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Olá seja bem-vindo ao questão de ordem de número 300 e a 16ª edição do boletim Sis que é o sistema de notificação de violências de Campinas fez um levantamento em que a violência contra mulheres é um importante problema de saúde pública que vem apresentando um aumento expressivo Desde o ano de 2020 para todas as faixas etárias com predominância de casos que abrange as mulheres entre 30 e recentemente a câmara de Campinas aprovou o projeto de lei que cria o programa proteja proteja a servidora que é de autoria do prefeito e que prevê a licença de até 6 meses para vítimas de violência além de um abono protetivo de até 3S dias e a possibilidade inclusive de mudança de local de trabalho para que é o tema deste questão de ordem que nós conversamos então hoje com quatro mulheres né que fazem parte dessa luta a gente tem outras aqui na Câmara também mas a gente traz aqui um pouquinho dessa de cada uma que representa o seu setor e agora a gente recebe então a secretária de recursos humanos na verdade de gestão e desenvolvimento de pessoas da Prefeitura de Campinas a nossa secretária aqui Eliane joceline também a vereadora presidente da Comissão da mulher da Câmara Municipal de Campinas a vereadora Mariana conte thí cremasco que é advogada e também cofundadora do movimento mulheres pela justiça e a vereadora Débora Palermo que também é membro da Comissão da mulher aqui da Câmara Municipal de Campinas sejam todas bem-vindas a gente sempre fala muito de violência à mulher que Claro é uma linha bem tênue mas hoje por que que a gente escolheu proteção às mulheres que a gente vai falar sobre o que é preciso para que a gente Tenha cada vez mais políticas públicas e o que é preciso também que a sociedade faça para que a gente possa proteger as mulheres antes de mais nada Taí seja bem-vinda eu vou pedir para você fazer uma breve explicação aqui para quem tá assistindo que eu acho que sempre importante a gente salientar Quais os tipos de violências contra as mulheres né porque são vários tipos que a gente fala mas é importante que quem tá em casa entender o que o que que é que não é só física o que que existe aí já que tá como se diz tipificado aém Maria da Penha coloca cinco tipos de violência contra a mulher que devem ser combatidas na nossa sociedade a violência física é a primeira e todo mundo sabe o que é e é a mais fácil de identificar toda mulher sabe quando ela leva um chute um empurrão um beliscão então a violência física ela é o estup pra mulher às vezes tomar uma atitude mas é a mais fácil de identificar a lei traz também a violência financeira que é o quando o homem segura os recursos da mulher não paga pensão alimentícia ou Age de uma forma a atrapalhar a vida financeira daquela mulher queima destrói bens para Que ela possa trabalhar Então essa é a violência financeira a Lei Maria da Penha também traz a violência sexual que pode acontecer dentro do casamento isso é muito importante a jurisprudência Já resolveu essa questão né há poucos anos atrás há poucas Décadas atrás a mulher estava obrigada a ter relações e afetivas e sexuais com o seu compan banheiro hoje isso não é mais uma realidade então a violência sexual existe inclusive dentro dos casamentos coloca também a violência moral e psicológica que são as violências mais difíceis de identificar que é aquela questão de diminuir minimizar a mulher dizer que a mulher não serve para nada e essas violências fazem com que a mulher realmente acredite que de alguma forma ela é merecedora daquela situação então quando a gente fala no Combate à violência da mulher eu acho o primeiro ponto muito importante nós entendermos que toda mulher brasileira em algum momento de suas vidas será vítima de algum tipo de violência basta nós estarmos Preparadas para conseguir identificar e combater então por isso que é tão importante ter uma sociedade irmanada nesse objetivo de combater a violência com políticas públicas proteção e meios para isso Tá certo muito obrigada E a Dra thí inclusive falou dessa questão da violência física ainda de acordo com o cis-9 a violência notificada com maior frequência em Campinas foi a física 46.3 por do total das notificações o cônjuge como autor representou em 2021 e 2022 respectivamente 24 e 25% do total dessas notificações já quando Associados cônjuge e pessoa com uma relação próxima ou familiar os valores ficam em torno de 37 e 39% o que demonstra a proximidade do agressor com a vítima agora a gente vai falar com a vereadora Mariana conte que é presidente da Comissão da mulher que sempre Traz esse tema a baila aqui nas suas reuniões vereadora seja bem-vinda uma boa tarde quando a gente pensa nesses números do último s9 e essa preocupação já reconhecendo a importância de se tratar esse tema no âmbito como saúde pública o que isso reflete bom Boa tarde Boa tarde Boa tarde a todas e boa tarde a vocês que estão nos acompanhando como a thí falou a gente tá falando de um conjunto de violências eu acho que é importante essa categorização do tipo de violência Porque isso é uma proteção PR as mulheres né quer dizer isso a Lei Maria da Penha tem é uma conquista tem que ser saudada e tipificou os os casos os tipos de violência fica bem claro né É mas a violência quando a gente tá falando de violência e os próprios dados que você apresentou a gente tá falando que a maior parte das mulheres estão submetidas a violências íntimas pessoas que convivem na casa que têm relações de efetividade que compartilham bens que têm filhos isso torna a violência contra a mulher muito complexa e geralmente essas violências elas acontecem em conjunto então a violência física ela é o Estopim mas assim ela é sempre acompanhada da violência psicológica do isolamento com relação à sociedade do controle da minimização então é são tipos de violência vocês Imaginem né a gente chega em casa casa o que que a gente imagina que a gente vai tá protegida mas a violência doméstica permeia a vida das mulheres dentro de casa a gente quando a gente entra num relacionamento afetivo Nós pensamos o quê carinho proteção né mas a gente vê que isso acaba sendo assim um elemento de o de manipulação da mulher para que a mulher se sueta a esse que é o ciclo de violência quando a gente fala que a questão da violência tem que ser tratada de forma especializada em primeiro lugar e isso a Lei Maria da Penha coloca né então tem toda uma previsão de serviços que deve atender a mulher e como uma questão de saúde pública porque a a violência doméstica e familiar aqui nós estamos tratando claro nós mulheres sofremos vários tipos de violência a sédio muito comum na no no ônibus eh xingamento nas redes nós como parlamentares sofremos a violência política de gênero que é um tema que tá sendo tratado também né como figuras públicas a gente tá sempre so sub metida a essa a esse a todo tipo de violência mas aqui acho que a gente precisa fazer um recorte com relação à violência doméstica e familiar porque essa violência Talvez assim a violência mais complexa na vida da mulher então quando a gente fala que é uma questão de saúde pública é também porque todo a sociedade os diversos poderes são responsáveis pelo cuidado da Mulher acho que essa é a grande a grande eh ganho que a Lei Maria da Penha trouxe né de responsabilizar eh o estado e e os seus diferentes entes né seja União estados municípios e Poder Legislativo Poder Executivo poder judiciário como corresponsáveis pela proteção da mulher né E que isso digamos assim o impacto disso em termos né do adoecimento é muito comum e a gente conversa com mulheres que T problemas crônicos de saúde que tem uma série de coisas que passa depressão que faz acompanhamento quando a gente vai trabalhando conversando você vê existe ali relações abusivas existe violência existe uma série de coisas que estão por trás daquilo que a mulher tá tá tá vivendo e tá sentindo né Então essa tratar como um tema de saúde pública tratar como responsabilidade de todos os entes e dizer que precisa para isso de políticas públicas né intersetoriais e especializadas pra gente lidar com esse caso com os casos de violência doméstica e familiar e com todo tipo de violência né sim agora a gente vai falar com a vereadora Débora Palermo que é membro da mesma comissão e até pelo histórico da vereadora é difícil a gente não fazer uma contextualização do quanto Essa violência que inclusive tanto a Dra thí quanto a vereadora Mariana comentaram sobre ameaças veladas sobre essa questão de afastamento da família e tudo mais o quanto isso tem a ver também com muitas vezes essa mulher que acaba não tomando uma decisão achando que tá protegendo Endo os seus filhos e o que isso implica nessa mulher que vive a violência doméstica vereadora uma boa tarde eu queria que a senhora falasse um pouquinho do do que que a senhora a gente sabe que a senhora Traz essa experiência do Conselho Tutelar eu falo até por conta de que já atuei como voluntária em alguns abrigos e sei que muitas vezes até por conta dessa questão da violência que às vezes acontece alguns casos em que as crianças são afastadas dessa mãe que talvez não conseguiu sair desse desse ciclo aí de violência e aí ela acaba perdendo inclusive em alguns casos a guarda dos filhos em função disso como que isso acontece como que isso eh acaba De toda forma desestruturando essa mulher seja bem-vinda Obrigada mina Boa tarde mina Boa tarde meninas Boa tarde ao público que nos assiste a violência ela nunca vem eh não sozinha não vem só a violência física junto com a violência física automaticamente existe a violência psicológica e a violência eh física quando ela existe dentro de um lar contra uma mãe Ela atinge os filhos diretamente as crianças que vivem em um ambiente violento elas reproduzem essas essa violência e sofrem com essa violência foram inúmeros os casos no Conselho Tutelar de mães que que que viviam situações de violência dentro de casa eram denunciadas no conselho porque essa essa essa violência também não eram não era somente contra elas mas se estendia aos filhos muitas vezes e inclusive nós tivemos eu acompanhei infelizmente dois casos de feminicídio que a gente vinha acompanhando no conselho tutelar a família vinha sendo atend atendida pela rede mas mesmo assim essas mulheres foram a óbito e o sofrimento dessas crianças eh e desses filhos e dessas mulheres principalmente que algumas chegavam a a perder mesmo a guarda dos filhos