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olá 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres atividades que começaram em novembro no dia internacional para a eliminação da violência contra as mulheres e se encerraram agora com o lançamento do boletim city 69 que é o sistema de notificação de violência no dia internacional dos direitos humanos e que apresenta dados sobre casos de violência de notificação compulsória em campinas coletados pelos serviços municipais a questão de ordem de hoje discutir esse tema com a presidente da comissão da mulher advogada da oab campinas fábia cristina de almeida be gharani também com a coordenadora do oceano o serviço municipal de atendimento à mulher vítima de violência elza frattini montali também com a vereadora mariana conte que a presidente da comissão da mulher aqui da câmara municipal sejam todos bem vindos e vou começar já com a elza elza a gente teve o lançamento dos 9 eu queria que você falasse dos principais pontos no que diz respeito à violência contra a mulher é muito importante para o município ter um instrumento que notifique que dê oportunidade dos serviços notificarem a violência nem os casos que são atendidos é para trazer pra gente elementos de nós pensarmos quais são as necessidades quais são as demandas do município e que nós possamos ter dados né pra avaliação e pensar aí novas políticas públicas formas de intervenção necessárias pra essas mulheres que têm sofrido violência doméstica no município de campinas o boletim e sempre traz algumas inovações na então todo ano escolhe algum tema específico para ser abordado como destaque e esse ano o destaque foi a violência psicológica que é uma violência é bastante presente na a violência doméstica nós avaliamos que todas as mulheres que sofrem qualquer outro tipo de violência ela também sofre violência também é a violência psicológica por ela que começa na cidade e todos os outros tipos de violência nós podemos observar é nas notificações que na no quadro específico para a violência contra a mulher ela ainda não é a violência mais notificada ela aparece aqui pra gente esse ano em quarto lugar então a primeira violência mas notificada foi a violência física depois das tentativas de suicídio a violência sexual e em seguida então a violência psicológica e nós tivemos um alto número de por exemplo tentativas de suicídio que são exclusivamente tem é consequência da violência psicológica então esses dados servem pra como alerta e e como reflexão também né pra gente pensar como identificar como oferecer atendimento como alertar a população para esse tipo de violência e tantos outros que o boletim aponta tá certo então daqui a pouco a gente volta a conversar agora vou falar com a doutora fábia que é da comissão da mulher advogada é doutora a gente fala que dessa dessas questões relacionadas à mulher e como a elza mencionou a questão da violência psicológica mas a gente olha também aqui inclusive nos 69 aparece que dos mil e 86 casos notificados 463 tiveram como autor da violência o cônjuge depois 249 casos aparece inep principalmente na questão da tentativa de suicídio né o autor é sozinho né e aí depois tem pessoas conhecidas 98 de desconhecidos 40 ignorados que ela pessoas da relação familiar 38 pessoas mas então quer dizer a gente sabe quem é o autor da violência assim toda violência em sua maioria é o companheiro ex-companheiro principalmente o ex-companheiro singh e com o como é o trabalho da oab nesse sentido de ajudar com essas questões relacionadas à violência o trabalho da oab especificamente da comissão da mulher advogada é de não só da assistência às várias ondas ea rede mulher da qual nós fazemos parte mas também de podemos fazer com a comunidade com os munícipes trabalhos de orientação trabalhos a respeito de rodas de conversa sobre violência doméstica sobre os direitos que as mulheres têm sobre como é o procedimento jurídico que muitas desconhecem a intenção nossa que cada vez mais mulheres denunciem por se sentirem amparados pela lei esses números a gente pode dizer ainda que estão subindo tipificados pode tá certo é que a política está 1 volta a falar sobre isso agora eu vou falar com a vereadora maria na conti que é a presidente da comissão da mulher aqui na câmara a gente já trouxe a vereadora que em outros debates e agora nesse específico e aproveita inclusive preciosa também falou já em um outro programa sobre o centro de ressocialização e eu creio que só fala sobre essa questão que inclusive parece que tem novidades vereadora seja bem vinda obrigada é na verdade é até importante a gente tem saído bem claro tura né nós estamos defendendo um centro de reeducação e responsabilização porque o doutor de violência porque é essa a ideia da reeducação ela parte da idéia de que os homens autores de violência eles podem podem alterar sua relação com o mundo e sua relação com as mulheres e um homem que pratica violência geralmente ele foi vítima de violência viveu uma situação de violência ele tem o entendimento é da mulher ao entendimento da mulher é objetificado entendimento isso é faz parte da nossa cultura nossa passagem de dessau aos homens são socializados em uma cultura que torna que que é expõe a mulher como ser inferior como uma mulher como algo que está sob seu domínio então a gente discute bastante essa questão não é de ser uma a educação é uma responsabilização responsabilização também no sentido de que oa defesa você tem