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Bom, vamos lá, pessoal. Quadro de Ohohohohoho na Educação e a gente vai falar sobre um aplicativo bem bacana que é o guia voz. Quem vai explicar pra gente é justamente a responsável por esse aplicativo que é a Giovana. Tudo bem, Giovana? Beleza. Tudo prazer. O nosso aplicativo GU Voz é para pessoas com acessibilidade e deficiência visual. Ele é composto pelo Bluetooth Low Energy, que é um Bluetooth que é baixa energia, que consome menos e é ideal para esse projeto. É ele que vai ficar nos obstáculos e conectar o no celular. E o celular vai visar pra pessoa o obstáculo está na frente, eh, alertar cuidado com vibrações também, caso a pessoa prefira. E tudo isso no aplicativo, ele pode escolher, a gente tá aprimorando, mas a ideia principal é que o celular que avise tudo junto com o Bluetooth no obstáculo. Boa. Porque nós estávamos inclusive conversando antes, né, Giovana? Antes ficava no braço, né? Agora não é mais assim, não. A gente queria trazer algo que não fosse tão incômodo pras pessoas, porque pode ter pessoas que não vão querer usar ou se sentir desconfortável. Então, a gente queria colocar no celular. todo mundo tem para ser mais acessível também. E é isso. Boa. Como surgiu assim a ideia? Quem fez eh você sozinha com orientador, com o pessoal da faculdade? Como foi isso, Giovana? Primeiro surgiu a ideia pro TCC, que seria algo, eu queria já ser voltado para pras pessoas no geral, pra acessibilidade, pra inclusão. E eu conversei um pouco com o professor. Eu tive a ideia de só colocar um alerta nos nas escadas, mas a gente foi conversando e a gente falou: "Que tal colocar num aplicativo, conectar no celular?" E aí a gente foi aprimorando, tive ajuda de outros alunos do mesmo curso que eu, pela parte da manhã e com isso a gente foi construindo, mas o aplicativo fui eu que fiz tudo sozinha do zero. Bom, e é só para pessoas que têm deficiência ou não? Serve também às vezes para um lugar desconhecido? Como que funciona isso? É, pode ser até usada para outras pessoas, mas o público o principal é as pessoas com deficiência visual que a gente escolheu justamente para incluir elas. Eh, como eu digo, inclusão nunca é demais, acessibilidade é importante. E quanto mais tiver, eh, eles vão agradecer, eu diria. Vai ser, eles vão ter maior independência, maior segurança e é para todos os lugares, não necessariamente para faculdade, para praças, para eventos, enfim. Muito bom, que legal. Qual faculdade você faz? Eu faço na Fatec Campinas, análise desenvolvimento de sistema e eu tô no meu último ano. Ah, é? E por que escolheu esse curso? Eu escolhi porque a Fatec ela é mais voltada para prática, são 3 anos, é tecnólogo, então ela tem mais atividades de prática, ele ela te fortalece pro mercado de trabalho, mas bom, e até em cima desse eh aplicativo que você fez, existe de repente a possibilidade de você também eh fazer outros assim nessa área? Você pensa nisso? Esse é o primeiro de muito ou já fez algum outro? Não, é o primeiro. É o primeiro de muitos. É o primeiro de muitos. Isso. Você pensou o que daqui paraa frente? Assim, eh, por agora a gente, eu quero aprimorar o aplicativo porque é o meu TCC, então gostaria de deixar mais robusto possível, mas se quando a faculdade acabar com mais tempo, eu posso pensar em outros projetos com mais gente. E é isso. Bom, qual o principal objetivo do aplicativo? Assim, que que você espera na prática pras pessoas? Que as pessoas gostem. tenham a opção de se sentir inclusos, seguros, independente e que com a gente consiga trazer mais inclusão. Eh, o meu objetivo principal é que as pessoas tenham mais acesso ao qualquer ambiente. Como vai fazer? Você vai lançar ainda? Quem tiver interesse ou não? A princípio é um projeto da da FACU. Como é que é? É, começou com projeto de TCC. Eu estou percebendo que pode ser algo bem maior, bem bem mais para fora, mas por enquanto eu não penso assim, eh, não tenho planos, eu tô focada mais na faculdade ainda, mas vamos vendo. Como ele foi desenvolvido. A gente desenvolveu com o Arduino eh de primeira, o hardware, que conecta com o Bluetooth e junto com o Bluetooth vai conectar no celular e o