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Olá, [Música] começa agora o programa Questão de Ordem, que hoje vai debater o TDL. Você já ouviu falar, é o transtorno do desenvolvimento da linguagem. Crianças com TDL têm dificuldade para se comunicar, se expressar com clareza. Muitas vezes também tem problemas para entender o que as pessoas dizem, independente do idioma utilizado. Então, como isso afeta a vida desta criança? E como ajudá-la? Como o transtorno é descoberto e tem tratamento? Bom, são muitos questionamentos e para este debate eu recebo aqui no estúdio o presidente da Câmara, o vereador Luís Rossini, autor do projeto de lei já aprovado na Câmara e sancionado pelo prefeito sobre a semana de conscientização sobre o transtorno do desenvolvimento da linguagem no calendário oficial do município. A vereadora Aguida Calisto, autora do projeto também aprovado aqui no legislativo e já sancionado pelo prefeito, que é a Lei Municipal de Atenção à gagueira e a pessoa que gagueja. Participa do programa Questão de Ordem a Esila Paula Mesquita. Ela que é fono, audióloga, clínica, docente e sócia fundadora da clínica Aprimente. E de maneira online participa a Charon Stephanie Ortolani, que é terapeuta ABA, que nós vamos saber já já o trabalho, o método que é utilizado e que é mãe da Raquel, que tem 7 anos e tem o TDL, então vai contribuir muito aqui com o programa sobre esta vivência profissional e também pessoal. Lembrando, gente, que o programa vai acontecer. Farei as interrupções apenas quando o necessário. Presidente Luizini, começo com o senhor. Para quem não está ainda familiarizado, para quem não acompanhou as discussões, votações sobre este projeto, como é que surgiu esta iniciativa, quais são os objetivos? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. É que agradeço. Primeiro queria cumprimentar minha companheira vereadora Guida, né, de se dispor a conversar com a gente, debater esse tema. Lene que veio aqui, né, profissional da área e também a Charon que tá remotamente aqui. Na verdade, eu fui procurado por essas profissionais da área da fonodologia, psicóloga, terapeutas ocupacionais que já atuam um pouco e estão fazendo um movimento para conscientização sobre o TDL, né, o transtorno do desenvolvimento da linguagem. E surgiu então a proposta de se criar uma lei com uma semana para que a gente pudesse levar paraa sociedade essa discussão, as informações, dar visibilidade ao problema. E a partir daí, com essa conscientização que deve envolver também educadores, né? porque as crianças certamente estão eh nesse processo de aprendizagem em alguma escola, os profissionais da área da saúde, porque ao conhecerem, entenderem, saberem que existe esse transtorno de do desenvolvimento da linguagem, possam, a partir de um olhar mais especializado, identificar isso e, obviamente, ajudar primeiro no diagnóstico eh precoce do transtorno, segundo e tentar encaminhar essa essa criança ou essa pessoa para que possa ser cuidada, atendida, né, e minimizar talvez os danos, efeitos do transtorno. Para para mim era uma novidade, para ser honesto, nunca nem tinha ouvido falar disso e a gente que se acha pessoas bem informadas, né? Então é mais uma razão da gente fazer a lei. E eu quero já te cumprimentar você, Gabriel, toda a equipe da TV Câmara, por permitir que a gente trouxesse nesse questão, nessa questão de ordem, né, nesse programa, essa discussão aqui é o pontapé de um movimento que a gente espera que cresça e chegue a todas as pessoas. Não, nós aqui agradecemos e essa é a nossa função também como uma TV pública, né, de dar voz a esses transtornos, porque as descobertas elas foram recentes também, mas não é novo e a gente vai descobrir isso ao longo do programa. Participa aqui com a gente a vereadora Guida Calisto. Seu projeto pretende trazer o diagnóstico precoce, o tratamento multiprofissional, interdisciplinar, além da garantia de acesso a serviços de saúde especializados? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem, Guil. Obrigada, Gabriel. Obrigada também por estar aqui com nessa nessa mesa que não é uma mesa, né? Uma roda com o presidente da Câmara, vereador Rossini, aila, né, e a Charon que acompanha a gente e de forma remota. Eh, nós apresentamos um projeto de lei que hoje já é lei, né? A gente fica tão com essa mania de projeto, projeto e esquece muitas vezes que já foi sancionada, né? Então, já é uma lei do município. Ela me foi apresentada para uma para uma pessoa, para um cidadão aqui aqui da cidade de Campinas que ele gagueja, né? E ele escolheu justamente eu, porque eu também gaguejo. Então assim, ele ele falou que ele assistia a TV, ele ficava olhando para quem queria. Aí ele falou assim que algumas vezes ele me ouvia falar, ele falava assim: "Não, ela não acho que ela esquece, ela ela tropeça". Aí depois ele percebeu, não, ela é gaga mesmo, vai me representar, né? É, vai me representar. Então eu fiquei bastante feliz por isso. Quando chegou o projeto, eu eu comecei a rir, né? Eu falei assim: "Com certeza ele percebeu que eu sou Gaga". Eh, e aí ele me escolheu, o Michel e eu fiquei super feliz, né? Porque é isso, né? Você é eleito justamente para cumprir uma função, né? uma função social importante, principalmente de representação. Então, eu me senti bastante honrada e eh esse projeto, na verdade, esse projeto veio para votar, votou, aí passou um tempinho para para entrar na segunda pauta, né? E aí acho que demorou um pouco, né, nesse procedimento interno aqui, né, da dos projetos entrarem. E aí ele ele questionou a gente, que eu também não sabia que tinha uma forma. Já já tô até avisando você. Se tiver algum projeto aí que não que não anda, é só eh fazer lá reclamação, acho que no site do Tribunal Eleitoral, uma coisa assim, e veio pela plataforma do Tribunal o por que não, assim, aí veio o questionamento para mim, né? Falei assim: "Ah, eu vou questionar o presidente, né, porque é ele que decide". E aí, mas também foi super fácil. Aí o presidente logo acolheu e já encaminhou paraa votação e foi e foi aprovado. De fato, é muito importante. Eu acho que tanto o meu projeto como o projeto do vereador Rossini, porque eu sou uma profissional de educação, de educação infantil, eu lido com as crianças pequenas, né, na primeiríssima infância e logo ali no início, quando as crianças estão aprendendo a falar. E na educação a gente tem, nós temos vários desafios, vários problemas, várias questões, eh, e que a gente precisa dialogar, né, principalmente do ponto de vista, porque o medo do dos educadores, acho que os educadores de forma geral, principalmente os mais compromissados, eles têm medo de uma certa patologização, né, que fala, tipo, ficar atribuindo tudo que é doença, diagnóstico, né, ou então uma banalização dos diagnósticos, né? Então, existe essa preocupação e e de e de estigmatizar aquela criança, né? achar que, ah, ela não consegue falar porque ela tem alguma questão e a e a e nisso estigma aquela criança e deixa aquela criança muitas vezes excluída, sem est incluída num processo mais amplo de participação, de interação ou de não respeitar a sua individualidade. Então essa é uma questão também que é muito que é muito presente, mas ao mesmo tempo eh eu também tenho um certo medo, um certo receio, uma certa preocupação que a gente também eh ficando muito preocupado que a gente pode estar incorrendo num erro de banalizar diagnóstico, de tudo trazer