uma série de modelos e é um debate que tem que ser feito né qual modelo avaliação das experiências e isso tem que ser um debate coletivo com os pulsos usem as entidades cob com com as experiências que existem com as perspectivas teóricas inclusive mas eu acredito eu defendo que o modelo mais efetivo é um modelo que é vinculado às decisões do judiciário então nesse sentido a responsabilização responsabilizar o autor de violência é no caso de condenações é baseado na lei maria da penha porque geralmente as condenações para os casos que não são casos que põem em risco a vida das mulheres né mas assim no caso de uma agressão de uma ameaça é geralmente são réus primários sem antecedentes então geralmente o que o a pena ela acaba sendo um mês em em liberdade vamos supor é e aí há a experiência que nós tivemos é a novidade que a gente foi conversar com o comércio e que a coordenadoria é da mulher em situação de violência do tribunal de justiça eu conversei com a desembargadora angélica almeida e com a ajuda de direita tereza cristina santana ea experiência que nós vemos em santo andré é que fiz a partir dessa relação com o judiciário os autores de violência eles tiveram suspensão condicional da pena condicionado eles participarem durante dois anos de reuniões e ações dentro desse nó centro de responsabilização então ao invés do da pena ser um mês liberdade ele é obrigado durante dois anos o autor de violência obrigado durante dois anos de participar dessas reuniões e nesse centro que é um centro em parceria com entidades do município agora uma pergunta até porque a gente começou falando inclusive do tema desse ano que é a respeito da violência psicológica é a gente não tem esse serviço ainda em campinas é uma proposta é para que esse serviço seja implantado aqui na cidade mas para tirar uma dúvida essa pena e essa participação não significa que ele está participando para poder voltar naquele relacionamento não não e isso é importante deixar muito claro porque existe uma diferença com relação àquela idéia da justiça restaurativa nós no que a gente tem uma experiência experiência que nós temos dado combate à violência contra a mulher é que a justiça restaurativa no caso da violência doméstica ela acaba agravando no sentido de que acaba agravando a situação de violência na medida que faz parte de combater a violência a gente com teu círculo da violência então não é para não é um incentivo para que o homem estabelece se mantenha no seu relacionamento não é nada disso há o centro de responsabilização ele visa responsabilizar o homem pela violência que ele cometeu então que ele seja obrigado durante determinado tem um conjunto de reuniões com uma série de temáticas que são discutidas dentro nesse ciclo círculos de homens em que é você discute masculinidades que é um tema que é um tema do momento na verdade nem quer dizer qual é qual só as más qualidades possíveis porque que eva agente desconstruir a relação entre o homem ea violência o homem o domínio homem o ciúme é o patriarcado o paternalismo então é nesse sentido né de responsabilidade não tem em vista é manter vínculo manter manter relação permanecer relacionamento é uma é uma outra questão é importante que se deixe bem bem bem separado porque muitas vezes isso causa confusão não é em também não é pra sempre sentindo assim de aliviar a pena dele não é isso é é você inclusive na maioria dos casos significa estender a pena significa você acha que também no sentido de que a gente sempre pensa que um homem que é outro de violência quando uma mulher consegue se fortalecer e romper com este homem e ela consegue sair dessa relação provavelmente charme vai reproduzir essa relação violenta com outras mulheres então sentido de reeducação com a responsabilização é justamente fazer com que ele seja punido porque o que ele fez é um crime mas que ele seja reeducado pra não é perpetuar esse tipo de violência com outras mulheres né e enfim que ele esteja refletindo sobre o que ele cometeu um crime e que ele pode agir de uma maneira diferente sim quando a gente fala é que hoje duas coisas estão bem assim as pessoas falam muito um é o feminicídio e outro suicídio e quando a gente observa que como a segunda causa de violência a tentativa de suicídio é algo muito preocupante quem quer falar sim é extremamente preocupante nessa mulher ela chegou nesse ponto porque ela não conseguiu romper o ciclo de violência nem tão muito indicada é eu acho ele não consegue ela sofre violência ela volta por conta do próprio ciclo de violência que sofre violência ela por exemplo a um casamento não sofre violência termina com ele vai pra casa da mãe daqui a pouco ela volta de novo e assim vai nesse circo chega uma hora que ela fica desacreditada pelos seus entendeu mesmo que o nível de violência física tenha chega ao extremo as pessoas ao redor acaba não dando mais aquele apoio ela se sente sozinha sozinha fragilizada desacreditada a primeira saída pra ela é realmente tentar o suicídio eu sei se ele tem causas múltiplas né você tem aspectos econômicos políticos sociais culturais e com certeza no caso da mulher a violência ela conta muito porque a violência contra a mulher ela ela tem essa capacidade de destruir a autoestima de destruir vínculos de destruir ela desconstrói a mulher desconstrói a mulher perde o seu chão e isso é uma coisa aqui que afeta digamos assim né isso é isso destrói a subjetividade da mulher então é lógico que você a gente pensa