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e aí o olá está no ar mais um programa questão de ordem desde já eu quero te agradecer pela companhia e audiência lembrando que você acompanha o programa é claro aqui pela tv câmara e também por meio das nossas redes sociais então fique com a gente até o final do programa de hoje a gente vai falar sobre o eja o ensino de jovens e adultos um assunto que muito tem se falado aí no dia a dia né e para falar sobre esse assunto a gente recebe aqui no estúdio a vereadora mariana conti que muito tem atuado aí nessa área o vereador também gustavo petta que também é presidente da comissão né de educação esporte aqui da câmara e o presidente da fumec diretor né josé batista eu queria desde já agradecer a presença a presença de todos vocês aqui a vereadora obrigada por participar aqui por atender o nosso pedido e eu queria perguntar para senhora esse assunto muito importante né precisa ser discutido sempre com certeza eu agradeço o convite é um prazer tá aqui com os meus colegas conversamos sobre esse tema que na verdade é o tema da educação do analfabetismo combate ao analfabetismo na empresa no século 21 nós ainda temos muitas pessoas nem que infelizmente não tiveram oportunidade de ser de se alfabetizar e no mundo em que a palavra a letra escrita é tão importante a gente vê que isso gera exclusões de todas as naturezas e na verdade tem várias formas então eu for batismo nós temos analfabetismo aquilo que naquela forma que a pessoa não conseguiu ter as primeiras letras ter se iniciada no letramento mas tem o analfabetismo e aquelas pessoas que não conseguiram dar continuidade aos seus estudos então quando a gente está falando de uma política de educação de jovens e adultos que é a principal política aí para atender um público que foi excluído do ensino regular é importante que a gente leva em consideração os anos iniciais o que corresponderia ao ensino fundamental mas também aos anos que corresponderia ao ensino médio isso é muito importante a garantia desse direito para que a pessoa possa cumprir né o ensino o cumprir a escolarização que é prevista na lei de diretrizes e bases do brasil porque se eu a parou de estudar em algum momento alguma coisa aconteceu na vida da e parar de estudar muitas vezes é porque a gente tem um caso de mulheres que por conta do casamento num casamento que não tinha liberdade para fazer um curso você tem pessoas que começam a trabalhar muito jovens pessoas idosas que na que pegar um período em que o ensino não era um ensino obrigatório então alguma coisa aconteceu algum direito foi negado em algum momento da vida dessa pessoa o direito à escola ao direito à educação foi negado então a gente na verdade quando a gente fala de eja do combate ao analfabetismo a gente passou na reparação de um direito e claro isso atinge principalmente as pessoas de uma árvore vulnerabilidade pessoas mais pobres pessoas com deficiência mulheres ou seja pessoas que aí estão numa situação social que a escolarização faria toda a diferença né então eu acho que é muito importante a gente debater isso a política pública para que as pessoas tenham direito dentro a gente é necessário campanhas ações é necessário também garantir a política pública para que esse direito seja de fato exercido para a gente entender certinho e é o exu eu queria que você explicasse josé batista o que é o eja para quem ele é voltado como funciona que hoje na nossa cidade o primeiramente eu gostaria de cumprimentar lá eu mesmo tempo também parabenizar tv câmara pela por essa iniciativa que tem sido bem a tv câmera tem sido bem atuante nessa parte de propagar aquilo que é bom é aquele que é necessário também para toda a nossa sociedade cumprimentar a vereadora mariana conti o vereador gustavo petta são dois vereadores atuantes na área da educação cruzeiro já tive oportunidade de encontrá-los em algumas reuniões e conselhos também isso é muito bom bom falou de especificamente do eja educação de jovens adultos e aí o penúltimo plano municipal da educação é passou a ter a terminologia idosos ele acontece em duas etapas nós temos falando do ensino fundamental e eja anos iniciais e eu já anos finais e janus iniciais do 1º ao 5º ano e o erro nos finais corresponde do 6º ao 9º ano nós temos a hoje em campinas a fumec e a responsável pelo eja anos iniciais do 1º ao 5º ano e desse neste universo como é que tem quatro programas programas viajar um que é do ensino fundamental ou consolidam da escolaridade que está mais voltado para o analfabeto funcional ou seja aquela pessoa que terminou o ensino fundamental ou até o ensino médio mas ela não consegue ler e escrever com propriedade seja nas operações básicas de matemática ou também texto simples de porto ah e tem também o programa de educação ampliado ao longo da vida que é para aquela pessoa que também não foi alfabetizada correspondente ao do 1º ao 5º ano o que possui algum tipo de deficiência porque essa população também ela não pode ficar excluída ea e tem pessoas também que de repente