tá falando de um processo que acontece só com o adolescente. A gente também sente saudade dessa fase mais infantil em que a gente era o superherói. E aí quando a gente olha pro adolescente com 12, 13 anos, a gente percebe que assim ele já tem as vontades próprias, nem sempre você vai conseguir escolher mais uma roupa, né? Muitas coisas vão criar embates em casa. Então é uma mudança que sim, mexe com a família toda. Você tem toda a razão. Olha só, né? E mexe mesmo, porque assim, você pensa uma criança, né, o teu filho ali, a pessoa que que nasceu, que tá em casa, que você cuidou, que você criou, de repente já tá maior e aí você fala: "E agora, né?" E aí, às vezes você quer simplesmente conversar, às vezes você quer saber como foi o dia desse pré-adolescente ou desse adolescente e você percebe que o diálogo também acabou, né, nesse momento, nessa fase, e os pais ficam realmente perdidos. Muitos pais relatam que o filho que antes contava tudo passa a dizer uma ou duas palavras diante de uma pergunta, né, do pai ou da mãe. O que que acontece, doutor? Por que essa essa diminuição no vocabulário? Essa diminuição eu acho que vem de um processo muito importante. Eu acho que a Dra. A Raquel aqui, ela acertou assim em cheio assim nesse nessa colocação, essa dinâmica pra família de perder ali aquela aquela aquele vínculo infantil. E de certa forma é o que a gente quer. Acho que toda mãe, todo pai não quer que tenha o filho sempre debaixo da asa ali. Quer ver aquele menino, aquela mulher crescer, sair de casa e ser dependente. Mas esse processo envolve romper um pouquinho esse vínculo infantil. Então, parte desse distanciamento é natural e esperado assim, daquela criança que vai virar um adulto, aquele adolescente, eh, consiga traçar o próprio caminho e fazer as próprias escolhas, sem que tenha o pai, a mãe coruja ali em cima falando o que que tem que se vestir, que que tem que fazer, dando opinião e tudo. É, até queria complementar isso que você tá trazendo, porque assim, eu acho que existe também um comportamento inadequado por parte dos pais, sem a intenção de ser inadequado, né? que essa pergunta assim, como que foi na escola? Como que foi não sei quê? Essa pergunta deveria ser proibida para adolescentes. É porque assim ele não vai assim quando você pergunta isso para adolescente pensa como aquele teto bolinha assim, ele já fechou ali na hora. Porque para ele partilhar isso com você é deixar você invadir o mundo dele. E é um mundo que ele tá construindo, que ele tá querendo ter a identidade dele. Então assim, não é mais tão natural para ele contar. Então, às vezes funciona mais o pai ou a mãe contar um pouco do seu próprio dia. Uhum. E esperar que ele traga, né? E se você percebe assim, ah, que ele tá estranho, tá diferente, se você chega e pergunta, está acontecendo alguma coisa? É o mesmo funcionamento, não vai contar, né? Então, ó, eu percebi que você tá meio triste, se você quiser conversar, eu tô ali no quarto, né? Às vezes isso funciona melhor do que essa pergunta tão direta, né? Porque ele não sabe se ele pode te contar. Porque será que se ele te contar você vai dar uma bronca nele? Será que ele te contar você vai julgar, né? E eu acho que veio muito isso. Apesar dos pais quererem que o jovem cresça, também tem um pouco incentivo à vida adulta, porque parece que tudo que ele faz é errado, né? Então é difícil pros pais de adolescente elogiarem o adolescente, mas eles têm motivos para serem elogiados. Então essa é uma outra também questão que eu acho importante trazer pros pais que estão nos ouvindo, né? Será que você, tipo, lembra das coisas que eles fazem que são legais ou a gente fica o tempo todo buscando que ele tenha um comportamento que seja mais adequado pro que eu espero dele, né? E aí a gente cria um embate, porque você também não é o pai e a mãe que o adolescente esperava que você fosse. Uhum. Né? Então, a gente tem duas expectativas equivocadas, a dos pais de filhos que sejam adolescentes super saudáveis, esportes e vida e namoradas, etc., né? e a dos filhos que esperavam pais às vezes mais compreensivos, mais descolados, menos julgadores, né? Olha só. E precisamos aprender, né, os dois lados para poder ter aí um equilíbrio e um manejo nessa fase da vida. Agora, quando de repente a o adolescente você pergunta, né, como foi o seu dia? fal: "Não, não tive um dia bom, doutor." E aí ele pode o que é não tive um dia bom de um adolescente, o que ele quer dizer através dessa fala? Olha, Rúben, o primeiro ponto dessa dessa desse tema, dessa pergunta, eu acho que tem assim que de reconhecer esse da onde tá vindo essa preocupação. Eu acho que são pais, a pai e a mãe que estão ali preocupados com a criança, com aquele a sua cria, né, de às vezes não tá feliz, de ter, né, de evitar o sofrimento daquela daquele daquele bichinho ali que ele cuidou. Uhum. Já há tanto tempo, né? Mas no mundo, na vida, no dia a dia, a gente não tem só dias bons, assim, a gente às vezes eh rechaça um pouco toda essa ideia de sofrimento e vive em prol de uma ditadura de ser sempre alegre, sorridente o tempo todo. E dias ruins vão acontecer também. E a adolescência é em sua crise, assim, em suma uma explosão, em sua transformação gigantesca, né? é o mundo da daquela criança que desaba e outro que se reergue, então ele vai ter dias ruins também, assim, vai isso vai acontecer. Eh, e às vezes a dinâmica, quem vai resolver isso não é o pai, não é a mãe, assim, acho que às vezes entender esse processo e aceitar esse esse movimento faz parte da É de Concordo. É porque eu entendo o que você tá falando e eu acho que quando que a gente tem que se preocupar, né? Se ele não teve um dia bom, beleza, a gente também tem dias que não são tão bons, mas se isso começa a perdurar, sim, né? a gente tem aí duas semanas de dias não bons, aí talvez a gente tenha que olhar com essa tensão, porque eu concordo, eu acho que realmente nós todos não temos dias que não são tão bons, né? O que que é um dia não bom do adolescente? Às vezes é um dia em que ele não foi convidado para uma festa, né? Às vezes é um dia que os amigos, tipo, excluíram ele num trabalho em grupo. Humum. Né? Então, às vezes são coisas que pra gente não justificam. Sim. Mas para eles assim, é, e o tal a solução desse desse desse problema que ele tá enfrentando, grande parte das vezes não tá nos pais, né? Exato. Não é uma coisa que o pai ou a mãe tenha que virar e resolver e dar a solução, mas às vezes dá um suporte e e pode ser um chocolate quente e um tá tudo bem e dá o espaço para se ele quiser ficar na dele também assim, dá essa essa distância. Mas o ter um dia ruim, não ter um dia bom, é absolutamente normal e comum. Tem os dados da Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar do IBGE, que eles investigam centenas de milhares de de adolescentes na escola. Eh, a última pesquisa foi em 2024, os dados saíram esse ano. 29% dos adolescentes relatam que tem, né, sentimento de tristeza eh com frequência regularmente. Olha isso. Então, isso é uma coisa que faz parte do dia a dia da adolescência, como a gente vive ela hoje. Isso não é uma coisa que tá fora. Acho que o primeiro movimento é de reconhecer isso pros pais assim e de dar esse espaço. É verdade, né? A gente vive no automático. Se a gente para para analisar friamente, nós vivemos no automático, a gente vive correndo, né? às vezes conectado no celular. E aí de repente esse adolescente ele chega e fala: "Oi, como é que foi seu dia, filho?" Né? Como é que foi seu dia, filha? Não, não tive um dia bom. Daí a gente para e fala assim: "Poxa vida, mas pera aí, como que você não teve um dia bom, né? Aí coisa de pai e de mãe, né? Você tem tudo. Você foi eh pro esporte, você foi pra academia, você esteve com seus amigos, você foi pra escola, aqui em casa não te falta nada. E aí você vê me dizer que você não teve um dia bom. a questão da fala, do diálogo, do acolhimento. Rafaela, qual que é a importância disso nessa fase de um turbilhão de sentimentos que esse ser está vivendo? É muito importante, mas assim, você percebe que essa fala que você trouxe é uma fala bastante comum, né, de pais. E na verdade ela sugere assim uma desvalorização do que o adolescente tá falando. Sim. Porque se ele tem tudo e ele não tem o direito de ter um dia ruim, né? Então assim, você está dizendo que ele está errado em ter um dia ruim, né? Então é muito complicado para ele também. E aí ele vai se fechando porque ele sente que tudo que ele falar para você não é legítimo. Ele não está sentindo isso porque você desmerece o que ele tá sentindo. Então acho que o primeiro ponto é entender que o que funciona para você não funciona pro adolescente. Acho que esse é um ponto, né? Se para nós adultos, a gente ter um dia de trabalho tranquilo, onde nada deu errado, eu tenho uma casa para morar, eu tenho uma comida gostosa, etc., já configura num dia bom. Pro adolescente talvez não, porque tem outras preocupações acontecendo, né? E a questão do do diálogo, do conflito, né? Eu vinha para cá pensando sobre isso um pouco e eu acho que é um outro ponto também, assim, fala-se muito do diálogo, mas existe muita dificuldade tanto dos pais quanto dos adolescentes de conversarem. Sim. E isso acontece muitas vezes em função do momento em que as conversas vão acontecer, porque geralmente os pais querem conversar na hora que estão discutindo com o filho e essa hora não vai ter conversa, né? Então assim, se o filho respondeu de uma forma grosseira, não que você não tenha que pôr limites, né? Então até onde também a gente vai com esse limite? Porque ele pode estar passando por momentos difíceis, mas o direito dele de responder grosseiramente e de ser seco com os pais acaba quando ele começa a te ofender. Uhum. Então você tem que se impor o limite e se for conversar sobre isso, é conversar fora do momento da discussão, porque naquele calor da hora, nós adultos também não temos tanta maturidade assim e a gente acaba falando coisas que não devia, né? Então, o melhor momento ali é esperar esfriar um pouco a cabeça, mais tarde você vai e fala: "Olha, não foi legal o que aconteceu e eu acho que a gente tem que falar sobre isso, entendeu?" E assim, pode ser que ele dê abertura e pode ser que não, mas você precisa oferecer o espaço, né? Você é o adulto da relação, né? E é difícil ser o adulto da relação. E é difícil mesmo quem passou aí pela criação, né, de de um ser, desde criancinha, daí pré a a criança, depois pré-adolescente e depois adolescente, daí adulto, você a gente percebe que a gente fica meio perdido mesmo, porque a gente não quer que ele cresça, né? Aí a gente acaba tendo aquela sensação de que estou perdendo o controle, entre aspas, não temos controle de nada, mas a gente sempre acha que tem, né? Então estamos perdendo o controle. E aquele ser, ele fica eh perdido também porque ele quer voar, ele quer se libertar e no mesmo da na mesma hora ele também sente a falta de repente do acolhimento, né? E aí cria-se uma confusão generalizada. E outra, o a criança que está na pré-adolesc que que, né, pré-adolescente e adolescente, o doutor, como como muito bem pontuou no começo, está passando por uma fase que a mente tá em desenvolvimento, o corpo tá em desenvolvimento, tá em mudança e os hormônios estão à flor da pele. Como é que a gente faz com esse negócio? perdão. Com esse negócio de hormônio, doutor, eh, qual que é o impacto dessa mudança hormonal e até quando vai isso? Tem uma faixa etária específica que isso muda? Porque até hoje eu luto com hormônios, então eu já tô, né, quase já no 50 mais. Então assim, a gente tá falando do início de uma adolescência, até quando vai essa mudança hormonal para esse ser, como que faz para trabalhar isso? a importância de ir buscar um eh de repente fazer um checkup num médico e biatra como doutor. Sim. Interessante. Antes de responder, queria só acho que a sua fala aqui agora acho que foi muito rica assim essa tá perdendo o controle nessa sensação da gente da gente ter. Mas na verdade, na verdade mesmo, a gente nunca teve controle de nada, né? Os meus filhos não são meus filhos, são filhos do mundo, né? A gente tá aqui só para poder lançar. E esse esse movimento acontece pesado e acho que é um tema que importante de ser dito assim, muito pouco falar essa, a gente conversa muito do adolescente, do comportamento, mas e os pais, como é que eles ficam, como é que eles sentem, que que tá acontecendo? Muitas vezes isso é um comecinho, isso é um início de um processo de outras perdas que o pai vai ter dessência do controle, ele vai começando a mudar a dinâmica da vida dele. Já é um pai que já tá mais maduro, mãe que já tá numa fase diferente da vida. Isso como as transformações muito significativas e sofridas pros pais também. Uhum. Mas falando do hormônio também da adolescência, da ibiatria, eh a adolescência não é só o hormônio. Às vezes o hormônio acaba e a adolescência continua, ainda fica por um tempo maior, às vezes já vê gente com cabelo branco ainda na adolescência. a aí Beatria vai a dar assistência para esses para essas pessoas enquanto ainda tiverem essas questões, essas demandas eh comportamentais do adolescente. Mas a puberdade vai acabar ali, as aquelas mudanças hormonais vão acabar ainda na antes dos 20 anos, né, até os 16, 17, 18 anos ainda pode ter crescimento, pode ter muitas mudanças. E a as a tanto quanto uma criança pequena, um um um neném passa pelo pediatra para poder eh avaliar o crescimento, o desenvolvimento, questões