nesses casos de suicídio você deve ter muitos fatores mas com certeza a violência que a mulher está submetida ela é um fator relevante nesse caso elza recentemente a gente tem visto que a mídia é tem dado bastante ênfase essas questões do feminicídio e isso tem ajudado de alguma forma a mulher a procurar um serviço como te amo olha eu acho bastante importante é que a gente fale sobre isso né é uma violência que parece que é até falei sobre isso a capacitação que nós chegamos nessa semana passada para toda rede sobre o enfrentamento à violência parece o crime do momento é falar sobre o feminicídio eu acho que o mais importante é que as pessoas têm acesso à informação e que de fato elas saibam a onde procurar ajuda as formas que têm de enfrentamento mas por outro lado eu fico um pouco preocupada com a forma como isso muitas vezes é explorado pela mídia então parece que nós temos vários casos de atendimentos por exemplo as ameaças elas se tornam muito próximas ao fato que foi divulgado na mídia na semana então por exemplo quando achamos aquele caso aqui em campinas da samara que foi a chacina então as mulheres que procuraram o serviço naquela época elas vinham referindo que as ameaças que elas sofriam ela era a via olha eu estava vendo eu vou fazer com você o que aconteceu vou matar a família toda depois quando nós chegamos os casos em que a mulher foi morta com fogo então as ameaças são assim também eu vou te matar jogando fogo quando a quando a mídia explora muito algum caso específico que a mulher foi morta a tiros a faca então sempre as ameaças são relacionados àquela é então parece isso assim como é o suicídio por exemplo o suicídio ele tem uma uma norma um protocolo de que ele não pode ser divulgado na mídia porque justamente existe uma pesquisa científica que diz que o suicídio é ele pode ser contagioso não é uma doença infecto gatilho é e eu acredito que o feminicídio mais ou menos isso também eu acredito que alguns homens que têm é o pensamento eu tenho uma ideia de que se vai resolver um problema matando a sua companheira ou só isso companheiro quando eles vêm eles encorajam então acho que tem que ser feito de uma forma cuidadosa pela mídia acho que é importante divulgar acho que é importante que as pessoas saibam principalmente porque daí elas têm acesso aos caminhos de como procurar ajuda mas que eles não sejam tão banalizadas como muitas vezes é o difícil é você separar o trato de um tema como esse do espetáculo porque muitas vezes é essa é uma tendência e não é uma responsabilidade individual de jornalista ou de de determinada emissora mas a gente sabe que existe uma espetacular área esperada atualização de situações extremas como é o caso de feminicídio então é isso que ela fala muito importante é importante que se trate como feminicídio e eu me lembro que no caso da examar essa foi uma grande batalha que nós fizemos um movimento feminista teve até aqui na câmara que ela é assim as autoridades possam tratar como feminicídio porque as autoridades não tá com fini sítio porque o feminicídio ele é uma violência de gênero é uma morte que é previsível e que poderia ser evitada essa é uma definição básica do fluminense mas eu ia perguntar a vereadora porque muitas mulheres que quando a gente pelo menos ver essa noite essa notícia fala a vítima tinha por exemplo a medida protetiva chan medida protetiva sim com certeza e aí é por isso que é tão importante você ter apoio e você ter é com posso dizer-vos a aaa a medida protetiva por si só ela não não resolve pra você ter medida protetiva importante mas você precisa ter uma série de políticas para combater você tem a guarda amigo da mulher você tem a casa abrigo numa situação de risco você tem a solidariedade da família o entendimento da solidariedade da família de não minimizar esse caso tratando a uma briga de marido e mulher é pouca coisa então isso é importante é importante que você precisa construir um ambiente de uma determinada forma pra que é a mulher se você conseguir assegurar né e conseguir que que há uma ameaça de morte tem que ser levada a sério né isso é uma coisa que é fundamental isso é uma é uma é uma inclusive um desafio para as próprias forças policiais a gente sabe que é um em que muitas vezes existem obstáculos né eu sei que existem cursos existem existem é e as informações quer dizer a gente precisa levar a sério a ameaça de morte então é por isso que a gente defende esses conjuntos de políticas associadas medidas protetivas associada à lei maria da penha para que a gente possa conseguir que evitar essas mortes né mas ao mesmo tempo é necessário que a gente não trate como espetáculo que muitas vezes acontece nem quer dizer você a gente sabe que essas coisas são coisas que dão publicidade nós temos uma cultura da violência ea gente sabe que existem programas que acaba incentivando esse tipo de de relação então eu acredito que é importante a gente está como feminicídio que é uma categoria importante que exige políticas específicas mas que a gente não trate como espetáculo é que a gente trate comum como uma forma de de chegar a um entendimento e reflexão e dados ea gente possa inclusive a pensar ações e as melhores formas de atuar previne aquela morte agora não terá fábio antigamente se falava nem às vezes quando havia um caso de feminicídio é claro que contra sá não ele foi lavar a honra por exemplo se existia isso aquela idéia de que a mulher era propriedade do marido ea gente evoluiu