Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[Música] Olá, começa agora o programa Questão de Ordem, que hoje vai debater sobre o orçamento de um estado como o de São Paulo. E vamos abordar neste contexto a cidade de Campinas também. Você sabia que a lei orçamentária, ela orça a receita e fixa a despesa do estado para o ano? Neste segundo semestre, se você acompanha a TV Câmara Campinas ou o noticiário em geral, certamente vai se deparar nos próximos dias com este assunto. E aí nós vamos saber quanto o estado ou a cidade de Campinas vai arrecadar para poder agir em frentes como educação, saúde, transportes, habitação, de acordo com as prioridades e metas estabelecidas pelo plano plurianual. sobre o trabalho que é realizado às dificuldades e desafios, a importância da transparência nas informações e a participação popular. Você que está nos acompanhando na construção dos orçamentos públicos, eu recebo aqui no estúdio o presidente da Câmara de Campinas, o vereador Luiz Rossini, o vereador Nick Schneider e o Odilon Guedes, que é presidente do Corecom, o Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo. Lembrando que o debate vai acontecer. Farei as interrupções apenas quando o necessário. Presidente Luiz Rossini, começo com o senhor Plano Plurianual de Campinas, período 20262029, recebeu 2.836 contribuições. O projeto de lei deve ser encaminhado à Câmara Municipal até o dia 30 de agosto. O senhor já está no sétimo mandato, então já passou por essas discussões diversas vezes. Como é que enxerga este modelo que é realizado? a importância das audiências, dos debates de ideias, de propostas. Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Alegria, Gabriel. Quero primeiro cumprimentar o vereador Nick Schneider e o nosso convidado aqui, Odilon Guedes, que é presidente do Conselho Regional da Economia do Estado de São Paulo, que veio bater esse papo com a gente e faz apresentar para nós uma campanha que o conselho vem desenvolvendo no estado inteiro, né, no sentido de popularizar essas ferramentas de planejamento orçamentário como PPA, né, a campanha chama inclusive orçamento público e transparência popular. A gente vai falar um pouco sobre isso. Uhum. Mas eh é importante cada vez mais a gente debater e levar informação sobre essas ferramentas que todos os municípios, todos os entes públicos têm que observar. Eh, nós tivemos recentemente as audiências públicas e a votação de da lei de diretrizes orçamentáries, né, que que é o instrumento que fica as diretrizes pro orçamento do ano que vem. Você disse bem, mas a lei 4320 que regula essa matéria, ela diz que nós estimamos a receita e fixamos a despesa e muitas vezes as pessoas não se dão conta da importância de você aprimorar cada vez mais a projeção da receita. Porque se você estimar uma receita muito alta, de repente você vai fixar despesas para além do que ocorre e gera problemas. Se você não estabelece perto do que vai acontecer, diminui o valor da receita, você fica com menos eh margem para desenvolver as políticas públicas. Então isso é é muito complexo, é um tema espinhoso. Uhum. Apesar das audiências públicas, tudo que a gente faz, a gente percebe ainda que há muita dificuldade do cidadão comum entender essas peças, né? O plano plurianual, a Câmara já discutiu, debateu, a gente faz assim de forma participativa a todos os setores, já mandamos o nosso plano plurianual pro executivo, porque ele vem junto com o projeto que o prefeito manda para cá, né? Estamos aguardando chegar, obviamente, para aprofundar essa discussão, esse debate também nesse instrumento de planejamento que é importante pro município e esse aprimoramento, a modernização também, eu quero saber do Odilon pra gente fazer uma comparação dos últimos 15, 20 anos. se esse modelo de gestão está se modernizando ou se é o mesmo há décadas. Vereador Nick Schneider, apesar do senhor estar no primeiro mandato, mas é formado em administração, possui pós-graduação em gestão pública, foi diretor na Secretaria de Esporte do Estado de São Paulo, superintendente da Fundação de Habitação, secretário de administração e de esporte em Louveira, atuou como secretário adjunto de esporte na Prefeitura de Hortolândia, foi assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, então tem experiência para falar no assunto também sobre a importância, né, do plano plurianual, dos debates que precisam acontecer aqui na Câmara Municipal de Campinas. Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Poxa vida, Gabriel, agora você colocou um uma tonelada nas minhas costas aqui. Bom, eu quero agradecer a oportunidade de estar mais uma vez no programa Questão de Ordem, estar com você, estar com o nosso presidente Rossini, que faz um grande desempenho, um grande papel à frente da nossa casa, da nossa querida Câmara Municipal. E é uma honra de estar também com o seu Dilon aqui representando um conselho tão importante pro nosso estado de São Paulo que é o Conselho de Economia. Essa semana passada nós tivemos o dia do economista, né, seu Dão. Então registro aqui meus parabéns pro senhor, para toda a classe, viu? Ob e dizer que realmente é um assunto muito denso, né? a parte econômica de um estado, de um da união, de um país, de um de um município, é um assunto profundo assim de conhecimento mais técnico, mas a gente cabe acho que a Câmara Municipal tentar trazer essa discussão pra população de maneira que seja o mais fácil possível de se compreender, né? Nós temos todas essas peças orçamentárias, o PPA, a LOA e todas as outras que cercam a administração pública, que regem a administração pública, mas nós temos que, lógico, seguir, porque são leis, né, mas torná-la o mais acessível possível à população, porque eles são os nossos chefes, né? população tem que ter acesso, tem que ter informação para saber onde está indo o uso do seu imposto. Então, uma honra estar aqui, falar um pouquinho sobre isso. Vamos tentar contribuir com que a gente, o conhecimento que a gente tem. Muito obrigado pelo convite. Nós aqui agradecemos e os mecanismos também nós vamos abordar aqui ao longo do nosso programa O Questão de Ordem. E participa do programa o Dongeds, presidente do Corecom. Primeiramente, muito obrigado pela disponibilidade do tempo do Senhor, ter aceito o convite para participar aqui do nosso programa. Para quem está nos acompanhando, né, qual que é o trabalho que é desenvolvido pelo Corecom, o que que ele elabora, estimula, promove. Seja bem-vindo ao programa Questão. Primeiro eu queria agradecer o convite, presidente Rossini, presidente de uma das maiores câmaras de vereadores do Brasil, ao Nick Schneider, né, que é vereador pela primeira vez. Eu queria até dizer, eu fui vereador duas vezes na cidade de São Paulo, fui subprefeito e o meu mestrado é na área de finanças públicas e é uma área central essa questão do orçamento, porque somos nós cidadãos, as empresas que pagam tributos e com esse dinheiro que a prefeitura, o governo do estado e o governo federal eh desenvolve as suas políticas, educação, saúde, eh transferência de renda, investimentos. Então é um tema central e eu sempre faço questão de assinalar. O município é o ente da federação mais importante, porque nós nascemos no município, estudamos, casamos, trabalhamos e vamos morrer no município. Não é nem no governo do estado, nem no governo federal. Então, conhecer o orçamento é uma questão chave da cidadania. Então nós estamos desenvolvendo no Conselho Regional de Economia um projeto, depois a gente pode falar, que chama Orçamento Público e Transparência Popular, que é o que eu fiz na subprefeitura Jabacara. São Paulo tem 12 milhões de habitantes, tem 32 subprefeituras. O Jabaacquara tem 220.000 habitantes, que eu fui subprefeito. Então eu coloquei aonde a população entrava na sala os dados do orçamento de uma forma que qualquer pessoa possa entender. Não adianta você colocar lá serviço de terceiros. Então eu colocava contratação de empresa de limpeza de córrego tantos milhões, fazia um balanço mensal, eh, compra de gasolina e as outras gastos da subprefeitura. Isso deu uma repercussão extremamente favorável pra subprefeitura. Então, nós estamos desenvolvendo isso pelo estado. Nós estamos visitando as principais regiões do estado. Ti presidente Prudente, Alaçatuba, São José dos Campos, Piracicaba. temos agora em Campinas, vamos para Santos. Então para discutir, divulgar essa nossa campanha que em Marina inclusive nós tivemos lá já foi aprovada, tem uma lei que a prefeitura vai colocar em todas as secretarias esses dados que eu acho que é importante assinalar. Hoje você tem uma lei da transparência que obriga todas as prefeituras t no site o orçamento. Só que primeiro para achar o orçamento no site é complicado se não souber o caminho. E quando achar para interpretar o ler o orçamento também é difícil porque é toda uma terminologia técnica. Então esse trabalho é de popularizar o orçamento, de colocar a questão da cidadania. E eu quero repetir, Campinas tem um papel fundamental, é uma das cidades mais importantes do Brasil e Campinas adotando esse tipo de trabalho a partir da Câmara, isso vai repercutir em toda a região. Então esse trabalho que nós estamos fazendo no conselho, já que o senhor citou essa este modelo, eu vou pedir pra nossa direção, a gente tem este modelo que o senhor tá citando aí que facilita, né, essa questão pra população. Então, Odilon, eu queria que o senhor eh explicasse para quem está nos acompanhando, porque aqui ele tá descrito de uma maneira que o senhor entende que é mais clara a questão de receita de PTU, de TBI, as taxas, como que funciona esse modelo? Ah, funciona. Lógico que não dá para você, o orçamento ele tem dezenas de receitas e detalhadas e de despesa também. O orçamento é uma peça volumosa. O que a gente propõe é pegar as principais receitas. Então, por exemplo, quais são as receitas que o município é o responsável? IPTU, ISS e TBI, taxas, colocar qual é a qual quanto foi aprovado no orçamento e mensalmente fazer um balanço, tá? E eu quero até repetir o que o presidente colocou, a importância do orçamento. Eu quero destacar, o orçamento é o coração do governo. Todas as receitas públicas tão inscritas e você não pode fazer uma despesa se não tiver inscrito. Então a gente coloca todas as receitas, as transferências estaduais, ICMS, o governo do estado arrecada o ICMS aqui em Campinas, depois ele devolve 25% pra cidade, arrecada o IPVA, que é dos automóveis, caminhões e devolve 50%. Aí você tem as transferências federais, FUNDEB, SUS, o fundo de participação dos municípios, tá? E por exemplo, você também tem transferências do ponto de vista dos investimentos que a gente chama de de receitas de capital, que é para construir escolas, estradas, etc. E depois as despesas, como eu coloquei, por exemplo, não adianta colocar serviço de terceiro, você tem o que que é Campinas, por exemplo, provavelmente o serviço de limpeza pública é uma empresa terceirizada. Quanto que é o orçamento lá? 500 milhões todo mês fazer um balanço. Eh, limpeza de cório, conservação de verde, recapeamento, material de consumo, gasolina, etc. Então, de uma forma sintética que a população começa a ter essa, como é que a gente pode dizer, essa capilaridade, começa a entender isso e que é ela que contribui com o orçamento. Então, é uma coisa muito simples e que é uma questão central pra cidadania. Rossine e Nick, é o que eu acho que é interessante porque geralmente o que vira reportagem, eu como jornalista, geralmente é a receita, né? Então, chega no final do ano, o município arrecadou tanto de IPTU, arrecadou tanto de IPVA, do ITBI, mas tem as despesas também, que eu acho que é muito importante porque o município gasta bastante, né? Como que vocês enxergam este modelo de orçamento público para tentar aproximar da população para que ela entenda, né, o quanto que o município ele tem de receita, mas o quanto que ele tem de gasto também, né? Não, sem dúvida. É, como a gente falou, é um assunto que se a pessoa não for da área, não consegue muitas vezes compreender, ler as rubricas que estão lá, os tipos de receita, transferência, empenho. A gente precisa facilitar isso. Eu tô tava conversando com o Odilon, porque eu acho que nós vamos fazer uma parceria aí também com a Elecamp. Uhum. né, para que essa proposta do Curecom possa ser também disseminada com maior intensidade aqui na nossa cidade. De repente adotar como modelo de transparência, né, a fixação de tabelas como essa nas várias secretari ou órgãos públicos, é mais uma forma de você garantir que a população possa acompanhar, né? E é óbvio que aí dependendo do grau de conhecimento, né, entender melhor ou não, mas facilitar, né, a o a compreensão disso. Eh, quer ver uma coisa que eu acho muito legal, Odilon, que a isso aí é uma obrigação. Todas as obras quando tem financiamento público, tem a tabela lá, construção, valor que vai ser desenrado, né? Então, para para as pessoas também terem noção do que que tá custando agora, da onde vai sair. Normalmente você tem também a fonte do recurso da obra. É uma forma de você demonstrar, eu tô aplicando recurso público para executar tal benfeitoria paraa população. Eh, a gente precisa simplificar isso, né? Porque as pessoas às vezes não têm noção, né? assim, a demanda, seja da manutenção da cidade, zeladoria ou por serviço, é maior do que a nossa capacidade de atender isso aí. E o cara não é, por que que não faz aqui? Por que que não faz lá? Então, quando você coloca aí, talvez as pessoas comecem a saber melhor, olha como é que tá sendo priorizado e direcionado os recursos da cidade, né? É uma iniciativa importante do conselho que ela deve sim eh ser adotada. A gente vai pensar, viu Nick, como introduzir isso aqui na nossa cidade e botar Elecamp também aí, porque trazer o, né, os economistas, o próprio Dilon aí para fazer palestra pra gente explicar melhor isso. Isso é fundamental, é transparência na veia. Nick, quero ouvi-lo também. É, é, eu acho que essa questão de de popularizar as rúbricas, né, transformá-las em fontes, em palavras que as pessoas entendam, é muito legal, né, porque daí a pessoa vai ter um acesso mais direto e mais simplificado. E se você me disse da questão da receita, da despesa, que a receita chama muita atenção e a despesa muitas vezes acaba ficando de lado, até pela dificuldade de entender, né? Mas eh e quando quão desafiador é pro ente público, pro prefeito, pro governador, principalmente o executivo, que é quem ordena o orçamento e executa, né? Eh, você satisfazer a população, os anseios da população legítimos em grande parte, maioria das das vezes, e com o orçamento que tem, que muitas vezes não fecha a conta, como o presidente disse, né? E em contrapartida, eu eu não sei a opinião do presidente, acredito que seja mesmo se lão também, o brasileiro não aguenta mais impostos. Então acho que a receita, nós estamos no limite, né? Nós temos um crescimento vegetativo que é a inflação que se aplica todo todos os anos com relação a aos impostos, a a o reajuste dos impostos. Mas eu acho, eu acho o nosso país não, pelo menos no meu