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QUESTÃO DE ORDEM - DIREITO DA MULHER
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QUESTÃO DE ORDEM - DIREITO DA MULHER

43 views Publicado 05/03/2020 HD · 44:36

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e aí o olá está no ar mais um programa questão de ordem aqui pela tv câmara campinas e desde já eu quero te agradecer pela companhia e audiência como a gente jantar no mês de março o assunto é claro não poderia ser outro a mulher mas a gente vai falar de um tema hoje que parece que não tem fim à violência contra a mulher é para falar sobre esse assunto eu recebo aqui no estúdio a vereadora mariana conti que também é presidente da comissão da mulher o vereador carlão do pt que é presidente da comissão de defesa dos direitos humanos e cidadania fui a fada cristina de almeida bigarani advogada e também especialista em violência doméstica antes de começar o nosso bate-papo eu queria agradecer cada um de vocês por comparecerem aqui no estúdio e falar sobre esse tema que é tão importante tão polêmico e tão delicado né vereador e é uma oportunidade importante e fazer essa discussão com o objetivo da gente poder trazer ao público não é grave situação que vive as mulheres da nossa cidade do nosso país o aumento da violência ea falta de políticas públicas que possam ajudar a combater essa triste realidade e fábio você não se especialidade você tem contato direto né com essas mulheres precisa ainda falar sobre esse tema em 2020 precisa falar constantemente diariamente quanto mais informação quanto mais divulgação quanto mais conhecimento sobre a temática mais esclarecimento as mulheres têm mais conhecimento elas têm e ela sabe ou quais os órgãos elas podem procurar em caso de violência doméstica porque tem muitos e não sabem mariana você é a prova disso né você convive diariamente com essas mulheres ainda falta esse conhecimento que a fazer falou certeza falta conhecer e até porque a violência contra a mulher em grande medida é uma violência íntima ela acontece dentro de casa em relações afetivas e se torna muito mais difícil lidar quando quem ama agride quando o espaço que deveria ser seguro porque a gente tem a ideia de que a casa espaço seguro e muitas vezes a casa é o espaço inseguro para mulher essa especificidade essa complexidade e se exige conhecimento divulgação existir políticas concretas quer dizer eu tô sofrendo violência doméstica quem que eu vou procurar quem me apoia eu acho que essa é o ponto central né que ele seja você ter concretamente políticas para apoiar essa mulher que tá vivendo uma situação de violência e o mês de março no dia internacional de luta das mulheres é muito importante que a gente faça essa discussão mas que muitos pensam que a gente faz o ano inteiro né o mês de março ele é o pedal uma visibilidade mas é uma discussão que exige atenção e o ano todo só para a gente ter uma ideia da quantidade dessa violência do tanto que cresce eu separei aqui alguns dados olha só em todo o brasil os casos de feminicídio subiram em 7,2 por cento em um ano de 2019 2018 para 2019 em 2019 foram 1.310 mulheres mortas são estado de são paulo registrou 134 casos de feminicídio em campinas oito mulheres foram mortas o ano virou e mais uma mulher morreu foi logo no início mariana o que dizer sobre esses números tem como explicar isso na verdade o caso de feminicídio o que é o ápice da violência né a gente sempre fala que feminicídio e é o assassinato de mulheres ligados a alma violência de gênero então mulher morre por ser mulher e ela é o abc de uma situação de um ciclo então boa parte dessas mulheres que tiveram suas vidas tiradas pelos seus maridos companheiros ex-maridos namorados pai tinha o que é muito frequente ela se a gente vai ver elas têm um histórico de violência elas viveram o ciclo de violência então que a gente diz aqui assim o feminicídio ele poderia ser previnido ele ele é uma morte que ela é esperada no sentido de que o ciclo quanto mais a mulher permanece nesse ciclo quanto mais longo é esse ciclo vai se arrastando maior a chance dessa mulher ser morta então a gente é uma morte que poderia ser evitada e a gente tem como prevenir e se o feminicídio é uma ele você pode evitá-lo por isso que a gente precisa de políticas de prevenção é necessário política de pregação tem uma questão também que esse aumento é lógico que a gente pode dizer aumentou mas também tem uma questão da notificação que o feminicídio é uma