não tenho às vezes até tenho ensino fundamental mas ela não consegue ter participação efetiva na sociedade não consegue ler um texto bíblico por exemplo e essa população ela é presente e aí nosso também precisamos aprender e tem outro programa de eja também todos devidamente regulamentados no município de campinas que é o programa de apoio à alfabetização que a justamente para aquele aluno que está cursando o ensino fundamental e que já é um futuro é um potencial aluno do consolidando a escolaridade que tem dificuldades básicas em português e matemática o top mac ela tua nessa nessas quatro vertentes mas todas com o mesmo objetivo como objetivo de erradicar o analfabetismo de campinas a gente entender como que funciona o eja na prática eu queria convidar vocês aqui do estúdio também o pessoal de casa para acompanhar essa matéria a gente foi até uma escola e mostrou os alunos eles aprendendo desde a livro das vogais as consoantes consoantes a matéria é muito bonita que andrea marques fez e mostra certinho como é o eja na prática vamos ver ler escrever interpretar um texto é um desafio para boa parte dos brasileiros é ou era porque muita gente que já passou dos quarenta dos 60 anos está voltando para sala de aula para virar a página do analfabetismo e aprender por isso que nós estamos aqui para mostrar exemplos de superação e e o livro o caderno as letras nem sempre fizeram parte da vida dessa turma placa de rua e eu aprendi na rua fazendo só não só se me desse uma carta escrita a escrita à mão que eu não ia ler é não liga não esse daqui mesmo não sabia ler eu aprendi sozinho mas se der para me escrever alguma coisa única coisa que eu sabia escrever missão meu nome é o restante não é e aí é longe da escola seus meninos entrou sozinho com pequeno passo no mundo da educação aprendeu a ler ea escrever sem ir à escola aos 78 anos decidiu aprender com ajuda de um professor eu acho bom porque a escola a gente aprende tudo o que a gente não aprendeu né eu tipo penne conviver com as pessoas nego fechou como é que trata ninguém sabe não sabia como é que tá tá bom professor não era e na escola a gente sabe como é que tá até o fechou as pessoas né que a gente encontra tudo na frente da gente os colegas de escola sempre a gente tá sabendo e se fala as coisas certas é mas quem fica fora da escola enfrenta um caminho cheio de obstáculos a neusa não conseguia nem andar de ônibus quando eu comecei a trabalho da barra passar um tempo é que eu não sabia nem tomar um ônibus aí o que que eu fiz eu tomava um ônibus aqui e até o final ia contando os pontos do ônibus né para chegar aprender chegar no trabalho né e aí depois que a minha patroa o filho da minha patroa percebeu que eu não sabia ler né que eu falei para ele que eu não sabia nem aí ele me ensinou escrever meu nome e os nomes do ônibus né aí eu fui vendo as letras a o começo e o final da letra aí que ela falou que neuza não vai dar certo porque não é todos os ônibus que tem as mesmas mais nen aí foi que ela foi ensinando para mim pegar um ônibus para mim para não ter que ficar encontrando os pontos de ônibus né e aí e aí e é por isso que ela e essa turma toda decidiu pôr um ponto final no analfabetismo é um passo importante para diminuir as estatísticas segundo o ibge campinas tem 28 1442 analfabetos uma pessoa que ele tem dificuldade o que não sabe ler e escrever ela está excluído de todos os setores da sociedade é impressionante como esse processo ele é visível porém a pessoa quando ela começa a se alfabetizar aí acaba vislumbrando outras oportunidades inclusive profissionais de participação de grupos alguns se utilizam para a própria leitura da bíblia na igreja que ela participa ou de convivência na associação na comunidade ou até de inserção social e qualquer qualquer setor da sociedade em campinas programas de eu não estudo tentam combater esses números a ideia é erradicar o analfabetismo da cidade até 2025 todas as pessoas acima de 15 anos que querem ser alfabetizados elas podem procurar a fumec além do programa de educação de jovens e adultos o primeiro aqui de alfabetização do 1º ao 5º ano nós temos outros programas também que complementam e passa a fazer parte da vida do aluno não seja do itinerário de crescimento que o aluno precisa as aulas para jovens e adultos recebem alunos novos todos os dias com uma estrutura para ninguém ficar fora da escola tem refeição uniforme e uma aula bem motivadora e e para participar do eja é simples é só ir até uma escola pertinho da sua casa e perguntar se tem aula fazer a matrícula e começar a terezinha trouxe algo a mais disposição e sonhos para o futuro cheinho de saber de maravilhoso principalmente aquilo que você tá entendendo o que você tá fazendo você tá escrevendo se você tem dúvida você chega pergunta para o professor professor ensina aí quando você sabe mesmo aquilo que você tá fazendo nossa é muito bom muito bom mesmo querem entrar para turma é só ligar para o telefone 35 1943 17 e perguntar qual escola perto da sua casa tem aula para jovens e