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MÃOS SOLIDÁRIAS - NÚCLEO DE IGUALDADE SOCIAL
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MÃOS SOLIDÁRIAS - NÚCLEO DE IGUALDADE SOCIAL

24 views Publicado 14/07/2021 HD · 20:38

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MÃOS SOLIDÁRIAS - NÚCLEO DE IGUALDADE SOCIAL - 14-07-2021

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Olá, seja bem-vindo, seja bem-vinda. Que alegria receber você em mais uma edição do nosso programa Mãos Solidárias. Aquele momento que eu sempre falo, momento de trazer o bem, de falar do bem. Não está fácil, não está nada fácil essa pandemia, esses momentos obscuros os quais a gente tem enfrentado na sua casa, na casa do seu vizinho, na nossa casa enquanto jornalista, nosso trabalho, todo mundo tem enfrentado alguma batalha diferente, mas aqui nesses minutos de mãos solidárias a gente vai acolher todas essas dores para trazer alguma solução e algum quentinho no coração e com novidades essa edição. Mas para o finalzinho a gente fala sobre novos formatos aqui na TV Câmara Campinas. Hoje no Mãos Solidárias a gente vai conhecer um trabalho lindíssimo feito aqui em Campinas. Muita gente pode não conhecer, como a gente sempre diz, mas o Núcleo Igualdade Social que foi fundado em 2018 vem fazendo a diferença em inúmeras famílias que vêm enfrentando o fantasma do câncer. E a gente vai conhecer um pouco mais desse trabalho com a Luana Souza, assistente social dessa instituição. Luana, seja bem-vinda, é um grande prazer receber você aqui, viu? Muito obrigada, o prazer é todo meu. Luana, a gente ficou muito tocado quando a gente só leu o descritivo dessa instituição. A gente aqui no Mão Solidárias ouve inúmeras histórias, inúmeros formatos de instituições sociais, Essa especificamente, quando falou a palavra câncer, falou, opa, tem uma coisa especial aqui. Conta para a gente qual é a missão de vocês, há quanto tempo vocês estão nessa estrada aqui na cidade? Então, como você mesmo disse, a gente está há três anos, né? A gente tem três anos de fundação e o núcleo foi fundado por três amigos. E no começo tinha um número bem reduzido de usuários, né? Hoje a gente já conta com quase 30 famílias atendidas. E nós atendemos mensalmente essas famílias, na verdade diariamente, porque tem os atendimentos sociais, psicológicos, nutricionais, tem também, a gente conta com uma advogada, então tem os atendimentos jurídicos e voluntários, tem um voluntário que é médico também aqui no núcleo. Então a gente realiza esse trabalho com as famílias, né, fazendo o atendimento delas, entregando cesta básica, medicamentos, suplemento alimentar, fazendo esse atendimento psicológico, fazendo esse atendimento social, e são inúmeras demandas, assim, a gente nunca imagina, mas ainda mais agora com a pandemia, tem muita demanda de pessoas desempregadas na família, Então, a gente vê que é essencial essa entrega do alimento, né, pra família, faz uma grande diferença, uma grande diferença e também o atendimento psicológico faz muita diferença na vida dessas pessoas que estão passando pelo tratamento do câncer, né, porque é difícil de aceitar, existe todo um estigma, né, de que é associado à morte, a família também tem que enfrentar isso como usuário, Então, a gente faz atendimento psicológico com a família também. No atendimento social, inúmeros casos de INSS, muito também quando ocorre o óbito, né, a gente que auxilia, que instrui, que orienta a família como ir atrás dos direitos relacionado a isso. E, enfim, a gente está aí lutando para conseguir atender cada vez mais pessoas, né, Porque ainda como é novo, não tem conhecimento de muita gente Mas a gente pretende crescer cada vez mais para atender mais famílias Isso que eu ia te perguntar, Luana Como é que funciona essa captação de famílias? São as famílias que têm o diagnóstico e procuram vocês? Ou vocês têm alguma parceria com institutos de saúde? Como vocês chegam até essas pessoas? Então, os hospitais, eles acabam, né, informando que existe essa instituição, às vezes eles escutam também por pacientes que estão no hospital e são atendidos aqui, e aí acabam compartilhando essa informação. Nós temos operadores de telemarketing aqui no núcleo para arrecadar doações, né. Então, às vezes, ocorre também pelas