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Questão de Ordem | Politícas afirmativas para mulheres
Em destaque · HD Vídeo · QUESTÃO DE ORDEM

Questão de Ordem | Politícas afirmativas para mulheres

14 views Publicado 10/03/2025 HD · 1:14:03

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[Música] Olá começa agora o programa questão de ordem que hoje claro vai falar sobre o Dia Internacional da Mulher celebrado todo 8 de Março a ONU Organização das Nações Unidas colocou como tema para este ano para todas as mulheres e meninas direitos igualdade empoderamento aqui em Campinas Quais são as ações necessárias para ampliar ou buscar a igualdade de direitos poder e oportunidades para todas e um futuro onde nenhuma seja deixada para trás o que que é preciso mas políticas programas investimentos e a Câmara de Campinas como entra neste debate bom para discutirmos o assunto eu recebo aqui no estúdio a vereadora Mariana conte presidente da Comissão da mulher vereadora Fernanda solto que é membra da comissão permanente da mulher e a Jaqueline gachi de Oliveira presidente da Comissão das mulheres advogadas e dos direitos das mulheres da OAB Campinas Lembrando que o debate vai acontecer farei as interrupções Apenas quando o necessário vereadora Mariana conte começo com a senhora Qual que é a importância o que que que representa este 8 de Março seja bem-vinda ao programa questão de ordem Obrigada Gabriel quero cumprimentar todo mundo que tá em casa assistindo cumprimenta a Fernanda A Jaque em primeiro lugar quero parabenizar nesse dia 8 de Março dia internacional de luta das mulheres é muito importante a realização desse programa O que representa na verdade 8 de Março foi uma conquista né então a gente sempre afirma que é o dia internacional de luta das mulheres Porque tudo que nós mulheres conseguimos em termos de participação de no nos espaços de poder em termos de acesso aos direitos em termos do direito sobre o nosso corpo direito de ser respeitada foi com Conquista com luta as mulheres têm sido a linha de frente na resistência contra a Extrema direita são a linha de frente na luta contra as políticas conservadoras quero lembrar aqui que do movimento por exemplo contra o Gangster Eduardo Cunha que queria tirar o direito da pila do dia seguinte isso foi 2015 há muito pouco tempo atrás quero lembrar aqui também da movimento criança não é mãe a luta em defesa da Saúde da moradia sempre tem o protagonismo das mulheres porque são as mulheres que fecham as contas de casa são as mulheres que cuidam dos filhos que no limite são as mulheres que estão na rede de cuidado naquilo que é mais essencial e básico da vida das mulheres então a o movimento 8 de Março ele é um dia que nós celebramos as conquistas né e eu acho que é importante Celebrar porque nós também eh valorizar as conquistas é importante como uma forma também de empoderamento eh mas também é o momento em que a gente vai à luta contra retrocessos então quando a gente fala assim que nós queremos por exemplo contos cortes no BPC quando a gente fala que a gente quer saúde pública de qualidade porque são as mulheres que ficam com os filhos nos nas filas nos centos de saúde eh que nós queremos mais Justiça né contra violência políticas de Combate à violência então eu entendo que o 8 de Março é o momento em que as mulheres Nós tomamos as ruas né então nós fomos vamos pras ruas fazemos a discussão e celebramos o que nós já conquistamos mas também afirmamos posições políticas esse ano tem um tema que eu acho que chama muita atenção que é o fim da escala 6 por1 né que sobretudo são as mulheres no setor de serviços que estão adoecendo e a luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora e nós mulheres somos a Vanguarda novamente né vereadora Fernanda solto 8 de Março é um dia de reflexão sobre direitos e conquistas das mulheres de luta Qual que é o cenário que nós temos hoje na cidade de Campinas mas se quiser também abranger nacional e até Global seja bem-vinda ao programa questão de ordem muito obrigada um grande abraço para todos que estão nos assistindo a Mariana a Jaque que estão aqui com a com a gente nesse debate hoje sem dúvida O 8 de Março é um dia pra gente comemorar as conquistas que nós tivemos ao longo do tempo com muita luta com muita mobilização das mulheres que vieram Antes de nós e que permitiram eh com que nós pudéssemos nos espelhar e construir eh novos frontes paraa conquista de novos direitos ao longo do tempo mas também é sem dúvida um dia de luta de organização das nossas reivindicações dos avanços avanços que ainda são necessários nós infelizmente estamos atravessando há um tempo tempo uma crise econômica social que penaliza bastante as mulheres que infelizmente na política nós tivemos alguns retrocessos dos do ponto de vista de garantias de direitos que colocam as mulheres cada vez mais em situação de vulnerabilidade como por exemplo a reforma trabalhista que permitiu eh a precarização de vínculos trabalhistas colocando as mulheres em situação de vulnerabilidade sem possibilidade de ter férias 13º licença maternidade muitas vezes são essas mulheres as principais responsáveis pelo sustento da casa nós tivemos reforma da Previdência hoje mais da metade dos idosos são responsáveis pelo sustento da família são os principais responsáveis pelo sustento da família e Infelizmente essa essas reformas da Previdência elas também a longo prazo elas vão impactar de uma forma eh brutal a vida dessas famílias e as mulheres que na maior parte dos casos são as chefes de família famía hoje vão ficar cada vez mais e prejudicadas e sobrecarregadas infelizmente temos tido também eh um avanço da destruição dos serviços públicos com as terceirizações as privatizações então isso precariza cada vez mais a educação pública a saúde pública e as mulheres que são as principais responsáveis pelo cuidado eh ficam sobrecarregadas com essa situação porque não conseguem ter uma creche de qualidade pro filho ficar segurança enquanto ela trabalha não conseguem ter acesso à saúde eh de qualidade infelizmente a questão da saúde da mulher também é é um ponto de crise que nós nós temos que apesar de existir diversos programas ainda nós temos grande parte das mulheres que não conseguem ter acesso aos prevenção de câncer de mama prevenção de câncer de colo de útero que são as principais eh doenças hoje que ah que acometem as mulheres As mulheres hoje estão cada vez mais em sofrimento mental nós temos dados mostrando o aumento das taxas de suicídio de ansiedade depressão eh Então as mulheres apesar do grande avanço que nós tivemos na conquista de direitos de poder ter direito ao voto que comemoramos recentemente essa Conquista importante de podermos ocupar espaços no nos parlamentos espaços de decisão ainda somos minoria nesses espaços Ainda temos a nossa participação prejudicada por todas essas questões sociais que nos afastam eh da possibilidade de organização da possibilidade de luta coletiva pelos nossos para pelo pela ampliação dos nossos direitos então também é um dia pra gente refletir eh sobre a importância de se pautar essas questões tanto as questões específicas da das mulheres como principalmente questão da violência que também são nós temos uma epidemia de violência contra as mulheres né Nós temos o último boletim sistema de notificação de violências do município de Campinas o cis-9 mostrando nos últimos anos a crescente o crescente aumento de notificações de violência contra as mulheres é um dado muito preocupante então nós temos essa discussão sobre a violência mas também a necessidade de se ter um debate Mais amplo sobre os direitos das mulheres no nosso país e aqui na nossa cidade então um dia pra gente pensar que eh isso precisa está na pauta do dia precisa ser uma prioridade do poder público essa discussão e o nosso papel de estar representando essas lutas nesses espaços como por por exemplo na Câmara Municipal de Campinas ele é muito importante para dar visibilidade para essas questões Jaqueline gach de Oliveira Qual que é o trabalho realizado pela OAB Campinas nesta temática dos direitos e defesa das mulheres muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo seja bem-vinda ao programa questão de ordem imagina Gabriel Eu que agradeço agradeço a oportunidade de dividir esse espaço de Fala com a Mariana e com a Fernanda eh e ainda mais eh pelo fato de esse programa ir ao ar no dia de hoje que é um dia assim de luta Eu costumo dizer sempre que eh os direitos que nós