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[Música] Olá, começa agora o programa Questão de Ordem. Hoje o debate é sobre a política nacional Aldir Blan. Em 2020, durante a pandemia da Covid-19, o governo brasileiro destinou ao setor cultural uma parcela única de R$ 3 bilhões deais para aplicação pelos poderes executivos locais, ou seja, distribuído para todo o país em ações emergenciais de apoio ao setor. E neste ano, em abril, o presidente da República Lula sancionou a lei Dir Blanque como permanente. Agora, estados e municípios vão ter R 15 bilhões de reais de incentivos. E após o fim deste montante, a política nacional Audir Blanque será financiada por recursos definidos em cada lei orçamentária. De que maneira Campinas está inserida neste contexto? A lei é benéfica para os artistas? Quem irá fiscalizar o dinheiro e os projetos? Ainda tem o que melhorar? Bom, para debater estes muitos assuntos, eu recebo aqui no estúdio o vereador Igor Diego, presidente da Comissão Permanente de Cultura aqui da Câmara, a vereadora Paola Miguel, que é membra desta mesma comissão de cultura aqui da Câmara e o Gabriel Rapace, que é o diretor da Secretaria de Cultura e Turismo. Lembrando que o debate vai acontecer. Farei as interrupções apenas quando o necessário. Vereador Igor Diego, começo com o senhor. De que maneira enxerga, né? Primeiro a criação da lei durante a pandemia e agora como uma política efetiva. Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Muito obrigado, Gabriel. Muito obrigado a você que nos acompanha aqui. Já cumprimento, né, o nosso diretor Gabriel Rapaz, que é representante da Secretaria de Cultura, Alexandra Caprioli, a minha colega aqui, vereadora, né, colega de bancada, vereadora Paola Miguel, que é muito atuante também na comissão de cultura. Olha, a gente tem debatido e é um assunto que é bastante desejado entre os fazedores de cultura, começar a entender como que se dará a captação, qual é a quantidade de recurso e também qual é a condição da Secretaria Municipal, né, ou como ela está organizada tecnicamente para fazer com que esse dinheiro seja democraticamente eh atendido às necessidades. Então, é um assunto que nós temos discutido dentro da comissão e hoje, eh, nós trazemos aqui pr pra TV Câmara para poder também abrir e eh e divulgar mais esses assuntos. Vereadora Paula Miguel, o que que significa essa continuidade de reparse de recursos para projetos culturais, estados, municípios, por Distrito Federal? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Muitíssimo obrigada, Gabriel. Eu gostaria de saudar aqui o nosso diretor de cultura, Gabriel Rapace, saudar o o nosso vereador presidente da comissão de cultura, vereador Igor Diego. Saludar todo mundo que tá nos acompanhando, nos assistindo. Falar sobre a lei de Blan, que é a gente poder pensar como fomentar a política de cultura nos nas cidades principalmente, né? Foi uma lei, como você mesmo disse, criada de forma emergencial. O setor da cultura foi o primeiro que teve que parar, né? eh, sair dos palcos, as salas de cinemas, né, ficaram fechadas, os shows, né, os espetáculos não aconteceram. Então, muitos artistas, mesmo os grandes, passaram dificuldade durante a pandemia pela pelo acesso, né, eh, do trabalho, pelas restrições que a pandemia empunha. E nesse momento, né, com o governo Lula, a gente ele sanciona a lei e transforma isso numa política permanente. E isso ajuda a gente a pensar na cultura, não só no como o setor final, então a gente ir no espetáculo, né, no assistir, ir no cinema, né, no teatro, ir num show, mas em como todo o processo, né, em como esse projeto pode fortalecer inclusive a comunidade e não só o resultado. Então isso fortalece muito, principalmente os os novos artistas, os pequenos artistas que eles estão começando, né, ou projetos que são construídos a partir da organização comunitária, né, porque você ajuda nessa estruturação. Então, nesse momento, a gente tem a possibilidade de fomentar a cultura do começo ao fim. Gabriel Rapaz, diretor da Secretaria de Cultura e Turismo, nos deu um contexto, né, de como foi aplicado os recursos na lei Audir Blan durante a pandemia aqui na cidade de Campinas e o que que significa ela se tornar permanente. Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Muito obrigado. Saudação para todo mundo que nos ouve em casa. Gabriel Meuchará, vereador Igor Diego, Paola Miguel. Eh, essa lei surgiu de uma mobilização e uma construção muito rara e muito interessante, que foi eh o momento emergencial e as pessoas de baixo para cima, mobilizando as secretarias municipais, os governos do estado, os parlamentares federais que entraram numa luta para buscar uma solução. E aí nasceu uma lei que tinha caráter emergencial, garantir que as pessoas pudessem comprar uma cesta básica naquele momento, que as pessoas não precisassem vender seu violão para poder comer. Acho que essa era a situação que nós vivíamos naquele momento. E foi muito bom para o país porque algo emergencial se tornou uma política de estado permanente. Então, naquele momento, o recurso chegou nos municípios e pela primeira vez na história do Brasil uma política envolvendo governo federal, estados e município no campo da cultura, porque a gente sempre fala do pacto federativo, tem que estar todos unidos no mesmo esforço. E a Lei Aud Blan foi na prática isso. Então, o governo federal destinando recursos, determinando regras de aplicação e envolvendo os estados e municípios, garantiu que por edital público as pessoas tivessem acesso. E a gente no primeiro ano conseguiu contemplar cerca de 600 pessoas em Campinas. Isso fez muita diferença. 600 projetos, né, acaba envolvendo mais que 600 pessoas. No ano seguinte, a gente teve a lei Paulo Gustavo, que usava recursos do fundo setorial do audiovisual. Então, era um recurso que eh dava mais espaço paraas produções de cinema, de eh vídeo, de games, que é uma subárea do audiovisual. E a gente conseguiu também colocar muita gente para trabalhar. Como a novidade agora que você citou de isso se tornar algo permanente no Brasil, a gente consegue então criar editais para aplicar esse esses recursos anualmente pensando já não no emergencial, tá? Já não se trata de olhar paraa pessoa que trabalha na arte como alguém que tá à beira de passar fome, mas como pessoas que produzem algo de grande valor e a gente consegue agora olhando com um pouco mais de calma, com um pouco mais de capacidade de estruturar esse trabalho. Então a gente vai ter menos projetos contemplados, mas projetos que envolvem mais pessoas trabalhando. E a gente consegue então colocar a produção cultural de Campinas estruturada para atender mais pessoas e para também conseguir se projetar como iniciativa dos cidadãos campineiros que chegam longe. A gente tem aqui em Campinas ator que fez parte do filme que foi premiado no Oscar. Ainda estamos aqui. A gente tem eh aqui de Campinas eh produção como a Galinha Pintadinha, que é a produção eh infantil que tem o maior número de views, de assistência no YouTube mundial, no mundo. Então a gente vê que esse investimento chega longe, cria efeitos muito positivos na economia e também na