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A arte também pode ser uma forma de alertar para os desafios ambientais do presente. No giro ambiental de hoje, vamos conhecer o álbum Sol Quimérico do compositor sanfoneiro e produtor campineiro Leandro Cerizo, que usa a música para falar sobre crise climática, consumo, urbanização e o futuro do planeta. Leandro, seja muito bem-vindo ao Giro Ambiental e também muito obrigada por nos atender. Muito obrigado. Eu que agradeço. Um bom dia para todo mundo aí. Leandro, para começar, antes de falarmos sobre o álbum que eu citei no início, gostaria de saber como que o tema meio ambiente entrou na sua trajetória como músico, que despertou esse interesse pelo assunto. Uhum. Eh, foi a partir de uma disciplina eh na Unicamp, ao qual eu me formei, e era uma disciplina de tópicos especiais, conduzida pela professora Regina Machado. E nessa disciplina, eh, tava ali no auge das queimadas na na Amazônia, tava acontecendo, eh, no ano de 2023, 2024, que foram anos, anos muito difíceis. E a professora, então, a partir disso, trouxe diversos livros, eh, diversas, eh, formas da gente poder abordar e criar um número cênico, eh, musical que pudesse alertar e despertar o interesse das pessoas pra gente trazer esse debate à tona, né? E um desses livros que eu li nessa disciplina e que foi muito eh potente para mim, muito transformador, foi o livro Ideias para Diário Fim do Mundo de Aton Krinac, que é uma liderança indígena. e a partir da leitura desse livro, eh, e dessa disciplina, e isso, na verdade, né, eh, isso foi o que trouxe, eh, um despertar para eu querer refazer esse disco e trazer essa temática dentro da das canções, né? Mas eu desde do ensino médio, eu sou estudante da, fui estudante da ITCAP, né, aqui em Campinas. Acho que eu sempre tive envolvido com eh a militância da escola e a e várias questões que a gente sempre trouxe isso à tona, assim. Então, acho que a minha trajetória eh dentro da escola da ETCAP e pós isso assim na UF, eu sempre tive também envolvido com as universidades aqui do nosso Brasil. Eu primeiro estudei na UF, depois na Unicamp. Então, acho que eu sempre também tive eh me conectando a isso através da militância, então, através da sua vivência e também desses estudos, né, a partir desses livros que você leu, é, que nasce o Salimérico, que foi o álbum que a gente citou. Que história você quis, quer contar a partir desse álbum? É, o disco, né, ele tem uma história de fundo que a ideia é ser lançada depois com um livro, né? Eh, mas a história do disco é uma história distópica que se passa no ano de 222, né? E nesse contexto eh, o, a humanidade já ela acaba que não existe da forma como a gente conhece. Ela é controlada por um governo cyborg alienígena. E esse governo, ele controla as pessoas através de um ruído, de um som que fica pairando ali, enquanto que existem seres quimeras que vivem à margem eh da sociedade ali. E são seres meio humanos, meio abutres, que se vivem ali um pouco dos lixos dos restos que sobrou da civilização. E a ideia eh da temática dessa história foi trazer diversas questões, né, que tangem a sociedade falando de coisas que acontecem agora. E e isso para mim com certeza, o audio, como eu falei, foi eh as Queimadas da Amazônia, que disparou um pouco a vontade de criar uma ficção científica, né, de criar uma história que pudesse refletir sobre temas, né, da sociedade. são diversos temas, né? Não são só a questão das eh as questões climáticas, mas eu sinto que elas são, acho que a o centro de tudo isso, porque é algo que eh afeta todo mundo, independente de de posição, independente do que faz, assim, isso é um é uma coisa muito urgente e que na verdade a gente, né, que pessoas da minha geração, eu sou de 97, ouvem desde que a gente é criança, a gente é alertado, né, sobre essas questões e no disco Especificamente tem uma a canção que abre o disco, ela chama Paradoxo do Futuro e é uma canção que não é de forma poética ainda assim, mas que para quem se debruçar ali na letra, eh ela tá falando justamente sobre isso e sobre esses aspectos que são tratados no livro do Crenc, né, sobre como que a gente precisa realmente entender que a devastação das florestas, a devastação eh dos rios, isso afeta diretamente toda a humanidade, né? E por mais que pessoas que tenham mais poder, talvez consigam se esquivar mais disso, mas a longo prazo não vai ter a Alita falou isso, né? Que não vai ter mundo pra gente poder existir dessa forma. E a partir dessa realidade distópica que você descreve, né? As faixas ela abordam eh abordam diferentes temas como urbanização, consumo excessivo, a tecnologia, como você mencionou agora também, conflitos armados, eh, crise ambiental e até mesmo a relação disso tudo com a saúde mental. Isso também é