operadoras de telemarketing que as pessoas procuram, falam, ah, na verdade eu não tenho dinheiro para doar, mas eu queria ser atendida porque eu sou diagnosticada com câncer e queria saber mais do trabalho. Então, tem esse contato também, essa mediação das operadoras de telemarketing, a busca espontânea, né. E eu acho que é mais isso, assim, das que mais chegam por esse meio. E aí quando vocês entram em contato com a família, ou quando a família entra em contato com vocês pra falar, olha, preciso de ajuda, ou no caso de vocês, né, olha, o que vocês precisam da gente? Geralmente, o que é que vocês encontram? Em que estado se encontra essa família ou esse paciente que acabou de saber que está com câncer? Então, quando o paciente chega até a gente, né, eu faço esse atendimento inicial, que é escuta, eu faço a avaliação socioeconômica, porque nós estamos falando de famílias que passam por vulnerabilidade social, então as famílias atendidas aqui tem uma renda inferior, né, e aí na avaliação socioeconômica já é vista toda a realidade social que essa família enfrenta, né. A questão do território também, a gente faz muito visita domiciliar para ver como que é a realidade social dessa família, o histórico, o contexto todo, e aí eles chegam, alguns chegam já abalados com esse diagnóstico que acabaram de receber, né, é uma coisa muito inesperada, então a gente tem que trabalhar muito com a sensibilidade mesmo, O assistente social aqui no núcleo tem que trabalhar muito com a sensibilidade, porque a gente vai estar atendendo pessoas que estão super sensíveis, né, e aí, às vezes, eles já estão em tratamento com a quimioterapia, com a radioterapia, alguns já passaram por esse tratamento, alguns casos tem metástase, né, então, o câncer vai progredindo, então, são diversos, diferentes, assim, a gente atende criança também, criança de 4 anos, de 3 anos, de... até pessoas com 80 anos. Então, vem realidades completamente diferentes para vocês atenderem, né? E agora na pandemia, Luana, tudo isso tem sido remoto, como é que vocês têm se virado, né, para atender essas pessoas? Os atendimentos psicológicos e os nutricionais, como os jurídicos, estão sendo feitos de forma remota. O meu atendimento social, eu estou aqui todos os dias presencialmente, porque como a gente faz a entrega da cesta básica, então tem que estar aqui para fazer essa entrega, né, esse contato, esse vínculo, mesmo na pandemia é muito importante, né, então eu faço atendimentos individuais remotos todos os dias também, via WhatsApp ou aí a plataforma que o usuário tiver mais familiaridade E eu acho que é isso, assim, em relação aos atendimentos na pandemia, estamos sendo respeitos dessa forma. A gente sempre está atendendo, né, não importa se for de forma remota ou presencial. O que é que te motivou, Luana, a ser uma assistente social dessa instituição e o que mais você tem aprendido com essa experiência? Então, eu sempre quis muito trabalhar no setor da saúde e também da assistência social, né, e aqui é uma instituição mista, então, enquanto está na assistência social, também está no setor da saúde, o que é muito interessante, né, que a gente não atende somente um setor. Eu acho que foi o que mais me encantou, assim, poder auxiliar pessoas que estão passando por vulnerabilidade social e não só isso, por uma doença, né, diagnosticada, e o enfrentamento é muito difícil, Eu queria muito ter esse contato, entender como que é feito esse trabalho. É um trabalho muito humanitário, então me interessou muito. E quando eu comecei a trabalhar aqui, eu fiquei muito feliz e sou feliz, muito feliz de trabalhar aqui ainda. Já teve alguma história que tenha te chamado a atenção? A gente sabe que vocês que lidam com isso, Luana, não lidam só com histórias felizes, nem com histórias com um final feliz. Teve alguma história específica que tenha te chamado a atenção? Algum paciente que você atendeu ou que esteja atendendo no momento? Aquele paciente que a gente chega em casa e fala Nossa, amarrou a garganta aqui, me fez ver a vida de um jeito diferente Você tem alguma ligação com alguém especificamente? Com certeza, acho que os que mais tocam são quando a pessoa tem um companheiro Que está ali ajudando todos os dias e esse companheiro falece E aí ela fica sozinha, sabe? Eu acho que é um dos