modo de enxergar a gestão pública, não cabe mais imposto, carga tributária pro brasileiro. E daí onde que de onde vem o serviço? Como que se dá o serviço? Através de uma gestão eficiente, né? Então a boa compra, a alocação correta do recurso, segurar os desperdícios, né? segurar aquele inchaço da máquina pública que muitas vezes eh atravess e muita atividade meio, né? Isso uma coisa que me preocupa muito na gestão pública, que nós temos muita atividade e meio e aquele que realmente presta o serviço pro cidadão, que é para isso que nó que existe os poder público, cuidar da cidade, oferecer saúde, oferecer educação, cada vez vai diminuindo o seu tamanho em proporção ao que cresce a atividade meia. E daí eu não digo só do dentro do poder executivo, mas nós temos um poder judiciário, nós temos, nós temos Tribunal de Contas, nós temos câmaras municipais, nós temos. Então veja quanta atividade meio que não entrega nada, tem um papel importante e eu acho que mas tem que ter esse equilíbrio, né? Porque não dá mais para arrecadar, para custear toda essa máquina. E aliás, a por favor, se me permite, o o Nick tocou um ponto porque a Câmara também tem o seu orçamento, lógico, a gente também ordenador de despesa e a gente tem uma obrigação também. E graças ao aprimoramento de alguns sistemas de controle aqui, Odilon, eh nós tivemos uma economia até o mês de julho de R$ 4 milhões deais em 14 processos licitatórios, assim, a que tinha uma expectativa de gastar tanto, a gente economizou e nós estamos essa semana fazendo uma doação pra prefeitura de 2 milhões, né, que é fruto da nossa economia, é realmente essa gestão que isso deve ser exemplo também. É, só para complementar e ouvi-lo, Odilon, a Câmara de Campinas também tem uma comissão especial de estudos sobre a reforma tributária, que é do Luís e Abico discutindo essa questão pro município de Campinas, pro estado de São Paulo. Então, a Câmara também, nisso que o Nick falou, né, dessa simplificação em trazer um imposto só englobando os outros cinco, né, é uma discussão que também tá aqui no nosso legislativo. Veja, eu quero ressaltar, né, como fui vereador, a Câmara representa o conjunto da população. Você pega, nenhum prefeito no Brasil é eleito com 100% dos votos. Então ele, o prefeito, ele representa uma parte. Agora na Câmara, se tiver um partido aqui, tiver 5% de votos ou 3%, vai ter um vereador aqui representando. Então a Câmara ela é o retrato da população e aí ela tem esse papel de levar a transparência. E aí eu acho que é importante, vereador, por exemplo, o estado, quando eu falo estado é no sentido lato, município, governo do estado e federal. O estado é um prestador de serviço. Então, Campinas deve ter dezenas de milhares de professores para atender a as creches, o o ensino inicial, deve ter milhares de médicos paraas postas de saúde, etc. Então o estado ele é um prestador de serviço e o estado é um dos debates que nós vamos fazer hoje. Ele tem um papel fundamental do ponto de vista do atendimento. O que eu sempre discuto é uma área que eu estudei. Você pode ter governos conservadores ou progressista. O estado é presente em todos eles. Uhum. Para dar um exemplo, aqui no Brasil 160 milhões de brasileiros não tem plano de saúde. Se não tiver o estado, por exemplo, o sujeito não vai ser vacinado, vai precisar fazer uma cirurgia, não tem. E aí você faz uma comparação. Nos Estados Unidos, o sujeito nem passa perto do hospital. Se ele pegar uma ambulância, ele vai gastar centenas de dólares para Então, por exemplo, isso é uma prestação. Mais de 80% de quem estuda no Brasil antes de entrar na faculdade tá em escola pública, que é o município que mantém as escolas, tá? 95% das pesquisas no Brasil são universidades públicas ou instituições públicas. Eu não, eu vou fazer, eu faço uma palestra que chama o papel de estado na economia. Então, só para dar alguns exemplos. A Embraer era uma estatal, ela foi privatizada. Grande parte da das exportações de aviões é o BNDS, que é um banco estatal que financia, senão ara não exportava. O agronegócio em grande parte depende do estado. Você pega a Embrapa, que é uma empresa de excelência, o governo passado, Bolsonaro, falou: "Ah, vamos privatizar a Embrapa". A Teresa Cristina, que era a ministra da agricultura, que é ligada ao agronegócio, ela falou: "Hipótese alguma, porque a Embrapa trabalha pro agronegócio." Há dois meses saiu o plano safra. O Banco do Brasil mais de 500 bilhões paga o negócio a juro subsidiado. O que eu falo isso? Porque a turma gosta muito de malé estado, estatal, etc. Se a estatal tiver um problema, você tem que, se o cara tá em corrupção, demitir abrir processo. E não é fechando o estatal. as estatais. Outro exemplo, porque essa palestra que eu faço, que eu pesquisei, no mundo, o estado é importante. Tem tem 450 bancos públicos no mundo que faz o papel do BNDS, que é banco estatal, tem 11 trilhões de dólares. Eu levantei e tenho a fonte para atender os interesses da população, tá certo? faz anos, alguns países europeus fizeram consórcio e montaram uma estatal para desenvolver semicondutores para ficar independente da China. Então, a gente precisa fazer esse debate e, por exemplo, um programa desse é fundamental pra gente poder dar esse tipo de informação. Senão as pessoas só ouvem falar mal, se não é a prefeitura de Campinas, onde é que o povo vai se atendido? E educação, saúde, tá certo? Então são coisas que a gente precisa levar em consideração. E a questão tributária, que é uma área que eu eu já eu dei aula há mais de 40 anos de de de economia. Você pega, por exemplo, a questão a estrutura tributária no Brasil é perverso. O Brasil é um país perverso, tem uma da é um país riquíssimo e tem uma das piores distribuições de renda do planeta. E na questão tributária também, a maior parte da carga tributária, ela é sob serviços, tá certo? Então, por exemplo, você vai comprar uma geladeira, eh, 40% do que tá na geladeira de tributos, de do preço da geladeira são de tributos. Tributos. Então, o sujeito, vamos supor 40%, uma geladeira de 2.000 são R$ 800 de tributos. Uma pessoa que ganha 2.000, compra essa geladeira, vai pagar 800 de tributo. Uma que ganha 50.000, vai comprar essa geladeira, vai passar, paga a mesma coisa. Nos Estados Unidos, que é um padrão aí para todo mundo, ou França, Alemanha, é diferente. A maior parte da carga tributária é direta, é sobre a renda, sobre a propriedade, soberança. Para dar um exemplo, eu já escrevi sobre isso no Lemon de Plomatic, que é um jornal francês e tem uma aqui no Brasil eles têm uma publicação alguns anos atrás, quando a princesa Dayana morreu na Inglaterra, ela deixou 30 milhões de dólares de herança. O governo inglês cobrou cerca de 15 milhões de herança. E é um país capitalista. Isso não é nada de radical. Aqui no estado de São Paulo é 4%. E se você falar em aumentar, você vai. E lógico, outra coisa que eu quero chamar atenção, qualquer tributo, ele precisa ser progressivo. Quem ganha menos tem que pagar menos. E quem ganha mais, que é o óbvio, isso aí não é nada de ser radical, entendeu? Mas isso é muito pouco debatido na sociedade. Por isso eu quero até um programa desse é super importante para levar esse tipo de informação pr as pessoas poderem refletir melhor. Eu não sei você tem acompanhado, Odilon, mas a reforma tributária aí que já tá aprovada, tá em curso, em transição, você acha que nesse sentido vai melhorar um pouco ou não? Uma simplificada, mas não é, ela vai melhorar no sentido de simplificar, que você vai acabar com três tributos federais. Uhum. Tá. para e vai criar o CBS, a contribuição sobre bem e serviço e vai acabar com o ICMS estadual, ISS municipal e aí vai ser imposto sobre bens e serviço. Então isso vai simplificar, vai criar o IVA, que é muito importante, porque hoje, por exemplo, uma empresa que produz um produto que vai ser usado numa máquina, então quando ela vende e pra empresa que vai montar a máquina, ela tá pagando imposto e atualmente a empresa quando vender a máquina vai colocar um imposto sobre imposto. Agora, a empresa que comprou o componente da máquina, quando ela for pagar imposto, ela desconta aquilo que ela já que ela já pagou inicialmente. Então isso vai facilitar muito. Agora você precisa mudar a estrutura, por exemplo, do imposto de renda. Só para dar um exemplo, na época da ditadura militar você tinha o imposto chegou a ser de 60% impostos de renda e tinha 12 alíquotas. Hoje você tem cinco alíquotas e a máxima é 27,5%. Então essas são questões, por exemplo, você precisa tocar nessas questões de estrutura do tributo. É que o Brasil é um país muito atrasado, tá certo? O as pessoas que, por exemplo, no geral, quem domina o país não quer nenhum tipo de mudança. Só para dar mais um exemplo, me desculpa aí, viu? Claro, né? Por favor. Por exemplo, a questão da reforma agrária, você fala em reforma agrária, é coisa de comunista, é coisa nenhuma. A reforma agrária é uma medida totalmente capitalista, porque ela tá criando propriedade e os comunistas querem acabar com a propriedade privada. A, a, e a, e a reforma agrária vai criar, você tem lá um uma grande extensão de terra e tem essa, não é desapropriar terra produtiva que não tá fazendo nada, o governo desapropria e uma propriedade vai virar 1000, 2.000. Então, por exemplo, tem uma série de questões que as pessoas não conhecem. E mais um detalhe importante, né? Desculpa, viu, eu acabo me alongando, não é aula, viu? Uma coisa importante, hoje você vive em redes sociais que grande parte desinforma. Tá certo? O sujeito tá numa bolha lá, só ouve coisa que é a favor dele. Por exemplo, eu gosto de futebol, torço pro São Paulo e como eu vou ver lá as coisas do São Paulo, eu só recebo informação. Então isso em qualquer área, tá certo? Então são questões que precisa debater, você levar levar informações reais também, porque tem muita coisa inventada, né? Sem dúvida. O Dilon, ele trouxe acho que muitos componentes pra gente poder eh debater aqui. E aí eu queria repercutir, quero ouvi-lo também agora com o Rossine, eh, com o Nick nessa questão eh do orçamento, das prioridades que ele citou, desde reforma agrária, tudo o que uma cidade precisa, esses assuntos, essas prioridades precisam ser suprapartidária e não ideológica. E isso é um desafio, Rossini e depois Nick Schneider. Ah, sim. Ah, sim. o componente ideológico acaba interferindo inclusive nos debates, né? Eh, às vezes você tem o mesmo objetivo a ser atingido, mas você tem dois ou três caminhos. Então, às vezes, a pessoa quer usar outra. Vou dar um exemplo. Foi no governo PT da Dilma que criou o marco regulatório das OS, permitindo que o estado possa contratar organizações da sociedade civil, porque o estado sozinho não consegue atender, né? Então, Campinas e a maioria das prefeituras de grande porte tem em tese contratado as OS paraa saúde, né? Tem gente que acha que não pode ser. Você tem que ter tudo como serviço próprio do município. Aí você tem a lei de responsabilidade fiscal que limita o teto de despesa com o pessoal próprio, com funcionalismo, né? Então você tem uma demanda crescente, a necessidade de ampliar o serviço, você tem um limitador, mas por questão ideológica, alguém falar: "Não, não, eu sou contra o S", né? Então, mas você tem que é um instrumento importante que se bem utilizado com com ética, com transparência, com rigor, responsabilidade, vai atender a população, porque a população interessa chegar na unidade básica de saúde, no pronto atendimento e ser atendido. Ah, havia dificuldades no caso de Campinas, por em escola na na saúde era assim também. O camarada era contratado e era, ele prestou o concurso e era lotado numa UPA do Campo Grande, né? Num, num ponto, vamos falar ponto socorro, né? Do Campo Grande. Aí ele tá lá e tá precisando de um de um outro de uma outra unidade. Você não podia transferir porque o local de lotação dele naquele lá, né? Com a terceirização, a prefeitura contrata o posto de trabalho e a empresa tem que colocar onde for. Então isso é um modelo de gestão para atender aquele objetivo. E na hora que você vai discutir isso, isso é polêmico, né? Porque você tem gente que tem visões diferentes. Eh, mas a política, assim, acho que o debate ele tem que ser feito quando você faz com critérios racionais e tal, ele é importante porque da luz em forma, né? Eu acho que tudo que você faz, você tem que ter argumentos para defender aquela sua posição. Mas tem sim, o componente ideológico às vezes interfere muito na até na execução do orçamento. Nick, depois Odilon, sobre este desafio, né? Porque vira e mexe esses assuntos, né? Muitos do que o Odilon eh citou, eles são colocados aqui na na Câmara de Campinas. Como que é esse desafio de tentar chegar num ponto comum que é beneficiar a população em termos de saúde, de transporte, de uma melhor educação, mas com essas questões ideológicas e suprapartidárias? É, o componente ideológico ele se ele se impõe já no momento eleitoral, né? Então, e ali durante a campanha eleitoral os candidatos falam principalmente em grandes cargos, né? Um presidente da República e eles falam muito e expõe muito o seu pensar de estado, né? Tem aquele candidato que pensa um estado mais abrangente, que é um perfil mais progressista, e tem aquele mais conservador que quer um estado mais enxuto, mais liberal e deixar a iniciativa privada andar. Uhum. Né? E são aspectos bem gerais, né? Bem gerais. É lógico que é muito mais profundo que isso, mas bem gerais. e fica difícil de repente assumiu, acabou a ideologia. É difícil isso, né? Porque cada um tem o seu jeito de pensar. No entanto, a política de estado, ela deve sobrepor isso quando o assunto é o bem do cidadão, né? Então acho que em comum, independente de esquerda, direita, centro, tem que ter a visão do bem do cidadão. E como o presidente bem disse, nós temos um sistema administrativo da gestão pública muito engessado, muito arcaico, antigo, o jeito do concurso público, o cara que tem estabilidade, o cara, veja, é difícil. Eu talvez eu não tenha assim uma saída mágica. Uhum. Tem a questão da lei de responsabilidade fiscal. Então eu não vejo hoje uma gestão eficiente da máquina pública sem, por exemplo, as O sem terceirização de serviços. Você já pensou fazer concurso para pedreiro, que vai fazer manutenção da cidade para jardineiro? É ilógico isso, né? Daqui a pouco esse jardineiro é ser humano, ele não não aguenta mais o serviço e e é do serviço, é é natural, não tem o que fazer. Eh, os professores, os médicos, nós temos a rede Mario Gate hoje, que ela tem médicos que são repostos, eh, tem que ser repostos em duas horas em caso de falta, né? Uma preocupação com um contrato que prevê isso, uma preocupação em atender o paciente. Se tá lá um funcionário público que falta, não tem essa reposição. Um médico não tem essa reposição, porque faltou, faltou, né? Então assim, não, eh, aí pouco me importa nesse caso, nessa discussão, quando a gente afunila o bem do cidadão, se é esquerda, se direita, o que que a gente tem que pensar o que funciona, porque eu vejo que o poder público tem muita teoria, muito