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o [Música] [Música] Olá seja bem-vindo seja bem-vinda mais um não solidárias aqui na programação da TV Câmara Campinas para te fazer companhia naquele momento que você não tá bem que você tá vendo tanta notícia ruim tanta notícia pesada na pandemia a gente tá aqui sempre Toda semana para lembrar que tem muita coisa boa acontecendo hoje vamos falar sobre pessoas que aquecem aquecem o coração aquecem a alma e aquecem as pessoas em momentos em que elas precisam hoje nós vamos falar sobre o Instituto compaixão aquece essa é a nossa estrela de hoje no mãos solidárias e para conhecer um pouco mais sobre esse trabalho que é feito não só em Campinas mais fora do município estou aqui ainda de a moto a devido a pandemia com Sérgio Aparecido euflauzino que é Presidente do Instituto Sérgio primeiramente seja bem-vindo conta para gente sobre esse trabalho bonito que vocês fazem Olá tudo bem Uma boa tarde a todos Quero agradecer pela oportunidade nós estamos situados ali na sala de Oliveira 653 Instituto nosso espaço físico é estamos as cinco anos né com o projeto e há dois anos com o espaço físico aonde nós recebemos o pessoal estação de rua para tomar um banho cortar o cabelo trocar de roupa jantar e alguns dormem lá com a gente né realizamos O Albergue lá toda terça-feira o se ver hoje mais tarde nós vai ter lá e toda terça-feira realizamos esse esse Albergue e eles ficam das 5 horas da tarde até 6:30 do dia seguinte lá tomar um café e vou embora para cá né para cada um para o seu e até alguns que trabalham tem alguns que aqui que vai para o centro pop alguns outros lugares que recebem também o pessoal de rua hoje então vocês estão estabelecidos com o Instituto já né nesse há cinco anos mas como é que começou a iniciativa Sérgio teve alguém que teve uma ideia que se mobilizou com alguém na rua ou começou já em coletivo como é que se tornou esse Instituto certo começou através de um uma visita que eu fui fazer na Cracolândia em São Paulo tem um trabalho lá todo mês mas como projeto chamado meu chamado e ir lá eu conheci Algumas crianças e aí eu fiquei com voltei de lá é muito mal né por conhecer criança naquela situação e eu falei eu preciso fazer algo e levantei uma campanha no Facebook nas minhas redes sociais aí e em 10 dias a gente conseguiu arrecadar 10.500 cobertores desculpa Oi flores e para entregar esses cobertores aí a gente precisava de uma equipe Aí chamou um familiar um amigo e foi juntando uma galera compramos aí aqueles Aqueles garrafões né de 12 litros para colocar leite com café e saímos à rua né sem conhecer muito Como funcionava E aí a gente foi aprendendo com pessoal mesmo da rua como funcionava a onde tinha maior necessidade E aí a gente foi conhecendo né alguns moradores em situação de rua alguns foram pedindo ajuda para sair outros para voltar para as famílias e ele foi começando esse trabalho então é começou com um grupo de amigos e hoje a gente tem aproximadamente 50 pessoas envolvidas aí no projeto e esses braços estão em Campinas e também ainda em São Paulo na Cracolândia com vocês também mantém esse trabalho É sim exatamente nós temos parceiros né que que é lá na calculandia meu chamado que quando a gente pode a gente manda algumas doações alimentos quando a gente recebe aqui também é mas hoje o foco é na cidade de Campinas é Sérgio tem uma coisa é muito triste né quando a gente fala em pessoas em situação de rua é Principalmente quando a gente se depara com um até o preconceito das pessoas né de acharem que aquela pessoa está ali porque ela quer porque ela é escolheu aquela vida né A gente deixa de humanizar aquela pessoa que está ali vocês que estão há tantos anos lidando com essas pessoas que tipos de histórias vocês já ouviram é que tipos de situações que você já se depararam aí nesse tempo o certo é cada pessoa ela tem uma história né e por isso que a gente nossa frase que nós usamos aqui ajudasse um julgar porque cada um tem uma história por trás ali existem pessoas que estão infelizmente no mundo das drogas e existem pessoas não é aqui que foram para rua porque diante de um divórcio ali a a esposa foi para casa do pai o marido não tinha para onde ir e acabou indo para Rua para ele o emprego houve uma traição né o ver algo a like que abalou né emocionalmente esse casal e eles acabaram se separando em casos de crianças que cresceram no orfanato quando saíram do