casos que mais tocam. E também quando ocorre óbito aqui na instituição, né? Que é bem triste de ligar, mas a gente sabe que acontece e vai acontecer. Tem que ter isso na cabeça. Tem que ter um distanciamento necessário para a gente não ultrapassar uma barreira que não é nossa, né Luana? Acho que tem muito isso também, né? Conta um pouquinho para a gente da estrutura que vocês têm. Você comentou que vocês têm vários atendimentos, né? São quantos voluntários, quantas pessoas, mais ou menos, trabalhando aí na instituição? Olha, atualmente a gente conta com dois psicólogos, uma nutricionista, um médico voluntário, uma advogada também voluntária, aí eu como assistente social, uma recepcionista, Tem o pessoal da administração, que são três pessoas E as operadoras de telemarketing, que são em média 10, 15 pessoas Aí também tem os mensageiros, que são os moços que vão buscar o dinheiro na casa As pessoas que doam, que doam fixo, sabe, mensalmente E para manter um trabalho como esse, como é que faz? Porque a gente está no meio de uma pandemia, né Luana? A gente aqui no Mãos Solidárias, inclusive, houve vários relatos de pessoas que disseram que as pessoas ficaram menos solidárias ou ficaram mais solidárias, cada uma tem uma realidade um pouco diferente, mas a pandemia mudou a forma de trabalhar. Vocês sentiram esse impacto? Como é que vocês se viram financeiramente hoje? Olha, a gente sentiu sim, porque a instituição, ela só está em pé e ela só trabalha por meio de recursos financeiros que são doados para a gente, né, então, essa captação de doações é muito importante, nesse momento de pandemia, tem de diminuir, né, as contribuições, mas nós temos um número de contribuidores mensais que nos auxiliam nisso, E tem muita gente que chega até mim e fala, ah, eu queria conhecer mais o trabalho da instituição, porque nesse momento de pandemia eu fiquei mais tocada, eu vi que eu precisava ajudar mais pessoas. Com certeza impactou na vida de muitas pessoas que podem ajudar, né, e escolhem fazer isso. Olá, eu sou a Natália, eu sou assistente social do Núcleo Igualdade Social. Hoje eu estou aqui para falar do nosso trabalho. Nós assistimos pessoas diagnosticadas com câncer. Nesse momento de pandemia, as doações estão sendo muito importantes. Hoje vocês estão conseguindo fazer um trabalho normalmente? Sim, sim, com certeza. Não fragilizou no momento da pandemia nesse sentido de doações. É porque a gente recebe doações de cidades da região, né? Então a gente tem esses colaboradores fixos que são da região aqui de Campinas. Então, a gente só está funcionando ainda por conta deles mesmo. Luana, acho que muitos de nós, a gente sai um pouquinho até da posição de jornalista nesses momentos, porque acho que muitos de nós já teve, já tiveram alguém na família com câncer, ou um amigo, um amigo da família, alguém próximo em algum momento foi diagnosticado ou será diagnosticado com câncer. então a gente sabe o tamanho da rede que essa pessoa precisa para se curar, e quando eu falo cura, não é só cura biológica, né, a cura psicológica de vencer esses medos, a cura da família, né, abala todo mundo. Se não houvesse uma instituição como a de vocês, por exemplo, essas famílias não saberiam nem por onde começar, né, é muita coisa, né, Luana, o que uma pessoa com câncer precisa para manter o seu tratamento? Então, quando a gente fala do câncer, a gente fala de uma questão de saúde, né, então, para manter o tratamento, ela precisa estar em uma casa, ela precisa ter alimentação, ela precisa ter esse suplemento alimentar, às vezes, né, que a nossa nutricionista, ela receita e a gente faz a entrega mensal, Ela precisa estar com o contexto de saúde todo certinho, indo atrás, fazendo os exames, precisa ter pessoas à volta, né, ter esse vínculo familiar fortalecido e a gente também atua nesse vínculo familiar, né, porque a gente não atende somente o usuário que é diagnosticado com o câncer, a gente atende os familiares também. Então, é importante manter esse tempo fortalecido e a gente, quando não estava em contexto de pandemia, procurava fazer eventos para aproximação deles, procurava fazer palestras, o que acaba unindo essas famílias nesse momento tão difícil. É uma união e uma ressignificação também numa doença tão horrorosa que é o câncer, acho que mesmo em