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Questão de Ordem | Abril Azul
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Questão de Ordem | Abril Azul

70 views Publicado 07/04/2025 HD · 1:04:31

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[Música] Olá, começa agora o programa Questão de Ordem, que abre este mês, debatendo o Abril Azul, mês de conscientização sobre o autismo para dar visibilidade, aceitar promoção de uma sociedade mais inclusiva para as pessoas do espectro autista. É uma condição neurológica que dura por toda a vida e se manifesta durante a primeira infância, apesar de muitas pessoas só serem diagnosticadas quando adultas. Segundo o censo escolar de 2023, o Brasil possui 636.000 alunos com autismo. Em 2022 eram 429.000. Portanto, em um ano, aumento de quase 50%. E este número deve ser maior agora em 2025. Quais são as políticas públicas para esta população? Onde precisamos avançar? Falta conscientização na sociedade? Bom, para discutir o assunto, eu recebo aqui no estúdio o vereador Carlinhos Camelô. Ele que é membro da comissão permanente da pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida aqui da Câmara. O vereador Guilherme Teixeira, que tem projeto de lei também sobre este tema. e a Daniele Smith Baloni, que é coordenadora pedagógica da ELECAMP, à escola do legislativo aqui de Campinas, mãe atípica, autora do livro infantil Amor de autista, conta sobre a filha Eloá, a rotina, o jeitinho, as manias, preferências e tem muito que contribuir para o debate. Lembrando que ele vai acontecer e eu farei as interrupções apenas quando o necessário. Vereador Carlinhos Camelô, começo com o senhor. Eh, o senhor tinha um projeto sobre o fornecimento gratuito de adesivos para identificação de veículos que transportam pessoas com o transtorno do espectro autista. Como que surgiu essa ideia? O quanto que ajudaria? Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Eu que agradeço. Gostaria aqui de cumprimentar a todos aqui no programa Questão de Ordem, cumprimentar aqui meu amigo Guilherme e a Dani. É, eu falo que esse mês de abril, um mês de conscientização ao autismo, nós falamos assim, é que o necessário essa luta deveria ser constante, né, todos os dias, como muitas mães atípica, como a Dani, luta todos os dias e a sociedade devia inserir isso junto e também lutar todos os dias para que nós tenhamos aí uma sociedade mais eh adequada e os direitos a todos esses. Eu falo que o meu meu projeto de lei, ele surgiu através de pessoas que me procuraram, entendeu? E a gente começou entrar nesse debate, escutar muitas mães. E a gente viu, Guilherme, que as pessoas falavam assim: "Olha, eu ando com meu filho no carro". Mas geralmente ele tem, eu tenho um certo receio de colocar ele ali no no banco de trás, porque as pessoas buzinam, gritam, o som para um som muito alto do lado dele aqui. Isso acaba deixando ele nervoso. Sim. E aí, por que não essa questão do adesivo? Aí surgiu a ideia, inclusive a Maria Mariá pareceu, falou que em outros lugares tinha esse adesivo que dava uma identificação que ali transportava um autista. OK? E aí nós pegamos o projeto, implementamos ele, colocamos aqui na casa e tem funcionado. Uhum. Por quê? Porque através desse projeto de lei nosso, a INDEC começou a fornecer esses adesivos e eu mesmo vejo o dia a dia vários carros com esses adesivos eh eh pregados no no vidro ali. Então eu acho que a gente contribuiu, por mais que é um projeto pequeno, entendeu? Mas contribuiu muito pra sociedade e até conscientizar quem não tem na família é uma pessoa com o transtorno do espectro autista porque vê o adesivo e já sabe o que ele é também. Com certeza. Eu falo assim que a gente costuma ver, né? Antigamente a gente andava na rua, a gente via um adesivinho assim bebê a bordo, então você sabia que tinha uma criança naquele carro. Aí quando você vê o símbolo do autismo ali e vê o adesivo, provavelmente a pessoa já identifica, fala: "Opa, se o som tá alto, ela dá uma baixada no som, ela não vai buzinar". É, isso ajuda na questão do trânsito. Ótimo. Vereador Guilherme Tercheira, o senhor tem um projeto de lei sobre prioridade de atendimento psicossocial e de segurança às mães atípicas que se dedicam, né, integralmente ao cuidado de filhos com o transtorno do espectro autista no sistema de segurança e de saúde municipal aqui de Campinas. Também quero saber como que surgiu esta ideia e a necessidade dele. Seja bem-vindo ao programa Questão de Ordem. Obrigado. É muito bom estar aqui conversando sobre esse tema tão importante, tão relevante na atualidade. É o mês de abril, abril azul. Tivemos agora o último dia 2 de abril também o dia internacional da conscientização sobre o autismo aqui com o vereador Carlinhos, um grande amigo meu também, um parlamentar que já é experiente nessa área, a Dani também que eu tive a oportunidade de conhecer já ao longo dos anos, o livro dela, tudo. Na verdade, esse projeto ele surge em uma visita que eu fiz a uma entidade aqui na cidade de Campinas, que é a da Camp. Eh, quando eu cheguei lá, eu me deparei com uma situação muito intrigante para mim, vamos dizer assim, que era uma mãezinha que ela tinha medo da morte, porque ela não sabia com quem o filho dela ia ficar, tá? E aí eu comecei a olhar com outro olhar. A criança já estava sendo assistida e muito bem assistida pela entidade que é a da CAMP, mas faltava e falta um suporte para essas mães atípicas e não só para as mães atípicas, eu diria pra família atípica, né, Dani? Porque é uma questão que tem que ser um olhar global e garantir ela um acesso a uma política de acompanhamento psíquico social é interessante. Teve um outro caso da mesma instituição que foi relatada esse ano para mim de uma senhora que é avó de um de um adolescente de 17 anos e ele já está numa condição não muito favorável para que ela fique. não tem, por exemplo, condição de trocar o transporte, porque o o autista ele tem muita questão de sensibilidade, muito sensorial a a as coisas deles. Então, eles são e indivíduos que têm as suas características próprias e cada um é bem é bem distinto do outro. E ela tava relatando para mim que ela não tinha condição, por exemplo, de pagar o transporte que levava o neto dela da Tiquira, que é onde ele faz o estudo, até a da CAMP, que era o o complementar dele. E aí também surge mais uma demanda, mais um problema que a gente tem que tá trabalhando, porque tudo para eles é muito diferente, como o vereador Carlinhos mencionou aqui, a buzina, a troca de motorista, a troca de trajeto no percurso, tudo é relevante para eles e tudo isso tem que ser olhado com carinho e com com foco adequado. E aí, dando essa prioridade para essa mãe, tem mais tempo de cuidar da família do filho. Sim. A a a mãe quando ela recebe o cuidado, ela consegue cuidar melhor, porque quando a gente se cuida, a gente passa a ter capacidade de cuidar do outro. Quando a gente se dedica só cuidando do outro, falta energia pra gente poder cuidar do outro também. E essa possibilidade da mãe ter essa esse escape, essa esse tratamento dela adequado é importante para que ela tenha saúde e vigor para tratar daquilo que realmente importa na vida dela, que é o filho dela. E participa