aplicativo que que faz tudo, ele procura qual que Bluetooth que tá mais perto, se conecta e vai mostrando a distância para você. Se se tiver uma pessoa com com você e tem opções de você não ter voz, só ter vibração, se você quer só alerta, enfim. E se você pode colocar no seu bolso que ele funciona normalmente e você vai andando. Se você eh chegar perto num nível muito muito crítico, ele vai te alertar e você vai ter mais cuidado. Você pode ter mais segurança. E quanto tempo você durou? Quanto tempo durou para você fazer esse aplicativo? O ano passado inteiro. Um ano. Então isso não foi fácil, né? Não, muito estudo, muito estudo. É, o aplicativo foi o, acho que a parte mais difícil de fazer, porque eu não tinha tido a aula de de aplicativos mobiles ainda, então eu tive que estudar desde o zero sozinha para conseguir fazer o aplicativo. E é uma bandeira essa que você sempre gostou, defendeu, essa envolvendo deficientes virtuais? Eu sempre tive interesse, porque eu acredito que qualquer ambiente tem que ser acessível para todos e por que não usar a tecnologia a favor disso? E sempre foi um interesse meu assim. Boa. Agora bora então conversar com o orientador do projeto, né? O Diogo. Isso. É o instrutor. Valeu. Muito obrigado, viu? Obrigada. Pois é, galerinha, como eu disse agora com o Diogo, que é o coordenador do curso, também ajudou na orientação. Tudo bem, Diogo? Beleza. Tudo bem, né? Como é que vocês estão? Beleza. Bom, certamente é um aplicativo bem bacana aí, bastante útil. Eu quero saber de você que é o coordenador do curso, como foi tudo isso? Então, o os projetos são desenvolvidos durante o curso, né? O curso é o curso de análise desenvolvimento do sistema aqui da FATER Campinas. Então, dentro do curso, a gente procura passar para o aluno um conjunto de informações, disciplinas que fortaleçam o seu conhecimento. A, o curso já é voltado à parte prática, né? A nossa ideia é sempre aplicabilidade prática, né? E aí a gente busca dentro disso o que é que a gente pode ajudar dentro da sociedade. Então o o Guz veio de uma forma que foi meio extinto, instintiva no sentido que o aluna buscava uma a trabalhar fazer um projeto, né? E a gente tinha a ideia de como que a gente pode fazer isso para ajudar a sociedade. E nesse caso aqui a gente sempre pensa nisso, né? AC acessibilidade é uma algo que é comum pra gente de buscar, né, para facilitar a a população de forma geral, mas visando a essa essa população que tem a necessidade. E aí a gente juntou uma ideia e foi juntando as disciplinas do curso que poderiam associar essa ideia. Essa ideia inicial começou no primeiro semestre com a disciplina de laboratório de hardware, que justamente que é quando mostra, né, essa parte do Arduío, essa parte da da do hardware da máquina, né, e ela vai desenvolvendo com as disciplinas de linguagem de programação, que ajuda o aluno a ter a parte eh de desenvolvimento do sistema, do software, né? Eh, a Giovana comentou, é, são várias mãos, porque até outros alunos, né, de outros turnos, né, dentro do mesmo curso, a gente tem dois turnos, que acabam entendendo um pouco mais do hardware, um pouco mais soft, acabam se ajuntando, né, se aliando a o grupo para poder eh ter o desenvolvimento completo. A Giovana fez a a fez toda parte da do desenvolvimento software, mas teve ajuda de outros grupos, outros alunos na parte do hardware, né, que é o sistema que depois você vai acabar mostrando aí também como funciona na prática, né? Bom, que interessante isso. Eh, você citou aí, né, Diogo, que foram utilizadas aí várias disciplinas do curso, né? Exato. É isso aí. Várias disciplinas. Então, quer dizer, uma vai ligando a outra para chegar no produto final, né? É, isso é a ideia, né? de você ter para chegar de fato, você passa por várias fases, vários conhecimentos. Às vezes que no caso Giovana eh disciplinas que ela ainda teria, que poderia ajudar a ser mais fácil, como ela demora um pouco mais paraa frente, ela teve que se antecipar, ter feito essas disciplinas, né, eh, antes, estudar elas antes para depois aprimorar quando tiver feito de fato dentro da sala de aula. Mas é um conjunto de disciplinas, não é uma coisa só, né, que leva o aluno