hoje em dia tá tá em voga também o neurodesenvolvimento, questões do do da do aprendizado e funcionamento global, né? Isso é é o que tá mais eh importante hoje assim na pericultura. O adolescente também tem essa esses esses movimentos eh seriam necessários, né? às vezes é um pouco negligenciado, às vezes passa batido muita coisa e a gente vai descobrindo um adulto que tem questões eh relevantes de saúde para acompanhar. Que que eu acho mais importante assim que a o brilho assim da biatria é porque a adolescência é fase que aquela pessoa tem construção. Então muitos dos hábitos de saúde, dos comportamentos que vão ser fundamentais e que vão mudar drasticamente a a vida daquela pessoa, tá em construção. Então a gente tem uma uma é mais plástico, né? Uhum. Eu acho que é isso que a gente brilha assim na na no cuidado com o adolescente. Muito bem. Muito bem. Olha só, né? Aí precisa de um cuidado específico, um cuidado especial, porque está sendo moldado, né? A tanto o corpo quanto a mente, né? E a questão da saúde mental é muito importante, né, Rafaela, porque a gente sabe que a gente traz coisas da infância e não é só da infância, não, a gente também traz coisas da adolescência paraa vida adulta. E se nesse momento formos um ser que não tem, que é incompreendido, que é negativo, que que de repente não tem aí uma socialização legal, que acaba ficando no cantinho, tal, isso vai refletir na vida adulta. Qual que a importância de nós pais, de repente pararmos, analisarmos, buscar mais informação sobre essa fase de desenvolvimento e até favorecer a esse pré-adolescente ou adolescente uma terapia? Ah, ele não precisa de terapia. Será que não? Porque a terapia hoje a gente pode analisar a terapia como uma forma de entendimento passo a passo da nossa vida. Então, se a gente insere esse adolescente na terapia no início, de repente o impacto lá na frente, quando adulto seria um um entendimento mais fácil, mais tranquilo da vida. Uhum. Sim. Assim, a terapia ela tem esse efeito que você trouxe como se fosse um efeito preventivo, vamos dizer assim, porque você vai estar trabalhando com um adolescente que tá em construção da identidade e ele teria uma identidade mais saudável se ele passasse por terapia. Porém, a gente sabe que a terapia, infelizmente, ela não é acessível a todos, né? porque tem um custo alto, o SUS não dá conta da demanda que existe. E se a gente for pensar em níveis de gravidade, né, não seria possível a gente ofertar a terapia para todos os adolescentes. Então eu penso que tem algumas ações que são terapêuticas, tá? E aí essas ações terapêuticas envolvem você assim deixar o seu filho ou ou propor atividades em grupo, esporte, eh atividades de igreja, atividades assim do bairro, trabalho de voluntariado. Então eu acho que quanto mais ciclos o seu filho poder circular, mais chances dele ter um desenvolvimento saudável, porque ele vai estar se relacionando com pessoas, vai est aprendendo outros modelos de de ser, né, e vai tá encontrando pessoas às vezes mais próximas do que ele acredita que são legais. Então eu acho que hoje acontece assim, a gente tem uma redução dos ciclos, né? Os jovens ficam na escola, muitas escolas do ensino médio ficam o dia todo na escola. né? Então, eh, o que eu vejo bastante assim, tipo, chegando no primeiro ano do ensino médio, os pais tiram de tudo, tira do judô, tira do balé, tira do não sei o quê, vai tirando e vai diminuindo esse ciclo ao invés de aumentar. E é exatamente o oposto que deveria ser feito, né? Porque você diminui os espaços de convívio, aí você tem um jovem que fica só na escola ou no celular. Uhum. Né? E isso é ruim. Isso é ruim porque o excesso do celular aumenta muito a ansiedade, né? Então seria ótimo, né? Eu atendo bastante adolescente de de várias fases e eu tenho adolescentes que não têm assim um componente grave para estar em terapia, mas que por ter uma família que acredita que é importante, ele tem ali um espaço para se desenvolver de uma forma mais saudável. Mas eu também entendo que isso não é a realidade para todos. Por isso é difícil a gente falar: "Não, todo mundo tem que fazer terapia". Seria bom se todos pudessem porque assim, é, a gente também precisa valorizar esses outros espaços terapêuticos. Então assim, uma aula de capoeira, uma aula de música, uma aula de teatro, você também se desenvolve ali, né? Então o adolescente precisa disso, eh socialização, né? Estar eh eh ter aí a a sua formação de identidade, se reconhecer no grupo ali, né? Tem a sensação de pertencimento também que é muito importante nessa fase da vida, né, doutor? Sim. Que dica legal, quarta-feira de manhã discutindo assim de um jeito muito muito eh de fato tem essa redução assim, às vezes a gente vê isso muito vai entrando, vai crescendo, parece que vai eh restringindo o o menino. E essa dica é é eu faço bastante essa dica, não porque assim é tão visível, sabe? Quando você pergunta, mas o que que ele faz, né? Não, eu sou a escola mesmo, porque agora não dá mais tempo de fazer nada, né? Então, e aí assim, será que é esse o caminho, né? Assim, na sua prática assim de acompanhar adolescentes assim, ele deixou de fazer tudo porque vai focar no vestibular, vai fazer dar resultado assim, os que fazem isso passam, mas não passam não, porque aí a gente tem uma outra variável também que que acontece, né? É tendo muito vestibulando, no terceiro eles praticamente morrem, né? Eles não fazem mais nada mesmo, entendeu? E aí que que acontece quando chega nessa época que a gente tá vivendo agora, julho, assim, agosto, eles começam a desenvolver sintomas psicossomáticos, tipo assim, muita ansiedade frente ao vestibular, porque foi tanto esforço que aí isso começa a pesar muito e aí eu começo a encaminhar paraa psiquiatra, porque assim, a gente começa a ter crise de ansiedade. Então assim, não funciona, não funciona. É uma receita falida, mas é muito difícil. Eu tô aproveitando esse canal aqui, né? por favor, porque é muito difícil convencer os pais de que essa receita nunca funcionou. Olha, né? Então não é isso que vai trazer um bom resultado para ele no vestibular. Uhum. Tem muitos caminhos muito baratos, né? Não envolve um custo alto assim. A terapia fica uma fortuna. Se for colocar o menino num c ex também não precisa exagerar também. Tão fortuna. Bom psicólogo não é tão acessível. Não tem bons psicólogos acessíveis também no SUS. Tem um trabalho legal, mas não dá para todos, né? Suprir toda a demanda. É muito legal que nas escolas, igreja, tem centro de saúde, tem grupo de adolescente, tem onde achar ali, tem, é, eu acho que é um caminho assim que eu vejo mais saudável, sabe? A gente a gente assim, ah, mas que que você pode fazer para ajudar, não sei quê, cara, exponha o