do Questão de Ordem a Daniele Smith Baloni, coordenadora pedagógica da ELCAMP, a Escola do Legislativo. Agradeço mais uma vez por ter aceito o convite para participar aqui da nossa programação. Hoje o programa Questão de Ordem, mas para quem está nos assistindo, Dani, não acompanhou o estúdio Câmara, que a senhora participou no ano passado sobre deficiências ocultas, não viu uma reportagem que nós exibemos já sobre o livro O Amor de autista. Então, para quem está te conhecendo hoje, como é que era a sua vida antes do nascimento da Eloá e quais são os desafios a partir do momento do diagnóstico? Seja bem-vinda ao programa Questão de Ordem. Obrigada, Gabriel. Para mim é um prazer est aqui falando de um tema que é tão importante, que é a minha vida, né? Eu vivo isso 24 horas por dia, desde o nascimento da minha filha. E participar com pessoas ilustres, né? Para mim é uma honra estar aqui com os vereadores Carlinhos e Guilherme. Muito obrigada pelo convite. Eh, a minha jornada, né, como mãe atípica, começa já no nascimento da Eloá. até eh durante a gravidez nada se suspeitava de desenvolvimento diferenciado. Mas antes disso, eu, como professora, como coordenadora pedagógica na rede pública aqui em Campinas, eu sempre lidava muito com crianças eh com deficiência, com famílias, né? E o olhar sempre foi eh como professora e como coordenadora e falando paraas famílias, eu sempre dizia assim: "Mãe, eh, seu filho é muito bem-vindo aqui. Não compare com outras crianças. Nós vamos olhar para ele e pensar no desenvolvimento dele, como ele está agora, o que ele pode avançar, quais são as potencialidades, né?" E quando eu estava do outro lado da mesa, como mãe, querendo ouvir isso de uma diretora de escola, de uma coordenadora pedagógica, eh muitas vezes o discurso foi: "Ah, sua filha está em fase de diagnóstico, então preciso ver se eu vou conseguir essa vaga, né?" E aí a gente começa a sentir já desde o nascimento como as portas vão se fechando, né? A pessoa com deficiência hoje na sociedade é a pessoa eh mais excluída em todas todos os ambientes e a gente sente isso na pele. Então é uma luta realmente cansativa que começa desde o nascimento. Quando você percebe um desenvolvimento atípico, você eh começa essa jornada com médicos, com terapeutas, que não é levar seu filho no pediatra uma vez ao mês, né? E é fazer exames, é investigar a parte genética. Então, tudo é muito pesado. Eh, para uma família atípica a vida da gente realmente vira de ponta cabeça. E por isso a gente precisa de rede de apoio, a gente precisa de ações onde há o cuidado daquele que cuida, né, vereador, se não tiver esse cuidado. E ações, eh, Carlinhos, que não são pequenas, né, que que possam realmente facilitar o transporte, que pode disseminar conhecimento. a pessoa vê um adesivo, não sabe do que se trata, ela pode pesquisar, né? O adesivo por si só, ele já levanta. O que será que é isso, né? O que será que é o autismo? E o abril é um mês que a gente separa para ter ações mais eh pontuais em relação a isso, mas essas ações precisam perdurar, né? Como você bem disse no início, o autismo é um transtorno de ordem neurológica que acompanha o o indivíduo durante toda a trajetória de desenvolvimento dele. Sim. A criança que é autista hoje vai ser um adolescente autista, um jovem autista, um adulto autista. E cada fase da vida tem os seus desafios. Então a gente precisa de rede de apoio, a gente precisa de auxílio familiar, a gente precisa de auxílio de mães, a gente precisa do apoio da escola, a gente precisa do atendimento na saúde, que eh é um caos, né? Mesmo falando de planos médicos, tudo é muito difícil. Então, legalmente o convênio não pode negar ter um plano, mas eh você não tem eh a possibilidade de escolher onde você vai tratar seu filho, né? Quando você consegue, é tudo indicado pelo plano, se tá dando certo ou se não tá dando certo. Você tem que brigar para trocar, né? É o profissional que muda toda hora e os processos avaliativos recomeçam. Então, realmente a a jornada de uma mãe, de uma família, da pessoa com deficiência não é fácil. A gente precisa dessas ações, precisa do poder público, precisa da escola, precisa eh ter essa rede realmente de apoio paraa coisa funcionar, né? Hoje a Eloá, sua filha, tem quantos anos? 10 anos. De 10 anos, de quando ela nasceu para hoje, você não viu nenhum avanço na prática? Sim, vi muitos avanços, né? A a Eloá é uma filha muito querida, muito fácil de lidar. Bom, sou suspeita para fazer a mãe coruja falando. É, nossa, amo minha filha de pai, não consigo imaginar minha vida sem ela, né? Ela que eh gerou esse livrinho, né? Foi primeiro para ela que eu fiz. E que bom que outras crianças puderam desfrutar disso aqui, né? E é uma sementinha da inclusão sendo plantada. Só mostra a capa pra gente aqui, ó, na câmera três, aqui, ó, nessa daqui. Isso. E pode falar o que você tava citando da sua filha. E é ela é uma uma criança autista não verbal. Tem eh como professora, já desde o nascimento eu já tinha esse traquejo de começar a perceber algumas coisas que eu via que não estava dentro do desenvolvimento padrão. Então, desde muito cedo, ela foi estimulada, né? Eh, Gabriel, eu sou privilegiada porque eh na medida do possível, claro que eu queria dar muito mais coisas para minha filha e eu não tenho condições, mas perto de milhões e milhares de autistas nesse mundo, eu sei que minha filha está bem assistida hoje por escola, ela está eh, né, a gente, graças a Deus tem um plano de saúde que a gente vai, briga, luta, né, e consegue as coisas. Nunca é fácil, mas a gente vê o progresso, né, no desenvolvimento, na autonomia, na independência para as atividades de vida diária, eh, como resultado de tudo isso, né, da família interessada, da família que aceita a condição, porque primeiro tem isso, né? A família precisa aceitar a condição. Muitas famílias negam, escondem essa criança, isso não ajuda em nada, né? Então você aceitar a condição vendo que você pode como família, como mãe, como irmão, enfim, eh ajudar essa criança e essas parcerias, né, com com a saúde, com a educação, para que haja avanço. Se não tiver, isso não vai avançar, né? Não vai, infelizmente. Então, eu vejo avanços na minha filha, principalmente na interação social, na comunicação, que são as áreas que eh são eh eles têm muito prejuízo, né? Uh, e a minha filha teve muitos avanços na comunicação alternativa, na questão da interação social e estamos lutando ainda, né, principalmente com essa independência, essa autonomia que é eh o terror das mães, né? Eu não vou durar para sempre e a minha filha precisa ter certa independência, autonomia, como que vai ser quando eu estiver ausente, né? Então esse é é um grande dilema, realmente é pesado para nós, mas eu vejo avanço sim, porque a gente vai atrás, luta e vai cavando essas oportunidades, as condições, brigando para para ter esses direitos garantidos, o que não acontece em grande parte de famílias que estão totalmente desassistidas, né, Carlinhos? E depois, Guilherme, já que a Dani nos mostrou uma realidade que é muito difícil, muito complicada, porque tudo tem que ser brigado para conquistado e muitas vezes isso leva um tempo que é maior do que deveria ser. Eh, diante