figura jurídica muito recente e muito se for palavra pouco e sobre feminicídio me lembro um 2017 logo que eu fui eleita que foi aquele no réveillon aquele caso do feminicídio uma das primeiras batalhas que nós estamos aqui na câmera é que a câmera prefeitura a mídia reconhecer-se como feminicídio hoje a gente acha que pode ser natural natural né quer dizer ah não hoje o quem ganhou espaço feminicídio mas até então é se falava de daqui é crime passional ea gente sempre questionou isso como assim crime passional que não posso atender de que amou tanto que matou não entendi amor quem ama não bate quem ama não mata né então feminicídio é essa notificação uma figura jurídica muito recente e essa a notificação de feminicídio ainda existe uma disputa uma batalha inclusive para que você tem um registro dos casos de violência de assassinato envolvendo né assassinato que envolve uma questão de gênero que isso seja notificado como feminicídio então acho que a gente precisa ter um pouco de entender os números dentro desse contexto também e fábio a gente fala muito da agressão física né mas como que essa agressão começa porque já vai direto para agressão ou começa num xingamento uma forma verbal um empurrão tem como logo lá no comecinho a mulher perceber pera aí tem alguma coisa de errado isso pode ficar pior tem como ou às vezes a mulher tá tão apaixonada tá acreditando que o homem pode mudar que vai deixando e acaba achando que aquilo é normal sentem eu acredito até que seja uma evolução os relacionamentos abusivos ou calma mulher está se relacionando com o banheiro com namorado ele como é aceso ela dos familiares dos amigos é que ele fica o mundo dela acaba sendo só ele a partir desse momento que ele isolou ele começa a desconstruir a personalidade da sua mulher quando ele começa a cercá-la come demais que ela tá gorda ela tá feia que aquela roupa não é apropriada para ela ele começa a ter um controle uma posse sobre aquela mulher a partir desse momento que ele afastou ela das pessoas que ele ele colocou o mundo dela como sendo apenas sobre os olhos dele através ela vê o mundo através dos olhos dele partir desse momento ficou mais fácil ele praticar violência psicológico às vezes ele vai ficar por anos tem a tem casos que o homem pratica violência psicológica por anos e incide no feminicídio e acasos que ela progride da violência psicológica ela vai patrimonial frança sexual até e na violência física é mas normalmente é sempre por relacionamentos abusivos ea mulher demora para perceber isso não relações experiência dentro do ciclo de violência doméstica nano-cola sofre agressão a violência seja lá psicológica patrimonial e sexual moral física ela tem o agressor que pede desculpas ela perdão certo e tal depois tem um famoso lua-de-mel né no qual que a gente costuma dizer que ele leva ela para passear aquele presenteia ele disse que nunca mais vai fazer depois ele volta de novo agredir a mulher dentro desse ciclo a mulheres que elas ficam anos dentro desse ciclo e elas vão nossa dificilmente uma mulher sozinha consegue sair do ciclo de violência doméstica as que eu vi que saíram foram quando houve agressão sobre os seus filhos porque quando agride os filhos a mulher viro uma leoa aí ela sai do ciclo de violência doméstica e pelo que você o vereador começa a violência não atinge sua mulher acaba atingido também como fábio e disse os filhos ali é uma violência familiar com certeza que veja bem e nós estamos vivendo um momento e de retrocesso das conquistas importantes que as mulheres tiveram na última década no último período hoje além da essa violência doméstica se soma ela uma violência institucional na medida em que as políticas públicas que acabam tirando direito das mulheres como por exemplo a reforma trabalhista reforma da previdência que atinge toda a sociedade mas aqui junto muito mais as mulheres com isso diminui o empoderamento ea condição dela poder enfrentar uma situação como essa então esse conjunto de ataques contra a classe a atriz fortnite as mulheres ea consequência disso com certeza ela foi perder o empoderamento que ela possa ter adquirido no outro período e com isso ficar muito mais dependente que o direito da mulher é são também direitos humanos e nós não podemos abrir mão das políticas públicas que se puderem as mulheres particularmente para que ela possa ter uma condição de enfrentamento melhor e principalmente quando esse esse essa violência ela vem do estado e não chama muita atenção que