seu filho a experiências, sim, né? Eu acho que quanto mais experiências de vida ele tiver, ah, mas eu não tenho dinheiro, o que que tem no seu bairro que dá para ele fazer, né? O que que você tá levando ele para onde? Então, então assim, espera-se que o adolescente tenha iniciativa. Eu escuto muitos pais falando isso. Ah, mas ele não busca nada, ele não vai buscar, ele ainda não tem essa autonomia. E aí tem uma explicação neurológica para isso, né? Ele não tem essa autonomia de tomada de decisão, não. Então assim, não espere assim, você vai ter um ou outro jovem que vai ser assim super proativo, se você for ver ele até um pouco hiperativo, mas a maioria dos jovens não tem essa iniciativa. Eles têm uma tendência de se encolher, né, de se resguardar ali, até por conta da transformação do corpo, né, até por conta da questão eh eh de relacionamento também, né, de menino, menina, namorado, estou gostando de alguém, daí tenho vergonha de chegar. Então é uma tendência de de ter vergonha de quase tudo nesse momento. E aí se a gente vamos parar para analisar, você começa a tirar ele daqui dali e não socializa, a tendência é ir para onde? Pro quarto, né? E aí quando a gente fala do quarto, a gente acha que o nosso adolescente ele tá seguro no quarto, mas aí que muita gente se engana, porque no quarto ele tem a internet e ele tem o aparelho de celular ou ele tem um notebook ou ele tem um computador. E aí a gente abre uma lacuna muito grande pra questão, é, da segurança, a questão da saúde mental, a questão do comportamento também, né, doutor, gostaria que você trouxesse um pouquinho disso, porque você veja, nós falamos da socialização, falamos, né, da questão da social e aí de repente a doutora trouxe essa eh eh situação em que eh chega o momento da vida do adolescente que os pais vão tirando eles, né, das atividades para focar só no estudo, mas aí a gente não vê que esse adolescente ele tá numa fase que ele tem vergonha, que ele eh de repente não expressa e ele vai se encolhendo, daí ele vai pro quarto e aí no quarto a gente pode ter um grande problema, não é? Exatamente. O quarto às vezes ele não tá sozinho, né? Ele tá cheio de estranhos ali e de pessoas mal intencionadas, né? Dentro do celular dele, do computador, pessoas que às vezes não são bonzinhas, né? Tem intenções erradas ali. Isso é é é é ignorado muitas vezes pelas famílias. Hoje em dia acho que se fala mais disso, tem uma preocupação maior, mas isso é é importante assim o essa história do desenvolvimento, do da mudança biológica, o cérebro ele é muito plástico, ele responde ao estímulo. Então o adolescente que tá se desenvolvendo fechado no quarto, ele vai trabalhar algumas habilidades de um jeito diferente. Ele vai sair um adulto de um jeito que foi moldado dentro do quarto. Se ele socializa, tá na rua, tá no na na igreja, na escola, no futebol, no judô, tá encontrando as pessoas, ele vai desenvolver de outra forma. Uhum. Mas o uso de telas em si traz uns problemas, traz riscos que às vezes são silenciosos demais pra gente, assim, são casos assim que a gente vê eh a gente conhece já o o rito do que que a gente pode fazer socialmente, com que que qual que é a nossa dinâmica que já tem séculos que os nossos avós faziam desse jeito. Na internet não tem essa esse mesma orientação, esse mesmo rito. E os pais não sabem que que que como é que funciona, os pais não mexem no Discord, nos grupos aonde os adolescentes estão entrando. Então não tem uma orientação e acaba fazendo umas besteiras muito sérias às vezes. Uhum. Já já vi algumas histórias assim, às vezes por pura ingenuidade, por puro eh não entender o que que tá fazendo 100% por não ter uma uma orientação. E a curiosidade ela é muito relevante nessa nessa fase, né? principalmente quando a gente fala de telas, né? Só vai entrando, vai entrando e vai descobrindo. E a gente é autodidata. Não adianta você, o adolescente ele vai, ele tem curiosidade e ele vai descobrir, ele vai conseguir chegar onde ele quer. Não tem como. Eles têm uma curiosidade imensa. E aí a gente fala das telas, né, esses e eh aplicativos, essas eh sites que nós não temos acesso, mas eles têm acesso. Então, a gente precisa se atentar com isso também. Agora quero te perguntar, eh, Rafaela, privacidade, a gente falou, né, deles no quarto, quando que a privacidade ela deixa de ser saudável para o adolescente ou pré-adolescente e passa de repente a virar um isolamento ou essa privacidade tem algo a mais e nós pais precisamos de uma forma de manejar isso, de chegar sem ser invasivo, né, de chegar sem ser agressivo e tentar entender o que tá acontecendo ali. Uhum. Assim, a privacidade ela é super estimada na adolescência, né? Super. Minha privacidade. Com licença. É porque assim, antes dos 18 anos, entendeu? Ele não tem que que ter tanta privacidade assim, entendeu? É claro que você não vai conseguir, né? eh verificar tudo que ele tá fazendo e tudo que ele tá vendo, mas os pais não deveriam se preocupar tanto em dar tanta privacidade, porque a privacidade pode virar um risco pro adolescente, né? Então assim, às vezes eu vejo o pais assim, não, mas você pega o celular, você não pode pegar. Eu entendo que tem algumas coisas que sim são assuntos do adolescente, né? Mas se você percebe que tem alguma coisa que não tá legal, você tem sim o direito de ver o que tá acontecendo. E eu acontece bastante isso no consultório também. Às vezes os pais falam: "Não, e aí depois de um tempão eu descobri que ele estava jogando bets". Uhum. Tipo assim, e aí já foi não sei quantos reais, entendeu? Então assim, foi o raio da privacidade. Então não é que a pessoa não tem o direito de ter privacidade, mas algumas coisas você tem o direito como pai de saber. Então assim, não, mas por como que eu vou impor isso? Simples. Você é o pai, ele é o filho, né? Você sustenta ele logo, entendeu? Você tem o direito de saber o que está acontecendo. Sim, né? Então, eu acho muito delicada essa questão da privacidade, porque as pessoas acreditam que cada um pode fazer de um jeito, só que o jovem com menos de 18 anos, ele não tem muitas condições assim de tomar decisões. E às vezes a privacidade você só tá dando espaço para que ele cometa erros às vezes muito complexos, né, de bullying nas redes sociais. Então a gente tem histórias aqui em Campinas mesmo, né, em escolas que pessoas foram expulsas porque cometeram bullying nas redes sociais. O que que essa privacidade trouxe de benefício? Uhum. Né? Então assim, ele precisa de um espaço dele aonde ele pode se desenvolver e saber quem ele é? Sim. Tá. Mas a privacidade é uma questão muito delicada, né? Os pais não deveriam ficar tão reféns da privacidade de um adolescente. Ele ainda não é adulto para ter privacidade. Quer ter