expressão da cultura campineira. Ô Gabriel, para quem está nos assistindo, explica como funciona o trabalho de um município para garantir que esse recurso ele chegue ali até o artista. Então, é preciso abrir um edital, precisa fazer escutas, tem que provar que a pessoa mora em Campinas, enfim, como que o artista aqui de Campinas ele acaba recebendo este recurso através do município? É, a gente tem que ter uma seriedade muito grande porque se trata de dinheiro público. Então, a gente publica um edital. O edital é a regra que a pessoa tem que conhecer para se inscrever, OK? Antes de publicar o edital, a gente vai ouvir todo mundo, porque a gente não pode correr o risco de ser autoritário ou colocar regras que não estão alinhadas com a realidade. Então, a gente ouve todo mundo, publica as regras, as pessoas se inscrevem e nas regras elas têm que provar que são de Campinas, tem que provar que já atua no setor, ou seja, não é um aventureiro querendo pegar recurso público sem ter experiência. a pessoa depois também tem que eh se encaixar, mandar uma proposta que vai ser avaliada por um grupo de especialistas contratados. Então a gente tem muita seriedade com recurso público de uma forma garantir que isso tudo tá sendo feito corretamente e o dinheiro chega para quem de verdade trabalha aqui na cidade. Se o projeto ele for aprovado, o artista ele recebe esse dinheiro de forma instantânea ou demora meses ou até anos? Assim que sai o resultado, a gente tem um prazo ali de cerca de um mês para a pessoa apresentar toda a documentação, a conta bancária aberta especificamente para aquele projeto e aí o recurso cai numa conta específica que não se mistura com a conta da pessoa e a pessoa tem que usar ali e depois prestar conta de cada centavo. Então isso a gente acho que conseguiu chegar num ponto que está bem resolvido, com o mínimo de burocracia possível, mas também com garantia dos controles do dinheiro público, tá Igor? E depois, Paola. Uma das justificativas desta alteração na lei Audier Blan, de acordo com a ministra Margarete Menezes, é que com este montante vai ser possível democratizar o acesso à cultura em todos os níveis da federação. Vocês têm essa preocupação de que de fato pequeno produtor, o artista que muitas vezes não aparece conseguir ser beneficiado? É, eu concordo com a ministra que ela vai conseguir democratizar, mas quando a gente traz essa mesma preocupação pro micro, ou seja, pros territórios, pros municípios, né, nós também enquanto comissão e e poder público, a nossa função é fazer essa escuta do grupo de trabalho, né, que são formados dentro do município, porque, eh, como eu sempre digo, as questões, a, como o Gabriel falou, o primeiro interesse em participar da captação do recurso é conhecer as regras. Então, nós temos muitos fazedores de cultura, né, Paula, na ponta, na periferia, que tem esse dom, essa característica, mas não tem um parceiro que consegue expressar ou captar através, né, de de linhas, de escrita. Eh, e aí entra aqui na cidade de Campinas, que é uma ação que a gente tem eh solicitado frequentemente junto a comissão de cultura em conjunto, que é que tenha esses intermediadores, né, são mediadores, né, Gabriel, que são profissionais que possam pegar esse projeto e transcrever para fazer essa captação. Inclusive, eh, essa ação aqui da desses mediadores na cidade esse ano estão trazendo profissionais de fora da cidade também para não ter a outra preocupação de favorecer já os produtores conhecido, ou seja, não ter aquela panelinha formada. Então, mediadores t que ser de fora da cidade, que não tenha vínculo com os fazedores de cultura. Já eh, aqui na última sessão da comissão houve bastante esse questionamento por parte dos outros membros. vereadores, membros suplentes e, né, titulares, como também de alguns eh fazedores de cultura sobre que sempre os mesmos estão fazendo essa captação. Eu acho que sim. E aí a Câmara Municipal se coloca muito eh como esse poder de fazer essa escuta. Nós tivemos também a participação que é muito importante da sociedade civil organizada através do presidente do Conselho Municipal. Então assim, é eh eh eu eu concordo com a ministra, só que agora nós temos os as mesmas preocupações no micro, tá? Então acho que dá para democratizar, né, Gabriel? Dá para fazer. Só que existe territórios ainda que a que os pontões de culturas, as casas de culturas, elas ainda não tm uma efetividade local. Então, a gente tem que fomentar primeiro ali para depois trazer, eu acho que para um projeto talvez de captação. Então, é, são esses desafios que eu pude acompanhar. Uhum. Paula, tem essa preocupação também com aquele pequeno produtor, com aquele pequeno artista, que esse projeto de fato democratize e chegue até ele? Sem dúvida nenhuma. Quando a gente pensa, né, na ler a Dir Blan, né, a gente vê que o os 27 estados da nossa eh federação se inscreveram para participar. e o estado de São Paulo que acaba recebendo a maior quantidade de recursos até pela quantidade da população que a gente tem. Porém, o microprodutor, né, o produtor que tá ali começando, muitas vezes tem um limitador que é a burocracia, né, para você conseguir se inscrever, eh, tem um limitador que é justamente essa organização, muitas vezes essa formalidade, né, que muitos deles não têm ou estão iniciando muitas vezes. E para você, eh, com altos recursos, né, não é possível gerir logo de cara. você precisa ganhar experiência com projetos. Por isso que é tão importante a gente fomentar a política de cultura local, né, para que esses produtores, microprodutores, principalmente, tenham acesso a um recurso já no município, que eles ganhem essa experiência burocrática, né, de como fazer prestação de contas, de como gerir o dinheiro público, como que eles podem se inscrever no edital para depois conseguirem acessar a lei ao Deir Blanc. E o Gabriel, nosso diretor, trouxe aqui, né, teve vários questionamentos sobre isso. E mesmo pessoas que têm experiência, muitas vezes na hora de escrever um projeto, né, eh, é um projeto que acaba sendo menos competitivo do que outros. Então, para acessar esse recurso, você precisa ter um mínimo de experiência, principalmente relacionado à burocracia, que acaba sendo um dos grandes limitadores de acesso. E os pequenos produtores, eles precisam, pequeno, micro, né, eles precisam ficar muito atento às diretrizes do município, porque aí sim eles conseguem ter uma preparação para conseguir acessar um recurso que vem do governo federal. E quero aqui inclusive eh também fazer coro com a com a fala do vereador Igor Diego. A gente precisa fomentar muito nossos pontos de cultura no município, né? Quando a gente tem o ponto, pontão de cultura, né? A gente consegue ter a possibilidade desses fazedores começarem a partir dali. Então, antes de acessar o recurso da prefeitura, eles passam pelo ponto de cultura, recebe uma formação mínima para conseguir aí buscar os seus recursos próprios, né? a gente tá falando, eh, e o Gabriel pode falar inclusive melhor, eh, os valores eles muitas vezes são produções maiores, a produções que vão ajudar a organização da comunidade, do projeto, contratar mais