pela situação por ter que sair às vezes da cidade e deixar os filhos com a família para sair e conseguir eh fugir né fugir fugir e o que às vezes me assusta muito as pessoas que não nunca conheceram essas mulheres nunca se depararam com essas mulheres e que usam essas frases tipo apanha porque sem vergonha apanha porque quer e não é verdade a gente que trabalhou com com elas a gente vê ess de fragilidade que elas se encontram né Elas não muitas vezes elas não conseguem eh sair sozinha elas precisam de uma rede de proteção elas precisam de uma pessoa de de pessoas que acolham e protejam para elas terem força para sair a tempo antes de morrer porque senão morre dessa dessa violência então Eh por isso que eu eu inclusive agora recentemente eu eu apresentei uma proposta da secretaria da mulher para nossa cidade porque eu acho assim tem dois duas pautas que me me incomodam muito em Campinas que eu não vejo assim uma luz no fim do túnel que é a questão do morador de rua e do feminicídio ainda ainda temos que nos debruçar sobre políticas públicas efetivas e muito e pensar muito em conjunto todos pra gente tentar diminuir o número tanto do feminicídio como de moradores de rua porque é uma são situações que deixam a gente enquanto parlamentar eu sinto meio impotente né então eu acho que uma a secretaria da mulher eh ela vem viria para fortalecer por exemplo as delegacias das mulheres a OAB conjuntamente para pensar política pública efetiva fortes que protejam realmente principalmente essas mulheres e essas esses filhos em situação de violência eu também apresentei nessa casa a Mirna quando enquanto Presidente fui primeira mulher presidente aí eu acho que as mulheres da casa se sentiram eh acolhidas e e as próprias funcionárias da casa vieram me procurar para apresentar o freia né que é a frente de inibição ao assédio e foi aprovado hoje na Câmara existe isso que é um canal tanto de denúncia como acolhimento e de responsabilização do agressor né e apresentamos também esse projeto de lei para agora o poder público para a prefeitura já está tramitando na casa agora ela tá na comissão de AD administração administ de administração pública para aparecer Mas eu creio que logo nós teremos isso também na na todo todo a prefeitura e autarquias e quem sabe né minha intenção é que isso vá para outras empresas também porque o que a gente precisa que essas mulheres precisam ser realmente vistas enxergadas porque elas Muitas delas estão do nosso lado e não falam né Elas têm tanto medo a violência deixa elas tão tão vulneráveis e tão fragilizadas que às vezes elas estão do nosso lado e elas tem medo de falar porque elas sabem muitas falavam Débora eu não vou fazer o bo porque o BO não vai me proteger eu ouvi muito isso e nós precisamos eh dar realmente Ah para essas mulheres uma e para essas famílias na verdade né porque a família sofre junto uma realmente uma sensação de segurança de acolhimento que elas podem se sentir seguras que nós vamos protegê-las que elas não estão sozinhas para que elas possam sair e denunciar essas situações de violência tá certo obrigada E agora a gente vai falar com a Secretária Municipal de gestão de pessoas aqui da prefeitura Eliene joceline Até porque eu disse no início do programa que recentemente a câmara aprovou um projeto que foi enviado pelo executivo que fala né a respeito do esteja servidora né E claro quem vai ficar à frente aí dessa proposta dessa lei assim que ela for sancionada será a secretaria da Eliane E aí eu queria que você primeiro dissesse o seguinte a partir do que vocês tiveram essas ideia de fazer o proteja a servidora Existe algum número hoje em âmbito de servidoras que passam por algum tipo de situação de violência doméstica existe já algum estudo feito previamente na prefeitura já com esse olhar seja bem-vinda Ah muito obrigada uma boa tarde a todas a todos que estão nos acompanhando saudar você mina as minhas ilustres colegas aqui de program as vereadoras que estão fazendo um ótimo trabalho aqui na Câmara D thí também já agradecendo a todos os vereadores que de forma unânime aprovaram o proteja servidora entendendo a importância do assunto na cidade e institucional bom a nossa pasta gestão e desenvolvimento de pessoas aparentemente as pessoas podem falar mas o que que essa pasta tem a ver com isso né E hoje a gente fala tudo a ver porque todas as instituições privadas ou públicas precisam ter políticas afirmativas né em algum âmbito a gente fala de direitos humanos quando a gente tá falando pra população mas quando nós estamos falando para os colaboradores servidores ou e Empregados de empresas nós precisamos ter políticas afirmativas Essa é a diretriz que nós adotamos ah mudando inclusive o nome da Secretaria de Recursos Humanos paraa gestão de pessoas pessoas não são recursos falo recurso é a cadeira que a gente senta é o celular que a gente usa né Então as pessoas são pessoas participantes de uma instituição então a gente mudou um nome paraa gestão e desenvolvimento de pessoas e adotamos a diretriz das políticas afirmativas que tem um rol amplo não só para mulheres mas também pros servidores negros pessoas com deficiência enfim e e nessa dinâmica dessa diretriz desde 2020 a gente tem um grupo de estudos que tem feito discussões importantes no âmbito da prefeitura eh tentando estabelecer ações propostas Ah que tenham como eixo a Equidade e a igualdade e principalmente a Equidade de gênero e a proteção das mulheres eh por isso durante essas discussões que também ouvem né as discussões que estão acontecendo na sociedade os serviços que atuam com as mulheres eh nós achamos por bem e necessário diante desse crescimento desses dados né horríveis contra as mulheres na cidade que nós tivéssemos também uma ação protetiva à servidoras públicas Lembrando que eh dos quase 16.000 servidores que nós temos hoje na prefeitura de Campinas quase 11.000 são mulheres então é é sempre urgente que nós tenhamos ações específicas para as mulheres não só voltadas a a proteção mas também a Equidade de gênero nós estamos trabalhando muito nisso tem muito o que fazer bom bom mas você me perguntou sobre os dados hoje O que que a gente tem nós temos uma subnotificação né Assim como é também né na cidade na sociedade no âmbito institucional a gente também tem uma subnotificação porque as mulheres às vezes quando registram e quando vem para nós não vem como violência doméstica vem como uma licença tratamento de saúde então a gente não consegue identificar que aquela situação ela está ligada e relacionada à questão da violência Portanto o seja também tem um intuito de começar a estabelecer dados que possam nos ajudar e subsidiar o nosso trabalho para eventualmente ampliar o nosso rol de ação também voltado à proteção dessas mulheres Então hoje a gente tem essa subnotificação temos alguns casos só mas muito poucos para dizer e dar um retrato de como essa violência mas Sobretudo o nosso pensamento é que essas servidoras antes de serem servidoras são cidadãs são pessoas que precisam ser cuidadas qualquer instituição precisa a partir desse parâmetro as pessoas precisam ser cuidadas para poderem cuidar de alguém então essa linha de cuidado protetiva ela é absolutamente necessária pelo contingente de servidoras que nós temos na prefeitura então a ideia do proteja aprovado agora isso que será brevemente sancionado eh é uma licença um abono ou uma alteração de lotação como você mencionou no início do programa protetiva não é simplesmente dizer olha mulher Eu sei que você está numa situação de violência tá aí uma possibilidade de você ficar afastada e procure os órgãos e resolva a sua situação não o que nós queremos é acompanhar essa mulher e dar um sentido desse acolhimento que foi muito bem colocado aqui pelas vereadoras e pela Dra thí eh a rede protetiva ela não se resuma resume Só aos órgãos institucionais mas essa rede também é dos colegas dos gestores né que percebem e que se importam com o que está acontecendo com essa mulher então o objetivo também dessa licença é que a gente consiga eh fazer com que essa mulher esteja de fato num cordão num círculo de proteção no âmbito desta instituição um exemplo aqui foram dados vários exemplos de como isso como a violência impacta a vida da mulher não só da forma literal da violência das violências aqui citadas mas do impacto emocional do impacto na carreira no impacto da família né enfim eh então a gente precisa olhar para essa realidade e ess essa por exemplo a licença né Tem esse condão eh de não só estabelecer esse período em que a partir de uma Medida também que ela tenha tido uma situação de risco em que ela esteja ela possa ter assegurado os seus direitos de também estar eventualmente vamos vamos supor no no na uma outra medida associada de que ela esteja acolhida precisa estar acolhida no serviço então isso não vai prejudicar o trabalho dela então a licença também valida esse acolhimento também pro protetivo mas eu falo o protetivo no sentido de que muitas vezes a mulher está no seu posto de trabalho e o agressor sabe onde ela trabalha sabe a rotina que ela faz é até nesse sentido eu queria trazer a reflexão e a partir de agora não precisam só esperar as minhas perguntas podem fazer as suas colocações que eu acho que durante muitos anos quando a gente falava em violência doméstica eh em violência e principalmente em violência doméstica sempre pensava o seguinte Ai aquela mulher que não tem condição de Ela só fica em casa com os filhos não trabalha é claro que a gente sabe que na na classe tem a ver tem também o pano da classe social mas quando a prefeitura Toma essa decisão quando há uma discussão de uma empresa dizer olha você pode ser diretora de um departamento e e pode ser tão vítima de violência doméstica quanto a alguém que não tenha um cargo porque também existe a questão da da vergonha da mulher né até da servidora uma professora Nosa eu dou palestra sobre isso às vezes eu recebo uma palestra na minha escola eu sou diretora da escola eu sou vítima o que que eu vou fazer eu vou falar não eu não posso falar mas a partir do momento que ela recebe olha aqui tem um programa de uma empresa privada ou no caso da Prefeitura de Campinas e dizer não independente do seu cargo Você tem uma proteção a gente passa por uma mudança cultural também não é totalmente clo Claro Acho que até is comentou sobre isso né quer dizer eh muitas vezes a sociedade julga a mulher acho que a Débora comentou