privacidade, vai se formar, vai trabalhar, ter o seu dinheiro. Aí você pode ter privacidade. Às vezes eu tenho que ensinar os pais a serem pais. Porque pensa nós, né, na nossa época, se eu falasse pra minha mãe que eu queria privacidade, entendeu? Exato. Essa palavra entrava no quarto a hora que ela queria e assim ai de mim privacidade. Então, às vezes eu tenho que retomar com os pais e perguntar assim: "Me escuta, mas quando você era adolescente, os seus pais permitiam?" Não, por que que você tá permitindo? Tô entendendo, né? Então, existe assim uma dificuldade, né? Acho que um medo tão grande de repetir o erro dos pais que aí eles vão pro outro extremo e aí eles não não sabem achar esse meio meio do caminho para eu não ser igual os meus pais foram comigo, mas eu também não ser o outro extremo que eu deixo tudo, né? E assim, a adolescência problemática, ela é sempre fruto de uma infância problemática. Uhum. Não, ele não chega na adolescência do nada. Então, às vezes foi uma vida inteira sem limites, sem, né, questões importantes da infância e aí ele vira um adolescente super difícil, né? E aí o adolescente é que é oculado. Olha só que interessante, né? Eh, privacidade. Mas como era, né, quando você estava na pré-adolescência, você lembra? É o que a Rafaela trouxe pra gente, doutor. Como é que faz, então, pra gente poder minimizar toda essa situação? E a importância da do acolhimento, a importância da escuta, às vezes é importante a gente só ouvir e não falar nada, porque às vezes o adolescente ele só quer ser ouvido. E a gente precisa aprender a ter essa essa escuta com os nossos adolescentes, não é? Exatamente. Assim, acho que esse é um tópico talvez os mais difíceis assim na na educação de um adolescente, assim, em qual momento que eu vou acolher, que eu vou aceitar, que eu vou passar a mão na cabeça e falar: "Calma, filho, tudo bem?" Fica um momento que eu tenho que ser, pai, impositor e rígido e colocar e falar: "É desse jeito de castigo, né? Essa, essa dinâmica, essa ambivalência, acho que é o momento movimento mais difícil que tem." E toda a liberdade do adolescente ali também nessa fase de privacidade também como uma forma de liberdade, ela é conquistada, ela é construída aos pouquinhos. Assim, eu gosto de falar, né, fazer construir a imagem, usar a imagem do cachorrinho que vai naquela coleira de Uhum. retrátil, né, assim, o pai vai aos pouquinhos dando mais coleira, vai dando mais corda, vai deixando, não é para entregar um celular na mão de uma criança de 12 anos e agora você pode fazer o que você quiser. Uhum. Né? tem que sempre ponderando. Senhor vai brincar no celular, na minha supervisão, depois eu vou guardar até chegar uma hora que entender que ele pode ter isso. E sempre é essa essa escuta, é esse reconhecimento de falar assim: "Acho que agora eu posso deixar ele ficar no quarto de porta fechada". Já reconhecendo que já formou um pedacinho de um ser humano ali dentro com o mínimo de juízo para isso, assim, o mínimo de de de entendimento. Essa ambivalência vai servir pros dois movimentos, né? Acho que é eh esse acolhimento falta muito quando a gente estava falando de saúde mental, de socializar o adolescente, eu acho que essa é outra perna que falta muito, assim, às vezes as famílias no dia a dia, o pai trabalhador, a mãe trabalha fora, todo mundo tem umas questão financeira, tem 100 problemas, não tem às vezes um pai que chega e senta na mesa para poder escutar de fato o adolescente e falar: "Me conta seus problemas que eu tô aqui só para escutar". Uhum. Tem um pai que vai brigar, aconteceu o quê? Você perdeu esse material de novo, não sei, vai sempre cair numa uma uma briga, numa punição. E às vezes falta um pouco esse entendimento desse lado emocional. Falo que assim, eh, a dinâmica envolve de separar e emoção de comportamento. A emoção você vai colher. aquele a menina que passou por alguma questão difícil ali, você vai receber, vai colher, vai valorizar, vai reconhecer a dificuldade que ele tá passando, mas o comportamento aí a gente vai educar, aí vai ter a o o aperto, né? Sempre ter as duas mãos, seus dois, né? cercar pelos dois lados, não deixar esse menino, porque isso é muito importante pra adolescência, é esse esse acolhimento, essa assistência, entender que ele tem com quem contar do lado do ponto de vista afetivo. Eu tenho pai e uma mamãe, isso não é assim 100%, né? Não, não é via de regra que acontece perfeitamente comercial de margarina. É, mas acho que esse seria o alvo assim, porque que a gente poderia pensar é é uma família, são os pais que acolhem, que reconhecem, né, que conseguem entender e e dar esse espaço pro pro adolescente. Acho que tem uma questão assim que você tava falando, eu fiquei ouvindo aqui, que eu sinto também um pouco isso, né? Eh, o quanto que você, enquanto pai está disposto a ter uma boa relação com seu filho. Uhum. Né? Porque assim, isso exige trabalho. Exato, né? É cansativo, né? Nem todo dia você tá disposto, nem sempre você tá aberto para se escuta, porque você também quer ser ouvido. Exato, né? Então, eh, eu acho que querer muito ter uma boa relação é é uma coisa que ajuda. Eu vejo que muitos às vezes não estão dispostos a isso, né? Às vezes porque foi uma paternidade, uma maternidade que não foi ali tão planejada. Então, a gente tem tantas questões envolvidas ali e a gente não tem só esse papel de mãe ou de pai, né? A gente tem outros papéis na vida, né? Então, os pais também querem ser ouvidos e isso é muito desafiador também. Então, a gente tem ali uma casa que funciona dessa forma. Cada um tá passando por uma situação, né? São situações difíceis e se você não quiser que dê certo, vai ser mais difícil ainda. Né? Então, acho que querer que dê certo também é um ponto, sabe? Eh, acho que tem essa questão do vou pôr esforço nisso, né? Eu quero realmente ter uma boa relação com o meu filho, né? Eu acho que muitas vezes essa primeira pergunta, né? É, e é uma fase desafiadora, né? A gente percebeu aqui com a fala dos nossos convidados que é uma fase desafiadora não só pro adolescente, né? não só para o pré-adolescente, mas paraa família como um todo, para o cuidador como um todo, porque a gente tá perdendo, eles estão ganhando, né? Eles estão ganhando mais eh liberdade e a gente está perdendo o tal do controle que a gente acha que tem. Aí fica um desequilíbrio e aí vem os hormônios e aí vem o o a a dificuldade da fala, a dificuldade do entendimento, o isolamento. E aí quando você vê, tá uma bagunça e você não sabe como fazer para de repente ajustar tudo e seguir em frente eh aí em família com o seu adolescente ou seu pré-adolescente. É por isso que nós trouxemos esse tema, né, pra gente trabalhar aqui no programa com os nossos convidados que