como um diagnóstico, né, de alguma síndrome, alguma coisa, de algum transtorno, eh a a gente também deixar de fazer o atendimento no momento correto, fazer uma intervenção naquele momento correto que poderíamos ter um resultado mais efetivo. Então essa é uma preocupação também na educação infantil mesmo. Eu sou monitora de creche, não sou eh não ocupo cargo de professor, apesar da função ser similar, a gente eu não não eu não ocupo esse cargo. Então, quando as monitoras, que são aquelas que ficam o maior tempo do dia com as crianças, nós a gente percebe isso, sabe, Cila? percebe assim, olha, a gente tá percebendo que tal criança tem dificuldade na fala, que tal criança tem dificuldade em alguma coisa, na interação, não interage, tal criança apresenta, enfim, né, qualquer elemento, isso é meio escanteado. Aí quando essa criança passa a nas séries, né, nas nos anos superiores, que aí vai demandar de uma autonomia maior dele e ele vai ter menos profissional para para auxiliar, aí todo mundo presta atenção. Ah, eu não dou conta agora, ah, ele tem algum problema, sabe? Só que aí a dificuldade ela já avançou para um nível aí já avançou. Então é uma preocupação muito grande. A outra preocupação também aí já é da educação. Nós sabemos que a a a educação eh de forma geral historicamente, ela sempre lutou muito para ter recursos, financiamento, recursos, né, orçamento. Então, e hoje a gente tá num num momento em que 25% do orçamento de todo o município, né, do executivo, enfim, 25% desse orçamento, ele é obrigatório ser destinado para educação. E aí entra uma preocupação também, uma preocupação de outras áreas querer estar utilizando esses recursos que não sejam para educação. Então também tem essa preocupação, mas são elementos que precisam ser colocados, porque esse aluno, essa criança, essa pessoa, ela precisa ter acesso a uma educação, acesso ao saber, acesso, né, aos aos aos processos, aos procedimentos e e para e muitas vezes para ter ela vai precisar desse suporte a mais. Então são questões que são colocadas e que nos preocupam bastante e essa preocupação é legítima. Ao longo do programa, nós vamos debater isso, né, sobre as diferenças do TDL, do atraso, do TDH, do autismo, porque em algum momento será que isso se confunde? Então, é legítimo essa preocupação, principalmente dos educadores, de poder fazer esse encaminhamento correto aí para os profissionais. Esila Paula Mesquita, foi audióloga clínica, docente. Primeiramente, qual que é o trabalho realizado pela clínica aprimentente? Como é que é o dia a dia? Quais são as dificuldades? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Muito obrigada, Gabriel, Rosine, Guida, Charon, que tá aí de forma virtual, de forma remota. Queria muito agradecer, acho que vou iniciar antes de responder sua pergunta, queria tomar a liberdade de agradecer mais uma vez, né, pela lei que foi sancionada eh pelo presidente da Câmara e pelo prefeito Dario Saad. Eh, é uma assim, não a gente não consegue explicar o quanto que esse passo foi importante eh pro TDL. TDL é uma coisa séria, né? É um assunto de saúde pública. A gente é o primeiro passo para que essas crianças sejam eh enxergadas, sejam entendidas para que todos saibam e a gente realmente torne aquilo que é invisível, visível. É isso que a gente quer, tá? Eh, a clínica é uma clínica multidisciplinar, né? Então, eu sou fondeóloga, tem outras fonólogas na clínica, neuropsicóloga, eh pedagogas, psicólogas comportamentais e o público eh mais frequente aí é o público infantil, né? Então, o que a gente até aproveitando aí a fala da da Guida, pegando um pouquinho eh sobre o que ela falou sobre a questão dos diagnósticos, né? Então, a gente tem eh muitas famílias, a preocupação grande é receber as famílias de uma forma com que essa criança seja avaliada da forma mais correta e assertiva possível, né, dentro das dificuldades que a gente tem de avaliar uma criança, principalmente as crianças pequenas, né, principalmente as crianças que não falam, como você avalia uma criança que não tem oralidade nenhuma, né? Eh, então é isso e eh esses pais receberem o diagnóstico, né? Então, muitas vezes, alguns diagnósticos eles podem eh ser compreendidos como limitador de comunicação da criança. E isso paraa família é muito difícil, né? Você ter uma criança que não vai poder se comunicar. Então, acho que tudo isso a gente precisa entender. O, é diferente de rótulo. Então, eu falo mas eu me preocupo muito da minha criança ser rotulada na escola, né? Muitos pedidos a gente já receber. Eu não quero que fale sobre o diagnóstico, não quero. E eu costumo falar uma frase que é assim: rótulo é quando o diagnóstico é errado. Se o diagnóstico é certo, se foi feito com uma avaliação séria, esse diagnóstico só vai auxiliar a criança, né? Vai dar fazer com que essa criança seja incluída, seja compreendida pelos profissionais, né? Então, a fala de que, ah, mas ela é muito pequenininha, então a gente vai deixar o diagnóstico precoce. E esses anos que essa criança poderia ter tido intervenção que foi, né, que seria muito importante, ajudaria a diminuir o impacto dessa criança quando adolescente, quando adulto. Então, quando eu falo que é um assunto sério, é um assunto muito sério. a gente vai falar de bullying, eh, a as estimativas principalmente dos países americanos e do Reino Unido, que é um país que estuda muito TDL, eh, assim, é altíssimo o índice de adolescentes e adultos com TDL que tentam suicídio, que se envolvem com drogas. Eh, então é um assunto muito sério e que nós vamos debater ao longo aqui do nosso programa Questão de Ordem, exatamente os temas que foram abordados até aqui. Participa aqui do nosso programa de forma online a Charon Stefanie Ortolani. Primeiro nos conte, né, na sua apresentação. Eu falei que você é uma terapeuta ABA, né? Eh, qual que é o método utilizado, área de atuação. Seja bem-vinda ao programa Questão de Ordem. Muito, muito obrigada. Então, vamos lá. Eh, a terapia aba é uma terapia, é a análise do comportamento aplicada. Normalmente a gente trabalha, o foco principal hoje em dia, é, são as crianças autistas, né? Eu também trabalho numa clínica, é uma clínica também multidisciplinar e tem e assim quando eu comecei a trabalhar com as crianças mesmo, eu percebia eh que tinha alguma coisa diferente, que foi até o que você falou, Gabriel, entre o autismo e tinha algumas crianças que eu falava: "Mas não é possível ser autista, porque o meu foco principal era o autista". O autismo, né? até eu ter o diagnóstico da minha filha, porque eu sempre percebia que a minha filha era diferente das outras. Eu tenho uma sobrinha seis meses mais velha que ela e o desenvolvimento das duas, eles eram muito diferente. A minha sobrinha sempre fazia as coisas dentro do marco e a minha filha sempre tava um pouquinho para trás. E uma coisa que me chamou muito atenção foi exatamente isso que a Sila falou agora do olhar atencioso até pra escuta de uma mãe, porque eu senti isso na pele. Eu procurei médicos, procurei até alguns fonodiólogos, procurei assim uma equipe porque eu falava assim: "A minha filha é diferente". E eu escutei é assim com dor no coração, nossa, você tá procurando pelo em ovo porque o senhor só trabalha com essas crianças aí. E isso foi uma coisa que eu falei: "Não, não é possível isso, sabe?" Então eu falei: "Não, eu vamos buscar". Ela tinha uma fala muito enrolada, ela tinha uma coisa muito diferente. E