adultos têm matrícula o ano inteiro não fique de fora e [Música] o vereador gustavo petta o que dizer sobre essa reportagem sobre esse ensino na prática porque deu para gente ver que muda a vida da pessoa né quando ela aprende a ler e escrever não é verdade primeiro eu quero cumprimentar a tv câmara pela iniciativa de trazer esse debate tão importante para o nosso município para educação de campinas complementar josé batista da fumec a vereadora mariana colt é o que o que eu acho né eu acho que esses relatos uma reportagem muito bem feita pela tv pela andreia é mostra um pouco o quanto é importante né esses programas oferecidos de educação de jovens e adultos na cidade é nós observamos que muitas pessoas foram excluídas historicamente desse direito à educação é isso por conta da realidade social que nós temos o nosso país e na nossa cidade nós vivemos em um país marcado pela desigualdade pela exclusão de direitos básicos né de boa parte da população então uma parte da população de campinas ainda não teve acesso à educação e não teve no momento adequado né na idade certa vamos assim em que nós quanto cidade enquanto política educacional devemos promover né que as pessoas possam aprender numa determinada idade salvar berçário e logo no início das suas vidas mas isso é é uma realidade é um fato então o estado precisa corrigir essa negligência que ele teve num determinado momento com essas pessoas então por isso que esse problema é muito importante os relatos realmente são emocionantes né outro dia até recentemente nós tivemos 1d a comissão de educação sobre o eja sobre algumas dificuldades que nós temos no município né em relação a essa modalidade como por exemplo uma medida que foi adotada na secretaria de educação ano passado de juntar algumas salas de aula né de multicereais alguma sala de aula e nós tivemos um debate e eu lembro um relato também emocionante como esse em que uma uma senhora de aproximadamente uns 60 anos 50 60 anos ela tava aqui resolveu procurar o e jú depois que ela percebeu que ela não conseguia mais ajudar o filho dela na lição de casa foi aí que ela percebeu a necessidade de se alfabetizar para contribuir com alfabetização e educação do seu filho não é uma pessoa que também que foi negligenciada que ficou excluída por diversos motivos mas que agora voltou até oportunidade está estudando tudo então e é realmente um programa muito importante é que precisa ter mais investimento na nossa visão é preciso melhorar ainda mais esse serviço que já é prestado pela fumec pela secretaria de educação para garantir o acesso ea inclusão de pessoas que ainda não tiveram a iniciativa ou a oportunidade de procurar o eja porque ainda muitos analfabetos na nossa cidade que não tiveram acesso a esse programa por vários fatores e por isso que esse esforço esforço continue necessário com a verdade era mariana conti disse ler e escrever um direito de todos né na opinião do senhor também é a mesma não com certeza é um direito inclusive constitucional né o direito do acesso à educação é um direito garantido na nossa constituição em que o estado tem a obrigação de oferecer ainda mais na educação infantil nos primeiros anos em que o estado tem total obrigação e falou por diversos fatores o estado negligenciou então quando a prefeitura municipal oferece um programa como esse ela está na verdade na prática corrigindo um erro histórico promovido pelo estado brasileiro tentando dar uma nova oportunidade para essas pessoas que não tiveram acesso não por decisões pessoais por condições que a vida em pois ou que o próprio estado de alguma forma não permitiu na opinião de vocês muita gente também desconhece o eja vereadora com certeza muita gente não sabe a gente precisa sempre reafirmar que educação é direito porque nem sempre os nossos direitos a gente tem condições de exercer os nossos direitos com facilidade a educação deles quando a gente pega a história dessas pessoas geralmente o abandono da educação tá ligado ao trabalho é a melhor política de com e ao trabalho infantil por exemplo é a educação obrigatória quer dizer isso é uma coisa importante né então geralmente são pessoas que entram na vida profissional laboral muito cedo e que por isso tiveram seu direito educação negado e aí vão constituem famílias e elas e muitas vezes a educação parece algo muito distante por isso que o eja quando a gente fala deixa hoje eu tenho que particularidades né o ele ele precisa ser voltado para uma um público é um tipo de ensino que precisa ser voltado para um público que trabalha que tem família que muitas vezes tem pregado amanhã tá desempregado aí depois consegue um emprego pode conseguir emprego em horários que podem entrar em conflito né então essa essa é uma são características que vão sendo colocadas bom então além da divulgação é por super importante o fevereiro violeta né esse processo de divulgação é importante que a gente tem a política pública que garanta não é o vereador gustavo mencionou a gente teve até um debate bastante na minha opinião produtivo com