pessoas, né? Então, microprodutores que trabalham individualmente, muitas vezes não são beneficiados porque eh o projeto não não abarca essa quantidade de recurso, né, necessária para tá ali se inscrevendo na Deir Blan e não tem, infelizmente, também experiência. Gabriel, várias perguntas surgiram aqui das falas do Igor Diego e da Paola. Vamos lá. Primeiro, município como Campinas, uma metrópole, mais de 1 milhão de habitantes. É um desafio muito grande democratizar e fazer com que chegue na periferia, nos locais mais distantes. É assim, é um grande desafio. Campinas como um todo é uma cidade muito dinâmica e diversa. Uhum. Eu acho que a gente tem que olhar para isso. E o exemplo que o vereador Igor e a vereadora Paola deram aqui, eu acho que é o o cerne da questão. Quando a gente vê eh grupos na periferia, a gente sabe que a gente não basta falar que tem um edital aberto. Uhum. Então essa ideia que o Igor colocou aqui dos mediadores foi algo que surgiu desses debates de que a gente precisava fazer algo. Então a gente chamou pessoas que poderiam ir lá e conversar, né, com quem é do uma pessoa do hip hop vai poder conversar com a meninada do hip hop de uma forma numa comunicação muito mais direta. Tá? Da mesma forma, quando a gente contrata uma pessoa que é de uma determinada região da cidade, ela pode ter mais condições de conhecer todo mundo que faz cultura naquela região. Por isso a gente criou então a figura dos mediadores. E aí essas pessoas conseguem ter mais disponibilidade de tempo porque é um contrato temporário, é uma meninada jovem que tem garra, que tá ali porque acredita na cultura. Uhum. São na verdadeira, no verdadeiro significado da palavra militantes, né? Aquelas pessoas que querem fazer algo acontecer. Então, nos últimos dois editais que a gente utilizou essa essa ideia dos mediadores, eles criam grupos de WhatsApp e todo mundo que tem dúvida de um plantão que foi feito ali pela internet ou presencialmente, as pessoas entram nesse grupo e aí quando elas estão escrevendo na prática, elas colocam a dúvida ali e a gente viu muitas vezes que a dúvida aparece meia-noite, 1 da manhã e incrivelmente tem uma pessoa trabalhando, respondendo essas questões a qualquer hora do dia ou da noite, final de semana, porque são pessoas que estão ali porque acreditam. Então isso tem funcionado muito bem. A gente tem conversado entre gestores de outros municípios e do ministério e essa ideia que surgiu aqui das nossas necessidades acabou eh caindo muito bem. As pessoas pediram cópia de como que a gente fez isso. Querem copiar, o ministério disse que quer copiar, outras cidades também, porque a gente sabe que a cada vez que a gente tiver uma iniciativa, vão aparecer desafios novos e a gente tem que inventar. não tem fórmula mágica, não tem resposta para tudo. Então, essa foi uma invenção que surgiu das dificuldades e a gente espera que ela faça chegar mais recurso lá na periferia. Eu queria dar um exemplo aqui de ponto de cultura, porque a gente falou de ponto de cultura e eu acho que é bom explicar. Uhum. Um dos pontos de cultura que a gente acabou de selecionar, que vai ser pago agora dentro de uns dias, é o Instituto Anelo. Então a gente vai passar o recurso que equivale a um ano de trabalho da na proposta que eles mandaram. Então, o Instituto Anelo, que já é uma associação que faz um trabalho maravilhoso lá na região do Campo Grande, vai poder expandir um pouco o seu trabalho. Essa é a ideia de um ponto de cultura. Sim. Então, hoje, né, a essa hora, daqui a pouco, quem tá nos ouvindo vai sair para ouvir um samba, vai sair para ver um cineminha, vai ter uma atividade de lazer. Se for para ouvir música, provavelmente em algum lugar da cidade vai encontrar um músico que foi formado pelo Instituto Anelo. Legal. Que tem um trabalho fenomenal aqui nessa cidade. Então o recurso que a gente manda, eh, ele ajuda a colocar mais um, mais dois, mais três professores. E esses professores vão dar aula para 40, para 60 pessoas. E com certeza todos nós que estamos aqui, quem tá em casa nos ouvindo, vai encontrar o fruto desse trabalho em algum lugar de Campinas. E certamente o Lucas Soares faz um trabalho fantástico no Instituto Anelo. E você pode conferir aqui na nossa programação youtube.com/tvcâaracampinas que tem muita reportagem, ele já participou de programa. A gente conta a história do Instituto Anelo. Igor, Gabriel, até para a curiosidade, além de vereadores e da comissão de cultura, eu e a vereadora Paola, nós temos outro ponto em comum. Nós somos formados na área de tecnologia da informação, né, Paola? Então, trazendo um pouco pra nossa formação, esses mediadores, eles seriam como provavelmente um analista, né, que ele, vamos supor, o Gabriel quer desenvolver um sistemas de informação na área cultural, mas ele não consegue falar a linguagem com um técnico, com um programador. Uhum. Né? Então vai esse analista que poderia ser tanto a Paola, tanto o vereador Igor, que conhece um pouco de cultura também, pega a ideia profissional do do Gabriel e ele reescreve pro analista, pro desenvolvedor, né, desculpa, pro desenvolvedor de uma forma que esse sistema no final ele compreende e atenda a necessidade do Gabriel. Então esse profissional ele é bem semelhante a um analista mesmo, né? ele consegue analisar desde a parte teórica do campo como funciona. Ele tem essa capacidade e traz para um programador que é uma figura mais técnica, que fica na frente do computador, que não não quer sair dali para é do zer e um, né, da da do binário. Então, né, Paula, eu acho que é legal essa essa ideia, a gente apoia bastante. Outro grande exemplo é os nossos assessores. Quando nós chegamos aqui na Câmara, nossa, a gente precisava tanto de assessores, tal, assessores que dominassem já um pouco mais a cultura, outro jurídico. Então são vários fatores e por que não eh eh colocar à disposição essa figura, né, também pros fazedores de cultura. Então, realmente parabenizar e convido a vereadora Paula também pra gente eh modular uma lei em Campinas, né, Paula, para que a se a gente possa expandir, não apenas paraa cultura, Gabriel, mas por exemplo, nós temos aqui o FIC, né, mas no o esporte nós temos o FIEC, né, que é o do esporte, o fundo municipal. E nós encontramos essa mesma dificuldade. Tem lá o tiozinho que dá uma aula de futebol que poderia igual o Instituto Anelo, mas na área esportiva e tantos outros que não conseguem hoje. Então é um problema que não é só da cultura, a democratização do dinheiro público, do recurso, eh, eu acho que é em todos os setores, né, vereador? Não, sem dúvida nenhuma. A gente tem, é a burocracia, né? Então, o tiozinho que dá escolinha de futebol, professor de capoeira, quem dá aula de karatê, né, quem acaba ali dentro do esporte, se for pensar na parte da cultura, né, quem vai fazer a gravação de videoclipe para aquela para aquele MC, quem vai fazer eh os dançarinos, né, a própria aula de dança. Então, muitas vezes isso fica marginalizado e o maior limitador não é nem saber as datas, né? A gente geralmente o as pessoas sabe quando que vai abrir o edital, quando que vai eh vai sair o resultado, quando vai ter tudo isso. A dificuldade é como