aí quando eu consegui buscar realmente o diagnóstico, eu fui atrás até de pessoas que pudessem me ajudar no desenvolvimento dela, porque eu também não queria só um rótulo, entendeu? Diagnóstico, charonculpa, não entendi. Quantos anos a Raquel tinha quando recebeu o diagnóstico? cinco. Mas eu já tava em busca de de não de um diagnóstico, tava em busca de uma ajuda desde dos três, ou seja, e aí foi que eu fui atrás de pessoas que pudessem me ajudar e me apresentaram aila. E aí eu falei: "Não, vamos, vamos juntas". Aí até a médica da Raquel me passou eh entrou em contato comigo e falou: "Olha, eh tem um projeto de lei Rossine, eu te agradeço eternamente assim porque falar, ó, o presidente da Câmara quer fazer a lei de visibilidade do TDL. Frei, não pode me pôr em contato porque eu vou, a gente tem que conseguir, porque uma coisa, Gabriel, que é um uma dificuldade muito grande das crianças com TDL, é porque elas não têm direito à terapia, a nenhuma, nada pelo convênio assim. Então, eh, seria um, até outro dia eu escutei uma frase que foi uma coisa que também me deixou muito triste. Nossa, TDL é transtorno para rico. Aí eu falei, não, TDL é um transtorno assim, é o, infelizmente o transtorno não escolhe classe social. Então, olha como é complexo e como é importante este relato da Charon, que desde o início já percebeu um certo atraso, foi buscar esta ajuda e o diagnóstico veio quando ela tinha 5 anos. Então, olha quanto tempo se passou em busca disso. Rossine e Guida, vocês dois fizeram projetos de lei em relação à saúde, né? Como é que enxergam a importância do papel do legislativo nestas questões? É, primeiro eu acho que ao fazer isso uma lei, né, é mostrando que a Câmara tá atenta, acompanhando os movimentos, as demandas que chegam até nós através da sociedade. Mas eu queria fazer uma pergunta paraaum, por favor. Eh, porque assim, a gente tem falado da dificuldade de diagnosticar, né, como você falou, no caso do TDL, né, assim, como é que você consegue fazer essa diferenciação ou caracterizar a possibilidade da criança ter esse transtorno? é na observação, é uma namnese, algum exame específico, como é que assim a gente consegue e já que até você falou assim, a criança às vezes nem fala, né? Como é que a gente consegue eventualmente para antecipar essa esse diagnóstico, tá? Eh, a gente deve ser fácil, né? Não deve não, não é fácil. E eu vou tentar resumir porque seria uma aula. Tá bom. Eh, mas é uma pergunta ótima, porque eu acho que é essencial, né, que isso seja esclarecido, né, no programa e que tem acesso, que muita gente tem acesso. Eh, o diagnóstico, na verdade, a desconfiança, ela tem que vir quando a criança não respeita aqueles marcos que são eh, que ela tem que que atingir em cada faixa etária, né? Então, eu tenho uma criança entre um e 2 anos. É uma criança que já tem que falar eh com 2 anos é o boom do vocabulário, uma criança que tá aprendendo todas as palavras. já começo a juntar duas palavras formando frases. Uma criança que compreende comando simples. Eh, se eu vi que a minha criança já tá fora, eh, eu já tenho que procurar ajuda. Então, foi-se a época que eu procurei. Exatamente. Foi-se a época em que, eh, ainda existem, tá, profissionais da saúde que falam: "Espera um pouco, é o tempo dela." Meu vizinho falou com 4 anos, isso não existe mais, né? Eh, isso não existe mais. Então, porque tantas pessoas se preocupam se a criança não anda e correm pro médico e as crianças falam que para e as pessoas falam que paraa criança falar pode esperar, não pode esperar, tá? Então, uma criança que com 2 anos não fala, não aponta, não tá olhando o ambiente, procura em ajuda. Então, as manifestações do TDL, elas podem ser variadas, né? Eu posso eh desde uma criança que atrasou na na aquisição de linguagem de fala ou uma criança que fala, mas que é totalmente ininteligível ou pouco inteligível. Eh, e eu tenho até crianças que atrasam um pouco, mas falam OK, dentro do esperado, mas são crianças que não compreendem comandos, são crianças que invertem as ordens gramaticais das frases. A gente até brinca que a gente fala assim: "Parece um estrangeiro da própria língua". Uhum. Né? como se você não entendesse aquilo que estão falando e que é um vocabulário que é tão frequente. Então, eh, respondendo à pergunta do Rossine, a avaliação fonodiológica é uma das primordiais, né? E inicialmente essa criança passa assim, então quando você pensa, a criança não tá falando ou tá falando pouco, fono, né? Então esse diagnóstico, mesmo que eu não consiga fechar esse diagnóstico por completo, porque eu preciso de outras avaliações complementares, eh eu começo a intervir com a criança, independente se esse diagnóstico seja fechado ou não, essa criança precisa entrar em intervenção. Quanto mais cedo ela entrar, menor o impacto dessas dificuldades, tá? Saibam que eu estou com uma atenção redobrada neste programa, que eu tenho um filho lá em casa de um ano, viu? informaçõer lá para saber se tá tudo certinho. Mas quando ele vai na pediatria, isso acontece, viu? Faz, tá fazendo isso, já tá falando, já tá não sei o que e já vai. Então esse acompanhamento realmente é muito importante. Oi, Charon. Então, a minha filha, a primeira coisa que eu comecei a observar é que ela tinha, parecia que a língua dela era solta, tá? Ela tinha uns dois aninhos. a língua para ela falar ficava quase rindo inteligível, era só mãe que entendia. E a língua dela sambava. E uma outra coisa que me chamou muita atenção, logo que ela era pequenininha, ela tinha muita dificuldade de comer carne, ela não engolia, ela ficava com aquela carne ali e aí ela falava: "Não consego, não consegue". É, não consego. Já te chamou atenção de algo que deveria estar fazendo pra idade? já deveria tá fazendo pra idade justamente. Ótimo. Então são peg e outra coisa que me chamou, ela já tinha uns três aninhos, que foi a hora que eu falei, não tem coisa errada aí mesmo. Eu eu brincava que ela parecia ser daltônica, mas era um daltônico que tinham várias cores, porque uma hora o vermelho era azul, outra hora o vermelho era amarelo. Ela nunca tinha uma definição de cor. Tá? Então são coisas que são simples e às vezes a gente até acha, ai que bonitinho, olha ela tá falando errado. Mas ela, por exemplo, a minha filha falou essa semana para mim, que até contei pra Sila, eh, que ela precisava matar uma terozinha. Hum. E eu fiquei olhando, falei: "O que será uma terozinha?" Era uma tesourinha, um bichinho. Hum. Ela trocou. Eles, ela troca. Então é catarrapos. heterosinha. É, o relato é importante para são sinais que a gente pode ir observando e realmente não ter medo de procurar ajuda, né, Sila? É assim, não é a não é um crime procurar ajuda, não é um problema procurar ajuda, é na verdade é uma coisa boa, porque quanto antes a intervenção melhor ela vai ter o desenvolvimento, melhor ela vai ter o aprendizado e tudo mais. Sem dúvida. Só antes de passar para eh Guida, a importância do legislativo tá atento a essas pautas, principalmente relacionadas à área da saúde. É porque a gente tem uma uma cidade muito complexa, né? Uma cidade com sistema de saúde eh muito denso, com muita com muita demanda. Uhum. Muita área para ser atendida. A gente tem também tem um sistema, um de educação municipal de educação, né? também eh com muita área de de atendimento. No município, a gente sabe que a educação especial, como é chamado, educação para atendimento de crianças