relação no final do ano passado que foi um embate que nós tivemos com a decisão da prefeitura né eu vereador gustavo questionamos bastante essa decisão do fechamento das salas de aula que é dos anos finais né a fumec é dos anos iniciais do fundamental ou a secretaria de educação por meio das escolas públicas municipais oferece os anos finais do fundamental e o estado o ensino médio mas nós tivemos embate com relação ao fechamento a multisseriação dessas salas e uma das questões que nós discutimos é exatamente isso quer dizer na verdade as pessoas elas estão saber que existe e elas precisam ser acolhidas integradas a junta anos diferentes isso com complica a atuação do professor porque a gente está falando de pessoas com que trazem histórias bagagem diferentes a gente tá falando de pessoas de idades diferentes então é uma série de particularidades que o e já precisa contemplar então além da divulgação de saber que existe você precisa ter uma política voltada para um público que tem uma especificidade muito grande que são jovens trabalhadores com família com uma vida que não é a vida do estudante normalmente na vida do estudante regular na a senhora falou aí fevereiro violeta josé batista eu queria que você explicasse o que é o fevereiro violeta o que que acontece nesse mês para a gente entender certinho o que que é e aqui na verdade o fevereiro violeta ele surgiu a partir das campanhas de alfabetização o desde 2014 a fumec faz a campanha de erradicação pelo analfabetismo funcional aliás pela alfabetismo absoluto e as campanhas de alfabetização antes nós temos o lançamento fazer uma busca ativa tímida e e aí nós percebemos que as campanhas elas não estavam alcançando público toda a sociedade e o fevereiro violeta ele surgiu para sensibilizar todos os segmentos da sociedade não somente a pessoa que precisa ou seja a pessoa não alfabetizada mas principalmente as famílias e os empresários o terceiro setor aquelas pessoas que têm acesso ao analfabeto e o fevereiro violeta iniciou em 2019 então ele tem várias ações quais são as principais ações do fevereiro violeta nós sempre temos o lançamento que ocorre no primeiro no primeiro dia útil do mês de fevereiro a própria mídia tem feito matérias reportagens a respeito do fevereiro violeta nós temos banners em formato de flor de pirulito distribuído nos principais pontos da cidade cartazes em ônibus panfletos nos pontos de concentração de maior poder de concentração de pessoas do município também temos pessoas que estão divulgando e fazendo esse processo de busca ativa ó e além de outras ações uma das ações aconteceu aconteceu no no dia nove de fevereiro que foi a 4ª caminhada pela erradicação do analfabetismo de campinas na lagoa do taquaral nós se vemos a cerca de mil pessoas caminhando todos uniformizados com camisetas em prol da erradicação do analfabetismo de campinas tudo isso para que justamente para chamar a atenção da sociedade porque o nosso entendimento isso não é somente nosso mas várias várias formadores de opinião a a campanha pela busca ativa de pessoas analfabetas não é somente responsabilidade do poder público poder público ele disponibiliza as salas a fumec por exemplo hoje tem 127 salas de aula distribuídas em campinas porém para você conseguir convencer a pessoa analfabeta vir para sala de aula é outra etapa uma você disponibilizar outra você contratar e o principal desafio ao convencimento por quê porque é uma pessoa que já vem sendo excluída de todos os setores que ela participa todas as tentativas então ela por si só muitas vezes tem dificuldade de chegar e pleitear uma vaga ou se manifestar por meio dessas ações vocês já notaram algum resultado tem conseguido atrair mais pessoas é sem dúvida nós percebemos o seguinte que as nem todas as pessoas ou poucas pessoas ainda estão sensibilizados com a questão do da alfabetização e às vezes a ficha demora um pouco para cair também e quando você faz uma campanha quando acontece uma reportagem como como essa que nós acabamos de visualizar aí as pessoas percebem que vai pera aí tem alguém na minha família tem alguém que eu conheço que muitas vezes não se manifesta mas ele não sabe ler e escrever até para você perceber que a pessoa é analfabeta muitas vezes é difícil porque hoje nós estamos num uma sociedade onde você é muita correria muitas opções e individualismo as vezes acaba tomando conta as necessidades problemas o tempo todo e a pessoa que não é alfabetizada ela fica a margem a gente ainda tem muito conversar sobre esse assunto mas a gente precisa dar uma pausa agora no programa mas é coisa rápida então não saia daí ó e aí e o programa questão de ordem está de volta e hoje a gente tá falando sobre o eja que é o ensino de jovens e adultos e idosos agora também né josé batista a gente convidou aqui o josé batista o diretor da fumec a vereadora mariana conti e o vereador gustavo petta para falar sobre esse assunto que tem muito assunto para falar muita coisa para discutir e muito tem se falado também principalmente agora nesse mês que