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[Música] Olá começa agora o programa questão de ordem e hoje vai debater o Dezembro vermelho que desde 2017 Marca uma grande mobilização Nacional na luta contra o vírus HIV a ides e outras ists infecções sexualmente transmissíveis chamando a atenção para a prevenção a assistência e a proteção dos direitos das pessoas infectadas com o HIV em Campinas nos últimos 12 meses foram registrados 272 usuários em tratamento neste momento são 1571 em tratamento em 2018 199 pessoas utilizavam a profilaxia pré-exposição que são dois medicamentos que bloqueiam alguns caminhos para o HIV usa para infectar o organismo 199 em 2018 781 em 2024 isso até Outubro a que se deve este aumento quais campanhas são necessárias para deixar a população bem informada quais são os direitos da pessoa infectada Bom muitos questionamentos e para debater eu recebo aqui no estúdio o vereador perm Monteiro que é membro da comissão permanente de política social e saúde e a Valéria Almeida que é médica infectologista da Secretaria Municipal de Saúde Lembrando que o debate vai acontecer farei as interrupções Apenas quando o necessário Vereador primeiro Monteiro começo com o Senhor nos últimos 10 anos o Brasil Ele registrou uma queda de 25,5 por no coeficiente de mortalidade por passou de 5,5 para 4,1 óbitos por 100.000 habitantes mas cerca de 30 pessoas morreram de aides por dia no ano passado é um número que ainda te assusta seja bem-vindo ao programa questão de ordem Obrigado Gabriel Castro pela oportunidade de est participando do programa questão de ordem e juntamente com a Dra Valéria aí uma conhecedora do assunto e é importante esse debate para a população de Campinas que está nos assistindo e dizer que essas conscientização é muito importante e você que está assistindo presta bem atenção que a gente tem uma pessoa que é técnica e tem essa habilidade vai falar com muita propriedade em relação a isso eu estou aqui no meu papel como parlamentar e membro dessa comissão aonde eu vou colaborar com algumas perguntas e alguns questionamentos também Valéria pra gente já poder então informar quem está nos acompanhando porque ainda é um assunto que tem alguns tabus tem alguns mitos as pessoas ainda ficam com medo deste assunto HIV não é o mesmo que ter aides pois há muitos soro positivos que vivem anos sem apresentar sintomas sem desenvolver a doença seja bem-vinda ao programa questão de ordem Boa Tarde Gabriel boa tarde a todos os telespectadores eu agradeço convite né e a oportunidade de falar aqui de um assunto que a gente às vezes só fala no dezembro vermelho né então é importante esclarecer para as pessoas porque é sempre uma dúvida que surge o HIV é um vírus Ele é um vírus que a principal forma de aquisição dele é através de relação sexual ou da transmissão da mãe pro bebê tá é a principal forma de transmissão que a gente encontra nos dias de hoje e esse vírus quando a pessoa adquire o vírus esse vírus Ele fica quietinho lá no corpo da pessoa não causa nenhuma doença às vezes a pessoa nem sabe que tem esse vírus e esse vírus pode ficar durante anos dentro do organismo da pessoa a pessoa pode ficar transmitindo esse vírus para outras pessoas e ela não sabe que é portadora desse vírus não tem sintomas não tem sintomas isso daí pode ser demorar 3 anos 6 anos 10 anos em alguns casos até 20 anos a pessoa portadora do vírus sem manifestar nenhum sintoma só que durante todo esse período de tempo o vírus vai destruindo a defesa do organismo o nosso sistema imunológico então o tempo vai passando e a pessoa vai ficando com o sistema imunológico enfraquecido até que chega um dia que o sistema imunológico tá tão fraco tão fraco tão fraco que ela começa a manifestar algumas infecções começa a ter infecções que ela não teria se ela estivesse saudável tá essas infecções que a gente denomina de infecções oportunistas né um termo que a gente usou há muito tempo há bastante tempo essas infecções podem ser infecções muito graves às vezes que elas podem até matar a pessoa ou deixar a pessoa Às vezes com sequela a pessoa sem enxergar a pessoa sem andar com dificuldade para andar então é importante aqui falar essa é a diferença o portador do HIV é aquela pessoa que tem o vírus e está assintomático não está doente tá e a pessoa que tem aides é aquela pessoa portadora do IV e que se tornou doente Tá Vereador piro Monteiro estima-se que atualmente 1 milhão de pessoas eh vivem com HIV no Brasil deste Total 650.000 são do sexo masculino e 350.000 do sexo feminino na sua visão há necessidade de uma política pública voltada especificamente aos homens já que esse número é muito grande ou uma campanha nacional para todo mundo eu acredito que uma campanha Nacional seria de extrema importância até porque na época que estava né no pico no Ápice aí dessa dessa doença aí que era muito preocupante na época e hoje já você não não se ouve falar muito mas ela ainda existe ela não não deixou de de infectar as pessoas e às vezes a gente conversa com muita gente a gente vê casos e vamos em vários lugares e infelizmente tem muita gente ainda que não se cuida né Principalmente eh essas modinhas aí que que existe né no no Brasil no mundo em várias cidades e tem gente que não se preocupa mesmo de verdade então eu acho assim que teria que ter uma uma conscientização né uma campanha né que divulgasse mais e dizer que ela ainda existe e que se pudesse pudesse prevenir é necessário é importante eu acho que uma campanha a nível Municipal Estadual e Nacional principalmente na televisão eu acho que ajudaria muito mas como você falou os homens né Eu acho que isso daí também é uma questão hoje de de de mudanças de culturas que existe no nosso país isso daí infelizmente é é é preocupante tá porque eu acho que as mulheres se se preocupam mais elas acabam se prevenindo de uma forma mais consciente questão de saúde mesmo as mulheres TM uma preocupação maior Exatamente exatamente todos sentidos mas eu acho que o homem infelizmente ele às vezes não acredita né Tem muita gente que tem culturas diferentes e acaba não acreditando Ou tem outro tipo de pensamento mas é preocupante é uma quantidade aí significativa mas eu acho que poderia né haver uma mudança embora né Quando iniciou isso daí existia muito Muitas mais pessoas né né Doutora muita gente infectada e era e e as pessoas tinha mais gente e as pessoas se preocupavam mais hoje eu acredito que tem tem menas gente mas acaba né esquecendo e São fases né Vamos lá voltar um pouquinho atrás existiu a o problema do covid então só se falava em covid E aí esqueceram as outras doenças né que podem também ser infectada e quando falava assim covid eh morreu mas então todo mundo eh acabava indo a óbito com o covid às vezes não era covid e acabavam assimilando essa