adquirimos não foram nos dado de né de presentes assim não foram concessões foram objetos e resultados de muita luta e das mulheres que nos antecederam e sofreram para que hoje nós possamos inclusive estar às três aqui sentadas eh e falando sobre esse assunto bom a OAB eh a nível Municipal a nível Estadual a nível Nacional além de ser um órgão de classe é um órgão que tem uma representatividade pra sociedade nós dizemos que a nossa casa é uma casa da é a casa da advocacia mas também a Casa da Cidadania e por causa disso nós utilizamos o nosso espaço a visibilidade que a instituição tem para trazer eh debates relacionados a todos os assuntos em Campinas nós temos várias comissões temáticas e uma delas é a comissão dos direitos das mulheres né que era até a até dois anos a comissão da mulher advogada e nós fizemos uma alteração uma adequação do nome paraa comissão das mulheres advogadas e dos direitos da mulheres para que houvesse mais representatividade todas as mulheres advogadas ou não se sentissem eh abraçadas pelo trabalho que a comissão desenvolve então além eh de palestras cursos eventos congressos debatendo os direitos das mulheres nós eh procuramos sempre que possível caminhar lado a lado ali com todos eh os entes né do do Estado junto com o poder legislativo com o poder executivo com o poder judiciário colaborando dentro das necessidades de cada um desses poderes e contribuindo com eh a nossa expertise então que é tratar do direito sempre que eu tenho a oportunidade eu gosto de perguntar porque são termos que geram ainda um ou desconhecimento ou que estão cercados de preconceito então quero saber de vocês o que que é empoderamento e feminismo Eu gosto da ideia de que o feminismo é a ideia radical de que as mulheres são gente porque as mulheres serem tratadas como humanidade é uma ideia extremamente radical no mundo em que a gente vive e exatamente por ser radical que muitas vezes a medronha e gera reação né E aí até dialogando com o que as as colegas falaram eu acho que assim não só eh os direitos são conquistados eh foram conquistas Mas eles estão sempre sob ameaça né Eu gosto também muito de uma frase que fala basta uma crise para que as mulheres tenham os seus direitos ameaçados então quando a gente vê que o discurso de ódio a misogenia passa a ser normalizada e autorizado inclusive nas redes sociais né recentemente teve a mudança na na meta e aí os bilionários principais controladores dessas redes estão alojados no governo trump que é um governo de extrema direita Mundial eh e passa os conteúdos né os conteúdos e hoje a gente sabe que a rede social tem uma entrada na vida das pessoas enorme e esses conteúdos são valorizados Por que que a misogenia o ódio contra as mulheres são valorizados porque nós mulheres o feminismo a ideia radical de que as mulheres são gente ganhamos espaço ganhamos espaço para contestar violência para ter liberdade para gente poder usar a roupa que a gente quiser pra gente poder fazer o que a gente quiser e estamos em luta contra E aí o acho que tem um outro pano de fundo que é a luta contra a desigualdade social tem um dado do oxfam Brasil que é uma dado assim que para mim é um dos dados mais alarmantes Ox no Brasil é uma organização que discute desigualdade e ela apontou que em 2023 os bilionários brasileir bilionários no mundo ganharam 2 trilhões de dólares isso é três vezes mais isso em 2024 né em 2024 os bilionários ganharam 2 trilhões de dólares isso é três vezes mais do que em 2023 essa desigualdade na verdade ela se é escancarada quer dizer a acumulação dessa riqueza ela é Ela é acompanhada da extrema pobreza e quem são as pobres do mundo grande maioria são as mulheres né se a gente olha todas as as linhas sobretudo as mulheres negras né as mulheres negras as mulheres trans as mulheres com deficiência que são as mulheres que não conseguem pouco conseguem adentrar o mundo do trabalho se paraa mulher já é uma dificuldade adentrar o mundo do trabalho a mais do mundo do trabalho formal eh para essas mulheres elas estão ali na linha da pobreza extrema inclusive são as maiores vítimas da violência são as maiores vítimas de violência do estado tem uma luta muito importante das Mães né que estão em luta contra o a violência e O Extermínio dos seus filhos né e eu digo que muitas vezes luta de mãe é uma coisa louca né porque mãe mexeu com o filho é faca no dente vai pra luta né sei que o pessoal que tá em casa aí sabe muito bem né mexeu com o filho não tem quem Pare então e aí as mulheres negras estão nessa luta contra a violência estatal contra O Extermínio contra essa desigualdade social Então eu acho que esse é o isso é o feminismo o feminismo é uma ideia radical de que as mulheres têm que ser tratada com humanidade e se a vida for melhor para as mulheres vai ser melhor para todo mundo e isso passa pelo empoderamento o que que é o empoderamento acho que esse são o empoderamento é um termo que tá em disputa também né porque muitas vezes o mercado tenta se apropriar e colocar você vai se empoderar porque você vai ser uma empreendedora e tudo mais e a verdade é que nesse tem muita conversa fiada Nisso porque as mulheres sempre se viraram né não precisa ter o nome empreendedorismo foi só para dar uma uma nova roupagem para dar uma nova roupagem e passar um pano pr pra precariedade porque as mulheres sempre se viraram para colocar comida dentro de casa e sempre foi precário não não há novidade nisso A Novidade está em garantir direitos para por exemplo as trabalhadoras domésticas redução da jornada de trabalho defesa por exemplo das políticas sociais que a reforma trabalhista a reforma da Previdência ataca Então eu acho que essa eh São termos que eu acho que eles muitas vezes carregam preconceitos mas foram termos que nós colocamos foram os termos que as o feminismo colocou em Pauta foi o feminismo que colocou a pauta a ideia da empoderamento feminino e tá sendo disputado a todo momento esses termos e os sentidos estão em disput e é por isso que hoje dia 8 de Março nós fomos pra rua e vamos continuar indo pra rua mexeu com uma mexeu com Tod mexeu com uma mexeu com todas e eu acho que essa é a característica também né a característica de que o feminismo ele anda em bando né as mulheres a gente anda em bando a gente faz as coisas coletivamente porque é a forma de Resistir contra todo tipo de ataque Fernanda quero ouvi-la também e opressão sobre as mulheres ela tem uma raiz histórica muito complexa e multi dimensionada e esse processo de subjulgação da da das mulheres Ele tem ele permeia a nossa cultura de uma forma muito arraigada e as mulheres elas sofrem essa opressão na sua vida cotidiana nos seus relacionamentos amorosos no seu nas suas relações de trabalho isso também eh tem um sentido de super explorar o trabalho dessa mulher Como por exemplo o trabalho do Cuidado que muitas vezes é um trabalho em visível não remunerado que essa mulher que cuida dos filhos cuida dos Pais cuida dos irmãos cuida de toda a família eh deixa muitas vezes de trabalhar de ter um de ter uma subsistência fora de casa e posteriormente quando né não tem mais esse trabalho do Cuidado os filhos já saíram de casa os pais faleceram ela tá sozinha a própria sorte muitas vezes mas isso também tem um sentido porque ess esse trabalho doméstico não remunerado é o que permite que a sociedade continue eh funcionando se reproduzindo também e no mercado de trabalho historicamente nós sempre tivemos que fazer uma luta pela valorização do trabalho das mulheres pela melhor remuneração até hoje existe uma diferença muito grande na remuneração entre os homens e entre as mulheres apesar das eh políticas afirmativas que já foram construídas no sentido de se igualar Ainda existe essa diferenciação tem a questão das mulheres negras que dentro dessa cadeia de exploração são as mais exploradas as mais precarizadas não à toas são eh a principal eh representam a maior parte dessa força de trabalho mais precarizada então o feminismo Surgiu da ideia de que você eh precisa ter uma uma um entendimento desse todo dessa sociedade do motivo da exploração da das mulheres de como funciona essa exploração e também como enfrentar e que esse enfrentamento ele não é apenas do ponto de vista individual você precisa ter um enfrentamento coletivo você precisa ter uma organização coletiva e o feminismo vem dessa questão de da União das mulheres para enfrentamento dessas questões são questões estruturais são questões complexas da sociedade e não a ideia de apenas