com deficiências e transtornos, enfim, é é sim uma área muito potente, muito organizada, com muita gente especializada, mas a gente sabe ainda que é muito que falta a quem ainda, né, da necessidade da demanda. Então eu ouvindo a Charon falar, a minha preocupação veio nesse sentido, né? Primeiro é a gente conseguir fazer eh de fato efetivar de fato essa intersecção, essa essa interação entre saúde e educação que a gente tem uma grande dificuldade. Volto a dizer, a educação tem vários desafios, dificuldades de achar que tão entrando na sua área, que estão interferindo na sua área, que que isso também é compreensível, né? É, inclusive, eh, dá, dá para entender o por que muitas vezes os educadores se comportam dessa forma, porque de fato tem muita gente que não é educador, que não que não é pedagogo e que se mete muito na área, né? Todo mundo quer ser professor, todo mundo quer saber. Isso é um é um problema sério, né? Mas ao mesmo tempo a educação muitas vezes se fecha também, só que a mesma criança que ela atende é essa criança que precisa também desse suporte na área da saúde, por exemplo. E a minha preocupação, Gabriel, eh, Charon, veio nesse sentido. Ou seja, a Charon, ela já era uma uma profissional que trabalhava na área, ela já é uma pessoa especialista de alguma área, porque ela ela é ela é terapeuta, então ela já sabia que tinha algo errado ali. Tem aquelas pessoas que não têm todo esse suporte técnico, conhecimento que ela tem. O que é pior, tem aquelas famílias mais vulnerabilizadas, vulneráveis, que diante de tanta dificuldade da vida, né, pessoas, mãe solo, sozinha, com monte de filho, como que ela vai falar, ela vai falar, eu não dou, eu não vou dar conta. É, então a minha preocupação é nesse sentido, é de fato a gente, o legislativo apresentar um projeto de lei desse, mas que não seja só mais uma lei, sabe? Eu sei que a população adora lei. A população qualquer coisa fala: "Ah, apresenta uma lei". E vereador também adora a lei, né? A gente até brinca que tinha um vereador aqui que ele tirava as leis, né? Ah, vamos mandar que vá porque é é mu é muita burocracia. Aí a gente até brincou, por isso que ele perdeu a eleição, porque ele tirava as leis. Porque o povo gosta de lei, né? Mas não adianta a gente colocar lei que não funciona, gente. Não adianta. A gente, né, fica parecendo um lugar que você coloca uma pasta, um armário com um monte de pasta e que não vai funcionar. a gente, nós precisamos ter legislação que de fato funcione e funcione para o bem da população. A minha preocupação foi isso que a Charon falou. Ela conseguiu, né, e entender rapidamente. Muitas vão conseguir, que a gente sabe que tem muitas mães, enfim, muito atenta que pesquisa, né? Mas a gente sabe também das diversas outras famílias que tem muitas dificuldades, poucas condições e que com certeza nós vamos ter outras crianças também impactadas, né? Eh, com essa com essa síndrome, né? é uma síndrome com esse transtorno transtorno e eh e e não vai ter e pode não ter o acompanhamento que poderia ser muito efetivo, né? Mas viu, aproveitando essa fala da Guida, Guida, você deve ter ouvido falar, né, que tem lei que pega e tem lei que não pega. Lei é que nem catapora, né? Às vezes pega, às vezes não pega. Qual, na minha visão, qual a lei que pega? aquela que a sociedade adere, aquela que a sociedade e no caso o nascimento tanto da lei da gagueira quanto essa veio da própria sociedade como uma demanda da sociedade. Então agora com a lei vigorando, o que a gente precisa é fazer ações como essa. Nós estamos aqui nesse programa falando um pouco disso. Vamos fazer uma primeira parte da sessão, mas nós temos que provocar aqueles que são especialistas ou profissionais da área da educação, da saúde, para mim para levar informação, é tirar todo mundo do lugar comum. Às vezes assim, a a ignorância é quando você não conhece alguma coisa. Então, na hora que você leva, talvez você joga a luz em cima de alguma coisa que possa até fazer com que os profissionais se interessem. E aí contar com o apoio de profissionais como essas aqui estão se dispondo voluntariamente como cidadãs, apesar de serem profissionais da área, a fazer alguma coisa que ajude a todos. É isso. O objetivo, eu acho que é chegar nas famílias que não tem o TDL para você saber, porque às vezes conversando com um amigo, conversando com um familiar, você acaba informando e essa informação ela se dissipa. O outubro rosa é isso. Todo mundo sabe, ó, tá chegando a época da mamografia, nós somos homens, olha, tem mãe, conhece alguém, já fez, já tá na idade. Por quê? Porque você já tem a informação, vai chegar novembro azul, a mulher vai chegar em casa, ó, tá na hora de fazer o exame. Então essa é a importância. Mas essa essa coisa que você falou, né, do outubro rosa, enfim, mas o que que chama a atenção também são os os prédios públicos, principalmente na cor foi o que me ajudou. Eu vejo assim que falei: "Por que tá esse negócio violeta? Por que que tá esse negócio azul?" É. Aí eu vou atrás e beijo. Aí eu procuro, já pego já o celular e beijo, né? Então, eh, e isso é muito importante. Então, a gente precisa ter esses mecanismos mesmo de provocar e o e isso é muito importante que vocês falaram, até vou fazer aqui uma, né, uma relação com tudo isso, porque eh eu me sinto privilegiada, né, assim como outras profissionais. que eu tô num consultório particular, né? Eu atendo crianças de escolas particulares, mas quantas famílias que eu recebo e quantas chamadas eu recebo no consultório dizendo: "Eu queria tanto fazer uma avaliação, mas eu não tenho condições, né? Eh, quantas vezes eu vou em escolas, que são escolas muito conhecidas aqui em Campinas. Eh, a gente tá falando de um município, né, de um de um um nível aí altíssimo quando a gente fala educacional, econômico. E mas o que é TDL? Eu falo: "Olha, se a professora da escola X não sabe o que é, você imagina de bairros mais vulneráveis e nem vai saber identificar, porque você não sabe o que é ter dele, como é que ela vai identificar na criança?" Exatamente, Gabriel. Então essa criança, ela muitas vezes ela passa por preguiçosa. Ah, eu acho que ela é autista porque ela tá quietinha lá no canto, mas ela tá quietinha no canto brincando porque ela precisa da linguagem para brincar e para se comunicar com o outro. né? É, a linguagem permeia tudo. A linguagem permeia a conversação, a socialização, o comportamento. Então, se eu não gosto de alguma coisa e eu não sei falar, eu não consigo me expressar, a criança bate com 6 anos de idade, mas não é mais para est batendo, mas o que que tá aí debaixo, né? E essas famílias mais vulneráveis, elas não têm condições de fazer muitas vezes, quando eu falei no início, das avaliações que são importantes, porque o TDL é um transtorno de linguagem, mas que ele não tem uma causa para este transtorno. Então, eu não tenho uma condição genética que embase esse transtorno, eu não tenho deficiência auditiva. Na verdade, eu tenho que excluir tudo isso. Ah, para que eu exclua tudo isso, o que que eu preciso fazer? solicitar avaliações complementares, audiometrias, eh exames visuais, muitas vezes tombografia ou ressonância magnética. Como essas famílias têm acesso a isso? avalia que é uma avalia de um custo então eh quando a gente entrou nessa nessa luta e eu peguei muito essa garra da Charon porque eu falei: "Olha, você representa muitas mães que eu, muitas famílias que eu atendo que