questão aí do covid porque era um momento que só se falava nisso mas tem um tem o aneurisma que causa aí o derrame cerebral tem várias doenças aí que também vem a óbito Então fez parte aí desse desse tipo de de mortes que aconteceu durante todo esse tempo mas só se falava do covid naquele momento mas como a doutora falou existe sim a infecção ela é existente temos que ter essa preocupação e principalmente a prevenção e a campanha como eu falei eu acho que essa campanha poderia começar nas escolas porque os jovens hoje também não acreditam porque muitos J jovens que hoje aí estão iniciando a vida sexual naquela época muitos deles nem existiam ainda nem nasceram não sab dessa desse problema que existia lá atrás Então eu acho que isso daí tem que ser relembrado é importante e a doutora pode falar com mais propriedade em relação a isso daí muitos Assuntos Então de acordo com a resposta do permin eu vou puxando com você Valéria primeiro existe uma preocupação maior com os homens quase o dobro de caso das mulheres precisa ter uma campanha específica para eles ou uma campanha que aborde todo mundo é eh a gente tem observado desde o começo né da pandemia de ID da década de 80 do século passado que os homens são mais acometidos do que as mulheres realmente mas a gente tem que lembrar que se um homem tem HIV a chance dele passar paraa mulher existe e é muito grande então quando a gente pensa em campanhas né a gente tem que pensar em campanhas abrangentes para toda a população e para algumas populações específicas que a gente acaba identificando que possam ter mais risco né O que o vereador falou é uma grande verdade a gente tinha muito mais campanha né na década de 90 falava-se no rádio na TV a gente tinha mais exposição da doença da questão das pessoas se prevenirem das pessoas saberem como se previne da infecção pelo HIV e a gente perdeu um pouco isso e quando isso não é falado pode ser que surja a dúvida das pessoas as pessoas perdem o conhecimento e acabam tendo exposições de risco e adquirindo a infecção Então realmente falar mais do assunto é algo que ajuda muito na questão da gente ajudar a diminuir os números né conseguir conter o número de infecções a gente tem outras estratégias também para conter o número de infecções que não só apenas o uso de preservativo em relações sexuais né Eu tava comentando com você antes do início do prama né mas as pessoas que tiverem relações sexuais eh sem uso de preservativo que a gente chama de relações sexuais desprotegidas né Elas podem fazer uso de medicamento que é a profilaxia pós exposição a HIV né então se por algum motivo a pessoa não usou preservativo ou se usou o preservativo mas o preservativo rompeu ela pode fazer o uso da profilaxia pós exposição HIV E aí ela procura num Centro de Saúde não aí tem os serviços específicos tá porque como ela é uma questão que tem que ser tratada com rapidez né então uma pessoa que teve uma relação sexual sem uso de preservativo porque o uso preservativo rompeu ela tem que procurar atendimento aqui em Campinas ou no centro de referência de IST aides ou no pronto socorro do Mário GAT nos horários não comerciais né fins de semana feriados e à noite porque essa pessoa tem até 96 horas no máximo desculpa 96 não 72 horas no máximo até 72 horas no máximo para poder iniciar o medicamento tá o ideal é que ela procure o mais rápido possível por isso se for no fim de semana procura o pronto socorro do Mário GAT essa profilaxia ela vai impedir que a pessoa adquira infecção pelo HIV E aí ela vai tomar esse remédio constantemente até o fim da vida ou não não para evitar infecção pelo HIV ela vai tomar só 28 dias ela toma 28 dias e rupt M E aí não vai ter infecção agora paraa questão do tratamento aí sim a gente pode falar especificamente em relação a isso né que a pessoa que é portadora do HIV né a gente fala hoje que diferente que era no na décadas eh passadas né Ela é uma doença hoje crônica né Ela é uma doença controlada então todo mundo que é portador do HIV se ele fizer o tratamento adequadamente ele vai diminuir a quantidade de vírus no organismo dele não vai destruir a defesa do organismo então ele vai ficar saudável e não vai ter infecções e não vai morrer por causa da infecção pelo HIV então é muito importante isso que o portador do HIV na verdade a gente considera ele como uma pessoa que tem um diabete umapressão alta né uma pessoa que vai tratar uma doença pro resto da vida tem que fazer o controle toma Medic medicamento né usa esse medicamento vai na consulta médica semelhante a outras doenças crônicas e vive normalmente e vive normalmente e o melhor de tudo é que até hoje eu tava falando com um jornalista é que antigamente a gente chamava de Coquetel né que o paciente tinha que tomar o coquetel chamava Coquetel porque o paciente tinha que tomar 36 comprimidos por dia era um absurdo hoje não hoje o tratamento para infecção pelo HIV a pessoa toma dois comprimidos por dia sem efeitos colaterais né é super tranquilo toma dois comprimidos uma vez por dia então é um tratamento fácil né É como tratar pressão é como tratar o diabete e a pessoa pode ter a vida 100% normal inclusive algumas mulheres portadoras do HIV tratando assim Elas podem até engravidar e ter filhos sem o HIV ótimo quando o vereador primiro Monteiro fala e desta informação chegar também já paraas crianças Como que você enxerga isso é uma possibilidade de ir até as escolas com palestras com professores tratar este assunto em sala de aula para mim sem dúvida eu acho que a educação da Isso faz parte da educação da Saúde sexual e reprodutiva né é um assunto que deve ser abordado nas escolas desde as crianças pequenas É lógico que no conteúdo adequado para cada idade né porque cada idade tem um tipo de conteúdo diferente mas sim deve ser falado né porque as crianças precisam saber disso do mesmo modo que elas precisam saber o que não podem ser tocadas que no corpo dela ninguém deve mexer elas devem saber os riscos que elas podem enfrentar mais futuramente é bom que elas tenham essa consciência porque quando a o assunto não é falado ele fica desconhecido muitas vezes as pessoas ignoram e podem achar que aquilo é uma coisa normal não é então cria dúvidas né e é importante que as crianças tenh um esclarecimento muito correto desde cedo né então é um assunto que sem dúvida deve ser abordado nas escolas Vereador permino Monteiro da mesma maneira que nós temos Outubro Rosa mês de prevenção comate ao câncer de mama o Novembro Azul de prevenção ao câncer de próstata nós temos o Dezembro vermelho que nós estamos discutindo aqui no programa hoje como que você analisa essas estratégias para poder falar sobre uma doença é importante ter um mês dedicado a isso mas nos outros meses isso fica um pouquinho escanteado como é que você vê