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Olá, [Música] começa agora o programa Questão de Ordem. Segundo dados do IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, aproximadamente 30 milhões de mulheres aqui no Brasil estão vivendo na faixa etária do climatério e menopausa, próximo aos 8% da população feminina. E segundo a revista científic, a Climatéric, 82% das brasileiras nessa faixa etária apresentam sintomas que comprometem a qualidade de vida. enquanto historicamente outros períodos da vida sempre foram alvo de estudos e pesquisas, como a primeira infância, o início da adolescência, a maternidade, já o climatério, a menopausa e até a pós-menopausa nunca foram levados tão a sério, dado a real importância desta fase da vida. Quais políticas públicas para essas mulheres são necessárias? Para discutir o assunto, eu recebo aqui no estúdio a Luciana Teixeira, ela que é presidente da organização Mulheres de Fases e o vereador Aílton da Farmácia, autor de um projeto de lei que quer instituir aqui em Campinas a semana do climatério. Lembrando que o debate vai acontecer, farei as interrupções apenas quando o necessário. Luciana, começa com a senhora. Primeiro, qual que é o trabalho, né, da organização Mulheres de Fases? Quais são os objetivos, o dia a dia? Seja bem-vinda ao programa Questão de Ordem. Muito obrigada. Obrigada a todos. Obrigada pelo convite. Bom, a Organização Mulheres de Fases é uma organização social sem fins lucrativos que nasceu aqui em Campinas em 2023. foi desenvolvida em 2022, mas nasceu juridicamente em 2023, com o objetivo principal, a missão de aproximar mulheres da dignidade menstrual, de levar os direitos, o acesso aos direitos a essas mulheres, especialmente mulheres em situação de vulnerabilidade social. Ou seja, nós desenvolvemos projetos em parcerias com instituições, empresas, poder público privado. Temos parceiros como o Instituto Padreo, a a OAB Campinas, a própria FEAC, que já fez investimentos em projetos nossos, com o objetivo justamente de levar a informação, aproximar meninas e mulheres da informação. O nosso principal, a nossa principal pauta até hoje, eh, tem sido a questão da dignidade menstrual, ou seja, o combate da pobreza menstrual. E quando nós tivemos realidade com esses dados alguns anos atrás, não teve como não se incomodar, não não ficar a ponto de sentir o desespero dessas mulheres e a gente tomar uma posição e desenvolver projetos que levassem à dignidade, que levasse o acesso à informação, à educação para essas meninas e mulheres. Além da dignidade menstrual, nós também temos projetos do empreendedorismo feminino de combate à violência contra a mulher, no desenvolvimento técnico, tecnológico, de acesso a meninas e mulheres na área de exatas, na área de robótica, tecnológica. Então nós estamos desenvolvendo projetos nessa área e justamente hoje se tratando da pauta do climatério, a gente entende que dignidade menstrual, menstruação não está separado do climatério. Nós até hoje desenvolvemos projetos onde essas mulheres elas aprenderam sobre os desafios da menstruação. Uhum. A próximo passo, entendendo que mulher é composta por fases, Sim. é o climatério. Então agora nós estamos aqui para compartilhar e aprender também mais sobre esse tema. E já já a gente vai saber bastante aqui da Luciana sobre se existe preconceito, se é da sociedade, das próprias mulheres, os obstáculos, por que que essa informação não chega até essa mulher sobre o climatério, enfim, sobre eh este período. E participa aqui do programa o vereador Aílton da farmácia. Já já nós vamos abordar bastante sobre este projeto, o que que pode ser realizado nesta semana especial, mas primeiro, como é que surgiu esta ideia, esta necessidade? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Obrigado a todos que nos assistem pela TV Câmara. Olha, eu estou na área de saúde há 53 anos atrás de um balcão de farmácia e ali a gente atende muitas mulheres e as mulheres por nesse período, né, que é o período do climatério, a pele menopausa, a menopausa e pós-menopausa, a gente vê ali aquelas mulheres que vão, né, atrás de algum medicamento para passar essa fase. uma fase que não é fácil, tanto na fase do calor, do humor, na parte psicológica, biológica, neurológica, todas essas mulheres. É, então eu instituí, tô instituindo esse desse projeto a semana do dia 18 de do dia 18 de outubro também o dia já é o dia mundial da menopausa da mulher, né, para a nossa do município de Campinas e a gente possa est trabalhando mais eh informando o pro bem da mulher para essa mulher ter mais qualidade de vida, eh até a própria família, a própria a sociedade, né? Como disse, às vezes muita gente tem discriminação de que aquela mulher está naquela fase de menopausa, ah, ela tem muito calor, eh, humor, então tudo isso minimiza os sintomas, né, dessa pessoa. Sim. Sim. Então, esse projeto ele visa que até a própria família, os familiares também a onde eh o trabalho onde ela trabalha também as pessoas possam saber que essa mulher está numa fase que é uma fase e que vai passar, mas as pessoas têm que dar apoio, tem que ter, né, tem que ter apoio dos próprios amigos de trabalho, dos próprios familiares, do próprio esposo, marido também tem que ter esse apoio da família. em si para essa mulher passar por essa fase com eh menos dolorosa e mais saúde, mais feliz e teve, né, ter aquela qualidade de vida que toda mulher merece. E já vou querer saber também se este apoio ele acontece também aqui no município de Campinas, se nós temos políticas públicas para poder auxiliar esta mulher, por exemplo, no SUS, né? E a resposta do Auton da farmácia foi muito importante, porque você já viu aí, né? A mulher chega até a farmácia e tem a questão do sintoma, mas tem um lado psicológico também, tem um lado mental também de tudo que ela tá passando. A gente vai abordar bastante sobre isso no nosso programa também. Luciana, eu falei na minha abertura que historicamente, né, o foco sempre foi na primeira infância, na primeira menstruação para essa eh adolescente, quando a mulher engravida e depois parece que ela vai sendo jogada para escanteio. Esse foco ele vai saindo eh da mulher. De fato, isso acontece se sim, como é que você enxerga esta situação? Sem dúvida, acontece sim. É natural da gente observar que quando a menina menstrua, ela entra na fase da menarca, ela se tornou mocinha. Nossa, agora minha filha, minha menina virou uma moça. Ah, aquela mulher, ela engravidou. Parabéns, mamãe. E depois que ela entra na fase de menopaus, ninguém fala nada. Uhum. silêncio absoluto. É, é um tabu. Parece que é um um silêncio que enterra, todo mundo fica quieto, enterra os sentimentos. Ninguém fala nisso. Como se ela já soubesse o que fazer, como ela já tivesse