é o fevereiro violeta que é onde ocorrem aí várias ações de campanhas conscientização para erradicar o analfabetismo e pra gente ter uma ideia dos números aí sobre o eja eu separei aqui alguns dados que eu peguei até no site da fumec para o pessoal de casa ter uma ideia olha só de 2013 a 2019 foram 28 1193 matrículas 8277 277 novos alunos e 4.901 foram até o final e concluíram o curso mariana conti qual que é análise que a senhora faz desse os números a gente viu aí muitas foram as inscrições mas apenas quatro mil foram até o final é exatamente o que a gente estava discutindo antes né é o ensino com muitas especificidades é a gente precisa chegar até esse público trazer esse público para a escola e da condições incentivo e política para ele se manter na escola é claro que muita gente pode digamos assim é um é uma é um público que tem uma relação com a escola que não uma relação linear ele pode ir voltar de repente aconteceu alguma coisa na vida que faz abandonar então assim a gente não dá para gente enxergar o eja com os mesmos olhos que nós vemos o ensino regular com esses dados são da fumec mas além do do serviço prestado pela fumec nós temos também usamos finais né aqui no município de campinas nós temos anos finais muitas escolas do nosso município oferecem a modalidade eja entre o sexto e nono ano e e essa esse olhar né esse olhar dessa dessa especificidade de um aluno que ele não vai ter uma vivência regular da escola é muito importante essa forma polêmica que nós tivermos quando a gente nós tivemos embate nós tivemos a presença de muitos professores estudantes aqui na câmera do ensino dos anos finais com relação ao fechamento das salas porque muitas vezes é isso é uma coisa que está importante o município a política pública de educação não pode olhar para esse essa esse educação com os mesmos olhos a gente tá falando de trabalhadores a as pessoas que sofrem exclusão que a gente tá pensando a gente precisa de políticas de permanência essa é uma questão né como que a gente chega a sexta e como que se mantém qual é a permanência como que a gente garante a permanência desses estudantes para isso é necessário é necessário a gente nos meandros porque essas pessoas estão saindo da escola é possível aulas voltarem né quais seriam os incentivos que poderiam ser feito para que essas pessoas continuassem e concluir seu curso combater evasão a evasão escolar é um problema em no ensino como todo inclusiva ensino regular mas nós temos muitos jovens que passam por processo de repetência continuada no ensino regular e acabam utilizando o eja para para para continuar e e combater essa defasagem então a gente precisa ter bom e muitas vezes acho que são vir né o que que você público tem dizer por quê por quê que tá essas pessoas estão estão invadindo dos cursos que foram oferecidos nessa uma política bem importante e vereador a comissão de educação tem acompanhado de perto a situação do e já né no ano passado por ovário dos trabalhos nós tivemos várias reuniões para debater o assunto principalmente no final do ano em que teve realmente é esse fechamento de algumas alas a multisseriação no caso das salas oferecidas pela secretaria de educação é isso acabou mobilizando muitos professores alunos que eram contrários a essa medida porque realmente é algo a ser discutido essa questão a gente precisa discutir com profundidade essa questão da evasão porque ele é um problema que existe no sistema educacional como um todo mas ele acontece é mais forte na educação de jovens e adultos por conta de todas essas particularidades já bem faladas aqui no debate e nós possamos enfrentar isso e sem uma lógica de redução de custos né porque muitas vezes essa lógica e até uma lógica muitas vezes pautada até por tribunais de contas etc mas nós temos que superar essa visão por quê porque é preciso corrigir o problema e não penalizar aqueles que já historicamente foram excluídos eu tô que eu tô querendo dizer com isso você tem lá uma sala com poucos alunos essa sala vai diminuindo o número de alunos qual foi a medida adotada ano passado depois de muita dificuldade de aumentar o número de alunos dessas salas foi você juntar as séries em uma sala só e é por conta da quantidade pequena de alunos em alguns casos eu não acho que essa solução mais correto acho que nós precisamos persistir inovar verificar os nossos erros ter um plano municipal de combate à evasão escolar no eja para como acessar esses alunos que saíram por algum motivo ou aqueles que não foram ainda e incluídos né porque o fechamento ele agrava o problema quando você junta alunos com níveis de conhecimento diferentes na mesma sala que a multisseriação a possibilidade da evasão aumenta porque vai haver mais dificuldade no processo de aprendizagem então por isso que a gente teve todo esse embate eu acho que é um trabalho que nós temos um trabalho bem desenvolvido na cidade com essa salas oferecidas pela fumec pela secretaria mas nós temos ainda um problema grave que são muitas pessoas que ainda não acessaram esse sistema