também né existe muito julgamento sobre as mulheres né Nós somos julgadas o tempo todo e esse julgamento leva a vergonha de expressar de procurar ajuda enfim é quase Como assim você tá sendo violentada e a culpa é sua isso é com muita força na nossa sociedade então também a gente ter essa essa ação né que não é apenas no fornecimento das políticas públicas em termos de serviços públicos mas o engajamento do mundo do trabalho né seja da prefeitura no caso que eu entendo né quer dizer que pode dar o exemplo para outras pro setor privado para outras instituições e tudo mais quer dizer o engajamento de de de dizer olha você funcionária servidora profissional etc e tal que tá sofrendo uma violência você tem esses direitos você tem seus direitos sentidos é também uma forma de quebrar um tabu de romper um tabu e falar sobre a violência e dizer assim olha a responsabilidade é uma responsabilidade coletiva né e e e eu entendo também assim Acho que foi muito importante essa essa aprovação desse projeto né eu apresentei um projeto alguns anos atrás com o mesmo conteúdo nós retiramos para que fosse aprovado e fico feliz que que né quer dizer muitas vezes acontece isso né Nós somos autores de um projeto mas aí a coisa anda não necessar ente por meio de uma lei né mas entendo fico feliz que a gente tenha sido parte desse processo também e entendo que o o a o desafio vai ser a regulamentação né porque a experiência que nós tivemos com a Lei Maria da Penha é que foi uma lei importante uma lei que que garantiu quer dizer estabeleceu direitos garantiu responsabilidades Agora toda a experiência a lei da Maria da Penha de 2006 estamos em 2024 toda a experiência acumulada mostra que você processo de regulamentação da criação dos mecanismos dos serviços é fundamental é fundamental para que essa lei saia do papel que essa lei vira uma realidade na vida da servidora né mas eu acho que para além dessa questão de como organizar essa questão dessa mudança cultural que ela fala de mostrar pras mulheres que a briga de marido e mulher não fica mais só no âmbito doméstico é uma revolução é uma revolução pra mulher por quê Porque quando a mulher tá no âmbito individual então ela vai comentar com a família com uma mãe com uma irmã ela pode ouvir Deixa disso Homem é assim mesmo pelo menos ele traz traz comida para casa homem é assim quando você faz com que as instituições cumpram o seu papel inclusive social porque a agenda 2030 da ONU deixa claramente como objetivo da nossa sociedade a erradicação da violência contra a mulher e quando você pega é empresas Organizações e e mostram um protocolo para combate de violência contra a mulher você tá tirando do âmbito individual daquela vítima e levando ela para um âmbito assim o que você tá vivendo é grave e a despeito desse comentário que só serve ao patriarcado e ao mundo machista de dizer não denuncie que vai ser pior Fique quieta porque vai ser pior porque isso só serve ao patriarcado acreditar que a Lei Maria da Penha Não funciona acreditar que a medida protetiva não protege é um presente ao violentador nós precisamos seguir a nossa luta acreditando que a mulher precisa denunciar que se ela denunciar ela vai conseguir sim se proteger e é a única saída para sobreviver quando você é vítima de violência doméstica ou você morre ou você denuncia não tem o meio termo e nós se nós pegarmos os últimos boletins os últimos feminicídios de Campinas e do Brasil inteiro a maioria das mulheres não tinham medida protetiva logo nós não estamos reconhecendo e denunciando então quando uma instituição abraça uma importante pauta como essa e diz assim olha nós teremos um protocolo você vai estar acompanhada nós estamos olhando para você a mulher tem um encorajamento que daí ninguém segura ela vai reconhecer ela vai estar atenta a isso e ela vai ter mais coragem de levar isso pra frente e eu acho que é o fato dela Não ser julgada no trabalho porque às vezes é a única coisa que ela se apega que ela ainda tenha para manter Digamos que assim a o orgulho de alguma coisa porque às vezes ela tá numa situação tão difícil que ela não sabe o que recorrer Então ela trabalha mas aí ninguém ninguém no trabalho sabe o que tá acontecendo porque ela fala assim pelo menos aqui eu tenho o meu espaço eu sou reconhecida mas mas ela não sabe como pedir ajuda agora quando vem na minha opinião um um programa como esse ela vai saber eu não vou ser julgada no meu trabalho porque eu tenho tenho uma política pública com esse olhar também tem uma coisa muito importante desculpa Mari tem uma coisa muito importante todas as mulheres que sofrem violência elas TM uma queda no rendimento profissional invariavelmente não somos robôs né então Muler tá sofrendo violência chega a superior hierárquico você não tá mais produzindo eu não tô te demitindo eu não tô te punindo por por questão da violência estou te punindo porque você não tá mais produzindo é lógico que a gente não vai Produzir quem é a mulher que produz sofrendo violência dentro de casa fora que outra coisa que eu acho que a gente via muito Às vezes a mulher ela não denuncia e ela não fala por conta do emprego porque ela tem medo porque o emprego é é a fonte de renda ainda o que dá alguma autonomia para ela e pros filhos então às vezes ela se cala porque muitas vezes eu ouvi isso eh eu tinha medo porque na empresa me manda embora aí o que que eu vou fazer aí que eu vou ficar mais vulnerável ainda eu e meus filhos então elas às vezes se Calam agora quando a empresa eh faz o que hoje o poder público tá fazendo um programa que fala assim não olha eu vou nós estamos do lado de vocês e vamos ampará-la vamos inclusive dá uma uma licença para você se se reorganizar reorganizar sua família e depois você volta pro seu isso traz eh traz uma uma segurança enorme para ela poder falar não olha eu tô sendo vítima eu tô sofrendo violência né então é e e também a questão que acho que alguém comentou também a questão de muitas vezes o autor de violência ele usa do trabalho para constranger a mulher é muito comum né quer dizer medid protetiva de afastamento não sabe onde você tá constrange tenta eu vou aparecer lá no Seu servo você vai ver apare faz faz cena para envergar envergonhar a mulher envergonhar a mulher fragilizar ainda mais a mulher né Então essa proteção do trabalho no mundo do trabalho ele é ela é fundamental inclusive para isso porque quer dizer a gente precisa criar uma cultura que de repente um cara chega para eh constranger a mulher no trabalho você tem que ter suporte dos colegas de trabalho e da própria instituição e não julgamento porque acho que é importante dizer a mulher sofre violência não ela sofre violência porque ela é fraca não né as mulheres fortes nós somos fortes todas as mulheres são fortes se a gente olhar pra nossa vida e ver o tanto que a gente faz a gente é forte muito muito forte mas todas nós estamos sujeitas a sofrer violência e muitas vezes a violência psicológica ela é enredada de tal forma que muitas vezes não é reconhecido ou reconhece mas também não se sente né segura para sair desse relacionamento abusivo desse relacionamento violento Então na verdade quer dizer você criar uma cultura né no sentido da da do Mundo do Trabalho em que a mulher se sinta protegida isso é muito importante né ela tem que se sentir protegida não envergonhada não envergonhada outra coisa Mira que eu acho muito importante a gente falar é que nós precisamos parar com essa ideia de quem briga de marido de mulher não se mete culher eh eu lembro dois casos emblemáticos que eu atendi no conselho tutelar um foi a a a funcionária da família que denunciou a a para nós a violência que existia dentro daquela casa uma alta classe social sabe pessoal E era uma violência absurda e a a funcionária que foi ao conselho e denunciou e foi assim Libertador depois a a a a gente viu o quanto foi Libertador para aquela mãe para aquelas crianças mas essa funcionária fez a diferença na vida daquela mulher porque ela não não ela não falava nem pra família dela daí ela encontrou na família dela quando soube acolheu e tirou daquela situação sim e tava à beira de um feminicídio eu eu tenho certeza que se não fosse Aquela mulher e no final da tarde lá no conselho livre denunciar aquela moça morria aí ela foi tirada da cidade pela a família ela e os filhos e foi tomada todas as medidas de proteção mas ela não contava nem pra família dela e outro caso foi uma criança que a mãe era médica como a Mariana falou não era uma mulher como a gente fala ah uma uma mulher simples que tá lá dominada pelo não ela era uma médica ele era um um empresário e a menina denunciou na escola que vivia que era abusada sexualmente pelo pai e a mãe vivia violência eh violência de gênero dentro de casa aí a escola falou com o conselho e nós eh pudemos agir ali e tirar a família daquela situação e acolher tudo e aí a família dela também que ajudou a a sair dessa situação então ah a gente eu sempre falo em briga de marido e mulher se mete culher sim se a gente vê uma mulher uma amiga uma alguém da família sofrendo violência nós em em como parceiro como amigo como eh ser humano nós temos que intervir né Não é questão de que ai é problema deles é família deles isso não não não violência não é problema deles é problema da sociedade a gente não pode aceitar nenhum tipo de violência ao importante dizer né sempre lembrar existe uma interdependência entre Todos nós né seres humanos né na comunidade na sociedade e também nos nossos ambientes e instituições e a gente vê muito claramente nas falas das vereadoras da Dra thí o quanto é importante né esse entrelaçamento primeiro da câmara com o Executivo então Eh louvar também aqui a a a vereadora Mariana até pelo compromisso que tem tido de estudar o assunto o tema né Tem tá sendo muito propositiva sempre na Câmara com isso eh essa possibilidade que nós tivemos também dessa aprovação a partir eh dessa retirada mas que que significa também uma incorporação do projeto da vereadora acho que isso é muito importante isso é um exemplo desse relançamento eh O que está sendo dito aqui sobre a necessidade dessa nossa compreensão de que todos nós né não podemos nunca sermos omissos com o que está acontecendo com as mulheres seja na nossa rua nas nossas casas ou no nosso ambiente de trabalho a necessidade dessa nova mudança de uma que é esse o trabalho que a gente tem feito na tentando construir nas políticas afirmativas que é estabelecer uma