libertação individual apesar da gente ter as questões dos direitos individuais eh e e precisam ser defendidos precisam ser ampliados mas a ideia de que você só enfrenta todo esse problema que é um problema social grave e e e comum em em diversos países do mundo você só enfrenta isso a partir da luta coletiva e a questão de empoderamento também vem disso é um termo muito utilizado hoje num no linguajar eh Empresarial para você criar essa discussão do empreendedorismo se você eh se você quiser você faz você vence a ideia da meritocracia de que todo mundo parte do mesmo Ponto que todo mundo tem as 24 mesmas 24 horas quando na verdade às vezes uma mãe não tem uma creche pro filho precisa pegar um transporte público gasta 4 horas por dia no transporte é a principal responsável por todas as tarefas domésticas dentro de casa e muitas vezes não consegue estudar não consegue eh ter um né uma uma qualificação porque não tem tempo não consegue eh enfim conciliar tudo isso é muita sobrecarga adoecimento né entre as mulheres que isso tem crescido cada vez mais por conta dessa sobrecarga Então essa ideia do empoderamento individual ela tá muito disseminada nessa lógica de que você não eh você tem que acabar mesmo com os direitos sociais tem que terceirizar tem que privatizar tudo tem que transferir patrimônio público e dinheiro público para iniciativa privada enquanto a grande maioria das mulheres ficam cada vez mais afastadas eh da da da possibilidade de ter seus direitos garantidos e nós defendemos uma outro tipo de lógica que na verdade esse eh essa discussão da meritocracia ela é uma discussão Falsa ela tá permeada na nossa cultura é uma uma discussão ideológica mas que na verdade a grande maioria das pessoas que trabalha Que se esforçam que produzem a riqueza desse país elas estão completamente por fora da do acesso a essa riqueza e não importa o quanto se você trabalhar mais se você se esforçar mais isso não vai mudar você só vai adoecer mais Então a nossa ideia do empoderamento é que as a discussão que nós fazemos é que as mulheres tenham a gente precisa ter cada vez mais essa clareza de como funciona a sociedade e a partir disso a gente se coloca nesse nesse enfrentamento nesses desafios cientes do que tá acontecendo e como a gente enfrenta a gente tem um objetivo e a nossa organização coletiva no sentido de diminuir essas desigualdades e enfrentar essa sociedade que quer nos exterminar quer nos eh quer que a gente morra literalmente Então a gente tem essa disputa é uma disputa importante e que a gente precisa seguir fazendo Jaqueline estes termos ou ideias eles são debatidos dentro da ob Campinas ou feminismo o empoderamento sim eh confesso né que somos é uma profissão muito conservadora mas nos últimos anos tem eh Tem sido possível introduzir essas discussões nós tivemos inclusive salvo engan ano retrasado eh uma semana de Estudos em direitos das mulheres e o tema foi feminismo feminismo marxista Então a gente tem trazido esses temas com bastante cuidado e assim eu acho que é importante fazer um alerta né Eh as minhas colegas explicaram com muita eh propriedade O que é o feminismo mas eu acho que a grande dificuldade da sociedade de entender o feminismo decorre da nossa formação e a gente vê hoje um movimento de descredibilizar noos né que não é de hoje então a gente vê historicamente as mulheres são silenciadas se a gente for olhar o panorama mundial e for voltar aqui né para centenas de anos atrás nós vamos verificar isso e eh sendo uma uma profissão extremamente conservadora nós carregamos essa formação patriarcal hoje nós somos 50% mais de 50% das mulheres advogadas em Campinas somos mais de 50% no Estado de São Paulo e estamos muito próximas assim quase equiparados né e o número é quase equiparado em âmbito nacional Então temos mais espaço para debate mas ainda não é uma tarefa muito simples né então eu acho que com relação ao feminismo é importante esclarecer que esses movimentos que tentam nos descredibilizar eh são movimentos que decorrem da nossa formação do Medo de que nós ocupemos espaços eh se a gente for se lembrar que até 2002 nós tínhamos no Brasil um código civil que tratava a mulher como propriedade né a gente tá falando de 20 e Poucos Anos então é é compreensível que ainda exista esse receio esse medo do termo porque eu digo isso é muito mais o medo do termo da expressão do que propriamente do que ele significa muitas mulheres estão ali na luta lado a lado conosco porém não gostam de usar a expressão não entendem o que ela significa e isso decorre desse preconceito todo com relação ao empoderamento também um alerta extremamente importante existe mesmo essa confusão e essa utilização dessa expressão para validar Inclusive a precarização do trabalho então a gente fala por exemplo eh de empreendedorismo e nós vemos milhares de mulheres empreendendo sem qualquer regularização regulamentação não tem uma empresa aberta não tem meio não tem recolhimento Previdenciário não tem nenhum direito trabalhista e dar a isso o nome de empoderamento na verdade não é dar poder a essas mulheres para que elas ocupem espaço para que elas cresçam e tenham acessos a direitos é mantê-las no lugar onde elas sempre estiveram então é importante que a gente entenda que é um termo válido que como a Mariana disse né o movimento feminista mesmo é responsável por começar a utilizá-lo porém existe uma distorção aí decorrente do capitalismo e da questão eh eh de manter-nos nesse lugar mesmo e por esse motivo Ele é usado muitas vezes indevidamente sobre essa dificuldade da sociedade entender essas ideias ou os termos são pautas que são ligadas à esquerda Isso dificulta entrar em outro Campo político Mariana Fernanda Olha eu acho assim o feminismo ele tem se posicionado majoritariamente né majoritariamente à esquerda porque por conta da experiência concreta que nós temos né porque se a gente olha a Extrema direita ela é raivosa no ódio contra as mulheres contra a Negritude contra a os setores sociais mais vulnerabilizados contra lgbts né então é por conta da experiência concreta e também é através da experiência concreta que eu entendo que o feminismo ele vai ganhando confiança das pessoas né então eu vejo assim que muitas muitas vezes as mulheres me falam ah Mariana eu nem sei o que é feminismo mas se lá tava tendo uma ocupação e quem tava lá na Linha de Frente era você entendeu então assim Olha é isso né quer dizer quando tá tendo agora no momento né Nós estamos passando por uma crise climática Sim e as principais vítimas dessa crise climática também são as mulheres é muito comparável o que foi na pandemia né a pandemia que a gente viveu a gente viu onde levou o negacionismo né a política de genocídio ainda que era o bolsonaro preso por causa disso não só pelo golpe da tentativa de golpe de estado mas também pelos crimes cometidos na pandemia o atraso da vacina mais de 700.000 pessoas mortas né Eh a gente viu onde levou a crise climática também tem feito sobretudo penalizado os mais pobres e as mulheres nós temos aí regiões em que passa uma chuva e aí você tem enchente quem perde tudo né quem trabalha no sol né E aí o Prefeito daro sad é que eu chamo do daro motosserra acabando com todas as árvores né e né fazendo uma verdadeira devastação ambiental quem trabalha no sol é quem tá fazendo quem tá comercializando alguma coisa são a os carteiros e as carteiras são as pessoas motoristas né então a gente vê né são os mais precarizados que estão sendo afetados pelo pela essa questão climática E aí eh eu entendo que também é parte do feminismo o feminismo ele é um movimento que ele consegue incorporar muito bem o que são as pautas né Por exemplo as lutas climáticas então a gente teve recentemente luta na escola na Júlio de Mesquita por conta que a escola não dá oferecia condições climáticas das das pessoas terem aula quem que tá na frente na Linha de Frente são as mulheres são as mães né para mim isso é uma luta feminista é uma luta das mulheres é uma luta das mulheres que como mulheres como elas vivenciam a realidade elas vão à frente e fazem uma luta climática o etecap por exemplo celou aulas eh por conta das condições climáticas os alunos estão discutindo e a gente vê lá né estão fazendo debate no Grêmio tão fazendo discussões e a gente vê lá muitas meninas jovens dizendo Olha eu quero estudar mas eu tenho que ter condição de estar dentro da sala de aula então todas as lutas que a gente vê a gente vê que tem o protagonismo das mulheres e eu acho que o fato