engessamento, muita, mas na prática a gente vê que tem muito a melhorar, né? Não dá para falar que tá tudo ruim. Eu não sou, eu acho, eu reconheço muito o serviço público, SUS, eh, as escolas municipais em Campinas são excelentes, mas tem muito a melhorar, né? Ô Dilon, esse mundo real versus ideal, suprapartidário, não ideológico. É, não, acho que a coisa no Brasil se complicou muito. Eu fui vereador, o presidente da Câmara era era o Miguel Colaçuona, que era malufista. Eu fui do PT, depois eu saí do PT. Mas eu tô te colocando o seguinte, a gente tinha uma convivência muito boa, inclusive o eu fui presidente do sindicato dos economistas depois do Colaçuono, tá? que ele foi até prefeito de São Paulo e a gente uma convivência, ele era um sujeito extremamente educado e debatíamos, tínhamos divergência. O problema é que hoje em dia virou uma radicalização brutal que não dá nem para conversar e você tem muita desinformação. Virou uma guerra de desinformação. Então, por exemplo, que eu sempre falei dos meus alunos, você faz um trabalho, precisa colocar a fonte, não é o que eu acho. Você precisa colocar real. Então, por exemplo, só para o que que o Conselho de Economia, nós somos em 12 conselheiros titulares e 12 suplentes. Nós temos economista do mercado financeiro, mercado e capitais, ligado ao Banco do Brasil, a Unicamp, a GV, a USP, a a PUC de São Paulo, a FIESP, a o diees então que teve origem no Desei. Isso é uma multiplicidade que extremamente sadia. A gente tem feito debates importantíssimos e já elaboramos sete documentos que eu vou deixar aqui pro presidente, para você que para todos vocês. Eh, eh, documentos sobre o papel do Estado com a gente da fontes. Uhum. Por exemplo, então, ã, a primeira grande siderúrgica do Brasil de alta qualidade foi a companhia siderúrgica nacional feita pelo Getúlio. O Getúlio chamou o setor privado para fazer essa siderúrgica. setor privilado se recusou porque era muito investimento e longo prazo de retorno, não quis. Você pega o BNDS, foi fundamental e continua sendo a Petrobras. Então você pega empresas fundamentais que, por exemplo, você pega toda a infraestrutura do Brasil e eh geração de energia elétrica, etc., foi o estado que fez. e ele tem obrigação, porque o setor privado não entra nisso. Então, por exemplo, no Conselho a gente fez um documento sobre o papel de estado, por exemplo, a questão da CELIC, nós vamos visitar o Banco Central a semana que vem para conversar com o Galipulo, a questão da taxa de juros é um absurdo, prejudica todo mundo. Só para dar um detalhe importante, esse ano o Brasil vai pagar 1 trilhão, o governo federal 1 trilhão de reais de juros. Não há economia que se sustente e a inflação tá sob controle. Então nós vamos querer debater essa questão. Nós já falamos com a direção da Febraban, fomos recebidos pela direção da FIESP, da Associação Comercial do Estado de São Paulo, da CNA, com representantes, porque nós estamos propondo e tem um outro documento muito bom sobre um a necessidade de um novo projeto de desenvolvimento pro Brasil. E aí no conselho a gente respeita a filiação lá ou não e a simpatia de cada conselheiro pelo partido que ele quiser. Agora lá dentro nós não temos essa mistura. Claro. Então, por exemplo, na Câmara, lógico que tem divergências, debate. Agora, a Câmara de Campinas, como a de São Paulo, qualquer outra, precisa trabalhar em benefício da sociedade. Então, essas questões ser esclarecidas, a questão da OS aí precisa, veja, essa questão da transparência é fundamental, porque como é que isso é feito? A questão, por exemplo, do funcionalismo de estabilidade, se você não dá estabilidade pro fiscal, ele muta lá um amigo do prefeito, o prefeito pode ir lá e demitir o cara. Então você tem uma série de cargos que precisam ter estabilidade, que é cargo do Estado, entendeu? Então tem, veja, uma série de nuances que nós, né, eu já fui vereador, vocês, a gente precisa entrar nesse debate. Só mais um detalhe, a lei de responsabilidade fiscal tá lá que o município ele pode gastar 54% da receita corrente líquida com pagamento de pessoal e a Câmara 6%. Tá certo? Aí, por exemplo, por que que esse debate é importante? O que que é receita corrente líquida? A maioria das pessoas e tem muito vereador que também não sabe, hein? Eu tenho a minha experiência e não é nenhuma crítica para denegria que não sabe agora. Então você precisa eh entender conceitos básicos para poder fazer debates que têm credibilidade. Então eu acho que essas questões aí, a questão ideológica, lógico que cada um tem a sua, mas a gente tem que respeitar as divergências, desde que sejam divergências para melhorar a qualidade do município, da cidade, não porque o meu partido acha que é isso. O Corecom ele tem cursos, aulas, palestras para nós jornalistas, para outros economistas, pra população em geral, para poder explicar muito do que isso que o senhor tá falando? Ó, nós temos mais de 500 vídeos o nosso acervo que qual os economistas podem acessar. E, por exemplo, eu já dei um curso pro Conselho Federal, já dei pro Conselho Estadual, nós temos um curso gravado sobre orçamento público que fala do plano plurianual. Plano Planal é fundamental, pessoal. 4 anos de investimento. O que que vai acontecer em Campinas? Que que nem você falou em 26, 27, 28, 29. 29 pode ser até outro prefeito que ele pega 3 anos no mandato, tá certo? Aí vai colocar lá mais de 60 bilhões. Aonde vai isso? Eu escrevi faz uns dois meses no lá o jornal de Brasília, o Correio Brasiliense, o falando sobre o plano plural. Foi o título que eu coloquei é o seguinte: 99% da sociedade brasileira nem desconfiam que é o plano pleno e não é o povão, não vai falar com empresários, com líderes sindicatos. Já fiz muita palestra para sindicato. Eu falava lá, meu trabalhador depende de saúde pública e educação pública. Vocês tem que ter uma diretoria para acompanhar o orçamento. Só que você fala é, mas existe, não tem maturidade suficiente na sociedade. Por isso que essa campanha que nós estamos fazendo, ela é importante. Rossine e Nick, a importância desses cursos, dessas aulas, desde para nós jornalistas, mas também para um público mais especializado para poder entender o assunto? Não, eu acho que é fundamental. Nós temos feito uma parceria até com o Tribunal de Contas do Estado, né? Fizemos já vários eventos aqui na Câmara, não só para Campinas, paraa região, onde os Ministério Público de Contas, auditores do Tribunal de Contas, conselheiros, vem aqui e esclarecer um pouco aquilo que é a preocupação da fiscalização do Tribunal de Contas, apontando pros gestores, né, como fazer assim adequadamente a execução do orçamento, as principais preocupações. Eles têm procurado fazer isso num linguajar até um pouco menos técnico, né? Dá oportunidade de você poder debater. Ele fica mais claro quando você traz exemplo prático, né? Então, ó, uma aquisição, uma licitação para tal coisa, a lei faz isso. Quando você dá exemplo prático, isso começa a facilitar a compreensão, o entendimento. A a Câmara de Campinas, através da ELCAMP, já promoveu alguns desses eventos. É claro que quando a gente abre pra população, a gente espera também que os jornalistas acompanhem, né? A gente abre assim, o os órgãos de imprensa, os de Campinas, eles têm antenado, tem acad acompanhado a TV Câmara. Eu acho que de alguma forma a gente tem contribuído para isso também. E aí, eh, Odilon, um exemplo disso é que a Câmara foi reconhecida com selo diamante. Parabéns, né? Do Tribunal de Contas. Atingimos lá 99, mais 99 coisas de transparência, aplicando na íntegra a lei de transparência, né? Dando condição, tudo que acontece na Câmara, a população pode acompanhar. É claro que cada vez a gente tentado aprimorar isso para facilitar esse esse entendimento, mas a Câmara tem procurado fazer isso. Nick, pegando o gancho do que o Odilon falou, que 99% da população não sabe o que é plano plurianual. Eh, e acho que não sabe sobre LDO, sobre eh todos esses termos. Eh, você entende que em algum momento nós estamos errando e nós precisamos simplificar ou o assunto é difícil mesmo? E e este é o desafio diante para falar sobre a questão de economia mesmo. É, nós vemos um sistema político representativo, né? Muito embora a nossa constituição fala em participação popular, né? Participativ, você tem os conselhos, né? conselhos, né? Então, eu acredito que a população, assim, a vida do povo não é fácil, a nossa vida não é fácil, né? E a velocidade da da das informações que nós estamos expostos hoje em dia para tudo, não só no campo da que nós estamos tratando aqui, mas para tudo que a gente vive. Então eu assim, eu não não tenho a assim a ideia de jogar a culpa é da população que não vai atrás. Eu não acho que é isso, mas por outro lado, seria bom que a população tivesse um pouquinho mais atenta a isso, né? Cabe a nós tentarmos tornar o mais atrativo possível com ações que o sindicato tem feito de disponibilizar vídeos, de colocar a cara, visitar e e traçar projetos como esse para facilitar o entendimento, seja como ações, como o presidente tem promovido aqui na casa, de promover debates, trazer Tribunal de Contas, tentar envolver a imprensa campineira para divulgar. Então assim, eu acho que é um processo, um processo de maturidade que a nossa sociedade passa. A nossa Constituição é jovem ainda, né, de 88, acho que não é tão presidente. E e eu acho que a gente tá num caminho aí da da informação de de oferecer mais informação pro povo e o povo um pouco mais devagarzinho pegando a consciência da importância da participação em toda essa discussão. Só para complementar um pouco, quando o orçamento chega aqui na Câmara não é uma peça da cabeça do prefeito. Na verdade, as diversas secretarias elas têm instrumentos e processos de planejamento, inclusive discutido e debatido no âmbito dos conselhos, né? Conselho de saúde, conselho de assistência. Então, existe de certa forma um instrumento de participação da sociedade. É claro que quando chega a necessidade de cada secretaria, às é a assim, a necessidade é maior do que às vezes que a receita, né? E aí é critério de prioridade e política do gestor de fazer os ajustes que devem ser feitos. E a Câmara de a prefeitura de Campinas também tem aquilo que chama orçamento cidadão, que é do total do orçamento, nós temos acho que 2% cabe para investimento. de long. O resto tudo é manutenção e tal ou investimento de fonte de financiamento, mas o que sobra mesmo e esses 2% tem sido feito, existe inclusive o Conselho Municipal do Orçamento Cidadão que reúne lideranças, tem eleição dos conselheiros nas várias regiões de Campinas onde eles discutem e aí eles discutam assim necessidade de obraso para cada região. Então, há uma forma de tentar fazer com que a população também se envolva essa preocupação de esclarecer, mas apesar desse todo esforço, desse esforço todo, ainda é muito pouco a participação e a compreensão. sobre essa pouca participação, Odilon, você, bom, a gente já chegou aqui, então, à conclusão de que realmente o assunto ele é difícil, tanto é que precisa simplificar, porque a peça orçamentária ela é muito longa, então a população não é culpada disso. Mas existe um distanciamento também de uma parte da população que fala: "Ah, não, eu não quero saber de política, eu não quero saber sobre plano plurianual". Existe isso de fato e se intensificou nos últimos anos. E essa é a preocupação dessas pessoas que estão afastadas da política. Ah, não tenho nem dúvida. Você tem uma sociedade que não tem a consciência da importância da participação dela. E eu falo muito, não é, da ampla maioria do povo, de lideranças. Esse é quando eu falo o quê? As pessoas não conhecem o plano não é um funcionário qualquer, é um líder da indústria, do comércio, do sindicato, que não entenderam que o estado é fundamental. Esse é o detalhe. Não é porque o estado não é de esquerda, nem de direita, ele é um estado, ele é necessário pra sociedade. Esse debate do estado vem desde lá do século 17, século XVI lá com o Thomas Robes, o Rousseau, o Thomas Robes, tá? até o que era um filósofo, ele dizia que o homem é o lobo do homem. O homem nasce, o homem é mau, então precisa ter o estado para controlar. E o Russult dizia que não, que o homem é bom, que precisa ter o estado para impedir que os maus prejudiquem os bons. Então esse essa discussão é antiquíssima. E logicamente, veja aí, são questões para colocar com o advento do neoliberalismo na década de no fim da década de 70, que era acabar com o estado, desregulamentar tudo, isso foi uma campanha brutal, eu acompanhei, eu já dava aula, tá certo? Isso aí é para desqualificar o estado, porque o setor privado quer pegar áreas que dão lucro. O que que é a lógica do do setor privado? É ter lucro. Não tô nem discutindo, tá certo? Agora eu tô discutindo sim. Agora o estado, por exemplo, vamos pegar a questão da Sabesp. A Sabesp, o ano retrasado, um ano antes dela ser privatizada, ela deu um lucro de 3 bilhões e meio. É uma empresa lucrativa. Por que que você vai privatizar de uma de um elemento fundamental pra sociedade que é água, tá? E tem o hoje o nosso ah vice-presidente, o Aroldo, ele que ele era ligado à FIESP, então ele fez até um livro sobre a a necessidade de industrializar, reindustrializar o país. Aí ele dá um exemplo que ele conversava com muito empresário, falava: "Isso vai ser o maior barco furado privatizar". Hoje em dia os caras estão falando se tem razão, aumentou em 400% a conta de água das empresas, entendeu? Então são questões fundamentais e aí não é um problema ideológico, é um problema de você ter ações do poder público para melhorar a vida das pessoas e das empresas, tá? Então, essas questões e aí eu queria até um gancho importante. A a Câmara de São Paulo tem uma assessoria que tem uns 10 economistas concursado, porque um vereador é uma liderança popular, ele não tem noção do que que é orçamento, esse processo que é complicado. Agora ele precisa de ter alguns técnicos falam para ele, olha o o que que é o plano porual, por que você tem que participar, como é que é. Então, por exemplo, a gente tem estimulado nessas viagens que a gente faz pelo interior para as prefeituras contratar economistas, porque nós economistas é uma formação do ponto de vista de planejamento que lógico que as outras profissões são fundamentais. Agora nós pela formação acadêmica e a nossa prática, a gente conhece se o PIB vai crescer, vai ter inflação, como é que isso pesa, quais são as prioridades e as câmaras para poder fiscalizar o poder executivo. Sim. Eu tenho, por exemplo, Mauro Bragato, é um deputado estadual que eu fui, a gente era na época da ditadura que eu conheci ele, a gente era do MDB, né, que era MDB e Arena, e é um cara muito legal. Ele é lá de Presidente Prudente e ele foi presidente da comissão de finanças. E aí eu fui lá para discutir com ele para organizar uma assessoria de economistas paraa assembleia que não tem, que é um orçamento de mais de 300 bilhões. Aí ele falou para mim, ó, pô, o governador manda algumas coisas aí no orçamento que a gente não sabe direito, pô. Se no maior estado do Brasil acontece isso, você imagina então, viu, presidente, fundamental ter aqui uma assessoria de economista, porque o vereador, eu quero repetir, em princípio ele não sabe orçamento, nem tem obrigação, ele é uma liderança. Agora ele precisa ter alguém que vai falar para ele o que que é LDO, como é que você faz o processo orçamentário. Tem muita gente que acha o orçamento de Campinas é cerca de 16 bilhões. Não, hoje tá 11. 