as autoridades têm feito um discurso que faz com que as políticas públicas passam a ser secundária é só esse discurso de violência têm contribuído muito para que o aumento com aumento da violência contra a mulher particularmente as cidades mais conservadoras né como a gente se esse problema não atinge sua mulher né atingir a família inteira agora a gente vai conhecer a história do seu delfino ele que teve a filha morta pelo namorado e agora ele está buscando formas de superar esse trauma vamos ver na reportagem da andreia mais os vasos coloridos e as flores dão as boas-vindas para quem chega ao jardim são marcos quem dá a beleza ao canteiro é seu delfino a tarefa parece simples mas não é para mim isso aqui é o resurgir de uma nova vida de um novo delfino e ver a minha filha aqui cada momento que o meio aqui eu sinto a presença dela comigo tarefa difícil para quem perdeu uma filha de forma trágica no ano passado taís fernanda ribeiro de 21 anos é assassinada pelo ex-namorado às vezes eu fico pensando em e como seria se ela estivesse aqui hoje oi procuro por todos os lados e não vejo e quem tá sumir e não tenho mais ela aqui do meu lado que ela tá só no coração não consigo a dor se é imensa imensa imensa porque não sei se é exclusivo meu não será de modo geral de todos os ser humanos de amar e amar e amar não era da dor ou uma ajuda importante o padre ajudou o seu defina encontrar forças para falar sobre a violência com o apoio do amigo ele também dá palestras pela cidade eu coloquei eles e falei vamos usar desse fato para que a gente possa concientizar outras pessoas a sociedades para procurar evitar né porque o feminicídio minha violência é algo que a gente tem que combater é o a prevenção o jardim infelizmente não traduza apenas o gran o resultado pela família do seu delfino caso da plantinha aqui simboliza uma mulher que foi assassinada pelo ex-companheiro só no ano passado foram oito vítimas desse tipo de violência 2020 mal começou e as estatísticas mudaram no dia três de janeiro uma mulher de 29 anos foi assassinada pelo ex-namorado colocar um freio na violência ainda é um desafio a violência dentro dos lares ela é um comportamento aprendido e ela é um comportamento repetido por parte daquele autor então assim pode atingir qualquer classe social e qualquer família desde que exista esse tipo de comportamento familiar e suas estudos vem concluindo denunciar o agressor é um passo importante para combater a violência é importantíssimo porque hoje em dia nós temos as redes de apoio então ela precisa procurar essas redes de apoio para saber os direitos dela e para a combater essa violência que ela vem sofrendo o centro de referência e apoio a mulher é um dos endereços para quem precisa de ajuda aqui para atender todas as mulheres que estejam em situação de violência nós oferecemos atendimento psicológico social e orientação jurídica para todas as questões relacionadas à violência doméstica o nosso principal trabalho é a colher essas mulheres que estão em situação de violência é oferecer a elas a informação e conhecimento sobre a legislação sobre a rede de apoio que elas podem encontrar no município e formas de se evitar ou de romper definitivamente com o ciclo de violência na vida delas aqui a mulher aprende a conquistar direito e dignidade a gente leva informação de que é possível viver uma vida sem violência sobre a legislação sobre a rede de apoio os grupos de fortalecimento são muito importantes também nesse o que a troca de vivências e aí a mulher consegue se empodera no sentido de tomar as suas decisões dela saber o que ela quer para vida dela é dela decidir não viver mais é insubmissão no sentido de violência e aí a partir disso ela pode fazer suas escolhas escolhas importantes para que novos casos não aconteçam mais quem lida com a dor da perda sabe bem que é preciso pôr um ponto final neste tipo de violência todo dia você notícia você vê no jornal na tv que tá acontecendo mais e mais né então isso aqui é algo para que dar um impacto na população da região de todos que passam por aqui para que pare com isso né porque do mesmo modo que a minha família é vítima e o sofrimento é grande possam ter outras então através disso aqui eu tenho certeza que vai mobilizar muitas pessoas as crianças famílias sensibilizar né para que não aconteça mais se você precisar de ajuda o conhece alguém procure você amo o telefone é 0800 777 1050 ou ligue para o telefone 3236 3.619 e a gente viu aí na reportagem que a