que eu organizo a minha ideia em texto, né, e que eu posso ser selecionado, né? Então essa essa essa questão da burocracia que a gente fala muitas vezes é tirar, né, da ideia, do pensamento, né, do do projeto que já tá acontecendo e colocar no papel. Por isso que é tão importante a gente ter ali eh os mediadores, né, pessoas que consigam fazer essa ponte, principalmente para trazer essa linguagem que é aceita, né, que é selecionada pelos editais, né, e pensar também como que as pessoas a partir de um acesso ao recurso municipal, né, que é o caso do FIC, né, pode desenvolver os seus projetos e crescerem também, né, para poderem ter acesso a De Blan, por exemplo, né, então você precisa sempre começar de um lugar, né? Muitas vezes as pessoas chegam para mim assim: "Ah, eu tenho um projeto super legal, tal, mas o projeto custa R$ 100.000". Aí você pergunta para ela assim: "Mas você já executou um projeto de R$ 2.000 com dinheiro público?" Não. Eu falei assim, então, eh, essa a gente precisa entender que são passos, né? É, é uma escalada, né? cada degrauzinho ali para você conseguir prestar contas, inclusive garantir que a cidade de Campinas não seja penalizada por conta de uma prestação de contas que foi mal feita. E muitas vezes ela é mal feita porque a pessoa utilizou o recurso de forma indevida, mas porque ela não sabe fazer prestação de contas. Então todos esses processos eles são fundamentais que a gente tenha pessoas que já conheçam o processo, né? Os mediadores, né? A nossa assessoria ali, ele dos nossos mandatos, muitas vezes, alguns mais, outros menos, tm a familiaridade com a cultura, a própria cultura, né? Faziam uma época, né? Inclusive uma uma formação, né? Com a galera artista aqui das produções da cidade para poder explicar como isso é feito, né? Inclusive, acho que esse é uma das coisas que o Gabriel poderia explicar aqui um pouco maior como que poderia fazer já os espaços de cultura que tem na na cidade, né, como por exemplo, as casas de cultura ou as próprias organizações que fazem cultura, como que fazem para ter acesso a esses produtores que ensinam como se inscrever, né? Porque eu acho que essa é uma das coisas que acabam limitando, né, eh, a burocracia. Mas quando a gente tem um projeto de alguém que tá há 20, 30 anos na periferia e que nunca ganhou nada, ele consegue se estruturar, consegue comprar um tatame, consegue eh comprar uma filmadora nova, você tem a mudança daquela realidade, porque é isso que a cultura faz. A cultura muda a realidade, tira muitos jovens da marginalidade, da violação de direitos, aí consegue dar uma alternativa e esperança para aquelas pessoas. Gabriel, quero que você responda a Paola e já acrescento uma outra pergunta, né? Por curiosidade, acho que pode ser de quem está nos acompanhando em casa também. Qual que é a realidade que a gente tem aqui na cidade de Campinas? Foi citado aqui grupo de hip hop, mas eh teatro, dança, é bem diversificado Campinas ou de fato fica mais ou menos ali com teatro e alguma outra obra? O que que é contemplado geralmente ou nos últimos anos em Campinas? Olha, a gente tem uma realidade muito diversificada e eu acho que a principal característica característica da cultura de Campinas é que é uma cultura exportadora. Então a gente olha assim, desde os anos 90, o hip hop aqui da região de Campinas, feito em Sumaré, em Hortolândia, em Campinas, ele estourou pro Brasil inteiro e ele é uma grande referência até hoje de uma expressão cultural de juventude urbana de classe baixa, que tava falando ali o que sentia a sua vivência e que estourou pro Brasil, tá? E isso continua sendo uma realidade pro teatro, pra música, pro audiovisual, pra dança. Então, quem produz na cidade de Campinas costuma ganhar editais nacionais para circular no Banco do Brasil, no Circuito Caixa, no SESI, no CESC e outras instituições que contratam para circular no Brasil todo ou em todo o estado de São Paulo. Então, essa é uma primeira característica. acho que muito marcante da cidade. Então, a gente vê isso tanto com a eh com aquela produção de pessoas que conseguiram estudar e tem ali algum tipo de financiamento para ficar ali ensaiando, ensaiando, tem um pouco de uma produção assim, talvez mais erudita, mas também com uma cultura de juventude, com a cultura de eh de expressão urbana, de quem não nasceu necessariamente profissionalizado na cultura, mas que conseguiu conquistar seu espaço. a gente ainda hoje tem grandes nomes do rap, da música, do cinema que estão estourando. Então eu acho que essa é uma característica muito forte daqui. Eu acho também que Campinas é uma cidade que criou oportunidades para não só pessoas que vieram do meio acadêmico, da cultura erudita, do que tem que tinha alguma estrutura financeira ali maior, mas também pessoas que conseguiram lutar e conquistar um espaço. Então a gente, por exemplo, o Gregory, que é um grande parceiro da gente, que anualmente faz o Campinas Hip Hop Festival, ele era um cara aqui da cidade que se que lutou e conquistou seu espaço e que tá o tempo todo nas principais rodas e principais circuitos do Brasil e internacional. Uhum. Ô Gabriel, essas políticas públicas como lei Juanê, lei Paulo Gustavo, Audib Blan que nós estamos comentando no dia de hoje, sempre surgem comentários, dúvidas de parte da população de como este dinheiro ele vai ser utilizado, se é de fato para artistas que precisam ou se são para milionários, grande produtoras, se também vão ser contemplados. eh, quem pode utilizar o benefício da lei e depois como que funciona essa fiscalização? Ah, eu acho que é é um tema espinhoso, mas que a gente tem que tratar sim, né? Eh, a gente assistiu em alguns momentos eh denúncias em relação à lei ranê e eu acho importante que essas denúncias são verdadeiras e que elas estão registradas e são apuradas, investigadas e as pessoas punidas. Mas a gente tem eh os números mostram que os casos de desvio foram eh inferiores a 3%. E quando a gente olha em qualquer programa público, em qualquer eh projeto, eh tem tentativas de mau uso, mas que o o essa porcentagem é relativamente pequena em relação a outros e que foram denúncias do próprio órgão gestor do Ministério da Cultura, etc. Então eu acho que é importante a gente falar disso para limpar a área e não achar que tudo seja desvio, né? A Lei Ranetê, por exemplo, financia projetos de interesse social. A gente tem aqui em Campinas, por exemplo, o projeto Dança e Cidadania da Lúci Teixeira, Lúcia Teixeira, que há mais de 30 anos atende crianças com projetos de dança na periferia. Uhum. Eh, o Instituto Anelo também utiliza leis de incentivo fiscal para captar recursos e aplicar educação musical na periferia. Eh, a gente tem aqui em Campinas também o Instituto Ánea e vários outros. Muita gente boa fazendo muito trabalho bom. Eh, aqui da Prefeitura de Campinas a gente tem o FIC, que é o Fundo de Investimentos Culturais, que tá já com 20 anos fazendo editais anuais. e financiando projetos. A gente não tem casos de escândalo. Pessoas que não prestaram contas, a gente mandou para uma apuração especial e a pessoa teve que devolver, mas a gente não tem nada de errado ali. Agora, a na lei