passado por essa situação, sendo que é algo novo para ela também. É totalmente novo. Absolutamente novo. Na verdade, todas as etapas são novas. a gente aprende enquanto tá passando por ela. Então, quando a gente fala de clima até fica aquela aquele aquele assunto como se fosse pesado. Ninguém quer tocar nisso. Parece que eu, você fala disso comigo, tá me chamando de velha. Então não, não, não se trata disso. Na verdade é um processo natural da vida das mulheres e a gente precisa falar sobre isso. A gente precisa que as pessoas tenham um interesse em falar sobre isso. Então sim, é um fato. A menina ela realmente passa por essa fase de estímulo, de incentivo. A mulher passa pela gestação, é tudo lindo. Depois começa a chegar a fase aonde que realmente é enterrado essa pauta. Aíon, no seu contato quase que diário, né, com as suas clientes, com as mulheres, existe este relato de um certo despreparo por esta fase da vida? Elas chegam com receio, chegam com dúvidas sobre o climatério? Sim, sim, existe isso. Como a Luciana falou também, existe aquele negócio que a sociedade acha que a pessoa núcleo matéria, toda essa fase é uma doença e não é uma doença isso. Então isso aí é uma fase que as mulheres vão passar, né, desde a adolescência e essa fase, isso aí se nós precisamos quebrar esses tabu, como a Luciana falou, não é doença, gente. Uma coisa que a pessoa, que as mulheres têm nessa fase vai passar, vai passar. Só que ela precisa de apoio, não somente, como eu disse, dos familiares, como também do poder público, que o poder público eh tenha informações somente durante essa semana, não só a semana, mas o ano todo, mas principalmente naquela semana da instituição do da conscientização da mulher da do climatério. Por quê? A sociedade em si, ela rejeita comentar sobre esse assunto da mulher. A própria mulher mesmo às vezes ela fica com pé atrás, aí não não comenta com ninguém, eh não se solta porque é um período que ela tá passando e às vezes ela se retrai até até dia, até o médico, tá? Um médico, doutor, né? também acontecendo isso. E essa fase é o que causa essa fase da menopausa. E e essa fase é uma fase que ela passa e e não tem muito apoio e precisa de apoio. Então a gente, como diz, precisamos quebrar tabu, precisamos que essas mulheres se sintam à vontade e que passe essa fase melhor, seja passando pelo médico, passando pel um medicamento que ajude, ajudem muito. Tem medicamentos hoje que ajudem muito a ela passar essa fase. Então, é isso que eu penso que eh esse projeto visa em muito a nossa cidade, município de Campinas tá trabalhando isso paraas mulheres, não só de Campinas, mas pro nosso país. Lembrando que muitas mulheres elas são conduzidas a acreditarem que não só o período do climatério, ah, porém a o período da menstruação é algo que além de não dever se compartilhar assim abertamente, é como se fosse uma doença, é como se fosse algo contagioso. Então, a gente precisa realmente levar essa informação para que as mulheres entendam que, primeiramente, é natural. Não tem nada de contagioso, não tem nada de doença e isso se reflete ao período do climatério. Então, essas mulheres entenderem a diferença, o que é o climatério, né? E basicamente uma forma que que eu posso falar sobre isso é que o climatério ele é, vamos dizer, é um guarda-chuva, é uma casinha. Em embaixo desse telhado estão o período de perimenopausa, a menopausa e a pós-menopausa. É um processo. Então você vai atravessar cada um, vai se descobrir, é enquanto passa. A gente pode absorver muita informação antes, pode e deve. E para isso nós existimos, para diminuir o impacto, o susto das mulheres quando ela chega lá. Então ela vai saber, pera, eu já ouvi falar sobre isso. Eu eu sei o que vai acontecer. Você pode não ter controle sobre isso, mas você sabe a quem recorrer, sabe por onde começar. Então é esse processo. Você sabe, eh, Luciana, eu já fiz aqui um questão de ordem, é sobre dignidade menstrual, né? E e nesse início, né, tem um projeto aqui na cidade de Campinas que é muito interessante, que tem numa escola municipal uma máquina e que as meninas podem ir lá retirar o seu absorvente, porque muitas meninas neste período, né, e a gente sabe que a questão social ela é muito importante neste período, que não tem condições e aí às vezes manchava a calça e aí ou você ficava muito tempo longe da escola ou a menina sabia que ia chegar neste período. Você entende que já a partir deste momento da adolescência já é importante trabalhar este assunto, tirar uma imagem que muitas vezes fica vinculada como se fosse algo sujo para normalizar esse período e passar todas as fases até a gente chegar ao climatério. Você entende que este assunto precisa começar na escola e com as adolescentes? Ele não só deve, como ele acontece. Inclusive nós, a nossa organização já desenvolveu projetos e desenvolve projetos dentro das escolas, dentro das comunidades, dentro de instituições, rodas de conversa, palestras, justamente para quebrar esse paradigma, para quebrar esse tabu. E importante, nunca é só sobre fazer uma roda de conversa com meninas. Uhum. É todo mundo, é os meninos estarem juntos. E depois que nós promovemos esses debates, essas discussões, é muito interessante como os meninos passam a se comportar. Não, parece que só precisava de alguém para incluir eles na conversa, porque senão se ah, é papo de menina, elas não fazem questão mesmo da gente tá na roda. Então, só que quando a gente começa a trazer essa conversa pra roda e falar naturalmente sobre menstruação, eles inicialmente ficam sem graça assim, só ouvindo. Daqui a pouco eles começam a se soltar e falam: "Eu já comprei absorvente pra minha mãe e eu já peguei absorvente pra minha irmã". Eles começam a falar o que? Eles sabem o que que é com abas e sem abas. Então assim, eles têm algumas informações, outras eles passam a aprender ali na roda de conversa. É muito leve, é muito legal. Então nas escolas sim já acontece isso e não só nas escolas. Inclusive a Secretaria de Educação aqui de Campinas desenvolveu o programa Dignidade Menstrual nas Escolas, onde eles disponibilizam kits menstruais para as meninas. Todo mês elas recebem esse kit. Inclusive o próprio secretário, ele mencionou que a nossa organização, as nossas ações estimularam, provocaram eles a criar esse programa, sabe? Então é muito prazeroso pra gente a gente vê refletindo além de tudo que a gente desenvolve. E sem dúvida, quando nós estamos dentro dessas dessas rodas, desses debates, quem que tá acompanhando esses alunos? Muitas vezes as professoras. Sim. as diretoras, pessoas que na maioria das vezes já tão no período de menopausa ou estão ali no período da do perimenopausa. E a gente vai entrando, abordando alguns temas dessa fase, elas se sentem incluídas, elas