essas iniciativas sim com certeza é importante né é um qualquer tipo de campanha aqui no legislativo embora a gente vê aí que são meses cada mês tem um um tipo de de campanha relacionado a uma determinada situação mas o Dezembro vermelho né Por incrível que pareça eh eu eu vou ser bem sincero uh eu tô ouvindo hoje aqui sobre a questão do dezembro vermelho então é muito difícil você ouvir né eu tô aí nesses dois mandatos aí oito anos e eu não vi nenhuma vez hoje tá sendo a primeira vez até foi uma surpresa para mim quando eu fui convidado aí tenho o privilégio de estar participando aqui da da entrevista juntamente com você e a Dra Valéria mas dizer que eu até me comprometo a a fazer qualquer tipo de emoção ou qualquer tipo de indicação aí que permita né e ajude a questão também do do dezembro vermelho aqui é geralmente Doutora e Gabriel o Gabriel sabe disso geralmente cada mês que tem um tipo de campanha os vereadores ganh um lacinho E aí o vereador que propôs esse tipo de campanha durante a o as sessões legislativo ele tem a oportunidade de falar na Tribuna sobre esse assunto e é muito bom a gente divulgar né porque a TV Câmara ela tem uma boa audiência na cidade de Campinas e também na região metropolitana de Campinas que também tem o alcance e chegando is Daí até o o telespectador que esteja assistindo ele vai est sabendo né e eu acho que é que é muito bom essa ideia que nem teve o Novembro Azul teve um vereador que levantou essa pauta e fala também sobre isso e a gente pergunta um vereador para o outro que é curioso e fica o que que significa né eu vou falar um pouco da da Minha pauta da minha bandeira que eu defendo onde eu estou presidente da Comissão de proteção e defesa de direitos dos animais aonde tem o abriil laranj abri lanja Doutor ele ele é um um mês de conscientização contra os maus tratos aos animais aos maus tratos e a os abandonos e eu sou assim um cara que gosta de interagir com meus colegas eu trago o lacinho laranja e o que que é esse lacinho lacinho do AB laranja é então isso daí abre um precedente pra gente trazer esse laço vermelho e tentar também levar aí pr os colegas né são 33 vereadores que que podem também estar abraçando essa bandeira aí E ajudando a divulgar né é muito important cada Vereador tem aí uma uma região ou ele tem um público né direcionado ao seu mandato que poderá sim ouvir ele e é importante ter um legislador que ajude a gente a divulgar essa campanha valer Como que você enxerga esta iniciativa uma lei no nosso país desde 2017 que fala sobre o Dezembro vermelho e se é só em dezembro que este assunto na sua primeira resposta você já disse que é um mês que fica muito concentrado neste assunto e nos outros ele é esquecido é e a gente uma época que a gente lembra um pouquinho de aides de infecção pelo HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis é no carnaval tá né no carnaval se fala porque no carnaval é uma festa né que as pessoas se encontram muito tem relacionamentos rápidos né então isso culturalmente a gente já sabe que ocorre no Brasil então é uma época que também é falado mas eh infelizmente a gente tem visto que tirando essas duas épocas é como se parece que a doença deixou de existir né Eu já fui inquirida por várias pessoas a pessoas da área até de saúde perguntando mas ainda existe infecção pelo HIV ainda tem aqueles pacientes com a aides que tinha há tantos anos atrás e eu tenho que dizer que infelizmente ainda existe existe porque as pessoas às vezes não conseguem fazer o diagnóstico né porque fazer o diagnóstico precoce a pessoa fazer o exame fazer o diagnóstico ela também tá fazendo uma prova uma forma de prevenção dela ter a doença de ter aides né dela ela tá tendo uma oportunidade de ter acesso ao tratamento né E se a gente for pensar quantas pessoas nunca fizeram um exame de HIV na vida e quantas dessas mesmas pessoas já tiveram uma relação sexual sem uso de preservativo Será que essas pessoas estão infectadas ou não a gente tinha uma campanha muito antiga que dizia né Quem vê cara não vê coração não Quem vê cara não vê a aid né então assim a gente não sabe o que que é importante é importante que as pessoas procurem pelo menos né fazerem esse exame uma vez na vida ou toda vez que tiverem alguma relação sexual que não esteja protegido porque se essas pessoas procurarem fazerem o diagnóstico precoce Com certeza a gente não vai ter casos de aides porque essa pessoa não vai ficar doente porque ela vai ter a oportunidade de Procurar atendimento né se tratar E aí se cuidar e ficar bem por mais 20 30 40 anos ou quem sabe até o momento que a gente tem a cura dessa doença né veror permino Monteiro É é cultural Por que que você acha que as pessoas elas não fazem este tipo de exame é medo de descobrir a doença o que que o senhor entende que acontece em relação a aides e a questão de prevenção e depois de de um possível tratamento no meu ponto de vista a opinião min é questão de Cultura mesmo questão de de de fazer essa consciência aí que é necessário né a lutura falou na prevenção na questão de fazer o exame constantemente para saber e também se prevenir contra e também a favor é muito importante mas infelizmente a gente existe uma uma cultura né de que ah depois eu vejo depois eu vejo Tem pessoas que não t oportunidade até de fazer um exame e existe várias situações aí que no meu ponto de vista inbe essa questão de permitir o exame tem gente tem condições de fazer Embora tenha o exame que é ele é da saúde públic né Doutora é permitio de forma gratuita mas infelizmente é o que eu enxergo e tem determinadas pessoas que só vai a hora que precisa Ah eu vou no posto de saúde mase vai a hora que ele tá gripado se ele tiver de boa ele não vai fazer essa prevenção não tô bem tô bem então é no meu ponto de vista é uma questão cultural essa essa questão da cultura de prevenção de doenças né ela fica às vezes muito restrit por exemplo Ah vou fazer só o exame de colesterol e triglicérides né ah eu quer fazer só colesterol e trigliceres isso quando vai né porque Como disse o vereador muitas vezes a pessoa nem procura só vai procurar o atendimento quando tem dor né quando tá ruim né então a gente vê isso às vezes você tem doenças graves Às vezes a pessoa tá muito doente a esposa tenta levar o marido no no hospital na unidade não vai não vai não tô bem tô bem tô bem então a gente tem muitas pessoas que eh não vão atrás de Procurar atendimento médico e a questão da prevenção eu sempre falo assim ah a pessoa vai lá fala que quer fazer um exame de checkup né vai fazer colesterol triglicérides exame de diabete faz também um exame para HIV hepatite B hepatite C sífilis que são doenças silenciosas as pessoas têm essas doenças e elas não sentem absolutamente nada só tem um jeito delas saberem ou quando é tarde demais e