nova cultura organizacional onde nós tenhamos ess esse senso de que nós temos que ter uma uma diversidade representativa né eu digo que a população é diversa e a instituição também precisa ser diversa né E isso está totalmente relacionado com a proteção com o cuidado e também com a Equidade e no sentido de que o proteja a a vereadora Mariana falou aqui do desafio da regulamentação nós vimos trabalhando nisso já já para estabelecer esse fluxo também o mais rápido possível para que havendo a sanção a gente já possa eh e colocar em prática o que a gente precisa colocar e a gente vem discutindo sobre isso a as formas que a gente possa facilitar né o o o acesso das servidoras a ao aos benefícios que estão sendo colocados mas também trabalhar muito a formação formação de gestores formação de servidores para que também eh sirvam de suporte no conhecimento da Lei Maria da Penha no conhecimento da própria lei do proteja a servidora eh no conhecimento de f formas e sinais de identificação da violência para contribuir também com essa mulher e as orientações necessárias para que essa mulher se sinta também protegida para fazer eh e tomar outras atitudes que precisam ser tomadas no âmbito disso também eh mas essencialmente para que essas mulheres conheçam né Quais são esses benefícios e possam dele eh se beneficiar a a partir desse conhecimento então e é é é muito interessante e importante eu acho que aqui tá muito bem colocado eh com Como se dá ou deve dá dar-se na prática eh esse entrelaçamento esse conceito né de interdependência entre nós e instituições é e eu só uma acho que tem aproveitar esse diálogo né com a Elan jucelane eh entendo que também a processo de regulamentação vai ser super importante como é né como é a experiência né da própria Lei Maria da Penha e na verdade assim a entendo que que o projeto até teve uma uma alteração né uma mudança porque eh Originalmente o projeto estava condicionado a medida judicial e a gente sabe que pra mulher conseguir uma decisão judicial é é um caminho né quem tá em casa sabe como é um caminho longo pra gente infelizmente a nossa Justiça ela é muitos momentos inacessível para grande parte da população Embora tenha iniciativas da OAB Defensoria Pública etc e tal então essa emenda foi importante para não condicionar a decisão judicial mas também tem que ter o incentivo né o incentivo Tanto à medida protetiva quanto o incentivo ao acompanhamento na rede de proteção e aí entra uma questão quer dizer que eu sempre vou bater nessa tecla eu acho super importante para o caso das servidoras para qualquer caso nós precisamos de serviços a ampliação dos serviços porque é rede especializada eh a experiência que nós temos a Lei Maria da Penha trouxe essa experiência para proteger a mulher você precisa de especializada eu sempre falo quando a gente vai ir num dentista tratar um dente a gente quer uma dentista que tem uma especialização que tenha conhecimento etc e tal quando a gente tá com qualquer outro problema né a gente quer alguém especializado no caso da violência doméstica também precisa ser especializado a gente precisa de assistente social psicóloga de prestação e assistência jurídica porque a mulher toma é uma decisão muito importante na vida da mulher né você você sair de um relacionamento abusivo né com tudo que tem tudo que tem envolve envolve todos os aspectos é uma decisão importante então ela precisa conhecer dos seus direitos né então na lei cita né o acompanhamento via os órgãos de né que no caso a lei não fala mas que aqui no caso seria o seamo mas e que eu acho que é importante esse incentivo a mulher tá sendo acompanhada etc e tal temos o serav também né que foi o serviço de responsabilização do autor de violência Mas eu vejo que esses dois serviços eles ainda acabam sendo eh quase como serviços eh meio desprestigiados dentro da prefeitura né quer dizer a gente tem uma equipe né para no se nós temos uma equipe um advogado um psicólogo uma assistente social o que não dá conta né da da da situação da da da né da demanda no caso né conforme a gente vai incentivando e criando mais proteção vai aumentar a demanda quer dizer imagina uma assistente social uma psicóloga e uma e uma e uma advogada para prestar serviço só para servidora já não seria suficiente né quer dizer então a gente precisa e a gente isso precisa de recurso a verdade é essa né Eh pra Lei Maria da Penha para proteger a servidora para Combate à violência doméstica se tornar uma realidade nós precisamos de recurso de orçamento de investimento E aí que pega é sempre aí na questão do investimento do recurso eu eu já falei isso várias vezes aqui na casa eu acho que a gente precisa né Débora a gente já vem batendo nisso mas a gente precisa ter investimento específico a gente tá numa numa cidade com orçamento é quase é quase bateu 9 bilhões como que a gente não tem investimento eu super tem um acordo tem uma secretaria da mulher com pasta com investimento com investimento para que possa fazer porque a intersetorialidade super importante quer dizer essa iniciativa da secretaria de gestão de pessoas é importante mas a gente precisa além né para coordenar isso a gente precisa de investimento E aí assim eu acho que que é é é um passo que Campinas precisa dar Campinas precisa ter secretaria e precisa ter recurso para Essa secretaria operar para que a gente deixe de ser é quase como às vezes pensa o Centro de Saúde a creche o Cras Mas e a rede especializada se a gente tem aí um uma situação que atinge mulheres atinge crianças atinge toda a família gera demanda gera demanda pra escola porque uma criança com uma situação de violência ela vai gerar ela Como que é o comportamento dela na escola né então assim é Acaba virando uma bola de neve com tantos reflexos que se você consegue se você investe dinheiro na prevenção e no Combate à violência você evita que esses problemas se agravem evita evita gastos de outras áreas é por isso que eu pensei na Secretaria da Mulher Porque hoje a secretaria da mulher ela tá a mulheres de forma assim geral tá muito ligado à assistência a Secretaria de Assistência só que Secretaria de Assistência ela tem recursos Ela tem os direitos humanos ela tem segurança alimentar a questão da da Assistência Social mesmo da apoio né as pessoas em vulnerabilidade e risco então é muita coisa para uma secretaria cuidar por mais que se dedica Liane joceline foi Secretária de Assistência foi uma ótima secretária estava no conselho na época e foi ótima mas a gente vê que precisa ter um olhar eh para essa para essa questão noss nós precisamos ter alguém que realmente se Se dedique especificamente a essa pauta a mulher como que ela como a questão do empreendedorismo mercado de trabalho em tudo né e e a mudança cultural que nós precisamos Porque existe uma aí mais uma questão que é questão Cultural de como que a gente cria os filhos Porque que a mulher que que acontece tudo isso porque ainda a mulher é vista como um produto como posse como propriedade né a nos fos el sa respeitar a como um ser humano e não como um produto que ele casa e é dele e quando ele perde ele não aceita e vai lá e mata Porque na minha não vai ser de ninguém né e se mata a maioria dos homens se matam quer dizer eles também sofrem porque eles são criados para uma situação que eles não dão conta depois Imagina eu perdi a minha né que era me então é um é um sofrimento muito maior e do que só pra mulher todo mundo sofre a sociedade sofre quando você abre o o o seu Instagram de manhã e vê lá mais um feminicídio para mim me como hoje eu vi o do menino que que foi encontrado morto lá para mim acaba com diaa gente machuca então agora se você imagina você ser uma criança e ver sua mãe apanhar Então mas aí acho que entra poquinho também ainda falando dessa rede de proteção como a gente pode preparar essa mulher pro Futuro né Essa menina que consegue diagnosticar na sua casa se sua mãe está vivendo uma violência doméstica porque ela teve uma palestra porque ela teve um trabalho na escola que tratou daquilo aí ela pensa Poxa aquilo que acontece então lá em casa é violência doméstica eu vou falar aqui com a professora e a gente criar cada vez mais mecanis para que essa sociedade possa atuar em todos os níveis mirina eu acho que tem que acontecer tudo ao mesmo tempo sabe eu ouo a Mariana falar obviamente não não tem experiência na mesma área política que que vocês né E claro é importante mas a gente não tem tempo né quando a gente abre e fala estão estuprando uma mulher a cada 8 minutos na verdade é a cada 2 minutos porque tem a subnotificação e daí a gente não tem tempo para entender então eu penso que tem que ser tudo junto tem que ir fazendo a gente tem que ir fazendo o carro andar e trocando pneu com andando porque não dá tempo da gente parar para pensar como vai construir as políticas para que elas funcionem Pelo menos eu acho que a gente tem que igual fez né foi fazendo a lei e com a lei a gente vai vendo como vai fazer aprovou tinha a Lei Maria da Penha a gente não sabia como ia fazer a Lei Maria da Penha dar essa licença fizeram como que vai ser na prática vamos fazendo vamos fazendo é porque não a gente não tem a gente tá morrendo é né então a cada 6 horas a gente tá morrendo até porque se a gente parar não acontece né Porque a Lei Maria da Penha foi conquista a falando hoje a juventude é trabalho na escola mas é também participação em coletivo feminista é acompanhamento nas redes sociais de influencers enfim de luta o feminismo Eu acho que isso se a gente for olhar para trás uma década para atrás o feminismo avançou demais muito né o quantas a gente tá beira do 8 de Março Aliás fazer o convite aqui todo mundo ato na aqui em Campinas acompanhe nas redes ato do 8 de Março mas assim né cada ano que a gente vai pro 8 de Março a gente vê que vai existem mudanças né assim como a luta da negritude a luta da LGBT que a mais né quer dizer a gente tem tem tiddo lutas sociais que fazem ferver e que e é assim mesmo né muitas vezes o poder público responde às demandas que vem da sociedade né então não dá pra gente esperar não vamos mudar é claro as coisas T que ser vão se alterando Mas eu vejo a juventude hoje muito mais olha um exemplo prático de de algo protetivo que a gente poderia né pensar aqui como a vereadora vocês mencionaram às vezes essa mulher precisa se afastar do trabalho mas com isso ela precisa se afastar da casa mas os filhos precisam continuar estudando Aí ela