assim nos orientaram de uma forma bem legal. De repente você aí de casa virou a chavinha, não foi um bom dia, meu adolescente pode pode ter eh eh pode não ter tido um bom dia mesmo. Sim, pode ter acontecido e tá tudo bem, faz parte da vida. Aí o adolescente, o pré-adolescente, a criança, a partir do momento que nasceu já tá vivendo e a gente tá suscetível a não ter um dia legal, né? E faz parte e tá tudo certo, independente da idade. A gente precisa entender, acolher e de repente manejar, oferecer ajuda, né? Se assim o adolescente entender que deve ser ajudado. Agora, se não também às vezes é importante respeitar esse momento, não é, Rafaela? É, é isso mesmo. Respeitar, né? entender que é uma fase, vai passar, né? Porque eu acho que também assim tem data para acabar, né? Sim, precisa, né? Porque são acabar daí precisa também de eh eh buscar um atendimento, né? Eu acho que tem que cuidar com essa situação, né? É, e eu acho que acreditar um pouco mais também no adolescente, sabe? A gente já escuta assim: "Ah, entrou naquela fase, aborrescência, caramba, já tem um estigma", sabe? Então assim, por que que a gente não pode dar um pouco de crédito ao adolescente, né? O adolescente precisa de elogio, né, para ele se sentir capaz, se sentir seguro. Ele tá vivendo dentro dele muitas inseguranças, né? Ele vive várias mortes dentro dele, né? A morte do meu corpo, a morte da da minha vida de criança, ele não sabe o dia de amanhã. Então, para ele, o que ele tá vivendo é aterrorizante, né? Às vezes só esse movimento de não ter um dia bom, às vezes é só ter se dado conta disso, que ele não tem nada certo pela frente, é tudo incerto. Né? Então, por que que a gente espera que ele seja uma pessoa super alegre, dinâmica, ele não vai ser, né? O adolescente por si só é depressivo, entendeu? Olha só que visão ampliada, né? visão ampliada e importante pra gente nesse momento, porque nós precisamos ter eh eh noção de da pessoa que nós estamos lidando, né? E realmente o adolescente é isso que a Rafaela acabou de nos eh explicar e que o doutor nos explicou também, né, com muita assertividade aqui nas falas. Agora 8:52 a gente tem algumas perguntas, pessoal de casa, tá? Vamos ver quem é que tá com a gente. Pode colocar na tela, produção, por favor, pra gente saber quem tá conosco. Vamos lá. Beatriz Ramos Vila Nova tem muito pai que tenta ser o melhor amigo, entre aspas, do filho nessa fase da adolescência. Essa proximidade ajuda no diálogo ou faz o pai perder a autoridade? E aí, pai, mãe, a gente é seu melhor amigo. Será que é, doutor? Olha, e aí, amigo, ele consegue vários na escola. O pai e a mãe só tem um um em casa ali. Muito bem. Se o pai deixa de cumprir o papel da paternidade, da maternidade, isso vai ficar um vácuo que não tem amigo na escola que vai suprir isso. Não. São papéis diferentes. Eh, uma coisa é ser próximo, é é ser companheiro, é dar assistência, é tá junto. Outra coisa é o papel. Eh, eles tem esse limite do papel do pai, né? Pai não é o companheiro que vai fazer besteira, que vai, né? Tem que cortar, tem que ter um adulto. Isso é uma coisa que acho que a gente vê muito, né? Não sei como deve ser. Eu eu vejo exatamente igual isso aí. Tem muita muito adolescente que chega no consultório, o que que ele tá pedindo é limite, né? O que é a maior carência dos adolescentes hoje é de limite, né? E aí essa questão pode vir de vários fontes. Pode ser da questão do pai amigo e da mãe amiga, né? que é: "Ah, eu conto tudo para minha mãe." Sim. Você não tem que contar tudo para sua mãe. Sério? Não, não tem. Não tem. Você contava tudo para sua mãe? Eu não. Então acho que assim, alguns segredos fazem parte da adolescência. Você vai dividir com os amigos, né? Isso não significa, quando a gente fala que não tem que ser amigo, não significa que você não tem que ter uma boa relação. Sim. E é claro que você vai ser amigo do seu filho, mas quando a gente usa o termo melhor amigo, na minha imagem já passa aquela pessoa que quer ser o brother, né? Que não quer fazer o papel de chato. Hum. E aí tem muitos pais que preferem ocupar esse papel de amigo para não fazer o papel de chato. Só que ao fazer o papel de chato, é como ele falou, fica um buraco. Quem que vai pôr o limite? Olha só, interessante demais. 8:54. Valeu você que participou com a gente, viu? Pode colocar mais uma na tela, produção. Vamos lá para ver quem é que tá conosco. A Daniela Freitas do centro. Qual é o limite entre aquela malcriação normal da idade e um sinal de alerta de que o adolescente está realmente mal e precisando de ajuda urgente? Bom, toda idade tem seus desafios, né? E agora, como é que faz, Rafael? O que vai mudar é a questão da frequência. Uhum. E da duração, tá? a gente tem esses dois parâmetros, né? Uma coisa é ele ser mal criado a cada três dias, tá? Outra coisa ele ser mal criado todo dia e durante um mês. Aí você tem que olhar com outros olhos, né? Então assim, uma malcriação, ela pode ser vista de uma forma isolada e pontual. Uhum. Agora, a frequência e a duração que isso tá acontecendo, você precisa entender que alguma coisa tá acontecendo ou com o adolescente ou com a sua relação com o adolescente. Então, alguma coisa que você está fazendo que ele não está aprovando, mas como ele não consegue dizer isso para você, ele responde agressivamente, né? Então, tem algumas questões que podem ser da própria relação. É com todo mundo, é só comigo, já é um parâmetro, né? É um termômetro que a gente fala assim, né? E aí, se isso tá durante muito tempo, a gente tem que olhar um olhar mais assim, né, de saúde. Uhum. Mas acho que tem uma ressalva nesse, nesse nessa pergunta aí que é essa malcriação, né, assim, o adolescente é a idade, a fase por definição que vai ser malcriado, né? Ele tem esse papel, tá nesse momento que ele vai questionar e que ele vai testar até onde eu posso ir, né? vai querer o limite, ele vai até a beirada e e isso faz parte dele ali até biologicamente ali, ó, às vezes não saber o a gente fala que o adolescente tem muito acelerador e pouco freio, né? O desenvolvimento do da parte inibitória é um pouco mais demorada v na segunda fase. Se a gente olhar uma criação por esse ponto, você pode estar pensando na questão de diferenciar. O adolescente precisa se diferenciar dos pais para ele saber quem ele é. Uhum. Então, se você fala preto, eu vou falar verde sempre. Se você fala amarelo, eu vou falar vermelho, porque eu não posso ser igual a você. Eu tenho que me diferenciar para eu ser alguém. Uau. Né? E aí essa malcriação pode estar ligada a isso. É que a gente não sabe de que tipo de malcriação, mas dá margem para várias coisas, né? É, mas eu acho que assim, essa essa ressalva é importante que nem tudo é birra, às vezes é biologia. Exatamente. Então