Orfanato ali Deus 18 anos que elas recebem toda a estrutura lá no menu orfanato ali de encaminhamento para o mas quando saiu não tinha um apoio não tinha uma O que poderia procurar ali e várias situações a gente encontra pessoas nessa situação também e tem pessoas que são dependentes químicos que estavam em casa e optaram por ir para ir para as ruas né então tem todos os casos né temos pessoas que realmente foram ali Obrigado sair não tinha para onde ir e ali no frio né na madrugada é a gente sabe né que tá na noite aí nas madrugadas sabe o quanto faz frio né E principalmente no final de Julho que a gente teve aquela semanas lá de que chegou até assim 4° né um frio absurdo e o cara não tem que fazer ele toma hummm uma pinga toma um álcool ali para ele poder dormir rápido e muita das vezes esquecer dos problemas ali e aonde acaba né vai se viciando Ali vai e isso vai virar uma bola de neve né um abismo puxa o outro e infelizmente são essas o que a gente escuta é bem conhecemos o ano passado no começo da pandemia a gente tava fazendo uma das primeiras ações quando começou fechou tudo né questão da academia no ano passado a gente tava subindo a 13 de Maio avistei uma uma mulher e ela tava com uma criança pequena né uma uma menina é dentro de uma barraca aquelas barracas de camping dormindo ali na 3 de Maio e aquilo chamou nossa atenção a gente desceu ali começamos conversar e depois ajudamos ela sair da rua né caminhamos até que a gente encontrou os familiares né E hoje né ela não tá mais em Campinas mas são diversas histórias histórias tristes né espera ciúmes de pessoas que estavam ali naquela situação de rua e que através de uma oportunidade que foi dada ali o amor que foi estendida essas pessoas conseguiram mudar de vida que nos três é sempre isso aí é uma pessoa que hoje era gerente de um restaurante numa churrascaria hoje é uma outra pessoa que tá trabalhando para prestar serviço à prefeitura e o outro que trabalha em baixo do terminal que que hoje está registrado também vai casar Tá noivo Então até as histórias tristes mas também tem as histórias felizes de superação né de Recomeço né Sem dúvida é legal você falar isso Sérgio porque é o que a gente observa que independentemente da história daquela pessoa né seja porque ela tá ali rendada com droga ela não tinha opção ela passou por um desemprego o que a gente percebe ali na rua é um é uma falta de perspectiva de vida né uma falta de motivação independente dali da onde vem aquela pessoa aquela pessoa ela não tem perspectiva para a sonhar com nada né os sonhos foram tirados dela é muito legal vocês a ver isso para aquela pessoa lembra que ela pode sim é possível e eu te pergunto como fazer isso Sérgio como é fazer essa transição né de uma vulnerabilidade tão grande para uma reinserção no mercado de trabalho como é que é o papel do assistente social nesse caso É sim é na verdade não adianta só a gente pegar e tirar ele da rua até mesmo que a gente costuma falar que a rua tá neles né então eu só vou tá mudando de lugar mas vou tardeando algo que pode acontecer na frente então é Preciso fazer um trabalho né em conjunto orientando temos psicólogos no Instituto dele como assistente social que faz esse trabalho também de acolhimento de acompanhamento é e sempre procurando tá orientando tá conversando para que eles é entendam que da mesma forma que eles saíram ele pode acontecer algo que eles têm uma recaída e voltar para as ruas então perigo de né Realmente é identificar esse gatilho aonde é aonde pode levar eles Ah tá caindo novamente que a gente sabe que a maioria tem a dependência química dependência alcoólica e ali hora que se vê caminhando pode virar uma tentação alguma coisa a extrair eles uma frustração que pode levar eles novamente prazos estão nossos esse acompanhamento que a gente faz é realmente para que eles se sintam acolhido costumam só nós somos uma família e ali a gente presta esse apoio para que eles realmente entenda o que eles não estão sozinhos né então é esse o trabalho feito e ali no ou no projeto é realizamos tudo com muito amor então A ideia é trazer à memória aquilo que dá esperança para eles trazer à memória aquilo que fez bem Para eles um dia a família eu amo que ele comeu coisa simples por exemplo é no ano passado a gente alugou uma chácara e levou 20 moradores situação de rua para essa Chácara E aí a gente fez um rodízio de pizza servimos um rodízio de carne ali