das mulheres protagonizarem lutas que são universais Porque não são apenas lutas das mulheres é claro que nós tem lutas que são nossas né que diz respeito ao nosso corpo porque assim é uma muito a ideia de que você precisa ser bela recatada ID doar né tá aí né mas assim eh tem tem lutas que são são das mulheres né Tem lutas contra o preconceito mas você tem nós as mulheres encabeçam lutas que são universais que são lutas que elas respondem as necessidades do conjunto da população do conjunto da classe trabalhadora por isso que eu sempre digo se a vida for melhor para as mulheres vai ser melhor para todo mundo não existe essa rivalidade né que muitas vezes eles tentam criar como né Eh e Tent e nos atacam né se vê perfis de misóginos fazendo né Red peill e essas coisas a rodo na internet né Essas tentativas são simplesmente reações pelo fato de que talvez a luta a a a nossa luta a nossa liberdade agrediu particularmente aquele ele mas assim do ponto de vista do resultado é as lutas contra O Extermínio na pandemia é a luta as lutas climáticas são lutas que que dizem respeito ao bem geral da comum né E também aqui na nossa cidade Fernanda sobre essa dificuldade de difundir essa ideia passa por esse esquerda e direita eh eu acho que existe uma disputa de projeto pro nosso país e se a gente entende que a exploração das mulheres que a situação de vulnerabilidade em que as mulheres se encontram no país situação de violência se tudo isso tem uma raiz estrutural da forma como nosso país se eh eh se formou e a forma como a nossa sociedade mantém essa exploração essa super exploração das mulheres a gente entende que também para avançar nos direitos das mulheres a gente precisa disputar esse projeto de sociedade mudar radicalmente esse projeto de sociedade e aí existe uma disputa desse projeto contra a Extrema direita porque a Extrema direita eh o mesmo o mesmo grupo que fala que nós somos contra a família mas é a Extrema direita que Vota contra a taxação dos Super Ricos para que esse eh eh esse esse imposto que fosse pago poderia ser investido na saúde na educação a Extrema direita que Vota contra a isenção de de imposto dos itens da da cesta básica de medicamentos a Extrema direita que é contra a redução da jornada de trabalho que beneficiaria milhões de mulheres hoje que estão estão no mercado de trabalho que teriam mais tempo para poder ficar com a família para poder estudar para poder cuidar de si também então esse projeto é de de essa disputa é a chave né E se dissemina muito a mentira engana muito também o debate público né os espantalhos as porque eh o que tá por trás disso essa disputa maior de qual que é a característica da nossa sociedade Então nesse sentido quando a gente faz a luta por mais investimentos na saúde por mais investimentos na educação né pelo fim de de restrição de investimento em áreas sociais o que beneficiaria sobretudo as mulheres que são as principais chefes de família hoje quando a gente faz essa disputa a gente tá entrando em conflito direto com os interesses de quem hoje tá comandando o país de quem é favorável à concentração de renda né durante a pandemia por exemplo que nós estávamos vivendo aquela crise brutal social Econômica o número de bilionários no país cresceu Enquanto isso a gente né um governo genocida um governo negacionista do ex-presidente Jair bolsonaro que agora foi denunciado pode ser preso mas ainda não foi denunciado pelos crimes contra a humanidade que cometeu sobre aquele governo a gente viu as pessoas indo pra fila do osso né o Brasil voltou pro mapa da fome então é contra esse tipo de projeto que eh que a Extrema direita defende que a gente se organiza que a gente se coloca e para eles isso é inadmissível Então se espalha mentira se espalha muita eh desinformação para evitar que a gente consiga tentar evitar porque isso não não não é possível né a o que os trabalhadores eh eh têm eh a possibilidade de se organizar para melhorar a vida para conquistar direitos não existe outra possibilidade pro trabalhador que não seja Conquista dos direitos através da luta mas a Extrema direita tenta evitar isso e uma forma é esse tipo de disseminação de desinformação de de mentiras mas eh O que o recado que a gente continuamente dá é que a nossa luta ela não para nós ganhamos as ruas do país recentemente com a defesa da redução da jornada de trabalho vai ser protocolada essa PEC aqui em Campinas inclusive apresentei e consegui aprovar a criação da frente parlamentar em apoio a PEC pelo fim da escala 6 por um Então vai ser uma oportunidade pra gente eh trazer esse debate pra cidade fortalecer esse debate aqui na nossa cidade sobre a importância da redução da jornada de trabalho sobre a possibilidade de ter dois dias na semana de folga pros trabalhadores isso vai melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores sobretudo das mulheres então esse tipo de luta que nós fazemos ele é inevitável ele vai continuar vai seguir cada vez mais forte como tem sido demonstrado as mobilizações recentes que a gente tem tido aqui no nosso país posso comentar uma coisinha que a a Fernanda citou a questão da família né na verdade nós defendemos todas as famílias todas independentemente da composição E se a gente olha a grande maioria das famílias brasileiras tem a mãe né mãe vó então assim é quem fecha a conta é quem paga as contas da casa é quem né garante teto né Eh e eu acho que tem umas lutas que são muito importantes porque muitas vezes se coloca esse esse fantasma que a Fernanda comentava né O Fantasma da i contra família porque a gente tá defendendo direitos das da população LGBT por exemplo tem uma luta muito interessante das mães pela diversidade que é o quê é o seguinte nós somos mães e nós queremos nossos filhos vivos e os nossos filhos estão sendo mortos nossas filhas estão sendo mortas e aí a gente vê né que quer dizer a população trans é uma das principais vítimas da violência da violência de crime de ódio né lembra que eh alguns anos atrás que uma mulher trans foi assassinada em Campinas arrancar o coração dela então não é não é só a violência são crimes de ódio e aí você tem a Organização das Mães dizer assim nós queremos nossos filhos vivos e aí vai para cima da enfrenta a Extrema direita que fica né disseminando preconceito e incentivando o ódio contra essa população quem tá defendendo a família as mães pela adversidade que são estão defendendo o direito dos seus filhos ficarem vivos ou a Extrema direita que fica incentivando o ódio contra essa população né então eu acho que essa é uma coisa importante nós defendemos todas as famílias sem juízo de valor sobre qu qual família foi como essa família foi composta importante é aqui o valor né o cuidado o acolhimento a o estar junto na batalha enfrentando a vida isso é uma coisa assim que não tem não tem molde né não é a família a família margarina não tem o monopólio da da desse desse dessa grande atribuição que é família na nossa sociedade né squel quera V enquanto minhas colegas falavam eu tava pensando exatamente nessa questão da família né dessa defesa da família que por muito tempo foi considerado modelo único né Eh mas essa essa fala essa disputa de de formato de sociedade que a Fernanda falou gera também uma incredulidade com relação às leis que a gente tem em vigência uma coisa que as pessoas esquecem por exemplo é que foi o movimento feminista foi luta de mulheres que garantiu que a a gente tivesse a equiparação da união estável ao casamento uhum e eh até aquele momento até a Constituição de 88 eram muitas famílias e eram famílias porque dentro daqueles núcleos familiares aquelas pessoas se reconheciam como família mas quando o reflexo disso ultrapassava a esfera privada né a esfera daquele ambiente doméstico ali quando isso eh se estendia para fora daquele lugar não era reconhecido família né Então essa disputa ela faz por exemplo que aconteça eh um movimento que tentou ou dizer que a história da Lei Maria da Penha né que a história da Maria da Penha é uma fraude por quê Porque a gente as pessoas não entendem que a Lei Maria da Penha é uma ação afirmativa é uma primeiro né precisou de muita luta e né da Penha quase Morrer para que a gente tivesse a lei que está aí aí a gente vê um movimento dizendo que as mulheres utilizam a Lei Maria da Penha de maneira indevida eh eh as as pessoas perguntam pra gente mas não tem uma lei que protege o homem Então essa essa disputa por formato de sociedade faz com que a gente veja o seguinte cenário nós