da impossibilidade de identificar o autismo visualmente, vocês entendem que isso gera obstáculos a serviços aos quais os autistas têm direito? Sim, Gabriel. A gente, inclusive, eu tenho aqui, viu, Dani, um projeto de lei também que são eh que fala sobre as deficiências ocultas, invisíveis, que invisíveis são geralmente aquelas que nós nós não conseguimos identificá-la. Às vezes a pessoa, o autismo mesmo, o aspecto autista, às vezes a pessoa tá ali, a pessoa não consegue identificar que aquela pessoa eh eh ela tem a o autismo. Uhum. seja também uma pessoa às vezes com a deficiência eh eh eh auditória ou auditiva, né? Auditiva ou até mesmo surda, muda ou que seja, as pessoas não conseguem identificar. E isso já teve restrições em em bancos, em filas lotéricas, porque tem as prioridades e às vezes a pessoa ela tá ali e qualquer um olha pra pessoa fala: "Mas você tá na fila aí?" Mas por que que você tá nessa fila? Por isso que gerou a questão dos cordões. Às vezes as pessoas ainda mesmo com o cordão, a pessoa ainda não consegue identificar como a Dani falou. Ela não tem e eh essa questão de identificar o que que seja aquele cordão. Ela acha que é um cordão normal, mas tem muitas pessoas que vão pesquisar e através dessa pesquisa acaba colocando, olha, realmente e essa pessoa autista, entendeu? Então isso ajuda, são políticas públicas que vê ajudando. E eu falo assim que são leis que nós não precisaríamos aprovar na Câmara para garantir o direito dessas pessoas, mas infelizmente a gente tem que aplicar as leis para que as pessoas entendam. Um outro projeto que eu tenho aqui também, que no começo a gente eh colocou em contemplar o pessoal que tem questão do aspecto autista, que as mães, como a Dani falou aqui, as mães, ela tinha uma grande dificuldade, Gabriel. as mães, ela tinha que toda vez renovar laudos para levar para levar o seu filho para passar pelo médico. Então, chegava lá, às vezes ela marcava uma consulta, o laudo dela tava vencido e colocava para renovar o laudo pós a consulta. Ou ela, para não perder a consulta, ela pagava um particular que não é barato, ela pagava um particular para poder ter esse laudo para poder levar paraa consulta. E através desse projeto de lei hoje, eh, o tempo é por um tempo indeterminado. Se ela tem o autismo, então esse laudo ele serve por um tempo indeterminado. E aí nós, eh, tivemos a consciência quando a gente foi colocar pro pessoal do autismo, que tem um aspecto autista, nós também tentamos englobrar outras deficiências. Então nós colocamos a lei que fala assim: "Todas as deficiências irreversíveis, incluímos ela no projeto. Então todas que são irreversível, se uma pessoa nascer com problema de visão, ela não vai voltar. Então é irreversível. Então esse laudo também serve para essas pessoas. Então, acabou ajudando muitas pessoas e tem ajudado porque a gente tem recebido no gabinete, a gente encontra com as pessoas, falou a gente, a aquela lei sua, ela ela tá sendo eh é eh é muito boa, porque eu hoje eu não preciso estar fazendo a renovação do laudo, eu não preciso estar fazendo. Então são leis que a gente coloca nessa casa aqui no legislativo, né, Guilherme, para garantir o direito dessas pessoas que não precisaria. É o que eu falo que é esse se houvesse o bom senso, se houvesse o bom senso, não precisaria a gente colocar as leis, mas a gente sabe que nem tudo funciona assim, né, Gabriel? A questão importante do mês de conscientização é que a informação, Gabriel, ela sempre vai gerar formação que gera transformação, né? Parece até clichê, mas é muito real isso, porque esses símbolos, né? cordão, adesivo, um estacionamento prioritário. Eh, eu fui questionado uma vez assim: "Mas a sua filha tem mobilidade? Por que que você usa? Por que que ela precisa passar na frente ou por que eh você usa a vaga, né, de deficiente?" Eu acho eh genuína a pergunta, acho relevante porque quando a pessoa não sabe, ela precisa se informar para poder defender a partir daí, né? E se você pensar assim: "Minha filha anda". Por que que eu uso a vaga, né? E aí eu expliquei para ela, olha, o autista ele tem questões, primeiro que autistas tes, eu não sei exatamente a porcentagem, mas é muito comum a comorbidade da epilepsia, né? É o caso da minha filha, ela tem convulções. Então, se eu estou no lugar, a minha filha convulsiona, eu preciso sair rapidamente, né? O mais próximo possível. Exatamente. Tem a questão sensorial que tem as crises sensoriais. E aí a criança ela vai se jogar no chão, ela vai eh talvez ela se torne agressiva, talvez ela tenha comportamentos autolesivos e você precisa conter e de repente sair, afastar da do público de onde ela tiver, né? Eh, então a eh eu digo que a informação ela vai gerando práticas para eu não ter que ficar dando carterirada. Com licença, com licença, porque isso é extremamente cansativo. As pessoas olham pra gente com desprezo, muitas pessoas xingam, né? E aí a gente acaba por canceira, tá? Minha filha tá tranquila, eu vou ficar nessa fila. E de repente dispara-se a crise sensorial, né? que não dá muit. Às vezes a gente percebe, tem alguns sinais anteriores, às vezes não. E e é tão bom quando você tá numa filha e de repente alguém diz assim: "Olha, tem uma criança aqui, gente, olha, deficiente, olha, tem um cordão. Vamos então que sabe, então precisamos da sociedade também, precisamos dessa conscientização, sabe, de ver lá um cordão e saber o que significa. E esses meses de conscientização são para isso, né? não é para se esgotar as ações, mas é para levar informação que vai gerar uma sociedade formada, uma sociedade que entende a importância. E aí que que a gente consegue construindo uma cultura social inclusiva de verdade? Porque legislação existe muita e eu não tô dizendo que não é importante, tudo isso é muito importante. Se a gente não tiver o apoio também dos parlamentares, a coisa não caminha. A legislação é importante, mas o arcaboço de legislação que a gente já tem desde a Constituição Federal, se você pensar que já fala da pessoa com deficiência ali, né? E tivemos a Lei Brasileira de Inclusão, tivemos a Berinpiana 2012, que é específica do do autismo, coisas que estão ali muito pontuais que a gente ainda luta, né? Você eh garantiu-se a matrícula da criança no ensino regular de ensino e as ferramentas para cuidar dessa criança, ela tá só ali jogada, né? E é isso que a gente vê. Então assim, a legislação ela é excelente, ela tem que existir, mas ela precisa funcionar de fato, né? A prática precisa ser mais funcional. Não é só a matrícula, é garantir que a criança aprenda, que tenha inclusão. Pode ter na fila, mas garantir que você chegue e tenha realmente essa prioridade. Além de cotas, tá fazendo 34 ou 35 anos, não sei, esse ano. E ainda empresas pagando multa porque não obedece. É. né? Então assim, é triste a realidade, a gente não tem muito o que comemorar, mas a luta eh é importante realmente esse mês para informar as pessoas, porque é a partir da informação que você vai mudando a atitude, você vai mudando o seu olhar para as relações humanas. E isso é é importante porque a partir do momento que você pode não saber, mas a partir do momento que você tem o contato, aí você é obrigado a saber, você é obrigado