né de e um deles colocar a quanto tempo eu não comer a isso isso me fez lembrar lá atrás e e Através disso e a memória dele sabe o coração dele vai se enchendo ali e Através disso é ele vai ganhando força para continuar firme nessa caminhada né então o nosso trabalho ali hoje nós atendemos não não temos um espaço grande nosso espaço ali não comporta muitas pessoas mas procuramos trabalhar ali com [Música] qualidade não quantidade né para para fazer com excelência um trabalho com eles para marcar Realmente a vida e para que eles possam sem reinseridos na sociedade é e recomeçou a vida aqui esse objetivo como que abordagem Sérgio com aquelas pessoas em situação de rua que é ainda tão Talvez uma fase de negação não querem ajuda não querem ir para um abrigo como é que vocês Costuma conversar com essa pessoa né existe também esse espaço também para respeitar como que funciona É sim temos que respeitar a noite se não querem não querem alguns não quero sair das ruas entendemos que cada um tem o seu tempo né E temos que respeitar isso nosso papel é ajudar sem julgar entendemos as mãos ali um alimento uma palavra né é uma roupa que é necessário tem algumas pessoas que vai lá para o nosso Instituto tomar um banho e comer alguma coisa já sai nem ficam ali então ele te respeita esse espaço entendendo que cada um tem o seu tempo cada um né vai chegar o momento dele ele vai entender que ali não é o melhor lugar para ele e o nosso trabalho insistir né usar o exemplo do Marquinhos que é um que hoje ele é um bom trabalho lá com a gente ele morou durante 17 anos na rua durante 17 anos ele dormiu nas calçadas a gente conheceu ele no ano passado na entrega dos alimentos que a gente fala que é o iFood do compaixão a gente sai com a Kombi pelo centro de Campina a conhecer um ele ele tava deitado na calçada E aí foi feito um trabalho Vamos conversando né conhecendo melhor E durante todo esse tempo oferecendo ajuda ele chegou sair da rua foi para uma clínica de recuperação mas ali ele acabou saindo voltando para as ruas e mesmo assim que eu tinha o trabalho né Procurou a gente aí a gente conversando e e ele acabou saindo das ruas hoje tá as seis meses longe das ruas tá trabalhando registrado então é esse trabalho sem julgar ajudando e na melhor hora essa pessoa ela nossa acreditamos que através desse amor que é demonstrado né tá meio de Gerson aqui é levar um alimento que abraçar que é conversar eles entenderam que eles podem contar com a gente que não vão ser julgados né E na hora que ele precisar ele sabe que tem alguém aqui que ele pode contar a gente costuma falar que é tamo junto a gente fala pa o conjunto em e eles entendem que o tamo junto nosso é realmente de verdade porque na hora que eles precisam A gente tá junto Que legal que o que bonito e Sérgio agora é uma mensagem que eu queria muito deixar aqui para o pessoal que nos assiste sempre é que a gente pode ter um milhão de institutos né para ajudar essas pessoas mas a sociedade tem que tirar essas pessoas da invisibilidade social que eu vejo ainda muito essa marginalização né Sérgio tá a gente passa pelas ruas de Campinas a gente vê a cara com que muita gente olha para essas pessoas é olha com um desgosto como se aquela pessoa não devesse estar ali eu vejo que ainda existe muito ainda a gente caminhar qual que seria o desafio para que a gente olhasse essas pessoas com mais gentileza É sim é é complicado é um celular me problema porque assim eu entendo também as pessoas porque vamos ser sincero algum alguns algumas pessoas se infiltram no meio dos moradores situação de rua né e eles acabam levando a culpa por algumas situações por Globo por furto ali e aonde as pessoas acabam pelo medo né de de abordar de ajudar porque não sabe o quê que pode vir a acontecer né então eu acabei entendendo um pouco em cima das pessoas mas é o que a gente não pode fazer é julgar essas pessoas sem conhecer a história delas né é uma coisa ela e eu não não queria me envolver comer alguma coisa outra coisa eu julgar falar que aquela pessoa não tem saída que aquela pessoa não deve ser ajudado aqui né Deve ser realmente mantidos ali não é a gente tem dentro de cada um tem uma história né e não podemos tratar com o e as pessoas elas não são invisíveis por mais que muita das vezes a gente passa ali no centro é e não percebe que existem pessoas ali nessa situação mas a gente precisa ter essa consciência que são seres humanos são