vemos as pessoas questionando a legislação nacional que é uma legislação rica nós temos leis completas e leis redigidas com muito cuidado Temos muita coisa para alterar temos alterações que nos né que são retrocessos mas nós temos e ao mesmo tempo que as pessoas questionam a existência de lei leis ou não elas questionam as leis que existem e geram essa falsa sensação de impunidade as pessoas não confiam no que a gente tem de lei não procuram ajuda e a gente acaba tendo esse ciclo né que vemos aí ontem tivemos mais um caso de feminicídio na na região e nunca se nunca acaba então Eh ultrapassa a esfera da discussão entre extrema direita ou direita e esquerda ultrapassa as pessoas não entendem que essa disputa de formato de sociedade vai para dentro das suas casas vai pro ambiente privado eh então esses espaços né eles eles são importantes para que a gente faça as pessoas refletirem sobre isso sobre como essa disputa está trazendo reflexos pessoais e como essas pessoas não conseguem entender e enxergar esses danos para si próprios e essa questão da família também traz os dados da violência né quer dizer a uma grande parte da violência contra as mulheres acontece dentro da família né o os assassinatos de mulheres T como principal autor alguém conhecido seja marido ex-marido companheiro enfim violência sexual contra criança e adolescente o principal autor de violência é o pai biológico né então assim é essa família que nós protegemos que nós queremos proteger nós queremos uma queremos nós defendemos todas as famílias e queremos uma família sem violência sim né Então essa disputa de narrativa isso é muito importante e e exatamente por porque a violência a violência sexual a violência contra a mulher a violência contra criança adolescentes acontece sobretudo dentro de casa com pessoas conhecidas com pessoas da família que torna tudo mais difícil e complexo porque aí vem o julgamento isso é é julgado como como a mulher é culpabilizada existe uma rede de solidariedade com o homem né que é né a sociedade auxilia o homem enormemente né vem todo vem uma carrega um monte de coisa porque você tem você é a violência que acontece dentro de uma relação afetiva não é simples equacionar isso né por isso isso também a Lei Maria da Penha é uma lei tão tão importante a Lei Maria da Penha é uma das melhores leis do mundo por quê Porque ela foi construída com o movimento feminista eu me lembro assim a gente estava eh ingressa no movimento feminista 2006 Tava tendo uma discussão sobre a questão da Constituição da Lei Maria da Penha e aquilo correu o Brasil por isso que é uma lei tão conhecida porque foi a lei que foi gestada de baixo né a quando em 2006 foi aprovada foi a resultado de uma grande iação em que as mulheres organizadas a partir da sua experiência real de vida conseguiu tornar uma lei que valorizava principalmente a prevenção então a ideia de que o a violência contra a mulher o feminicídio poderia ter sido evitado e o estado ele deve ser responsável por evitar e na medida que o estado não evita ele é conivente que foi isso que o Brasil foi julgado né por conta da ação da Lei Maria da tem o Brasil foi julgado nas cortes internacionais e obrigado a ter uma lei porque antes da Lei Maria da Penha a a a violência contra a mulher enquadrada na lei 9099 que era a mesma coisa que de briga de vizinho e e transformar eh uma violência em futricar briga de vizinho é a forma de deixar na no silenciamento não dar a importância necessária para esse tipo de violência Então eu acho que é é é muito importante que a gente quando a gente vai responder a esses conceitos a essas narrativas a essa tentativa de descredibilizar o movimento feminista a gente dizer do que é a vida real e a vida real por isso que eu acho que eu não eu acho assim não não vejo dificuldade entendeu Acho que é uma questão de processo de luta né e seguimos em luta ganhando a confiança das pessoas estando lado a lado das suas lutas reais programa Bom é programa com muitas informações e passa rápido vamos para últimos 15 minutos eu tenho só mais 10 temas para lidar com vocês vai ser muito tranquilo sobre isso mercado de trabalho Marian Conte De acordo com o último censo realizado em 2022 O Brasil possui 6 milhões de mulheres a mais em relação aos homens são 104 milhões diante de 98 milhões só que de acordo com dados do segundo relatório de Transparência salarial e critérios remuneratórios as mulheres recebem apenas 70 9,3 do salário de homens no mesmo cargo nas 50.62 empresas com 100 ou mais empregados há anos se discute essa disparidade como analisa o que tem sido feito para corrigir esse preconceito acho que eu posso utilizar esse termo né claro é um preconceito eh as mulheres ganham menos estando nos mesmos cargos e isso tem uma série de fatores por exemplo a própria questão da maternidade se a gente olha né que é uma é uma que é um é um a maternidade ela deveria ser entendida como a responsabilidade coletiva e social sobre a maternidade né Afinal as mulheres serem mães Está contribuindo para a sociedade como um todo mas as mulheres elas carregam individualmente o peso da Maternidade muitas vezes sozinhas mãe solo né porque a gente sabe que é muito o a a desresponsabilização dos homens ainda infelizmente é a realidade de tantas mulheres inclusive mulheres que estão nos assistindo eh e é muito comum por exemplo a mulher depois que ela engravida tem a licença à maternidade ela é mandada embora porque se considera que ela a o a o responsabilidade da Maternidade vai prejudicá-la no trabalho e tudo mais mas Além disso além dessa questão eh e aí todo o preconceito sobre né carreira e tudo mais tem um trabalho que muitas vezes nem é e visto como trabalho né Não É valorizado como trabalho por exemplo trabalho doméstico ou trabalho do cuidado né a grande maior parte do Cuidado dos cuidadoras de idosos de crianças são mulheres dos doentes são mulheres né Isso Não É valorizado enquanto trabalho é um trabalho não remunerado né tantas mulheres que passam a vida toda cuidando de filho de mãe de de parente e não nunca conseguiu exercer um trabalho remunerado nunca conseguiu contribuir para SS não vai conseguir uma aposentadoria e o estado muitas vezes né abre mão disso não consegue pensão por isso é tão é muito grave o ataque no BPC se ajuste fiscal assim é colocar o custo da crise no ombro nas costas das mulheres né que é um é um a assistência social é o mínimo do mínimo né Para que é uma realidade de tantas mulheres ou trabalho que muitas vezes é um trabalho que reproduz o cuidado que ele é considerado menos valoriz ele é menos valorizado né o trabalho da limpeza seja a limpeza em casa seja a limpeza né nos escritórios da vida e tudo mais se você ver fo ver é grande maior parte feminina o trabalho na saúde por exemplo trabalho das Enfermeiras né da da técnicas de enfermagem das escolas então assim a gente vê que o trabalho feminino muitas vezes por ele reproduzir eh reproduzir o cuidado também fora de casa né a mulher exerce fora de casa o mesmo cuidado que ela exerce lá dentro parte-se do pressuposto que a mulher já sabe fazer como como se aquele saber não fosse adquirido um torneiro mecânico ele aprendeu a ser um torneiro mecânico parte do preconceito é isso a mulher já sabe Ah Ela já sabe fazer ela já sabe cuidar ela não precisa não tem competências envolvidas é claro que tem competências tem competências que são ensinadas na na educação desigual são ensinadas desde pequena né E esses trabalhos são desvalorizados né então e eu acho que é é um conjunto de coisas e eu assim pra gente resolver isso primeiro eu acho muito importante ação né OAB temha uma ação com assim entidades que fazem ação de proteção de ajuda jurídica porque é crime não você não pode eh fazer a distinção de gênero ou qualquer tipo de distinção no mundo do trabalho então acho que é importante essa iniciativa de você eh de fato tratar juridicamente isso fazer valer as leis né a gente fala que né a lei tem lei que vale tem lei que pega e lei que não pega né pra gente conseguir fazer que a lei Valha você tem que ter luta para né inclusive as as as as lutas judiciais que a gente sabe que é muito difícil também né as lutas judiciais para que as leis aconteçam mas para Além disso eu entendo que a gente precisa universalizar direitos então a defesa da da Previdência Social contra a reforma trabalhista o aumento da aposentadoria Se a gente fosse ver mesmo quem tá vivo é porque trabalhou né quem tá ou tem renda né que aí sou uma minoria