oferecida pelo poder público e muitos que entram e que ficam no meio do caminho né a gente discutia por exemplo nessa época eu sou o transporte a secretaria oferece a possibilidade do transporte do passe né mas aí é uma dificuldade enorme é é feita pela transurc que é quem opera o sistema de gratuidade para esses alunos que muitos acabam desistindo aliás essa dificuldade não é só em relação aos alunos do eja né essa dificuldade imposta pelo pela transurc que é operada e controlada pelos próprios donos das empresas de ônibus é uma dificuldade enorme porque a gratuidade a tanta dificuldade para você conseguir acessar o seu direito à gratuidade ou seu desconto que muitos acabam até desistindo por conta dessa burocracia imposta então tudo isso acho que a gente tem que debater para a gente tem realmente um plano municipal bem elaborado coordenado para combater esses índices de evasão que me parecem altos pelas particularidades mas nós temos que e para tentar superar esses números que foram inclusive aí levantados e a entender o problema e é eu acho que eu acho que o amor que a gente falou em fechamento de sala a secretaria de educação falou que era multisseriação tudo bem não importa mas o fato é que você tá pegando alunos de diferentes níveis de aprendizagem colocando na mesma sala e isso piora o atendimento a esses alunos e pode aumentar invasão que é o que a gente tem que combater então na minha visão nós não podemos ir por esse caminho nós precisamos preservar essas salas e ampliar a mobilização da sociedade e do poder público para incluir mais alunos e oferecer esse direito que foi negligenciada em algum momento para essas pessoas a escala como que eu ensino do eja viu para tirar alguma conclusão com essas respostas eu acho que a conclusão é assim é que a existe um esforço por parte da secretaria de educação mas eu percebo que ele teve em alguns anos uma determinada intensidade em outros anos outra né teve um determinado ano que houve uma campanha muito forte mobilização inclusive com propaganda é paga né além da mídia espontânea e outros anos isso não ocorreu então eu acho que nós deveríamos ter um esforço permanente mais contundente por parte da secretaria e da sociedade como um todo para a gente poder atingir esse objetivo que é radical na fabetismo na cidade que é o objetivo é super nobre e e alcançável né porque campinas é uma cidade muito rica que tem possibilidades de atingir esse patamar nos próximos anos o que a gente falou muito da particularidade desse aluno você que tá ali vivendo né dali de perto com esses estudantes porque você percebe nele qual que é o diferencial ali na prática você convive tanto com eles eu ressalto aqui a importância do que disse o vereador gustavo petta é um caso histórico né ele perdeu foi negado esse direito lá atrás e isso freia acumulando ao longo do tempo e refletiu no que disse a vereadora mariana conti hoje o aluno muitas vezes ele não tem uma estrutura familiar que lhe ofereça condições de dar continuidade nos estudos ou por problemas relacionados ao trabalho a própria saúde ou as próprias condições financeiras também o que é necessário que você tenha ambiente mas que você também tenha condições de prosseguir nos estudos oi e a particularidade do aluno de de eja é realmente essa vulnerabilidade e aí que provoca os grandes os altos índices de evasão é necessário sem querer seja conquistado que ele seja convencido que lhe seja dado a oportunidade de aprender a partir do conhecimento que ele traz para sala de aula nós temos alunos inteligentíssimos um exemplo foi o caso da dona neuza que foi destaque no final do ano até esse momento ela não havia sido grande destaque né que a forma agora ela virou artista né que todos querem conversar com ela ela aprendeu a ler e escrever em 2019 se você já não levou nem um ano mas teve uma força de vontade que foi acima das condições dela porque antes ela dependia do netinho e da netinha que ela tinha medida que eles foram crescendo saíram de casa e hoje a partir do momento que ela compreendeu que não tinha mais ninguém para dar o suporte para que ela viesse a ler e escrever ela teve que tomar a iniciativa e hoje na prática existe alguma ação para conter esse aluno ali tem várias ações e permanência e o aluno recebe material escolar a alimentação o auxílio auxílio transporte o mesmo tendo dificuldades todos os anos nos reavaliarmos os processos para dar uma celeridade para que o aluno tenha esse o transporte a partir do das questões burocráticas que existem e no meio já um o aluno também ele tem aquele que não consegue enxergar às vezes a dificuldade dele é porque eu tenho que ficou da divisão ele também recebe óculos tem uma lei municipal que a câmara municipal aprovou porque ele é não com dificuldade de visão então são todas essas ações e o professor também ele procura acompanhar aluno por aluno e o vereador gustavo pedro falou a respeito da multi-c multi-c realidade em na fumec por exemplo você tem o primeiro ciclo que são três do primeiro representa o primeiro