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[música] Bom, pessoal, é o quadro de Olho na Educação e olha só, hoje um assunto super interessante, bem bacana, porque nós vamos contar para vocês que a Escola Ses Campinas da Moreira conquistou um prêmio super legal, super bacana, o prêmio Museu Paulista da USP, na 24ª edição da Feira Brasileira. de Ciências e Engenharia. Pois é, eu estou aqui com Leonardo, vai bater um papo conosco, é estudante aqui do SES. E aí, beleza? Tudo bem? Tudo em ordem, muito obrigado por eh conversar conosco hoje aqui. Desde já falando parabéns para você aí. Beleza. Muito obrigado. Eu também queria agradecer pelo convite. Tô muito feliz de estar fazendo uma entrevista dessa. É bem legal, bem bacana. Aí depois vai pro YouTube, dá para você divulgar bastante, colocar até no seu Instagram [risadas] como que foi esse prêmio? Conta pra gente, galera que tá em casa, tá super [limpando a garganta] curiosa, tá querendo entender direitinho como foi o trabalho? Eh, basicamente a gente fez um projeto que sobre educação inclusiva, que quando a gente foi apresentar na Febrace, eh, a gente conseguiu conseguir esse prêmio da sobre o Museu da USP como prêmio destaque, eh, relacionando essa questão entre educação e acessibilidade dentro das escolas, que é um assunto muito importante para se abordar hoje em dia, né? Porque a gente percebeu que é uma falta que no currículo escolar, né, que verdade, verdade que falta bastante dessa questão de acessibilidade, de trazer o aluno que apresenta alguma barreira, ele ser incluído dentro do currículo escolar. Bom, e como que surgiu a ideia? Vocês e fizeram o trabalho em quantos sobre orientação, evidentemente, de dos professores, né? Sim. Eh, o nosso projeto eh contém um orientador e uma coorientadora. E também contando comigo, são três alunos que fazem esse projeto. E ele começou porque a gente, a partir de alguns questionários que a gente fez, a gente percebeu essa falta de acessibilidade dentro das escolas, que o que o material que tem dentro das escolas não são eh inclusivos, falta essa questão de acessibilidade para alguns alunos que apresentam alguma deficiência ou até alguma barreira de aprendizagem. É, então até para os alunos que t alguma facilidade também, talvez pode ser que o currículo não seja 100% acessível para ele. Basicamente é isso. Boa, boa. É, o Leonardo agora deu um sorrisinho porque a galera tá chegando em peso aqui, os estudantes, né? E ac todo mundo acaba acompanhando um pouquinho da entrevista, né? [risadas] Ai, sensacional. Bom, então foi a partir de pesquisas de campo realizadas na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, né? É, durante um campeonato de boscha paralímpica. Olha só que interessante, também na própria escola, né, Leonardo? Foi identificado aí esse déficit eh de aprendizagem em português e matemática. Isso. A gente quis focar em português e matemática porque são as matérias bases pro aluno. E a gente fez esse questionário tanto no SESI quanto na num campeonato de bote paralímpica pra gente poder identificar esse essa problemática. Eh, e a partir disso a gente viu que realmente faltava esses materiais e também na visita da pai a gente foi muito importante porque a gente conseguiu identificar que não seria possível abordar todas as pessoas que existem, porque, por exemplo, o transtorno de espectro autista autista, que é o Teia no caso, ele tem muitas particularidades que era o que a gente tentava trazer, a gente também tentava trazer essa questão do Teia, só que como eles são muito diferentes um do outro, eh, nessa visita precisa de campo, foi explicado pra gente que não seria possível você realmente abordar todas as pessoas. Então, a gente quis segmentar nosso projeto e abordar outros outras pessoas para aí sim fazer o máximo que a gente conseguisse, é fazer um kit inclusivo para máximas pras máximas pessoas que a gente conseguisse. Qual foi o maior desafio de vocês? Eu acho que foi a parte de de pensar no projeto e o que que a gente ia fazer, porque uma coisa é você pensar em algo simples, mas agora pensar algo que realmente abordaria todas as pessoas e ainda colocar em prática. Acho que esse foi o maior problema, eh, conseguir desenhar no software, cortar, fazer que tudo desse certo, testar. Você tá no terceiro ano e vai prestar o quê? Eh, eu queria testar prestar engenharia de controle de automação. Já, já é certo isso. Já pelo SENAI que eu que eu faço um curso no SENAI, já gostaria de fazer uma engenharia relacionada ao curso do Senai. Boa, boa, Leonardo, muito obrigado aí. Parabéns para você pelo trabalho, pelo prêmio. Tá bom. Que agradeço. Muito