sofrem muito porque a escola não adapta, porque fala: "Mas isso não existe, né?" Eh, é diferente da gente pegar algo. Eu tenho algumas falas que eu eh para que as pessoas consigam entender. E eu falo assim, quando você eh vê uma criança com dislexia, por exemplo, ela tem uma dificuldade de leitura e de escrita. Uhum. Aquilo, me entendam, é palpável, né? Você olha e você vê as dificuldades de escrita, você vê a criança, escuta a criança lendo, você, a linguagem não é palpável. Ah, mas ela fala, ela fala, mas ela não entende. Na hora que você chega para uma criança e fala: "Você devorou esse livro?" Ela olha para você com o olho deste tamanho, fala assim: "Devorou mamãe?" Não, não comi o livro. É porque ela pega tudo pelo sentido literal, né? Então imagina a dificuldade dessa crian deixa dessa criança quando entra na adolescência. Nossa, entendendo memes e tudo, né? Charon, como é que é a rotina de uma mãe que tem TDL, tem muitas mudanças? como é que é este tratamento? Então, a primeira coisa, Gabriel, que a gente foi fazer, eh, na verdade foi a, eh, eu não avisei a escola de imediato, logo que eu tive o laudo, porque eu queria ver como que ela se portava na escola. Eu queria saber porque quem era a Raquel na escola, né? E aí na primeira reunião do primeiro ano, a professora veio me falar justamente o que a Sila acabou de falar. Nossa, ela vai paraa Marte. Nossa, ela é tão desatenta. Nossa, a gente tá falando e ela responde uma coisa completamente diferente. Ainda até brinquei com a professora e falei assim: "Onde ela tá sentada na sala?" Vamos entender primeiro. Aí ela falou lá do meio pro fundo porque ela é muito alta. Eu falei: "Então, ela não vai entender mesmo. Eu falei: "Agora eu posso explicar para vocês". Levei o laudo, mas foi o que a Guida acabou de falar. Qual foi a primeira pergunta da professora? Mas o que é isso? E aí a gente foi, eu fiz uma reunião com as com a professora da educação especial, a gente fez até, eu, aila, e mais uma profissional da saúde, a Michele, a gente fez um movimento agora que a gente tá eh fortemente em outubro, justamente para dar essa visibilidade ao TDL, para mostrar pras escolas, pras professoras, Guida, nosso intuito é mostrar quais são os pontos de atenção pros professores, porque muitas crianças ficam na escola 8 horas por dia. Uhum. E a e a conversa com os pais também é muito pequena, porque é só oi oi como foi o dia, tchau, tchau. Então fica também muito empobrecido, né? Sim. Mas a rotina voltando, é uma rotina eh assim de muitas terapias. Eh, a minha filha é uma filha que teria, se a gente fosse comparar com o autismo, seria um suporte leve. Então ela não tem tanto comprometimento da linguagem, mas isso ela já sofre muito, porque os amigos na escola falam que não entendem o que ela diz, às vezes tem muito ruído em volta, ela não compreende o que que tá acontecendo. Aí eu volto até na terapia aba, porque ela faz terapia aba também, mesmo não tendo outdos de comportamento, porque ela é uma criança que chora muito, muito. E aí você vai perguntar e você vai entender o por que ela tá chorando, é porque ela não tá entendendo nada do que tá acontecendo. Então ela eh começa a chorar e tenta se esquivar. E várias vezes ela já falou para mim assim: "Ah, mamãe, eu preferi brincar sozinha porque ninguém tava me entendendo, eu não tava entendendo ninguém". Então, a gente faz a terapia, a gente faz a fonodiologia e ela faz eh psicopedagogia e terapia ocupacional. É um é um combinho. É, não é fácil. Rossine e Guida, eu acho que tá cada vez mais evidente, né? por inúmeros estudos que o uso excessivo de telas em crianças pode causar déficit de atenção, atraso cognitivo, distúrbio de aprendizado, aumento de impulsividade, diminuição de habilidades aí de regulação própria das emoções, entre outras situações que são prejudiciais. Primeiro, como é que vocês enxergam esta esta dependência de muitas crianças já com celular, com tablet, na televisão, eh, até porque é difícil você isolar completamente uma criança e que muitas vezes essa rotina dos pais acaba colocando, né, em contato essa criança com a tela. Como é que vocês enxergam esta situação? Porque já vou passar para e para Charão também essa relação do uso de tela e o quanto pode ser prejudicial paraa criança e depois fazer uma relação com o TDF. É, vou tentar dar um pitaco sem muita base científica aí, né? Mas eu percebi o seguinte, né? A própria sociedade começou, teve uma época que os pais botaavam as crianças na frente da televisão. Uhum. Para se distrair, para poder fazer outras coisas. Mas eu acho que evoluiu de uma de uma velocidade tão grande a presença da da assim dos meios digitais, da tecnologia na sociedade, que na minha percepção parece que já tá no DNA das crianças, elas já nascem plugadas. Você você coloca um celular na mão de uma criança de um dois aninhos, ela consegue abrir, não sabe nem ler, nem escrever, mas é impressionante. Então assim, acho que é uma evolução da espécie. Até que ponto isso é bom ou ruim, eu não sei. Agora eu sinto falta das brincadeiras lúdicas. Eu sinto falta de ter mais oportunidade das crianças andar descalça, de jogar bolinha de good, de ter, sabe, essas coisas. Eu não sei como fazer essa esse equilíbrio, né? Mas preocupa sem eh hoje até a dependência, né, das teles fato que tá sendo discutido, né? As pessoas ficam ali ligadas 24 horas por dia. Às vezes se desenvolve muito em alguns aspectos, outro não sei. Me preocupa essa fala também da Charon quando ela fala da filha dela, porque a criança nessa condição acaba tendo um sofrimento mental que a gente não, ela não consegue se expressar e a gente não consegue medir, né? A partir disso, pode ser até que ela, tomara que não, Deus queira que não, desenvolveu um outro tipo de trauma. Uhum. Mas assim, eu não sei se as teles ou essa eh muito, eu acho que os pais deveriam dosar mais, né? Isso. Mas eh não sei te dizer, e aí eu quero ouvir também especialistas se isso é ruim demais ou pode ter algum aspecto positivo. Mas me parece, na minha visão, assim, nesse processo de evolução, a criançada ela nasce plugada, conectada, tem uma facilidade de utilizar essas coisas que por um lado me surpreende, que legal, né? por outro. Falei, será que ela tá deixando também de adquirir outras através de outras brincadeiras, né, outras experiências, vivências que poderiam melhorar até seu processo de desenvolvimento? Sei até fazendo um relato antes de passar pra Guida, né, em casa a gente tem o combinado e minha esposa que até 2 anos é zero tela com o meu filho, nem televisão. Então, às vezes quer assistir jornal, a gente vai para um outro quarto, fica longe, porque a gente não deixa televisão, celular, nada. toca o celular, ele já aponta e já sabe. A gente fala: "Mas não é possível. Ele não tem contato com o celular. Como é que ele sabe que é o celular?" E ele tem um desespero para pegar o celular, a gente fala: "Mas a gente não fica nem no celular perto dele." Então, de fato, isso que o Ross falou que tá no DN é mais ou menos is e na escola dele também é zero tela, não tem televisão, não tem absolutamente nada, mas eles têm. Então falou, realmente até dois anos tem que ser zero mesmo, porque daqui pra frente depois vai ser difícil fugir. Guida, como é que você enxerga essa situação dessas crianças? Eu acho que as telas elas eh a gente tem falado muito, né, sobre isso, sobre o o uso excessivo, tal, mas eu vejo, eu não vejo nem