ao terceiro ano e o segundo ciclo do 4º ao 5º ano você não é difícil você encontrar uma classe estou falando dos anos iniciais do fundamental e já tem outras particularidades usamos finais em é difícil você encontrar uma classe que todos estejam no mesmo nível professor tem que dar atenção individualizada principalmente nesse processo de alfabetização dos anos iniciais oi e aí o gostaria também se você me permitir de fazer uma outra abordagem aqui a respeito dessa questão do eja 2 no fevereiro violeta este ano nós a campanha do fevereiro violeta ela envolve e já um e eja dois justamente no sentido de ampliar de divulgar e de criar mecanismos para trazer este aluno na sala de aula ou seja uma campanha mais essa campanha está sendo mais agressiva e a fumei aquela está unida junto com a secretaria municipal de educação no sentido de permitir essa continuidade no itinerário do aluno porque muitas vezes ele termina e já um o e às vezes ele fica meio perdido tão importante que não só a educação mas que toda a sociedade compreenda que ao terminar e já um ele tem possibilidades e continuar eja 2 também e para continuar para terça continuidade a família também não final da senhora precisa estar envolvido ali com aquele aluno assim como a gente se envolve com a criança a família da que pessoa mais velha também precisa tá ali entendeu que aconteça o que acontece apoiar aquela situação ela com certeza quando a família apoia as coisas elas são mais fáceis né então também por isso é importante o convencimento a participação da família na escola enfim eu acho que isso a gente vai muitas mulheres né a gente tem um público muito feminino a gente se viu pela presença aqui porque tiveram várias manifestações um movimento grande quando a decisão de fechamento de salas beija dois e a gente é muitas mulheres olá mulheres nãon te puderam cursar regularmente é e assim qual é a relação que essas mulheres elas têm apoio dentro de casa tem apoio da família ou ela tem que trabalhar fazer trabalho doméstico e para a escola e se responsabiliza pelo cuidar disso é uma questão que a gente precisa levar em consideração também nesse caso existe uma desigualdade de gênero porque afinal a relação que a mulher tem com a família com trabalho é diferente então a para você ter política de permanência você tem que combater tem um olhar de gênero para a permanência da pessoa dentro da escola eu só cansei de comer na uma questão que o gustavo trouxe muito importante é sobre a questão do número de alunos né a gente fez a gente teve uma polêmica com a prefeitura em relação a isso e a gente é ouvir o compromisso da prefeitura porque uma parte de qualidade que eu acho que é importante que as pessoas oi tia a matrícula na eja pode ser feita a qualquer momento qualquer momento ao longo do ano qualquer momento você pode as pessoas podem se matricular e o quê muito e essa o fato de seu longo do ano isso os profissionais colocaram muito nesse debate que você tem ciclos né você tem você tem momentos em que cresce diminui enfim e isso tem que ser levado em consideração e a gente teve um compromisso na ocasião da secretaria municipal que conforme o número de alunos você poderia ter inclusive a reabertura porque esse processo de acompanhamento individual é muito importante o que que leva a pessoa o quê que pode convencer a pessoa estar dentro da sala de aula ela sente que ela ir para escola tá fazendo sentindo tá fazendo mudança na vida e esse acompanhamento individual é muito importante então não dá para a gente pensar que eu não qual o número ideal de alunos dentro da sala de aula de ser 30 como é o pino regular ainda que com 30 eu já fui já estive aí na sala de aula 30 alunos no ensino regular já é uma dificuldade né então assim parece acompanhamento individualizado pessoas com histórico porque é estar dentro da escola você aprende a estar dentro da escola são pessoas que tiveram na escola 30 40 anos atrás perderam o que né é um novo aprendizado o que é o método a rotina de estar na escola e se exige dos professores o acompanhamento então não dá para a gente pensar que o número ideal é o mesmo número do ensino regular e que e a gente teve esse compromisso da prefeitura que caso aumentasse a procura a sala seriam reabertas e até tem caminhando para prefeito no questionamento agora né comer começo do ano letivo posso fevereiro violeta sobre a procura além disso o início da busca ativa que isso é importante na fazer política de busca ativa de ver com essas de e identificar quem são essas pessoas e pensar políticas aí para trazê-las então a gente tem caminhando para prefeitura e acho que é importante a gente está acompanhando acho importante que esse ano oferecendo violeta contente eja dois né isso já foi aí acho que é uma é uma sinalização né que também nós fizemos todo uma discussão sobre isso né sobre a importância da divulgação é cedo e já 1 e 2 a 2 então acredito que na verdade e esse processo de mobilização foi muito interessante porque também é pedagógico as pessoas lutarem fazerem valer o