se sentem representadas e a gente passa também a orientar os alunos de uma forma assim, veja bem, o que que você pode fazer para ajudar a sua colega, para ajudar sua irmã, a sua mãe, mas a sua professora não lembre que a sua, não esqueça que a sua professora também precisa ser vista, também precisa ser notada. Ela muitas vezes pode ser vinculada a uma máquina, né? professor não não sente cólica, tá ali todo dia e não, ela tá, às vezes ela tá ali em pé dando aquela aula, mas ela tá com dor, ela não tá bem aquele dia para dar aula, mas basta um olhar sensível de uma aluna ou um aluno que chega para ela e fala: "Eh, professora, a senhora tá bem hoje? A senhora precisa de ajuda?" Sabe? Então, a gente consegue incluir isso dentro da roda de conversa. Eles passam a aprender e a exercer. Que iniciativa bacana. Eu tô da farmácia. como que você enxerga, né, a educação aliada a este tema? Olha, eu enxergo assim que, como a Luciana falou, isso aí teria que ter até nas próprias escolas, né, esse esses absorventes para essas meninas. Eu vejo hoje uma pessoa chegando na farmácia, semana passada mesmo, um rapaz chegou lá, pegou um absorvente e ficou lá uns cinco minutinho pensando qual que ele vai levar pra namorada, talvez dele ou, né, pra esposa, alguma coisa desse tipo. Ele tinha dúvida, ele não sabia o que queria fazer. Eh, parece que o homem vai comprar um absorvente com a vergonha que que fala assim: "Poxa, isso não é para mim, eu não tenho". Como? Como? Como não, pô? Ele é um namorado, ele é o marido dela, ele tem que tá lá comprando, é uma necessidade dela e às vezes ela não pode tá saindo para fazer isso. Então eu vejo assim, ela falou isso aí deveria ser instituído nas escolas, não os absolventes, não somente impostos de saúde, nem coisa assim, tem que ter. É uma iniciativa muito boa, até porque eh nós temos que quebrar tabus e vamos continuar quebrando, porque como ela falou aqui, aquelas menina um dia tá normal, no outro dia virou virou uma mulher, veio missação e aí acontece a sociedade às vezes discrimina ela, os próprios amigos da escola que tá com ela no dia a dia, ela tá menstruada, tá aqui, tá aqui, como se tivesse uma doença. E não é, é como se fosse uma coisa normal do organismo dela que tem que acontecer aquela fase, né, que nem falou do climatério da PR menopausa, menopausa e pós-menopausa, que até ela até os os anos de vida dela que vai chegar nessa fase pós-menopausa. Ô Luciana, sobre este tabu, você entende que na nossa sociedade existe um preconceito contra as pessoas por conta da idade? Porque a gente sabe que é evidente, né, que acontece uma relação entre o corpo físico, né, a juventude e a beleza, são sempre relacionadas ao sucesso. E aí quando entra na meia idade, né, pode trazer para muitas mulheres aquela impressão que tudo acabou, já passou o meu período. Vem daí este preconceito por conta da idade e o climatério e mostra essa realidade. Você entende por aí? Eu vejo que até mesmo a mulher mais jovem, apesar de ter mais oportunidades, essa mulher, ela também enfrenta desafios, ela enfrenta preconceitos, apesar de ser nova. E muitas vezes, relacionado à fase fértil dela, muitas empresas, a gente já viu isso, infelizmente, em muitos lugares, ã, evitam ou se ou ficam incomodados quando uma mulher jovem engravida. Então ela, ah, agora vai faltar direto, agora vai sempre ter que ficar buscando o filho na escola. Eh, vem essa mulher como um problema. Então, a idade dela colabora pra empresa, né? argumentos da empresa, por exemplo, ah, ela vai ser mais produtiva, ela vai poder participar mais, ela tem mais disposição, disponibilidade a partir do momento que engravidou ou, por exemplo, ela tá num num dia que ela tá, na semana que ela está menstruada, ela não tá tão eh produtiva assim, isso também a gente, eu já senti na própria pele, inclusive, então, ah, eu não sou mãe, mas sim em relação, eu sempre fui muito clara na comunicação com os patrões que eu já tive, olha, eu muito legal. Eh, mas ainda assim eu sentia que existia um peso, uma cobrança de ó lá. Uhum. Depois dessa é a outra que entra, como se você fosse mais fraca, né? a gente sente isso. E é claro que no período de climatério isso também acontece, ainda mais que antes era menstruação, os sintomas clássicos da menstruação. O climatério vem composto, hoje se fala em mais de 70 sintomas. Imagina, é claro que as mulheres nem todas passam pelo 70, não atravessam as 70 situações. A questão é, por exemplo, a Fernanda, a Adriana Ferreira, Adriana Ferreira, ela é uma referência hoje quando se fala de políticas públicas, é uma ativista de políticas públicas para as mulheres, quando o assunto é menopausa. E a Adriana Ferreira, ela fala que ela ela quando entrou no período da menopausa, isso aos 48 anos, ela desenvolveu 47 sintomas. Imagina, são eh entre fogacho, entre eh dores, muita dor. As mulheres relatam muitas dores, inclusive. Então ela traz essas informações que fortalecem o que a gente quer levar também pr pra sociedade, pras mulheres. Sim, as empresas elas elas discriminam, infelizmente, ainda. Por isso a gente precisa levar essa pauta para dentro dos estabelecimentos, não só na escola, não só na comunidade, não só na igreja. Igreja também precisa falar disso, entende? Mas a gente sabe que, infelizmente, nesses espaços ainda falta uma curiosidade, falta um interesse, falta vontade de entender como funcionam as funcionárias e adaptar a realidade para cada uma, né? Isso inclusive vai trazer uma produtividade maior quando você respeita o processo de cada uma. Não é só você falar: "Ah, não, eh, não precisa fazer muita coisa essa semana". Quando você respeita o processo da mulher, ela se sente valorizada. Uhum. Então é natural que ela vai se tornar até mais produtiva. Pode parecer que não, mas sim, ela vai se sentir valorizada. E falando da Adriana Ferreira, então ela traz essa bandeira do do combate, sabe? Porque é um tipo de violência quando você ignora, quando você fecha os olhos para essa realidade. E ela ela tem a associação dela se chama Menopausa Feliz. Eu achei incrível, incrível. Então assim, para quem tiver também eh curiosidade, interesse, queira conhecer, mas eu super indico acompanhar a rede social dela. Eu sou muito fã do trabalho dela. Eu tenho certeza que vai somar muito assim com com esse tema, até porque, Aíton, né, muitas vezes essa mulher que tá entrando neste clima, muitas coisas podem acontecer ao mesmo tempo. Ela pode est indo para uma aposentadoria, pode ter um momento de separação, pode ser a saída dos filhos de casa e aí tem aquela sensação do ninho vazio e aí tudo isso contribui para esse período que ela tá vivendo, né? Sim, com certeza, né? E é nesse ponto aí que a mulher tem que ter tem que ter apoio, né, da família, dos pais, dos