só pelas crianças, eu vejo até por mim. É o quanto isso é perturbador assim. Eh, eu perco sono. Se eu acordar de madrugada e pegar o celular, acabou. Não durmo mais. Eu eu tenho que fazer assim uma um compromisso comigo para eu dormir. Eu tenho que deixar o celular longe, que qualquer coisa eu já vou com a mão, eu já tô o tempo inteiro. E, e você vê que é um grau de ansiedade, é um grau de ler, é uma ansiedade para ver o que tá acontecendo, o que que aconteceu, se alguém mandou mensagem, se você tem que encaminhar alguma coisa, você fica escrava, você não tem tempo de descanso, você não tem tempo, de Isso é prejudicial, isso coloca a gente num ritmo de ansiedade, de aceleramento, é insuportável. Agora, imagine as crianças, imagine as crianças. Então eu realmente eu eu assim eu eh e concordo muito com o que o Rossine falou, mas eu já tenho meio que uma um posicionamento. Eu acho que é é eh eh obviamente que é um é uma tecnologia importante, necessário, a é um é um suporte importantíssimo pro trabalho, mas eu acho também que ela tem sido muito prejudicial. Eh, as nossas crianças hoje a gente sempre teve, por exemplo, eu venho da educação infantil, aí a gente sempre ficava muito preocupado com as crianças pequenas e de não ficar separando as crianças nas brincadeiras por gênero, porque a gente percebia que os meninos tinham mais condições de explorar, né, os espaços. Então os meninos eh corria mais, sobe na árvore e as meninas brincando parada, né? Isso explica inclusive de muitas de muitos adultos, mulheres que não sabe falar direita, esquerda, né? A gente fala isso, né? Aí aí eu brinco, fal essa essa aqui, essa aqui, né? Mas por quê? Porque a gente nem explorar o espaço, nós mulheres, né? Enquanto quando a gente era menina, a gente pôde, as nossas brincadeiras era muito parada, era muito ali, né, quieta, enquanto que os meninos exploravam tudo. Então, os meninos têm mais conhecimento espacial, tem mais essa noção e a gente nunca teve. E e os medos também, porque que eles são mais, né, vão, são, não é uma questão que eles já nascem assim, é culturalmente isso, isso é desenvolvido, estimulado para isso. Então eles se colocam, as meninas não, as meninas é para Então e e isso prejudica muito, né, na nossa vida de forma geral. E aí agora com as telas pior, né? A gente tem visto aí eh situações de adolescentes que estão enfiado, né, nessas redes, nessas de P web. Gente, é muito preocupante. Adolescentes com com dificuldade de relacionamento assim muito sério, né? Eh, nos preocupa muito isso. É uma coisa assim, tudo virtual, assustador, fora restaurante, né? Já repararam? No restaurante sempre tem o celularzinho ali, o fone é uma bolha mesa. Às vezes você tá na mesa, as pessoas não estão conversando. Tem um casal, tá os quatro com celular. Então assim, eu fico eu fico muito, muito preocupada mesmo. Eu sou daquela também que acha que criança tem que colocar o pé na chão, pé na grama, tem que sentir a grama molhada, tem que brincar de amarelinha, tem que brincar de bolinha de good. Minha mãe não gostava, mas tem que brincar de pipa lugar certo, sem cerol. Cerol. né? E pipinha baixa também, nada. Então assim, eu sou daquelas que acha que tem que a criança tem que viver a infância. Eu acho que ter uma infância digna, uma infância revolucionária, né, que eu sou de esquerda, uma infância revolucionária é garantir que a criança possa brincar, possa curtir a sua infância, porque é muito triste quando hoje a gente vê que as nossas crianças não têm mais essa oportunidade. É muito ruim. Esila e depois charon. Excesso de tela. Não causa TDL, me corrijam se eu estiver equivocado, mas afeta esse desenvolvimento sensorial da criança que é importante para esse desenvolvimento da linguagem. Muito, não só sensorial, mas linguístico também, né? Então, quando a criança tá na frente da tela, eu ocupo um papel passivo. Eu tô passivamente ali sem trocar nada com ninguém, né? Eh, e a gente, até a Guida falou, porque é uma, a gente, eu vejo por mim, né? Você falou e é mesmo quando nós estamos eh eu brinco lá em casa que quando eu não consigo responder todas as mensagens eu falo: "Dá licença que agora eu vou entrar na bolha". É porque daí você não escuta mais nada, você tá ali. Acontece a mesma coisa com a criança. Então pensa numa criança que já saiu atrasada, né? Ela tem um atraso de linguagem, ela não fala como ela deveria estar falando, com celular na mão, ela só faz assim, não tem paciência de eh esperar um desenho acabar. Ela faz assim. É aquela criança quando você vai contar a história fal tá acabando, não tem paciência porque só falta ela passar a mão em mim para mudar. Já já ela não consegue, né? Vai próxima agora. Próxima. Então, eh, mas tem benefícios? Ah, é uma tecnologia. Então, você tem benefícios visuais, eh, sonoros, mas na infância tem mais malefícios do que benefícios. Então, nada como um brincar no chão, uma brincadeira simbólica, como a gente fazia de fazer comidinha, de carrinho. Eh, isso desenvolve a linguagem, a troca de papéis, a imaginação. Exatamente. Na tela eu não imagino nada, tá tudo pronto. É verdade. Verdade. Charão, quero ouvi-la também e já acrescentar se a Raquel já tem celular, se ela assiste desenho na televisão, como é que é essa relação com as telas. Bom, na verdade eu sou um pouco exigente com isso. A Raquel não tem celular, não tem ainda nem perspectiva de ter um celular. na minha casa, na minha casa é um tempo super limitado assim e é quando assim não tem outra opção, porque eh na minha casa tem jogos, na minha casa tem brinquedos. Foi o que a Faila falou, tem que ter, eu acho que a gente tem que aprender e ensinar pras crianças o que é o óscio, porque muitas vezes a gente tem que esperar e não tem paciência. Eles não têm paciência para nada. Contar uma história. Nossa, como foi seu dia? Mas é só isso, né? Não, mas é só isso, né? Não, calma, eu tô contando. Você presta atenção no que eu tô falando. É a troca de turno. Então, eu tô falando, você vai responder. Porque qual que é a grande eh dificuldade da criança? Principalmente, né? Porque eu sempre trabalho muito só com criança. Então, qual que é a principal dificuldade da criança com o TDL? é a linguagem. Mas o que é a linguagem? É muito mais do que só o falar. É a comunicação como um todo. E a comunicação no celular, ela é você só vai ver o que você quer. E não é só isso. Por exemplo, como ela falou, ah, um segmento de instrução. A criança com TDL, ela tem muita dificuldade de fazer, por exemplo, se você pedir duas coisas para ela, vai lembrar da primeira. A segunda pode ser que no meio do caminho ela fala que que era mesmo que você queria, porque ela tem. E quando você fica no celular, você e você fica passando o que você quer e você não tem o tempo para nada, né? Fica o tempo do celular e a paciência. Aí, então eu sou completamente a favor de não ter celular até uma assim o final até acho que talvez da segunda infância. Uhum. Porque eu acho que tem que ter um joelho calado, tem que aprender a brincar, tem que até porque isso você vai ajudar muito na resolução de conflitos da sua vida adulta. Com certeza. Eu eu sempre brinco, meu eu tenho um filho mais velho e ele fala assim: "Mas mamãe, do que que eu brinco?" Eu falo: "Ué, usa sua imaginação". Eu falei assim: "Olha, a mamãe, ela demorou meses para deixar essa massa bem prontinha, então vamos usar ela. É isso. Não é legal. É, o Rossine Aguida falou algo