tudo isso o campo da lei mas como que a gente tenta também evoluir no campo da cultura pra que isso ainda apesar de da lei ter mudado de tanta coisa tem evoluído tem muitos homens que ainda agem dessa forma eu acho que a melhor maneira seria trabalhar também com os homens é inclusive com palestras sobre o que ela falou sobre masculinidade sobre os problemas que eles têm é por exemplo a 2ª dm tem um programa chamado homens inconsciente também só homens participam voluntariamente esse programa excepcional trabalha tanto quanto à parte do coaching financeiro do homem quanto o lojista quanto um psicólogo nós temos um membro da comissão que também trabalha junto na parte jurídica então a intenção é que o homem seja orientado sobre justamente isso que ele não tem que lavar a honra que isso que não têm a mulher como propriedade que entender que não somos iguais acima de tudo o respeito tem que ser recíproco acima de tudo isso é fundamental mais cursos mais palestras mais orientações para o homem também que a oab também quando nós abrimos nossos ciclos de conversa às vezes nós abrimos só para mulheres às vezes nós abrimos para misto para a comunidade que nós vamos fazer também porque é interessante ouvir a opinião do homem também porque a primeira coisa que um homem fala é a mesma tem joão da penha é preciso explicar pra ele porque foi criada maria da penha porque simplesmente a lesão corporal não era suficiente para os dois crimes porque criou-se a maria da penha porque é fundamental entender a diferença porque a mulher precisou criar maria da penha tal foi o índice de violência doméstica contra ela todas essas orientações quanto mais orientada a pessoa está seja homem ou mulher principalmente o agressor quanto mais educação ele tem fica mais fácil de entender isso fica mais fácil quebrar também essa cultura do patriarcado que nós temos não aproveitar então queria que lembrassem que o nosso telespectador o porquê foi criada a lei maria da penha a lei maria da penha foi criado porque a maria da penha em 2901 acho que 88 e 89 a primeira vez que ela foi ela realmente levou isso a juízo que ela levou um tiro ela ficou na cadeira de rodas e o ex companheiro dela além disso ele tentou eletrocutá-la na banheira havia casos de violência contra a filha tudo tal só que não havia nenhuma legislação no brasil que defendesse especificamente a mulher somente lesão corporal ou tentativa de homicídio só que à distância e lesão corporal e tentativa de homicídio era muito grande naquela legislação ela não conseguiu encontrar nenhuma ajuda ajuda no ordenamento jurídico nacional ela procurou os direitos humanos fora do país eo brasil foi condenado a fazer uma legislação específica para as mulheres tanto é que a nossa legislação a lei maria da penha considerada a terceira melhor lei do mundo embora nós tenhamos sejamos os 5º maior país em termos de violência doméstica a lei é ótima teoricamente mas na prática ainda tem um caminho muito extensa qual é o caminho ela olha é eu vejo que é pra que a lei seja efetiva é necessário tanto a participação social quanto investimento em políticas públicas quanto os serviços funcionam funcionando né de uma forma articulada nós temos visto alguns avanços nisso na nossa participação com a rede aqui em campinas especificamente a gente tem tido essa articulação e essa aproximação a gente tem visto que que tem funcionado mas falta assim por exemplo a gente estava falando que até comentar porque antes quando eu acho que você está falando sobre a medida protetiva né como isso não garante a a preservação da vida de uma mulher quando ela recebe um documento tão importante previsto na lei que ela precisa e até a delegacia registrar um boletim de ocorrência muitas vezes apresentar provas ou testemunhas de que aquele fato de fato aconteceu para que o juiz defina a ela uma medida protetiva e aí acontece o feminicídio a mulher tinha medida protetiva então assim quais são os meios de fazer com que a lei funcione então eu penso nisso é que para garantia para a efetividade da lei é preciso saber como ela funciona então há muitas vezes quando a mulher recebe a a medida protetiva através de um oficial de justiça ela não é orientada quais as ações que ela precisa tomar é então por exemplo se houver uma tentativa de descumprimento como uma mensagem por sms por what's up um recado que o autor de violência mandou um vizinho entregar ou até mesmo um comentário uma foto de uma rede social e sutura descumprimento e não tem como a justiça saber se o autor de violência está descumprindo se ela não notificar então é são passos importantes para a efetividade da lei que a mulher saiba também que é preciso notificar todos os descumprimentos da lei é preciso por exemplo a mulher é a melhor pessoa para dizer qual o risco que ela corre porque ela quem conhece o agressor é o autor de violência então qual o risco que ela corre se de fato ele pode tentar descobrir essa medida protetiva a ponto de colocar a vida dela em risco então é necessário recorrer ao abrigo de proteção ou alguém da família que possa acolher importante por exemplo os meios de proteção contar com a rede de apoio dela pessoal os amigos devem saber os vizinhos devem saber isso não deve ser motivo de vergonha ou é que ela sofreu preconceito por causa disso no trabalho as pessoas devem saber ela não deve se isolar porque são nestes momentos em que de fato ela acaba sendo abordada é e acaba acontecendo o feminicídio então