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[música] Bom, é isso aí, pessoal. O quadro de olho na educação. A gente continua falando sobre a preparação para o Enem. Conosco aqui a Tatiane, que é professora de redação. Antes de mais nada, muito obrigado por nos atender. Tudo bem? Tudo bom. Bom, vamos lá. O que falar sobre aí? Redação, português, literatura. Certamente aí muita gente preocupada aí com com o Enem que vem pela frente, né? Sim, com certeza. A parte de linguagens do Enem é uma parte que cobra muito interpretação do aluno, uma atenção, cuidado especial com a leitura. Então, o aluno tem que ter uma capacidade de ler e entender os textos e, além disso conhecimentos específicos a respeito de gêneros também, porque isso é cobrado na prova eh de linguagens, né? Então ele precisa fazer as provas anteriores, ele precisa ter contato com variados gêneros lendo jornais. Então você consegue se preparar bem fazendo leituras de jornais, de textos de jornais, você consegue se preparar bem refazendo as provas anteriores. Você vai observar que a maioria cobra interpretação textual. Então cai muito também a questão eh de linguagem voltada para as variedades linguísticas. O aluno tem que estar preparado para isso, né, para para variedades regionais, para variedades sociais e eh a parte gramatical ficar atento aquilo que as questões estão pedindo, mas geralmente voltada mais paraa interpretação textual e para eh questões de linguagem como conjunções, uso de conjunções, qual o significado das conjunções, algumas questões relacionadas à literatura, mas voltadas paraa interpretação do texto literário. Então, isso é muito importante. Mas, eh, a atenção também tem que ser compartilhada e talvez até redobrada paraa redação, né? A redação é uma parte muito importante da prova do Enem. O aluno tem que estar ciente disso, porque o Enem cobra eh um um tipo de texto que é específico, né? Então, é sempre um problema brasileiro e esse problema brasileiro vai ser abordado de acordo com os eixos, vários eixos temáticos que podem ser cobrados. Então, pode ser um eixo voltado pra área do social, pra área da educação, pra área da tecnologia. Então, o aluno ficando atento à questão eh dos eixos temáticos e se informando bastante sobre isso, sabendo que é um problema brasileiro, ele consegue entender aquilo que a prova tá pedindo. Tem que ter atenção na redação à frase temática para fazer exatamente o que essa frase temática tá pedindo, tá falando. O aluno precisa trazer um repertório legitimado, ou seja, não basta ler atentamente os textos que estão ali compondo a prova de redação. O aluno precisa trazer um repertório consigo. Isso é uma coisa que dá um certo friozinho na barriga do aluno, porque ele fala assim: "Aí eu vou ter o repertório, é, vou ter conteúdo, né? Colocar". Exatamente. Só que esse conteúdo é o conteúdo adquirido ao longo da tua formação. Então, não é de um da noite pro dia, né? Exatamente. E o Enem abre assim um leque grande desde que você não vá com repertório pronto na cabeça decorado para colocar em cada redação, porque isso tem sido penalizado, né, pelo Enem. Inclusive eles têm, olha só que dica boa. Isso é muito importante, porque os alunos costumavam com medo de levar um, de não ter o repertório na hora, eles levavam um repertório, um repertório de bolso, sabe? Ah, vou decorar isso aqui e vou levar. Não funciona, gente. O repertório não é o caminho. O repertório tem que tá integrado com aquilo que a proposta, né, a frase temática tá pedindo para você. Então é importante que você pense assim: o que eu aprendi ao longo de toda a minha formação? O que eu vi nas aulas de sociologia, nas aulas de filosofia, nas aulas de história, nas aulas de geografia, dependendo do tema. É área da saúde, o que que eu vi na aula de biologia? Então, eu posso usar o repertório dessas áreas do conhecimento. Quando a gente fala de repertório legitimado, ele é legitimado por uma área do conhecimento e as artes estão aí também para nos ajudar. Então, você que gosta de