fala não eu não posso sair daqui onde eu vou conseguir outra vaga em outra escola Ela poderia ter prioridade para conseguir a vaga em outra escola nesse período que ela precisa se afastar se meses que seja ou que elas precisa às vezes até se mudar de fato daquele daquela cidade E aí masina eu acho que a mulher já tem isso pela lei Maria da Penha Eu acho que o que mas isso não isso mas na prática tem acontecido isso sim não não na prática pode não acontecer Por uma questão de Nem nós mulheres nós não nos sentimos sujeito de direito para pleitear uma coisa dessa e daí cai no que a Mariana falou quando você chega num serviço ele não é especializado Então fala ai que pena não temos vaga mas a Lei Maria da Penha Deixa claro um aparato de proteções para que a mulher reorganize a vida dela só só que nós enquanto sociedade que é o que você falou que eu achei muito interessante da questão cultural que a secretária falou também no sentido nós enquanto sociedade nós não pensamos e não nos pensamos enquanto sujeito de direito capaz de chegar e falar não mas espa aí essa essa essa legislação que tem agora já existe na justa do trabalho desde a Lei Maria da Penha estabilidade pra mulher CLT s é quantas você já viu eu nunca vi agora por porque a gente nem se sente sujeito de Dire você precisa de um serviço que o articule Esse é o papel do seamo no caso né quer dizer o seamo seria eh todas as previsões os serviços que estão previstos na lei Maria da Penha em toda a jurisprudência possa articular acessar e facilitar mas o fato é que gente assim um abraço paraas servidoras do céu mas elas fazem milagre e não dá conta e não dá conta é óbvio que não dá conta porque elas também são trabalhadoras com suas questões enfim Então na verdade eu acho que o o a nossa a gente precisa quer dizer para acessar porque a da Penha na verdade tem muitas previsões muitas previsões tem previsões assim que a gente a gente nem consegue visualizar como seria porque nunca foi eh nunca foi regulamentado é porque todo mundo pensa na lei Maria da Penha a medida protetiva e as pessoas e as pessoas e as pessoas pensam na questão da da da da judicialização quer dizer penal cadeia quant vai preso que às vezes não é sobre isso e às vezes não é a a uma coisa que outra que que as mulheres não sabem a maioria muitas não sabem e que quando a gente falava não mas se você fizer o BO nós temos um abrigo uma casa abrigo sarem que você pode ficar com seus filhos Os filhos vão pra escola você fica lá até você conseguir organizar sua vida sair dessa situação se sentir segura vai ser acompanhada elas não sabem que tem as mulheres não sabem elas acham que vai fazer o boletim de ocorrência não vai prender não vai pra cadeia como elas falam não vai né o autor e que elas vão ficar Tod mas em casos que elas se sintam e que elas não queiram voltar para casa a gente tem que deixar claro existe o sarae que é uma casa que acolhe essas mulheres com os filhos e muitas não sabem então falta também divulgação das políticas públicas que nós já temos para que ela possam fazer eh a denúncia o que me preocupa é que com todo o a hoje se a gente pensar nas nossas mães as nossas avós as mulheres que elas foram que elas são né o histórico delas e hoje a mulher no mercado na sociedade nós somos outras a mulher tem muito mais hoje a gente tem tá alcançando poos que imagina nossas bisavós nunca imaginaram né tá numa câmara eh ministros gente tem a mulher conquistou espaço dentro da sociedade no entanto o feminicídio tá aumentando isso que me assusta mas eu eu eu acho que algumas coisas são importantes né Eu acho que foi foi falado muita coisa importante aqui que eu queria destacar acho que a primeira é né é essa questão de que você eh precisa ter cada vez mais esse senso de como trabalhar as informações então Começando por último aqui que a vereadora falou o papel da mídia é importantíssimo nesse sentido não só das instituições não só do poder público mas a mídia precisa ser a nossa aliada né para falar não só dos casos que acontecem né não só dos casos trágicos que acontecem mas de uma forma preventiva né como a gente também eh gera cada vez mais pautas como a gente tá fazendo aqui né de divulgar as iniciativas os serviços existentes o que isso pode ser feito como os sinais acho que eh essa essa essa possibilidade talvez mais ampliada pode contribuir com essa realidade de que aquela pessoa que tá ali nas redes sociais F com celular na mão a todo momento ela possa ter informação a todo momento também muito clara para que se ela se deparar com uma situação ela consiga visualizar a outra questão que eu acho muito importante é que assim o trabalho que nós fazemos seja na no poder público ou na Câmara ou quem atua nessa área é muito árduo não é fácil de ser feito mas a gente também precisa também tomar um cuidado pra gente também não eh desesperançar as pessoas as mulheres a sociedade eh com problemas que existem problemas Existem muitos né mas a gente tem que sempre manter a esperança eh ser otimista e reconhecer os avanços é muito importante e necessário porque senão a gente não dá conta enquanto trabalhador a gente não dá conta enquanto gestor a gente não dá conta enquanto legislador e a gente não acredita enquanto cidadão então olhar esse retrospecto e ver que hoje só está sendo possível que nós mulheres estejamos sentadas aqui ocupando espaços importantes porque houveram avanços importantes antes né n na na legislação na proteção e tudo mais eh eu acho que um outro ponto também muito importante né acho que é destacar também eh que sim o poder público ele tem um papel fundamental nisso eu acredito que as outras pastas estejam com muita com muito compromisso eh nesse assunto né Não só a Secretaria de Assistência mas cultura porque há uma necessidade de uma ação de várias passas não é só uma eh nesse sentido o prefeito Dário tem tido esse compromisso também acho que vários serviços que foram implementados ações no âmbito da mulher tem demonstrado isso durante o governo que tem esse compromisso o próprio proteja a própria eh possibilidade da gente tá fazendo políticas afirmativas na cidade acho que demonstra eh essa condição mas eu já dizia lá atrás e continuo dizendo hoje né que assim o poder público precisa investir o poder público precisa cada vez porque a a sociedade ela é dinâmica nunca vai ser suficiente porque a gente vai crescendo a população vai crescendo e o estado nunca vai vai dar conta disso sozinho porque não são questões que acometem ou são de responsabilidade já foi dito aqui só do Estado então assim o universo de participação da sociedade ele é fundamental e não só nesse sentido de sermos os agentes informativos mas aqueles agentes interventores inclusive na forma como a gente educa as nossas crianças como já foi dito aqui na forma como a gente vivencia ou não os conflitos e como a gente resolve os conflitos então a gente precisa assumir a nossa responsabilidade enquanto indivíduo e coletivo em arrumar formas de solucionar os nossos conflitos que não sejam as formas violentas porque não adianta ter mais seamos não adianta ter mais serviços especializados ou secretarias da mulher se a gente não mudar essa cultura da sociedade e essa forma de comunicação violenta que a gente tem na nossa sociedade agora claro tem uma responsabil idade enorme do poder público e a gente sabe disso enquanto gestor a gente tá assumindo essa responsabilidade e cada vez mais tem que assumir mas eu acho que todos nós precis precisamos repensar eh o mundo que a gente vive e as relações que a gente quer pro Futuro Senor Elo mas nesse proteja Inclusive a vereadora Mariana falou no comecinho sobre o desafio agora da regulamentação e tudo mais nesse universo de 11.000 servidores vocês já TM algum caminho para dar início assim que essa lei foi s nada para olha que por onde a gente vai começar já tem sim a gente inclusive tá colocando o nosso próprio serviço nesse fluxo inicial até para que a gente tenha mais condições de fazer as avaliações os encaminhamentos e o acompanhamento então inicialmente essa mulher ela vai apresentar a solicitação para o nosso departamento de promoção à saúde do Servidor é esse departamento que hoje ele tá sendo estruturado e ele vem sendo estruturado desde 2021 eh para ter ações e programas voltados às diversas camadas de de diferenciação de servidores então a gente hoje a gente tem o programa elos voltados a a servidores que TM problemas com álcool e drogas a gente tem agora um programa de saúde mental a gente tem diversificado o papel porque antes existia um papel do do que é o chamado dpss de um papel simplesmente de perícia né a gente não concorda com esse papel por isso a gente ressignificou o departamento para criar essa nova roupagem então Eh essa recepção inicial da mulher vai acolher vai acontecer nesse departamento de promoção à saúde eh vai ter esse acompanhamento dela essa interlocução do do nosso departamento com a rede também protetiva eh com o local de trabalho através do nosso serviço de de de relações do trabalho então esse fluxo já tá sendo pensado Para viabilizar sim que não seja só uma legislação fictícia e abstrata mas que materialmente concretamente essa mulher tenha né Eh o benefício concedido e que que ele seja efetivo na proteção dela no caso ela indo a esse departamento ela tem que Obrigatoriamente por exemplo já ter feito o boletim de ocorrência já ter uma medida protetiva ou não ela pode às vezes dizer olha eu eu acho que eu tô sendo por exemplo eu acho que eu tô sendo vítima de violência eu quero conversar com alguém aqui do da do setor E aí ela recebe a orientação para ou até o mesmo encorajamento para tomar as devidas medidas também tem isso com certeza a vereadora mencionou algo bem importante aqui né quando nós apresentamos o projeto a inicialmente como a vereadora citou nós tínhamos eh colocado como documento para apresentação para concessão da licença a medida protetiva pruto das discussões inclusive na primeira sessão aqui nós apresentamos uma Emenda ampliando essa possibilidade também para o boletim de ocorrência eh que tem a informação da solicitação da medida mas não necessariamente a medida já concedida já entendendo que a gente poss medida pode ser concedida pelo próprio delegado n não pra pel ju Juiz pelo juiz em 48 horas aqui em Campinas a prática né em tese poderia ser pelo delegado então com a medida ou com o Bele de ocorrência né Essa mulher ela pode abrir esse