é importante saber quais são os mecanismos para a efetividade da lei né e aí é questão de informação eu acho que o mais importante para a prevenção da violência contra a mulher e do feminicídio a educação a gente precisa trabalhar com as crianças desde muito pequenas nós vemos hoje meninas de 13 14 esse ano nós tivemos aqui no município de campinas uma menina de 13 anos que foi vítima de feminicídio do namorado de 17 então é cada vez mais cedo né isso tenha acontecido então a gente precisa trabalhar com a educação é de forma alguma mudança cultural para pro combate real é daqui a pouco a gente vai falar então pouco mais sobre essa questão da educação da violência psicológica relacionamento abusivo mas vai ser daqui a pouquinho porque a questão de ordem vai para um breve intervalo e volta já não sai daí [Música] segundo bloco da questão de ordem que hoje discute aí a violência contra a mulher a gente iniciou falando dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher daqui a pouco a gente vai falar um pouquinho dessas atividades que tipo de reflexão elas trouxeram mas a elza mencionou no finalzinho dos e do primeiro bloco a respeito da questão da educação e eu queria que você falasse sobre isso não sei se inclusive foi uma das das vertentes do trabalho de vocês é que tipo de discurso que que tipo de abordagem gente deve fazer para a mulher para essa menina quando vai escolher um namorado para que ela não entre num relacionamento abusivo e o que é inicialmente um relacionamento abusivo bom relacionamento abusivo ele começa é quando você percebe que o outro está tentando controlar qualquer uma das suas acções ou do seu comportamento ou da sua crença então quando tenta impedir seu direito à liberdade de expressão ou de ir e vir ou de como se vestir de como se comportar na então se o relacionamento abusivo é é o principal ponto de como se identificar os pequenos sinais que muitas vezes pode ser confundido com cuidado excessivo com ciúme com amar demais é porque a gente tem vem às vezes de uma geração anterior que a mulher ela tinha que ser cuidada pelo marido e é isso era visto de uma forma romantizada ele tem ciúmes então ele gosta de mim a ele não quer que eu vi essa roupa então ele me ama e isso acabou de certa forma deixando as próprias mulheres sem saber o que fazer até que ponto a fala não está demais não mas não era bem isso eu acho que eu não quero mais e que o que eu faço agora é mais ou menos nesse sentido é um relacionamento abusivo ele não é só um tapa na cara um empurrão é alguma coisa que tem uma violência física mas ele começa a gente com isso com o controle das ações controle hoje por exemplo é muito comum um controle de redes sociais acesso ao celular controle de de amigos né outro dia estava numa escola é fazendo uma roda de conversa é uma menina veículo se olha é eu posso ter o melhor amigo porque o meu namorado não quer que eu tenho o melhor amigo aí a gente pergunta para você acha que você pode ter um melhor amigo você tinha o melhor amigo antes de namorar então assim são reflexões que a gente traz pras meninas né é você não precisa mudar o seu comportamento a sua forma de ser porque agora você namora e quais são os sinais e sim de um homem ou de um garoto que é um possível autor de violência então essa questão da possessividade do controle do ciúme excessivo é de controlar por exemplo a distância a roupa que você vai vestir as pessoas com quem você vai sair quem são as pessoas que você tem na sua rede social então por exemplo exige que se excluam se bloqueie alguém o isolamento então são pequenos sinais de que você provavelmente está num relacionamento abusivo e eu sempre costumo falar também para as meninas que é muito importante que elas digam para as amigas que as amigas estão no relacionamento abusivo porque normalmente quem entra num ciclo de violência não percebe porque justamente acha que é isso que é excesso de amor excesso de cuidado é que ele ama demais então é preciso que alguém diga pra ela olha esse relacionamento não tá legal né você não está percebendo então precisa mostrar nem muitas vezes a pessoa tá tão envolvida tão manipulada é nesse relacionamento que às vezes quando ela vai perceber tarde demais e é na escola que essa educação começa a vereadora com certeza o papel fundamental porque geralmente as crianças adolescentes ou espaço de socialização ou à família ou à escola na família você você tem diferentes famílias você tem diferentes mesmo em família acho que você tem relações mais igualitárias entre homens e mulheres você tem infelizmente você tem relações que inclusive relações abusivas em das famílias relações violência relações de uma hierarquia que produzem esse paternalismo então a escola ela tem esse papel esse papel de criar uma um debate uma discussão que seja para todos é que você possa incluir nesse espaço inclusive famílias por exemplo né se a criança vive uma relação à mãe e ela observa dentro de casa uma relação abusiva relação de violência é na escola que ela vai aprender que a violência contra a mulher não é uma coisa natural que a má não está associado ao domínio o controle ao a violência porque infelizmente a gente tem origem patriarcal né essa coisa de associar o controle ao cuidado é muito presente na nossa sociedade nossa cultura então eu acredito que é muito importante que isso esteja dentro da escola enquanto política pública a gente sabe que tem muitos professores que acabam nettheim