abordado no álbum? Sim, todas as faixas do disco tem alguma temática, né, eh, específica assim. A segunda faixa, por exemplo, ela chama G, traço HD, que significaria uma sigla para gerar humano digital e que fala desse uso excessivo de de celular, esse uso excessivo de redes, né? E como isso tem fragmentado a consciência das pessoas, como que a gente tem tido dificuldade. A gente vê, eu vejo isso, eu sou educador social também, né? trabalho já com isso há bastante tempo e eu vejo isso muito acontecendo eh nos espaços que eu atuo, como as crianças estão com dificuldade de concentração, dificuldade de atenção, dificuldade de se relacionar cada vez mais e como o mundo digital tem sido essa extensão, né, da nossa consciência. E claro que a a mensagem do disco não é ser antitecnologia, até porque a tecnologia ela tende e deve ser uma aliada, né, do do nosso processo aqui enquanto sociedade, mas eh pela falta de regulamentação, pela falta ainda de consciência sobre o que é e sobre um debate profundo sobre isso, como que a gente tá refém de uma de um maquinário que tem cada vez mais eh um pouco inibido as pessoas de pensarem por si mesmas, né? a gente tá cada vez mais refém de usar uma coisa que pensa por nós, assim, e eu vejo isso em questões de saúde mental, né? Como isso tem gerado processo de ansiedade, essa ideia de um eu externo, esse eu que existe ali, que às vezes nem é condizente com o eu real, porque a as redes sociais têm esse poder de maquiar um pouco a realidade, né, e da gente viver eh acreditando eh seguindo pessoas que parecem que tem vidas que elas não têm. Então, o debate sobre isso é muito profundo, né? Eh, a questão das guerras também é abordada no disco, tem uma faixa chamada cyborg tiranos. Esse que seria ali o o que seria o vilão da história, né, que é o vilão da história. Eh, a gente chamou esse governo de cyborg tiranos. E essa faixa fala um pouco sobre isso, assim, sobre eh um poder totalitário que controla eh essa massa e que restringe as pessoas do conhecimento, que restringe as pessoas da própria contato consigo mesmo, assim, porque isso também pode ser um um plano, né, das pessoas cada vez menos terem a consciência sobre o que elas são, sobre o que é a realidade e como que a as redes sociais podem ser aliadas para isso, para esse processo. Mas é isso, diz que ele tem diversas temáticas, né? Também fala sobre amor, também fala sobre espiritualidade, eh fala sobre o desejo de esperança, né? A a mensagem, a ideia que o só queimérico ali na história, né? Que título disco, ele é como se fosse uma divindade solar que os seres que meras acreditam que ela vai voltar e vai restaurar um pouco a humanidade, né? Acaba que no disco, a história do disco, ele realmente volta, só que também não é nada do que as pessoas pensaram assim do que seria. Então o disco também brinca um pouco com o que que pode ser é esse, o que que pode ser um mundo onde as coisas voltem assim um pouco pros trilhos assim, mas que não é necessariamente o que a gente a gente necessariamente imagina, né? Porque a gente não tem controle sobre essas coisas. Não acredito num mundo perfeito, não acredito num num lugar que tudo vai dar certo, assim, acho que a história da humanidade ela é atendida por tensões, por ia do disc também é trazer isso um pouco um pouco à tona, que faz parte do processo eh da humanidade, o conflito, né, a disputa de poder. Então, acho que tem a ver com isso. Apesar de trazer essa realidade mais difícil mesmo de um futuro mais complicado, digamos, é o álbum também traz um pouco de esperança para quem ouve. Sim. Então, eh, essa as faixas é só quimérico, né? Tem duas faixas Sol Quimérico no disco, falam sobre isso. A faixa santuário foi uma faixa que eu escrevi, eu sou filho de uma empregada doméstica, né? Eu cresci na periferia de Campinas e santuário era uma faixa que eu comecei a escrever. Isso é uma coisa legal de se disco, porque algumas faixas, as sementes dela, eu comecei a escrever quando era criança ou adolescente, morava ali no São Marcos, no Santa Mônica, e tinha uma imagem muito da minha mãe indo trabalhar, pegando buzão assim no terminal de manhã. E essa faixa ela fala sobre: "Ah, eu não quero te ver chorar, um santuário, eu vou te transbordar. Esse encanto é o teu lar, assim, a música enquanto uma potência de trazer essa esperança, né? A arte, eu acredito que ela é esse lugar de conforto, essa esse lugar dos sonhos, esse lugar que a gente consegue criar mundos, que a gente consegue eh poetizar a vida. Eu acho que santuário é uma faixa que fala sobre essa esperança, sobre essa vontade de querer fazer as pessoas se sentirem bem, as pessoas se sentirem acolhidas. E mosteiro do abismo também é outra faixa nesse disco que fala sobre a esperança, a fé, encontrar um lugar de resiliência dentro