obrigado. Tô muito feliz de estar fazendo essa entrevista. E vamos lá. Bom, pessoal, a gente segue conversando com os estudantes que elaboraram aí esse kit pedagógico bem legal, bem bacana, show de bola. A gente já conversou com o Leonardo, agora com a Fernanda e na sequência com a Larissa, porque o trabalho foi feito por eles três e certamente é algo que que é muito importante assim para vocês. Qual que é a sensação? Qual foi a sensação quando vocês receberam o prêmio? muito obrigado por nos receber aqui. Obrigada. Nossa, para falar a verdade, eu acho que eu não lembro muito bem porque eu tava muito ansiosa para ganhar algum prêmio. Então, na hora a gente nem achou que fosse a gente que tinha ganhado e eu dei o maior grito quando quando eu escutei os nossos nomes. Então, foi uma emoção muito grande. Quanto tempo vocês ficaram elaborando este trabalho? Meses. Oito meses. Puxa vida, é bem, é um tempo considerável mesmo, né? como que foi toda todo o processo? Conta para pro pessoal que tá em casa, quer conhecer um pouco mais o trabalho de vocês. Foi bem legal elaboração do do nosso kit, porque a gente teve muitas experiências aqui na escola ficando eh no contraturno aqui no Fabil. Então, a gente aprendeu a mexer em softwares que a gente nunca nem tinha ouvido falar. Aprendemos a mexer na cortadora laser, em máquinas super legais, mas também foi cansativo, foi desafiador ter que ficar aqui todo dia, mas no final rendeu bons resultados. Tô dando uma olhadinha aqui. É importante demais, não é, esse tema da inclusão porque reafirma, né, Walter M. Júnior, pode deixar aberto, porque reafirma, né, o papel da escola na formação de cidadãos críticos, empáticos, também comprometidos com uma sociedade mais justa, onde, evidentemente, a ciência também instrumento de transformação social, né? Sim, com certeza. A nossa escola trabalha bastante com esse exitos do socioemocional porque realmente é muito importante. Não adianta formar um cidadão que só sabe fazer conta matemática ou só sabe de geografia. É importante também que ele saiba o papel dele na sociedade e saiba que todo mundo merece ser ouvido e visto. Pois é, isso eu acho que é o mais importante, né? Eu acho que tem eh tem espaço eh para todo mundo, né? Sim. Como que surgiu a ideia de vocês fazerem isso? Conta pra gente. Então, eh, inicialmente a gente queria algo mais relacionado com a inteligência artificial, com essa coisa da tecnologia. artificial, mas a gente identificou na nossa escola e também em outras uma falta de acessibilidade e a gente trouxe o nosso kit para suprir essa falta, essa escassez. E já colocou o kit em prática? Já a gente conseguiu testar eles com ele com algumas turmas aqui da escola e a gente obteve bons resultados. Bom, e o que que vem nesse kit? Então, a gente tem seis dispositivos, três de matemática e três de português. E cada um deles trabalha uma uma coisa diferente ali que o aluno precisa saber. Então, a gente vinculou eles com a BNCC, que é a Base Nacional Curricular Comum, que traz ali o que o aluno precisa ter para poder eh tá anivelado com com o resto do É, disputar de igual para igual, né? Boa. E contou com a ajuda dos professores, qual foi o papel dos professores? Sim, com certeza. Eh, não só os nossos orientadores, mas também todos os professores aqui da unidade ajudaram a gente falando o que precisava ter aqui na escola, o que tava faltando ali. O, os alunos estavam com uma escassez de conhecimento, sabe? De uma falta de aprendizagem. Então, vários professores de de diferentes matérias, a professora de português ajudou a gente falando o que que a gente podia fazer e como a gente poderia ajudar. Uma coisa mais visual ou uma coisa de mexer mesmo. Você vai prestar o quê? Tá no terceiro ano também. Todos são do terceiro, né? Terceiro. Vou prestar química. Química. Opa, que beleza. Vai ter que continuar estudando bastante, hein? Sim. [risadas] Valeu. Obrigada. Obrigada. Pra gente encerrar, estou aqui com a Larissa, que também fez parte aí de todo o projeto. Tudo bem, Larissa? Certo. E aí, tranquilidade ou não? Beleza. Sempre. Bom, pra gente começar falando com você sobre o DUA, explica para pro pessoal que tá em casa, o pessoal assistindo ao quadro de Olho na Educação. Bom, a gente utilizou principalmente no nosso kit o DUA, que é um documento que é é um documento para aprendizagem universal para aprendizagem que nele tem vários princípios que devem se seguir para fazer realmente uma aprendizagem inclusiva. E esse documento ele não vai abranger apenas as pessoas que têm deficiência, mas sim as pessoas que possuem alguma barreira de aprendizagem durante os anos escolares. Então a gente