Audir Blanck, a gente tem todo cuidado de olhar a documentação. Todos esses dados são públicos e qualquer denúncia vai ser devidamente apurada. Então, a gente tá muito tranquilo com isso, porém muito vigilante também. Ótimo. Eh, acho que uma coisa importante, né, que o FIC, quando a gente fala dos processos de burocratização que tem para acessar o dinheiro público, né, a primeira vez que a gente teve o Fique chegando na periferia, né, sendo gerido por pessoas eh negras, muitas vezes que não tinham escolaridades tão altas, mas que já eram fazedores de cultura muito forte, foi com o fique emergencial, que foi na pandemia, que inclusive eram valores para você eh que eram valores inferiores, né, menores. para que as pessoas pudessem ter acesso ao básico, como a compra de uma cesta básica. E depois disso, né, o FIC passou por uma reestruturação sendo construído junto com o Conselho de Cultura para que esse recurso chegasse até as pessoas eh da periferia, que muitas vezes fazem cultura, mas tem dificuldade de acessar esses recursos por conta da burocracia. Então falo isso, né, porque eh a nossa defesa, né, enquanto mandato, é para que os recursos públicos chegam cheguem principalmente para quem não tem recurso, para quem tem dificuldade de acessar, por exemplo, patrocínio, quem tem dificuldade de acessar eh outros investimentos ali, quem tem dificuldade muitas vezes até de fazer uma rifa na própria comunidade, porque é uma comunidade tão empobrecida que a rifa vai sim tirar o dinheiro de uma passagem de acesso eh ao projeto, porque é isso que faz a diferença na vida das pessoas, né? Quando a gente investe em projetos de interesse social, quando a gente investe em projetos que estão na periferia dialogando com a comunidade, pessoas que têm história de de 20, até mesmo menos, né, assim, 10 anos, 15 anos, 5 anos, mas que tão ali fazendo com o recurso próprio, com o dinheiro do bolso, que muitas vezes pagam para aquele projeto andar. Então, a nossa luta agora no nair blanc é que esse recurso consiga chegar inclusive para projetos que tenham essas características que vão mudar a realidade de uma periferia, de alguma comunidade, mudar a realidade de um projeto que muitas vezes fica ali patinando e tem dificuldade de investir, né, eh, e evoluir, né? Então, a nossa luta é para que a democratização do recurso público da cultura seja conseguido, né, principalmente para quem tá na periferia, pros faziros de cultura que t dificuldade ao acesso à academia, aos projetos que têm menos visibilidade muitas vezes pela mídia. Ô, Igor, na semana passada a comissão de cultura em um determinado momento da reunião, discutiu, né, a lei de Blan. Para quem não assistiu ao encontro, foram feitos apontamentos, discussões também sobre este assunto de fiscalização, né? É verdade. Nós tivemos ali um encontro, né, com a sociedade civil organizada através do presidente eh do Conselho Municipal, né? Nós tivemos os vereadores ali representando o poder legislativo e também a a secretária Alexandra Capriolo, o diretor Gabriel Rapaz também esteve ali representando o poder executivo e também os fazedores de cultura que tiveram ali os seus apontamentos, horas favoráveis, horas contrário. Isso é importante porque foi uma escuta necessária e também cumprindo ali uma regra, né, da lei pra captação desse recurso e para que Campinas possa dar transparência. Eh, nós solicitamos, né, solicitamos no momento ali que fossem feitos mais escutas no município de Campinas. Então, acredito que será no mínimo cinco escutas, né, Gabriel, eh, que ficou combinado nos territórios também. o conselho tá montando um grupo de trabalho e e eu acho que é assim, eh, a casa legislativa é importante, é a comissão de cultura para que a gente possa aperfeiçoar. Eh, ainda essa semana nós recebemos também via e-mail alguns questionamentos contrários, né, a a como o poder executivo tá tratando esse assunto. Então, nós vamos enviar eh reencaminhar todos eles para para pro poder executivo tomar conhecimento. Então, nós temos também os nossos desafios, né, Gabriel? Então, eh, o, e aí eu vejo que muito desses problemas, eh, voltando um pouquinho no assunto, é na questão da captação. Então, geralmente quem reclama, quem acha que não tá bacana, é aquele que não conseguiu. E aquele que não conseguiu, talvez possa ser por dois motivos. O primeiro é por uma falta de capacidade técnica, né? e o segundo por falta de mais investimento no município, que eu já puxo um gancho na necessidade, né, da prefeitura, do poder público enquanto gestão, eh, possa olhar dentro do do plano eh anual orçamentário, de aumentar os recursos da cultura, porque eh eh quanto mais recursos a gente tem, talvez mais a gente consiga eh atender esses fazedores de culturas que estão hoje reclamando. Outro ponto que veio para fortalecer, a Secretaria de Cultura recebeu R milhões deais de emendas parlamentares agora com esse novo mecanismo que os vereadores têm aqui. Por muitas vezes nós utilizamos esse recurso para complementar ou fomentar, né, os planos de trabalho, mas por outras eu também não consigo, né, vereadora Paula, não consegue eh ajudar aquela aquele aquele fazedor de cultura que não tem o mínimo de documentação. Então ele continua não assistindo, mesmo que ele tenha um bom relacionamento ou que um ele tem um desejo, um projeto, mas não tá estruturado. É. E talvez a emenda é um como entraria como um recurso extra, então eu consigo direcionar ali para que ele seja contratado, né? Porém, ele não consegue ser contratado porque ele não tem o mínimo ainda eh da das obrigatoriedades, né, que a secretaria e a lei exige. Então, até assim ele ainda continua de fora de de todos os o todos os ângulos que a gente tenta ajudar, ele ainda precisa dessa fomentação inicial. E aí que eu acho que é o fortalecimento e as oficinas nas casas de cultura, nos pontos de culturas durante todo o ano para que quando chega recurso, seja ele eh da PINAB ou uma emenda ou recurso próprio da secretaria que é o FIC do fundo, não importa. ele tem essa capacidade e essa responsabilidade jurídica de depois prestar conta, né, sobre o recurso e a execução. Então, acho que eh entrando no mérito da Comissão de Cultura, eu acho que é aí que a gente tenta ver para uma uma pauta mais do ano todo, né, Gabriel? Já quero ouvir o Gabriel. Só antes, Paola, qual que é o papel da Câmara, do poder legislativo nesta questão? não tem como fiscalizar, garantir que os recursos estão sendo bem utilizados ou talvez uma comunicação com os artistas sobre os direitos que eles têm, questão de prazos, como é que você enxerga o papel aqui da Câmara? Eh, acho que o primeiro ponto é que o nosso papel enquanto parlamentar, né, vereadoras e vereadores, é fiscalizar o executivo, né? né? A Secretaria de Cultura ela e é representa, né, a cultura executada pelo executivo. Então, acho que esse é o primeiro ponto. Segundo ponto, eh a gente precisa de defender mais recurso pra Secretaria de Cultura, né, orçamento, que não seja para além das emendas, porque tem vários eh eventos públicos e tradicionais que já acontecem no município que eles só estão acontecendo por conta das emendas. Então a gente precisa