tomando a iniciativa fazendo ações mas que isso não pode ser um ato isolado do educador e que diante desse cenário que a gente está vivendo é com muita confusão com muita propaganda e e uma propaganda diz que desconstrói a o feminismo que desconstrói a violência de gênero que criminaliza né que desconstroem na verdade o debate gênero não à violência de gênero mas que criminaliza o debate de gênero a gente sabe que muitos professores estão inclusive sofrendo processo de percepção punição por discutirem essas questões e vamos fazer uma política pública é incentivada que a discussão a violência relacionamento abusivo esteja dentro da escola e os adolescentes na verdade a gente vê assim hoje a gente está numa sociedade da informação nesta informação de monte divulgar e os adolescentes têm acesso a um monte de informação mas como é que filtra o que essa informação o que é com a informação válida ou não é como você irá equipes as informações e eu acredito que os educadores os professores têm um papel importante nisso nessa relação de confiança no sentido de orientar e dizer é relacionamento abusivo que é como é que faz porque é infelizmente acaba sendo um local seguro para que a gente possa ter uma orientação segura para os adolescentes e crianças enfim sim no caso do de filhos que sempre presenciaram a violência doméstica como que é possível romper quando tem a questão da mulher mas tem a questão dos filhos que vivenciam tudo isso na verdade essa é uma questão extremamente delicada porque a maioria das mulheres acabam não saindo dos ciclos de violência justamente pensando nos seus filhos mas o filho também está sofrendo com aquele circo então mas é muito interessante isso tem muitas mulheres que não saem da do ciclo de violência doméstica porque ela se compensam onde eu vou com os meus filhos a questão financeira e não financeira a questão de apoio familiar é minha família não irá me apoiar onde eu vou com meus filhos porque se eu tivesse sozinho o que você escuta da maioria das mulheres que sofrem violência doméstica se estiver sozinho seria hoje mas eu tenho filhos ea maioria tem dois três quatro cinco filhos é difícil encontrar um moleque tem só um filho normalmente ela tem 234 é ela fala eu não tenho emprego eu não tenho uma formação eu não tenho um amparo é psicológico não tem amparo familiar e não tem amparo financeiro para onde eu vou então muitas mulheres acabam ficando dentro da vice de violência doméstica com os filhos que também sofrem violência doméstica justamente por não poderem onde procurar nisso que entre os e amo nisso que entra lá os abrigos nisso que entrar oab nisso que entra várias entidades nisso também que entra mariana conte com a câmara municipal da mulher isso que vento entra várias entidades com o trabalho delas para fortalecer sua mulher para entender que é justamente ela rompendo esse ciclo que ela vai melhor ajudar os seus filhos e não ficando em que ela tem direito a medida ativa é jamie já tive situações em que as mulheres a lado mas mariana que eu faço com os meus filhos vão sair de casa eu vou pra onde e aí assim seria que ela não tinha uma orientação no sentido dizer ó você pode ficar na sua casa você existe o que existe um caminho para você pedir uma medida protetiva do afastamento do agressor então a casa fica com a ficar a mulher com seus filhos dentro de casa quer dizer você pode pedir o afastamento então quem tem que sair não é você quem é isso ai ele então nem se fala mas aí eu entro com aquele discurso como fala assim eu não quero ver a casa é minha não saio e aí ela vai cada vez se vê mais encurralada não é uma outra questão também 50% das mulheres residem na casa da família do marido como é que ela vai sair ela mora no fundo da casa da família do marido quase todos os que chegam até o bebê chegou com essa questão eu moro no fundo da casa do meu marido do meu ex-companheiro da família dele a mãe dele dona do terreno olha a situação que nosso encontro porque quando é a mulher ela tem todo o apoio à marina falou a medida protetiva garante com que ele seja é uma das medidas protetivas que ele seja afastado o usuário eo conselho essa mulher é trocar o jogo de chaves imediatamente para não ser surpreendido à noite como já aconteceu em vários relatos que nos procuraram é mas o problema é quando ela reside numa casa da família do marido nesse caso ela teria o que ela teria que procurar o apoio da família dela ou até se dependendo do grau ou abril eu acho eu acho que assim nenhum nenhum motivo é o suficiente para dizer que essa mulher precisa permanecer uma situação de violência porque ela não tem saída ela não tá né a gente precisa a gente precisa junto encontrar alternativa mesmo que muitas vezes ela precisa de uma forma criativa mas existe sempre uma saída então muitas vezes assim quando ela chega numa situação pra gente diz olha eu tenho uma situação como essa por exemplo dependendo dele final sinceramente eu estou na casa da família dele não tenho de apoio então assim vamos construir juntos em uma rede de apoio então é possível uma medida protetiva mesmo que seja na casa dele se a justiça determinar o afastamento dele da casa dele ele precisa se afastar e se ele não será fácil ele vai ser preso então assim até que o processo desenrole ela tenha garantia de proteção pela lei depois a onde ela vai morar onde ela vai ficar é uma outra situação que vai ser construída com ela é se ela precisar ficar no abrigo ea gente vai trabalhar