elas já ficam muito doentes ou ou quando ainda cedo ela faz o exame e descobre porque nesse momento você fazendo o exame Você consegue prevenir uma complicação maior né O que a gente vive hoje a senhora entende que é um reflexo daquilo que passou na década de 80 que era quase Uma Sentença de Morte quem pegasse a aides não teria muitos anos de vida o que a gente vive hoje ainda um medo daquilo ou não é é uma doença que apesar do tratamento instituído né o Brasil foi um país é foi o país Pioneiro no mundo o primeiro país né que teve uma lei federal de 1996 essa lei garantiu que todo portador do HIV iria ter acesso gratuito a tratamento né no SUS foi o primeiro país do mundo que distribuiu medicamento né mas ela é uma doença que ela ainda emv volta em muitas estigmas muito preconceito né as pessoas ainda associam quem tem HIV aá pessoas com comportamentos que são considerados errados às vezes pela família às vezes pela religião né todos esses critérios de julgamento das do do comportamento das pessoas leva a que as pessoas não procurem fazer o diagnóstico que elas tenham receio né então ela é uma ainda uma doença que é muito discrimin atria alguns círculos da sociedade então isso realmente dificulta que as pessoas procurem pensem às vezes ela pensa eu vou fazer ah não mas eu não quero saber o exame porque eu não sei como eu vou contar pra minha mãe eu não sei como eu vou contar para meu pai eu não sei como eu vou contar pra minha namorada pro meu namorado pro meu marido para não sei que lá eu não sei o que que eu vou fazer o meu pastor se eu sou ele souber Então ela ainda é uma doença que é muito infelizmente discriminada a gente teve grandes avanços a gente teve pessoas que deram a cara literalmente dizendo que tinham aides pra gente tentar diminuir a discriminação né mas mesmo assim ela ainda é em volta de tudo isso e como que a gente muda essa situação eu acho que o jeito de mudar é uma questão de educação educação em escola educação em saúde é falar do assunto é reconhecer não ter preconceito com as pessoas com o que elas fazem né é você ser acolhedor porque uma pessoa que é infectada pela alv Ela tá sofrendo né é uma pessoa que se ela sabe que ela tem isso às vezes ela sofre ela sofre pelo julgamento dos outros às vezes ela tá bem mas o julgamento dos outros faz ela sofrer né então eu acho que a gente tem que ser mais Generoso a gente tem que acolher essas pessoas e a gente não tem que julgar nunca devemos julgar as pessoas por causa de uma doença que elas TM ótimo aquilo que eu perguntei há pouco pro perimir Monteiro quero saber da senhora também é sobre a estatística né a gente teve uma queda na mortalidade de 5,5 para 4,1 óbitos a cada 100.000 habitantes a que se deve essa queda na mortalidade Ah sem dúvida eu já falei aqui mas a gente tem essa queda na mortalidade porque a gente tem um tratamento disponível no SUS né a gente é um tratamento que é 100% disponível no SUS as pessoas que fazem acompanhamento mesmo na rede que a gente chama Rede privada que façam consultas médicas privadas que não sejam o SUS essas pessoas podem retirar o medicamento no SUS e além disso o esquema de tratamento também ficou muito mais simples como eu falei para você a gente trata de uma forma bem rápida os pacientes se sentem bem tratando e tem uma vida completamente normal e saudável permino é importante debater este assunto para acabar com estes estab bu esses estigmas isso que a a Valéria acabou de passar em torno da família do Bairro o que que os outros vão pensar e aí as pessoas acabam não fazendo os exames é importante falar cada vez mais sobre este assunto para deixar este Tabu de lado sim com certeza a doutora foi muito feliz aí na questão da educação educar educar e educar seja lá entre os jovens adolescentes crianças que ela como ela disse a maneira de colocar isso daí né sim dentro da de uma de uma campanha mas é como ela falou existe aí o preconceito e aí acaba tendo a exclusão né a pessoa excluída Por incrível que pareça e eu lembro quando meu pai falava né de uma doença hoje acho que é pouco se ouve falar da lepra né Doutor é quando se falava de leproso a pessoa não Ó Não fica perto que inclusive isso daí é bíblico né Tá na Bíblia lá do leproso que existia naquela época lá e Jesus foi lá e e é uma pessoa que tá sofrendo na verdade ex e a resposta que a sociedade dá para uma pessoa sofrendo É nesse caso exclusão infelizmente mas eu acredito que tem sim que falar né não pode ter nenhum tipo de preconceito embora não só a questão da a mas também existe outras doenças é que nem o covid vou te dar um exemplo eu covid falar T covid você não chega perto na época né também vou pegar tinha gente tinha gente que tinha eh aquele aquele medo né eu não vou em tal lugar porque eu vou pegar covid eu não vou não vou fazer isso porque eu vou pegar covid então existe sim esse tipo de de exclusão eí esse preconceito aí é muito grande até hoje né em todos os sentidos Valéria tem uma estatística nacional e eu quero saber se aqui na cidade de Campinas ela também aparece porque me chamou atenção as mulheres apresentam piores desfechos em todas as etapas do Cuidado 92% dos homens estão diagnosticado diante de 86% das mulheres 82% dos homens recebem tratamento antiretroviral mais que o 79 das mulheres que estão em tratamento 96% dos homens estão com a carga viral suprimida quando o risco de transmitir oveiros é igual a zero mas o número fica 94% entre as mulheres homens mais infectados mas buscam mais o tratamento em termos de percentual talvez eles saibam que tenha né Tá então a gente tem que lembrar que a uma grande parte das mulheres eh a doença tem menos em mulher mesmo realmente né Mas a partir do momento que uma mulher ela se encontra num relacionamento estável muitas vezes casada né ela pode achar que ela tá fora do Risco então então de contrair o HIV mas eventualmente Infelizmente o marido dela pode ter outra parceria sexual e acabar adquirindo a infecção e passando para ela a gente tem muitos casos que acontece isso que as mulheres adquirem do marido né então nesses casos a mulher muitas vezes ela se encontra num nicho de segurança ela acha que ela não tem nada porque ela tá casada e ela não tem tá fora do Risco mas na verdade quem traz o risco para ela é o parceiro dela né tem casos de mulheres que morrem em decorrência da aides e não sabem às vezes sabem na hora que morre né porque elas pode ficar doente de aides né a gente já teve casos assim que as mulheres estavam doentes de aides não sabiam aí descobre começa a ficar doente doente vai fazer o exame o exame da Positivo e aí quando vai ver ela tá com uma complicação já com um estágio muito avançado da doença e acaba morrendo por causa de alguma infecção que ela pega né E aí É nesse momento que a gente fica sabendo que ela