a lidar, né? porque é uma pessoa que está ali que precisa ser atendida na sua especificidade. Então, enquanto não te aferta, você não tem conhecimento, né? Mas você tropeçou ali num caso, você precisa eh minimamente saber acolher, lidar e até tratar, né, assim, eh, numa recepção, né, numa conversa de maneira respeitosa a pessoa com deficiência, com qualquer tipo de deficiência, Guilherme, é furar bolha, né? Nós vivemos em sociedade, então não é porque não tem ninguém na sua família com o trânstorno do espectro autista que você vai fechar os olhos para os problemas. Quero ouvi-lo também sobre esses obstáculos que muitas vezes pode ser invisível para as pessoas que não tm no na família. E no de encontro que a Dani tá falando, eu achei muito interessante a a fala dela aqui eh sobre a questão da informação. Falta muito e é interessante o tema que foi trazido esse ano para a campanha que é e informação gera empatia e empatia respeito. É, eu acho que a gente saber respeitar e saber ter se informar, eu acho que é muito importante. Eu acho que o nosso trabalho como parlamentar, como a Dani disse, a a o vereador Carlinhos mencionou aqui, a questão das leis, ela geram debates sobre temas. Eh, por exemplo, Carlinhos mencionou aqui a questão do adesivo, que é uma lei dele aprovada, gerou um debate. Sim. Em algum momento alguém viu um símbolo diferente num carro e foi questionar para saber o que é. Infelizmente nós não conseguimos avançar na velocidade com que a gente deveria. Eu acho que é é isso que vai tornando o o essa inclusão um pouco mais difícil de ser feita na sua essência e na sua na sua eh na sua totalidade, vamos dizer assim. Mas, por exemplo, na no último dia dois, que foi dia internacional, essa casa aqui, por proposição do vereador Eduardo Magoga, teve a oportunidade de votar um projeto de lei para fazer com que as unidades de saúde tenham espaços sensoriais para crianças. Uhum. E é interessante, eu tive a oportunidade de fazer uma homenagem a dois médicos aqui ligados à tricomia 21, que é a síndrome de D. E durante o processo, a superintendente ali do do Mário Gatinho, do Hospital Mário Gatinho, ela mencionou comigo: "Nossa, seria tão interessante se a gente tivesse um espaço sensorial para essas crianças poderem ser acolhidas, eh, seria muito diferente para eles." Uhum. E aí aquilo ficou no meu coração que eu nem tinha visto do inventário, né? E aí a minha surpresa foi que no dia dois nós tivemos oportunidade, num dia emblemático paraa causa, nós tivemos oportunidade de votar em primeira discussão um projeto como esse, que é uma inclusão de fato. E quando no projeto a essência dele é muito interessante, Dani, porque ela coloca toda a rede, então a gente consegue dar o acolhimento pra família típica, porque nós temos que pensar também na condição da mãe, ela precisa de um atendimento médico, ela vai no pronto socorro. E toda essa questão que a Dani trouxe aqui pra gente, muito bem colocada da filha dela, como que funcionaria isso num ambiente onde ali as pessoas já estão cansadas, elas já estão ali procurando um socorro, uma ajuda e aí você também tem a o seu filho numa condição, você não tem com quem deixar? Então acho que essas questões que a gente vai trazendo pontualmente, direitos já estão estabelecidos, mas às vezes a gente tem que ficar batendo até que as pessoas entendam que elas têm direito e que não é um favor que estão fazendo pr pra filha da Dani, não. Não é um favor, é um direito que ela tem. Então, nós devemos seguir esse direito, nós devemos dar esse direito, nós devemos proporcionar como sociedade. E aí vem essa questão da transformação dos espaços que nós temos hoje também, que é a questão do próprio hospital, as escolas e tantos outros espaços públicos que nós temos que vão precisar de transformação. Sim, elas vão precisar de transformação e já estão alguns sendo transformados por outras questões de de inclusão, mas especificamente falando sobre a causa aqui que é o autismo, os espaços públicos deverão ter sim uma modificação. Eu acho que na minha compreensão, Dani, e posso estar errado, eu acho que a maior dificuldade que as famílias têm hoje é na questão do laudo, porque enquanto esse laudo não é fornecido, os direitos não, a pessoa não tem direito. Enquanto esse laudo não está na mão, a pessoa não tem o direito. E aí é tão bom ver iniciativas como do vereador Carlinhos Camelô, que interrompeu essa necessidade de ficar fazendo esse laudo eh recorrentemente. Então isso, isso para mim eu acho que a maior dificuldade que as famílias t hoje, acho que é a maior dificuldade que essas pessoas têm hoje é a questão do laudo. E um bom laudo, né, Dani? Não é um laudo feito de qualquer forma, de numa concepção qualquer. O laudo, ele demora um tempo para ser feito. E às vezes a gente vê laudo sendo feito muito rápido, né, infelizmente. E aí a gente também tem um outro problema social para para lidar no futuro também. Mas assim, direitos previstos em leis t que ser garantidos. Nós, eu, Carlinhos, o poder legislativo, estamos aqui para fiscalizar as leis que não forem cumpridas por algum estabelecimento comercial ou por alguma coisa. Nós estamos aqui para fiscalizar nossa força fiscalizar, legislar. Nós estamos para isso e também para propor medidas que beneficiem a população, como a transformação desses espaços públicos, como Carlinhos fez, a questão da necessidade do laudo, a questão do adesivo, isso vai chamando atenção pra causa e aí a gente vai informando, a gente vai gerando empatia e a empatia vai gerar o respeito. Sobre espaços, eh, Guilherme, interessante você falar isso porque é o conceito de inclusão, né? Uhum. Se você pensar que estar a pessoa, o autista ou a pessoa com deficiência apenas eh no ambiente, mas não ter esse ambiente adaptado para ela, isso é só tá integrado ali, né? Sim. Mas a inclusão ela eh a gente prepara sim a pessoa com deficiência para estar num ambiente social, mas aquele ambiente também se prepara. Então é uma via de mão dupla, né? Isso é inclusão de fato. E é muito importante pensar nos espaços e na questão sensorial. Isso é muito válido. Eh, porque eu passei uma experiência muito traumática de estar, eu não estava, eu estava trabalhando, mas a minha filha estava com a minha mãe e a moça que me ajuda no cuidado com ela. E no consultório, na recepção do consultório, a secretária disse: "Vocês poderiam esperar lá fora porque ela está fazendo barulho". lá fora onde na rua. Uhum. Ela estava dizendo isso. Vocês esperam na calçada porque onde onde eles iam com a minha filha, né? Então assim, o o despreparo, o desrespeito, o não ter um espaço que possa de repente acalmar a criança, né? Esses espaços sensoriais que os aeroportos já estão pensando, né? E as cidades já estão pensando em ter dentro das escolas, nas unidades de saúde. Isso realmente é é fundamental. E a questão do laudo é começa aí, né, gente? Porque sem realmente o laudo fica tudo mais difícil. O laudo para e digo como mãe porque a gente fica assim, cada exame que vai fazer, cada consulta que vai fazer, cada teste, você fica assim com o coração na mão, ai meu Deus, que que vai dar? Ai, como que vai ser? Ai, então eu digo pras mães agora, pras famílias, o lado é