garantir que esses eventos aconteçam, né, porque a gente precisa fomentar o plano municipal de cultura. E quando a gente tem que mandar recurso para um evento, a gente tira de uma política mais longa, né, de médio prazo, de longo prazo. Então, a gente sempre tenta fazer essa construção juntamente com a secretaria, né, o nosso mandato e diversos outros e mandatos também de como que a gente pode fomentar a política mais de longo prazo, formações, eh, editais, como que a gente pode inovar na na cultura aqui do nosso município, como que a gente pode, inclusive garantir que alguns recursos cheguem eh na periferia. Mas isso que o vereador Igor Diego trouxe é muito significativo. Não adianta um artista, por exemplo, ter afinidade eh com a secretaria, né, e com os mandatos se ele não tem a documentação. A gente precisa lutar, inclusive para que tenha desburocratização do acesso, né, para conseguir ter acesso a esse recurso para que ele possa ser contratado pelo município, né, esse pequeno artista. A outra coisa, se os mandatos eles são responsáveis pelos eventos, muitas vezes tem algumas eh algumas regiões que elas vão ficar desassistidas, porque eh infelizmente a gente não tem essa distribuição igualitária de vereadores aqui na Câmara e mesmo que a gente tivesse, a gente não consegue garantir que a gente vai fazer evento em todos os bairros a partir das emendas. Então assim, a gente precisa defender a ampliação do orçamento da cultura para que ela possa fazer a gestão desse recurso, principalmente na política de curto, médio e longo prazo, né? E nós parlamentares, a gente precisa eh seguir as diretrizes das da secretaria. Então, investir no plano municipal de cultura, investir numa política mais continuada, investir nas atividades tradicionais da cidade, mas na avaliação já deveria estar garantido pelo orçamento. A gente precisa garantir inclusive a descentralização do recurso, que as atividades vão acontecer pr além da exção cultura, sala dos toninhos e concha acústica, como que vai acontecer no Bassore, que vai acontecer no Vida Nova, que vai acontecer no Ouro Verde, que vai acontecer no Parças, que vai acontecer em todas as nossas regiões, porque assim a gente tem um investimento, a gente a gente consegue garantir acesso à cultura em todas as regiões. Gabriel, sobre os investimentos, então, que foi amplamente citado aqui pelo Igor e pela Paola. Eh, primeiro, nos outros anos, quanto mais ou menos foi pra cidade de Campinas pra gente poder ter uma ideia e depois a importância das emendas impositivas? Olha, eu sempre vou concordar quando falarem mais recurso paraa cultura. Isso aí, eu imagino. Mas a gente tá num momento de eh muito positivo de investimento, tá? a gente tem eh uma grande obra acontecendo que significou um aporte financeiro muito importante na cultura nesses últimos anos. Então, a obra do Centro de Convivência que foram foi ao total cerca de R 60 milhões deais, ela apareceu no nosso orçamento nesses últimos anos. Então, foi algo muito relevante e necessário. Além disso, a gente teve eh também eh esse ciclo de leis nacionais que mandaram recurso diretamente para Campinas, né? Então também são 7 milhões por ano, fora os nossos recursos próprios no FIC, que são cerca de R milhões deais. Então, a gente coloca só eh à disposição da sociedade, das pessoas que fazem cultura na cidade, cerca de 10 milhões deais por ano. Então, comparado com dados históricos, né, isso é um volume muito significativo. A gente também tem o nosso orçamento próprio. Eh, a gente tem investido, né, a gente criou agora recentemente, há dois anos atrás, um edital de oficinas culturais, que é muito importante pra gente garantir que nas diversas regiões da cidade, quem quiser colocar o filho matriculado numa aula, num curso, tenha lá à disposição. A gente também fez um edital de grafite. Então, hoje quem passa na Avenida Glicério é possível ver aquelas grandes pinturas em prédios. Uhum. Então isso são formas da gente investir diretamente, mas a novidade é um papel que a Câmara Municipal tem feito, que é enviar recursos diretamente pra cultura por meio das emendas parlamentares. Isso tem feito uma grande diferença na cidade. E eu acho que é importante a gente ser justo de falar da importância das emendas, porque quem é vereador lá no fundo do Campo Grande, lá no Campo Belo, conhece uma realidade local que talvez nem todos os campineiros saibam. Então, a gente tem visto que os parlamentares, por meio das emendas, têm feito chegar recursos numa festinha comunitária, numa festa junina, eh, para um artista local ter um palco ali na sua comunidade. Então, além dos grandes eventos, eu acho que o lado positivo das emendas parlamentares, é uma novidade que a Câmara introduziu na cidade de Campinas, é a possibilidade, por meio das emendas, que o recurso chegue nas pessoas ali na comunidade, nos bairros. Então isso tem sido positivo e eu acho que a gente tem que dar relevo, Igor. E depois, Paulo, o papel da cultura pode ser um vetor aí de desenvolvimento econômico, pode mudar o panorama de um bairro, de uma região, de uma família? Ah, pode sim, eh, Gabriel, e eu não tenho dúvida nisso, né? Nós tivemos os eventos aqui, por exemplo, de Natal, né, que são as carretas do Natal ali. Ele é um evento cultural, porém naquele momento foi eh quem tomou a frente foi a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, né, do município. Por quê? Porque ele também tem essa finalidade e de desenvolver e aquecer o comércio local. traz muita traz essa questão de muita economia local do do de pertencimento da região. É, outro aspecto bacana também é que a comunidade, por exemplo, nós fizemos o festival cultural ali do Campo Grande em parceria com a Secretaria de Cultura e ali nós podemos envolver as entidades do terceiro setor, ou seja, aquelas próprias banquinhas que estavam ali eram de entidade que tem time de futebol, era eh o pessoal das religiões, um exemplo, o padre, as igrejas, instituições de religião que fazem o trabalho na sociedade. Então nós tivemos o polo cervejeiro junto participando, que são cervejas artesanais aqui do município de Campinas, né? Porque muito se fala em em bebidas, mas aí a gente sempre lembra da AMB, que são grandes empresas, não. A gente deu essa prioridade levando até uma cultura do polo cervejeiro pra periferia. Aham. Aí você leva o trck, enfim, dá para fazer o aquecimento. E na minha opinião, tivemos a Feira da Mulher Empreendedora, que é o programa já da Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulheres, né, Vulnerabilidade Social, um projeto que é consolidado e referência na cidade. Então, dá para fazer esse ecossistema financeiro e ao mesmo tempo fica um ambiente muito gostoso, porque o cara da banquinha conhece ali o que tá passeando, é amigo da escola, é amigo da igreja, é amigo da religião que ele frequenta, enfim, eh eh traz o a a essência cultural traz essa essa esse pertencimento social. E eu acho que é justamente para isso. Você vê desde o DJ tocando um cantor ali do bairro, a filha do seu amigo, né? Então eu acho que é isso mesmo que a emenda tem e a cultura nos possibilita trazer esse momento de integração e