11 bilhões. Tem muita gente que acha que dia primeiro de janeiro tem 11 bilhões no cofre da prefeitura. Isso aí vai arrecadar a transferência de CMS. Mas é importante dizer exatamente isso, porque muitas pessoas, a notícia que sai é essa, o orçamento da prefeitura é tanto e acho que já tá no caixa. Lógico, não tá. Mas isso aí é depende da transferência federal, arrecadação na influência, arrecadação, depende da gestão federal, da gestão. Então IPVA, por exemplo, essa transferência vai ser nos três primeiros meses, que é o estado, ele cobra de Então, por exemplo, isso tudo são detalhes que também não são difícis de entender, não, viu? E sofre as influências da economia, né? Lógico, se o pí vai crescer, aumenta a arrecadação na média, entendeu? Então são coisas que também não é uma um bicho do outro mundo, não. Eu dei aula lá no pós-graduação, eu dava especificamente sobre orçamento. Então uma coisa didática todo mundo entende. O orçamento tem lá um conjunto de números que quem olha fala: "Pô, isso aqui é uma loucura". Não é aquilo é uma coisa mais todo o dígito começa com é receita corrente, um dígito dois receita de capital. E aí vem 3390 custei 490. Isso. Isso é isso aí. Então você vai, você vai pegando esse, já dá para dar aula pros outros, você vai pegando esses princípios, aí você vai entendendo, olha quanto é que tem para investimento na área de capital, tá certo? Ou despesa. Então são questões que são possíveis da gente eh fazer programa bom é programa com muitas informações e passa rápido, viu? Tenho só mais uns 10 minutos, mas eu quero abordar mais um tema eh com vocês, começando com o Odilon e depois com o Rossini e com o Nick, que é sobre as agendas inovadoras, porque elas acabam surgindo às vezes no meio do caminho, às vezes vem de fora para cá, né, do exterior pro Brasil, mas às vezes são discussões nacionais. Então, por exemplo, emergência climática, ações pro meio ambiente ou questões de tecnologia, surge a inteligência artificial. Odlon, o estado precisa muitas vezes reformular, mudar as estratégias de acordo com uma necessidade às vezes para agora como meio ambiente e pensar na questão de inteligência artificial, de tecnologia às vezes de média a longa distância, não é nem dúvida. Inclusive, principalmente na área da educação também. Então, por exemplo, hoje você tem o que eu comento, quando eu era moleque lá em São Paulo, eu sou eu lembro, eu era bem criança. O lixo em São Paulo, você deixava a lata de lixo, que vinha a prefeitura, você jogava o lixo lá porque era lixo orgânico, não tinha essa parafernália de plásticos, isso tudo, entendeu? Então, por exemplo, isso é um problema gravíssimo. Isso o estado precisa est presente, porque como é que você vai tratar do lixão, do da reciclagem? Todas as prefeituras precisam ter um projeto para isso, entendeu? Por exemplo, a questão da inteligência artificial. Hoje à noite, inclusive a nossa colega Larissa vai falar sobre isso. A inteligência artificial é fundamental hoje, uma coisa nova que nem eu conheço muito bem, entendeu? Então, por exemplo, o estado ele é importante para disseminar essas novas tecnologias e também, por exemplo, a questão da mudança do do meio ambiente, pessoal. A enchente que deu no Rio Grande do Sul, o que tá pegando de fogo na Europa, para quem tá acompanhando noticiário, é um negócio brutal. Na Califórnia, o clima tá mudando, então você não tem que mudar o tipo de energia aí, tá certo? Baseada no petróleo. Isso por causa que é o futuro da humanidade. Onde é que vai, onde é que nós vamos parar? Tá, tá vendo de gelo. Isso é real, não é invenção. Os quem acompanha o cientista tá mostrando isso. Então o estado precisa ter uma presença, a devastação da Amazônia. Quando eu era jovem, a propaganda lá na época da ditadura e todo mundo achava normal, era aquelas máquinas destruindo a Amazônia. Para fazer a Transamazônica todo mundo achava que era normal. Quer dizer, isso você precisa preservar. As florestas elas são fundamentais. Você tem a questão do Código Florestal, que cada fazenda tem que ter um módulo de mata nativa, tem que fazer as matas, que derrubaram tudo, por isso que dá muita enchente. Então são questões que o poder público ele faz pelo seguinte, o poder privado, o empresário tá preocupado com a empresa dele, que é legítimo, ninguém tá discutindo, ele quer aumentar o lucro da empresa dele. Agora, quem é que tá pensando no conjunto? É o estado, é a prefeitura, a Câmara. Claro, Rossine Nick, repercutir com vocês também, porque às vezes acontece isso, né? tem o plano diretor pros próximos 10 anos, tem o plano plurianual, mas às vezes surge alguma coisa de fora para cá ou mesmo uma demanda interno e aí precisa reformular, precisa estar atento a essas questões. É, hoje é uma das dificuldades que das prefeituras, cidades é você planejar para, né, assim, a gente percebe que a grande estrutura, a máquina burocrática fica focada 99% em resolver o problema do dia a dia, pagar incêndio e pouco olhar pra frente. É claro que as emergências climáticas são uma realidade. Hoje você tem que pensar como preparar os municípios para enfrentar ou mitigar as consequências das emergências, chuvas fortes em pouco espaço de tempo, gerando enchente, né? Como buscar recurso para isso? Porque tem que fazer no município, mas o município com orçamento próprio não consegue, né? Você tem que ter esse pensamento de forma global. O impacto sim da da das inovações tecnológicas, né? a mudança dos modelos de negócio, de emprego, a gente tá diminuindo a oferta de emprego, como é que vai ficar a previdência daqui um tempo, verdade, né? Você tem que estimular o empreendedorismo, então então sem mudanças que vai ter que se adaptando. A dificuldade no setor público, o setor privado, ele é mais veloz e mais ágil para fazer essas adaptações, porque no setor privado aquilo que não é proibido é permitido. E no setor público, se não for permitido por lei, você não pode fazer. Então, a velocidade das adaptações no setor público é menor, né? Mas você tem que sim tá com esse olhar e tem que tá na agenda hoje de todo gestor essas questões, mudanças, emergências climáticas, inteligência artificial, essa mudança demográfica da sociedade, a sociedade tá envelhecendo mais, entendeu? Então isso impacta, você tem que est pensando hoje como é que você se programa para manhã, né? Nick, é verdade. O, a questão do envelhecimento é muito, eu também tinha isso no meu coração para falar, eh, a pirâmide demográfica está se invertendo, né? Nós temos a questão do AIA que vem para ficar eh pro mercado privado é novidade, imagina pro público, né? Eh, a velocidade de captação de nova tecnologia e implantação no setor público é muito mais lento, né? E daí eu volto a a bater na tecla do do arcabolso legislativo que a gente tem, da maneira de se contratar, da maneira de se executar, é muito mais engessado, né? Então uma provocação aí, eu não tenho, não é uma receita de bolo, eu não tenho aqui, mas uma provocação, né? Será que o nosso poder público, o nosso estado brasileiro não é muito engessado, não é muito burocrata, né? Uma provocação que fica um elefante, não é um elefantão, né? Exato. Não é muito pesado, não é? e e as inovações, eu o esse governo, né, acho que eu começou no no mandato passado, que é o mesmo governo, a questão da telemedicina, né? Sim. Um avanço tecnológico que tem ajudado muito a cidade de Campinas e e eu não duvido que daqui a pouco quem vai estar atendendo a telemedicina vai ser Iá, não vai ser mais nenhum médico. Não duvido do jeito que vai, porque, né, porque tem, você põe lá os sintomas, já sai a o site de busca já disso, né? a inteligência artificial vai aprimorar. É, então a velocidade que as coisas vão acontecendo na nossa vida pessoal e que reflete na sociedade, na vida do de se gerir uma cidade, se gerir as pessoas, a vida assim, os interesses e as necessidades das pessoas é é tamanha, que é um desafio enorme, viu? Mas eu só vejo isso com uma ampla reforma do Estado, no sentido de otimizar eh as atividades meios, tornar o estado mais produtivo no sentido de oferta de serviços, um estado mais eficiente, um estado mais leve. Esse é o meu meu jeito de pensar, que eu acho que seria mais viável pro nosso país. Ô Dilon, a gente já tá na reta final, mas eu tinha deixado uma pergunta lá atrás. A gente pode dizer que existe um movimento em todo o mundo e o Brasil estaria incluído de modernização de gestão pública se comparada a uma década atrás, lá para 2015. Agora tá melhor, tá diferente ou tá pior? Tá ficando cada vez mais complexo? Ah, eu acho que é uma necessidade, né, esse debate aí, como é que você atende a população? Mas você tem problemas graves, você pega educação. Eu fiz na minha época todo mundo queria estudar escola pública que era de altíssimo nível. Professor ganhava bem para caramba. Professor era um cara de destaque em qualquer cidade e quem não conseguia tinha que pagar na particular, né? É, entendeu? Hoje em dia, quanto é que ganha um professor? Que é a profissão mais importante do mundo, hein? Eu tenho maior orgulho de ser professor, tá? É qualquer o maior cientista passou na mão de um professor, o melhor cirurgião. Então, por exemplo, você precisa, o estado precisa investir nessas áreas centrais, tá? A questão da saúde pública, como é que você atende, porque é um problema que o sujeito fica doente, que eu sempre falo, você ficar doente, você pode ter muito dinheiro que você não resolve nada. Então, por exemplo, você precisa dessa modernização que precisa pegar quem entende dessas áreas, debater e aí a gente respeitar opiniões diferentes e melhorando. Acho que a gente tem que trabalhar para melhorar o Brasil. Sim, o meu intuito. Quando eu fui vereador, inclusive eu tive problemas do partido porque tinha coisa que eu discordava e eu ia lá e falava, não é porque é meu partido que eu vou, tenho que aceitar tudo. Tem mais essa. A gente tem que, lógico que você tem um programa partidário, mas você tem opiniões que você pode divergir. Então isso é fundamental, a gente poder eh entender o que tá acontecendo. Por exemplo, essa hoje esse tarifaço do Trump que é o maior absurdo do mundo. E tem deputado brasileiro lá incendiando o país lá fora. Maior absurdo, tá? Veja. E aí falando português, claro, não é um problema é um problema de você defender os interesses nacionais. Aí o agronegócio tá tendo problema mais gravíssimo, porque tem um cara lá fora, um deputado federal tramando contra os ingleses do Brasil. Então isso precisa ser debatido, não é? O o sujeito ter outra opinião, não tem problema nenhum. Agora tem limites para isso. Então eu acho que são questões aí da modernização. A gente precisa deixar mais transparente isso tudo para opinar e chamar quem entende, né? Porque eu tenho algumas opiniões. Agora você precisa chamar quem que estuda para poder explicar e a gente poder fazer opções. Odilongedes, presidente do Corecom, Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo. Todas as informações que foram passadas aqui, eu tenho certeza, de grande valia pro nosso telespectador. simplificou, eu tenho certeza disso, algumas questões que algumas pessoas tinham alguma dúvida, vão passar agora a estudar aí atrás dessas informações. Já faço um novo convite pro senhor retornar até que aos nossos estúdios para falar sobre este assunto, mas também sobre outros e fica aberto aí paraas suas considerações. Então, primeiro eu queria agradecer o presidente poder estar aqui, o vereador Nick, tá? é muito importante. Eu tenho maior respeito pelos vereadores. É, quem tá lá em contato com o povo tem um papel fundamental. Há uns meses atrás eu ouvi um sujeito no na no rádio metendo o pau em vereador. Eu falei para esse cara, eu não tenho nem noção do que que o vereador e a importância que ele tem. Então, queria agradecer inclusive e destacar o nosso delegado aqui, porque nós temos 130 delegados, o Rubens aqui, que articulou todas essas nossas. Eu já tive na Associação Comercial, na OAB aqui hoje, receber ele que articulou. Foi um trabalho extremamente importante. Muito obrigado. Eu que agradeço, vereador Nick Schneider também. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo. Tenho certeza que as informações que foram trazidas aqui de grande valia pro nosso telespectador. Já faço um novo convite pro senhor retornar até os nossos estúdios também para falar sobre esse mais outros assuntos e fica aberto aí paraas suas considerações finais. Obrigado, Gabriel. Obrigado a todos que nos acompanharam pela TV Câmara. Convidá-lo a interagir conosco nas nossas redes sociais, Nick Schneider, NK. Daí vai aparecer lá o Schneider que é mais difícil entrar, mas é só digitar lá o nick que vai aparecer, convidará a interagir conosco. Se quiser, tiver alguma pergunta, algum comentário, é uma honra para mim recebê-lo. Agradecer a parceria aqui, ter recebido seu Dilon e mais uma vez estar ao lado do nosso presidente, aprendendo com ele, com Rossini, que faz um grande trabalho à frente da nossa casa. Muito obrigado pela oportunidade. Nós aqui agradecemos, presidente Luiz Rossini, também muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite para participar. aqui do nosso programa. Já ficou claro os desafios, né, que estão impostos para um presidente de um legislativo como uma cidade eh de Campinas inserida deste contexto, né, do estado de São Paulo. Agradeço as informações que foram trazidas aqui com a sua experiência do sétimo mandato. Já faço um novo convite pro senhor retornar até aqui aos nossos estúdios e fica aberto aí paraas suas considerações finais. Primeiro, parabéns a você, viu, pela condução do programa, viu, Gabriel? com muita clareza, muita capacidade de entendimento, colocação, ajuda muito aqui a discussão, né? Agradecer o Dilon por ter vindo até aqui, né? Parabéns pelo trabalho. Acho que vamos ver como é que a gente faz uma parceria para dar potencializar essa ação do conselho. Agradecer o meu amigo lá, Rubens Zaracaque, que é delegado, né? Trabalhou comigo na CPFL, ele que fez essa essa ponte. e agradecer também o vereador Nick Schneider que veio participar conosco dessa discussão que é necessária. Eu acho que não tem assunto, por mais espinhoso que seja, que não deva ser discutido e debatido para com a sociedade no sentido de orientar mesmo, de conscientizar. Então, foi uma alegria participar desse papo com vocês aqui e foi uma alegria ter você também aqui com a gente. Espero que a gente tenha contribuído para este debate, que é a nossa função simplificar e dar transparência pro que acontece no nosso município, no nosso estado e no nosso país. Programa Questão de Ordem fica por aqui. Continue na nossa programação e até uma próxima oportunidade. Ciao. Ciao. [Música] [Música] Olá, começa agora o programa Questão de Ordem, que hoje vai debater sobre o orçamento de um estado como o de São Paulo. E vamos abordar neste contexto a cidade de Campinas também. Você sabia que a lei orçamentária, ela orça a receita e fixa a despesa do estado para o ano? Neste segundo semestre, se você acompanha a TV Câmara Campinas ou o noticiário em geral, certamente vai se deparar nos próximos dias com este assunto. E aí nós vamos saber quanto o estado ou a cidade de Campinas vai arrecadar para poder agir em frentes como educação, saúde, transportes, habitação, de acordo com as prioridades e metas estabelecidas pelo plano plurianual. sobre o trabalho que é realizado às dificuldades e desafios, a importância da transparência nas informações e a participação popular. Você que está nos acompanhando na construção dos orçamentos públicos, eu recebo aqui no estúdio o presidente da Câmara de Campinas, o vereador Luiz Rossini, o vereador Nick Schneider e o Odilon Guedes, que é presidente do Corecom, o Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo. Lembrando que o debate vai acontecer. Farei as interrupções apenas quando o necessário. Presidente Luiz Rossini, começo com o senhor Plano Plurianual de Campinas, período 20262029, recebeu 2.836 contribuições. O projeto de lei deve ser encaminhado à Câmara Municipal até o dia 30 de agosto. O senhor já está no sétimo mandato, então já passou por essas discussões diversas vezes. Como é que enxerga este modelo que é realizado? a importância das audiências, dos debates de ideias, de propostas. Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Alegria, Gabriel. Quero primeiro cumprimentar o vereador Nick Schneider e o nosso convidado aqui, Odilon Guedes, que é presidente do Conselho Regional da Economia do Estado de São Paulo, que veio bater esse papo com a gente e faz apresentar para nós uma campanha que o conselho vem desenvolvendo no estado inteiro, né, no sentido de popularizar essas ferramentas de planejamento orçamentário como PPA, né, a campanha chama inclusive orçamento público e transparência popular. A gente vai falar um pouco sobre isso. Uhum. Mas eh é importante cada vez mais a gente debater e levar informação sobre essas ferramentas que todos os municípios, todos os entes públicos têm que observar. Eh, nós tivemos recentemente as audiências públicas e a votação de da lei de diretrizes orçamentáries, né, que que é o instrumento que fica as diretrizes pro orçamento do ano que vem. Você disse bem, mas a lei 4320 que regula essa matéria, ela diz que nós estimamos a receita e fixamos a despesa e muitas vezes as pessoas não se dão conta da importância de você aprimorar cada vez mais a projeção da receita. Porque se você estimar uma receita muito alta, de repente você vai fixar despesas para além do que ocorre e gera problemas. Se você não estabelece perto do que vai acontecer, diminui o valor da receita, você fica com menos eh margem para desenvolver as políticas públicas. Então isso é é muito complexo, é um tema espinhoso. Uhum. Apesar das audiências públicas, tudo que a gente faz, a gente percebe ainda que há muita dificuldade do cidadão comum entender essas peças, né? O plano plurianual, a Câmara já discutiu, debateu, a gente faz assim de forma participativa a todos os setores, já mandamos o nosso plano plurianual pro executivo, porque ele vem junto com o projeto que o prefeito manda para cá, né? Estamos aguardando chegar, obviamente, para aprofundar essa discussão, esse debate também nesse instrumento de planejamento que é importante pro município e esse aprimoramento, a modernização também, eu quero saber do Odilon pra gente fazer uma comparação dos últimos 15, 20 anos. se esse modelo de gestão está se modernizando ou se é o mesmo há décadas. Vereador Nick Schneider, apesar do senhor estar no primeiro mandato, mas é formado em administração, possui pós-graduação em gestão pública, foi diretor na Secretaria de Esporte do Estado de São Paulo, superintendente da Fundação de Habitação, secretário de administração e de esporte em Louveira, atuou como secretário adjunto de esporte na Prefeitura de Hortolândia, foi assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, então tem experiência para falar no assunto também sobre a importância, né, do plano plurianual, dos debates que precisam acontecer aqui na Câmara Municipal de Campinas. Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Poxa vida, Gabriel, agora você colocou um uma tonelada nas minhas costas aqui. Bom, eu quero agradecer a oportunidade de estar mais uma vez no programa Questão de Ordem, estar com você, estar com o nosso presidente Rossini, que faz um grande desempenho, um grande papel à frente da nossa casa, da nossa querida Câmara Municipal. E é uma honra de estar também com o seu Dilon aqui representando um conselho tão importante pro nosso estado de São Paulo que é o Conselho de Economia. Essa semana passada nós tivemos o dia do economista, né, seu Dão. Então registro aqui meus parabéns pro senhor, para toda a classe, viu? Ob e dizer que realmente é um assunto muito denso, né? a parte econômica de um estado, de um da união, de um país, de um de um município, é um assunto profundo assim de conhecimento mais técnico, mas a gente cabe acho que a Câmara Municipal tentar trazer essa discussão pra população de maneira que seja o mais fácil possível de se compreender, né? Nós temos todas essas peças orçamentárias, o PPA, a LOA e todas as outras que cercam a administração pública, que regem a administração pública, mas nós temos que, lógico, seguir, porque são leis, né, mas torná-la o mais acessível possível à população, porque eles são os nossos chefes, né? população tem que ter acesso, tem que ter informação para saber onde está indo o uso do seu imposto. Então, uma honra estar aqui, falar um pouquinho sobre isso. Vamos tentar contribuir com que a gente, o conhecimento que a gente tem. Muito obrigado pelo convite. Nós aqui agradecemos e os mecanismos também nós vamos abordar aqui ao longo do nosso programa O Questão de Ordem. E participa do programa o Dongeds, presidente do Corecom. Primeiramente, muito obrigado pela disponibilidade do tempo do Senhor, ter aceito o convite para participar aqui do nosso programa. Para quem está nos acompanhando, né, qual que é o trabalho que é desenvolvido pelo Corecom, o que que ele elabora, estimula, promove. Seja bem-vindo ao programa Questão. Primeiro eu queria agradecer o convite, presidente Rossini, presidente de uma das maiores câmaras de vereadores do Brasil, ao Nick Schneider, né, que é vereador pela primeira vez. Eu queria até dizer, eu fui vereador duas vezes na cidade de São Paulo, fui subprefeito e o meu mestrado é na área de finanças públicas e é uma área central essa questão do orçamento, porque somos nós cidadãos, as empresas que pagam tributos e com esse dinheiro que a prefeitura, o governo do estado e o governo federal eh desenvolve as suas políticas, educação, saúde, eh transferência de renda, investimentos. Então é um tema central e eu sempre faço questão de assinalar. O município é o ente da federação mais importante, porque nós nascemos no município, estudamos, casamos, trabalhamos e vamos morrer no município. Não é nem no governo do estado, nem no governo federal. Então, conhecer o orçamento é uma questão chave da cidadania. Então nós estamos desenvolvendo no Conselho Regional de Economia um projeto, depois a gente pode falar, que chama Orçamento Público e Transparência Popular, que é o que eu fiz na subprefeitura Jabacara. São Paulo tem 12 milhões de habitantes, tem 32 subprefeituras. O Jabaacquara tem 220.000 habitantes, que eu fui subprefeito. Então eu coloquei aonde a população entrava na sala os dados do orçamento de uma forma que qualquer pessoa possa entender. Não adianta você colocar lá serviço de terceiros. Então eu colocava contratação de empresa de limpeza de córrego tantos milhões, fazia um balanço mensal, eh, compra de gasolina e as outras gastos da subprefeitura. Isso deu uma repercussão extremamente favorável pra subprefeitura. Então, nós estamos desenvolvendo isso pelo estado. Nós estamos visitando as principais regiões do estado. Ti presidente Prudente, Alaçatuba, São José dos Campos, Piracicaba. temos agora em Campinas, vamos para Santos. Então para discutir, divulgar essa nossa campanha que em Marina inclusive nós tivemos lá já foi aprovada, tem uma lei que a prefeitura vai colocar em todas as secretarias esses dados que eu acho que é importante assinalar. Hoje você tem uma lei da transparência que obriga todas as prefeituras t no site o orçamento. Só que primeiro para achar o orçamento no site é complicado se não souber o caminho. E quando achar para interpretar o ler o orçamento também é difícil porque é toda uma terminologia técnica. Então esse trabalho é de popularizar o orçamento, de colocar a questão da cidadania. E eu quero repetir, Campinas tem um papel fundamental, é uma das cidades mais importantes do Brasil e Campinas adotando esse tipo de trabalho a partir da Câmara, isso vai repercutir em toda a região. Então esse trabalho que nós estamos fazendo no conselho, já que o senhor citou essa este modelo, eu vou pedir pra nossa direção, a gente tem este modelo que o senhor tá citando aí que facilita, né, essa questão pra população. Então, Odilon, eu queria que o senhor eh explicasse para quem está nos acompanhando, porque aqui ele tá descrito de uma maneira que o senhor entende que é mais clara a questão de receita de PTU, de TBI, as taxas, como que funciona esse modelo? Ah, funciona. Lógico que não dá para você, o orçamento ele tem dezenas de receitas e detalhadas e de despesa também. O orçamento é uma peça volumosa. O que a gente propõe é pegar as principais receitas. Então, por exemplo, quais são as receitas que o município é o responsável? IPTU, ISS e TBI, taxas, colocar qual é a qual quanto foi aprovado no orçamento e mensalmente fazer um balanço, tá? E eu quero até repetir o que o presidente colocou, a importância do orçamento. Eu quero destacar, o orçamento é o coração do governo. Todas as receitas públicas tão inscritas e você não pode fazer uma despesa se não tiver inscrito. Então a gente coloca todas as receitas, as transferências estaduais, ICMS, o governo do estado arrecada o ICMS aqui em Campinas, depois ele devolve 25% pra cidade, arrecada o IPVA, que é dos automóveis, caminhões e devolve 50%. Aí você tem as transferências federais, FUNDEB, SUS, o fundo de participação dos municípios, tá? E por exemplo, você também tem transferências do ponto de vista dos investimentos que a gente chama de de receitas de capital, que é para construir escolas, estradas, etc. E depois as despesas, como eu coloquei, por exemplo, não adianta colocar serviço de terceiro, você tem o que que é Campinas, por exemplo, provavelmente o serviço de limpeza pública é uma empresa terceirizada. Quanto que é o orçamento lá? 500 milhões todo mês fazer um balanço. Eh, limpeza de cório, conservação de verde, recapeamento, material de consumo, gasolina, etc. Então, de uma forma sintética que a população começa a ter essa, como é que a gente pode dizer, essa capilaridade, começa a entender isso e que é ela que contribui com o orçamento. Então, é uma coisa muito simples e que é uma questão central pra cidadania. Rossine e Nick, é o que eu acho que é interessante porque geralmente o que vira reportagem, eu como jornalista, geralmente é a receita, né? Então, chega no final do ano, o município arrecadou tanto de IPTU, arrecadou tanto de IPVA, do ITBI, mas tem as despesas também, que eu acho que é muito importante porque o município gasta bastante, né? Como que vocês enxergam este modelo de orçamento público para tentar aproximar da população para que ela entenda, né, o quanto que o município ele tem de receita, mas o quanto que ele tem de gasto também, né? Não, sem dúvida. É, como a gente falou, é um assunto que se a pessoa não for da área, não consegue muitas vezes compreender, ler as rubricas que estão lá, os tipos de receita, transferência, empenho. A gente precisa facilitar isso. Eu tô tava conversando com o Odilon, porque eu acho que nós vamos fazer uma parceria aí também com a Elecamp. Uhum. né, para que essa proposta do Curecom possa ser também disseminada com maior intensidade aqui na nossa cidade. De repente adotar como modelo de transparência, né, a fixação de tabelas como essa nas várias secretari ou órgãos públicos, é mais uma forma de você garantir que a população possa acompanhar, né? E é óbvio que aí dependendo do grau de conhecimento, né, entender melhor ou não, mas facilitar, né, a o a compreensão disso. Eh, quer ver uma coisa que eu acho muito legal, Odilon, que a isso aí é uma obrigação. Todas as obras quando tem financiamento público, tem a tabela lá, construção, valor que vai ser desenrado, né? Então, para para as pessoas também terem noção do que que tá custando agora, da onde vai sair. Normalmente você tem também a fonte do recurso da obra. É uma forma de você demonstrar, eu tô aplicando recurso público para executar tal benfeitoria paraa população. Eh, a gente precisa simplificar isso, né? Porque as pessoas às vezes não têm noção, né? assim, a demanda, seja da manutenção da cidade, zeladoria ou por serviço, é maior do que a nossa capacidade de atender isso aí. E o cara não é, por que que não faz aqui? Por que que não faz lá? Então, quando você coloca aí, talvez as pessoas comecem a saber melhor, olha como é que tá sendo priorizado e direcionado os recursos da cidade, né? É uma iniciativa importante do conselho que ela deve sim eh ser adotada. A gente vai pensar, viu Nick, como introduzir isso aqui na nossa cidade e botar Elecamp também aí, porque trazer o, né, os economistas, o próprio Dilon aí para fazer palestra pra gente explicar melhor isso. Isso é fundamental, é transparência na veia. Nick, quero ouvi-lo também. É, é, eu acho que essa questão de de popularizar as rúbricas, né, transformá-las em fontes, em palavras que as pessoas entendam, é muito legal, né, porque daí a pessoa vai ter um acesso mais direto e mais simplificado. E se você me disse da questão da receita, da despesa, que a receita chama muita atenção e a despesa muitas vezes acaba ficando de lado, até pela dificuldade de entender, né? Mas eh e quando quão desafiador é pro ente público, pro prefeito, pro governador, principalmente o executivo, que é quem ordena o orçamento e executa, né? Eh, você satisfazer a população, os anseios da população legítimos em grande parte, maioria das das vezes, e com o orçamento que tem, que muitas vezes não fecha a conta, como o presidente disse, né? E em contrapartida, eu eu não sei a opinião do presidente, acredito que seja mesmo se lão também, o brasileiro não aguenta mais impostos. Então acho que a receita, nós estamos no limite, né? Nós temos um crescimento vegetativo que é a inflação que se aplica todo todos os anos com relação a aos impostos, a a o reajuste dos impostos. Mas eu acho, eu acho o nosso país não, pelo menos no meu modo de enxergar a gestão