irmãos, porque é uma, né, eh, como a Luciana falou aqui, ela falou assim, eh, até hoje eu digo que existem aqueles tabus da própria família desde os tempos antigos até hoje nós precisamos quebrar isso de que, poxa, ela ela menou, ela tá doente, ela não está doente. volta falar nessa questão porque é uma questão que nós estamos lá atrás ainda. A sociedade hoje tá lá atrás disso, né? As famílias ainda estão fechadas, pai, mãe, irmão, tão fechado para isso, né? Como é algo que é enraizado na nossa sociedade, né? Um preconceito que é difícil essa informação chegar até as famílias. Exatamente. É um preconceito antigo de de anos e anos e anos. Tem que acabar com isso uma hora, não é possível. Aí a Luciana falou: "Poxa, vamos pôr muito bem, vamos pôr nas igrejas, vamos pôr nas escolas, vamos pôr onde puder pôr, que tem a sociedade que a os adolescente esteja lá para poder ter saber como é que é para ela poder passar por aquilo de uma forma mais fácil. Uhum. sem traumas. E tem umas que quando vem o primeiro ciclo dela, pô, ela acha que acabou o mundo para ela. Não. E não é assim, né? Ela fal assim, ela tá numa fase de de brincar tudo na coisa e aquilo ali acaba, né? É uma fase muito difícil para ela, porque ela de criança adolescente teve o criatério, muda tudo na vida dela. Ela deixou de ser uma pessoa que brincava muito para ter uma responsabilidade maior até do do engravidar um engravidamento precoce que acontece muito isso e também atrapalha muito ela no futuro, família, tudo isso a gente tem que pôr nessas conversas, né, né, para orientar, sim, orientar a as adolescente e e a gente tem que pedir isso para que a sociedade trabalhe isso, um modo geral, que seja sempre divulgados de a própria mídia mesmo, televisão, própria prefeitura também com as ações na nos postos de saúde, nas escolas, como a Luciana falou, onde tiver, sabe assim, onde tiver que a gente possa tá divulgando para ajudar, porque você divulga uma coisa hoje que lá na frente ela falou: "Nossa, alguém comentou aqui A Luciana ou Adriana mesmo, ela comentou: "Puxa, me ajudou". A informação vai se disseminando. Exatamente. Vai ajudar ela lá na frente, lá no futuro, né? Então é, tem que ser assim, nós temos que divulgar mais, trabalhar mais, uma questão até permanente sempre, né? Porque no dia a dia. Hoje você tem uma filha e hoje os pais são falando, minha filha, você toma injeção, você tomou um anticoncepcional, você tá se cuidando? conversa tá, você tá usando um preservativo, é no dia a dia isso aí. A família tem que fazer isso. Sim, porque é o futuro da mulher, mulher, né? Tem que ter planejamento. Então nós precisamos ter. Nós desenvolvemos um uma campanha no Campinas Shopping em parceria com a prefeitura, com o Seamo, Centro de Referência e Apoio à Mulher. E lá nós, além de levantarmos dados aqui do município sobre a dignidade menstrual, naquela ocasião, nós desenvolvemos a campanha de arrecadação de itens básicos de higiene e desenvolvemos uma exposição que foi muito provocativa. Era uma exposição com quadros, telas e ela era feita com pinturas de sangue menstrual. As pessoas não sabiam, eram lindíssimas, por sinal. Aí quando a pessoa chegava próximo para entender do que se tratava aquilo, ela capaz é uma era uma provocação literalmente e trazia ela para perto. Uhum. Da da realidade. Bom, algumas vezes nós abordamos várias vezes pessoas que atravessavam os corredores do shopping e claro que a maior a maioria das pessoas interessadas eram mulheres. Parece que já é uma coisa intuitiva, já atrai, né? Muitas delas estavam acompanhadas dos seus maridos e quando a gente se aproximava dela e ela perguntava do que se tratava e nós faláamos menstruação. Conhece? Sabe sabe o que é menstruação delas? Hum. Sei. Os maridos muitas vezes faziam assim, ó, tipo, ah, não quero atrapalhar, não quero atrapalhar, vou deixar vocês conversar sósum. Capaz, menina, vem aqui. Capaz, você é super bem-vindo. Vamos falar sobre isso. Vamos ser é natural. Eu não tenho vergonha. Se a sua preocupação é em me constranger ou constranger a sua esposa, saiba que da minha parte tá tudo certo. Eu vou adorar se você escolher ficar aqui. Inclusive, já invertiu o jogo, né? Aí eles ficavam assim, eles não ficavam tipo obrigados, eles ficavam assim: "Ah, é sério que vocês fazem questão da minha presença? Eu por favor." E assim a gente trocava um bate-papo, ficava bem leve. Através dessa experiência, a gente já fazia um questionário, entregava para essas mulheres para entender o nível delas de conhecimento sobre menstruação, sobre o processo, as fases que ela tem por enfrentado no decorrer da vida. E ela ia falando realmente: "Ah, como que é esse bate-papo dentro de casa? Acontece com facilidade?" A maioria das mulheres não tiveram mães e pai, um pai que falou sobre isso. Tudo bem, a gente tá falando sobre uma geração atrás. A nossa geração agora, alguns já falam, a gente tá aí numa crescente, né? Tá crescendo, tá sendo positivo, tem um longo caminho pela frente ainda. Porém, a gente já percebe que tem homens se interessando, tipo, o que que eu posso fazer para ajudar? Ótimo. A gente levantou dados a partir daí e a partir desses dados a gente conseguiu desenvolver projetos, levantar estatísticas e daí levar esses dados para dentro das escolas, colher dados dentro das escolas, perguntar para esses jovens, para essas professoras, eh, como que era essa comunicação dentro de casa, como o vereador mencionou, que é importantíssima. Parece que é simples, parece que uma coisa do cotidiano que deveria ser feito e não é muitas vezes, mas ela é transformadora. Uhum. Eh, a menina, como o vereador mencionou, a menina que tá ali no seu processo inicial da menstruação, que se caracteriza como a fase da menarca, que é a primeira menstruação da menina, eh, ela muitas vezes já vem acompanhada de parece que é um, foi decretado para ela assim: "A partir de agora você não brinca, você só senta de perninha cruzada, você, pelo amor de Deus, menina, não vai jogar bola." como se isso fosse uma sentença, uma doença, sabe? Então, realmente, quando Mas essa menina, ela só vai a a acatar essa orientação se ela não tiver informação em casa, porque daí ela vai seguir o fluxo que tá lá fora, entende? Então, se em casa a mãe dela fala: "Filha, você passou por uma nova etapa da sua vida e isso não tira sua liberdade de brincar, de se divertir, não deixa ninguém tirar isso de você. Essa menina já entra nesse espaço com coragem e se alguém vi querer intimidar, ela fala assim: "É, eu não tô doente". É, então calma lá. M outras fases virão. Essa só mais uma. Outras fases virão. Exatamente. E a gente e a ideia é essa menina se sentir confiante para atravessar cada uma delas. Uhum. Ô, Luciana, para quem está nos assistindo, vai passar por esta fase ou para