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DE OLHO NA EDUCAÇÃO - SINÔNIMO E ANTÔNIMO
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DE OLHO NA EDUCAÇÃO - SINÔNIMO E ANTÔNIMO

137 views Publicado 09/04/2024 HD · 18:59

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Bom, é o quadro de Olho na Educação e olha só que bacana, pessoal. Hoje a gente vai falar sobre sinônimos e antônimos. Tá achando que é pouca coisa? Que nada! Tem muita coisa pra gente falar, muita coisa pra gente abordar, dicas, inclusive, pra quem vai prestar concurso público, com o Enem, para quem está fazendo faculdade, prova de português e tudo mais, tem muita coisa que provavelmente você aí de casa não saiba ou não vá se lembrar, porque são muitos detalhezinhos, por isso nós estamos aqui com o João Paulo Ergesel, que é professor de letras, tudo bem professor? Tudo bem André? Obrigado por aceitar o nosso convite, bater um papo conosco aqui no De Olho na Educação. Eu que agradeço o convite. Bom, vamos lá. Então, sinônimo e antônimo. Vamos começar pelo básico, né? Gordo e magro, é isso? O antônimo. O antônimo, sim. Então, para definir bem o antônimo e o sinônimo, eu costumo dizer que o sinônimo é aquilo que tem significado próximo, significado parecido. Já o antônimo, ele é o que tem significado oposto, significado contrário. Então esse exemplo que você deu do gordo e do magro seria um antônimo, eles são contrários. Agora se você falasse, por exemplo, gordo e obeso, tem significados parecidos, então eles são sinônimos. Bom, e tem uma série de exemplos, né? Só para a gente começar então, professor, vamos lá, gordo, magro, isso de antônimo, já já a gente vai para sinônimo. rico, pobre, feliz, triste, enfim, o que mais aí? Então, a gente diz que os antônimos a gente consegue categorizar em pelo menos três classes, né? São os antônimos binários, aqueles uns que ou é um ou é o outro. Não tem conversa. Não tem conversa. Ou você gasta ou você poupa, né? Ou você, não sei, vamos dizer assim, ou você entra ou você sai. Não tem meio termo. Mas aí nós temos os antônimos gradativos. Por exemplo, claro e escuro. Ok, eles são opostos, eles são contrários, mas entre o claro e o escuro você vai ter o pouco claro, ou um pouco escuro, muito claro, muito escuro, para dar tonalidades, gradações mesmo ao antônimo. E aí, por fim, nós temos também o antônimo inverso, que está relacionado à visão. Então, por exemplo, a visão mesmo de mundo. Então, por exemplo, pai e filho. Não que o pai e o filho sejam contrários, mas a visão que se tem do pai é o oposto da visão que se tem de filho. Professor e aluno. Marido e mulher? Nesse caso, a gente entra na questão de gênero. Por quê? Porque, na verdade, eles não são opostos. Eles são definidos pelo gênero. O marido é gênero masculino. A esposa é gênero feminino. Então, entra numa outra regra, que o pessoal confunde muito. homem e mulher, leão e leoa, tigre e tigresa, o pessoal acha que é antônimo, é uma outra situação, entra na discussão de gênero, porque os substantivos, adjetivos em língua portuguesa, eles se flexionam também em gênero, no caso masculino e feminino. Olha, interessante mesmo, então são três possibilidades classificatórias? Isso, o binário, ou é isso ou é aquilo, o gradativo, em que você consegue... O binário é aquele exemplo que você deu, ou você entra ou você sai. Exatamente, não há opção de você ter o oposto real, o oposto mesmo, sempre sem oposição. O gradativo é tipo quente, frio, não tão quente. Não tão quente, não tão frio, você encontra o meio termo de morno ali, né? E o inverso que está relacionado mesmo à visão, que digamos assim, é um antônimo muito mais contextual, de como a gente entende a figura do professor e do aluno, entende a figura do pai e do filho, né? como esses opostos, mas que não são necessariamente sentidos contrários. Boa, boa. E vamos lá, e sinônimo, professor? Sinônimo. Aí a gente tem, é mais simples, são duas classes, os sinônimos perfeitos e os sinônimos imperfeitos. Na verdade, nos sinônimos perfeitos, são aqueles um que o significado é igual. Exemplo, professor e docente. Professor é aquele que está lecionando, que ministra uma disciplina, e docente é exatamente a mesma coisa, aquele que leciona, que ministra uma disciplina. Agora, vamos pegar como exemplo... Mas assim, o cara está alegre e