minoria minoria que pode viver de renda mas assim tá vivo trabalhou não faz sentido isso foi a reforma da previdência de 98 do Fernando Henrique que estabeleceu a tá contribuição obrigatória quem não contribuiu não tem dinheiro da aposentadoria por quê tá né Você tá trabalhando tá trabalhando na informalidade então a gente precisa retomar a ideia a ideia de que a aposentadoria é um direito a redução da jornada de trabalho porque nós sabemos que as mulheres elas fazem um trabalho fora de casa e elas cumprem próprio trabalho dentro de casa um trabalho não remunerado né então a o fim da escala 6 por um e todas essas lutas elas são fundamentais pra gente mudar esse cenário do fato de que as mulheres estão exaustas E assim a gente tá vendo aí o aumento da taxa de suicídio eh eu acho muito interessante que o movimento LGBT tem tratado o suicídio como assassinato né então eu acho que é bem interessante essa essa ideia né de que hoje nós estamos tendo um aumento da do da da do adoecimento mental as pessoas estão depressivas o consumo de remédios antidepressivos né das drogas né de é é altíssimo e o movimento LGBT tem tratado como assassinato social eu acho que é um tema um debate que nós feministas temos que fazer porque eu entendo que sim né o fato de que as mulheres estão adoecendo e se matando isso não é uma questão individual de responsabilidade individual vereadora Fernanda solto Brasil tem maioria de mulheres mas o que se vê são inúmeros direitos aí sendo negados né neste mesmo levantamento média salarial dos homens r$ 495 enquanto das mulheres R 3.565 detalhe as mulheres negras recebem 50,2 por do que recebem homens brancos e em cargos de gerência as mulheres recebem 73% do que recebem os homens na mesma posição para as mulheres negras ainda mais difícil mais difícil acho que esses dados eles corroboram que a gente tem discutido aqui hoje é que são Exatamente exatamente essas questões né o lugar que historicamente a mulher ela foi colocada na sociedade um esse esse lugar de exploração de super exploração ele tem raízes históricas muito antigas e a gente ainda tá vivendo as consequências disso claro que com o avanço das lutas da organização avanço dos direitos a avanço da legislação eh isso tem eh melhorado mas por esses dados a gente vê ainda quanto a gente tem que avançar aqui mesmo na Câmara nós somos cinco mulheres pela primeira vez temos cinco mulheres na câmara de 33 vereadores e toda a história né da da da Câmara Municipal foram 19 então numa cidade em que nós temos a maioria quase um pouco mais da metade dos tes né de eh é composto de mulheres Então mostra o o tamanho do abismo que nós temos que avançar e essa essa disparidade salarial ela cumpre esse papel eh cumpriu um papel de quando as mulheres ingressavam de reduzir os custos da produção e o fato das mulheres já terem esse lugar eh de opressão na sociedade e ao mesmo tempo precisava sustentar né a sua família precisavam eh vender a sua força de trabalho para poder sobreviver e e manter os seus filhos e a gente ainda vive essas consequências acho que a legislação avançou mas a gente ainda eh peca muito na fiscalização e também as pessoas saberem eh reconhecer o esses problemas e como fazer como buscar ajuda como fazer as denúncias isso também é importante acho que o poder público precisa ter esse papel de divulgar as campanhas de conscientização as campanhas de debate esses esses momentos de eh mostrar que eh eh os direitos né quais são os direitos que as mulheres eh podem procurar como como fazer isso é importante também porque existem muitas mulheres e a gente vê isso na na na na vida real que não não não não sabem quais órgãos acionar quando precisam em caso de violência ou em caso de uma injustiça no trabalho então isso é importante acho que precisa ter uma um fortalecimento dessa divulgação desses debates e eh as mulheres elas também são a maioria nesses de trabalho mais precarizados que historicamente foram e Delegados às mulheres e que também por estar relacionado a ao cuidado também são muitas vezes eh desvalorizados e tem a média salarial menor principalmente né A questão do do Cuidado domiciliar cuidado dos idosos eh as empregadas domésticas né que em sua maioria são mulheres Então são postos de trabalho muito precarizados e as reformas trabalhistas a reforma trabalhista ela veio piorar essa situação porque o que já era ruim ficou ainda pior porque muitas vezes as mulheres elas agora têm que se desdobrar em diversos vínculos em diversos trabalhos para conseguir cumprir Uma Jornada para ter um sustento mínimo mas sem ter direito a uma aposentadoria a a uma a Previdência sem ter direito a uma licença saúde sem ter direito à licença maternidade as mulheres são penalizadas por serem mães e a gente tem eh isso muito claro quando a gente vê essa discussão de que a mulher ela é a principal responsável pelo cuidado ela também é identificada como a principal responsável pelos filhos Então se o filho tá doente Quem falta do trabalho normalmente é a mulher não é o homem então eh o o presidente Presidente Jair bolsonaro chegou a falar em rede nacional que as a mulher por engravidar tinha que ganhar menos mesmo então esse tipo de ideia isso tá disseminado isso é forte na nossa sociedade e a gente precisa aprimorar os mecanismos para combater né essa situação Jaqueline dentro dessas camadas né né de cargo de gerência de mulheres negras como garantir os direitos porque na prática muitas vezes se denunciar chance de demissão ela é muito alta né bom eu estava pensando aqui em falar sobre o protocolo para julgamento com perspectiva de gênero que é um avanço muito significativo do Poder Judiciário né Nós temos essa sensação da impunidade mas eu entendo que tem muito mais a ver com a falta de divulgação dos canais e da forma de procurar ajuda de onde socorrer porque muita gente não procura O Judiciário apesar de termos um judiciário sobrecarregado eh sabemos que as empresas contam com o passivo trabalhista então elas sabem que muitos dos funcionários não procuram não procurarão o judiciário mas o judiciário né o CNJ o Conselho Nacional de Justiça se preocupou com a questão eh do gênero nas demandas judiciais e isso é extremamente importante para garantir eh que os direitos sejam a gente não vai poder falar né acessados porque quem procura o judiciário já foi demitido né já foi dispensado mas pelo menos que haja alguma espécie de reparação Então o que a gente precisa entender é o seguinte Hoje existe um protocolo ele é vinculante o poder judiciário é obrigado a observar as diretrizes que estão ali redigidas que orientam os julgadores a observar a condição de mulher Então sempre que uma demanda tem uma mulher né que ela está é é parte ali naquele processo o julgador precisa entender olhar para as interseccionalidades precisa olhar para para esse cenário e aplicar a legislação considerando essa condição isso tem garantido sentenças extraordinárias no judiciário né Eh Nós já tínhamos por exemplo se a gente for levar pra esfera criminal a gente já tinha uma valoração maior do da palavra da vítima quando a gente tá falando de crimes sexuais Por conta desses crimes acontecerem na clandestinidade hoje eh a gente consegue a gente precisa ter esse olhar paraa condição de mulher né pro gênero em todas as esferas do Judiciário e esse protocolo que foi gerado foi criado com o objetivo de orientar os magistrados ele passou a ser observado e aplicado por todos os operadores do direito então Isso facilita que eh as sentenças as decisões sejam mais benéficas agora o acesso aos direitos Depende de uma publicidade maior de quais el primeiro de do que eles são né Muitas pessoas não sabem Quais são os seus direitos e uma dispensa né que você havia falado da questão Ah Se reclamar pode ser dispensado Isso é uma dispensa discriminatória então no poder judiciário isso pode ser revertido pode ser pode haver uma eh a pessoa pode voltar ao trabalho que às vezes não é muito legal mas existe a questão da indenização então existem ferramentas judiciais para minimizar esses danos o importante é sabermos que eh eh o judiciário está caminhando para ter esse olhar para com perspectiva de gênero Para as demandas O que Pode garantir eh sentenças melhores para nós Posso fazer duas divulgações por essa mesma linha A primeira é eu acho que é importante divulgar a casa da mulher Campineira Uhum que é um equipamento público que foi fruto de muita luta foi uma conquista das mulheres né é o é onde o antigo seamo né que é