com ela emancipação autonomia a 1 criar uma nova rede de apoio de amigos e outros parentes de estrangeiros isso é só porque às vezes a mulher ela tem a sensação de que ela é a vítima só que ela que é condenada porque por exemplo ela não pode mais viver naquele lugar muitas vezes até por conta de segurança ela algumas mulheres relatam que até tem que mudar da cidade então quanto mais ela fala que ela trabalha nessas questões de dos seus direitos ela ela acaba sendo punida pelo pela violência que ela sofreu mas pelas consequências disse então como preparar essa mulher pra enfrentar porque ela vai ter esse momento de enfrentamento pra que ela não se sinta de certa forma obrigado a voltar para aquele parceiro pra fugir daquilo que ela chama de pesadelo naquele momento em que ela tentou encarar essa situação é essa esse é o nosso maior desafio é o nosso maior trabalho é que é o processo de fortalecimento da mulher é uma mulher não vai sair do ciclo de violência não vai tomar uma decisão dessa se ela não estiver preparada para as conseqüências que vão vir junto com isso não é uma decisão fácil você fazer uma denúncia ou você entrar com um processo criminal contra aquela pessoa que você decidiu construir uma vida junto o que você muitas vezes ainda tem uma relação afetiva e aí você tem que abandonar a sua casa o seu emprego filhos mudaram de escola muitas vezes ela romper com o ciclo de amizades além da vizinhança então a mulher sim muitas vezes ela sente culpada é e prejudicada por conta de uma violência que ela sofreu e aí o nosso principal trabalho é fazer um processo de fortalecimento pra que ela se prepare para esse momento pra que ela não desista porque também é desistir no meio desse processo é fortalecer seu agressor para que ele diga tá vendo você depende você precisa de mim então aí a violência fica ainda mais mais grave é mesmo ter um começo volte aquela fase romântica assim geral e sempre volta então a gente trabalha muito com as mulheres lá numa perspectiva é que é uma metodologia inclusive que foi desenvolvida para o fortalecimento das mulheres e para outras tratativas também é uma metodologia desenvolvida pelo paulo freire que é o círculo de cultura então nós trabalhamos em grupo isso com as mulheres para que a gente traga elementos do cotidiano quais são as realidades que essas mulheres vividas nos seus territórios como os seus filhos no seu trabalho com a sua comunidade ea gente traz esse em grupo para que a gente pense junto em alternativas e propostas de apoio entre nós mulheres entre os serviços de criar uma estratégia de segurança de proteção que ela possa definitivamente sair do ciclo de violência então propor por exemplo programas de incentivo de de trabalho e geração de renda para que ela não não fique mais dependente desse autor de violência resgatar o vínculo com familiares distantes com amigos né fazer uma nova rede de de amizade até ali é um espaço que justamente elas conseguem se apoiar enfim eu acho que nenhuma justificativa suficiente pra fazer com que a mulher permaneça em risco ou numa situação de violência então é preciso procurar alternativas é procurar ajuda não estou dizendo que é fácil não romantizando dizendo que é tudo muito bonito não é é um caminho árduo é um caminho difícil mas necessário o telefone do sema é buscar a procura espontânea demanda espontânea é tem que ter o boletim de ocorrência pra conseguir um atendimento no oceano como funciona o seu serviço público então é nosso temos qualquer mulher que estiver em situação de violência doméstica é não é necessário boletim de ocorrência bo não é um serviço de denúncia o senhor é um serviço de acolhimento de orientação então qualquer mulher pode chegar a até lá nós ficamos ali na francisco glicério 1 2009 o mesmo prédio do conselho tutelar no segundo andar também no sexto andar se standard que nós trabalhamos de segunda a sexta das 8 às 17 se for preferir provas mulheres elas podem ligar anteriormente para agendar um horário com uma das técnicas da equipe o telefone de lá é 0 807 7 7 10 50 ou então procurar direto serviço para receber as orientações dos atendimentos e os grupos de fortalecimento são abertos às mulheres não precisam estar em atendimento para participar do grupo qualquer mulher pode participar ele funciona de quinta feira das 9 às 11 da manhã é importante dizer que não está condicionado o boletim de ocorrência não é que ele não é um sucesso disse são vários assuntos então a mulher ela não precisa fazer um boletim de ocorrência pra procurar o ideal inclusive que a mulher procure o serviço antes de registrar um boletim de ocorrência porque aí a gente consegue orientar inclusive qual o que precisa conter por exemplo no boletim de ocorrência muitas vezes ela chega até a delegacia e falar eu vou registrar um boletim de ocorrência porque ontem meu marido me bateu e aí ela registrou um boletim de ocorrência narrando aquele fato mas ela foi orientada previamente ela vai saber que por exemplo quando ela foi registrar esse boletim de ocorrência daquele fato que aconteceu se ela é na por exemplo que ela já vem sofrendo violência há dez anos que antes disso ele já tentou enforcá ele já ameaçou com faca com arma de fogo que tem um histórico de violência isso tudo é são elementos importantes para o juiz por exemplo de ferir uma medida protetiva então é importante que ela seja orientada até mesmo antes do registro para que ela seja orientada e amparada muitas vezes