filme, você que gosta de séries, os livros que você leu ao longo da tua vida, é uma boa maneira de também se preparar. Excelente maneira de se preparar. O que que a gente precisa de tranquilidade para ler? Exatamente. Para ler aquela proposta e tudo mais, porque às vezes, é porque não pode acontecer aquela coisa assim, eu saio da prova, aí vem 1000 repertórios que eu poderia usar. Então, meu Deus do céu. Então, o que que é importante? Por que que eu não pensei nisso na hora, né? Uhum. O que que é importante que o aluno faça? É importante que o aluno durante esse ano todo ele se prepare muito bem, fazendo redações, fazendo as propostas de redação. Então nós precisamos trabalhar com vários temas. Aqui a gente faz muito isso, trabalha com vários temas de redação ao longo do ano. Vai pensando já os repertórios em conjunto com o aluno. E ao pensar esses repertórios, não vai haver possibilidade de você chegar lá na hora do Enem e falar assim: "Cara, não sei um repertório". na minha vida, isso não vai acontecer, não tem, não vai acontecer. Até porque quando se trabalha com os vários eixos temáticos, né, você trabalha com propostas diferentes, sei lá, vou fazer uma proposta para falar sobre a questão da estética, da magreza, que tá tão em vogga aí, é uma questão de saúde, né? E pode cair, né? Uma canetada, pode cair até um po tema da moda. Exato. Ah, tantas questões falando sobre misogenia, né? Ódio com relação à mulher. Então isso também pode, se você vai fazendo, vai se preparando ao longo, né, desse processo, desse ano, fazendo esses essas redações com temas voltados para os eixos temáticos, dificilmente você vai chegar lá e vai ter algum problema para achar um repertório legitimado. Eu achei muito legal que você falou que é a prática, né? É a prática. É a prática. Redação é prática. Eu preciso, não adianta nada eu ler um monte de textos nota 1000 que foram publicados. Tenho que escrever se você não escreve. Então eu preciso entender que eu tenho que escrever e se é um problema, o Enem cobra que você apresente uma proposta de intervenção. E a proposta de intervenção, uma solução, né, para esse problema que ele colocou ali para você, é, ele tem uma uma carinha própria, né? Então, é uma proposta de intervenção que você precisa dizer quem vai fazer, o que vai fazer, como vai fazer, para que vai fazer e além disso colocar uma explicação de um desses elementos que você colocou. Então, isso é obrigatório no Enem. Você precisa saber como essa redação foi pensada e como ela será corrigida, né? tem que saber quais são as cinco competências que são usadas. A primeira competência vai cobrar do aluno a questão da linguagem. Então você escrever um texto na linguagem formal, obedecendo as regras da gramática, já sai ganhando o jogo, já sai. Valem 200 pontos cada competência. A segunda competência é uma competência que avalia o tema. Se você entendeu a frase temática, se você analisou todos os aspectos do tema, não pode sair do tema, né, professora? Isso aí é fatal, né? Fatal, fatal. Saiu do tema, um abraço fica para uma próxima oportunidade, né? Exatamente. Então você tem que estar no tema, tem que trazer o repertório legitimado e esse repertório legitimado tem que fazer sentido no seu texto. Ele tem que ser produtivo. O Enem diz isso, produtivo. Então ele tem que fazer sentido no seu texto. A competência três é você sobe selecionar, organizar, desenvolver bem as informações que você trouxe no seu texto, porque nada pode ficar solto, né? O texto não pode ficar bagunçado, né, professora? tem uma estrutura ali, né, como a gente costumava dizer, não é? Tem que ter o começo, meio fim, né? Meio fim. Exato. E dissertação argumentativa, que é o gênero que é cobrado pelo Enem. Exige isso, uma introdução em que você aborda o tema, termina ali com a sua tese, depois você vai apresentar dois parágrafos argumentativos e no último na conclusão, você vai dar sua proposta de intervenção. Então ele tem esse modelo nunca na primeira pessoa bonitinho. Não, o uso da do eu jamais não