pensou nele para poder desenvolver cada um dos nossos projetos. Então a gente desenvolveu seis deles e em cada um deles a gente pensou nesses princípios e a gente também usou muito das habilidades da BNCC para poder eles terem sentido estar dentro de sala de aula, que é a base que forma os currículos da escola. Eu tava inclusive conversando com a Fernanda sobre isso, como que é utilizar o kit na prática. A gente testou eles, principalmente o de matemática, que é o carcesiano, que ele é um plano cartesiano regulável para essa questão de gráficos. Então a gente comparou ele com uma aula expositiva e com uma aula expositiva que utilizava de um desse outro recurso, uma forma visual. E a gente obteve resultados satisfatórios que as pessoas elas elas realmente conseguiram entender melhor vendo a aula e fazendo do que só vendo a aula. Então o nosso dispositivo tornar aquele conteúdo visual ajudou no entendimento e no desenvolvimento das pessoas no conteúdo proposto. Boa. E vem aí mais uma disputa aí, né? Vem mais um desafio. Mais um. Agora a gente vai pra Fiesp na jornada Steam participar de mais uma feira para levar o nosso kit para ver se as pessoas realmente aceitam ele, se ele realmente funciona em redes escolares e a gente crê que sim. Eu tô dando uma olhadinha aqui e qual que é a importância da gamificação. Por exemplo, a gente utilizou da gamificação em algum dos nossos protótipos, então a gente desenvolveu um dominó e um jogo da velha pra língua portuguesa. E a gente optou usar por esse recurso porque quando você gamifica alguma coisa, você faz com que a pessoa debruce mais tempo sobre aquilo. Então a a aprendizagem que ela vai ter ali, a concentração que ela vai desenvolver é maior. E então a gente usou isso pra realmente gerar esse espírito de competitividade, pr ter um propósito pr você est aprendendo aquilo, pr você est realmente fazendo aquilo. Isso ajuda na fixação de conteúdos. Cara, fala do dia que vocês ganharam o prêmio. Foi um dia muito, muito emocionante. Uma das nossas, uma das minhas companheiras de equipe, que é a Fernanda, ela tava agoniada de não ganhar nada. E quando a gente escutou os nossos nomes, foi um é um sentimento sem igual. Subir no palco. Foi muito legal quando a gente ganhou, quando a gente escutou nossos nomes, a Fernanda gritando. Foi muito legal. É, é muito legal, né? Essa sensação de de você receber um prêmio. Sim. Eh, eu confesso que realmente é algo é algo de outro mundo, né? Muito legal. Imagino vocês lá se abraçando, né? Falando: "Puxa, chegamos lá, deu certo". Você vai prestar o quê? Eu pretendo prestar engenharia elétrica. Engenharia elétrica, é, a galerinha tá indo aí por caminhos difíceis que vai exigir muitos estudos, né? Isso é bom, né? Sim. Qual que é mensagem que você deixa pro pessoal que tá assistindo vocês e estudantes, evidentemente, que que vão ter vocês como inspiração? Isso eu acho que tem que ficar eh bem claro para vocês. Vocês agora vão servir de referência, de inspiração, pessoas que têm, enfim, eh objetivos na vida com esse tipo de situação. Que o que que você diria pras pessoas que estão nos acompanhando aqui no quadro de Olho na Educação? Eu diria que esse projeto foi uma coisa que me abriu Nortes, porque eu sempre fui mais da parte de exatas. Então, eu pegar um projeto que é muito voltado pra parte de humanas e para uma área que eu não pretendia seguir, que é educação, foi uma coisa que abriu meus olhos para o para uma possibilidade de uma coisa que eu possa seguir. Então eu acho que o que ficou mais de aprendizado foi que nessa caminhada de estudante que a gente tem, a gente tem que experimentar de tudo um pouco, porque às vezes a gente tem uma certeza muito forte no que a gente quer fazer e quando a gente experimenta de alguma outra coisa ou conhece outras coisas, a gente percebe que o que a gente realmente quer não era o que a gente pensava que queria. Então eu acho que experimentar de tudo um pouco é uma coisa muito importante nessa trajetória. Qual foi o maior desafio? maior desafio foi realmente pensar em como fazer as coisas, porque uma coisa é você colocar no papel, falar: "Não, essa é a dificuldade". A outra coisa é você pensar em como desenvolver aquilo, de como tirar aquela dificuldade do papel e fazer algo que realmente ajude, ainda mais para uma diversidade tão grande de pessoas. Boa, coisa linda. Parabéns e parabéns pelo tema também. Obrigada. Que realmente é muito legal, muito bacana ver jovens assim preocupados com esse tipo de situação, não é? Valeu, obrigado. Bom, pessoal, é isso aí. Eu sou o André Aranha e você, claro que já sabe, né? Tô sempre, ó, de olho na educação. Ciao [música]