libertador. Você começa a entender o que a criança precisa, o que seu filho precisa e como você pode ajudar e como você pode ir em busca de direitos. Pessoas são laudadas na vida adulta e elas relatam isso. Foi libertador entender a minha própria história, saber por que eu eu não era burra, eu não era esquisita, porque aí vem esse bullying, né? Vem essa e esses eh essa esse tratamento pejorativo, né? E agora ela consegue entender e consegue identificar a potencialidade e consegue saber que ela é um ser humano que e brigar pelo respeito e brigar por inserção no mercado de trabalho, porque a gente trata muito sobre a criança autista, mas a gente precisa lembrar que essa criança cresce, né? Claro. E ela precisa hoje, se você pensar num autista que ele tem uma rigidez cognitiva, que ele tem dificuldade de comunicação, que ele tem dificuldade de interação social para uma empresa, como que a empresa vê isso? A empresa que trabalha com vantagem competitiva, que precisa de trabalho em equipe, que precisa de flexibilidade, né, que a rigidez do do autismo impede ter essa flexibilidade, esse dinamismo, às vezes criatividade, porque eles são muito apegados à rotina, né? eh precisa de pessoas comunicativas, então já rejeitam de cara, né? E quando você convive, quando você estuda e quando você se informa, você percebe que o adulto autista ele tem foco em coisas de interesse, que ele pode ser o melhor funcionário da sua empresa, porque ele presta atenção em detalhes, ele percebe erros que ninguém percebe, ele é pontual, ele não vai se envolver em fofoca de empresa, ele vai ser super sincero, ele não vai mentir para você, né? E ele vai ser o melhor funcionário naquela área de interesse, né? Ele vai ser o melhor mecânico, se ele gosta de mecânica, ele vai ser o melhor eh homoxarifado, ele vai ser o melhor eh qualquer coisa que ele pegar para fazer que seja hiper foco dele, que seja interesse, a gente precisa quebrar essa barreira, né? Eh, a as as pessoas têm imagens, né, do autista, achando que ou é o gênio ou é aquele que tem uma deficiência intelectual que não consegue fazer nada. a gente tem todo tipo de inteligência dentro do espectro autista e eles têm potenciais que precisam ser estimulados, que precisam ser descobertos, que é eh precisa se dar chance, né? Eh, dentro do do mercado de trabalho. Já quero ouvi-lo, Guilherme o Carlinho, só para não deixar passar. O laudo da Eloá demorou e ele custa dinheiro? Sim. Eh, como a gente já vinha desde o nascimento já com neuroacompanhando, eh eh o autismo nunca vem sozinho. Então, antes de se laudar, de diagnosticar o autismo, eu tive outros diagnósticos, né, de condições associadas ao autismo. OK. E uma vez eu disse para para ela tinha ia fazer 4 anos, estava com três aninhos, eu disse pr pra médica dela, doutora, ela é autista, ela tá dentro do espectro porque eu tinha outros diagnósticos. Aí disse, mas que diferença faz? Você tá no caminho certo? Você tá estimulando? Você, né? Por que que você precisa? Eu falei: "Eu preciso porque eu vou atrás de outros direitos que ela possa ter, né? E eu quero dar uma estimulação adequada. Se é autismo, eu preciso estudar e ver o que que ela precisa. Ah, então se é assim eu te dou. Mas ela vinha acompanhando minha filha desde um aninho, né? E aí ela laudou e disse: "Eu não sou e ela é fantástica, é uma médica que eu amo, está com a minha filha até hoje e ela disse: "Eu não sou especializada em autismo, então eu vou laudar, mas eu peço que você vá até um psiquiatra infantil, enfim, que possa laudar". E aí foi muito rápido, porque aí os sinais eram bastante evidentes, né? já o quadro clínico dela configurava muito o autismo, então aí foi rápido, mas demorou 4 anos, então sim, 3 anos para laudar o autismo e depois muito rapidamente para eu ter o o todas as características e o encaminhamento pro tratamento. Então isso aconteceu com três aninhos. Guilherme, depois Carlinhos. Eh, me chamou atenção na fala da da Dani, que é uma coisa que nós temos que trabalhar e aproveitar esse espaço aqui de informação, tudo que foi a questão do consultório médico. Dani, eh, eu percebo por relatos de pessoas que eu conheço que existe um preconceito velado, vamos dizer assim. Uhum. As pessoas elas não são preconceituosas na frente, mas fazem atitudes de preconceito. Eh, eu acho que isso é uma temática que a gente tem que trabalhar muito séria. A gente tem que ser mais responsável junto com eles, porque como a Dani falou, eles têm os focos deles. E nós conseguimos trazer a condição deles como pessoas, a gente conseguir afirmar eles como pessoas naquilo que eles são bons em fazer, naquilo que eles são, nós vamos aumentar e muito a condição e a qualidade de vida deles. Eu acho que essa questão desse preconceito velado, ela existe e não é só na questão do autismo. É, algumas vagas às vezes em escola quando chega, já vi relato de mais falando, não tem vaga, tem vaga por telefone, na hora que você chega na escola, vou matricular o filho. Hum. Não tem vaga. E aí você gera um outro problema, porque quando você matricula também, e depois da fala do Carlinhos, eu queria até fazer, faço até essa pergunta direto pra Dani, eh, para saber como que é a relação, eh, da escola, por exemplo, particular e da escola pública em relação ao autismo, porque o que me chega de relato é que na escola particular esse preconceito velado é muito forte. E aí, por exemplo, uma criança faz aniversário dentro da sala de aula e a a que tem o autismo ou alguma outro tipo de deficiência não é convidado para aquela festinha. Então, ela é excluída de determinado assunto. E eu queria ver essa percepção da da Dani como mãe também da da Eloá, já com uma idade já mais na adolescência, né? como ela viveu toda essa primeira infância, qual que foi a dificuldade dela, porque eu acho que isso é um ponto que a gente tem que também informar bastante, a gente tem que falar bastante para que isso não aconteça nas escolas, em qualquer ambiente que seja. Esse preconceito, mesmo que velado, ele não deve existir na nossa sociedade jamais. Dani, já quero ouvir sua resposta antes. Carlinhos, eu falo que a inclusão não é um favor, né? É uma obrigação nossa, né? E a Dani citou um relato aqui. Eu tenho uma amiga, hoje ela é professora, professora Lica, ela tem um filho autista e o filho dela tem 8 ou 9 anos. E e com a vinda do filho dela, eu queria até parabenizá-lo, que eu falo que essas mães são guerreiras, são aguerridas, né? Ela tá sempre ali. E o carinho que ela trata, da forma que ela trata, não só o Josuá, mas todos o o filhos delas, pós ele ter diagnosticado com o autismo, ela levou o marido dela, porque ela disse que ele demorava um pouquinho para para pensar, para responder. Ele demorava. lá, ela levou e com 45 anos foi a diagnóstico, tiveram o diagnóstico que ele também era autista. Então o Cadani fala é assim, ó. Hoje a informação, com a informação, as pessoas procuram Uhum. saber. Elas vão lá, ela pesquisa, ela vai, ela escuta, ela vê, ela participa de um programa desse para ela ter informação e através dessa informação ela procurar o melhor. Então eu acho que é como nós vamos ter aí no abril é comemorado, eu falo assim, comemorado não é o dia da conscientização, né, para