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Giro Ambiental | Wastebank - Banco Digital da Reciclagem
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Giro Ambiental | Wastebank - Banco Digital da Reciclagem

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Gabriel Pedreira, fundador e CEO do Waste Bank, explica como a plataforma transforma resíduos recicláveis em renda e inclusão financeira. Catadores e cooperativas recebem pelo material reciclado em um cartão digital, com acesso a PIX e a produtos sociais como telemedicina do Albert Einstein, seguro de acidentes da Tóquio Marine e assistência funeral do Grupo Zelo. Para o cidadão comum, pontos de coleta inteligente convertem resíduos em PIX ou em descontos em supermercados, padarias, farmácias e açougues cadastrados na rede.

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Na reciclagem, o que para muita gente é considerado descarte, para outras pode representar renda. É a partir dessa ideia que o Waste Bank, o banco digital da reciclagem, atua unindo educação financeira e tecnologia sustentável. E para explicar como essa proposta funciona e os impactos que ela pode gerar, eu converso agora no Giro Ambiental com Gabriel Pedreira, fundador e CEO dessa plataforma. Gabriel, muito obrigada por nos atender e seja bem-vindo ao Giro Ambiental. Eu que agradeço o convite, é um prazer aqui conversar com todos os espectadores, ouvintes e participantes do Giro Ambiental. Para começar, Gabriel, eu queria que você explicasse o que é o Waste Bank, que problema da cadeia de reciclagem vocês identificaram quando criaram essa plataforma. Legal, bacana. O Waste Bank é um meio de pagamento digital e ele tem duas verticais de atuação. A primeira é para os catadores, cooperados, cooperativas e empresas que trabalham profissionalmente no setor da reciclagem. Para essas pessoas, para esse setor profissional, nós atuamos como um meio de pagamento digital, uma conta digital de atendimento humanizado, de fácil acesso e com produtos e serviços sociais. Então, nós temos hoje, por exemplo, telemedicina do Albert Einstein, com tarifas sociais, nós temos seguro acidentes pessoal da Tóquio Marini com tarifas sociais, nós temos assistência funeral do Grupo Zelo com tarifas sociais, dentre outros produtos e serviços. Então, o nosso objetivo é levar um atendimento humanizado com produtos e serviços sociais para um setor que normalmente não tem um atendimento exclusivo, prioritário, humanizado. E nós entendemos que eles são pessoas, é um setor que limpa o nosso planeta, que ajuda a nossa sociedade a caminhar para um futuro mais sustentável, rentável, para um futuro mais resiliente, então a gente atende esse grupo nesse setor. Como eu falei para vocês, nós temos duas verticais, eu acabei de falar da primeira, que é para o setor profissional, só que eu, você e qualquer espectador que está nos escutando, geramos resíduos na nossa residência, E nós também estimulamos ao cidadão comum, vamos chamar assim, a praticar a coleta seletiva e entregar os seus materiais recicláveis num ponto inteligente, trabalhado pelo Waste Bank, e nesse local você transforma os seus resíduos em oportunidades. E essas oportunidades podem ser financeiras, você transforma o seu resíduo num PIX, mas também você pode transformar num ponto e trocar esses pontos por desconto nas redes, nos supermercados, nas padarias, nas farmácias, nos açougues, nos estabelecimentos comerciais cadastrados junto à plataforma. E no caso, para o catador, como que funciona essa relação entre os serviços financeiros e a reciclagem na prática? Bem, os catadores, eles trabalham buscando materiais recicláveis, eles entregam esses materiais recicláveis numa empresa de reciclagem ou numa cooperativa, e ali eles vendem esse material. Nesse ato, eles podem adquirir um cartão do Waste Bank, que eles podem se cadastrar e ter acesso a um cartãozinho do Waste Bank. Nesse cartãozinho, ele vai ter uma inclusão financeira e ao invés de receber R$ 37,32, que hoje quase ninguém mais está trabalhando com dinheiro, com célula ou com moedas, ele recebe esse dinheirinho num cartãozinho e nesse cartãozinho ele pode passar no supermercado, ele pode passar na padaria ou então usando o celular que ele também tem acesso a uma conta digital aonde ele pode fazer um PIX, pode pagar um código de barras pode fazer uma transferência e assim por diante então a gente fica buscando e incentivando essas pessoas a tomarem consciência e conhecimento das nossas funcionalidades nossas ferramentas e a gente ajuda ele a ter acesso Então, a educação financeira que você falou, é que a gente sabe que o povo brasileiro, nós temos ainda os não digitalizados, ou a gente chama assim, as dificuldades de se usar tecnologia, né? Então, a nossa equipe tem um atendimento humanizado para educar e orientar essa população a utilizar os recursos tecnológicos da melhor maneira possível. E desde a