feliz, é a mesma coisa. Exatamente, não é mais a mesma coisa, né? Porque você está feliz, você está com um sentimento de felicidade que não é exatamente o mesmo sentimento de alegria. A felicidade ali talvez seja algo mais estável, algo mais longínquo, a alegria algo mais momentâneo, mas eles são similares, eles são parecidos, eles têm um sentido, um significado muito próximo. Então, eles são sinônimos, porém, são sinônimos imperfeitos. Imperfeitos. Não significam exatamente a mesma coisa, porém, eles têm essa proximidade de sentido. Como o gordo e o obeso, que você citou. O gordo e o obeso, nesse caso, dependendo. Esse seria o perfeito. Na linguagem popular, gordo e obeso seria perfeito. Em termos médicos, aí teria uma diferença, se você é sobrepeso, se você é gordo, se você é obeso, obeso mórbido. Tem umas distinções na parte técnica, mas na linguagem coloquial, na linguagem cotidiana, a gente pode classificar assim como sinônimos perfeitos, porque o sentido é o mesmo. Bom, vamos lá. O uso dos sinônimos no cotidiano, no dia a dia, como é que é? É muito interessante porque a gente fala que a linguagem, ela não precisa ser gramática normativa a todo momento. A gente não precisa falar corretamente como manda as regras da língua portuguesa. Num bate-papo informal, eu posso usar termos, sei lá, Ah, achei bacana tal coisa, achei legal, mas na hora que você vai redigir um texto, seja um texto para concurso, para o Enem, para vestibular, seja um e-mail para o seu chefe, para algum outro departamento, você vai priorizar a gramática normativa e termos que sejam mais formais. Então, nesse caso, é interessante pensar nos sinônimos. Em vez de você dizer, ah, é bacana que você esteja presente, talvez é de bom grado que você esteja presente, é recomendado que você esteja presente, encontrar uma palavra que tenha um sentido próximo para substituir aquela uma que seria uma marca de oralidade, ou um termo informal, algo mais coloquial, algo mais do dia a dia. Bom, tem situações e situações, né, professora? Por isso que é importante a gente entender direitinho o que são, de fato, os sinônimos, os antônimos, E inclusive é tão importante, cara, porque assim, eu fiz jornalismo, escrevo texto todos os dias e tudo mais, então o sinônimo, ele é de fato extremamente importante, por quê? Para o texto não ficar pobre. Para não ficar repetitivo. Repetitivo, porque se você escrever um texto, vamos lá, a casa é amarela, o professor mora na casa, Você vai falar, você precisa ter um pouco de conteúdo, entender direitinho. Por isso é tão importante a gente entender de fato quais são os sinônimos das palavras mais usadas no dia a dia, né professor? Sim, sobretudo na produção de textos, muito bem colocado. Bom, com relação a dicas para ENEM, concursos públicos, eu acho que esse é um assunto muito importante, porque evidentemente tem muita gente que nos acompanha e está prestando concurso, ENEM, vestibular, enfim. Então, em ENEM, vestibular, esses exames de alto impacto, a parte que envolve sinônimos e antônimos a gente chama de significação contextual. É a parte em que a gente vai ter que ler e interpretar aquele texto, aquele enunciado para compreender de fato o que está sendo pedido. Então, muitas vezes, existem palavras que têm mais de um sentido. Você mencionou a casa agora há pouco, me veio na cabeça, me veio à mente, os diferentes modos como você pode se referir à casa. A casa, o lar, a residência. Mas, dependendo do contexto, você consegue flexioná-lo de uma maneira mais afetiva. Por exemplo, eu não vou apenas embora para casa, eu vou embora para o meu lar. Ou seja, um lugar mais acolhedor. Ah, eu não apenas comprei uma residência, um imóvel, eu comprei uma casa, um lugar para a família. Então, eles são sinônimos, mas tem algumas questões afetivas, algumas questões subjetivas, que a gente precisa entender no enunciado para daí responder a questão. Então, não é apenas olhar para o texto e encontrar um sentido literal prontamente, exatamente como está, mas sim entender o que o texto está querendo nos dizer, quais são os efeitos e sentido trazidos por esse texto, para daí que a gente possa acionar os sinônimos e os antônimos daquela significação. Bom, palavras que confundem, porque tem bastante, né, professor? Uma que está muito na moda e causa muita confusão é a palavra