requerimento para a concessão da licença mas foi dito aqui não é só a licença Não é só o abono e é também a alteração Mas pode ser que essa mulher não tenha uma tipificação vamos dizer assim dessa violência mas sinta-se né em necessidade de ter algum esclarecimento por alguma razão esse serviço vai recepcionar essa mulher também vai fazer os encaminhamentos devidos vai poder informar essas situações relacionadas a isso e estabelecer também de alguma forma esse acompanhamento com essas mulheres também no âmbito da prefeitura eu acho que aí esse ponto é um ponto crucial porque na verdade a Lei Maria da Penha hoje já não faz não faz a exigência do boletim de ocorrência para estar nos serviços de acolhimento por exemplo o próprio seamo não é requisito de estar no seamo fazer o boletim de ocorrência e isso faz parte da experiência porque fazer o boletim de ocorrência é uma decisão na vida da mulher é diferente quando você faz um boletim de ocorrência contra alguém que você não conhece você vai lá e faz um boletim de ocorrência ai né alguém me assediou na rua vou lá não conheço e tal fazer um boltinho de ocorrência contra alguém que convive dentro de casa que tem guarda de filhos que tem não sei o qu que divide conta né é uma decisão que é uma decisão muito muito complexa e é uma decisão que a mulher tem que est firme segura para tomar e tem uma outra coisa vereadora Mariana eh a lei vem no sentido toda a construção legal vem no sentido de dar força à palavra da vítima sim então antes para para pensar H 5 anos atrás a mulher teria que ir pra delegacia por exemplo sem tomar banho para passar no IML para provar o estupro hoje uma mulher chega na delegacia e diz eu Fui estuprada e a palavra dela tem força probante que vai muito de encontro dis que a vereadora Mariana tá dizendo é muito importante que a palavra da vítima seja a narrativa dela seja levada em conta muito mais do que o caminho processual e e material para que se concretize uma de fato Ah sim você é Você sofre porque a gente tá com uma falta de funcionários a gente eu entrei com uma ção do Ministério Público porque a aqui em Campinas o a a ausência a falta de de servidores eh civis né da polícia civis é muito grande chega a quase mais de 30% né Nós entramos no ministério público para exigindo né que o ministério público acione o Governador Tarcísio para repor o quadro de funcionários na na delegacia da mulher nós temos apenas duas delegacias da mulher e essas delegacias da mulher estão com falta de funcionários então assim se a a burocracia for mais importante do que a a a a palavra da mulher eh isso vai vai dificultando o acesso né então é nesse sentido que a experiência de mais de uma década mais de 15 anos da leade da pinha trouxe pra gente a gente foi queimando essas etapas né Por Conta do fruto da sociedade do movimento feminista da experiência do das juristas né das advogadas que que prestam serviço do da servidoras gestores etc e tal essa experiência trouxe pra gente de que o mais importante é proteger a mulher dar suporte paraa mulher inclusive Porque sem suporte é muito difícil ela buscar ajuda sim ela buscar ter os caminhos legais de acesso aos seus direitos sem suporte ela não consegue e que a palavra vale mais do que a burocracia Então acho que esse é o desafio né e a confecção do boletim de ocorrência Mirna ela é Ela é trabalhada com a mulher dificilmente você vai ver a mulher vítima de violência no o primeiro lugar que ela que ela ela vai procurar a ddm ela não vai então ela busa quando tem mais jeito ISO ela ela precisa receber uma orientação ela precisa se fortalecer e precisa ser construído com ela a a importância dela fazer o boletim de ocorrência por pela proteção dela por dados estatísticos também né por tudo isso que a gente precisa mas muitas vezes as nós atendemos mulheres ali no conselho que nós trabalhamos vários meses com elas junto ao seamo junto aos creias toda a rede de proteção para lá na frente às vezes depois de um ano ela ter coragem de ir no ddm para fazer o bo É por isso que a legislação por isso que ela prevê também o abono e a alteração de lotação que não são dependentes do boletim e da medida então a lógica do abono de até três dias é exatamente por isso porque naquele momento Ah será que eu registro um boletim Será que eu vou procurar aá que eu tenho informação suficiente V um caso prático por exemplo claro que a lei ainda vai passar aí por uma regulamentação e tudo mais uma servidora que atua no centro de saúde né ela tem essa questão E aí esse agressor marido companheiro chega e fala assim ué eu posso entrar no Centro de Saúde a hora que eu quiser porque eu posso chegar lá e falar que preciso de uma consulta e eu vou no seu emprego eu tenho acesso ao centro de saúde é o que atende é o que me atende E aí e nesse caso por exemplo ela não vai querer então se expor ela pode por exemplo futuramente pedir até uma transferência ou ela pode com essa medida protetiva apesar de ser o centro de saúde que atenda a pessoa que mora ali dizer essa pessoa não pode entrar não pode ser atendida aqui pode ela vai poder diante de uma situação dessa que para mim já se caracteriza uma ameaça ela já poderia pir uma medidaa já poderia ela pode não se sentir ainda né Eh segura o suficiente para fazê-lo e Mas ela já sabe que ela tá numa situação ali então ela pode eh procurar o nosso serviço ou a rede de proteção e aí ela vai colocar a questão e aí a gente pode chegar na conclusão olha de fato Então acho que já é melhor ter uma alteração da sua lotação eu não preciso de um outro documento judicial eu não preciso de um boletim de ocorrência para fazer essa essa alteração dessa lotação eu vou olhar essa situação e se essa situação caracterizar claro uma situação analisada como Equipe técnica da prefeitura do serviços da rede da prefeitura ou não porque a rede não é só a Prefeitura São outros serviços também fora da prefeitura tendo uma validação profissional olha de fato ela precisa de uma alteração já nós vamos proceder a alteração então Eh para ficar bem claro que a gente tá buscando mesmo uma atuação protetiva a licença ela se dá obviamente numa situação muito mais grave onde você tem de fato um risco uma necessidade de uma ausência maior do trabalho e aí você tem que caracterizar que essa ausência ela é necessária por isso da medida ou do boletim com a informação da medida mas a gente tem esses mecanismos sim de já atuar prontamente havendo essa necessidade agora isso isso é muito ruim eu eu não consigo não expressar porque eu acho que que é uma medida importante quer dizer a possibilidade de transferência etc e tal mas é muito triste que a mulher que tem que se digamos assim às vezes a mulher tem vínculos ela tem uma carreira ela tem conhecimento ela tem organização da vida ela que tem que ser transferida para do local de trabalho por isso eu acho que é super importante é a ul cerave e o serviço de responsabilização eu acho que assim a Campinas poderia dar um salto um salto se a gente fizesse a vara deado violência doméstica familiar que nós conquistamos como muita luta atuando junto do serav para que a medida protetiva Porque a Lei Maria da Penha prevê que medida protetiva não é só afastamento né Você pode ter medida protetiva eh como acontece no i aguarda José em Santo André lá a doutora Teresa Cristina ela eh ela foi inovadora e outras juízas inovadoras também fizeram isso de eh medidas protetivas em que o faz parte da o o autor de violência ser obrigado a acompanhar o serviço de responsabilização mas existe uma discussão teórica nisso vereadora que assim dentro do direito não é certo que esse procedimento é o correto mas eu concordo muito com o que ela tá falando no sentido que o agressor ele sequer se reconhece como agressor agressor não é responsável ele não se sente responsável pela violência que cometeu e parece que a gente tá falando de outro mundo quando você chega ele fala não mas eu nunca empurrei eu nunca bati eu nunca você fala não mas é você mesmo tem a imagem não mas ele sempre tem uma porque o próprio homem não se enxerga então não e na maioria das vezes é ele é o cara mais legal do trabalho dele com certeza é o melhor vizinho o melhor gerro né Então isso que a vadora tá falando existe uma discussão teórica Tem sim varas que que desafiam né a parte jurídica para fazer a justiça e isso é maravilhoso mas eu sinto aqui em Campinas que existe ainda uma resistência muito grande bom a Lei Maria da Penha Não pode aplicar medidas alternativas de punição então não vou fazer isso mas Seria maravilhoso esse enfrentamento fal mas é que não seria medida alternativa é mas aí eles vão enxergar assim para não mexer não mexer no quê no sistema do patriarcado onde o homem ainda tem o direito de olhar e falar eu fiz isso imagina não fiz nada disso ela é louca né então assim ele ainda Precisa ter essa bala de prata para depois falar nossa mas será que é verdade o que ela tá falando então não existe nada ainda e eu acho que isso seria um uma mudança absurda de pegar o homem e falar então negócio é o seguinte é isso aqui e e você vai ter que participar e você vai ter que estar junto mas eu não sinto ainda juridicamente a segurança para que isso seja aplicado hoje na nossa legislação mas é uma uma questão pessoal como Justiça eu sabia tudo doutora é uma questão de interpretação ou não porque eu vou dar um exemplo por exemplo uma pessoa que trabalha numa escola aí ela tem a medida protetiva ela inclusive faz parte Daquele programa guarda amigo da mulher da mulher ela obsa que perto da escola existe um bar e que o seu ex-companheiro está nesse bar ela liga pro guarda amigo da mulher falou assim ó fulano de tal tá aqui a guarda até vem fala assim olha querida eu não posso fazer nada porque ele tá lá dentro do bar só posso fazer alguma coisa se você hora que você sair do seu trabalho que seu carro tá aqui fora ele te abordar mas aí não pode ser tarde mais mas daí eu concordo com o que a Mariana diendo nós precisamos de pessoas engajadas se não tiver engajamento se for só para cumprir minimamente o protocolo legal talvez a gente não proteja as mulheres e mais uma vez não temos tempo para ficar filosofando você pode se não pode né o serav o o aquela proteção eh homem sim consciente também aquela aquele programa que a delegacia de Campinas inaugurou há mais de 10 anos atrás Cadê os homens conscientes também eles não comparecem porque eles simplesmente não se reconhecem como