delegada falando que é preciso fazer a denúncia mas fábio você cai no dia a dia não é uma atitude muito simples né existe o medo existe a vergonha se percebe isso na prática existe o medo a vergonha a falta de sororidade entre outras mulheres o que não se recomendamos é que sempre quando a mulher foi fazer uma denúncia na dm ela for acompanhada de uma amiga uma colega é uma forma dela até sentir mais fortalecida porque a mulher que chega na ddm ela chega muito fragilizada e ela ainda tem aquele conceito de que a culpa é dela ah entendeu então qualquer frase que a parte contrária vai fazer em que lindo ela sobre a violência ela vai acabar se sentindo mais fragilizada ainda então ela vai ficar lá e tem muitas que às vezes não esperam ser atendidos e vão embora então é bom elas estarem sempre acompanhadas quando não puder de um advogado no advogada estarem acompanhadas de uma amiga uma irmã uma companheira ou até mesmo de um líder religioso mas que esteja acompanhado de alguém para dar um fortalecimento para essa mulher vereadora é aí que entra essa rede de apoio o estado precisa fornecer essas mulheres com certeza a elsa falou na reportagem é coordenadora do seu ela falou uma coisa muito importante é uma decisão a mulher ela ela a gente não consegue ferir quebrar o ciclo de violência a partir da decisão da mulher mas a mulher uma situação a cidade sofrendo violência psicológica sofrendo violência patrimonial e essa mano tipo de violência que é pouco discutido né quando o agressor e toma conta do dinheiro dos bens da propriedade faz dívida essa mulher nessa situação ela muitas muitas vezes ela quer romper o ciclo de violência com filhos né mas ela muitas vezes ela se sente nem capaz mas ela sente muito muito não tem forças sabe mas como é que eu faço isso é um questionamento que todo dia aparece as pessoas entram nos procurar e quando eu tô faço porcentagem quando tô na rua as coisas mais mais o que que eu faço para eu quero sair eu quero acabar com esse ciclo de violência mas eu não sei como fazer e aí que entra a rede de apoio e aí que entra o serviços como por exemplo você amo a mulher pode procurar os e amo sem que ela decida a fazer a denúncia então procurar o seu amor não está condicionada à e ela pode procurar oceano para ter informação jurídica porque fazer uma denúncia é necessário que o melhor ter conhecimento de quais são seus direitos como que ela pode ser protegida quais são as consequências onde que ela com qual é a decorrência de fazer uma denúncia ou não né ela vai ter assistência psicológica tem um grupo de mulheres para ela estar fortalecida né ela precisa estar empoderada para tomar essa decisão então eu acredito que aí que entra o poder público é claro poder público a gente a gente tem muito que caminhar precisa de investimento essa é isso é uma questão central quer dizer você não faz política pública sem investimento ele só tem investimento você poderia tempo ea ação das equipes você poderia fazer busca ativa essa é uma política que que a gente eu penso que seria muito efetivo fazer busca ativa nos municípios nos bairros e nas várias regiões da cidade então a gente precisa ampliar e serviço de apoio para fortalecer para dar da segurança para que a mulher pensa eu tenho maior decisão eu quero sair de segundo de violência eu quero fazer uma denúncia eu quero ver o que é meu direito só quero me separar eu tenho eu tenho eu tenho direito de viver uma vida sem violência e eu e eu posso construir o caminho para isso não é essa que eu acho que é a grande questão aí que entra a importância dos serviços públicos em geral na opinião docinho veredão é falta essa política pública principalmente aqui em campinas na nossa cidade falta falta bastante eu acho particularmente na área de educação eu acho que a gente tem que se nenhuma criança nasce machista mas homofóbico nosso violento então a começar pela educação é necessário ter uma política pública que a gente possa avançando cada vez mais e o o tempo os trabalhos educativos nós temos que acabar combater as piadinhas as piadinhas machistas acabar com aquele discurso de que na relação do marido e mulher ninguém deve meter a colher ao contrário nós temos que denunciar a cada a cada violência que a gente assistir aquela o milho ea violência do estado contra a mulher a violência entre dentro de uma família o vizinho tem que ter atenção ele tem que ter a coragem de também contribuir no combate dessa violência que eu penso que há uma ausência falta