desenvolvimento econômico e social de pertencimento. E a e a função da política pública é muito isso, sabe, Gabriel? Quando a gente tá na na lá no bairro, a gente é tem muito desse pedido, sabe? A gente ajuda o pessoal, parece que não, mas a gente ajuda até na questão de segurança pública. Quando você afasta, sufoca, não dá oportunidade, as pessoas começam a ir para um caminho ruim, sabe? Então, a a a gestão pública, o poder público tem essa missão e a cultura ela é sim essa porta de entrada pra gente conseguir dialogar com a comunidade, se encontrar e ter esse convívio social. É muito bacana. Paula, quero ouvi-la também. Se a cultura tem esse papel de vetor de um desenvolvimento aqui econômico no município. Não, sem dúvida nenhuma. A cultura, muitas vezes, a gente vê a cultura de forma isolada, mas ela tem um potencial turístico e econômico pro nosso município que é fundamental. Se a gente for pensar na nas atividades, por exemplo, o carnaval, diversos eh comércios da região, eles aumentam a sua arrecadação a partir dos eventos que o município tá ali executando, né? A mesma coisa com a parada LGBTQN mais diversos eh setores hoteleiro. Eh, tem já a gente vai ter a próxima parada dia 29, né, aqui na cidade de Campinas, 29 de junho. E diversos hotéis já estão sem vaga, os bares estão se preparando para poder participar, fazer essa atividade, as casas de show para poder realizarem eh atividades posteriores ou anteriores à parada. Eh, e a gente precisa entender que isso não é uma movimentação isolada, eh, setorizada. E isso é uma uma movimentação que faz com que a cidade de Campinas consiga entrar num circuito turístico muito fundamental e que muitas vezes a gente não consegue olhar. E quando a gente fala da periferia, principalmente, né, quando a gente leva um evento pra periferia, quando a gente leva uma atividade pr pra periferia, pro Campo Belo, eh, por exemplo, a gente garante que uma população que é marginalizada, que tem dificuldade de acesso a à política pública, consiga ter acesso uma à cultura e não só o evento em si, mas todo o envolvimento da comunidade. você garante, né, para um jovem muitas vezes que tá com dificuldade, né, de ver esperança na sua própria vida ali, né, e tá buscando caminhos, a cultura, a arte como sendo uma alternativa, como sendo uma saída, né? Se a gente for pensar no hip hop, né, na cultura do hip hop, se a gente for pensar no eh no samba, por exemplo, se a gente for pensar Instituto Anelo, né, todas essas essas entidades, né, muitas vezes ela dá a oportunidade de um jovem no contraturno ter acesso a uma formação artística, tirando esse jovem das ruas, né? E quando você tem o resultado que é a apresentação no bairro e aí o outro jovem olha para ele, né, e o reconhece, né, se reconhece naquele espaço, as pessoas pensam assim: "Isso pode ser um caminho para mim, isso pode ser um caminho para eu poder eh trazer orgulho pra minha família". E se a gente tá falando da cultura, a gente tá falando de fomentar a comunidade negra, a gente tá falando de fomentar a comunidade LGBT, a gente tá falando de fomentar eh as mulheres, fomentar muitas vezes os idosos, reconhecimento histórico que eles já fizeram na nossa cidade. A gente tá falando de fomentar a juventude, a gente tá falando de fomentar a periferia. então, eh, que são comunidades muitas vezes marginalizadas e que não conseguem enxergar eh outras possibilidades além da vulnerabilidade, né? Então, a gente também reconhecer que a cultura ela pode ser esse meio transformador e que ela pode dar oportunidade de emprego, renda, transformação social, eh mudança da da realidade, mas não da realidade só do indivíduo, mas também de todo o espaço que ele tá inserido. a gente consegue consegue entender a importância da gente fomentar, investir, desburocratizar, né, e principalmente a gente permitir aquilo que já é garantido na nossa constituição, que é o acesso à cultura. Gabriel, de que maneira a cultura tá contribuindo para esse desenvolvimento da cidade? Ah, eu acredito que de duas formas. Primeiro gerando emprego. A gente tem dados recentes de pesquisas de economia que mostra que cada real investido em cultura, ele gira R$ 1,6 na comunidade. Então, a gente sabe que quando o Igor fez ali o Festival Cultural do Campo Grande, outras pessoas venderam pastel. Isso girou a economia da pizzaria do bairro. Com certeza alguém poôde comprar um saco de cimento a mais depois. E dessa forma a economia gira. Então a gente sabe da importância econômica por um lado e de outro lado tem algo que é difícil de medir, mas a gente consegue perceber que é a felicidade, é aquela sensação das pessoas se verem na tela, as pessoas se reconhecerem. Isso é muito difícil de medir, mas a gente sabe que tem um impacto muito grande. Ô Gabriel, só para a gente já tá no finalzinho já para encerrar o programa Questão de Ordem, a solicitação dos recursos paraa Lei Audir Blan começou no dia 15 de abril, se encerrou no dia 26 de maio. Cidade de Campinas tá inserida, né? Tá. Porque imagina, a gente faz todo esse programa, mas Campinas perdeu prazo. Não, Campinas está. Então, tá lá, a gente tá de olho para trabalhar, para colocar esse recurso à disposição da cidade de Campinas. Ótimo. Então, eh, e aí os projetos ao longo do ano esse vão acontecer essas escutas e depois os editais serão abertos. É este o processo. É, a inscrição deve se dar final do segundo semestre. Tá? Aí a gente passa toda a virada do ano fazendo a seleção e o pagamento é no primeiro semestre do ano seguinte. Já o edital do ano passado tá sendo pago agora e as pessoas vão ter aí de 6 meses a um ano para executar os projetos que já foram selecionados. Gabriel, mas tem aí uma uma uma o pessoal sempre me pergunta uma quantidade de de projetos apresentados. Isso a gente não sabe, pelo menos eu não sei. Você sabe, vereador, quantos que chegaram? Acho que o Gabriel, o nosso diretor, sabe. É, é. Quer conta pra gente o tamanho aí que é importante, né, Z? Olha, o edital do final do ano passado que tá sendo pago agora nessa semana, a gente selecionou cerca de 20 pontos de cultura. Isso é legal porque a gente vai conseguir espalhar bem pela cidade. Uhum. Dois pontões. E eu vou explicar o que que é isso porque senão parece que a gente fala fala grego, né? O pontão, ele tem um trabalho como de ponto, que é de fazer aquele trabalho anual, o ano inteirinho acompanhando um determinado projeto. Só que o pontão, ele tem o papel de ajudar os pontos de cultura para que não errem na prestação de contas, não errem na documentação do meio do caminho, não esqueçam de pegar uma nota fiscal corretamente. E também eles ajudam a fazer aquilo que tanto o Igor quanto a Paola falaram, que é ajudar as pessoas a entender a burocracia. Então, quem tá começando ou mesmo quem é mais velho, às vezes precisa entender a linguagem burocrática para conseguir fazer o seu projeto. O pontão tem esse papel, ele desenvolve um trabalho cultural, mas ele também é uma referência para todo mundo que trabalha na cidade, ajudar com essa coisa burocrática. Eh, então a gente tem 20 pontos, dois pontões e mais 60 projetos que vão ser desenvolvidos de longo prazo aqui na cidade. Esses 