agressor é A negação né eles eles muitos realmente há e a gente ouv eu vi muito isso que é normal aquilo que já era assim com o pai dele já era assim na casa dele que mãe del sobreviveu não era mas eu não é mas isso não é mais ou menos isso se a minha mãe sobreviveu Essa mulher tem que sobreviver minha mas você fica olhando assim parece que ele tá tirando sarro da gente mas não é mas realmente ele ele não não reconhece aquilo como agressão e o Conselho Tutelar É bom que se diga tem essa prerrogativa de exigir que faça acompanhamento psicológico o pai e a mãe e nesses casos eu obrigava muitos Mirna Nossa brigavam comigo não vou não sou louca não vou no psiquiatra não vou no psicólogo fala vai porque senão eu vou encaminhar para meu judiciário o senhor vai responder criminalmente e o conselho também tem uma uma uma uma coisa boa que as mães não sabem que é o afastamento o direito de pedir o afastamento do agressor do Lar tá muitos casos de violência doméstica assim eu falava não é a mãe que vai sair não nós não vamos tirar essa mãe levar pro sarame nós vamos pedir já lá pro Ministério Público o afastamento desse agressor do Lar e e o ministério público e o juizo da infância pediu afastamento e agora perde a guarda né ainda por cima homem que violenta a mulher ele pede o jeito a guarda compartilhada O que é maravilhoso como que você vai compartilhar a guarda de um filho com seu agressor e não corre o risco dele tentar falar que é alienação parental Ah mas corre né como que eles se aguentam ag como corre primeira coisa is por isso que essa questão da responsabilização acho que a gente a gente precisa quer dizer tem experiências a gente precisa tem questão de interpretação mas eu acho que também a questão a gente precisa ter ousadia para fazer valer E aí muitas vezes a a justiça vai os protocolos as leis elas vão se adaptando porque boa parte das coisas que a gente conquistou foi com base na experiência fazer a valer na prática e aí isso é fundamental Mariana Agora você falou uma coisa que eu acho assim é muito importante E como eu via a por exemplo eu falava pra mãe assim eu vou pedir o afastamento dele do Lar o conselho vai assumir isso eu vou falar para ele que somos nós não é você porque é você e tirar das costas daquela mulher para para dizer assim então se você vai tá Daí eu chamava o pai Olha nós vamos pedir o afastamento do Senhor do Lar Então é bom o senhor já sair porque o juiz vai mandar sen senhor de lá aí a briga não era com a com a mulher hum não era ela não era mais raiv não era mais para ela era o conselho tá e o conselho são cinco não é o conselheiro Olha nós decidimos no colegiado dos cinco que nós vamos vamos aplicar essa medida Então olha como é importante a gente ter órgãos que realmente façam a diferença na vida dessas pessoas dizer ó não é o órgão é o colegiado do Conselho Tutelar que tá falando que o Senhor tem que nós vamos pedir o famento do senhor o senhor tem que sair por questão de violência e o senhor vai fazer sim o acompanhamento psicológico Senão nós Vamos pedir para que as suas visitas paraos seus filhos sejam acompanhadas eles ficavam muito bravo com a gente mas a gente tirava daquela mãe o peso daquele momento dela por exemplo ter que fazer de cara um BO contra ele sim isso é educativo né porque muitas vezes o homem pode até você a mulher consegue sair de uma relação abusiva aquele homem vai estabelecer novas relações abusivas com outras mul reproduzir L outra a gente teve a presença aqui da Marilda quando a na uma da reuniões da Comissão da mulher e a Marilda foi uma das pessoas que implementou E agora José lá na em Santo André ela que pensou enfim né junto com uma equipe mas ela foi uma e ela deu um exemplo muito interessante que ela tava numa dessas reuniões de responsabilização lá é medida eh judicial mesmo e tudo mais e aí todos eles ali tinham um histórico de violência de agressão doméstica contra mulheres namoradas e tal e aí chegou um cara que ele tava cumprindo a a medida por conta da agressão na mãe contra a mãe e aí ficou todo mundo horrorizado os hom os outros Caram todos horrorizados Não mas aí mãe po aí foi aí que foi um gancho para os o as pessoas né do serviço falarem Mas por que que a mãe não pode e a mulher pode aquela mulher é mãe de alguém às vezes mã de alguém mas mesmo que não seja quer dizer é uma mulher né O que autoriza e aí você vê como como como a a questão cultural mas é a questão do do dos tem uma relação conjugal afetiva e tal é minha posse alguém Será que alguém não nasceu de uma mulher eu fico pensando deve ter uma pessoal aí que não nasceu de mulher né porque não é possível né mas veja e são são questões tão básicas que e esse serviço de responsabilização ele é muito importante agora é claro né a gente tá numa situação que a gente tá tentando evitar feminicídio por isso que eu acho Por isso que na na minha na minha Concepção a gente precisa ter investimento porque dá para fazer um um serviço a gente teve o será foi uma conquista né foi uma conquista a gente tem um órgão aqui em Campinas mas ess eu vejo que esse órgão tá meio abandonado entendeu então assim a gente precisa daria para fazer um trabalho muito interessante de responsabilização que aí não é apenas educar a mulher para que a mulher a fortalecimento que a gente faz com o movimento feminista etc mas é também transferir a respond porque Ah eu queria muito acreditar nisso Às vezes a gente a gente a gente nós mulheres temos que carregar o peso de educar os homens não você tem serviços para issoo que a secretaria falou também né da forma de pensar menos bélica né Essa essa forma não violenta de viver pensar enquanto sociedade sabe o que é Doutora thí o que eu via muitas vezes é você trazer o aquele agressor a pessoa que comete violência seja ela qual for você trazer ela a reflexão ai gente que 300 anos só eu não acredito nisso ol você fala às vezes eu vários eu falava assim e se for com a sua filha hora que a sua filha casar eles não pensam pensam aí eles viravam Ah mas aí é diferente com a minha filha é diferente por que que é diferente ela não é filha de Então você tem que trabalhar você tem que trabalhar a violência eu acho assim a gente tem que trabalhar em todos os os os em toda a sociedade eu fiz a a justiça restaurativa cultura de paz eu eu acho que é isso que nós temos que instituir em todos os espaços é combater qualquer tipo de violência qualquer tipo de violência porque é a violência ela ela empregu e a pessoa autora de violência ela adoece ela para ela aquilo ali tem pessoa que você vai conversar é um cavalo é um cavalo você vai conversar você assusta Hoje eu tava falando com a minha filha uma mulher ela trata assim parece que pé no peito mas ela assusto mais com os Lordes que são cala quat pared mas eu acho eu é eu acho mas mas assim PR as próximas gerações não reproduzir tanta violência aí passa pela educação ucação não vai ter jeito é cultural é mudança é mudança desde é o que eu falo na criação dos filhos começa lá ensinando que a mulher não é um produto ela não é um ela não vai ser posse você não vai casar a mulher vai ser sua mulher não é então acho que assim a questão do respeito a respeitar um ao outro e aí eu acho que é o único a única forma que eu vejo da gente conseguir transformar a sociedade porque não tem é muito é insano a gente ver os números de feminicídio que a gente tem visto eu fico assustada todo dia a gente abre e tem eu acho que é educativo Para um autor de violência receber uma uma medida judicial assim ó você é obrigado a fazer tal coisa senão você pode ser preso Eu também mas quem que vai enfrentar por isso que tem que ter decisão judicial ISO decisão por isso que uma vara de violência doméstica na minha opinião tinha que ser gerida por uma mulher e não pel um homem claro também e Campinas não é é Campinas não é né com o máximo respeito ao juiz que estiver na frente teria que ser uma mulher porque somos nós por nós no das contas tá tendo uma uma mudança né quer dizer a gente assume um assume outro a gente não consegue ter continuidade ex e daí quando não tem continuidade não não tem espaço para isso que a vereadora Mariana tá dizer porque não tem esse olhar exato o juiz falar aqui na na vara que eu atuo vai ser desse esse jeito e o protocolo vai ser esse quando não tem espaço para isso a gente fica discutindo Ah mas racismo existe mas machismo existe mas a pessoa fica lá ô gente acorda isso aqui é é é é o pré a gente parte do pressuposto e o Tribunal de Justiça o o o o Conselho Nacional de Justiça os órgãos do Judiciário tá dizendo assim pra sociedade quando a gente cria uma lei a gente parte do pressuposto do racismo estrutural do machismo estrutural da violência contra a mulher isso é pressuposto a gente vai parar de ficar chando Será que existe a gente parte dali pra frente será que uma mulher preta sofre violência de gênero e de raça Óbvio Ah mas o que aconteceu não interessa ela existe ela existe nessa condição ela sofre violência e a gente vai ficar discutindo provando para né não tem não dá não dá tempo pra gente fazer isso é olha de acordo com o Fórum Brasileiro de segurança pública de 2023 Acho que até aí já falou sobre isso né sobre que a cada 8 minutos uma mulher sofre violência sexual e de acordo ainda com esse fórum e também com um estudo feito pelo programa das Nações Unidas para o desenvolvimento com a ono mulheres eh 35% das mulheres no mundo são vítimas de violência seja ela física sexual moral patrimonial ou psicológica a América Latina e o Caribe são considerados os locais mais violentos do mundo para as mulheres e ainda né olha só de acordo ainda com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública somente eh no primeiro semestre de 2023 foram apurados 34.000 casos de violência sexual contra mulheres e no mesmo período 2624 foram assassinadas né dentro desses dados e quando a gente pega aqui o s9 também que a cada do anos né que o esses nove é publicado que a gente percebe também que a violência contra a mulher tem dado esses alardes aí no no no momento em que é preciso que os administradores prefeituras eh governos estaduais e também claro o governo federal pense em medidas de proteção programas de proteção ferramentas de proteção que possam eh empregar essa mulher que possam dar facilidade para para ela ter aí Alternativa de mudar de escola ou até de afastar o agressor tudo isso hoje dentro daquilo que a gente tem Campinas Vamos falar agora fazer