tem HIV E aí onde que ela pegou o HIV aí a gente vai procurar vai testar as parcerias geralmente o marido né Faz esse rastreamento então sempre faz a gente sempre deve fazer é uma recomendação técnica da área médica né que sempre que você faz o diagnóstico de uma infecção sexualmente transmissível numa pessoa você deve fazer o teste nos parceiros ou parceiras ou parceiro ou o que for sexual daquela pessoa né não para saber se pegou mas porque pode ter pego a gente não quer saber quem passou para quem a gente quer tratar aos dois quer informar que a pessoa tem e é quer que a pessoa saiba e que seja tratada né Isso é muito importante né então a gente infelizmente a gente vê isso a gente vê casos às vezes de mulheres casadas há muitos anos anos que acabaram adquirindo do marido e o marido nem sabe às vezes como ou então o marido faleceu e aí o marido fica doente de HIV de aides né E aí a esposa faz exame no marido descobre o marido tá doente o marido falece E aí a esposa vai fazer o exame porque foi casada com ele descobre que também tinha a gente tem caso disso não é raro tá é bastante frequente mas é eu ia até perguntar pra Doutora ela a gente tá aqui na batendo na tecla do da questão da transmissão sexual eh mas existe algum outro tipo de transmissão sem ser o sexual até porque só concluindo eh recentemente a gente viu aí aquele escândalo no Rio de Janeiro de um laboratório de que fazia lá o a coleta de sangue e nessa coleta de sangue Onde eu acho que ele passou para algum hospital que fez uma cirurgia acabou infectando várias pessoas eh isso realmente existe Doutora qual o tipo de de de qualidade é como é que é qual o tipo de de controle que existe em relação a isso e se já houve alguns casos em Campina o estado de São Paulo assim não só da questão da transmissão sexual mas em outras situações é na verdade assim a principal forma de transmissão é sexual né a outra forma é da mãe para o bebê uhum né a gente tem casos de transmissão da mãe a amamentando para o bebê durante o aleitamento também e casos com contato com o sangue né porque é outra forma de transmissão existe um controle muito rigoroso de bancos de sangue que são os bancos de sangue que fazem a transfusão eh já houve casos também de transfusão em 2017 por exemplo a gente teve casos de pacientes que adquiriram HIV por transfusão sanguínea né então assim esse caso que ocorreu no Rio de Janeiro é um caso que aconteceu de verdade por quê Porque o laboratório era um laboratório que não tinha as boas práticas em conduta de realização de exames né então isso só reforça o quê a necessidade né de um controle rigoroso de vigilância sanitária porque na verdade deve ter havido alguma falha no controle de vigilância sanitária desse laboratório lá porque ele testava os doadores de órgãos né então é um paciente que é para ser doador de órgão né E esse paciente que é doador de órgão geralmente ele doa vários órgãos né ele doa dois são dois rins um fígado então ele doa para no mínimo eh cada doador o mínimo para três pacientes né um fígado e dois rins então dois pacientes que eles tenham feito um laudo falso Porque pelo que a gente soube infelizmente eles falsificar Aram o laudo né não fizeram todo o processo então isso daí só reforça a necessidade das dos serviços de regulação como por exemplo a vigilância sanitária que é um serviço que regula laboratório de serem fortes e atuantes e poderem ver o que está acontecendo nesses Laboratórios porque vocês imaginam Se as pessoas agirem como esse laboratório porque ele agiu de uma fé né o exame alguém agiu ali de forma visando apenas o lucro e não gente a gente entende que alguém ali não fez o protocolo correto agora qual o motivo disso né então é importante que as instituições reguladoras no caso vigilância sanitária que ela seja fortalecida para que isso não se aconteça né porque se houve sim uma falha lá no exame mas talvez tenha ouvido alguma falha também na regulação de não terem percebido que esse laboratório tinha condições duvidosas para atuar né E aqui na cidade de Campinas isso nunca aconteceu não nunca aconteceu de de laboratório assim não pelo menos não que a gente sabe que saial que a vigilância tá fazendo um bom papel né Trabalhando e fiscalizando aí dú é mas D trabalho dá bastante trabalho porque é muito serviço e pouco funcioná bem reduzido o quadro né Hã quadro é bem reduzido é porque o tamanho do município que a gente tem um município a gente tem um município muito complexo né Se vocês pensarem a qu quade de hospitais Laboratórios farmácias que a gente tem existem todo um regramento né que todos os hospitais todos os serviços de saúde devem seguir e a gente espera que as pessoas estejam seguindo né então a vigilância sempre tá atuando e em forma de verificar o serviço adequado o perfil das pessoas infectadas Vereador violência sexual é 1% exposição por material biológico 19% exposição sexual consentida 79 diga na verdade is é o perfil das pessoas que fazem profilaxia profilaxia as pessoas que TM risco e que acabam tomando profilaxia para não se infectar para não se infectar e exposição sexual consentida 79 e outros riscos apenas 1% é como eu falei isso é indicação pacientes que são vítimas de violência sexual né Elas estão sobre risco de adquirir infecção pelo HIV Profissionais de Saúde que acabam se acidentando com sangue e pessoas que têm relação sexual desprotegida elas devem fazer uso da profilaxia para não adquirirem infecção pelo HIV Vereador permino Monteiro em 2022 entre os casos de infecção pelo HIV notificados no sistema de informação de agravos 29 9,9 ocorreram entre os brancos e 62,8 entre negros 13% pretos 49% de pardos entre as mulheres 28,7 dos casos se verificaram em mulheres brancas e 64,1 em negras para os casos notificados de aides o cenário também preocupa dos 36.75 diagnosticados 60,1 estão entre a população negra na sua visão é preciso considerar determinantes sociais pra gente poder ter uma resposta efetiva como é que você enxerga a população negra mais exposta à doença é eu acredito que realmente é uma falta de conhecimento né No meu ponto de vista e teria que ter uma conscientização mais direcionada a esse público se realmente existe aí a essa porcentagem aí de que é é maior né a infecção entre os negros eu acho que está acontecendo algum tipo de de facilidade Aonde eles Ou eles não acreditam Ou eles não sabem ou não chegou nenhum tipo de campanha Pelo menos é o que eu penso né E também é aquilo que eu te falei a questão cultural infelizmente a gente anda muito por aqui né na cidade e a gente vê né até através da da Imprensa Brasil L fora que existe esse problema cultural no meu ponto de vista e aquele negócio de que ah eu não acredito Ah isso eu não acredito isso daí não existe não vai acontecer comig não vai acontecer comigo