política pública embora nós estamos vivendo um período que nós podemos comemorar avanços importantes que foram conquistados como a vereador já faz a a legislação que fala hoje do feminicídio mas o momento de retrocesso nós precisamos fortalecer cada vez mais políticas públicas e isso é combatendo por exemplo os cortes nas áreas de política social e isso é um ataque frontal e foi o que acaba aumentando o ajudando no aumento da violência porque tira empoderamento da mulher na medida que você tira investimento de áreas importantes que contribuiria para defender o direito das mulheres com a gente ainda tem muito que falar sobre esse assunto mas agora a gente vai para um breve intervalo é rapidinho então não sai daí e aí e aí e o programa questão de ordem está de volta e hoje a gente está falando sobre a violência contra a mulher no dia oito de março a gente vai comemorar comemora né o dia internacional da mulher mas eu queria saber que dos nossos convidados vereador a gente tem o que comemorar nesse dia na opinião do senhor eu acho que nós não temos nada para comemorar infelizmente a gente tem que utilizar novo esse dia como dia de luta um dia de resistência em relação ao aumento da violência doméstica aqui na nossa cidade no nosso país o que a cada dia a gente perde direitos não ele perde o direito na medida que o ataque frontal lá citaria como exemplo a piadinhas como o o atual ministro da economia fez em relação às domésticas parece pequeno mas é o ponto de vista do ataque frontal em relação à que a gente deveria tá combatendo hoje então nós não temos que comemorar eu acho que no dia oito de março um dia de denúncia um dia de mobilização e de resistência para que a gente possa superar esse momento tão difícil que vive a nossa sociedade em particular e as mulheres e seus filhos seus familiares para você mariana conti tem que ser comemorar olha eu concordo com o vereador carlão eu acredito que o 8 de março é um dia de luta e isso a gente joelma é uma disputa que a gente faz porque muitas vezes a gente via até bem pouco tempo atrás oito de maio será tratado mundo das rosas para as mulheres aquela ideia talvez um pouco romantizada e uma disputa que o movimento feminista foi não é um dia de luta nós rememoramos as nossas nossas lutas as nossas conquistas e nesse sentido a gente se é importante quer dizer que a lei maria da penha foi conquista que todas as políticas que nós temos foram conquistadas pela luta das mulheres mas ao mesmo tempo é um dia de resistência porque quando a gente tem uma reforma da previdência e na prática é ou conjugado reforma da previdência reforma trabalhista que joga as mulheres na informalidade a verdade é que a mulher ela fica numa situação de vulnerabilidade muito maior inclusive é restringe as possibilidades de decisão uma mulher sair de uma situação de violência quando a gente tá vivendo o caos que a gente tá vendo na educação pública educação infantil muitas mulheres perdem emprego porque não conseguem vaga na creche e uma vez emprego com filhos sem vaga em creche sem atendimento na rede de saúde qual é qual é a possibilidade real que essa mulher sem moradia como que ela senhor decide um que ela pode tomar uma decisão sobre uma tem independência o seu de não viveu uma situação de violência então isso tudo afeta a vida da mulher e eu acredito que a gente precisa sim afirmar que o dia internacional de luta das mulheres é um dia de luta é um dia para a gente conseguir não perder o que a gente conquistou e conquistar mais essa a norma né para ver na área do direito aí até a vereadora de alguns exemplos mas ainda é muito pouco é muito pouco mas ainda mas tem várias conquistas se diz que uma conquista a vara especializada no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher aqui em campinas é outra conquista é com relação ao centro de reestruturação do homem autor de violência doméstica violência leve também outra conquista e tem muita conquista ainda para gente a alcançar mas nós temos que comemorar as conquistas já alcançado você falou aí do centro de tratamento para o homem né a prefeitura vai começar a oferecer a partir deste mês esse tipo de tratamento é um serviço de responsabilização e reeducação autor de violência objetivo é promover uma conscientização mas você tava falando que antes do programa começar um violências é e mais leves vão vai chegar a grave como que vai ser esse serviço de um violências lógicos seriam violências por exemplo como se trata de violência