conscientizar as pessoas. Eu falo que essas ações elas são importantes. Elas são importantes porque as pessoas começam ver com outros olhos. Porque a gente geralmente a gente só vai ver o problema quando a gente tem dentro de casa, né, Guilherme, né, Dani? Sim. A gente até então a gente vivencia, mas a partir do momento que o problema chega até você, aí você começa a ver ele com outros olhos e começa a pesquisar e começa a ver. Então é muito importante eh eh essas ações que as pessoas realmente elas começam a ver, entendeu? E dá um olhar diferenciado para isso. Eu acho que é isso, Dani. Parte de educação. Da educação. Ai que medo que vocês iam me perguntar isso. Tem tanta história ruim. Se eles não perguntassem eu iria. Vi tem algumas perguntas aqui sobre educação, porque eu sei que não é fácil. Muitas escolas, como tem um relato do Guilherme, né, fala que não tem vaga. E eu vou dizer que o preconceito em alguns lugares é velado, mas a maioria tá explícito, viu, Guilherme? Explícito, infelizmente, né? Infelizmente o velado é esse mesmo, que você tá conversando, quando você fala que tem um laudo ou que tá em investigação, a pessoa: "Ah, então eu tenho que verificar. Ah, porque a gente tá com salas, né? não fala diretamente, mas eh vou falar da minha experiência e peço perdão paraa rede particular de ensino, mas a minha eh experiência na rede particular de ensino foi bem traumática. Uhum. Eh, como professora da rede pública, eu pensava assim: "Bom, rede pública tem muita criança, minha filha, eh, se eu puder pagar uma escola, porque tem isso ainda, a gente faz um esforço grande, né? Porque não é barato, isso não é". E aí eu pensava, quando ela for pro fundamental, se eu puder pagar uma escola com menos alunos, acho que ela vai ser melhor assistida, acho que ela vai ter mais atenção, enfim. Mas é um, foi um engano assim na minha vida e eu digo que é explícito porque assim, são cinco dias de aula. Minha filha tinha uma atendente especializada que podia estar na escola dois dias. Então eu levar, a minha filha ficava na escola dois dias, que era o dia que a atendente estava, porque quando a atendente não estava, não faziam absolutamente nada com ela. E eu vi quando a atendente saía, que a professora trazia no banquinho que ficava ali no pátio, na frente da escola e ela ficava me esperando ali, ela não ficava em sala, literalmente excluída, né? literalmente. Então é explícito e você está pagando como todo mundo e seu filho não tem o básico, né? Uhum. Eh, fui professora na rede pública, posso dizer que o município tá muito melhor eh eh equipado, né? A gente tem minimamente aí um cuidador, né? Um professor docente no melhor dos mundos, né? Professor de educação especial, né? Sim. O professor de educação especial tem muito que melhorar, porque esse professor de educação especial atende três unidades escolares, às vezes não consegue estar todo dia, né? Então isso precisa melhorar. Eh, como o cuidador, o docente auxiliar vem por contratação terceirizada, também rompe-se o contrato, aí não fez licitação, né? Não chega ninguém. Então assim, os processos são interrompidos, então isso precisa melhorar na rede pública. Eh, eu reconheço o esforço, né, e e vou defender aqui os professores da rede pública municipal, porque eu reconheço o esforço deles em atender essas crianças, mas há um caminho muito longo ainda pela frente. Então, eu, pessoalmente, tive uma experiência muito ruim em escola eh particular, na rede pública foi um pouco melhor. É, mas a falta dessa desse acompanhante especializado, gente, vamos pensar, a legislação fala acompanhante especializado e nós não temos acompanhante especializado em escola nenhuma. Nós temos minimamente um cuidador, minimamente um professor docente auxiliar, né? Eh, acabou que a minha filha conseguiu do ano passado para esse ano estar numa escola especializada, que aí é um eh tem as suas tem as suas desvantagens, mas ainda pedagogicamente o plano de ensino é adaptado para ela, poucas crianças, mas hoje eu consigo pagar essa escola, o que não é a realidade da maioria das mães. Então, tudo custa muito dinheiro, né? Eh, na rede pública, a saúde a gente não consegue nada gratuitamente, a gente vai pros planos de saúde. Mesmo assim, você briga com liminar na justiça para conseguir o custeio de um tratamento eh integral, né, de todas as especialidades que precisa com a equipe multiprofissional. Não é fácil conseguir isso. Então, minimamente você tem que ter convênio médico. Aí o laudo custa dinheiro, a escola custa dinheiro. Então, eh, queridos, realmente assim, a quem não tem condição financeira, então, e tem filho, não. E você vê que tem crianças que estão eh dentro de casa sem nenhuma experiência escolar, sem, né? Eh, e é a realidade desse país aí, né? É realidade. Por isso que eu digo, a gente não tem muito o que comemorar, mas é importante a gente usar esse mês para informar, para falar dessa luta, para conseguir avançar, né? A gente não pode parar. Então, avançamos em algumas coisas e temos um caminho longo ainda aí pela frente. Nessa questão de educação, deveria ser um ganho de todos, né? Porque tem o ganho social, tem o ganho de convivência, de você aprender mais com alguém que tenha essa deficiência, mas na prática não é o que tem acontecido, né? É isso. E é importante o que a Dani fala porque as mães geralmente ela procura sempre o que é melhor pro filho ou pra filha. Ela acha que como a Dani fez, olha, se eu pagar, eu acho que vai ter um tratamento melhor. E às vezes na rede pública tem um tratamento diferenciado. Então eu acho que eh é esse horário que as pessoas têm. E tem muitas mães também, Daniel, eu acho que você pode me corrigir se eu tiver errado. Muitas mães às vezes eh pelo preconceito, pelo tratamento, às vezes não quer nem levar o filho pra escola, entendeu? Fica até com com receio de levar o filho pra escola. É verdade. É, a gente sabe de situações em que a criança vive escondida, famílias que não aceitam, né? Uhum. E a família só vive dentro de casa, já está em idade escolar, não consegue vaga. Então assim, tem n situações dentro dessa realidade de Brasil aa, né? A gente não consegue, eu espero aqui, como eu disse, eu eu me sinto privilegiada em algumas coisas de poder hoje oferecer algumas coisas paraa minha filha que a maioria das crianças não têm. Eu queria fazer muito mais, a gente não consegue, mas a importância do poder público estar conosco é exatamente isso, Carlinhos, porque tudo custa dinheiro. Então, à medida que o estado assume isso, né, e traz tratamentos, traz, equipa de fato as escolas, né, pensa em tecnologia assistida, pensa em em tantas outras coisas que precisam estar dentro da escola, melhorar essa questão da contratação de profissionais, né? Isso. Acho que a gente precisava cobrar também da da prefeitura se esse esquema tá tá falido, porque rompe-se o contrato, não substitui o profissional. Então, como que isso poderia ser melhorado, né? Eu sei que a gente não pode criar cargo público, né? Mas de repente provocar um pouco nesse sentido se é possível, né? Eh, o executivo trabalhar para que sejam cargos efetivos, para que o professor de educação especial esteja numa única unidade escolar. Então são coisas que assim