infelizmente você ouve muito disso muita coisa as pessoas ainda né só eh como é que se diz eu quero ver para para crer tá o dia que acontecer eu vou acreditar mas enquanto não acredita a vida continua e assim é é o que eu acho que acontece mas é preocupante essa né porcentagem aí que você falou até não tinha conhecimento mas é é uma oportunidade da gente né pensar em alguma coisa que seja feita uma campanha mais direcionada né No meu ponto de vista valeira por que que a incidência é maior na população negra é esses dados são do Brasil o estado aqui a gente fez esses dados para Campinas e na verdade não deu maior eh incidência na população pro município de Campinas né foi até um fato que a gente surpreendeu de tá diferente do restante do Brasil mas a gente sabe que ela é uma doença que você precisa ter conhecimento Uhum você tem que como ele disse a questão cultural a pessoa tem que ter a oportunidade de saber como se adquire como se previne né como que se tiver como que faz o tratamento ter acesso a serviço de saúde para tudo isso e a gente observa que tem uma iniquidade muito grande no Brasil né que a população negra acaba sendo uma população que acaba tendo um nível de escolaridade menor por toda contexto histórico dela tem um nível de escolaridade e um nível econômico menor e acaba não acessando esse serviços não tendo conhecimento então sem dúvida é um fato que a gente tem que investir também né nessa questão porque eh senão cada vez mais se não fizer esse investimento vez mais começa a ter essa diferença entre negros e brancos quando a gente fala sobre esta campanha Principalmente agora no mês de dezembro existem especificidades uma região em que é abordado mais o assunto ou não faz uma campanha Municipal para para todo mundo a o o Dezembro é para fazer uma campanha Municipal para todo mundo é para todas as pessoas falarem sobre isso né eventualmente quando a gente percebe que tem alguns nichos que a gente precisa trabalhar mais Como por exemplo o carnaval Aí você faz uma campanha específica para aquela população do carnaval ou então uma outra população que é bastante acometida acaba sendo os homens que fazem sexo com homens então por exemplo quando tem os eventos da Parada Gay da semana do orgulho lgbti a gente faz campanha localizada para esse público né mas o Dezembro é pra gente falar para todas as populações do município Valério o Ministério da Saúde ele reafirmou que possui os insumos necessários e que aumentou em 5% a quantidade total de pessoas em tratamento antiretroviral em relação a 2022 totalizando 770.000 pessoas de fato Campinas possui os insumos para tratamento que que é necessário Obrigatoriamente tem que vir do Ministério da Saúde é os insumos É principalmente o medicamento né antirretroviral que a gente chama em Campinas a gente tem cerca de 8.000 pessoas em tratamento regular né com uso de terapia antiretroviral eh é disponibilizada no SUS né as pessoas que vão T mais de um serviço que faz tratamento e acompanhamento né a gente tem o Hospital das Clínicas da Unicamp o hospital da pontifícia Universidade Católica de Campinas que faz tratamento centro de referência de aides são os locais tratamento além de inúmeros consultórios que também tratam pessoas portadoras do HIV então Campinas tem não falta e o ministério compra e sempre está abastecido tá Vereador Esse é um trabalho que também né pode acontecer de fiscalização se os insumos estão chegando e aí qualquer coisa pode protocolar um requerimento pedindo informações ou até uma Moção para poder chegar em Brasília que daí retrata a opinião da câmara sobre o o assunto né sim com certeza a prerrogativa do vereador é fiscalizar né no caso legislativo fiscaliza o executivo e temos Sim essa obrigação aí de fazer essa prestação de conta para os o município né para os munícipes e ele tem né condições de ir até o local verificar realmente se se tem se não tem mas também tem a eh a facilidade de fazer um requerimento de informação pedir todas essas informações aí de forma documentada para até responder Também quem questionar sobre isso mas o que eu percebo é que como a doutora falou a vigilância sanitária ela tem ela faz um excelente trabalho no município de Campinas às vezes é tem algumas reclamações que é rigorosa mas eu acho que é é rigoroso por um lado para fazer uma prevenção necessária e se adequar aquela determinada situação como Vereador chega muita coisa pra gente e a gente sabe da da importância disso mas é como eu falei e se necessário for faz faz-se o requerimento se necessário for pode fazer a indicação ou ir até o local e também permite aí fazer uma Moção para o governo federal para que realmente tenha esses insumos aqui no município hoje o vereador tem a prerrogativa de ter a as emendas impositivas aonde é destinada para a secretaria de saúde e ele ela tem a condições de também poder comprar através de alguma emenda impositiva de um vereador que que destin para a secretaria de saúde direcionada para que seja feita a compra carimbada desse insumo então é permitido várias coisas que é possível se fazer mas na questão Legislativa Podemos sim fiscalizar aí e dar uma resposta para a população do que tá acontecendo e às vezes até pedir aí uma opinião para o profissional habilitado da área que esteja responsável por essa por essa secretaria ou pela no caso aí a vigilância que também fiscaliza e poder dar uma resposta positiva valeu é só para complementar os insumos que o ministério envia além dos medicamentos a gente tem os insumos de prevenção né que é os os preservativos a gente tem a questão dos Testes né o Ministério da Saúde fornece todos os testes né E para fazer diagnóstico de HIV hoje a pessoa pode fazer rapidamente em meia hora uma hora né ela vai no serviço né vai ser ou colhido o sangue ou furado o dedinho é o teste rápido que a gente faz que for Cido pelo Ministério da Saúde o resultado fica pronto ali na hora ela só aguarda espera uns 15 20 minutos para ver o resultado né E ela já vai ter o diagnóstico ou não pode ficar sem mas aliviada de saber que não adquiriu todas as unidades de saúde de Campinas todos os centros de saúde fazem esse teste rápido tanto para HIV quanto para Hepatite B C e sífilis basta procurar uma unidade pedir para fazer assim assim como o centro de referência de aides também ele faz esse serviço ininterruptamente o dia inteiro Valéria eh o vereador pemo Monteiro em algumas vezes aqui durante o programa ele citou a questão da covid-19 foi um período muito difícil que nós vivemos com mais de 5600 mortes só aqui no município de Campinas e você é da área da saúde e hoje né Eh passados aí quase 2 anos que nós tivemos aí da pandemia é uma doença que ainda circula mas agora por conta da vacinação a gente não tem mais tantas mortes Assim eh a gente fala