o homem, né, que tem alguém em casa, que também vai chegar ao clima térério, o que que acontece? São sintomas físicos, são emocionais, tem um lado mental, a gente tá falando bastante sobre climatério, mas o que que acontece com esta mulher? Quais são os relatos dessas mulheres? É, a gente entende que o o climatério ele começa em média entre os 40 anos, deve finalizar em torno de 48, mas a gente precisa entender que isso pode se estender. Uhum. chegar a 60 mais ou às vezes além disso, ou pode ser precoce esse início, pode começar na fase na fase de 35 anos, eu posso passar daqui a pouco a desenvolver alguns sintomas, entende? Eu já fico em alerta, eu já estou com 35 anos. Então, quando se trata de um processo de do climatério precoce, pode iniciar a partir dos 35. E sim, ele vem acompanhado de inúmeros sintomas, entre eles físico, mental, emocional. É literalmente uma tsunami e vem atropelando tudo. Então essa mulher ela passa, ela tem um uma chance enorme de desenvolver depressão, porque muitas vezes esse processo ela vive sozinha. Aí entra, a gente fala de novo do interesse da família inicialmente, claro, social, mas essa mulher ela se sente sozinha, ela ela mesmo acredita que a eu tô ficando velha, como que eu vou falar pro meu marido que eu tô entrando na menopausa ou que eu tô entrando em fase de climatério? Uhum. Entende? A, a gente precisa sentir e isso eu posso afirmar que eu eu posso representar as mulheres, apesar de não ter chego ainda na na etapa, mas se eu se o meu marido falar assim, eh, que demonstrar para mim que é natural, eu vou me sentir acolhida, eu vou me sentir disposta a procurar alternativas, eh, a um, a iniciar um tratamento precoce, às vezes para poder preventivo, né, para poder aliviar os sintomas futuros. Então, sim, tem a questão da depressão, tem a questão de ressecamento de pele, eh diminuição de lubrificação e isso interfere sim nos casamentos. É aí que entra a parte que o homem precisa entrar com a sensibilidade em relação a essa etapa da mulher. Ela não é eterna. Uhum. Então vai passar, entende? Mas esse período para vai ser muito difícil para ela. Então tem os fogachos. Os fogachos são quando vem aquele calorão, parece que é um vulcão assim, sabe? que vai e deixa a mulher realmente confusa. Com confusão mental. Não é à toa que existe um termo para para confusão mental que se chama névoa mental, onde as mulheres têm lapsos de memória, elas tem confusão mental, esquece facilmente. Então são inúmeros sintomas, entre eles suor noturno, insônia, enfim, é físico, mental, emocional. E a a autoimagem, o papel, as relações sociais, as expectativas e projetos de vida também contribuem pro aparecimento e talvez a intensidade dos sintomas. Tudo que ela tá vivendo ali contribui, sem dúvida. Ah, inclusive a mulher negra, ela passa por outros sintomas, ela passa, ela, ela tende a sentir mais dos sintomas do que a mulher branca. E isso tá eh refletido ao estilo de vida que muitas vezes essa mulher negra tem. A gente sabe que nem todas, mas muitas mulheres negras, elas têm um estilo de vida mais pesado, um trabalho mais puxado. São pessoas que muitas vezes não têm tanta condição, moram em periferias, comunidades. Então essas mulher é esse estilo de vida contribui, impacta nos sintomas. E é de fato surpreendente assim, a gente fica preocupado, fala que dó, por favor, vamos fazer algo sobre. tem, elas estão sofrendo tanto quanto as outras, mas elas têm outros fatores que contribuem para esse impacto. Então, sim, o e além disso, a mulher que tem ah uma rotina extremamente preenchida do trabalho, a rotina da casa, filho, marido, isso tudo contribui para um para elevar os sintomas. É por isso que quando a gente fala de prevenção, a gente deve falar de terapia, a gente deve falar de tratamentos ou hormonal ou não. Isso vai variar de acordo com a realidade de cada mulher. É um tratamento personalizado, OK? Então ela consegue ter a opção de tratar com antecedência para diminuir impacto, mas isso ela precisa ter informação, ela precisa ter acesso, ela precisa ter política pública que vai permitir que ela se conduza a um tratamento. Se não tiver tudo isso, o estress só aumenta, aumenta, aumenta liberdade para conseguir chegar nesse caminho, né, para atravessar esse processo. Sem dúvida. Aíon, o seu projeto de lei quer instituir a semana de conscientização sobre o climatério aqui em Campinas. Caso seja aprovado em plenário, vai ser realizado anualmente, né, na semana do dia 18 de outubro, que é o dia mundial da menopausa. Isso é o dia mundial da menopausa e vai ser aprovado, com certeza. a gente conta com os colegas vereadores e e a e como disse as as a prefeitura, o serviço público dá condições, né, seja no posto de saúde, seja até futuramente terapeutas, psicólogos, tá? para poder até a mulher ter acesso a à área médica para até para poder passar por essa fase que é uma fase difícil, mas como a gente disse, o que que a gente quer? Qualidade de vida paraa mulher, tudo que nós comentamos aqui, que a família seja base também para que essa família dê apoio a essa mulher. Quando a Luciana falou aqui, eu lembrei, Luciana, assim, a mulher nessa fase, ela perde o libido e às vezes até o próprio homem deixa de procurar ela, não procura, fala assim: "Não, ela não tem, ela não quer." Não é que ela não quer, é o organismo dela que não quer. Não é que ela tenha que isso faz, vai passar. Só que muitas vezes o homem não tem eh essa paciência, essa cooperação, eh esse companheirismo que a mulher precisa ter e o homem tem que ter isso. Só que isso na sociedade hoje não acontece. Então eh temos que trabalhar isso também, né? Quem tá nos escutando aí, os homens ter isso na cabeça que vai passar e a mulher precisa do apoio, principalmente do marido. O marido é o cara que tem que dar mais apoio para ela dessa fase. No início da sua resposta, você citou a questão da saúde, né? Um dos artigos do seu projeto fala em promover a humanização do serviço de atendimento às mulheres que se encontram no período de climatério em todas as unidades de saúde. E para isso seria necessário um preparo também dos profissionais que atendem nessas unidades, né? Essas pessoas precisam estar preparados também para receber essas mulheres, né? Sim. Sim. Exatamente. Até porque hoje, hoje na nossa cidade de Campinas, às vezes a mulher precisa de um ginecologista, ela tem que passar pelo posto de saúde, encaminhar ela paraa especialidade quando podia ter no posto de saúde, em posto de saúde, uma vez por semana, duas vezes por semana, ter a ginecologista para não ter que ir lá na frente já acontecer no bairro onde ela mora para ela poder ter essa acessibilidade, a saúde dela precisa uma coisa que a secretaria de saúde precisa eh pôr especialidade nos postos de saúde