onde trabalhava o seamo e a gente sabe que tem muitas dificuldades falta de servidores falta de funcionários tudo mais mas é é um órgão que precisa ser acessado né então eu acho que é importante eh tá buscando aí né na nas redes sociais na coisa casa da mulher Campineira eu entendo que é um que é uma foi um órgão de uma conquista e a gente precisa buscar eh as mulheres de Campinas precisam conhecer esse equipamento público e o segundo é que eh eu sou Presidenta da frente parlamentar de combate à violências relacionadas ao trabalho nós fizemos um trabalho na última legislatura e por meio de um diálogo com a o centro de referência da saúde do trabalhador e com a prefeitura a a gente incorporou conseguimos que Campinas incorporasse no 156 no canal de denúncia do 156 um campo específico para denunciar a sédio assédio sexual a sédio moral violências Enfim no trabalho que isso eh a gestão disso é feita pelo centro de referência pelo Crest e nós estamos acompanhando fazendo inclusive um trabalho conjunto isso é muito importante que essas denúncias cheguem porque até pra gente ter quantificação para que a gente faz a gente tá num trabalho de tentar identificar se tem por exemplo né empresas que acontec uma denúncia um volume grande de denúncias né então isso tem que ser inclusive ter fiscalização da vigilância né então eu acho que essa é uma é um é um trabalho que a gente fez enquanto frente parlamentar tá funcionando eh e nós estamos aí nessa campanha agora esse ano inclusive uma das das das ênfases do trabalho de dessa nova legislatura da frente parlamentar é fazer divulgação nós fizemos reuniões com sindicatos para ter divulgação Mas aí o desafio é como é que a gente chega nas categorias que não necessariamente são sindicalizadas né porque a gente sabe que tem muitas categorias que tem sindicalizados mas tem categorias tem né camadas de de de trabalhadoras e trabalhadores que não tem sindicatos Então já deixa aqui o aqui a divulgação se quiser testar Entra lá no 56 até porque é importante a gente ir monitorando o se o sistema tá funcionando né porque a gente a gente faz indicação a gente faz o trabalho para para para coisar e a gente tem que ficar de olho para ver se o negócio tá rolando ou não né então assim tenta lá faz saiba que esse é um canal para você que tá em casa e se você tiver alguma dificuldade pode entrar em contato com a gente nas redes sociais WhatsApp e tudo mais que a gente estama aí de olho para ver se o negócio tá funcionando pra gente poder encerrar e eu já sei que o meu tempo já tá esgotado eh para todo mundo agora tá a gente tá falando aqui então que as mulheres são maioria no nosso país mas recebem menos do que os homens quando exercem o mesmo cargo e não tem representatividade na política as cotas eleitorais para as mulheres no Brasil completam 30 anos agora em 2025 e o que nós temos é uma baixa representatividade nas casas legislativas inclusive aqui na câmara de Campinas a Fernanda solto citou nós temos aí então um recorde de cinco mulheres mas ainda é muito pouco comparado ao número de homens Por que que as mulheres não estão na Câmara dos Deputados nos no Congresso no legislativo campineiro Fernanda Mariana e depois quero saber da jaquelin bom primeiro a gente tá né e é uma conquista foi uma muita luta PR a gente tá ainda ainda minoritário mas é sempre movimento saudemos as nossas conquistas porque saudar as conquistas ela é importante inclusive para que a gente tenha eh força para batalhar os próximos passos né então a gente tá nós temos aí um Record cinco vereadoras eu tive aqui na primeira legislatura era a única mulher na legislatura anterior era apenas uma mulher também né e a gente e acho que que em 2016 a gente teve o fenômeno né o pessoal inclusive protagonizou isso que foi o fenômeno de várias vereadoras feministas né declaradamente feministas eleitas pelo Brasil Isso mudou o cenário da política né eu eu eu faço eu tenho orgulho de ter participado disso né de ter participado das vereadoras feministas eleitas em 2016 mudou muito tanto que hoje é esse debate é muito mais discutido né Muito mais falado agora tem os as as suas dificuldades eu acho que são várias primeiro essa situação social que as mulheres estão né do Cuidado Com a casa cuidado com a família cuidado com né ganhando menos numa situação de fragilidade a gente sabe que é a mulher participar da política ter tempo a se dedicar da política sobretudo mulheres negras né também é isso é é uma é uma questão também né quer dizer eh eh a gente sempre faz a discussão entre raça classe e gênero né gênero raça e classe então tem uma intersecção entre elas né Eu acho que tem essa questão tem uma questão eh do controle político majoritário da maior parte dos partidos pelos homens né então a as a as cotas é importantíssima mas a gente sabe que tem muito muito muito muito forma de burlar essas cotas né Por exemplo a gente teve uma ação inclusive do tribunal do TSE para fazer uma fiscalização sobre a destinação de de verba para as mulheres né Para que fosse equânime para as mulheres para Negritude mas a gente sabe que tem muito partido que desrespeita essa regra e inclusive tiveram isenção a nossa deputada Samia Bonfim foi uma das lideranças de denunciar a isenção que foi aprovado no congresso nacional para os partidos que não cumpriram as cotas né então eles não cumprem as cotas e depois recebem isenção porque os próprios deputados mostram e A Sâmia foi uma liderança contra essa isenção né contra a o perdão dos partidos que não cumpriram as cotas e acho que também tem o fato de que muitas vezes eh o preconceito eh que existe na sociedade também é lido o preconceito paraa mulher que ocupa o cargo né então assim eu vejo muitas vezes assim né a gente tá falando na Tribuna os Vereador começa a gritar falar mais alto interromper a leitura que né É verdade quem acompanha a sessão sabe muito bem que muitas vezes a gente tem é no berro é no grito né Eh ou mesmo por exemplo Como como que você a e a a a a leitura que se tem eu falei da Bela recatada e do Lar né quer dizer a leitura que se tem de uma mulher como a mulher deve se portar na política né o estereótipo da mulher enfim que não que não condiz com o o o o cotidiano da vida da Mulher trabalhadora né então eu acho que eh tudo isso eh esse preconceito de leitura dificulta é uma corrida de obstáculos mas nós a gente tá aí venendo um obstáculo um a um né né a gente não não tem acho que não não não tem a luta das mulheres é imparável isso que importa Fernanda e aí cotas de candidaturas reformas eleitorais reserva de recursos de campanha mas uma baixa representatividade comparado com este número né de mulheres 6 milhões a mais no país exato apesar da gente ter vivido estar vivendo nesse momento recorde de cinco é muito pouco né Eu fico muito feliz de est né nesse momento ocupando essa cadeira aqui no legislativo é é contribuindo para esse avanço da representação das mulheres mas a gente sabe que precisa avançar muito ainda acho que tem uma questão que o machismo a misoginia eles estão muito arraigados na nossa sociedade e as mulheres quando elas se colocam eh em espaço de liderança eh de de alguma forma elas se destacam elas tendem a ser combatidas né eu vim do movimento estudantil n já me formei há quase 10 anos mas logo que entrei na universidade eu comecei a militar no movimento estudantil no movimento da Saúde contra as privatizações da Saúde mas também no movimento feminista nos coletivos feministas e a gente sente sente isso desde muito cedo quando a gente começa a se organizar quando a gente eh de alguma forma toma liderança de algum movimento alguma questão a gente tende a ser descredibilizada eh de ser combatida a mesma mulher que às vezes é e ela é taxada de egoísta ou se fosse um homem estaria sendo é o líder né assim ah tem questão da pressão também sobre as mulheres pra questão da família de de ocupar apenas esse lugar de cuidadora que é muito importante e as mulheres que TM que ter o direito de optar e poder escolher o que o caminho que querem seguir paraas suas vidas mas elas não podem ser penalizadas por isso e ser e e serem obrigadas a seguir apenas um caminho mas tem toda essa pressão da sociedade sobre as mulheres né desde a gente tá a gente tá na faculdade e tá alguém perguntando quando que a gente vai vai ter filho assim são coisas que a gente ainda passa coisas inimagináveis né nessa situação então tem essa questão e existe ainda uma eh um controle muito muito intenso nos partidos eh feito