muito sobre o reflexo da pandemia então pros estudantes na questão de escola na questão de tecnologia defasagem enfim pro assunto de hoje dessa questão da Aids da HIV a pandemia da covid-19 trouxe algum reflexo veio o número que ficou represado e agora tá aparecendo as pessoas não faziam exames e agora estão fazendo em termos deste assunto a pandemia também trouxe algum reflexo ou não Sim a pandemia trouxe reflexo em todas as questões de saúde né então por exemplo nos anos de 20 e 21 os serviços estavam sobrecarregados com covid as pessoas não nem se passava a ideia de irem fazer exame para HIV queriam fazer exame para covid né então sem dúvida as pessoas nem pensavam né nisso então muito muitas pessoas acabaram não sendo diagnosticadas nos anos de 20 2 porque os serviços estavam sobrecarregados e acabaram sendo diagnosticadas posteriormente então às vezes a gente tem até um pequeno aumento né isso a gente tem observado para todas as doenças né tanto as doenças infecciosas transmitíveis transmissíveis quanto as doenças crônicas não transmissíveis que o período pós-pandêmico elas caem no período da pandemia E aí elas aumentam nos dois primeiros anos pós pandêmicos né então infelizmente a pandemia desde o início da pandemia era dito que a maior preocupação que a gente teria que ter era aquilo que a gente chamava na época de quarta onda que era o aumento das doenças crônicas depois da pandemia porque a pandemia ia sobrecarregar o Serviços de Saúde muitas pessoas iam ficar desassistidas nesse período então eu a gente não tem dúvida que teve um impacto sim e outro Impacto que às vezes é um impacto não muito assim mensurável né a gente vê que parece que a pandemia foi uma coisa tão tão tão tão eh drástica na vida das pessoas que as pessoas acharam que o resto não é mais tão importante entendi isso meso Às vezes a gente tem essa impressão tipo assim foi uma coisa tão pior vi sóo é viveu só para aquilo só aquilo foi tão grave foi tanto foi tanto foi tanto e o resto agora não tô mais me preocupando Às vezes a gente tem um pouco dessa impressão é um um não é mensurável isso né mas aí a gente percebe que talvez as pessoas deixaram de se importar com algumas coisas que antes se importavam mais talvez com a vacinação por exemplo né Não de covid eu digo das outras vacinas né até que questão de questões de saúde de fazer o cont eh pré-natal controle de tratamento das outras doenças né é a impressão que a gente tem que o interesse da população parece que ah agora parece que tá recuperando de novo né no dia a dia você sente isso também permo Monteiro sobreviver a covid Então agora nada mais abala é isso inclusive na época né da onda do covid às vezes conversando com alguns colegas a gente falava ó ninguém morre de nenhum tipo de doença mais só morre do covid como a doutora falou tem toda aquela pessoa que tem a diabetes aquela pessoa que tem a pressão alta o outro tem lá um um hepatite tem que fazer lá aquele hemodiálises né ela continua o tratamento independente do covid ou não né embora né teve aquele pico mas hoje existe sim eh a preocupação de cuidar da saúde de uma maneira geral não é só só a questão do covid a gente tem que fazer aí uma prevenção de saúde que é importante pra gente manter né o nosso dia a dia mas eu acredito que né ainda existe o covid Né Né Doutora isso né ainda tem ainda ainda tem hoje mesmo me mandaram um exame positivo de uma pessoa com covid a gente ainda tem Tá circulando por aí na verdade é importante saber que falando um pouco de covid né é um vírus que foi surgiu e ele veio para ficar ele não veio para passar vamos conviver com ele nós vamos conviver com ele a vantagem é que a gente consegiu desenvolver uma vacina num tempo muito oportuno para termos de desenvolvimento de vacinas e a gente consegue agora que as pessoas não fiquem mais tão doentes como naquela época né a maior parte das pessoas não ficam doentes tão graves mas infelizmente ainda a gente tem pessoas que às vezes adoecem de forma grave ou porque a vacina não funcionou ou porque elas têm outras doenças que deixam o sistema imunológico delas mais frágil é eu peguei duas vezes duas eu peguei a primeira foi bem forte que eu não tinha tomado nenhum tipo de remédio aí depois eh na segunda eu já tinha tomado a vacina né Uhum aí veio bem fraquinho né É o Poder Executivo ele faz ainda este acompanhamento diário e dá pra gente acompanhar as pessoas que t o diagnóstico positivo porque tem isso também né muitas pessoas hoje em dia eh não acabam fazendo o exame e aí fica um número que a gente não sabe o Pão Real ex que a gente chama disso uma subnotificação subnotificação exatamente dos casos isso acontece bastante e também de mortes é de mortes não fica sub notificado mas de esses a gente notifica mas assim o de subnotificação de pessoas doentes é muito grande atualmente né o covid virou o que era antes da pandemia a gripe né qualquer resfriado qualquer Ah isso é uma gripe é um resfriado entrou no mesmo pacote de vírus que a gente chama popularmente de gripe né sim sobre este reflexo que nós estamos falando eh por conta da covid19 em relação à morte causada pela aides né este ano nós poderemos ter o menor número desde 2013 um dado que foi divulgado aqui pela prefeitura eh de Campinas que nós podemos ter eh 35 óbitos o menor até então tinha sido em 2019 com 48 Uhum E a que se atribui esta queda é algo positivo ou ainda preocupante quando a gente olha 35 óbitos é eu o importante é que ninguém morresse dees né a gente tem tratamento é uma doença que a gente pode diagnosticar e tratar bem com qualidade então o objetivo nosso é que ninguém morra de a né as pessoas podem até eventualmente se infectarem pelo HIV mas a gente também quer diminuir o número de infecções mas é importante que as pessoas não morram de ides é um número baixo a gente fica bastante feliz em relação a isso é por causa do tratamento Mas o importante é que ninguém morresse de uma doença que tem tratamento né Pereiro Monteiro 35 mortes neste ano é um número significativo Apesar desta queda né É realmente eu vou aqui na mesma linha da doutura né O bom seria que ninguém Viesse a óbito né com esse tipo de doença ainda mas é como ela falou né tem que fazer o tratamento Tem que se cuidar tem que saber se tem ou não né vai lá faz faz o exame mas eu não sei qual foi o tipo do óbito que chegou se já existia um tratamento ou não se acabou descobrindo depois eh ou se descobriu após o óbito Então existe vários fatores né mas é um número em relação aos 48 que você falou de que diminuiu muito né sim mas tá diminuindo isso que é importante Valéria a partir do momento que há o diagnóstico dessa doença aqui no município de Campinas há um cuidado sobre os direitos dessa pessoa que tá infectada eh Há uma conversa com os familiares com as pessoas