60 projetos, a gente tem em média 10 pessoas, de 10 a 20 pessoas trabalhando em cada uma, cada projeto. Então, são projetos que impactam a vida de muita gente. A gente vai ver coisa muito legal, muita exposição, muito show. muitas aulas de graça para criançada dessa cidade. Então, a gente tá num momento muito feliz de coisa acontecendo aí ao longo de todo o ano. Investimento que a cidade de Campinas precisa e merece, né? É, precisa sim. E também com certeza merece, né? a gente eh sabe, Gabriel, a gente vê a a a felicidade mesmo ali no, né, de quem faz parte de um projeto efetivo como esse e e não só dos fazedores de cultura também, né? Porque às vezes esse fazedor de cultura, ele é um ecossistema que ele vai potencializar dons ali que a gente nem sabia que existia dentro de uma comunidade. Então, alguns desses projetos, ele tem essa finalidade acabar sendo referência dentro de uma de uma eh eh de uma região, de um distrito de falta de referência, sabe? Então a gente, pô, quando a gente se vê no outro ali, que seja tocando um violão, que seja juntando uma pessoa ou que seja dançando, eh, não importa, né? Dando uma aula, falando, sendo um vereador eleito que já vem paraa área política, não importa. Então, a gente precisa criar referências positivas. Eu acho que é e a é é a essência desse programa e é o esforço que eu sempre converso com o Gabriel que a gente precisava, né? e atuar ali. O Gabriel, ele ele tem uma frase que é dele, eu não sei se existia isso antes, ele fala nas franjas do município. É, Gabriel. E e a gente sabe, pô, a gente fica conversando, batendo um papo, então só que tudo isso precisa do recurso. Então, a secretaria de de cultura, né, ela tem eh eu a gente fez um ofício pedindo uma reestruturação, porque devido ao à capacidade da do nosso município e a a atual eh eh poder de administração aí é é a secretaria que mais recebeu emendas, volto a dizer 14 milhões. Então tem todo o plano eh eh municipal de cultura, tem os recursos extras, né? E agora tem também as emendas. E aí acaba sendo, por muitas vezes, eh, volto para minha área de domínio, acaba sendo um ataque de negação de serviço, tá, né? Porque é estrutura, então a gente precisa trazer mais concursados, mais profissionais. E uma das, Gabriel, uma das pautas que nós estamos tendo aqui com o presidente Rossini aqui da casa é que coloque mais um ou dois assessores, mas não pros gabinetes, mas sim pras comissões. Por exemplo, a vereadora Paola tá nos direitos humanos, não relações internacionais. Presidente das relações internacionais. Então ela poderia na comissão dela ter dois assessores, sabe? da comissão, eh, a comissão de cultura, dois assessores, então a câmara inteira poderia utilizar também. Então seria um instrumento porque a vereadora falou, a principal função é fiscalizar, só que também se a gente tem esses assessores à disposição para a comissão atender as demandas também, ajudaria muito o executivo nessa nessa função aí que cabe. Então assim, estamos tentando que a Câmara Municipal, além da TV Câmara, que ajuda muito eh eh a gente aqui a alcançar, mas também ter um um suporte técnico, um suporte que que potencialize a cultura no município. Programa bom, é programa com muitas informações e passa rápido. Vereador Igor Diego, presidente da Comissão Permanente de Cultura, muito obrigado por ter aceito o convite para participar do nosso programa, pela disponibilidade do seu tempo. Já faço aqui um novo convite para você retornar aos nossos estúdios para falar sobre este, mas outros projetos também e fica aberto aí para as considerações finais. Gabriel, muito obrigado. Agradeço você em nome do todos os profissionais aqui da TV Câmara, sempre muito solícitos, tá? Gostaria de cumprimentar a vereadora Paola Miguel, que o pouquinho que eu sei de cultura eu pude aprender com ela nesses anos de bancada de comissão. Ela ela já dominava, chegou na casa com essa luta dentro da cultura e e tem sido uma verdadeira amiga dentro dessa comissão. E o Gabriel, Gabriel a gente fala que algumas pessoas são também presente de Deus, né? ele, a secretária Alexandra foram esse presente. Eu nunca imaginei, né, essa responsabilidade dentro da cultura, mas a a eles me ajudaram muito, t me ajudado. Então, eu acho que assim a gente tá eh progredindo aqui no município e pode contar comigo sempre que precisar. E bom sábado a todos que nos assistem. Vereadora Paola Miguel também muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo. Tenho certeza que de grande valia pro nosso telespectador todas as informações que foram passadas aqui. Já faço um novo convite para retornar aos nossos estúdios e fica aberta aí para as considerações finais. Muitíssimo obrigada, Gabriel. Sempre uma grande honra estar aqui no questão de ordem. Gostaria de saudar aqui o vereador e presidente da comissão, Igor Diego, saudar o diretor Gabriel Rapaz, saudar todos os trabalhadores da TV Câmara que ajudam a gente a poder dialogar e trazem propostas também, né? Dizer que a cultura ela ela pode transformar a nossa realidade, transformar o nosso município, principalmente quando a gente tá falando da cultura que é democrática, cultura que é para todos os tipos. A gente não pode achar que um tipo de arte é cultura e a outra não. A gente precisa fomentar, investir, dialogar, chegar, né, na periferia, desburocratizar o acesso, garantir que todo mundo, do pequeno, do microprodutor até o grande, consiga acessar e fazer a cultura. E a gente precisa de equidade nessa política pública. Quero dizer também que as emendas elas vieram com a possibilidade de descentralização do recurso, né? a possibilidade da gente conseguir chegar mais próximo da periferia, fazer esse diálogo mais direto. Eh, mas a gente precisa cada vez mais investir e aumentar o orçamento da cultura. A gente precisa fazer com que o nosso plano municipal de cultura seja executado integralmente, que a gente tenha a possibilidade de ampliar o fique e também com isso trazendo a possibilidade de mais pessoas da cidade de Campinas acessarem a Leodir Blan. Então, conto com o nosso mandato para fazer essas transformações. Quero agradecer mais uma vez o convite. Me convide sempre que vocês quiserem, puderem, tô à disposição. Nós aqui agradecemos. Gabriel Rapaz, diretor da Secretaria de Cultura e Turismo, também muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite para vir aos nossos estúdios. Faço um novo convite para retornar aqui ao nosso estúdio, que seja num cenário sempre melhor, com mais projetos, mais eventos, mais investimentos e fica aberto aí para as considerações finais. Gabriel Meuchará, muito obrigado pelo convite. Eu agradeço toda a equipe aqui da TV Câmara, vereador Igor Diego, vereadora Paula Miguel, muito obrigado pela oportunidade de debater e a Câmara tem sido sempre uma grande parceira e eu espero que dessa forma a gente continue a dar resposta aos desafios da cidade. Obrigado. E eu agradeço você de casa pela sua companhia, pela sua audiência. Espero que a gente tenha contribuído, né, que você tenha saído muito bem informado sobre a política nacional Aldir Blan. Continue na nossa programação e até a próxima. Ciao. Ciao. [Música]