física uma lesão corporal leve uma lesão corporal média ou grave jamais entraria nessa centro esse centro ele ele vai ser fundamentado por homens no caso para tratar aquele homem e ele busca o centro não caso por exemplo que ele já tenha cometido a violência ou até mesmo aquele homem que se encontra perdido mas ele quer uma orientação e até o urologista vai ter algum algum profissional na área financeira vai ter a parte jurídica aqui no caso nós até indicamos o membro da nossa comissão que embora nós temos a comissão da mulher advogada nós temos homens também muito defensivos da causa da mulher que também estarão participando vão ter psicólogos então eu acredito que esse centro ele vem simplesmente para reestruturar melhor esse homem para entender a violência que ele pratica o com aquela mulher porque até mesmo a violência psicológica às vezes o homem por uma sociedade patriarcal não tem noção que ele está praticando na violência doméstica contra sua esposa sua companheira sua filha ou até sua mãe mariana esse é um assunto que você fala muito né o homem também precisa de tratamento ele precisa saber como a fábia disse que ele tá começando a violência porque às vezes ele faz e para ele aquilo é normal é eu o tratamento porque inclusive a os protocolos que a gente essa é uma experiência muito nova que a gente vai ter que a de quando a gente vai ter que discutindo mas eu não chamaria de tratamento porque não há tratamento não tem um caráter muito embora tenha e eu acredito que é necessário que tem um profissional na área da psicologia mas ele não tem o caráter de fazer tratamento clínico não é isso o que que é o centro de responsabilização e isso é importante fique claro a gente não tá falando que não é uma punição isso porque a movimento feminista as mulheres durante muitos anos no brasil lutaram para que a violência contra a mulher fosse considerada crime sujeito a punição a questão é faz parte da punição nos casos de violência que não sejam violências que coloquem a vida da mulher em risco que coloquem a vida dos profissionais em risco que não sejam violências que tem penalidades ma bom né então no caso de geralmente o cara réu primário então ele vai ter algum alguns meses de liberdade assistida por exemplo esse é um monte de pedir uma penalidade que e no caso caberia fazer parte da punição dele ele se obrigado a sequestrar é esse centro de responsabilização do centro de responsabilização por que uma mulher quando ela agredida ela agressão acompanhar lá na vida toda acompanha ela quando ela vai trabalhar com o olho machucado acompanhar ela quando ela vai no supermercado e as pessoas estão olhando acompanha assim é uma mulher ela não consegue se desvencilhar da situação de agressão o homem o agressor agrediu a mulher à noite de manhã cedo vai trabalhar e ok só sou o cara mais legal do mundo isso acontece o que a gente tá discutir assim que o homem que ser responsabilizado pela versão e a parte do processo de punição de considerar a violência como um crime você ter esse sentidos que vão discutir masculinidades porque a delegada na reportagem falar uma coisa muito importante a violência o machismo viu a violência o tratamento de agressivo ele é aprendido o vereador carlão também falou isso ninguém nasce violento ninguém nasce machista isso a sociedade inculta e trás e a gente aprende isso os homens infelizmente passam por um processo de socialização e o colocam na situação de ele ele é o ele é o ele faz parte dele do papel dele enquanto homem é valorizado o controle sobre a vida da mulher como a gente vai deixar sua função sua namorada sair com essa roupa ao você deixa essa mulher muito livre já estou são frases que nós não vimos como se fizesse parte do valor como segue legacy como se o homem bom é aquele que controla sua o ensinando e as crianças aprendem isso infelizmente nós temos autoridades que ensinam isso né ao fazerem praticar em maus exemplos machistas então o que a gente quer e eu eu acredito que aí tá é prevista a lei maria da penha também e você tem espaços para discussão de masculinidades de uma reconstrução da forma como o homem enxerga a mulher como ele lida com mulher isso que é o que é ideia do centro né até a gente eu vou convidar a próxima reunião da comissão da mulher nós vamos convidar a coordenadoria da mulher vamos convidar toda a rede para que a gente discuta o que que o que que vai ser esse centro né qual modelo porque são poucas experiências 41 experiências essa no brasil é