a gente precisa do poder público, a gente precisa do parlamentar para cutucar, para fiscalizar, para eh propor leis que vão de fato ser eficiente, né, e vão dar qualidade de vida para nós. Ô Dan, a gente tá falando da importância da inclusão, né, na escola convencional que tem este ganho social de aprendizagem, né, para esse aluno. E do outro lado, é, estudando aqui para o programa, eu me deparei com uma reportagem que ouviu professores, pesquisadores, defensores públicos, familiares de pessoas com autismo, os próprios indivíduos com UTE e encontraram alguns obstáculos. Então, primeiro, formação frágil de docentes e funcionários que acabam indo atrás eh de preparo por iniciativa própria e não tem aí o auxílio eh da instituição da escola, não tem apoio nem do governo. Falta de adaptação de atividades e de aulas para esses alunos, desconhecimento sobre como agir diante de surtos de agressividade e de outros possíveis sintomas. bullying, cobrança de taxas extras na mensalidade, que é uma prática ilegal, descumprimento do direito ao acompanhante contratado pelo colégio, entre outros problemas. Estamos longe, então, da garantia de direitos às crianças e adolescentes. É o que eu disse anteriormente, né? A criança está na escola, mas como a escola está recebendo essa criança e a história é outra, né? E você tocou em pontos que é é justamente isso, são desafios que a gente precisa pensar e avançar, porque daí muitas vezes a gente põe essa carga em cima do professor, ó, professor não sabe, mas e a instituição e o colégio tá dando suporte para este professor, tá ajudando este professor a lidar com este? Os cursos de pedagogia você não vai encontrar eh como lidar com cada, né? Não vai, né? mesmos cursos de educação especial vão tratar de várias deficiências de uma forma geral, mas é quando você tá no chão da sala que você recebe o aluno ali, é realmente você estudar e ver o que que você pode contribuir para que aquela criança aprenda. Então depende muito realmente do engajamento do profissional, do professor, né? E nesse sentido, eu digo que Campinas também é uma cidade privilegiada e os vereadores devem saber disso. Nós temos um centro de formação profissional de professores aqui, né? E eu acho que esse espaço precisa ser usado para cursos assim, né, como lidar com a síndrome de Down, as especificidades do do da síndrome, as especificidades do transtorno, o TDAH, o toque, o TOD, enfim, né, cursos específicos para poder capacitar melhor, dar essa tranquilidade pros professores e que a escola também aceite, porque existe uma resistência de se aceitar um atendente terapêutico vindo da clínica no ambiente escolar. Nós temos uma equipe gestora que precisa colocar ali cada um no seu quadrado e cada um fazer a sua função para que de forma eh conjunta se atin os objetivos tanto clínicos quanto pedagógicos. Eu sei que escola não é clínica, mas e aí nós não vamos fazer nada para esse aluno que tem a crise? É o psicólogo que vai ensinar o professor como conter. Não é o professor. O professor não tem essa obrigação de saber. Não é formação dele, não é da área dele. Então se não tiver isso conjunto, sabe? trabalhando junto. Então isso precisa melhorar na escola, essa aceitação de outros profissionais que venham compor essa equipe. Guilherme, eh, nessa fala da da Dani, eu sou parlamentar, vereador aqui da casa, do PL e o deputado nosso federal aqui da cidade, que é o Paulo Freire, ele destinou R$ 4 milhões deais que ele conseguiu, através dessa emenda dele, eh, criar um programa dentro da Unicamp, que é o Prateia, que ele visa capacitar professores, profissionais de saúde para lidar com essa população. É, como a Dani falou, é, a gente precisa dar essa capacidade, aí são informações. Uhum. Então, não tem como você cobrar do pedagogo uma coisa que ele não teve no seu período de faculdade. Sim. Mas agora tem um equipamento público que tá dando, oferecendo essas cargas horárias para profissionais de saúde e também apoio para as famílias também dentro da Unicamp. Quando você entra na Unicamp, assim que você chega no hospital da clínica, na frente, você já vê o prédio, é um prédio que já estava ali, foi todo adaptado, multissensorial também. É bem interessante. É uma prática que a gente precisa colocar para que outros órgãos, né, Dani, eh, que o município vá lá usar os professores municipais, os estaduais estejam lá e e os professores também se interessem para fazer esses cursos também de capacitação. Acho que isso também é um detalhe bem interessante, né? Programa bom, é programa com muitas informações, passou muito rápido, reta final. A gente tem 5 minutos, mas ainda tem dois assuntos que eu quero abordar. É o primeiro, eh, a Patrícia Braga, é, uma professora associada da Universidade de São Paulo, a USP, pesquisadora da plataforma científica Pastê da USP. E ela concluiu que a idade média da criança diagnosticada aqui no Brasil é de 5 anos e na Europa 3 anos. Então, falando sobre saúde, é preciso também capacitar melhor os nossos médicos, já que 5 anos é um tempo precioso, né, que pode estar sendo desperdiçado, poderia esse diagnóstico ter vindo com mais antecedência. Dani, na prática você tava procurando isso, né? Você pesquisou e você fez a pergunta, mas é isso, porque a partir deste diagnóstico eu quero também, a gente citou a parte de educação, mas a área de saúde, a área médica também precisa melhorar, precisa também ser mais rápido. O diagnóstico não é simples, ele é muito complexo, né? Não existe hoje exames que detectem autismo, então você faz exames que são para descartar outras condições, né? Então, quando a criança você fala, você já percebe que não não atende, não, né? você fala o nome, não olha para você, não mantém contato visual, então já vai fazer um exame eh Umbera, né, para saber como que tá essa audição. Então vão se fazendo exames para eliminar outras condições. Então isso leva tempo, né, quando você pensa que você precisa agendar esse exame, né, ter acesso, né, se for rede pública, as filas são gigantescas para para consultas e exames. Então, eh, tudo isso vai atrasando uma intervenção que podia ser mais precoce, né? E e depois acaba se fechando o diagnóstico com a equipe que consegue pelo quadro clínico mesmo, né? Porque ele é comportamental, né, o autismo. Então, e é a observação clínica das reações, do comportamento, da dos pilares aí, comunicação, interação social e qual foi outro que eu falei? comunicação, interação. Poxa, me fugiu agora. Mas tem o as características que são comuns e dentro disso e o comportamento é o comportamento, interação, comunicação, comportamento. Dentro do comportamento é chamado espectro porque é um campo variado de manifestações. Então não são eh ele não se manifesta de forma parecida de um indivíduo para outro, tá? Então você precisa ter certa cautela, né, e descartar outras condições. Então não tô defendendo aqui o diagnóstico, mas demora às vezes por essas razões, porque a gente não tem uma rede de saúde que é ágil nesse sentido, né? E tem eh sintomas que são muito próximos a outros transtornos. Então os médicos têm realmente esse receio, mas uma coisa é verdade, quando você percebe que teu filho tá num desenvolvimento a quem, o que