ela as mulheres existem dificuldades de falar sobre isso às vezes ela trava não consegue falar sobre aquilo se ela precisar de ajuda a gente pode acompanhar lá na delegacia quando tem audiência enfim um serviço que está lá de apoio para que elas possam contar tudo o que elas precisam com a garantia do sigilo do atendimento ético profissional tanto que elas trazem ali são informações que são respeitadas com sigilo e com a garantia dada à privacidade lembrando então avenida francisco glicério 1.269 sexto andar o atendimento é das 8 da manhã às cinco da tarde e se precisar agendar note o telefone é o 0800 777 1050 é isso ea comissão da mulher lá da oab também atende essa demanda é voluntária como funciona a comissão ela tem um trabalho como uma virtude de tudo a nível de palestras de orientação de rodas de conversa nós nós também prestamos uma orientação geral jurídica qual é a necessidade de casos específicos nós encaminhamos para a defensoria mas nós também tentamos orientar da melhor forma possível com relação aos boletins de ocorrência acompanhamento porque é muito difícil uma mulher que sofreu uma violência física conseguir sozinha fazer um boletim de ocorrência normalmente ela sempre quem amparada por outra mulher tá certo nesse caso ela tenha e indireta na b tem que ligar como funciona a fab bom eu acho que o caminho mais fácil essa mulher eu falaria sobre meio mas nesse caso a maioria é muito difícil ele ela colocar em palavras digitar mais fácil seria realmente ela procurar a oab ela procurando a bela fala que ela quer entrar em contato com a comissão da mulher jogada ea própria administração da amb entrou em contato conosco tá certo então tá obrigada a vereadora maria nossa senhora também aqui na praia da joaquina na câmara também atende essa mulher até aquela que procure a orientação também é a mulher é nossa gente a gente faz orientação e orienta mulheres a procurar a rede acolhimento seja os ramos seja o coletivo saber se o s enfim a gente faz essa orientação a comissão da mulher principal a papel dela é fazer discussões e avaliar nessa tantos serviços já existentes quanto batalhar para que você tenha novos políticas novos serviços têm a discussão de destinação orçamentária isso é uma coisa que tenho insistido muito nisso né pra você previne a violência só ter destinação do orçamento então é eu acredito que os eua têm um papel muito importante se a gente tivesse mais financiamento nos chama a gente poderia ter sejamos descentralizados a gente poderia ter um conjunto de de políticas mais efetivas né e essas políticas elas na verdade não no meu entendimento elas não representam no médio longo prazo economia para o município porque você evita você previne você evita agravamento em de saúde gasto com o serviço policial gasto com o serviço judiciário então na verdade a prevenção é a mais barata então tenho insistido muito nisso né da necessidade de ter financiamento ea gente ter gasto de dinheiro no orçamento presos também está é pra essas políticas agora nesse momento a gente está discutindo meios e caminhos pra gente conseguir trazer para campinas esse centro de educação responsabilização do autor de violência é acredito que isso também é porque na verdade a gente precisa é fazer suporte e apoio para a mulher é necessário um conjunto de políticas que andem juntas né e de fato a gente tem uma perninha li aqui em campinas que não tá não está cumprindo nem quer dizer como é que o qual o que você faz com o autor de violência a gente não tem tem algumas iniciativas é como na delegacia mas a procura voluntária então haja é e neste momento a atuação da comissão da mulher taís conversar com o judiciário com a prefeitura com a veja com cura não é voluntários são intimados mas é a participarem santíssima a gente mas eu entendi que era que ana são informados é máis não são condenados eles são intimados pela delegada ela é assombroso e e aí não é uma conduta ética angeles não sem eles não têm obrigatoriedade ea sociedade não atacar mas isso ajudaria a eles até a nível do processo soma uma vara de violência doméstica não poder poderia ser usado por um criminalista por uma criminalista como um atenuante assim o serviço 181 nacional continua funcionando 80 é 180 em tomar é 180 porque é importante independente de fazer o boletim registrado 180 isso não modifica muita coisa 80 é um serviço de denúncia é mais voltado para uma questão estatística né na verdade é mais importante é a mulher não se calar ela procura ajuda em algum lugar seja 180 que a as denúncias feitas no 80 elas chegam normalmente o ministério público que vai despachar para algum serviço competente então vai chegar pra gente vai chegar à delegacia vai chegar a algum caso ainda hoje em uma delegacia e oceano mesmo é importante quebrar o silêncio procurando lembrando que em campinas nós temos duas delegacias da mulher uma anadia boyd dunlop e uma aqui na avenida princesa d'oeste é isso mesmo pra isso aquino proença tá certo então infelizmente nosso tempo acabou essa discussão teria muito mais coisas para a gente falar mas vai ficar para uma próxima oportunidade agradeço a participação de vocês por questão de ordem fica por aqui e até o próximo programa se você não assistiu nosso programa por inteiro é acesse o youtube.com barra tv câmara campinas entre na playlist do questão de ordem aí você acompanha tanto esse tema quanto tantos outros que nós trazemos aqui e até o próximo questão de [Música] [Música]