muito pouco né muito pouco de experiência então a gente vai ter que acumular sobre o que que o que que nós queremos quais são os resultados mas em todos os lugares onde tem os índices de reincidência caíram o que é algo que também precisa de divulgação né vereador falta campanha falta divulgação falta mostrar onde a mulher e o homem agora podem ser atendidos com certeza divulgação é uma ferramenta importante e é pouco utilizada e quando é utilizado utilizada de forma muito tímida nós precisamos massivamente é fazer a divulgação inclusive das penalidades para que a gente possa alertar o conjunto a sociedade que esse tipo de crime não pode ficar por isso mesmo mas o investimento em no combate à violência passa por uma divulgação massiva por isso que eu insisto na questão é da educação que eu acho que é básico para a gente poder ajudar inclusive não só formar novos homens novas mulheres mais que as próprias crianças próprio adolescente aprendi também a levar e o que as denúncias que acontece no seio das famílias possam chegar mais rapidamente as autoridades e também a um assunto espinhoso que a gente acaba ficando tem dificuldade de bater mas a questão da religiosidade é importante que a gente possa envolver muita força com muita profundidade as religiões nesse debate que muitas vezes acaba ficando embaixo do tapete vários conflitos em função das opções religiosas diversas opções religiosas eu penso que na divulgação nós temos que também dentro das igrejas dentro do centros religiosos de todas as matrizes religiosas a gente fazer fortemente essa discussão quanto mais lugares melhor né com certeza com certeza até porque eu fábia esse é um tipo de violência que atinge todas as classes sociais né não escolhe uma família e na maioria da e sempre em casa e além de 60 em casa a reflexos como mariana falou o vereador também a reflexos em toda a estrutura seja no trabalho no trabalho daquela mulher na escola nos filhos que vem a violência doméstica dentro de casa é um reflexo ele atinge todo a sociedade a vereadora o que que falta ainda em campinas para gente tentar diminuir aí esses números de violência contra a mulher eu acho que falta investimento falta investimento é a gente poderia investir em propaganda e divulgação da rede de apoio a gente sabe que tem profissionais super competentes nós temos campinas nós temos profissionais super competentes que fazem um trabalho muito bom mas que poderia ter a sua seu trabalho potencializado pelo investimento na propaganda dos próprios das próprias delegacias da mulher do ceamo da casa abrigo porque em campinas existe uma casa abrigo que numa situação de risco de vida a mulher pode ser encaminhada mas quantas pessoas sabem disso essa é uma a primeira pergunta quantas mulheres sabem quais são os seus direitos e muitas vezes a mulher não sabe a quem recorrer e ela acha e ela se acha sozinha então esse investimento ampliar as equipes o seu amor faz um trabalho muito importante na cidade eu acredito que se tivesse mais investimento poderia fazer busca ativa busca ativa é porque o seu ele recebe quem procura mas você poderia ter políticas de ir nos lugares e não-lugares de enfim poderia escolher alguns locais a partir de índices né para fazer busca ativa e conversar com as mulheres está sofrendo violência como é que é como que como é que faz falta é inclusive divulgação dentro da própria rede muitas vezes já me procuraram servidores públicos de várias áreas recreational área mariana eu me identifiquei que tem uma mulher sofrendo na situação de violência o que eu faço não tem uma rede a rede é o senhor faz parte da do serviço municipal mas às vezes mesmo serviço municipal não conhece conselho tutelar já tive pessoas do conselho tutelar que não conheciam o seu muito assim e faz parte da mesma área da mesma da assistência então acho que faltar articulação é então eu acredito que a gente precisaria fazer integração das secretarias com mais investimento para que a gente pudesse da passos o centro de responsabilização a vara de violência doméstica são passos passos no seguinte sentido de constituir uma rede de apoio a mulher que existe foi conquista em campinas teve muitas mulheres que todos os tudo que a gente tem tem tem o trabalho de mulheres que foi por trás né então assim existe uma rede mas ela pode ampliar e no limite isso é muito que na prática significa da dignidade para as mulheres e significa inclusive é redução de custo porque como você faz política preventiva você