importante, né? Porque muitas vezes os pais, os responsáveis com quem as crianças ficam, né, são os exemplos e eles estão o tempo inteiro nos observando. Então, se a gente tá no celular, se a criança tá vendo a gente toda hora no celular e e a tela já tem a luz, já tem todos os estímulos de som, de não sei o quê, ela vai crescer com isso. Então eu acho que fica o alerta, óbvio, né, pras crianças, pros educadores estão ali no contato com as crianças, já tem essa lei que não pode celular na escola, né, que tá em vigor aqui na nossa cidade, mas acho que dentro de casa há um puxão de orelha também, uma atenção especial pros pais irresponsáveis, né? E não só com relação ao uso de celular, né? Eh, eu acho que a a os nossos filhos desde pequenininho, nós somos heróis deles. Eles ficam observando e quer imitar a gente em tudo, né? Eu lembro que a gente fazia uma até palestra de prevenção às drogas, tal, eh, e havia um dado estatístico de um tempo atrás de que é muita intoxicação por medicamento como criança. Mas o que acontecia? O pai e a mãe tomava o medicamento e deixava no local que ela era que era acessível. Na ausência do pai, que que a criança fazia? Ia lá, pegava, pegava e tomava e tomava, né? Então eu acho que a gente tem que ter muito cuidado, sim, porque eles estão observando, tão assim com as anteninhas ligada e como nós somos os heróis dele, eles tentam nos imitar. Eu acho que a gente tem que tomar muito cuidado, não só com relação à tela, bebida alc várias coisas. Agora, uma coisa que eu percebo, né, que assim parece a tecnologia, ao invés de deixar a gente com mais tempo livre, parece que tá de gente mais preso a tudo, né? Mas, né? Antes você não tinha celular, você cara quer usar no dirigindo, acidente de carro, tal. É uma loucura isso que a Guida falou. É verdade. Eu sou analógico ainda. Às vezes as pessoas ficam bravas. Mandei um zap para você, uma mensagem, você não viu porque eu não não ainda não. Eh, mas o o que eu acho também é o seguinte. Os pais na hora que colocam o filho eles têm uma responsabilidade de educação pelos filhos e às vezes por causa do correria do dia a dia, chega em casa esgotado, a criança, eles negam atenção, né? e e justificar, não tenho tempo, tô correndo. E vai largando. Então, uma forma de é às vezes os pais, eu falei que botava na frente da televisão, hoje os pais usam isso como uma forma, é como aquilo lá, pensa o pai que há muito tempo longe, não passar em casa, quando ele volta, ele enche os filhos de presente, que parece para compensar alguma coisa. Eu acho que sim, que você falou, um puxão de orelha, a gente precisa repensar mesmo essa relação pais e filhos, como educar. Eu acho que não é fácil ter filho, não é fácil educar nessa sociedade louca que muda numa velocidade enorme. A gente precisa ter uma escola de pais. Eu acho que eh mas sim, a gente tem que tomar cuidado, viu? Porque eles estão de olho na gente e muitas vezes não repetir os nossos comportamentos. Sem dúvida. Ah, programa bom é programa com muitas informações e passa rápido, viu? Já na reta final. Sila, pra gente poder encerrar, fazer um um resumo para quem está nos acompanhando. Esta semana do Rossine de fundamental importância, você já citou, achar já citou daqui pra frente o que que precisa mudar pra gente poder melhorar, para que essa informação chegue até as pessoas, que tenha um diagnóstico correto o mais cedo possível, daqui paraa frente, como é que a gente muda essa situação e melhora para que a informação do TDL chegue até as famílias, tá? Como eu falei, né, Gabriel, o passo foi tão importante, né, dessa dessa lei aí que já foi sancionada e a gente recebe contatos de muitas famílias, porque as redes sociais, tá aí o ponto positivo, né, elas servem também para isso. Então, é, com isso, eu, Charon e Michele, né, fizemos, criamos aí um um grupo que se chama passo a passo pelo TDL e ele foi inaugurado, inaugurado, lançado agora dia 1eo de outubro como, né, mês aí de conscientização do transtorno e a gente quer que isso chegue cada vez mais às famílias. fizemos um folheto informativo e com isso a gente quer que esse transtorno seja cada vez mais reconhecido. E onde a gente quer chegar com isso? Tornar acessível, né, serviços aí de saúde eh para essas famílias e também fazer com que o TDL seja incluído como uma condição educacional especial que ele não é. Que que significa isso? eu chegar na escola, assim como eu chego paraas crianças que têm altas habilidades ou superdotação, autismo, eh transtorno do da deficiência intelectual, desenvolvimento intelectual, hã TH, ah, OK, ela vai, ela tem adaptações, ela tem inclusão, ela tem um tempo maior na prova, ela tem provas adaptadas, ela tem uma linguagem mais acessível na prova e nos exercícios. É isso que a gente quer. Uhum. Porque para que isso seja feito, como o TDL não está incluído nessas condições, a gente precisa provar com tudo que a gente pode pros professores e pra escola, que ela tem sim dificuldade, que ela precisa dessas adaptações. Então isso é muito cansativo. Para nós profissionais, eu digo que cansa, mas a gente tá sempre lá, não desiste nunca. Mas muitas famílias assim eh ficam muito desestimuladas, às vezes até desistem e não é isso que a gente quer. Então esse é o primeiro passo para esse longo percurso que a gente quer traçar. Charão, quero ouvi-la também a partir de agora, o que que precisa mudar? Então eu acho que tudo isso que a Sila falou e muitas vezes, sabe, Gabriel, eu tenho escutado, ai seria melhor se meu filho fosse Teia, ai seria. Então, e se eu der um diagnóstico de teia pro meu filho, porque assim ele tem direitos e assim, só que eu eu sempre brinco com as famílias, né? Eh, quando você vai com uma criança que tem TDL, você fala: "Ah, eu prefiro ter um diagnóstico de teia". O que que acaba acontecendo? você vai ter um um uma dor de estômago e vai est dando um remédio para dor de cabeça. Vai adiantar, porque você vai estar fazendo a intervenção pra Tia e não para TDL. Então você fica num num embate que não é isso que a gente quer. A gente quer a visibilidade pra dificuldade daquela criança e ter a intervenção e e o olhar atento para aquela dificuldade e não inventar qualquer outro nome só para ela ter mais direito, né? para ela ter mais eh mesmo uma avaliação, uma intervenção. Então, eu acho que isso é muito importante também ficar eh claro paraas pessoas, não adianta o que é um laudo, não é um rótulo ou não é uma solução, é um é um olhar atento para uma criança que tem dificuldade e a gente tem que trabalhar a dificuldade que ela tem. Não importa qual seja o nome. E, por exemplo, muitas eu já escutei de várias mães também falarem igual esse, ela falou, eh, a adaptação escolar, a criança com TDL, muitas escolas falam: "Ah, mas ela não tem, não é lei o TDL, então eu não preciso fazer adaptação". E sua mãe vai ficando assim de cabelo em pé, né? Porque a criança vai indo mal, vai não entendendo. E aí o que acaba acontecendo, principalmente na adolescência, porque na educação infantil, né, Guida, a gente ainda consegue segurar um pouquinho as crianças, mas na adolescência elas acabam perdendo o interesse da escola, parando até de estudar. Então é uma coisa muito preocupante, né? Sim, sem dúvida. Evasão escolar, nós já até fizemos aqui programa de questão de ordem. A Guida já participou sobre isso e a gente falou, né, Guida, o quanto é difícil, muitas vezes ter que convencer as pessoas e tem os mais