de si, né? E eu acho que então o disco é isso, ele tem uma mensagem que soa caótico. Disco musicalmente, para quem gosta de música, ele é um disco caótico porque ele foi construído eh muitas faixas, a gente chama esse gênero um pouco de met rock ou alguma coisa que tenha ligado com uma perspectiva bem matemática. Então a gente construiu as músicas com muitas e variações eh de ritmos, de polimetria, polirritmia, né? Eu sempre fui uma pessoa da AS exata. Se eu não fosse músico, eu com certeza seria eh professor de matemática. E nisso eu encontrei o Kiko Drama, que é baterista e também é apaixonado pelas divisões rítmicas muito malucas, assim. Então existe muita matemática por trás desse disco que faz ele suar um pouco caótico do que a gente tá acostumado com uma música bem linear, né, bem dentro de um padrão. Mas dentro das temáticas da poesia da letra, eu s que também a a não só quis abordar essas questões que tangem a sociedade, mas também trazer uma um pouco uma mensagem de esperança. E o disco termina assim, né, com a chegada do Solérico. para mim representa um lugar novo, assim, uma nova possibilidade de como que a gente poderia restaurar o planeta, de como que a gente poderia restaurar a nossa consciência em relação a tudo que tem acontecido com esses diversos estímulos, né, que acho que essa que é a grande questão. A gente tá hiperestimulado e é difícil a gente ainda ter consciência sobre isso. Eu digo até que a minha geração, especificamente, assim, a galera do começo dos anos 2000, é um pouco um ratinho de laboratório assim da da tecnologia, porque a gente eh chegou num mundo que não era comum a gente ter essa extensão, né, da consciência, o celular, a gente não tinha essa ideia de um outro eu digital e a gente viveu essa transição assim e agora a gente já tá lidando com com a nova geração que já cresceu com isso desde criança, né? Então eu acho que talvez o tempo mostre, né, o quanto eh o quanto isso transformou realmente o que que a gente tem, a gente entende por consciência, que a gente entende por puro eu. Então acho que o tempo vai trazer isso assim, mas a gente ter poder já pensar e se debruçar nisso é muito importante por questões realmente que eh tangem todo mundo, assim que tá essas questões da saúde mental, né, essas questões da do uso excessivo, da fragmentação da psiquê. Então, enfim, acho que são questões muito sérias e muito urgentes da gente poder tratar. E eu encontrei na arte uma forma de de poder abordar essas questões, né? E o álbum traz muitas mensagens, como a gente mencionou aqui amplamente, mas na sua visão eh a arte, tanto eh a sua música quanto outras também outras formas artísticas, elas podem ajudar quem tá acompanhando ali a ter um despertar pro meio ambiente, pra educação ambiental também? Você acha que pode servir para esse papel? A arte? Com certeza. Eu acho que, na verdade, a a arte ela é fundamental. A arte ela é algo inseparável da história da da humanidade, né? do que a gente entende por por humano, assim, acho que isso que até um pouco nos diferencia assim em relação a outras espécies. E eu acho que a arte, como eu falei, ela ela tem a possibilidade de encantar, ela tem a possibilidade de eh da gente criar novos mundos ou da gente pensar novas possibilidades. Então eu sinto que a arte tem que ser uma aliada nesse processo, justamente porque ela eh ela consegue trazer essas discussões, trazer essas reflexões, esses sentimentos de uma forma que não necessariamente às vezes precisa ser linear, precisa ser tão direta, né? Acho que a poesia ela é um campo que faz a gente poder lidar com o lúdico, lidar com eh abstrações, assim, de uma forma que eu acredito que seja essencial pra gente também não perder o encanto, a esperança. Assim, eu sinto que a arte, a arte ela lida com eh para mim o supra do ser humano, assim, sabe? Então, eu acho que a arte é uma ferramenta, com certeza, que toca e que invoca os símbolos, que invoca eh coisas muito ancestrais, assim que que passaram pela humanidade, né, pela história, assim. Então, a acho que a arte é a maior aliada, né? Apesar de que hoje em dia eu sinto que ainda a cultura de massa, assim, as pessoas as pessoas, né, que t o poder, os artistas que têm muitas vezes a fama midiática, pouco tem feito, pouco tem usado desse poder, dessa fama para poder falar sobre questões muito urgentes, né? a gente tem vivido, acho que uma a massificação de uma forma muito superficial, os mesmos temas, as mesmas temáticas em música assim, e que acabam me cansando um pouco, assim, acaba faltando um desejo de ver como, por exemplo, eu sou uma pessoa que eu tenho uma um pé, uma referência muito grande na NPV dos anos 70, né? Aqui dos anos 60 acho que a gente tem eh um histórico de artistas brasileiros que lutaram por essa consciência, por