da nossa cidade. E essa especialidade de ginecologia é uma especialidade de tremenda de tremenda eh que as mulheres precisam demais. Eh, a mulher hoje tem dificuldade, tem dificuldade, vai no clínico, vai saber, sabe nem quando vai passar pelo ginecologista, não somente nessas sociedades, mas hoje nós estamos falando das mulheres, né, nessa nesse período. E sobre a a importância do profissional, desse doutor, dessa doutora, entender que o tratamento ele é individual, né? É, o que acontece muitas vezes é uma mulher, 300 mulheres na semana chegarem, passarem por eles e alguns profissionais eh darem a elas uma orientação ou conduzirem a um tratamento quadrado, ingessado, igual para todo mundo, é mecânico. Então, não, calma, ouve essa mulher. Os sintomas de uma não é igual o sintoma da outra. Uma pode passar por, a maioria passa por fogacho e é um dos maiores que tem desafios, né, que o calorão, mas 80% atravessa os fogacha. OK. Mas tem mulher que não passa pela depressão, tem mulher que não passa pelo ressecamento, entende? Então, olha para essa pessoa. É esse que é o tratamento humanizado. Olhar você como um indivíduo, um indivíduo. É, você é individual, você não tem como ter ser o mesmo tratamento do A, ser pro B, ser pro C, D, E. Tem que tratar a pessoa com com essa diferença, com essa personalidade. Sabe como que você enxerga eh esta iniciativa do vereador? uma semana dedicada a discutir este assunto e a importância do legislativo campineiro está eh debatendo climatério. Sem dúvida. Eh, eu inclusive já agradeci o vereador algumas vezes e agradeço novamente pelo convite, por eles terem disponibilizado pra gente o acesso a esse projeto de lei. Inclusive, nós conseguimos colaborar, nós fizemos pequenas edições que de contribuição do nosso ponto de vista pro projeto, né? E isso é importante, esse interesse mútuo, esse casamento aonde potencializa a política pra mulher, né? E claro que essa semana de conscientização definida no dia 18 de outubro, ela é um divisor de águas. A gente precisa ter isso em todos os municípios, em todos os estados. Ah, ali é a semana que a gente vai falar eh sobre tratamento, sobre direitos ela tem, quais são as políticas que já existem, quais são as que estão por vir. Então, é o momento da gente desenvolver palestras, eh, rodas de conversa e isso é sempre. Porém, essa semana tem um foco maior, entende? E isso por justamente por ser definido uma semana de conscientização ou um mês de conscientização, isso vai pras mídias naturalmente porque tem um período definido, então vai ter um aumento de divulgação. Então, sim, eu acho extremamente importante e só reforça todo o trabalho que a gente se compromete a fazer e vamos continuar fazendo e enfim, nós estamos unindo forças realmente e nós nós vamos trazer isso pro legislativo, trazer palestra. Ótimo. Na semana, na semana, né, nós vamos trazer trazer pessoas especialista, né? Eh, e agradecer você, Brand organização, Mulheres, faz. Vocês me ajudaram demais no projeto porque elas sabem muito mais do que passou uma mulher. Eu passei no dia e elas não, elas são mulheres. Esse vereador recebeu esse projeto e para ajudar as mulheres, como eu fico ali atrás de um de balcão atendendo mulheres, todo mundo há mais de 50 anos, a gente vê a gente vê que as mulheres precisam de ter essa esse, como é que fala assim? essa humanização que ela falou assim, quando ela falou assim, cada caso é um caso, gente, não é, você não pode botar lá no automático, dar o mesmo coisa pra mesma para todas as pessoas. Cada pessoa é um jeito, cada um sente uns sintomas, um sente dois, três, outro sente 10, 10 sintomas que a gente sabe que sente, né? Sintomas que você nem imagina, não é só cólica, nada. Uma sente formigamento, outra sente dor de cabeça, eh inflamação da parte, né, íntima. Então são sintomas demais que nós não sabe que as mulheres passam por isso e a o homem às vezes não imagina que é tanta coisa, não é uma doença, não é um sintomas que a mulher quando passa por isso, então nós vamos trabalhar legislativo para aconteça. E a gente conta com o apoio da mídia para divulgar. Sim. para que essas mulheres cheguem a ela eh essa conscientização da semana para que melhore a qualidade de vida do dia a dia dela em família, né? Às vezes tem tendo palestra, uma coisa, traz o esposo, traz os filhos, pô, tem isso aqui nós vamos trazer pro legislativo. Ah, e solicitando a TV Câmara Campinas estará junto, viu? Nesta semana. é especial e assim como a organização Mulheres de Fazes, Aton, o projeto ele dá liberdade, né, paraa prefeitura firmar convênios e parcerias com instituições do terceiro setor que trabalham com ações na área da mulher, né? Sim, sim. Não, parcerias e associações que possam tá ajudando em pró, né, das mulheres e é tudo que precisa acontecer. Nós colocamos o projeto, o projeto vai paraa frente, vai dar certo e nós vamos trabalhar isso. Eu conto com a ajuda de todos, inclusive da Luciana que nos ajudou muito, né, Luciana? Eu tenho que agradecer, ô Luciana, sobre essa ajuda, né? Eh, para realizar políticas públicas voltadas às mulheres, é preciso fazer uma scut atenta, parcerias com diversos setores da sociedade, movimento de mulheres, movimento negro, de trabalhadoras, sociedades científicas, pesquisadores, estudiosos da área, organizações não governamentais e até gestores do SUS. Com certeza. Na verdade é uma soma. É, a gente vai formando um exército. Cada um contribui com o seu conhecimento, com o seu poder de influência, de impacto. Sem dúvida. Um não, um, todos conversam, um não separa do outro. A gente precisa desse relacionamento. Isso só potencializa o alcance. Isso só fomenta ainda mais a pauta, incomoda mais pessoas. Pessoas que têm poder de mudar essa realidade. Tem gente que tem a boa vontade, a disposição. Eu quero fazer, mas eu não tenho poder. Uhum. Entende? Me falta ferramentas, instrumentos. Como ajudar? Como? Então, cada instituição, cada poder tem um contribui de uma forma significativa absurda. é um exército. Todos juntos assim, a gente transforma muito mais rápido essa realidade. A gente previne muito mais sintomas. E o sintoma, nesse caso que eu me refiro, é da exclusão, entende? É do abandono. É uma fase que literalmente faz com que muitas mulheres se sintam dessa forma. E quando a gente percebe que grandes poderes, que grandes lideranças que a mídia expõe, defende a necessidade disso, a gente se sente valorizada e fica cada vez mais próximo e mais rápido disso tudo tomar uma nova proporção positiva. Ô Luciana, a gente sabe que o Brasil é um país continental gigantesco, portanto há muita diversidade diante dos 5561 municípios, dos 26 estados, do Distrito Federal, que apresentam diferentes níveis de desenvolvimento e de organização dos sistemas locais de saúde e