pelos homens né a história do do nosso país é essa e a gente ainda tá eh muito longe do que a gente considera ideal mas eh acho que nós temos avançado isso é importante mas a gente só vai conseguir avançar mais com mais luta mais organização e eu acho que esse é um trabalho que nós cumprimos aqui também de ser exemplo Mas também de eh de fortalecer esses coletivos essas E essas mobilizações para fora da câmara e eu acho que é um trabalho importante que a gente precisa cumprir de trazer os debates aqui da né os debates que a gente considera importantes para dentro da câmara muitas vezes a gente é combatida aqui dentro por conta disso mas a gente tem que seguir forme tem que seguir firme eh em dois meses que eu tô aqui já teve dois episódios que a gente precisou denunciar de machismo em pouquíssimo tempo né Eh que eu fui atacada aqui na Câmara então isso mostra o tamanho do desafio que a gente tem mas ao mesmo tempo eh que essas questões e conforme elas acontecem a gente também se fortalece porque a gente acredita eh numa a gente acredita num outro tipo de sociedade num outro tipo de vida num num futuro mais Digno Para todo mundo e a gente não pode se dar o luxo de de desistir dessa luta Então a gente vai seguir ocupando esses espaços e fortalecendo as lutas que a gente acredita ser importantes já que ele nessa garantia de direitos da mulher na política de cotas de candidatura é muito difícil na prática a gente enxergar né extremamente difícil eh minhas companheiras aqui explicaram muito bem o que de fato acontece e o que eu posso dizer para vocês é que esse preconceito né a misogenia o machismo eles também trazem reflexos nas eleições de classe da maior né do maior de Class dos que é a OAB nós tivemos só na última gestão a primeira mulher presidente da Seccional de São Paulo aqui em Campinas nós tivemos a a Dra Luciana reeleita para Essa gestão Mas ela é só a segunda mulher Eleita presidenta aqui depois de 90 anos de instituição então é um caminho árduo como A Fernanda falou mas que nos ensina muito e nos possibilita e ter coragem mesmo e e se reunir e ter forças para seguir eu acredito eu tenho muita esperança sou uma pessoa muito esperançosa eu eu gosto como a Mariana disse de olhar e ver nossas conquistas eu entendo que nós temos que sim olhar e entender que sucedem mulheres que lutaram muito para que a gente esteja aqui hoje e eu acredito que estamos bem representadas sou uma munícipe muito feliz pelas cinco vereadoras que temos dessa vez mas gostaria de ver mais e tenho confiança de que isso vai acontecer ainda tempo encerrado vereadora Mariana conte Muito obrigado pela ilidade do seu tempo ter aceito o convite para participar do nosso programa tenho certeza que De grande valia para nosso telespectador para quem está nos acompanhando já faço um novo convite Porque ficaram perguntas aqui para falar sobre esse tema mas também sobre outros e fica aberto aí paraas suas considerações finais prosa boa passa rápido né Gabriel bastante bom eu quero agradecer Gabriel toda a equipe da TV Câmara agradecer a Fernanda A Jaque também foi um prazer est dialogando com vocês agradecer você que acompanhou eh desejar um ótimo dia internacional de luta das mulheres a gente sabe que a luta é todo dia né todo dia a gente né tá aí enfrentando eh um leão por dia né mas que esse dia é um dia importante para marcar para que a gente possa Celebrar as nossas vitórias as nossas conquistas refletir sobre as que vieram antes da gente nos dá energia e sobretudo Tudo continuar organizadas para enfrentar o futuro a gente sabe que não tá fácil né não é uma situação fácil emergência climática crise econômica crise da Saúde enfim são muitas a Extrema direita Mundial escalada bélica enfim tem muita coisa mas é isso nós mulheres né a gente vai com coragem Ousadia e sempre uma uma puxa a outra né uma puxa a outra eu acho que essa é a grande é é o grande ensinamento né porque as mulheres eu eu sempre vejo né a gente olha pra nossa família pras famílias do nosso conhecidos enfim a gente vê que as mulheres sempre tiveram aquela rede de fortalecimento é assim que as mulheres sobrevivem né É sempre na rede de fortalecimento e o feminismo é isso é uma rede de fortalecimento de cuidado de solidariedade e de empoderamento real pra gente enfrentar as lutas que vão vir então é isso feliz de internacional de luta das mulheres vereadora Fernanda solto também muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo ter participado aqui do programa questão de ordem pela primeira vez já faço um novo convite pra senhora retornar até aos nossos estúdios tenho certeza que De grande valia todas as informações que foram passadas aqui pro nosso telespectador e fica aberto aí paraas suas considerações finais Quero Agradecer Gabriel pel pelo debate agradecer a Mariana a Jaque a todo mundo que nos assistiu aqui nesse dia tão importante que é o dia internacional de luta eh das mulheres eh para mim que há algum tempo já venho dessa luta coletiva Né desde desde muito jovem também em torno das discussões dos direitos das mulheres é uma satisfação a gente poder est aqui hoje nesse debate de tanta qualidade de tanto acúmulo e a gente poder dividir um pouco disso com a sociedade né e inclusive eh que nós estamos aqui Representando na câmara estamos faltando os debates aqui dentro eh os os projetos as proposições e ter esse reflexo no nosso trabalho aqui dentro do que já foi acumulado pela toda a história de luta das mulheres e a gente sabe que os desafios são muito grandes a gente tá passando por diversos eh diversas questões eh que nós temos debatido né A questão da precarização do do trabalho a questão da da destruição dos serviços públicos aqui na nossa cidade com as terceirizações as privatizações que tem piorado a vida das mulheres aqui a insuficiência de de do Programa de Proteção às mulheres com o aumento da violência a gente tem visto como está insuficiente esse programa que precisa ampliar ampliação do quadro de servidoras que façam atendimento no centro de referência mas também descentralização dessa desse atendimento à Mulheres vítimas de violência sobretudo as mulheres mais vulneráveis a gente sabe que esse cenário não tá fácil que depende de muito a organização mas ao mesmo tempo é um dia de Celebrar as nossas conquistas e também de refletir o quanto a nossa coragem e a nossa disposição de ocupar esses espaços de debate de decisão eles também são pautados pela organização coletiva que é o que nos fortalece é o que nos anima é o que nos joga pra frente então agradecer a todas as mulheres que se mobilizam que estão na luta do dia a dia para fazer valer os seus direitos mas também para que a gente possa avançar e sempre essa nossa a nossa luta sempre vai ser uma luta coletiva Jaqueline gach de Oliveira presidente da Comissão das mulheres advogadas dos direitos das mulheres da OAB Campinas também muito obrigado novamente por ter aceito o convite para participar aqui do nosso programa já faço um novo convite paraa senhora retornar até aos nossos estúdios Muito obrigado pelas informações que foram passadas aqui pelo trabalho do OAB Campinas principalmente nesta temática e fica aberto à suas considerações finais bom Eu que agradeço Gabriel agradeço a oportunidade e né de dividir o espaço com a Fernanda e com a Mariana eh eu quero encerrar na realidade fazendo um convite eh a OAB Campinas né através da comissão das mulheres advogadas e dos direitos das mulheres vai comemorar o dia de hoje na semana do dia 24 então entre os dias 24 e 27 nós temos a terceira edição da semana de Estudos em direitos das mulheres e eh nossa casa é aberta ao público os eventos são gratuitos e para toda a sociedade e nessa nesse ano nós discutiremos Deep fakes e violência digital contra as mulheres de eh representatividade feminina nos espaços de poder as ativas das mulheres advogadas e o projeto de alteração do Código Civil de que maneira isso trará reflexo reflexos na vida das mulheres então fica o convite entre 24 e 27 todos os dias às 6:30 na nossa casa na casa da advocacia e da Cidadania Muito obrigado presencial presencial presencial presencial ótimo e eu agradeço você aí de casa também pela sua companhia pela sua audiência espero que a gente tenha contribuído neste dia especial um momento de reflexão mas de luta de Celebrar também tamb as conquistas que já foram até o dia de hoje continue na nossa programação e até semana que vem tchau [Música] tchau n
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