latente. Não sei se você já viu, mas é muito comum você pegar um texto que fala assim, Ah, é latente que tal coisa aconteceu, com o sentido de, ah, é explícito, tá na cara que isso aconteceu, é evidente, mas na verdade é o oposto, é o contrário, latente é sinônimo de aquilo que tá oculto, que tá encoberto, o antônimo de latente, que é exatamente o evidente, é o patente. Então as pessoas confundem muito, acham que latente é isso que está explícito, na verdade não, latente é o que está implícito, o que está encoberto, o que está oculto. O que está explícito é o evidente, o patente. Bom, outra situação que eu acho importante a gente falar é com relação às palavras que possuem dois significados, por exemplo, legal, que tem a ver também com legalidade. e também, ó, o professor é um cara legal. Exatamente. Isso é um tipo de questionamento que cai sempre em concurso, né? Por exemplo, você coloca lá que fumar em espaços fechados não é legal. Não é legal no sentido de não é chato ou é legal de ser ilegal, né? Então, tem essas brincadeiras que eles fazem com jogos de palavras, com duplo sentido, que na nossa língua, como uma língua viva, está presente e que, consequentemente, em provas, em vestibulares, em concursos, sempre são acionados, sempre caem. Bom, a gente já tocou nesse assunto, mas gostaria que você falasse um pouco mais a respeito disso, professora João Paulo, com relação a gênero, né? Sim. Que não é antônimo. Não, não. O antônimo realmente são as palavras que têm sentido oposto, sentido contrário. Quando a gente está falando de masculino e feminino, A gente está indo para um outro caminho da gramática, que é a flexão de gênero. Então, de fato, você tem o homem, não é porque o homem é masculino que o antônimo dele vai ser mulher. Não, na verdade, o feminino de homem é mulher. Da mesma forma, você tem o leão, não é que o antônimo de leão é leoa. Não, é o feminino de leão que é leoa. Então, às vezes, as pessoas acabam confundindo feminino e masculino como se fossem opostos. Na verdade, não. São apenas questões de gênero mesmo. Bom, vamos lá. Sinônimos e antônimos, essa questão que envolve expressões idiomáticas. Sim, a internet tem muito disso. A juventude adora trazer gírias, palavras novas, dar novos sentidos, novos significados. Para quem é telespectador, provavelmente, que usa muito o Instagram, é muito comum você ouvir a expressão arrastar para cima. Ah, foi de arrasta para cima, que a juventude adora usar hoje em dia. E aí, se a gente fosse para um sentido literal, o que é arrastar para cima? É subir. Ah, o oposto então é deslizar para baixo? Mas não é isso, não é isso que os jovens estão falando. O foi de arrasta para cima que eles estão falando é esse sentido de, putz, morreu, putz, faleceu. Foi, né? Foi, então foi para o céu. Professor, essa situação, tem uma que, meu, quando as pessoas falam, me dá um negócio, porque muita gente usa, sem de fato saber mesmo, fala, puxa vida, ele perdeu literalmente a cabeça. Meu Deus, se ele perdeu literalmente a cabeça, cortaram a cabeça dele. Foi decapitado. Mas isso aí a gente ouve direto muito, porque assim, ouve direto isso. Porque o professor, nossa, o aluno fez uma prova ruim, ele ficou pé da vida e perdeu a cabeça. Literalmente, é. O que fizeram com você, né, professor? Exatamente. Literalmente é uma outra expressão que confunde bastante. As pessoas têm usado muito literalmente com sentido de figurativamente. Isso, exatamente. E na verdade não, o literalmente não é o literariamente, é o de forma dicionarizada, de forma real. Então, de fato, se você fala que literalmente perdeu a cabeça é porque passou uma guilhotina e te decapitou. É, por isso que tem que prestar muita atenção quando for falar. Gosta de futebol, professor? Não costumo acompanhar, não. Não costuma acompanhar, não. Eu ia até fazer uma brincadeira aqui com você de time, se é antônimo. Claro que não é, mas só quando são times rivais, evidentemente. Tipo Palmeiras e Corinthians, né? Isso, Guarani e Ponte Preta, Cruzeiro e Atlético Mineiro, enfim. De onde você é, professor? Eu nasci em Sorocaba, sou da região sorocabana. São Bento e Atlético de Sorocaba. Então aí não são antônimos, as pessoas brincam, mas não é, não é antônimo, são rivais. Não, são rivais mesmo, são adversários, mas não antônimos. Bom, vamos lá, professor, qual