criação da plataforma, o que vocês já perceberam que mudou na vida dos catadores, das cooperativas também, quando eles passam a ter acesso a esses serviços financeiros? Ah, é muito legal essa pergunta, porque muitas vezes nós não temos dimensão do que é não ter uma conta bancária. Hoje, em pleno 2026, nós temos muitas pessoas desbancarizadas ainda. Então, o primeiro passo é uma melhoria da qualidade de vida através da possibilidade da autonomia, de você fazer um pagamento, fazer um PIX, que todo mundo manda um PIX para mim, lê um QR Code, paga no PIX. Então, isso é muito legal. a gente perceber essa inclusão ao mundo dos pagamentos digitais e, logicamente, ter acesso, que hoje é um carro-chefe nosso, é levar uma telemedicina de um dos principais hospitais do Brasil para um público que muitas vezes são invisíveis, para a nossa sociedade. Então, a gente também tem uma inclusão social com produtos de qualidade muito legal para esse público. E o conceito central do West Bank é meu resíduo gera valor. Como que vocês querem mudar a forma como as pessoas enxergam aquilo que normalmente seria considerado lixo? Olha, essa pergunta é muito profunda. Porque normalmente a gente descarta o nosso lixo O nosso rejeito da nossa vida Da nossa residência, da nossa empresa Enfim, do nosso ambiente que a gente convive Ele é considerado um descarte E nós não nos perguntamos para onde vai esse material Mas a ótica é que quando a gente vai no supermercado e compra um refrigerante, você paga R$ 8,00 naquele refrigerante, você está pagando R$ 7,80 pelo líquido e R$ 0,20 pela embalagem. E se você pegar e faz um aniversário do seu filho, do seu pai, do seu avô e convida a família, você vai ter um monte de garrafas plásticas, latinhas de alumínio, caixas de papelão. Então, literalmente, você está jogando dinheiro no lixo. E nós estamos buscando demonstrar com esse movimento, que é o meu resíduo gera valor, que você pode transformar o resíduo em dinheiro, então tem um viés econômico, financeiro, mas, sobretudo, impacto positivo. Então, a gente destinando para a reciclagem, esse material reciclável vai virar matéria-prima novamente, reduzindo o nosso impacto no meio ambiente com a extração de recursos naturais a gente vai ocupar menos os aterros a gente vai gerar mais renda para as cooperativas e os seus cooperados então você tem um impacto positivo financeiro você tem um impacto positivo econômico você tem um impacto positivo no meio ambiente, no ambiental você tem um impacto positivo socialmente porque existem famílias que vivem desses materiais recicláveis, e, por fim, a esfera educacional, onde a gente começa a demonstrar para essa nova cultura social que não existe fora nesse planeta, nós precisamos reciclar, nós precisamos reaproveitar, e se nós tivermos um estímulo econômico, que é o descarte bonificado, a gente acredita que as pessoas vão se incentivar a participar desse processo. Perfeito. E para a gente dar um exemplo prático para quem tem casa conseguir compreender melhor como que funciona. Você mencionou da família separar ali garrafas, latinhas. O que ela precisa fazer para transformar esse material em dinheiro? Vai até um local conveniado, troca isso por dinheiro, é feita uma pesagem? Como que funciona? Bacana, vou dar um exemplo prático, hoje se você juntar entre 60 e 70 latinhas de refrigerante, aquela de 350 ml, você junta um quilo de alumínio, um quilo de alumínio vale hoje em média 10 reais, então dona de casa, 70 latinhas é igual a 10 reais. E daí nós temos hoje alguns ecopontos E algumas cooperativas e empresas cadastradas na nossa plataforma Onde você pode abrir um mapinha chamado Waste Map Mapa do resíduo E você, como se fosse o Waze ou o Google Maps Você clica lá e ele vai apontar o lugar mais próximo da sua residência Para você entregar esse material e fazer a sua venda outros resíduos que são super interessantes para a dona de casa que está nos escutando um litro de óleo usado faz uma fritura, faz uma comida quando você joga o óleo usado na pia um litro de óleo usado pode contaminar mais de 200 mil litros de água e um litro de óleo usado vale 4 reais e 50 centavos então a senhora pode guardar esse óleo de cozinha usado e vender ele, né, se você pensar que um litro de óleo novo hoje está custando 8 reais, nós estamos dizendo que guardar o mesmo litro e revender ele é metade de um óleo novo, e isso é economia circular, isso é consciência ambiental e é consciência econômica também, né. E você mencionou que tem essas máquinas recicladoras em vários pontos, né, E também, inclusive, em escolas, isso também funciona como um papel de educação para as crianças conseguirem ter essa consciência de reciclagem desde cedo? Eu tenho um filho de nove anos, e para nós termos um futuro que nós desejamos mais sustentável e viável, com essas mudanças climáticas, com essas interferências que a nossa humanidade está fazendo no planeta, nós precisamos