pública, não cabe mais imposto, carga tributária pro brasileiro. E daí onde que de onde vem o serviço? Como que se dá o serviço? Através de uma gestão eficiente, né? Então a boa compra, a alocação correta do recurso, segurar os desperdícios, né? segurar aquele inchaço da máquina pública que muitas vezes eh atravess e muita atividade meio, né? Isso uma coisa que me preocupa muito na gestão pública, que nós temos muita atividade e meio e aquele que realmente presta o serviço pro cidadão, que é para isso que nó que existe os poder público, cuidar da cidade, oferecer saúde, oferecer educação, cada vez vai diminuindo o seu tamanho em proporção ao que cresce a atividade meia. E daí eu não digo só do dentro do poder executivo, mas nós temos um poder judiciário, nós temos, nós temos Tribunal de Contas, nós temos câmaras municipais, nós temos. Então veja quanta atividade meio que não entrega nada, tem um papel importante e eu acho que mas tem que ter esse equilíbrio, né? Porque não dá mais para arrecadar, para custear toda essa máquina. E aliás, a por favor, se me permite, o o Nick tocou um ponto porque a Câmara também tem o seu orçamento, lógico, a gente também ordenador de despesa e a gente tem uma obrigação também. E graças ao aprimoramento de alguns sistemas de controle aqui, Odilon, eh nós tivemos uma economia até o mês de julho de R$ 4 milhões deais em 14 processos licitatórios, assim, a que tinha uma expectativa de gastar tanto, a gente economizou e nós estamos essa semana fazendo uma doação pra prefeitura de 2 milhões, né, que é fruto da nossa economia, é realmente essa gestão que isso deve ser exemplo também. É, só para complementar e ouvi-lo, Odilon, a Câmara de Campinas também tem uma comissão especial de estudos sobre a reforma tributária, que é do Luís e Abico discutindo essa questão pro município de Campinas, pro estado de São Paulo. Então, a Câmara também, nisso que o Nick falou, né, dessa simplificação em trazer um imposto só englobando os outros cinco, né, é uma discussão que também tá aqui no nosso legislativo. Veja, eu quero ressaltar, né, como fui vereador, a Câmara representa o conjunto da população. Você pega, nenhum prefeito no Brasil é eleito com 100% dos votos. Então ele, o prefeito, ele representa uma parte. Agora na Câmara, se tiver um partido aqui, tiver 5% de votos ou 3%, vai ter um vereador aqui representando. Então a Câmara ela é o retrato da população e aí ela tem esse papel de levar a transparência. E aí eu acho que é importante, vereador, por exemplo, o estado, quando eu falo estado é no sentido lato, município, governo do estado e federal. O estado é um prestador de serviço. Então, Campinas deve ter dezenas de milhares de professores para atender a as creches, o o ensino inicial, deve ter milhares de médicos paraas postas de saúde, etc. Então o estado ele é um prestador de serviço e o estado é um dos debates que nós vamos fazer hoje. Ele tem um papel fundamental do ponto de vista do atendimento. O que eu sempre discuto é uma área que eu estudei. Você pode ter governos conservadores ou progressista. O estado é presente em todos eles. Uhum. Para dar um exemplo, aqui no Brasil 160 milhões de brasileiros não tem plano de saúde. Se não tiver o estado, por exemplo, o sujeito não vai ser vacinado, vai precisar fazer uma cirurgia, não tem. E aí você faz uma comparação. Nos Estados Unidos, o sujeito nem passa perto do hospital. Se ele pegar uma ambulância, ele vai gastar centenas de dólares para Então, por exemplo, isso é uma prestação. Mais de 80% de quem estuda no Brasil antes de entrar na faculdade tá em escola pública, que é o município que mantém as escolas, tá? 95% das pesquisas no Brasil são universidades públicas ou instituições públicas. Eu não, eu vou fazer, eu faço uma palestra que chama o papel de estado na economia. Então, só para dar alguns exemplos. A Embraer era uma estatal, ela foi privatizada. Grande parte da das exportações de aviões é o BNDS, que é um banco estatal que financia, senão ara não exportava. O agronegócio em grande parte depende do estado. Você pega a Embrapa, que é uma empresa de excelência, o governo passado, Bolsonaro, falou: "Ah, vamos privatizar a Embrapa". A Teresa Cristina, que era a ministra da agricultura, que é ligada ao agronegócio, ela falou: "Hipótese alguma, porque a Embrapa trabalha pro agronegócio." Há dois meses saiu o plano safra. O Banco do Brasil mais de 500 bilhões paga o negócio a juro subsidiado. O que eu falo isso? Porque a turma gosta muito de malé estado, estatal, etc. Se a estatal tiver um problema, você tem que, se o cara tá em corrupção, demitir abrir processo. E não é fechando o estatal. as estatais. Outro exemplo, porque essa palestra que eu faço, que eu pesquisei, no mundo, o estado é importante. Tem tem 450 bancos públicos no mundo que faz o papel do BNDS, que é banco estatal, tem 11 trilhões de dólares. Eu levantei e tenho a fonte para atender os interesses da população, tá certo? faz anos, alguns países europeus fizeram consórcio e montaram uma estatal para desenvolver semicondutores para ficar independente da China. Então, a gente precisa fazer esse debate e, por exemplo, um programa desse é fundamental pra gente poder dar esse tipo de informação. Senão as pessoas só ouvem falar mal, se não é a prefeitura de Campinas, onde é que o povo vai se atendido? E educação, saúde, tá certo? Então são coisas que a gente precisa levar em consideração. E a questão tributária, que é uma área que eu eu já eu dei aula há mais de 40 anos de de de economia. Você pega, por exemplo, a questão a estrutura tributária no Brasil é perverso. O Brasil é um país perverso, tem uma da é um país riquíssimo e tem uma das piores distribuições de renda do planeta. E na questão tributária também, a maior parte da carga tributária, ela é sob serviços, tá certo? Então, por exemplo, você vai comprar uma geladeira, eh, 40% do que tá na geladeira de tributos, de do preço da geladeira são de tributos. Tributos. Então, o sujeito, vamos supor 40%, uma geladeira de 2.000 são R$ 800 de tributos. Uma pessoa que ganha 2.000, compra essa geladeira, vai pagar 800 de tributo. Uma que ganha 50.000, vai comprar essa geladeira, vai passar, paga a mesma coisa. Nos Estados Unidos, que é um padrão aí para todo mundo, ou França, Alemanha, é diferente. A maior parte da carga tributária é direta, é sobre a renda, sobre a propriedade, soberança. Para dar um exemplo, eu já escrevi sobre isso no Lemon de Plomatic, que é um jornal francês e tem uma aqui no Brasil eles têm uma publicação alguns anos atrás, quando a princesa Dayana morreu na Inglaterra, ela deixou 30 milhões de dólares de herança. O governo inglês cobrou cerca de 15 milhões de herança. E é um país capitalista. Isso não é nada de radical. Aqui no estado de São Paulo é 4%. E se você falar em aumentar, você vai. E lógico, outra coisa que eu quero chamar atenção, qualquer tributo, ele precisa ser progressivo. Quem ganha menos tem que pagar menos. E quem ganha mais, que é o óbvio, isso aí não é nada de ser radical, entendeu? Mas isso é muito pouco debatido na sociedade. Por isso eu quero até um programa desse é super importante para levar esse tipo de informação pr as pessoas poderem refletir melhor. Eu não sei você tem acompanhado, Odilon, mas a reforma tributária aí que já tá aprovada, tá em curso, em transição, você acha que nesse sentido vai melhorar um pouco ou não? Uma simplificada, mas não é, ela vai melhorar no sentido de simplificar, que você vai acabar com três tributos federais. Uhum. Tá. para e vai criar o CBS, a contribuição sobre bem e serviço e vai acabar com o ICMS estadual, ISS municipal e aí vai ser imposto sobre bens e serviço. Então isso vai simplificar, vai criar o IVA, que é muito importante, porque hoje, por exemplo, uma empresa que produz um produto que vai ser usado numa máquina, então quando ela vende e pra empresa que vai montar a máquina, ela tá pagando imposto e atualmente a empresa quando vender a máquina vai colocar um imposto sobre imposto. Agora, a empresa que comprou o componente da máquina, quando ela for pagar imposto, ela desconta aquilo que ela já que ela já pagou inicialmente. Então isso vai facilitar muito. Agora você precisa mudar a estrutura, por exemplo, do imposto de renda. Só para dar um exemplo, na época da ditadura militar você tinha o imposto chegou a ser de 60% impostos de renda e tinha 12 alíquotas. Hoje você tem cinco alíquotas e a máxima é 27,5%. Então essas são questões, por exemplo, você precisa tocar nessas questões de estrutura do tributo. É que o Brasil é um país muito atrasado, tá certo? O as pessoas que, por exemplo, no geral, quem domina o país não quer nenhum tipo de mudança. Só para dar mais um exemplo, me desculpa aí, viu? Claro, né? Por favor. Por exemplo, a questão da reforma agrária, você fala em reforma agrária, é coisa de comunista, é coisa nenhuma. A reforma agrária é uma medida totalmente capitalista, porque ela tá criando propriedade e os comunistas querem acabar com a propriedade privada. A, a, e a, e a reforma agrária vai criar, você tem lá um uma grande extensão de terra e tem essa, não é desapropriar terra produtiva que não tá fazendo nada, o governo desapropria e uma propriedade vai virar 1000, 2.000. Então, por exemplo, tem uma série de questões que as pessoas não conhecem. E mais um detalhe importante, né? Desculpa, viu, eu acabo me alongando, não é aula, viu? Uma coisa importante, hoje você vive em redes sociais que grande parte desinforma. Tá certo? O sujeito tá numa bolha lá, só ouve coisa que é a favor dele. Por exemplo, eu gosto de futebol, torço pro São Paulo e como eu vou ver lá as coisas do São Paulo, eu só recebo informação. Então isso em qualquer área, tá certo? Então são questões que precisa debater, você levar levar informações reais também, porque tem muita coisa inventada, né? Sem dúvida. O Dilon, ele trouxe acho que muitos componentes pra gente poder eh debater aqui. E aí eu queria repercutir, quero ouvi-lo também agora com o Rossine, eh, com o Nick nessa questão eh do orçamento, das prioridades que ele citou, desde reforma agrária, tudo o que uma cidade precisa, esses assuntos, essas prioridades precisam ser suprapartidária e não ideológica. E isso é um desafio, Rossini e depois Nick Schneider. Ah, sim. Ah, sim. o componente ideológico acaba interferindo inclusive nos debates, né? Eh, às vezes você tem o mesmo objetivo a ser atingido, mas você tem dois ou três caminhos. Então, às vezes, a pessoa quer usar outra. Vou dar um exemplo. Foi no governo PT da Dilma que criou o marco regulatório das OS, permitindo que o estado possa contratar organizações da sociedade civil, porque o estado sozinho não consegue atender, né? Então, Campinas e a maioria das prefeituras de grande porte tem em tese contratado as OS paraa saúde, né? Tem gente que acha que não pode ser. Você tem que ter tudo como serviço próprio do município. Aí você tem a lei de responsabilidade fiscal que limita o teto de despesa com o pessoal próprio, com funcionalismo, né? Então você tem uma demanda crescente, a necessidade de ampliar o serviço, você tem um limitador, mas por questão ideológica, alguém falar: "Não, não, eu sou contra o S", né? Então, mas você tem que é um instrumento importante que se bem utilizado com com ética, com transparência, com rigor, responsabilidade, vai atender a população, porque a população interessa chegar na unidade básica de saúde, no pronto atendimento e ser atendido. Ah, havia dificuldades no caso de Campinas, por em escola na na saúde era assim também. O camarada era contratado e era, ele prestou o concurso e era lotado numa UPA do Campo Grande, né? Num, num ponto, vamos falar ponto socorro, né? Do Campo Grande. Aí ele tá lá e tá precisando de um de um outro de uma outra unidade. Você não podia transferir porque o local de lotação dele naquele lá, né? Com a terceirização, a prefeitura contrata o posto de trabalho e a empresa tem que colocar onde for. Então isso é um modelo de gestão para atender aquele objetivo. E na hora que você vai discutir isso, isso é polêmico, né? Porque você tem gente que tem visões diferentes. Eh, mas a política, assim, acho que o debate ele tem que ser feito quando você faz com critérios racionais e tal, ele é importante porque da luz em forma, né? Eu acho que tudo que você faz, você tem que ter argumentos para defender aquela sua posição. Mas tem sim, o componente ideológico às vezes interfere muito na até na execução do orçamento. Nick, depois Odilon, sobre este desafio, né? Porque vira e mexe esses assuntos, né? Muitos do que o Odilon eh citou, eles são colocados aqui na na Câmara de Campinas. Como que é esse desafio de tentar chegar num ponto comum que é beneficiar a população em termos de saúde, de transporte, de uma melhor educação, mas com essas questões ideológicas e suprapartidárias? É, o componente ideológico ele se ele se impõe já no momento eleitoral, né? Então, e ali durante a campanha eleitoral os candidatos falam principalmente em grandes cargos, né? Um presidente da República e eles falam muito e expõe muito o seu pensar de estado, né? Tem aquele candidato que pensa um estado mais abrangente, que é um perfil mais progressista, e tem aquele mais conservador que quer um estado mais enxuto, mais liberal e deixar a iniciativa privada andar. Uhum. Né? E são aspectos bem gerais, né? Bem gerais. É lógico que é muito mais profundo que isso, mas bem gerais. e fica difícil de repente assumiu, acabou a ideologia. É difícil isso, né? Porque cada um tem o seu jeito de pensar. No entanto, a política de estado, ela deve sobrepor isso quando o assunto é o bem do cidadão, né? Então acho que em comum, independente de esquerda, direita, centro, tem que ter a visão do bem do cidadão. E como o presidente bem disse, nós temos um sistema administrativo da gestão pública muito engessado, muito arcaico, antigo, o jeito do concurso público, o cara que tem estabilidade, o cara, veja, é difícil. Eu talvez eu não tenha assim uma saída mágica. Uhum. Tem a questão da lei de responsabilidade fiscal. Então eu não vejo hoje uma gestão eficiente da máquina pública sem, por exemplo, as O sem terceirização de serviços. Você já pensou fazer concurso para pedreiro, que vai fazer manutenção da cidade para jardineiro? É ilógico isso, né? Daqui a pouco esse jardineiro é ser humano, ele não não aguenta mais o serviço e e é do serviço, é é natural, não tem o que fazer. Eh, os professores, os médicos, nós temos a rede Mario Gate hoje, que ela tem médicos que são repostos, eh, tem que ser repostos em duas horas em caso de falta, né? Uma preocupação com um contrato que prevê isso, uma preocupação em atender o paciente. Se tá lá um funcionário público que falta, não tem essa reposição. Um médico não tem essa reposição, porque faltou, faltou, né? Então assim, não, eh, aí pouco me importa nesse caso, nessa discussão, quando a gente afunila o bem do cidadão, se é esquerda, se direita, o que que a gente tem que pensar o que funciona, porque eu vejo que o poder público tem muita teoria, muito engessamento, muita, mas na prática