é mais barato do ponto de vista do orçamento público você fazer política preventiva porque se você combate se você faz políticas para ajudar a mulher sai do ciclo de violência você prevenir violência na escola você previne o adoecimento você previne o câncer de segurança pública redução de custo e segurança pública é muito mais inteligente é o mais humano e mais inteligente então eu acho que falta investimento a gente precisa campinas precisa fazer um investimento pesado é um investimento inteligente a gente sabe que violência contra a mulher é um tema constante da comissão da mulher e também da comissão dos direitos humanos na vereador com certeza eu penso que essa essa articulação para fortalecer a rede de atendimento a própria gestão pública em que o que é a secretaria de habitação por exemplo tem que fazer parte dessa rede de atendimento para dar prioridade para as mulheres vítimas de violência e e outras políticas que eu acredito que a gente possa fortalecer para poder ser mais uma ferramenta no combate essa violência e fabi qual que é a orientação que você dá para mulher que tá passando por esse tipo de situação primeiro orientação que eu dor ela ligar 180 para fazer denúncia ela está sofrendo ou se outra vizinha companheira ela tem ciência disso ela procurar fazer a denúncia na ddm porque se não fizer um boletim de ocorrência não tem como os órgãos começar a agir esteja como inquérito depois de inquérito e para vara de violência doméstica o primeiro passo é ela realmente fazer essa denúncia é mas já aproveitando o gancho da vereadora nós temos a rede mulher aqui em campinas é rede mulher ela integra todos os serviços sejam abrir seja você amo as abrigos a m as casas abrigos que tem o cras o creme conselho tutelar e várias representatividades inclusive educação saúde e também as promotoras legais populares nós estamos sempre discutindo sempre procurando ajudar a por exemplo alba e ela ajuda em que sentido nós damos orientação jurídica gratuita em todos os lugares vão ter a mente que não chamaram e não tem medo nem vergonha né exatamente exatamente você tem que criar essa proximidade com a mulher para que a mulher consiga é sentir à vontade empoderada para falar sobre a situação dela você falou e do número 180 é isso só reforçando 80 reforçando também para você que precisa de ajuda conhece alguém ou para si própria o telefone o que a gente citou muito aqui é o 0800 777 1050 ou então ligue para 3236 3.619 procure ajuda faça sua denúncia vai atrás que apesar de a gente ainda precisar de muita política pública de muitos centros de apoio existem alguns e esses dão todo o apoio para mulher para as crianças para família toda e agora também para o homem né infelizmente o nosso tempo é curto eu queria já deixar meu agradecimento para vocês que vieram aqui para poder participar do programa ao vivo vereador muito obrigada por disponibilizar desse tempo então aproveita oportunidade desse vídeo máximo granja momento tarde para que a gente possa fazer existência de luta e nossa cidade no estado de são paulo mariana câmara tá sempre aí né apoiando a mulher tá sempre aberta oi gente tá na rua também né já fazendo aí reforçando que o vereador calon comentou é uma convocação convite para todo mundo que quiser participar das atividades e também da manifestação do ato do e referente a 8 de março que cê não vai acontecer no dia sete de março que oito é no domingo mas aqui em campinas vai acontecer no sábado dia sete de março convite para todo mundo a gente se encontra né a gente se encontra quiserem recorrer né a câmera as nossas redes sociais mas também a gente se encontra na rua também porque as mulheres os nossos direitos foram conquistados de várias formas e um deles é ocupando a rua fábia obrigada também por participar e mostrar para a gente o que realmente está acontecendo incentivar as mulheres que passam né a denúncia e aproveitando para fazer um convite é uma besteira mês está todo o ciclo de violência com palestra sobre o ciclo de violência e nós vamos está representando os a rede mulher tão a atividade é aberta ao público e depois você coloco para você também disponibilizando todo o nosso nossa programação do mês muito obrigada mais uma vez a vocês a você de casa também muito obrigada pela companhia audiência lembrando que você pode revestir programa nas nossas redes sociais no youtube e também pelo facebook a gente se vê na próxima semana tchau e aí
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