geralmente a gente ouve do pediatra é: "Calma, ele vai chegar lá, né? É normal. E não, né? Se você detectou, então procure eh um médico que com um olhar bem detalhado vai pesquisar e vai te ajudar a chegar num diagnóstico. Pode não ser autismo, mas pode ter outras condições que mereçam também intervenção e quanto antes melhor. né, pra gente poder encerrar, né, diante de tudo que a gente citou aqui no programa, as dificuldades com transporte, da inclusão nos espaços públicos, da educação, da saúde, qual que é o maior obstáculo que tem hoje? O que que precisaria mudar no hoje? A gente sabe que muitas coisas que a gente citou aqui levam tempo, é a curto, é médio e longo prazo, mas a curto prazo, qual que é o maior obstáculo que deveria mudar hoje na sua opinião? Nossa, perguntar isso pra mãe, eu queroar é tudo. A gente vive na urgência, Gabriel, né? A gente vive na urgência e cansa, né? Por isso que a gente precisa de apoio. Sim. Mas eu acho que o que de eh que a gente pode fazer meio de imediato é informar, né? É a informação, como eu já disse, que vai gerar a transformação. É a informação que vai fazer com que as pessoas entendam, respeitem, saibam lidar e colaborem para que você tenha acesso ao que você precisa. Então, de imediato, a gente precisa disseminar com conhecimento. E já vou dizendo aqui, autismo não é frescura, autismo não é modismo, é um transtorno que traz prejuízos pra vida inteira do indivíduo. Então, eh, não venha com essa conversa. Agora todo mundo é autista, não estamos estão se descobrindo tantos autistas porque hoje temos mais informação e hoje talvez os critérios diagnósticos estejam melhores. Então esse essa população precisa ser olhada e precisa ser assistida. Então informação é tudo. Em termos de informação, amanhã no domingo, 8 horas da manhã temos a caminhada anual das famílias atípicas. Exatamente. 8 horas da manhã ali no portão ao lado do ginásio. Ótimo. Então muito bom. concentração no portão do ginásio, chegada no cartódromo da Alagoa do Taquaral para mostrar aí as famílias atípicas em prol dessa conscientização e visibilidade da causa da causa do autismo. Vereador Carlinhos Camelô, muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, as informações que foram trazidos aqui, os casos também conhecidos, acho que muito importante para quem está nos acompanhando conseguir visualizar, porque às vezes também conhece na vizinhança, tem na família alguém que tem o transtorno do espectro autista. Então é muito importante estes casos. Já faço um novo convite para você retornar até os nossos estúdios para falar sobre esse, mas também outros assuntos e fica aberto aí para suas considerações finais. Eu que agradeço, Gabriel. Eu falo assim, vou finalizar minha fala falando assim, né? Se cada um fizer sua parte, nós podemos construir uma sociedade mais justa e acolhedora e que o depender do legislativo da minha pessoa, a gente vai est tentando contribuir para que isso aconteça. Obrigado, vereador Guilherme Teixeira. Também quero agradecer muito a sua presença, a sua participação aqui no programa Questão de Ordem, de grande valia também pro nosso telespectador tudo o que foi passado aqui sobre o projeto de lei e as discussões que estão acontecendo aqui no legislativo campineiro. Já faço um novo convite para retornar até os nossos estúdios e fica aberto aí as considerações finais. agradecer esse tempo, essa oportunidade com a Dani de compartilhar um pouquinho da rotina dela, da vida dela, do Carlinhos, que também já tem militado nessa causa aqui na na Câmara. E é interessante, e aqui fica um recado para você, telespectador, que o poder legislativo está atento a essas causas. Ontem nós tivemos um projeto aprovado no dia 2 de abril que veio da sociedade. O Carlinhos apresentou um projeto que veio da sociedade. E me permita aqui, Carlinhos, mencionar o seu nome mais uma vez. Ontem durante a sessão, o Carlinhos procurou o presidente, falou assim: "Presidente, precisamos colocar um protetor auricular para que as crianças com espectro autistas possam utilizar o nosso espaço de entretenimento que a Câmara criou ali atrás. Uhum. Prontamente ali o presidente atendeu a demanda, já mandou providenciar como tinha que fazer. Nós estamos atento a essas demandas, a essas causas. Nós estamos aqui à disposição e esse mês é o mês de informação, como a Dani disse aqui, informar, porque se a gente informar com qualidade e direito, nós vamos criar empatia na sociedade. E se a gente criar a empatia, nós vamos ter a respeitabilidade que esse essa população tanto merece. Daniele Smith Baloni, coordenadora pedagógica da Elcamp, a Escola do Legislativo de Campinas. Muito obrigado mais uma vez por ter aceito o convite aqui da nossa equipe, participar da programação da TV Câmara Campinas hoje no programa Questão de Ordem também de grande valia pro nosso telespectador, você como mãe atípica com a sua história, com a sua vivência, tenho certeza que contribuiu muito para este debate, pra conscientização de quem não tem e alguém na família em casa com transtorno do espectro autista, mas que tem essa empatia, este respeito, que vá atrás hoje com a internet com a facilidade do celular estudar mais o assunto, porque nós vivemos em sociedade e nós vamos encontrar alguém com transtorno do espectro autista ou com outra deficiência e saber lidar com essa pessoa é fundamental. Então, muito obrigado pela sua participação. Já faço um novo convite para você retornar até os nossos estúdios e fica aberto aí paraas suas considerações finais. A você a minha gratidão por esse espaço. Toda a equipe da TV Câmara, muito obrigada. Eu sou muito feliz de fazer parte desta casa legislativa. A vocês, o meu muito obrigado pela parceria, pelas proposições, porque isso faz diferença na nossa vida e são eh detalhes pequenos e grandes que somados nos ajudam a avançar, né? E a você que nos ouve, eh, eu sei que a experiência de tantas mãezinhas são diferentes da minha, mas eu quero dizer para você que lida com a sua dor, com a sua dificuldade, com os desafios, seja o seu filho criança, jovem ou já adulto, você não está sozinha. Procure sempre apoio de outras mães, do poder público. Procure escolas que respeitem teu filho e vamos junto nessa luta, vamos junto nesse mês de conscientização dar andamento, né? Não só parar abril, não pode fechar abril e a gente se tornar invisível de novo. Então a gente está nessa luta por visibilidade e por direito dos nossos filhos. Não desista. E eu quero só deixar aqui, se você me permitir, então na vozinha da Eloá, porque no livro eu dou voz para minha filha. Ela diz assim: "Minha mãe vive dizendo que não existe nesse mundo amor mais sincero que o meu, verdadeiro, inocente e profundo. Há quem diga que o amor é cego, mas a minha mãe discorda. Vamos ver quem adivinha. Não preciso nem dar pista. O amor mais genuíno não é cego, é autista. Hum. E fechamos da melhor maneira possível o programa Questão de Ordem. Quero agradecer a sua companhia, a sua audiência. Permaneça na nossa programação, tenha mais conscientização, vá atrás do assunto pra gente poder lidar da melhor maneira possível. Até uma próxima oportunidade. Ciao. Ciao. [Música]
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