a gente vê que tem muito a melhorar, né? Não dá para falar que tá tudo ruim. Eu não sou, eu acho, eu reconheço muito o serviço público, SUS, eh, as escolas municipais em Campinas são excelentes, mas tem muito a melhorar, né? Ô Dilon, esse mundo real versus ideal, suprapartidário, não ideológico. É, não, acho que a coisa no Brasil se complicou muito. Eu fui vereador, o presidente da Câmara era era o Miguel Colaçuona, que era malufista. Eu fui do PT, depois eu saí do PT. Mas eu tô te colocando o seguinte, a gente tinha uma convivência muito boa, inclusive o eu fui presidente do sindicato dos economistas depois do Colaçuono, tá? que ele foi até prefeito de São Paulo e a gente uma convivência, ele era um sujeito extremamente educado e debatíamos, tínhamos divergência. O problema é que hoje em dia virou uma radicalização brutal que não dá nem para conversar e você tem muita desinformação. Virou uma guerra de desinformação. Então, por exemplo, que eu sempre falei dos meus alunos, você faz um trabalho, precisa colocar a fonte, não é o que eu acho. Você precisa colocar real. Então, por exemplo, só para o que que o Conselho de Economia, nós somos em 12 conselheiros titulares e 12 suplentes. Nós temos economista do mercado financeiro, mercado e capitais, ligado ao Banco do Brasil, a Unicamp, a GV, a USP, a a PUC de São Paulo, a FIESP, a o diees então que teve origem no Desei. Isso é uma multiplicidade que extremamente sadia. A gente tem feito debates importantíssimos e já elaboramos sete documentos que eu vou deixar aqui pro presidente, para você que para todos vocês. Eh, eh, documentos sobre o papel do Estado com a gente da fontes. Uhum. Por exemplo, então, ã, a primeira grande siderúrgica do Brasil de alta qualidade foi a companhia siderúrgica nacional feita pelo Getúlio. O Getúlio chamou o setor privado para fazer essa siderúrgica. setor privilado se recusou porque era muito investimento e longo prazo de retorno, não quis. Você pega o BNDS, foi fundamental e continua sendo a Petrobras. Então você pega empresas fundamentais que, por exemplo, você pega toda a infraestrutura do Brasil e eh geração de energia elétrica, etc., foi o estado que fez. e ele tem obrigação, porque o setor privado não entra nisso. Então, por exemplo, no Conselho a gente fez um documento sobre o papel de estado, por exemplo, a questão da CELIC, nós vamos visitar o Banco Central a semana que vem para conversar com o Galipulo, a questão da taxa de juros é um absurdo, prejudica todo mundo. Só para dar um detalhe importante, esse ano o Brasil vai pagar 1 trilhão, o governo federal 1 trilhão de reais de juros. Não há economia que se sustente e a inflação tá sob controle. Então nós vamos querer debater essa questão. Nós já falamos com a direção da Febraban, fomos recebidos pela direção da FIESP, da Associação Comercial do Estado de São Paulo, da CNA, com representantes, porque nós estamos propondo e tem um outro documento muito bom sobre um a necessidade de um novo projeto de desenvolvimento pro Brasil. E aí no conselho a gente respeita a filiação lá ou não e a simpatia de cada conselheiro pelo partido que ele quiser. Agora lá dentro nós não temos essa mistura. Claro. Então, por exemplo, na Câmara, lógico que tem divergências, debate. Agora, a Câmara de Campinas, como a de São Paulo, qualquer outra, precisa trabalhar em benefício da sociedade. Então, essas questões ser esclarecidas, a questão da OS aí precisa, veja, essa questão da transparência é fundamental, porque como é que isso é feito? A questão, por exemplo, do funcionalismo de estabilidade, se você não dá estabilidade pro fiscal, ele muta lá um amigo do prefeito, o prefeito pode ir lá e demitir o cara. Então você tem uma série de cargos que precisam ter estabilidade, que é cargo do Estado, entendeu? Então tem, veja, uma série de nuances que nós, né, eu já fui vereador, vocês, a gente precisa entrar nesse debate. Só mais um detalhe, a lei de responsabilidade fiscal tá lá que o município ele pode gastar 54% da receita corrente líquida com pagamento de pessoal e a Câmara 6%. Tá certo? Aí, por exemplo, por que que esse debate é importante? O que que é receita corrente líquida? A maioria das pessoas e tem muito vereador que também não sabe, hein? Eu tenho a minha experiência e não é nenhuma crítica para denegria que não sabe agora. Então você precisa eh entender conceitos básicos para poder fazer debates que têm credibilidade. Então eu acho que essas questões aí, a questão ideológica, lógico que cada um tem a sua, mas a gente tem que respeitar as divergências, desde que sejam divergências para melhorar a qualidade do município, da cidade, não porque o meu partido acha que é isso. O Corecom ele tem cursos, aulas, palestras para nós jornalistas, para outros economistas, pra população em geral, para poder explicar muito do que isso que o senhor tá falando? Ó, nós temos mais de 500 vídeos o nosso acervo que qual os economistas podem acessar. E, por exemplo, eu já dei um curso pro Conselho Federal, já dei pro Conselho Estadual, nós temos um curso gravado sobre orçamento público que fala do plano plurianual. Plano Planal é fundamental, pessoal. 4 anos de investimento. O que que vai acontecer em Campinas? Que que nem você falou em 26, 27, 28, 29. 29 pode ser até outro prefeito que ele pega 3 anos no mandato, tá certo? Aí vai colocar lá mais de 60 bilhões. Aonde vai isso? Eu escrevi faz uns dois meses no lá o jornal de Brasília, o Correio Brasiliense, o falando sobre o plano plural. Foi o título que eu coloquei é o seguinte: 99% da sociedade brasileira nem desconfiam que é o plano pleno e não é o povão, não vai falar com empresários, com líderes sindicatos. Já fiz muita palestra para sindicato. Eu falava lá, meu trabalhador depende de saúde pública e educação pública. Vocês tem que ter uma diretoria para acompanhar o orçamento. Só que você fala é, mas existe, não tem maturidade suficiente na sociedade. Por isso que essa campanha que nós estamos fazendo, ela é importante. Rossine e Nick, a importância desses cursos, dessas aulas, desde para nós jornalistas, mas também para um público mais especializado para poder entender o assunto? Não, eu acho que é fundamental. Nós temos feito uma parceria até com o Tribunal de Contas do Estado, né? Fizemos já vários eventos aqui na Câmara, não só para Campinas, paraa região, onde os Ministério Público de Contas, auditores do Tribunal de Contas, conselheiros, vem aqui e esclarecer um pouco aquilo que é a preocupação da fiscalização do Tribunal de Contas, apontando pros gestores, né, como fazer assim adequadamente a execução do orçamento, as principais preocupações. Eles têm procurado fazer isso num linguajar até um pouco menos técnico, né? Dá oportunidade de você poder debater. Ele fica mais claro quando você traz exemplo prático, né? Então, ó, uma aquisição, uma licitação para tal coisa, a lei faz isso. Quando você dá exemplo prático, isso começa a facilitar a compreensão, o entendimento. A a Câmara de Campinas, através da ELCAMP, já promoveu alguns desses eventos. É claro que quando a gente abre pra população, a gente espera também que os jornalistas acompanhem, né? A gente abre assim, o os órgãos de imprensa, os de Campinas, eles têm antenado, tem acad acompanhado a TV Câmara. Eu acho que de alguma forma a gente tem contribuído para isso também. E aí, eh, Odilon, um exemplo disso é que a Câmara foi reconhecida com selo diamante. Parabéns, né? Do Tribunal de Contas. Atingimos lá 99, mais 99 coisas de transparência, aplicando na íntegra a lei de transparência, né? Dando condição, tudo que acontece na Câmara, a população pode acompanhar. É claro que cada vez a gente tentado aprimorar isso para facilitar esse esse entendimento, mas a Câmara tem procurado fazer isso. Nick, pegando o gancho do que o Odilon falou, que 99% da população não sabe o que é plano plurianual. Eh, e acho que não sabe sobre LDO, sobre eh todos esses termos. Eh, você entende que em algum momento nós estamos errando e nós precisamos simplificar ou o assunto é difícil mesmo? E e este é o desafio diante para falar sobre a questão de economia mesmo. É, nós vemos um sistema político representativo, né? Muito embora a nossa constituição fala em participação popular, né? Participativ, você tem os conselhos, né? conselhos, né? Então, eu acredito que a população, assim, a vida do povo não é fácil, a nossa vida não é fácil, né? E a velocidade da da das informações que nós estamos expostos hoje em dia para tudo, não só no campo da que nós estamos tratando aqui, mas para tudo que a gente vive. Então eu assim, eu não não tenho a assim a ideia de jogar a culpa é da população que não vai atrás. Eu não acho que é isso, mas por outro lado, seria bom que a população tivesse um pouquinho mais atenta a isso, né? Cabe a nós tentarmos tornar o mais atrativo possível com ações que o sindicato tem feito de disponibilizar vídeos, de colocar a cara, visitar e e traçar projetos como esse para facilitar o entendimento, seja como ações, como o presidente tem promovido aqui na casa, de promover debates, trazer Tribunal de Contas, tentar envolver a imprensa campineira para divulgar. Então assim, eu acho que é um processo, um processo de maturidade que a nossa sociedade passa. A nossa Constituição é jovem ainda, né, de 88, acho que não é tão presidente. E e eu acho que a gente tá num caminho aí da da informação de de oferecer mais informação pro povo e o povo um pouco mais devagarzinho pegando a consciência da importância da participação em toda essa discussão. Só para complementar um pouco, quando o orçamento chega aqui na Câmara não é uma peça da cabeça do prefeito. Na verdade, as diversas secretarias elas têm instrumentos e processos de planejamento, inclusive discutido e debatido no âmbito dos conselhos, né? Conselho de saúde, conselho de assistência. Então, existe de certa forma um instrumento de participação da sociedade. É claro que quando chega a necessidade de cada secretaria, às é a assim, a necessidade é maior do que às vezes que a receita, né? E aí é critério de prioridade e política do gestor de fazer os ajustes que devem ser feitos. E a Câmara de a prefeitura de Campinas também tem aquilo que chama orçamento cidadão, que é do total do orçamento, nós temos acho que 2% cabe para investimento. de long. O resto tudo é manutenção e tal ou investimento de fonte de financiamento, mas o que sobra mesmo e esses 2% tem sido feito, existe inclusive o Conselho Municipal do Orçamento Cidadão que reúne lideranças, tem eleição dos conselheiros nas várias regiões de Campinas onde eles discutem e aí eles discutam assim necessidade de obraso para cada região. Então, há uma forma de tentar fazer com que a população também se envolva essa preocupação de esclarecer, mas apesar desse todo esforço, desse esforço todo, ainda é muito pouco a participação e a compreensão. sobre essa pouca participação, Odilon, você, bom, a gente já chegou aqui, então, à conclusão de que realmente o assunto ele é difícil, tanto é que precisa simplificar, porque a peça orçamentária ela é muito longa, então a população não é culpada disso. Mas existe um distanciamento também de uma parte da população que fala: "Ah, não, eu não quero saber de política, eu não quero saber sobre plano plurianual". Existe isso de fato e se intensificou nos últimos anos. E essa é a preocupação dessas pessoas que estão afastadas da política. Ah, não tenho nem dúvida. Você tem uma sociedade que não tem a consciência da importância da participação dela. E eu falo muito, não é, da ampla maioria do povo, de lideranças. Esse é quando eu falo o quê? As pessoas não conhecem o plano não é um funcionário qualquer, é um líder da indústria, do comércio, do sindicato, que não entenderam que o estado é fundamental. Esse é o detalhe. Não é porque o estado não é de esquerda, nem de direita, ele é um estado, ele é necessário pra sociedade. Esse debate do estado vem desde lá do século 17, século XVI lá com o Thomas Robes, o Rousseau, o Thomas Robes, tá? até o que era um filósofo, ele dizia que o homem é o lobo do homem. O homem nasce, o homem é mau, então precisa ter o estado para controlar. E o Russult dizia que não, que o homem é bom, que precisa ter o estado para impedir que os maus prejudiquem os bons. Então esse essa discussão é antiquíssima. E logicamente, veja aí, são questões para colocar com o advento do neoliberalismo na década de no fim da década de 70, que era acabar com o estado, desregulamentar tudo, isso foi uma campanha brutal, eu acompanhei, eu já dava aula, tá certo? Isso aí é para desqualificar o estado, porque o setor privado quer pegar áreas que dão lucro. O que que é a lógica do do setor privado? É ter lucro. Não tô nem discutindo, tá certo? Agora eu tô discutindo sim. Agora o estado, por exemplo, vamos pegar a questão da Sabesp. A Sabesp, o ano retrasado, um ano antes dela ser privatizada, ela deu um lucro de 3 bilhões e meio. É uma empresa lucrativa. Por que que você vai privatizar de uma de um elemento fundamental pra sociedade que é água, tá? E tem o hoje o nosso ah vice-presidente, o Aroldo, ele que ele era ligado à FIESP, então ele fez até um livro sobre a a necessidade de industrializar, reindustrializar o país. Aí ele dá um exemplo que ele conversava com muito empresário, falava: "Isso vai ser o maior barco furado privatizar". Hoje em dia os caras estão falando se tem razão, aumentou em 400% a conta de água das empresas, entendeu? Então são questões fundamentais e aí não é um problema ideológico, é um problema de você ter ações do poder público para melhorar a vida das pessoas e das empresas, tá? Então, essas questões e aí eu queria até um gancho importante. A a Câmara de São Paulo tem uma assessoria que tem uns 10 economistas concursado, porque um vereador é uma liderança popular, ele não tem noção do que que é orçamento, esse processo que é complicado. Agora ele precisa de ter alguns técnicos falam para ele, olha o o que que é o plano porual, por que você tem que participar, como é que é. Então, por exemplo, a gente tem estimulado nessas viagens que a gente faz pelo interior para as prefeituras contratar economistas, porque nós economistas é uma formação do ponto de vista de planejamento que lógico que as outras profissões são fundamentais. Agora nós pela formação acadêmica e a nossa prática, a gente conhece se o PIB vai crescer, vai ter inflação, como é que isso pesa, quais são as prioridades e as câmaras para poder fiscalizar o poder executivo. Sim. Eu tenho, por exemplo, Mauro Bragato, é um deputado estadual que eu fui, a gente era na época da ditadura que eu conheci ele, a gente era do MDB, né, que era MDB e Arena, e é um cara muito legal. Ele é lá de Presidente Prudente e ele foi presidente da comissão de finanças. E aí eu fui lá para discutir com ele para organizar uma assessoria de economistas paraa assembleia que não tem, que é um orçamento de mais de 300 bilhões. Aí ele falou para mim, ó, pô, o governador manda algumas coisas aí no orçamento que a gente não sabe direito, pô. Se no maior estado do Brasil acontece isso, você imagina então, viu, presidente, fundamental ter aqui uma assessoria de economista, porque o vereador, eu quero repetir, em princípio ele não sabe orçamento, nem tem obrigação, ele é uma liderança. Agora ele precisa ter alguém que vai falar para ele o que que é LDO, como é que você faz o processo orçamentário. Tem muita gente que acha o orçamento de Campinas é cerca de 16 bilhões. Não, hoje tá 11. 