que é a melhor maneira de você, do aluno, da aluna, enfim, de quem realmente está assistindo ao quadro de Olho na Educação, estudar sinônimo e antônimo, qual que é a melhor maneira? Porque teve uma vez que eu fui estudar sinônimo e antônimo, a gente sabe, na verdade, os mais conhecidos e tudo mais. Só que tem muita coisa que, por exemplo, cai em prova. O que é isso? Você nunca ouviu essa palavra, né? Você certamente já, mas não é todo mundo. Nem sempre, viu? Já aconteceu de você olhar e falar, pelo amor de Deus, o que é isso? Com certeza. Então, eu acho que um erro que a gente tem muito é pegar listas. Então, há listas de sinônimos. Você pega lá 100, 200 palavras, vê os sinônimos dela, decora aquilo e acha que aprendeu. Mas, na verdade, a dica que eu dou, não só para sinônimos e antônimos, mas para outras questões da língua portuguesa, é a leitura. Se você é um bom leitor, se você faz leitura de bons livros, não apenas clássicos, mas também livros contemporâneos, livros que são bem qualificados, você acaba adquirindo o hábito de conhecer palavras novas, de conhecer sinônimos e antônimos que antes você não conhecia. Então é comum que você se depare numa obra com algumas palavras que você ainda não tenha conhecimento e você vai buscar o significado dessas palavras e automaticamente com a leitura você vai aprendendo e você também vai aplicando isso no seu dia a dia. Você vai exercitando essa prática de leitura também com a interpretação de texto, mas também com a produção. Então você lendo, você produzindo, você está estudando, mais do que apenas decorando. Pois é, então quer dizer, o decoreba nesse caso não é a melhor alternativa. Eu não recomendo. É muita coisa, né? Uma das visões que a gente defende aqui na PUC Campinas é justamente essa, de não ficar decorando o texto, mas sim aprender com base no contexto, de fazer leituras, de entender de onde vem, de fato... E a leitura, ela é... Nossa, é muito importante. Ela desperta várias habilidades. Ela te faz você escrever melhor, você falar melhor, você ter mais vocabulário, você ter mais conteúdo, né? Com certeza. A leitura, ela é uma abertura de portas aí. Boa, boa. Então é isso aí, para a gente finalizar, que aula aqui, hein? Aula com o professor João Paulo, da Faculdade de Letras e da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, a PUC Campinas, onde eu me formei. Quais as considerações finais que você passa aí para a galera que está em casa, acompanhando aí o nosso quadro, de olho na educação? Eu reforço que o início de qualquer educação é a leitura, É que quando você lê, você não está apenas exercitando a sua mente, conhecendo novas histórias, conhecendo novas palavras, como também despertando o seu ponto de vista crítico sobre o mundo, sobre as coisas que estão à nossa volta. Quando a gente está lendo um texto, a gente está aprendendo com ele todo o contexto, todas as vozes, todas as questões que estão envolvidas naquela obra. Então, acredito que não só para aprender sinônimos e antônimos, mas para despertar o conhecimento e a visão crítica em outras instâncias da língua portuguesa e de outras disciplinas, a leitura é fundamental. Olha, quando a gente marcou essa entrevista, eu cheguei para a produtora Cristiane Campari e cheguei e falei, puxa vida, mas a gente vai fazer um quadro inteiro só de sinônimo e antônimo? Ela falou, não, André, tem muita coisa. E tem mesmo. Eu falei, mas, meu, isso aí a gente vai matar em dois minutos, sinônimo, não é, que é beleza, tal, é o que é parecido, é igual, tem todas essas classificações colocadas muito bem aí pelo professor. E antônimo é o contrário, tipo, alto e baixo e tudo mais. Dela, não, não, o professor mandou aqui, as informações, daí eu dei uma olhada e falei, olha, dá para fazer uma hora de programa com o professor, claro que a gente não tem tempo para isso, né, professor? Mas é impressionante como tem muita coisa, né? Sim, a gente vai explorando. Dá para fazer uma prova de português só de sinônimo e antônimo, né? Com certeza dá. Você já fez ou não? Não, nunca fiz, mas daria, viu? É isso aí. Muito obrigado pela entrevista. Eu que agradeço. E sucesso. Qual é o sinônimo de sucesso? Êxito. Boa. Bom, pessoal, eu sou o André Arém e você já sabe, né? Estou sempre de olho na educação. Tchau!
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