também dos tipos de gestão. Mesmo assim, você entende que é necessário ter uma política nacional ou ela precisa ser municipal justamente pela característica diferente que tem os municípios das pessoas eh no nosso país? Com certeza. Na verdade, tem que ter a Nacional como referência, OK? Ela é o guarda-chuva e tem que ter as municipais para reforçarem, porque é o município que entende a realidade, a sua própria realidade. Então tem lugares que de fato a o impacto de pobreza menstrual, vamos supor, vamos supor, é bem a menos do que outras realidades, como que como é no Nordeste, por exemplo, como é no norte, no Nordeste, aonde a evidência de pobreza menstrual é muito maior do que o Sul. entende? Então são realidades diferentes. Existe, por exemplo, o projeto dignidade, o programa de dignidade menstrual nacional federal, OK? E dele muitos municípios passaram a ter as suas leis, os seus projetos, justamente entendendo realidades. Aqui em Campinas a gente ajudou a levantar os dados, não existiam dados sobre. Então, cada município tem sua realidade. A gente reforça a importância de cada gestor, de cada prefeitura olhar paraa sua população, cuidar da sua da sua população. E quando a gente fala de clima atério, a maioria ainda regiões dos municípios não tem dados. Nossa, não existe dados. São poucos, poucas as cidades que que têm isso. Se você pedir hoje, eles têm algo para te apresentar. Então, e o que que isso responde para nós? Ainda estamos devagar, tá evoluindo. Uhum. E que bom. Mas a, mas se a gente for fazer com, se a gente for comparar, ainda é muito pouco, poucas as regiões que tá aqui te apresenta um dado. E a gente já tá fazendo algo sobre isso, nós já estamos combatendo isso. Então é aí que entra a necessidade da gente provocar as organizações, as empresas, o poder público e olhem paraa tua sociedade. Isso é uma questão de saúde pública. A mulher sendo vista, se sentindo notada, ela passa a a tratar, ela passa a se cuidar, ela passa ter acesso à informação, a tratamento e isso impacta na saúde pública, economiza pro município, entende? E é simples para mim, eu posso falar que é simples. A gente só precisa realmente que de de despertar isso nos poderes, nas pessoas, enfim, é um processo, mas de fato faz toda diferença os municípios terem os seus dados, as suas iniciativas além da federal. Ou seja, toda a farmácia é algo que perpetuou durante séculos e hoje em pleno 2025 a gente tá caminhando a pequenos passos, mas ainda muito a quem é do que deveria ser. Como que você entende essa questão de uma política nacional, mas da importância dos municípios que tratam ali, né, o dia a dia com seus munícipes? Como a Luciana falou? Sim, política nacional, mas cada município tem o o a prefeitura tem que saber o que que acontece com as mulheres no seu município. Você disse muito bem, porque há diferença. Sul, sudeste, norte, nordeste, cada região é um é são diferente. tão diferentes até pelo pela eh poder eh aquisitivo, poder de de de e melhores qualidade de vida, mais eh como diz eh os sábos mais ricos e os mais cada um vai ter que se adequar na região que tá para poder fazer o que é melhor para aquela mulher, né? seja no norte, nordeste, seja aqui no Sudeste, cada um vai ter que fazer que é melhor para aquelas, as mulheres da sua região, da sua cidade, ter essa qualidade de vida, ter eh como enfim, uma essa passar por essa fase eh bem humanizada, como diz assim. É isso que eu quero. Sobre essa questão financeira que o Aton da farmácia tocou no assunto. Luciana, existe alguma relação sobre a condição social e o climatério? Mulheres que têm mais condições passam por uma maior facilidade? ela tem facilidade de tratamento, naturalmente, ela também tem uma maior facilidade de acesso à informação. Então, isso impacta em como ela vai atravessar essa realidade. Mas a gente não pode falar que a mulher desfavorecida financeiramente eh sofre muito mais, vamos dizer assim, porque não tem classe social para para atravessar essa realidade. a classe alta, vai ter fogacho, vai sofrer, vai entrar em surto muitas vezes, porque até até ela aprender a lidar com essa realidade. Então o a condição financeira ela interfere no acesso, tá? Eu vejo que é isso, mas em questão de sintoma, em questão de experiência, indifere um da outra. É, todo mundo passa pela mesma experiência. E Luciana, hoje existe algum programa para a saúde da mulher que inclui ações educativas, preventivas, de diagnóstico, de tratamento, recuperação, que engloba essa assistência à mulher em clínica ginecológica, no pré-natal, no parto, purpério, climatério e até planejamento familiar. Existe alguma coisa hoje eh em Campinas ou no nosso país? Olha, eu posso falar para você que como organização social, essas são uma das principais formas dessas pessoas terem contato, terem assistência, terem direcionamento e terem informação. Evidente que tenham sim projetos. Inclusive o próprio Seamo, que atende mulheres em situação de vulnerabilidade, o próprio Seamo, ele orienta juridicamente, enfim, ele dá todos os encaminhamentos, ele deixa essa mulher direcionada a tomar uma posição. Enfim, mas sim, existem outras iniciativas, não vou me recordar agora exatamente de quais são, inclusive até obrigado por falar, porque eu vou levantar os que tem e vou colocar lá em destaque no nosso perfil da na nossa organização. Inclusive, para quem quiser, posso falar o ar, por favor, é @org orgdeorganização pmmulheresdefases. E lá eu vou levantar esses dados, eu vou colocar tanto nos nossos stories como eu também vou destacar nos destaques justamente para facilitar o acesso a mais informações como essa. Ótimo. Até porque, Autton, o ideal era o SUS, né, oferecer uma realização de exames, diagnósticos, disponibilidade de medicamentos não hormonais e também hormonais, capacitação dos médicos, acompanhamento psicológico, um conjunto de profissionais, né, especializados que vão atuar aí de uma forma multidisciplinar, sempre focado nessa saúde da mulher, né? Isso deveria acontecer sim, até porque se você começa a cuidar do de um problema, né, que das mulheres assim lá no lá lá no final, você vai economizar em termos de de custo pro próprio município, em termos de saúde. Começou a tratar aqui, né, cuidar do que do início e lá na frente você vai colher. Então você digo assim, eh, digo assim em termos de de curso, por exemplo, cuidar lá na frente, vamos prevençar, vamos prevenir, vamos fazer a prevenção para lá no final a gente não ter que eh digo assim, ter mais custo. Você preveniu, você economizou e além disso você deu qualidade de vida para essa mulher. lá no começo, eu digo assim, então essa mulher desde ela tiver um um tratamento ou a pessoas que possa tá eh acolhendo ela, eh cuidando dela, que ela possa procurar tendo