pessoas que erraram Como eu como você com qualquer um tomaram decisões erradas né mais que precisam de uma oportunidade às vezes mais de uma duas três oportunidades como nós temos as nossas os nossos erros nossas falhas ex não falar que a gente não chegou em situação de rua mas nós somos falhos da mesma forma sempre nós vamos uma pessoa ao nosso lado muito das vezes tem que saber né e da Imagine se fossemos ser julgados por isso também então não podemos aplicar mesma coisa para essas pessoas né que muita das vezes elas só precisam de um braço amigo mesmo uma oportunidade para recomeçar a vida recomeça a vida é exatamente isso e por falar nisso e sempre tem um momento em que a gente é incentivar as pessoas a ajudarem né os institutos que aparecem por aqui vocês têm esses Passos também aceitam doações como que é esse contato com a sociedade civil Sheila os aceitamos doações hoje o Instituto ele tem as redes sociais tem um Instagram tem Facebook é temos também uma página no YouTube com os vídeos explicando mais ou menos como funciona o projeto temos o Website ou o caixão aqui heci.com.br é a gente precisa de doações sobrevivemos de doações na verdade a maioria das doações ela vende amigos e parceiros né do projeto nós não estamos ligados a uma instituição Religiosa e nenhuma instituição governamental nenhuma empresa privada então é toda ajuda é bem-vinda Então temos amigos que dão igrejas que dão empresas que dão então nós precisamos porque temos uma demão e além de trabalhar com moradores situação de rua para mim trabalhamos com famílias carentes né nossa comunidade de Campinas então toda semana a gente leva em média e sem marmitex é nosso comunidades Então precisamos de misturas embalagem alimentos ou roupas masculinas que noventa e cinco porcento das pessoas em situação de Rua São homens e a gente sabe que é mais difícil conseguir doação de homens porque homem uso tênis até até apurar a calça até rasgar né normalmente melhor toca toda hora de roupa então é a gente recebe uma semana bem baixo de doação de roupas aí masculinas estão precisamos nessa ajuda e você pode acessar as redes sociais vê lá né o que precisamos mas é isso aí se você quiser ser um bom tário também o espaço está aberto para você conhecer toda terça-feira teremos um jantar lá que recebemos Eles Eles tomam banho tá o órgão cabelo temos um momento lá né do uma palavra de um abraço né de uma conversa de direcionamento também espiritual e depois alguns ficam lá para para para dormir para o Albergue então se você tiver assistindo você quiser participar quiser tá levando um familiar Fica tranquila pode ir lá tomamos também todas as medidas referente ao álcool vinde né que se preocupe precauções aí de marca álcool gel referimos a temperatura ali então tomamos esse Cuidado para o precisamos da sua ajuda aí ajude-nos a ajudar legal Sérgio Tá feito o convite então puxão de orelha nos homens também para que abra um guarda-roupa para fazer aquela língua Porque apesar de ter pouca coisa Sempre tem alguma coisinha lá né Obrigado até Julho pela entrevista viu e Eu que agradeço muito obrigado a todos pelo convite aí um abraço até mais para você de casa que tá nesse clima de coisa boa momento da gente quase encerrar mãos solidárias mais antes tem aquele momento do Giro solidário vamos ver o e esse casal norte-americano unido há mais de 50 anos é exemplo de amor e boa ação grade diagnosticada com mal de Alzheimer recebeu um presente do marido o Bill uma bicicleta adaptada para passearem juntos e Greg manter a memória viva de momentos bons mil é quem faz todo o trabalho de pedalar e diz que faria isso todos os dias pela esposa que faz questão de chamar de minha princesa e falando em bicicleta Esse garotinho de Porto Alegre capital do Rio Grande do Sul foi surpreendido ao ter a sua roubada no mesmo dia em que a ganhou da família Mas recebeu outra boa surpresa motoboys na região se uniram em uma enorme a minha e conseguiram arrecadar o valor suficiente para comprar um modelo idêntico para ele olha alegria na carinha da criança de segura essa bate ainda vi [Música] Ah que coisa boa tá vendo a gente sempre fala que não é só Campinas Tem coisa boa não mundo inteiro a gente fazendo coisa muito muito maravilhosa obrigada pela sua companhia aquele abraço apertado que a gente ainda não pode dar mais na próxima estou aqui para mais um bom solidárias obrigada tchau tchau tchau [Música] E aí [Música]