coisas que aconteceu ali naquela época. E acho que esse movimento desse disco também é convocar os artistas independentes. A gente não deixar de falar, independente de número, independente de qualquer coisa, a gente precisa fazer a nossa missão que seja local, que seja na coisa que a gente atinge assim, porque é isso que eu acredito. Bacana. E pra gente já encaminhar pro encerramento, Leandro, eh, para quem for ouvir o álbum Sol Kimérico e se perguntar, é, o que eu posso fazer com tudo isso? O que que eu posso fazer para mudar um pouquinho a nossa realidade diante das crises ambientais? Que que você diria para essas pessoas? Eu acho que a gente precisa se aliar com as pessoas, com os artistas, com É difícil, né, a gente também não pensar em política assim, mas a gente precisa eh se aliar com as pessoas, com os líderes comunitários e com as pessoas que estão realmente se envolvendo na na causa humanitária, buscar suas referências. Quem eu poderia dizer que é o é o Aton Krenc para mim, que é a grande referência, um grande líder indígena, né, e que trata isso na obra dele e que luta por isso. Eu acho que a gente também entender mais a questão indígena do Brasil, porque são as pessoas que desde sempre estiveram aqui eh cuidando e lutando pelos espaços da natureza. Então, acho que a gente precisa se aliar e ver o que que as pessoas realmente defendem, né? O que que as pessoas trazem em relação a essa questão ambiental. a gente precisa estar aliado com essas pessoas, porque é difícil a gente se isolar e fazer alguma transformação. Eu só acredito que a transformação ela é coletiva, ela é humanitária. Então a gente precisa realmente eh refletir e ver as pessoas que a gente segue, quem são os influenciadores, né? O que são as empresas que a gente consume, qual que é a responsabilidade delas em relação a uma energia sustentável, em relação a um gasto, né, com a água do planeta, com a energia que a gente produz. Acho que isso exige realmente a gente sair da zona de conforto, né? Porque o ser humano acaba ficando muito acomodado, como eu falei, a questão da da rede social, né? é tudo muito fácil, é tudo muito rápido e muitas vezes isso é um sintoma que a gente vive de não conseguir, né, eh, pensar pela própria mente, assim, mas acho que é um exercício básico da gente se informar, da gente buscar as lideranças e de buscar pessoas sérias que estejam realmente lutando, né, pela mensagem do do da questão ambiental do planeta Terra e daquilo que vai perpetuar os nossos dias aqui na Terra e não só os nossos, é, dos nossos eh futuros filhos e famílias e, enfim, o que a gente vai deixar de linhagem aqui. Examente, Leandro Cisizo, muito obrigada pela participação conosco aqui no Giro Ambiental. Para quem ficou curioso e quer ouvir o Solkimeric, onde o pessoal encontra o álbum, primeiramente, então eu queria agradecer aqui o espaço, o convite por, enfim, acho que e nessa iniciativa como a de vocês aqui também é isso que a gente tá buscando, né? É isso que a gente precisa difundir, é esse espaço que a gente precisa ter. Então eu queria agradecer primeiramente pelo ótimo trabalho aqui, pelo ótimo espaço. Quem quiser primeiramente conhecer o meu trabalho, não, eh, lancei o Squim, que é um disco de rock progressivo, né, de MPB, várias fusões com música árabe. Quem for escutar o disco vai perceber que existe uma trajetória musical muito extensa ali pelo meu amor à música, pela minha pesquisa. Então vocês podem me encontrar no Instagram que é @leandrocero. Serizo escreve com s e r i z. Eh, e o disco sokmico vocês conseguem encontrar gratuitamente todas as plataformas de música, então, no YouTube, na Apple Music, no Spotify, eh em diversos todos os canais assim de plataformas, o disco tá disponível. Então vocês podem escutar lá e quem escutar, quiser me mandar um retorno, mandar um alô, assim, é sempre muito bacana poder ver o que que as pessoas acham, sejam coisas boas ou ruins. Eu estou aberto para tudo. Legal. Muito obrigada mais uma vez. Eu agradeço você também que nos acompanhou aqui em mais uma edição do Giro Ambiental. Continue conosco que agora você acompanha as informações e curiosidades do meio ambiente. Até a próxima. Muito obrigada. As mudanças climáticas impulsionadas pela queima de combustíveis fósseis já impõe uma nova e perigosa realidade para a infância no Brasil. Um estudo publicado na revista e Science Advances revela que 9,2 milhões de crianças brasileiras de até 9 anos ou 32% dessa população estão expostas a pelo menos 30 dias adicionais de estresse térmico por ano. O cenário agrava-se sob a exposição prolongada. O número de crianças no país submetidas a 5 meses ou mais de calor perigoso saltou de 300.000 para 3,2 milhões. Um aumento alarmante de 10 vezes impulsionado unicamente pela ação humana. Oh.