que estão em volta desta pessoa H uma cartilha que é informada para ela na verdade uma a pessoa quando tem o diagnóstico da infecção pelo HIV ela vai passar por um aconselhamento né a respeito da situação dela do diagnóstico dela né vai passar por uma consulta médica mas a gente tem que lembrar que o diagnóstico dela é o sigilo médico né então o médico não pode contar o agnóstico dela para ninguém e ela tem a prerrogativa de contar para quem ela quiser É lógico que para uma pessoa doente qual eh no caso ela às vezes nem tá doente né ela só tem uma infecção pelo HIV é importante que ela tenha alguém que ela possa compartilhar isso que possa apoiar ela e que possa dar suporte para ela quando for necessário né então a gente o que a gente faz é todas as orientações verbais pro paciente em consulta até porque como eu falei para você anteriormente ainda há muito preconceito envolvido na doença né E se eu fosse contar histórias aqui tem paciente que chega para pegar medicamento ele leva um frasco de vitamina ele abre o frasco do medicamento põe todo dentro do frasco de vitamina e joga o frasco de medicamento já na farmácia do serviço tá porque ele tá querendo esconder das pessoas que hum Med então assim é um direito dele eu acho que tem que ser respeitado então por isso a conversa acaba sendo feita só com paciente a gente não vai fazer não vai quebrar o sigilo médico e contar pra família a gente só existe uma prerrogativa de quebra de sigilo médico é se expor alguém ou uma outra pessoa a uma doença grave né que a única situação que poderia ter a quebra de sigilo médico né eventualmente que são coisas que a gente acaba não necessitando fazer tá Valera pra gente poder encerrar queria só reforçar aqui as instituições que são referência aqui na cidade de Campinas para quem está nos acompanhando é Eu Gostaria de reforçar aqui que para tratamento da infecção pelo iiv eh a gente tem o centro de referência em ST aides né que funciona na no centro na Rua Regente Feijó 637 tá ele funciona de segunda a sexta-feira no horário comercial qualquer pessoa que tiver o diagnóstico da infecção pode ir lá para fazer tratamento esse serviço também faz eh ele realiza exames para HIV eh hepatite B hepatite C e sífilis no horário comercial Se as pessoas quiserem fazer o exame lá paraa questão da profilaxia pós exposição que é aquela pessoa que tem uma relação sexual eh sem uso de preservativo para ela tomar o medicamento até 72 horas após preferencialmente nas duas primeiras horas mas pode ser até 72 horas essa pessoa pode procurar também o centro de referência no horário comercial durante a semana ou o pronto socorro do Mário GAT no à noite ou nos finais de semanas e feriados que pronto socorro do Mário GAT fica ali na esqueci o nome da rua na Moreiras né amiras com a Faria Lima né na esquina da Moreiras com a Faria Lima Então pode procurar o atendimento lá programa bom programa com muitas informações então Valéria Almeida médica infectologista da Secretaria Municipal de Saúde Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo as informações que foram passadas aqui eu tenho certeza que De grande valia pro nosso público pro nosso telespectador que saiu muito bem informado em relação ao início do nosso programa sobre o Tabu que ainda existe pra gente quebrar estes paradigm em torno de uma doença que não é mais Uma Sentença de Morte nós tivemos isso na década de 80 até 90 mas agora já foi demonstrado com informações com estatísticas com dados de que tomando o medicamento correto fazendo os exames a pessoa tem uma vida normalmente sem sintomas então eu agradeço muito a sua participação já faça um novo convite para você retornar aos nossos estúdios pra gente falar sobre este assunto não só no mês de dezembro mas durante todo o ano sobre este também outros assuntos e fica aberto as suas considerações finais eu aqui agradeço Gabriel a oportunidade de falar e eu quero reforçar sempre para as pessoas Pontos importantes faça o exame de HIV né de hepatite B de hepatite C e de sfil são doenças silenciosas muitas vezes as pessoas estão infectadas e não sabe o que tem fez uma vez se porventura no futuro daqui 5 10 20 anos tem uma nova exposição de risco tem uma relação sexual sem uso de preservativo repete o exame faz de novo né o exame Tá disponível no SUS é gratuito atualmente ele tem até é até vendido em farmácia o alto exame para HIV né a pessoa pode fazer também comprar na farmácia e fazer se quiser então não tenha medo de fazer o exame porque se é mais importante prevenir que fique doente né do que só descobrir quando já tá doente numa cama de um hospital então eu quero reforçar isso e a outra questão que eu quero reforçar que se tem uma relação sexual sem uso de preservativo né Eh Ou que o preservativo estourou que faça o uso da profilaxia pós exposição procure atendimento tem que ser rápido é uma questão rápida tem que ser preferencialmente nas duas primeiras horas no máximo até 72 horas então procure atendimento ou no centro de referência de campin ou no pronto socorro do Mário GAT para iniciar o uso de um medicamento que a pessoa vai usar 28 dias e não vai adquirir infecção pelo HIV ótimo verador P Monteiro também muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo ter aceito o convite para participar aqui do nosso programa também De grande valia as informações que foram trazidas aqui já faço convite para você retornar até aos nossos estúdios e fica aberto a suas considerações finais é obrigado Gab a Castro né pela oportunidade mais uma vez de participar do questão de ordem com essa profissional habilitada que tem o conhecimento técnico aí que deu um show aqui a Dra Valéria Parabéns pela palestra aqui né que foi gratuita para você da TV Câmara aí que está assistindo e tenho certeza que esse programa aqui vai se repetir várias e várias vezes até porque foi aqui Foi uma campanha né de prevenção e como ela próprio disse é melhor prevenir do que remediar Então você aí que ainda não fez Faça seu exame você que tem algum tipo de preconceito ou medo vai lá é importante eh você salvar a sua vida fazendo tratamento como a doutora falou hoje existe várias técnicas de tratamento onde pode fazer a prevenção pode cuidar da doença e eu acho que é importante você fazer esse exame Então eu acho que como Vereador a gente tem essa facilidade de ter a comunicação com a população de Campinas e mostrar que faça o exame e é bom você prevenir prevenir É sempre bom em todos sentido não só a questão da ID mas todas as os exames que você possa fazer para ajudar na sua saúde Isso é muito bom muito obrigado pela oportunidade e vamos continuar aí Eu que agradeço e agradeço você de casa também pela sua companhia pela sua audiência continue na nossa programação e até uma próxima oportunidade tchau tchau [Música]