tem às vezes que entender também, levar em conta isso. Eu acho essa ideia do separar a emoção do comportamento eh importante para exatamente para para isso assim para o que que é uma emoção, que o meu menino não tá conseguindo regular bem emocionalmente as ideias dele, a fiação ainda tá dando curto circuito ali, eu vou acolher, mas vou ser firme no comportamento, vou pôr o limite. Isso não pode, acabou, mas sem ser seco, sem ser eh distante ali. E a questão do quando virou problema, eu acho que é exatamente essa rigidez, né? O adolescente é um bicho fluido, né? É, ele cada dia tá de um jeito diferente. Verdade. E quando ele tá mantendo aquele comportamento, tem uma um certo padrão ali assim, aí acho que isso aí começa a preocupar. Então, nossa, como é bom ver vocês conversarem, porque vocês vão orientando e vão abrindo a nossa visão e alguns pontos aí. Eu tenho certeza que você aí de casa pegou a visão de algumas das falas dos nossos convidados aqui de hoje, porque é uma fase delicada para toda a família, né, para todos nós. E a gente precisa aprender a manejar isso. E que bom que a gente pode contar com vocês para nos orientar, né? Eu aprendi bastante coisa aqui, viu? Aprendi mesmo. 8:58. Mais uma pergunta pra gente, produção. Vamos lá. Acho que tem mais duas, né? E daí a gente já vai para as considerações finais. Ó, o Thiago Rocha, Nova Campinas. Com que idade os pais devem começar levar o filho no Ebiatra? Tem alguma rotina de exames necessárias nessa transição paraa fase adulta, doutor? Eh, uma idade precisa é variável. A a grande questão é eh oiatra, ele é um pediatra especialista na adolescência, então a criança acompanhava com o pediatra e em um determinado momento começa a não bater mais, não ser mais compatível. Aqueles bichinhos que tem no consultório, a dinâmicia que fica, começa a ter um distanciamento e trazer comportamento adolescentes. Isso não tem uma idade precisa para cada um. A adolescência não é cronológica igual para todo mundo. A puberdade vai começar, vai dar aquele empurrão e o menino de repente aparece pelos, cheiros, muda coisa e aquela tia pediatra que tava cuidando já não entende mais tanto. A esse é o momento legal de transicionar e exames, né? Pode colocar na tela de novo lá, produção, por favor, pra gente ler novamente. Eh, que eu achei bem interessante essa pergunta, porque, ó, lá, ó, tem alguma rotina de exames necessárias nessa transição para fase adulta? Tem tem os exames complementares, os exames laboratoriais são complementares avaliação. Quando a pessoa pergunta assim, eu fico pensando que às vezes ela tá invertendo, colocando os exames eh como mais importante. Então assim, essa avaliação é importante e muitas vezes é necessário complementar com exames laboratoriais, com exames eh de imagem, com exames para poder reforçar e pegar aquilo que não dá para poder ver no consultório. Então tem padrão, tem protocolos específicos, tem diretrizes que orientam exames com cada idade, mas isso vai dentro do pacote de acompanhamento, né? Passa na consulta, vai ver tudo que tá precisando e às vezes precisa de uma coisa a mais. Às vezes é uma criança que não tá na altura certa, a gente pode querer ver se tem alguma questão do crescimento, pode estar com peso para mais, a gente quer ver se tem alguma questão metabólica. Então isso vai ser direcionado para cada caso assim. Mas é interessante sim, né? Complementar, a gente lançar mão do que a gente tem. de recurso ali para isso. Muito bem. Tá certo. Vamos lá. Agora, pontualmente 9 horas, mais uma pergunta e a gente vai paraas considerações finais. Estamos falando dos nossos pré-adolescentes, adolescentes, essa fase da vida que é um turbilhão de emoções pra família toda. Rodrigo Alves do Chapadão. Meu filho perdeu totalmente a paciência com os irmãos mais novos e vive de pavio curto dentro de casa. Isso seria algo relacionado à idade ou um problema maior? Olha aí, então, como é que faz para essas essa turminha que perde a paciência, Rafaela? Então, essa pergunta é uma pergunta até difícil de responder, porque eu não sei exatamente qual é o contexto. Né, seria muito eh assim equivocado eu dar uma orientação diante disso. Porém, se ele teve essa questão de trazer pro programa a pergunta, eu acho que ele já sabe a resposta, né? Eu imagino que seja um problema maior, porque se tá causando esse incômodo nesse grau, né, eu acho que valeria a pena assim, de repente buscar uma ajuda para verificar se tem alguma questão mesmo para além dessa falta de paciência, né? Se era uma pessoa, por exemplo, se era um filho que antes tinha paciência e passou a não ter paciência, aí isso é mais preocupante ainda, né? É. E e ali me chama atenção essa pergunta porque assim, ó, analisa, meu filho perdeu totalmente a paciência com os irmãos mais novos, então quer dizer, ele é mais velho, ele de repente tá em uma fase de transição que nem ele sabe quem ele é, que momento da vida que ele está. E aí tem os irmãos mais novos que acaba eh entre aspas incomodando, sabe assim, aquele negócio, nem eu sei quem eu sou, eu tô em fase de mudança e aí eu preciso dar atenção aqui. E acaba, acho que vai explodir mesmo, né, doutor? É importante dar um tempo, de repente, ah, ouvir, né, esse adolescente, será que ele não tem algo a dizer? Sim, sim, exatamente. Assim, a pergunta, a gente não consegue dar uma orientação muito em cima do caso, né? Mas às vezes faz pensar assim, será que esses irmãos também não estão enchendo o saco demais? Esse menino não estão pegando no pé demais. Qual que é essa dinâmica? vai ter que entender o que que é isso que ele tá com pavio curto. É uma fase que ele vai ser mais irritado. A agressividade tem um papel de defesa ali. Ele tem que separar dos pais, separados irmãos e às vezes não tem um vocabulário emocional suficiente para poder lidar com isso e acaba usando da agressividade, do pavio curto e não tá sabendo responder. Mas tô tem que olhar cada caso, né, assim, o como é que funciona essa família. às vezes ele tá, ele não tá tendo suas necessidades, ele suas demandas, às vezes não é só também do do da questão da casa, porque de fato o pavio curto também, eh, a forma como ele chamou, né, também pode ser assim um indicativo de uma questão eh importante assim, né, tipo assim, ele pode estar com alguma ansiedade mais forte, entendeu? ele pode estar assim com algum comportamento mais depressivo e isso aparece como pavio curto. Então assim, não dá assim pra gente dar uma orientação, mas acho que alguns alertas, né? Eh, era uma pessoa que tinha paciência e passou a não ter. O pavio curto tá muito diferente do que era antes, né? Então assim, às vezes não é só alguma coisa que aconteceu que o adolescente consiga explicar isso, mas