começar com a base, com as crianças. Então, nós desenvolvemos uma máquina recicladora que nós colocamos elas em espaços públicos, mas também estamos trabalhando com escolas municipais e estaduais, onde nós estimulamos pais, alunos e professores a praticarem a coleta seletiva e a educação transversalizada dentro do ambiente escolar. Então, através do resíduo, vamos, por exemplo, usar a latinha, eu consigo falar sobre geografia, sobre economia, sobre ciências, matemática, português, alfabetização, enfim, transversalizar através de uma ferramenta que é o resíduo à educação e daí transformar o resíduo num fundo de sustentabilidade para aquela escola e daí a diretora, com os professores, os alunos, com aquele recurso, ela consegue realizar sonhos. Então, hoje nós temos escolas que transformam resíduos em bola de futebol, transformam resíduos em computadores, em televisão, em ventiladores. Então, nós temos diversos casos reais de escolas que juntaram dezenas e dezenas de quilos e, quando comercializou aquilo, transformou o resíduo em uma renda e em uma realização de um sonho para aquela escola. E, logicamente, tem regras. Tem que levar o resíduo limpo para não ter profileração de pragas e vetores. Não é aceito vidro para não ter o risco de cortar as crianças. Então, normalmente, a gente fica nas latinhas e no PET que não gera risco, e tem uma regra de higienização para não proliferar pragas e vetores no ambiente educativo. Gabriel, aqui em Campinas, nós temos um ecoponto que foi implantado na região do Campo Grande, é isso? É, muito legal, é uma parceria com a MRV, então o bairro chama Novo Mundo, o bairro tem um nome muito bonito e o nome do projeto lá é Um Novo Mundo para a Sustentabilidade. Então, lá em Campinas, na região do Campo Grande, nós temos um container, que é um ecoponto educativo onde a população pode levar os seus resíduos e transformar em renda, em oportunidades. Bacana. E para a gente encerrar, O que você acha que ainda precisa mudar na relação da sociedade com os resíduos, como a gente falou inicialmente, que as pessoas consideram ali que é lixo, né? Para que a reciclagem se torne cada vez mais presente no dia a dia, para que as pessoas tenham essa consciência de que, inclusive, pode voltar como valor financeiro. A primeira coisa é que os resíduos recicláveis valem dinheiro, e quando se trata de dinheiro, todo mundo acha mais importante. Mas, quando você joga uma latinha, um potinho plástico De maneira equivocada, errada Ele pode, primeiro, poluir o meio ambiente Mas também, começou as chuvas E vão começar as chuvas de verão Eles podem acumular água E quando acumula a água Ele se torna um criadouro de mosquitos da dengue Eles podem ter resto de alimento e esse resto de alimento pode atrair uma baratinha, que atrai um outro bichinho, que atrai um ratinho, que atrai um escorpião, uma cobra, enfim. Resíduos mal gerenciados prejudicam a economia do país ou da cidade, prejudicam a saúde coletiva do município ou da localidade, prejudicam a qualidade do meio ambiente, porque ninguém gosta de caminhar, praticar esporte, passear com o filho, com o neto, num ambiente sujo. Então, o que a gente precisa construir na nossa sociedade é uma consciência coletiva que os resíduos mal gerenciados prejudicam, impactam negativamente o nosso coletivo, mas quando bem gerenciados, quando corretamente gerenciados, eles geram oportunidades para nós. Exatamente. Gabriel, muito obrigada pela participação aqui conosco no Giro Ambiental, por nos explicar um pouquinho mais sobre essa plataforma tão importante e desenvolvida para você. Bacana, eu que agradeço. Nós somos de Campinas, e fica aqui o convite para quem quiser nos conhecer, conversar com nós, entrar em contato conosco. O nosso site é o www.wastebank.com.br, e eu agradeço muito a oportunidade da TV Câmara e do Giro Ambiental de falar um pouquinho para a nossa comunidade de Campinas sobre um propósito, uma empresa de impacto positivo que nasceu em Campinas e que hoje atua no Brasil inteiro. Muito obrigada mais uma vez e eu agradeço também você de casa por ter nos acompanhado até aqui em mais uma edição do Giro Ambiental. Continue conosco que agora você acompanha as informações e curiosidades do meio ambiente. Até mais! Uma lhama foi submetida a ingestão forçada de cerveja durante uma celebração em Cusco, no Peru O episódio ocorreu no centro histórico da cidade e levou à abertura de uma investigação por possíveis maus tratos contra o animal Imagens divulgadas nas redes sociais mostram homens despejando cerveja diretamente na boca da lhama O animal aparenta demonstrar incômodo durante a ação, que foi registrada em uma celebração de Nossa Senhora da Natividade. As imagens foram encaminhadas às autoridades para investigação e, segundo a RPP Notícias, os envolvidos são dançarinos que participavam da festividade. Legenda Adriana Zanotto
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