seu direito tá pedagógico nós temos participação de muitos alunos nesse processo como que foi essa visita aí a gente teve em a gente andou pelas escolas recebemos aqui até na comissão de educação o resultado pelo gustavo gustavo convocou com presidente da comissão de educação tiramos a prefeitura participam de reunião com a prefeitura essa vivência é é super importante porque a gente vê que existe à vontade estudar existe a vontade o gustavo comentou de uma de uma senhora que deu um depoimento falando olha eu eu queria acompanhar meu filho eu queria ensiná-lo e aí partir de um determinado momento eu percebi que eu não conseguia mais então eu procurei eu quero aprender porque eu quero que meu filho eu quero ajudar meu filho no seu processo de escolarização isso deve ser uma realização muito importante para uma mãe né e quer dizer você você imagina a o sentimento de limitação e como deve ser uma realização você conseguia auxiliar o seu filho então é é muito importante né é uma estão pessoas que trazem sabedorias da vida que tem que ser potencializadas né em relação a comissão como que vai ser o trabalho esse ano a comissão de educação apoiando aí o eja conversa a poluição até por que essa função institucional da casa ela tem que atuar de várias frentes várias frentes uma primeira corte muito importante é dá todo o apoio a esta iniciativa da prefeitura do fevereiro violeta as campanhas de mobilização e divulgação porque isso algo muito relevante nós estamos chegando aqui a constatação né que nós temos salas abertas que nós podemos ter mais salas até pelo compromisso que a própria prefeitura afirmou em reunião de conosco como foi bem falado pela vereadora mariana conti e nós temos uma demanda a demanda ela existe né pelos números que nós temos de pessoas ainda que não foram alfabetizadas e não só as que não foram alfabetizados como aquelas que foram na isc podem avançar nos seus estudos e no seu conhecimento né a partir do eja 2 a partir de de outras iniciativas então eu acho que a comissão ela tem esse papel também de ajudar em todas as iniciativas que possam divulgar levar informação das pessoas que elas têm direito e que a possibilidade de estudar a partir dessa sala de aula e a segunda é fiscalizar o poder executivo o poder executivo dessas medidas verificar se todas as medidas que podem ser tomadas estão sendo tomadas se esse compromisso por exemplo que foi formado né de reabertura de salas a partir do aumento da demanda será feito é porque acho que isso é muito importante a muitos profissionais professores que estão inclusive imobilizados por conta dessa possibilidade né é diretores gestores né então acho que esse vai ser o papel da comissão fazer o acompanhamento a fiscalização eu ia ajudar e participar de todas as iniciativas que possam divulgar esse direito que é tão importante para as pessoas em campinas que ainda não possuem escolaridade e josé batista para gente encerrar como participar do eja quem está assistindo a gente se interessou e aí como que faz a partir de que idade é de graça paga alguma coisa e e para você participar são todas as pessoas a partir de 15 anos a partir de 15 anos que de repente não foram não tiveram a oportunidade de estudar na na idade certa elas podem procurar a fumec pelo telefone 35/19 4300 o 35/19 4300 e a partir daí os nossos servidores eles conversam procuram identificar qual é a necessidade o candidato passa por uma espécie de uma avaliação diagnóstica e nós indicamos salas tanto na região central como próximo da residência da pessoa interessada e lembrando que violeta cor violeta significa dignidade prosperidade e respeito um ponto muito importante que eu não falei no início mas é o caminho é a diretriz que que a fome é que tem em conjunto com a secretaria municipal da educação de da oferecer esse direito ao aluno todos aqueles que querem aprender a ler e escrever hão de repente recuperar o seu tempo perdido eles podem entrar em contato por esse telefone que nós nós iremos atender os pronta e para finalizar no início da campanha nós estamos na primeira semana nós já tivemos mais de 60 pessoas que foram identificadas na campanha do fevereiro violeta com nome telefone cpf completinha e que serão novos alunos da fumec ou da secretaria municipal da educação dependendo do estágio que ele está boa notícia né bom para você de casa aqui se interessou fica aí o convite né de fazer a matrícula lembrando que é tudo de graça né basta lá se inscrever e voltar a estudar infelizmente o nosso tempo é curto a gente sabe que tem muito ainda para falar sobre esse assunto por isso eu já quero deixar o convite para vocês voltarem aqui no nosso estúdio e participar desse tema também e de vários outros muito obrigada pela participação de vocês três aqui hoje obrigado obrigado pelo convite a você de casa também muito obrigada pela companhia audiência lembrando que dá para rever esse programa por meio das nossas redes sociais o facebook da tv câmara e também é muito obrigado e a gente se vê na próxima semana tchau tchau e aí