pode ter sim algum fundo emocional mais importante. É importante investigar, né, se tem essa essa demanda, né, se surge esse sofrimento, é importante, né, assim, às vezes, ainda que chegue no no psicólogo, no biatra, no médico e fala que não é nada, que é normal da idade e que tem uma dinâmica que o irmão que tem enchendo saco, acho que é importante, né? Tem essa essa sofrimento, né, dá uma olhada, né? É verdade. Importante cuidar, né? Independente da fase da vida, a gente precisa de orientação, de cuidado, de acolhimento, de diálogo, de escuta. É desafiador tudo isso. Claro que é, mas a gente aprende todos os dias aqui no estúdio Câmara com os nossos convidados que nos orientam de uma forma excepcional. Eh, a melhor maneira, né, da gente tentar levar a nossa vida de um jeitinho mais leve. Agora 9, a gente vai para as considerações finais. Doutor, agradeço muito a sua participação. Muito obrigada. Considerações finais. Pode deixar uma dica aí pros nossos telespectadores, os pais, os adolescentes até que estão em casa assistindo a gente e que concordaram aqui com os nossos convidados, né? É importante ser ouvido, importante ser acolhido. Com certeza. Eu que agradeço, Rubi, enormemente o convite. Acho que não tem prazer maior do que falar de adolescente. Acho que é o que a gente gosta de fazer, né? E uma quarta-feira de manhã, acho que é um um jeito bacana de começar bem o dia assim, especialmente com esse tema que eu achei tão legal assim, uma coisa que chega no constantemente, né? Eu acho que deve de das pessoas assistindo isso deve ser uma uma recorrência, uma tecla batida já. E o jeito de falar também do tema desse silêncio, né? O desafio de entender o silêncio do adolescente, acho que é uma pegada diferente. Geralmente a gente escuta tanto a adolescência barulhenta, né, tanto incomoda tanta gente, mas a gente olhar também para momento que ele tá silencioso do dia ruim, de conseguir acolher, de entender, de ser ter presença ali, né, de entender o que que a gente pode fazer, eu achei acho, né, uma uma ideia muito boa e achei muito, fico muito feliz de ter poder participar, de vir aqui, de contribuir. Nós que agradecemos a sua participação, compartilhamento, né, eh, e das das informações e e o ensinamento que vocês deixam pra gente para viver o nosso dia a dia, que é assim mesmo, é dia a dia com acertos, com os erros, mas se a gente tem a informação da fonte e de pessoas que realmente estudaram para nos orientar, a gente fica feliz demais e de repente a gente pode mudar aí a qualidade de vida e de ambiente. de alguma família, se a gente conseguir pelo menos de uma, a gente fica super feliz. Muito obrigada mais uma vez, viu? A gente agradece também a participação da Rafaela. Muito obrigada pela a sua por compartilhar com a gente um pouquinho da sua experiência, né, um pouquinho do seu conhecimento e nos fazer ver de repente de uma forma diferente essa essa vivência com os nossos adolescentes, viu? muito obrigada pela sua participação. Eu que agradeço. Acho que foi realmente um programa bem bacana assim de estar aqui podendo responder aí algumas questões. Eh, eu acho que uma coisa que eu poderia contribuir, que eu venho tentando, na verdade, contribuir é assim, eh, não existe manual para ser pai, né, nem mãe. E a gente vive realmente com muitas dúvidas em relação aos nossos filhos adolescentes. Porém, eu acho que assim, uma coisa que eu vejo muito é que até culpa da própria psicologia mesmo de 20 anos atrás, né, as pessoas ficaram com medo de ser pais, né? Então assim, não tenham medo de ser pais e mães de agirem da forma que vocês acham que faz sentido pro crescimento dos filhos de vocês, de colocar limites. Isso não vai fazer com que os filhos percam o amor que eles têm por vocês, muito pelo contrário, né? Então assim, as emoções dos adolescentes são muito diferentes e são expressas de maneiras diferentes também. Então, mesmo não tendo um manual, eu acho que vai aí a questão de cada um se colocar um pouco da maneira que você sente que é correto, né? E se você sentir que tem dificuldade com isso, talvez a ajuda seja mais importante até pros pais e não pros adolescentes, né? vá atrás de ajuda. Busque conhecimento sobre o desenvolvimento do adolescente. Acho que tem tantas coisas hoje disponíveis sobre isso. Eu acho que isso pode ajudar muito, né? Em vez da gente só depositar no adolescente a questão. Acho que essa é a minha dica. Excelente. Eu acho que agora fechou assim com chave de ouro com essa com essa com esse jeito de colocar assim. Uma coisa que eu penso também assim, aonde tem amor, onde tem uma família que tem um pai e a mãe que tão que amam aquele adolescente, já deu certo. O resto, assim, já o caminho vai se resolvendo, né? vai vai entendendo as tropícias e as coisas vão. Eu acho que, né, você ama aquele filho, tem uma dificuldade, você vai naturalmente buscar sim, entender um pouquinho mais, conhecer, pegar. Eu acho que essa que é acho que a lição maior assim, acho que fechou assim. Sensacional, sensacional, maravilhosos vocês dois. Muito obrigada mais uma vez por todo esse ensinamento, né, e compartilhamento aí de informações da expertize de vocês. E a gente agradece você de casa também. Muito obrigada por participar conosco, por estar com a gente. Quero convidar você para meio-dia. Nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro, trazendo informações do legislativo e também aqui da nossa metrópole. A programação da TV Câmara Campinas sempre feita com muita responsabilidade, com muito carinho de toda a nossa equipe, especialmente para você. E amanhã nós temos mais Estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo. E o tema é emagrecer de qualquer custo. Hum. emagrecer a qualquer preço. E aí, as chamadas canetas emagrecedoras ganharam espaço nas redes sociais e cada vez mais pessoas tem recorrido a esses medicamentos em busca de resultados rápidos. Mas você sabe para quem eles são realmente indicados? Como funcionam no organismo? Quais são os riscos de uso sem acompanhamento médico? Então, no próximo estúdio Câmara, nós vamos esclarecer os principais mitos e verdades sobre esses medicamentos, entender a importância da avaliação médica antes do tratamento e também alertar para perigos da compra ilegal pela internet e por canais não autorizados dessas canetas de emagrecimento. A gente precisa falar sobre isso, a gente precisa de orientação e amanhã nós teremos convidados aptos para falar sobre esse assunto e para nos orientar aqui no estúdio Câmara, tá bom? Então, a gente espera você amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo em mais uma edição aqui do nosso programa. Grande abraço, fique bem e até lá. Ciao
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