11 bilhões. Tem muita gente que acha que dia primeiro de janeiro tem 11 bilhões no cofre da prefeitura. Isso aí vai arrecadar a transferência de CMS. Mas é importante dizer exatamente isso, porque muitas pessoas, a notícia que sai é essa, o orçamento da prefeitura é tanto e acho que já tá no caixa. Lógico, não tá. Mas isso aí é depende da transferência federal, arrecadação na influência, arrecadação, depende da gestão federal, da gestão. Então IPVA, por exemplo, essa transferência vai ser nos três primeiros meses, que é o estado, ele cobra de Então, por exemplo, isso tudo são detalhes que também não são difícis de entender, não, viu? E sofre as influências da economia, né? Lógico, se o pí vai crescer, aumenta a arrecadação na média, entendeu? Então são coisas que também não é uma um bicho do outro mundo, não. Eu dei aula lá no pós-graduação, eu dava especificamente sobre orçamento. Então uma coisa didática todo mundo entende. O orçamento tem lá um conjunto de números que quem olha fala: "Pô, isso aqui é uma loucura". Não é aquilo é uma coisa mais todo o dígito começa com é receita corrente, um dígito dois receita de capital. E aí vem 3390 custei 490. Isso. Isso é isso aí. Então você vai, você vai pegando esse, já dá para dar aula pros outros, você vai pegando esses princípios, aí você vai entendendo, olha quanto é que tem para investimento na área de capital, tá certo? Ou despesa. Então são questões que são possíveis da gente eh fazer programa bom é programa com muitas informações e passa rápido, viu? Tenho só mais uns 10 minutos, mas eu quero abordar mais um tema eh com vocês, começando com o Odilon e depois com o Rossini e com o Nick, que é sobre as agendas inovadoras, porque elas acabam surgindo às vezes no meio do caminho, às vezes vem de fora para cá, né, do exterior pro Brasil, mas às vezes são discussões nacionais. Então, por exemplo, emergência climática, ações pro meio ambiente ou questões de tecnologia, surge a inteligência artificial. Odlon, o estado precisa muitas vezes reformular, mudar as estratégias de acordo com uma necessidade às vezes para agora como meio ambiente e pensar na questão de inteligência artificial, de tecnologia às vezes de média a longa distância, não é nem dúvida. Inclusive, principalmente na área da educação também. Então, por exemplo, hoje você tem o que eu comento, quando eu era moleque lá em São Paulo, eu sou eu lembro, eu era bem criança. O lixo em São Paulo, você deixava a lata de lixo, que vinha a prefeitura, você jogava o lixo lá porque era lixo orgânico, não tinha essa parafernália de plásticos, isso tudo, entendeu? Então, por exemplo, isso é um problema gravíssimo. Isso o estado precisa est presente, porque como é que você vai tratar do lixão, do da reciclagem? Todas as prefeituras precisam ter um projeto para isso, entendeu? Por exemplo, a questão da inteligência artificial. Hoje à noite, inclusive a nossa colega Larissa vai falar sobre isso. A inteligência artificial é fundamental hoje, uma coisa nova que nem eu conheço muito bem, entendeu? Então, por exemplo, o estado ele é importante para disseminar essas novas tecnologias e também, por exemplo, a questão da mudança do do meio ambiente, pessoal. A enchente que deu no Rio Grande do Sul, o que tá pegando de fogo na Europa, para quem tá acompanhando noticiário, é um negócio brutal. Na Califórnia, o clima tá mudando, então você não tem que mudar o tipo de energia aí, tá certo? Baseada no petróleo. Isso por causa que é o futuro da humanidade. Onde é que vai, onde é que nós vamos parar? Tá, tá vendo de gelo. Isso é real, não é invenção. Os quem acompanha o cientista tá mostrando isso. Então o estado precisa ter uma presença, a devastação da Amazônia. Quando eu era jovem, a propaganda lá na época da ditadura e todo mundo achava normal, era aquelas máquinas destruindo a Amazônia. Para fazer a Transamazônica todo mundo achava que era normal. Quer dizer, isso você precisa preservar. As florestas elas são fundamentais. Você tem a questão do Código Florestal, que cada fazenda tem que ter um módulo de mata nativa, tem que fazer as matas, que derrubaram tudo, por isso que dá muita enchente. Então são questões que o poder público ele faz pelo seguinte, o poder privado, o empresário tá preocupado com a empresa dele, que é legítimo, ninguém tá discutindo, ele quer aumentar o lucro da empresa dele. Agora, quem é que tá pensando no conjunto? É o estado, é a prefeitura, a Câmara. Claro, Rossine Nick, repercutir com vocês também, porque às vezes acontece isso, né? tem o plano diretor pros próximos 10 anos, tem o plano plurianual, mas às vezes surge alguma coisa de fora para cá ou mesmo uma demanda interno e aí precisa reformular, precisa estar atento a essas questões. É, hoje é uma das dificuldades que das prefeituras, cidades é você planejar para, né, assim, a gente percebe que a grande estrutura, a máquina burocrática fica focada 99% em resolver o problema do dia a dia, pagar incêndio e pouco olhar pra frente. É claro que as emergências climáticas são uma realidade. Hoje você tem que pensar como preparar os municípios para enfrentar ou mitigar as consequências das emergências, chuvas fortes em pouco espaço de tempo, gerando enchente, né? Como buscar recurso para isso? Porque tem que fazer no município, mas o município com orçamento próprio não consegue, né? Você tem que ter esse pensamento de forma global. O impacto sim da da das inovações tecnológicas, né? a mudança dos modelos de negócio, de emprego, a gente tá diminuindo a oferta de emprego, como é que vai ficar a previdência daqui um tempo, verdade, né? Você tem que estimular o empreendedorismo, então então sem mudanças que vai ter que se adaptando. A dificuldade no setor público, o setor privado, ele é mais veloz e mais ágil para fazer essas adaptações, porque no setor privado aquilo que não é proibido é permitido. E no setor público, se não for permitido por lei, você não pode fazer. Então, a velocidade das adaptações no setor público é menor, né? Mas você tem que sim tá com esse olhar e tem que tá na agenda hoje de todo gestor essas questões, mudanças, emergências climáticas, inteligência artificial, essa mudança demográfica da sociedade, a sociedade tá envelhecendo mais, entendeu? Então isso impacta, você tem que est pensando hoje como é que você se programa para manhã, né? Nick, é verdade. O, a questão do envelhecimento é muito, eu também tinha isso no meu coração para falar, eh, a pirâmide demográfica está se invertendo, né? Nós temos a questão do AIA que vem para ficar eh pro mercado privado é novidade, imagina pro público, né? Eh, a velocidade de captação de nova tecnologia e implantação no setor público é muito mais lento, né? E daí eu volto a a bater na tecla do do arcabolso legislativo que a gente tem, da maneira de se contratar, da maneira de se executar, é muito mais engessado, né? Então uma provocação aí, eu não tenho, não é uma receita de bolo, eu não tenho aqui, mas uma provocação, né? Será que o nosso poder público, o nosso estado brasileiro não é muito engessado, não é muito burocrata, né? Uma provocação que fica um elefante, não é um elefantão, né? Exato. Não é muito pesado, não é? e e as inovações, eu o esse governo, né, acho que eu começou no no mandato passado, que é o mesmo governo, a questão da telemedicina, né? Sim. Um avanço tecnológico que tem ajudado muito a cidade de Campinas e e eu não duvido que daqui a pouco quem vai estar atendendo a telemedicina vai ser Iá, não vai ser mais nenhum médico. Não duvido do jeito que vai, porque, né, porque tem, você põe lá os sintomas, já sai a o site de busca já disso, né? a inteligência artificial vai aprimorar. É, então a velocidade que as coisas vão acontecendo na nossa vida pessoal e que reflete na sociedade, na vida do de se gerir uma cidade, se gerir as pessoas, a vida assim, os interesses e as necessidades das pessoas é é tamanha, que é um desafio enorme, viu? Mas eu só vejo isso com uma ampla reforma do Estado, no sentido de otimizar eh as atividades meios, tornar o estado mais produtivo no sentido de oferta de serviços, um estado mais eficiente, um estado mais leve. Esse é o meu meu jeito de pensar, que eu acho que seria mais viável pro nosso país. Ô Dilon, a gente já tá na reta final, mas eu tinha deixado uma pergunta lá atrás. A gente pode dizer que existe um movimento em todo o mundo e o Brasil estaria incluído de modernização de gestão pública se comparada a uma década atrás, lá para 2015. Agora tá melhor, tá diferente ou tá pior? Tá ficando cada vez mais complexo? Ah, eu acho que é uma necessidade, né, esse debate aí, como é que você atende a população? Mas você tem problemas graves, você pega educação. Eu fiz na minha época todo mundo queria estudar escola pública que era de altíssimo nível. Professor ganhava bem para caramba. Professor era um cara de destaque em qualquer cidade e quem não conseguia tinha que pagar na particular, né? É, entendeu? Hoje em dia, quanto é que ganha um professor? Que é a profissão mais importante do mundo, hein? Eu tenho maior orgulho de ser professor, tá? É qualquer o maior cientista passou na mão de um professor, o melhor cirurgião. Então, por exemplo, você precisa, o estado precisa investir nessas áreas centrais, tá? A questão da saúde pública, como é que você atende, porque é um problema que o sujeito fica doente, que eu sempre falo, você ficar doente, você pode ter muito dinheiro que você não resolve nada. Então, por exemplo, você precisa dessa modernização que precisa pegar quem entende dessas áreas, debater e aí a gente respeitar opiniões diferentes e melhorando. Acho que a gente tem que trabalhar para melhorar o Brasil. Sim, o meu intuito. Quando eu fui vereador, inclusive eu tive problemas do partido porque tinha coisa que eu discordava e eu ia lá e falava, não é porque é meu partido que eu vou, tenho que aceitar tudo. Tem mais essa. A gente tem que, lógico que você tem um programa partidário, mas você tem opiniões que você pode divergir. Então isso é fundamental, a gente poder eh entender o que tá acontecendo. Por exemplo, essa hoje esse tarifaço do Trump que é o maior absurdo do mundo. E tem deputado brasileiro lá incendiando o país lá fora. Maior absurdo, tá? Veja. E aí falando português, claro, não é um problema é um problema de você defender os interesses nacionais. Aí o agronegócio tá tendo problema mais gravíssimo, porque tem um cara lá fora, um deputado federal tramando contra os ingleses do Brasil. Então isso precisa ser debatido, não é? O o sujeito ter outra opinião, não tem problema nenhum. Agora tem limites para isso. Então eu acho que são questões aí da modernização. A gente precisa deixar mais transparente isso tudo para opinar e chamar quem entende, né? Porque eu tenho algumas opiniões. Agora você precisa chamar quem que estuda para poder explicar e a gente poder fazer opções. Odilongedes, presidente do Corecom, Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo. Todas as informações que foram passadas aqui, eu tenho certeza, de grande valia pro nosso telespectador. simplificou, eu tenho certeza disso, algumas questões que algumas pessoas tinham alguma dúvida, vão passar agora a estudar aí atrás dessas informações. Já faço um novo convite pro senhor retornar até que aos nossos estúdios para falar sobre este assunto, mas também sobre outros e fica aberto aí paraas suas considerações. Então, primeiro eu queria agradecer o presidente poder estar aqui, o vereador Nick, tá? é muito importante. Eu tenho maior respeito pelos vereadores. É, quem tá lá em contato com o povo tem um papel fundamental. Há uns meses atrás eu ouvi um sujeito no na no rádio metendo o pau em vereador. Eu falei para esse cara, eu não tenho nem noção do que que o vereador e a importância que ele tem. Então, queria agradecer inclusive e destacar o nosso delegado aqui, porque nós temos 130 delegados, o Rubens aqui, que articulou todas essas nossas. Eu já tive na Associação Comercial, na OAB aqui hoje, receber ele que articulou. Foi um trabalho extremamente importante. Muito obrigado. Eu que agradeço, vereador Nick Schneider também. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo. Tenho certeza que as informações que foram trazidas aqui de grande valia pro nosso telespectador. Já faço um novo convite pro senhor retornar até os nossos estúdios também para falar sobre esse mais outros assuntos e fica aberto aí paraas suas considerações finais. Obrigado, Gabriel. Obrigado a todos que nos acompanharam pela TV Câmara. Convidá-lo a interagir conosco nas nossas redes sociais, Nick Schneider, NK. Daí vai aparecer lá o Schneider que é mais difícil entrar, mas é só digitar lá o nick que vai aparecer, convidará a interagir conosco. Se quiser, tiver alguma pergunta, algum comentário, é uma honra para mim recebê-lo. Agradecer a parceria aqui, ter recebido seu Dilon e mais uma vez estar ao lado do nosso presidente, aprendendo com ele, com Rossini, que faz um grande trabalho à frente da nossa casa. Muito obrigado pela oportunidade. Nós aqui agradecemos, presidente Luiz Rossini, também muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite para participar. aqui do nosso programa. Já ficou claro os desafios, né, que estão impostos para um presidente de um legislativo como uma cidade eh de Campinas inserida deste contexto, né, do estado de São Paulo. Agradeço as informações que foram trazidas aqui com a sua experiência do sétimo mandato. Já faço um novo convite pro senhor retornar até aqui aos nossos estúdios e fica aberto aí paraas suas considerações finais. Primeiro, parabéns a você, viu, pela condução do programa, viu, Gabriel? com muita clareza, muita capacidade de entendimento, colocação, ajuda muito aqui a discussão, né? Agradecer o Dilon por ter vindo até aqui, né? Parabéns pelo trabalho. Acho que vamos ver como é que a gente faz uma parceria para dar potencializar essa ação do conselho. Agradecer o meu amigo lá, Rubens Zaracaque, que é delegado, né? Trabalhou comigo na CPFL, ele que fez essa essa ponte. e agradecer também o vereador Nick Schneider que veio participar conosco dessa discussão que é necessária. Eu acho que não tem assunto, por mais espinhoso que seja, que não deva ser discutido e debatido para com a sociedade no sentido de orientar mesmo, de conscientizar. Então, foi uma alegria participar desse papo com vocês aqui e foi uma alegria ter você também aqui com a gente. Espero que a gente tenha contribuído para este debate, que é a nossa função simplificar e dar transparência pro que acontece no nosso município, no nosso estado e no nosso país. Programa Questão de Ordem fica por aqui. Continue na nossa programação e até uma próxima oportunidade. Ciao. Ciao. [Música]