variados motivos, né, para ela poder eh não estudar. Então, realmente é não é fácil. Presidente Luiz Rossini, muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo. As informações que foram trazidas aqui, tenho certeza que de grande valia pro nosso telespectador que já sabe agora na terceira semana de outubro tem a semana aí de conscientização sobre o transtorno do desenvolvimento da linguagem. Já faço um novo convite pro senhor retornar até os nossos estúdios e fica aberto à suas considerações finais. Primeiro agradecer a Guida, que ela trouxe muita contribuição aqui, porque ela vive isso como educadora infantil, né? Eh, essas duas profissionais aqui, brincadeira. Obrigado até por vocês terem iniciado esse movimento que a gente espera que possa cumprir o seu papel no final, tanto Sila quanto a Charon, a Michele que também não pode estar aqui. Mas eu queria dizer o seguinte, né? Cada pessoa é única, né? e a gente conseguir compreender as necessidades, as condições de cada indivíduo, é o primeiro passo pra gente dar ela todos os direitos que ela tem e tratar todos eh como deve. Eu acho que do ponto de vista da política pública, a gente às vezes tem aquela coisa de padronizar, a educação é padronizada, mas ainda que todos tenham alguns tipos, algumas coisas que se encaixar, pra gente tem que para aqueles que precisam de um olhar diferenciado, a gente precisa tentar garantir isso. Eu espero que com isso, é o primeiro passo, como foi dito, que a gente possa levar essas informações para os profissionais que atuam na educação, na saúde, mas também pras famílias, né? e a gente possa garantir o direito das pessoas terem um desenvolvimento digno, independente da sua condição. Vereadora Guida Calisto, autora da Lei Municipal de Atenção à Gagueira e a pessoa que gagueja também, muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo. Informações que foram trazidas aqui de grande valia pro nosso telespectador. Já faça um novo convite pra senhora retornar aos nossos estúdios e fica aberto à suas considerações finais. não agradecer também, agradecer a oportunidade, eh, e agradecer ao Rossine porque ele acolheu, né, essa demanda das profissionais, não só profissionais, não é uma questão só de eh profissional, mas é uma questão de vida, de militância, de atuação, né, de vocês, por ele ter tido essa sensibilidade. E realmente, né, eu não xã, eu sou da educação infantil e eu não sabia dessa, desse transtorno, né? Para mim, eu ia, eh, eu assim, eu ia enquadrar, eu ia, olha, deve ser alguma coisa, deve ser teia, deve ser alguma coisa, mas eu eu não sabia, entendeu? Então, quando o Rossini, eu lembro que na sessão que ele trouxe, eu fui ler, eu falei: "Mas que que é isso aqui?" Fiquei lá lendo, eu falei: "Nossa, mas ué, mas não é, mas não é uma coisa assim da da linguagem assim, né? Eu achava que era, é um atraso, é uma coisa, né, da psicologia assim. E aí foi que ele fez a fala, depois eu conversei com as meninas que estavam lá, né, na e elas explicaram, tal. Então aí fica um desafio para nós agora, né? Porque é isso, a lei tá aí bacana, legal, mas a gente precisa fazer ela pegar, né? Porque a gente precisa sair com essa frase. É, eu acho que um bom espaço a gente já tem duas áreas que a gente precisa abrir debate, abrir o diálogo, que é a área da educação, obviamente, mas também como que a saúde pode saúde abraçar isso da abraçar e dar e e dar esse suporte, né? Então acho que é bem é uma tarefa assim, um passo importantíssimo foi dado. Agora tem que exatamente continuar a caminhada. Parabéns aí a vocês e obrigada mais uma vez pela oportunidade, Gabriel. Nós aqui agradecemos e até corroborando com isso, Guida, lendo, né, a reportagem, estudando aqui pro programa, na primeira resposta, a Sila falou, né, que lá em 1800 já tinha algum relato sobre isso e eu tava lendo que a partir de 2016 é que foi se fechando um diagnóstico porque não sabe a causa, não sabe. Então, claro que o TDL ainda tá sendo bastante estudado, é algo recente, né, entre aspas pra gente, mas que eu tenho certeza que a partir de agora, principalmente no nosso município, essa informação vai chegar com credibilidade e qualidade para todos os cidadãos. Ilila, muito obrigado também pela disponibilidade do seu tempo ter vindo até aqui ao nosso estúdio da TV Câmara Campinas. Já faço um novo convite sobre esse, mas também sobre outros assuntos e fica aberto aí as suas considerações finais. Obrigada, Gabriel. Já agradecia. Agradeço novamente a Rine, a Guida, a Charon aí ficamos parceiras e e deu pontapé para esse grupo se unir e a gente, né, começar aí a a abraçar de verdade essa causa. Considerações finais, eu queria que, por exemplo, hoje a gente tá aqui no estúdio, lógico, né, tem muito mais gente aqui, eh, mas visivelmente nós estamos em cinco pessoas, né? Então, uma não sabia o que era o TDL. Então, que cada vez que a gente falar sobre o TDL, essa sementinha vá sendo plantada, vá sendo plantada. Então agora a Guida vai plantar mais sementinha e vai falar o que é. Então é isso. É uma das maiores alegrias que eu tenho na minha profissão é de dar o poder da comunicação pr as crianças. Então que isso seja de acesso a muitas que não tem. É isso. Obrigada, Charon. também muito obrigado de forma virtual que você pôde contribuir da maneira profissional do seu relato pessoal também da sua vivência com a Raquel pros nossos telespectadores. Tenho certeza que é de grande valia que muitas pessoas que estão nos acompanhando se viu neste papel de mãe que é tão difícil, que é tão árduo, mas que muitas vezes ele é recompensador também. já faço um novo convite para a senhora retornar aos nossos estúdios, seja de forma virtual ou aqui presente nos nossos estúdios e fica aberto aí para suas considerações finais. Muito ob muito obrigada, Gabriel. Muito obrigado por dar a oportunidade da gente falar do TL. Muito obrigada, Rossine, por ajudar a gente dar esse primeiro toque na bola, né, pra gente conseguir que tem a visibilidade. A Guida também agradeço muito aquele dia na Câmara por apoiar a gente e falar, vamos junto que eu tô nessa também. Eh, o TDL foi uma coisa que apareceu na minha vida de forma repentina, mas que a gente conseguiu com o apoio daila e da Michele fazer que a gente vá plantando essa sementinha de escola em escola. O nosso objetivo principal e é acolher as famílias, né? eh mostrar pros professores eh os principais pontos que eles podem observar dentro da sala de aula, que eu acho que isso também é muito importante, porque a área da pedagogia realmente não conhece o TDL. Com muitos professores que eu falo, ninguém é, foi o que a Guida falou. Ah, é até eu tenho alguma coisa estranha, mas nunca nunca deram nenhum, olha, vamos ver, vamos ver uma ajuda e tudo mais. Então, eu tô à disposição para quem precisar também de um acolhimento, de uma ajuda, porque eu acho que esse é o meu principal objetivo de agarrar essa luta, sabe, pra gente conseguir, não só para Raquel, mas sim para todas as crianças. É isso. E eu espero que você aí de casa também, viu? Que a informação tenha chego até você aí com muita credibilidade, fazendo sempre aquele checklist do desenvolvimento, né, se a criança ela tá atingindo e depois que você consiga procurar um profissional, uma ajuda para esta criança ou para este adolescente. Programa Questão de Ordem fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e até a próxima semana. Tchau. Tchau. 15 segundos. [Música]