apoio, né, da prefeitura, seja em termos de posto de saúde, se em termos de ginecologia, isso, essa conta lá no final é vantajoso pro ser humano, pra mulher, até porque uma mulher hoje feliz uma mulher feliz, bem humanizada. E ela é o seguinte, é uma mulher que ela fomenta a economia de outro jeito. Ela fomenta, a mulher, ela se acha, ela fica mais bonita, a cabeça dela melhora, o ar dela melhora, ela fica s assim com a paz que ela vai falar assim: "Puxa, eu vou comprar uma coisa para mim usar, eu vou comprar um produto para mim usar". Tudo isso fomenta a economia. Por quê? Porque é uma mulher que está feliz, ela está feliz, pode tá passando, mas ela está feliz. Ela tá, é isso que eu digo. Programa bom é programa com muitas informações e passa rápido, viu, Luciana? Pra gente poder eh encerrar, eu acho que ficou evidente no nosso programa eh que a questão do tabu e do preconceito é algo que trava muito essa pauta, porque não deixa avançar, não deixa chegar até as famílias, não deixa essa informação de credibilidade, de qualidade, chegar até as pessoas. Ainda tem muitos mitos e tabus, principalmente os homens ficam: "Não, isso é assunto de mulher, não é para mim". Então, eu acho que isso já ficou evidente. Eh, primeiro ponto, como que a gente muda eh essa situação? E é muito difícil, passando este preconceito, passando este tabu. É algo caro para um poder público criar uma política para que se essa informação chegue até a mulher? O medicamento é caro para essa mulher? Passando a fase do tabu, se de fato for este primeiro passo, é difícil pra gente mudar essa situação? Não é difícil. O poder público ele não precisa atuar sozinho. Existem nós organizações, coletivos e nós estamos assumindo essa linha de frente. Nós facilitamos, na verdade, pro poder público. A gente leva a solução, porque a gente já tá na linha de frente, combatendo, orientando, elaborando projeto e muitas vezes muita, a realidade de muitas organizações, associações, é solitária, depende só deles. são casos paralelos de um que tem uma emenda, alguma coisa assim. Então a gente já levanta esse dado, a gente já consegue contribuir muito. Atravessou, a gente informou, orientou, o poder público deu atenção, investiu, seja através da mídia, seja financeiramente nos projetos. Ele entendeu? A gente atravessa mais facilmente esse processo. E é isso que o vereador Ailton acabou de falar. A mulher quando passa por essa realidade se sentindo notada e valorizada, ela naturalmente vai contribuir, ou seja, vai reverter em coisas boas paraa sociedade. Então ela vai ter uma autoestima melhor e a e essa fase passa. Lembrando que é é importante a gente falar isso paraas mulheres, vai passar, não é eterno, apesar de durar um bom tempo significativo e mas vai passar. E geralmente quando passa, volta, volta à normalidade, você se reencontra. Então, a chance dessa mulher de fato se sentir revigorada e agora eu voltei, voltei pro jogo, agora vocês me aguentem, entende? E ela vai voltar com tudo, reconhecida, enfim. Eh, eh, só tende a ser algo positivo, de fato. Ótimo, vereadora, eu tô da farmácia, muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo. Tenho certeza que a sua contribuição foi muito importante pros nossos telespectadores, esse contato diário que você tem com os munícipes. Já faço um novo convite pro senhor retornar até os nossos estúdios para falar sobre esse, mas também sobre outros assuntos e fica aberto aí paraas suas considerações finais. Bom, eu agradeço o convite, agradecer mais uma vez a Luciana em nome da organização Mulheres de Fases e sim, tô sempre à disposição e tudo que eu faço é para o bem das mulheres, para que elas tenham mais qualidade de vida. E é isso que a gente tem que fazer. Tudo que nós comentamos hoje aqui, você que vai assistir na sua casa, você vai refletir que tá acontecendo na sua casa, pode mudar a vida de muitas mulheres, um tipo de coisa que é paraa mulher qualidade de vida. É isso aí. É muito obrigado. Nós aqui agradecemos Luciana Teixeira também. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo ter vindo até aqui o nosso estúdio participar eh do Questão de Ordem. Tenho certeza que o nosso telespectador saiu muito bem informado com essa informação de credibilidade, que essa informação consiga se disseminar, porque ele fica disponível no YouTube também. Então você pode jogar em grupo de WhatsApp, a gente vai reprisar ao longo da nossa programação. É este programa. Já faço um novo convite pra senhora retornar até os nossos estúdios para falar sobre esse e outros assuntos, que seja num cenário melhor, com mais dados, mas enfim, eh, que fique aberto aí paraas suas considerações finais. Eu que agradeço, primeiramente, pelo interesse, por divulgar essa pauta tão necessária e que tá ganhando cada vez mais força. Agradecer ao vereador Aíton da Farmácia pela parceria, a toda a sua equipe, muito gentil também com a gente, a TV Câmara por defender essa pauta, por expor essa pauta. E eu quero dizer que as mulheres que as coisas estão evoluindo, estão acontecendo no século XIX, nós só faltávamos ser queimadas quando se falava de clima. Não existia nenhuma informação sobre isso. A mulher era vista como louca, histérica, desequilibrada e simplesmente era anulada, era internada em hospitais psiquiátricos. Mas nós estamos, nós já evoluímos muito e vamos continuar evoluindo. E é para isso que a Organização Mulheres de Fazes está aqui, vestindo essa camisa, defendendo essa pauta para levar a dignidade para as mulheres, para levar informação, para levar acesso, para se unir ao poder público, estimular políticas públicas. E eu quero que ela se respeite, entenda que é um processo da sua vida, é um processo natural. Não se condenar e sempre espere o mínimo de das pessoas que é o respeito. O máximo é realmente alguém que te abraça, alguém que te defende, alguém que abraça você e fala: "Vamos embora com você ninguém mexe com fulana ninguém mexe". Então é sobre isso, é sobre o respeito do terceiro e principalmente o respeito a você mesma, você conhecer os seus limites e saber impor quando alguém tiver dificuldade de reconhecer, entende? Então, tem uma frase, inclusive é da atriz Cláudia Raia, que ela ela usa um trechinho curto da fala dela no ela faz um teatro de menopausa, o nome da peça dela, e no final ela fala assim: "Não foi fácil passar por isso, mas foi transformador". Então sim, ficam marcas, mas fica a experiência e você sai, vai sair mais forte do que foi durante todo o processo. Espero que tenha sido transformador para você também aí de casa o nosso questão de ordem. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Espero que a gente tenha contribuído com este assunto. Continue na nossa programação e até uma próxima oportunidade. Ciao. Ciao. [Música]