meio às diferenças de estágios do câncer, talvez essas famílias e esses pacientes tenham a chance de refletir um pouquinho sobre a própria vida, o sentido da vida e para a família isso é muito bom também, né? Sim, com certeza. Luana, para quem está assistindo essa entrevista e tenha sentido alguma vontade, tenha se sentido tocado a ajudar vocês de alguma maneira, nem que seja a maneira mais simples para a gente, mas de que maneiras as pessoas podem ajudar vocês? Então, a gente recebe as doações em espécie, que são os suplementos alimentares em si já. A gente recebe aqui na instituição, que é o Clemente Ferreira, número 110, bairro Botafogo, em Campinas. E a gente também recebe em dinheiro, né, então se a pessoa quiser vir nos fazer uma visita e fazer a doação do dinheiro também, fica à vontade. É sempre um prazer receber pessoas aqui. E aí a gente também recebe as doações pelo CNPJ, né. O CNPJ é o número 31, 739, 607, barra mil ao contrário e tracinho 11. A gente faz bastante campanhas aqui, né, então, às vezes a gente está em campanha de inverno, por exemplo, a última que a gente realizou. E aí, os colaboradores doavam o próprio edredom ou cobertor. A gente tem a campanha do suplemento alimentar de crianças, aí eles doam também, já em espécie ou em dinheiro. Lembrando, Luana, até por conta da pandemia, para as pessoas que sentirem até vontade, quero visitar essas pessoas, lembrando que essas pessoas estão muito vulneráveis com a saúde debilitada, existe um risco alto de contágio, então primeiro entrar em contato com vocês para saber como ajudar, para vocês fazerem a mediação, aí os abraços ficam para depois da pandemia, depois da vacinação, né? Isso mesmo, a gente tem evitado ao máximo que eles tenham que se locomover até a instituição, né? Então é sempre somente no dia da entrega mesmo, do benefício, ou um familiar vem por eles, ou a gente manda por Uber, a gente faz assim. Tá legal. Luana, queria muito agradecer a sua participação, Então, parabéns pelo trabalho, parabéns pelas histórias que vocês têm feito a diferença, né? Vocês têm feito a diferença na vida de muita gente, então a gente, enquanto jornalista do Mão Solidárias, gosta de ouvir essas histórias. Muito obrigada, viu? Muito obrigada, eu te agradeço. Até logo. Foi um prazer. Prazer foi todo nosso. E pra você aí de casa, eu falei no começo dessa edição que a gente teria algumas novidades, né? A partir de agora, o Mão Solidárias vai contar com uma surpresinha diferente, que é o nosso, vamos chamar carinhosamente, de um giro solidário com notícias que vão fazer o seu coração muito quentinho. Roda o VT! Essa cachorrinha fofa, de pé no portão, é a Nina, mascotinho dessa casa da cidade de Sorocaba. Mas ela não está recebendo carinho não, está sendo furtada por esse homem que simplesmente vai embora levando sua roupinha nesse frio. Foi tudo registrado por essas câmeras de segurança. A história rodou o bairro e acabou tendo um final feliz quando a Nina foi recompensada pelo furto. Ganhou de uma médica veterinária outra roupinha bem quentinha e bastante carinho. Que bom que o bem venceu! E esse projeto social tem transformado a vida de mais de 50 crianças e jovens que moram na comunidade de Paraisópolis, em São Paulo. Trata-se de uma escola de música que ensina percussão de ritmos brasileiros, como carimbó, maracatu e frevo. Quem está por trás de tudo é o Acácio, de 28 anos, que nasceu na mesma comunidade de um casal de nordestinos e foi incentivado a aprender música na infância, enquanto trabalhava para trazer dinheiro para casa. Hoje, formado em música e depois de experiências até fora do Brasil, devolve o que recebeu para mudar outras histórias. Sempre aos finais de semana, claro, que é para a garotada também focar nos estudos de segunda a sexta. Incrível, né? Eu não falei que ia ter coisa boa aqui? Olha só, notícias assim, coisas assim, imagens assim, fazem a gente lembrar que ainda existe esperança no mundo. Mesmo a gente vivendo um tempo sombrio de pandemia. Mas conta com a gente, conta com a gente aqui na TV Câmara Campinas para animar um pouquinho o seu dia e a sua semana. Muito obrigada pela sua companhia e te vejo na próxima edição do Mãos Solidárias. Um beijo e até. Tchau. Legenda Adriana Zanotto
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