esse recorte pra nossa cidade O que que a gente pode pensar em um caminho para a proteção da mulher vereadora Débora Mirna eu acho que é o lógico que a gente tem que aumentar o o número de da rede de proteção a gente tem uma demanda grande né mas eu acho que principalmente eh o o que eu acho mais o mais importante que ainda a gente não conseguiu fazer com que essas mulheres se sintam seguras para fazer denúncia elas e elas só vão se sentir seguras se realmente elas tiverem um lugar que elas vão e elas ser ali elas serem acolhidas orientadas fortalecidas para tomar o próximo passo sabe seja fazer um boletim de ocorrência seja pedir para para sair de casa mas a gente precisa ainda caminhar essas mulheres precisam começar a sair ter coragem de sair de denunciar esses agressores ao invés de morrer na mão deles então nós precisamos de uma rede que realmente realmente dê segurança que ela fale assim não eu vou por exemplo hoje eu vejo a questão da da prefeitura que nós estamos falando desse projeto do poder público Hoje eu tenho certeza que uma uma uma servidora uma servidora pública que que passe a ser vítima ou que seja vítima ela vai encontrar muito mais segurança porque hoje tem um ela tem na mão dela tem uma coisa oferecida a ela que vai dar isso quando o freia foi aprovado Terra Fer isso é nós temos que apresentar aqui essa casa apresentar a a a o poder público apresentar eh leis que realmente Fale para as mulheres assim escuta você não está sozinha você não precisa submeter a isso e principalmente as pessoas também denunciar porque as mulheres sozinhas eu falo elas não dão conta e pode por exemplo eu não sei eh por exemplo alguém ligar no Disk sem que não seja a própria vítima ou alguém até ir ligar no seam ou ir ao seam falando ó eu tô com uma situação assim do meu lado até porque a gente falou daquele negócio que briga de marido e mulher se mete a colher sim mas que de que jeito que eu posso ajudar existe isso e tem isso po e deve né Mirna é tão insano PR as pessoas terem um pouco de noção uma vez uma moça foi lá pro um dos últimos casos que eu atendi ela foi foi lá era vítima de violência de gênero e tava um problema sério com os filhos e ele tinha tirado os filhos de casa levado embora e ela foi lá pedir ajuda porque ela queria ver o que ela podia fazer pra gente conseguir levar ela no seamo que é no mesmo prédio do Conselho eu peguei essa menina pela mão eu tive que pegar como uma criança segurando na mão dela ela tremia ela tremia a mão gelada ela segurava na minha mão assim ela falava e se ele aparecer aqui qual era a probabilidade dele aparecer ali er quase zero mas naab fantasma dele é o Fantasma dele acompanhava ela como acompanha de todas as mulheres aquele fantasma tá do lado dela o tempo todo então se não tiver uma pessoa que chega entre ela e esse fantasma e fala calma com esse fantasma aqui ou não nós vamos fazer alguma coisa elas não t coragem mas é eu acho que assim é claro que em situações é importante fazer denúncia aa mais em situação de risco de vida etc mas pra mulher levar frente mesmo tem que ter protagonismo aí eu acho que é uma é uma é um é um equilíbrio delicado Nesse sentido porque a mulher é a gente a fortalecimento Porque paraa mulher levar à frente mas de um rompimento de uma relação abusiva de uma denúncia até o fim etc ela tem que estar fortalecida então ao mesmo tempo cuidar acolher e fortalecer essa mulher porque senão a gente interrompe se não se se a mulher não consegue eh não não se a mulher não assume esse protagonismo e por algum Ventura já aconteceu isso já tive experiência nesse sentido de interromper o protagonismo da mulher aí o ciclo de violência o ciclo de violência se repõe sim porque aí ai eu me arrependi eu fui eu fui incentivada a isso eu não quer será que eu queria mesmo não porque a decisão é uma decisão sair de uma relação abusiva romper uma relação violenta tem que ser uma decisão da mulher é uma decisão da mulher só que a questão é essa mulher ela precisa ter conhecimento suporte sozinha é muito difícil então por isso que ess essa rede de acolhimento apoio fortalecimento esclarecimento é importante para que a mulher consiga ter essa decisão Então eu acho que é um é uma é uma ela tem que ter tem que ter ter força para sair vocês estão escolhendo bom você você escolheu protagonismo né Mari a Débora falou eu escolheria informação n eu concordo com todas vocês que é uma rede de São muitos elementos assim necessários para que uma mulher saia mas eu escolheria informação né Se eu tivesse que se eu tivesse um sonho no Combate à violência contra mulher seriam outdor explicando o que é violência não se cal o tempo todo isso é assédio e eu vou dar um exemplo que eu sempre gosto de dar que é assim toda vez que eu converso com mulheres eu pergunto Alguém já foi vítima de violência sexual e poucas mulheres levantam a mão quem já levou uma encochada desculpa o palavreado no transporte público todas levantam a m falo Gente o que que se isso não for violência sexual O que é nós mulheres estamos tão acostumadas a vivermos numa sociedade onde a gente é violentada da hora que a gente acorda até a hora que a gente vai dormir onde as violências são diretas indiretas teóricas práticas que a gente não está preparada a nos reconhecer enquanto sujeito direito enquanto vítima sim e o sistema nos revitimização contra a mulher é a informação é uma sociedade onde a mulher saiba exatamente qual é o seu direito você não toca no meu corpo não precisa nem do não se eu não te dei o sim você não precisa do não você acessa ao meu corpo se eu te der o sim não precisa do não é não Não Falei sim então você não me acessa Ok então o meu sonho é uma uma sociedade onde a gente combata a violência partindo do da ideia de que as mulheres porque eu acredito que somos nós por nós mesmas eu não acho que o patriarcado tá tão preocupado com as nossas mortes a cada 6 horas e quando você ler esses dados mina eu fico triste porque os dados não são esses subnotificados quando fala um estupro a cada oito eu te falo seguramente é um A cada dois e já tem estudos que mostram que é é um crime subnotificado estão violentando os nossos corpos e a gente não consegue ir para uma delegacia e eu não acho que é só por medo eu não acho que é só porque o sistema não funciona eu acho que a gente segue entendendo que talvez seja nossa culpa lá no fundo a gente é tão culpada por tudo né historicamente culturalmente religiosamente que a gente fala ai mas deixa deixa isso para lá vou deixar quieto Vou engolir e vou seguir então é o mundo por mais informação deix jelei bom do lugar que eu me encontro né como gestora desta pasta hoje eu acho que para nós se for definir uma palavra né acho que é o compromisso né o compromisso e engajamento compromisso nosso meu da nossa equipe da secretaria como um todo que né já subsidiada por essa por essa diretriz do nosso prefeito que a gente concretiza faça valer faça acontecer para ter credibilidade no trabalho que a gente tem feito porque falei é um trabalho muito árduo que todos nós fazemos e a gente tenta fazer da forma melhor possível pra gente eh demonstrar né o quanto que é importante mulheres à frente desses lugares o quanto é importante que a gente pense nessas políticas então fazer bem feito pra gente D essa credibilidade da das das cidadãs da cidade de Campinas e as servidoras essencialmente e acho que a segunda coisa é reforçar né que a gente precisa engajar também eh os homens dentro das instituições né a gente precisa também às vezes os entraves né É óbvio mas não é tão Óbvio os entraves e as dificuldades que nós enfrentamos de variadas ordens inclusive institucionais eh vem né dessa questão social que é reproduzida no âmbito das instituições que é o machismo nós estamos aqui falando quando entramos né o como a gente falamos aqui também o quanto isso atravessa também tudo isso porque se nós não ressignificamos isso dentro das instituições dificilmente a gente também consegue avanços tão significativos então o nosso compromisso também nesse sentido na nossa pasta e engajar os homens para essa transformação cultural eh na qual os servidores homens e os gestores homens eh contribuam com essa mudança também eh no cenário dentro da Prefeitura de Campinas e né acho que é a questão mesmo dessa relação que a gente precisa construir melhor eh nas nossas na nossa convivência social n Eu acredito sim na cultura de paz mas não a utópica né a da concreta do hoje a real onde eu sei que compete a mim fazer mudanças concretas no cotidiano no dia a dia né onde eu sei e onde os homens saibam né que eles também Podem chorar que eles também podem se fragilizar porque o machismo não é apenas né Essa concep que é real da atitude da ação violenta Mas da forma também como as relações entre os homens se dão Como que onde eles encontram esses espaços também para serem homens onde eles possam ser validad socialmente que é possível chorar que é possível ter uma fragilidade e que isso não vai ser apontado como uma coisa negativa e para que ser homem tem que ser viril tem que ser violento tem que falar Grosso tem que falar como macho para poder ser homem então acho que são essas questões que contribuem além de todas as outras que foram ditas aqui você me permite um comentário muito cur porque você falou do cis-9 a cada do anos mas o cis-9 antigamente era publicado anualmente e eu acho que é importante provocar a prefeitura dar sad a secretaria de saúde a Secretaria de Assistência porque é muito importante a publicação anual do 69 como dado os orientadores das políticas públicas Tá certo então vereadora fica aí o registro olha e a gente vai rapidinho dar um serviço aqui lembrando que existe o disque 100 que é o Disque Denúncia né do Governo Federal para registrar os casos aí de violência também violência doméstica violência contra a mulher e em Campinas o seamo atende na Avenida Francisco Glicério 1269 no sexto andar o telefone do seamo é o 3236 3619 3236 36 19 e aí claro também a gente deixa aqui a câmara municipal disponível a gente tem aqui 33 gabinetes em especial os gabinetes das mulheres temos quatro mulheres na Câmara que também pode fazer esse acolhimento são temas que elas sempre tratam aqui também na Tribuna em várias reuniões de comissões de frentes parlamentares e você pode ver o contato também lá no site da Câmara Municipal que é o www.campinas.sp.leg.br o questão de ordem fica por aqui e até um próximo programa n