deve aparecer ali, porque tem muita gente que comete esse erro, né? Não, na minha opinião, esquece na minha opinião. Não, não. Você tem que falar com convicção, né? Eu acho, né? Né? Não é, eu acho. É isto é assim. Então, exatamente. E aí depois você tem que afirmar, né? Eh, portanto, e vai. Examente. E a competência quatro é a competência que observa se todas as informações do seu texto estão interligadas. Então, os parágrafos estão conectados entre si, as informações estão relacionadas, aí vale uso de conjunção, uso adequado de pronomes e a última competência é a proposta de intervenção, que é a solução pro problema com esses cinco elementos que eu falei. o que vai ser feito, quem vai fazer, como vai fazer, para quem vai fazer, mais o detalhamento, que é uma informação extrair os direitos humanos, porque se ele ferir os direitos humanos, ele tem essa competência zerada. Então, é importantíssimo, que o aluno tenha ciência disso, que você deve propor algo que seja condizente com aquilo que os direitos humanos preconizam. Boa. Olha só que aula aqui da professora Tatiane, né? Você que está acompanhando, assistindo ao quadro de Olho na Educação, muitos pais também assistem, né? Para saber, puxa vida, preciso conversar com os meus filhos e tudo mais. Olha só, de redação, cada dica valiosa. Bom, é mais sua praia redação, mas português, literatura. Exatamente. Na literatura o Enem não tem, por exemplo, eh, uma lista de livros, né? Se a gente vai paraa Unicamp, se a gente vai paraa FVEST, eles têm uma lista de livros obrigatória que o aluno tem que ler ao longo da sua formação no ensino médio. O Enem não tem isso. Então o Enem, o que que ele faz? A literatura aparece com trechos de Machado de Assis, que aparece com bastante frequência, poesia aparece muito, então, principalmente dos modernistas, eh, o aluno que estuda bonitinho, né, ouve bem e estuda as aulas de literatura, acaba tendo uma facilidade, porque você já sabe a qual escola literária pertence àele trecho. Isso facilita na interpretação. já conhece aquele autor muito, muito. E aí você consegue fazer meio caminho andado. E como eu disse, na parte gramatical se cobra pouco gramática, vai se cobrar mais a questão de variedade linguística. A língua não é um organismo imutável. A gente tem as regras, mas o próprio português veio de onde? Veio do latim. Então ele foi se modificando e ele vai se modificando ao longo do tempo, né? Nós não falamos o mesmo português que é falado em Portugal, embora a gente consiga compreendê-los, né? E eles também nos compreendem, tirando sotaque, alguma coisinha ou outra de diferente, mas no Brasil mesmo tem, né? Exatamente. Regionalmente é a variação regional que eu tava falando para você. Então, no fato de de nós usarmos aqui, sei lá, mandioca e lá no Nordeste macaeira, essa é uma variação regional. Bolinha aqui em São Paulo e no Rio é totó. Totó. Exatamente. Então nós temos várias, não só palavras, inclusive assim, nós aqui usamos muito você, mas nas regiões, né, do na região sul do do país vão usar o tu. Então, essas são variações linguísticas que o Enem tem uma certa preocupação, inclusive as sociais, né? Pessoas que têm menos acesso à educação, muitas vezes vão usar uma outra variedade que é de menor prestígio, mas que também compõe, né, esse arcabolso linguístico que existe no nosso país. Boa. Muito bom, professora. Portanto, suas considerações finais. Agora, minhas considerações finais é: comece a escrever se você não começou ainda, então mão na massa. Exato. Na redação, comece a pegar propostas, a fazê-las, a entender quais são as competências do Enem. Isso é importantíssimo. E pegue as últimas provas do Enem, o o site dele, das provas antigas. Manda ver, manda ver, manda ver. vai testando ali os seus conhecimentos a partir das provas anteriores, porque elas têm mais ou menos o mesmo formato. Isso é muito importante. Valeu, muito obrigada. Eu que agradeço. Tá bom, pessoal. Eu sou André Aranha e você já sabe, né? Tô sempre, ó, de olho na educação. Ciao. [música]