ao sair da da da faculdade, ao sair do curso, que leva o aluno a a ter essa capacidade de desenvolver ou para trabalhar para alguém ou vender seu seu produto, né, ou mesmo criar a a sua empresa, né, desenvolvimento. Mas uma coisa que a gente acha legal, que a gente gosta muito, é sempre servir a comunidade para isso, né? Bom, e é de fato um assunto meio interessante, né, que envolve inclusão. Isso é exato. Isso é muito bacana, né? Então, a nesse caso específico, esse góz ele é usado para a a pessoa que tem a deficiência visual, né? E aí facilitar o convívio dela, mesmo em ambientes que ela não conhece, mas um ambiente dela de casa que poderia ser eh perigoso até, né? Então, eh, o guia é um buraco, né? ou um obstáculo, né? Exato. Um obstáculo, por exemplo, que seria, por exemplo, um móvel dentro de casa, né? Mas é fácil pra gente que a gente que enxerga, parece que funciona o aplicativo na prática. Como que é? Explica pro pessoal que tá em casa, tecnicamente. Então, você pode ter, por exemplo, você falou do móvel aí, vamos pegar esse exemplo do móvel. por exemplo, né? Hoje em dia a gente consegue eh a através do Bluetooth, né, que é um aparelhinho que você pode eh deixar conectado ou deixar parado em determinado ambiente ou em vários ambientes, né? Tudo hoje em dia quase tem ligação com a internet e poderia ser o Wi-Fi ou poderia ser o via Bluetooth. Então você imagina que você tem um um móvel, uma uma mesa, uma eh uma algum lugar, um armário onde você tenha a ele físico nele, ele tem esse ele tem um Bluetooth que identifica via o aparelho. Então, se a pessoa está com com o celular, por exemplo, ao andar, se for se aproximando desse desse obstáculo, o celular vai avisar, ele vai avisar vibrando, né, fazendo um som, apitando, fazendo um som às vezes ou, né, dependendo aí do caso do sistema de ser programável, ele avisa ele. E a mesma coisa com buraco, por exemplo, poderia ser o o buraco é alguma coisa, na verdade, que você teria que ter um um software eh um pouco mais específico paraa leitura visual, mas imagina que eu poderia mapear todo um ambiente. Perfeito. Todo um ambiente. É como se ele conseguisse o o o sistema conseguisse enxergar todo o ambiente conforme a pessoa for se deslocando e avisando para ela, ó, vai mais pra direita ou vai pra esquerda. você pode tentar livrar do dos obstáculos que poderia ser perigoso para uma pessoa que tem uma deficiência visual. Bom, eu tô dando uma olhadinha aqui. O projeto foi apresentado eh na 16ª FETEPS, não é isso? FETESP. Isso. Ela foi apresentado numa feira que é própria para isso, né? Para desenvolvimento de de inovações, né? Foi sucesso o o a procura por por softwares, né? Ou por aplicativos aí, projetos que ajudam a mobilidade, né? geral, eles são sempre são procurados, né? Então isso isso pra gente é legal, eh, é importante para paraa comunidade e incentivo para os outros alunos, né? Ah, sem dúvida de referência, né? Referência fica todo mundo já querendo, ó, a gente levou um aluno pra feira esse ano, ó, semana, ano que vem vamos levar quatro, cinco, é, serve de modelo de exemplo mostra que eles que eles são capazes, né? Isso aí. A Jovana vira, na verdade, um ícona ali para pro pessoal enxergar e poder querer eh repetir isso, né? Eu até perguntei pra Giovana, Diogo, eh se existe a possibilidade do aplicativo Guia Voz eh também de repente estourar aí no futuro próo ser utilizado. Como que você vê essa possibilidade? Eu eu acho que sempre tem a possibilidade, né? Até coagregando com outros tipos de aplicativos parecidos, né? Alguém que poderia bancar isso, né? um anjo aí, né, nesse sentido que banque o serviço, mas é uma coisa dela ali, né, como patente dela para ela poder querer fazer isso também, desenvolver, que é uma coisa que eu acho que ela quer também, mas dependeria, mas poderia ser uma uma saída, né, ou até mesmo dentro da unidade outros alunos que vêm na sequência dando complementação a esse projeto que já está andando, né? A gente pensa nessas coisas também nesse sentido, né? Então, pra gente é importante, a gente tem um grupo de alunos, a gente eh teve alunos com deficiência, por exemplo, de paralisa cerebral cerebral, que que desenvolveu, aluno nosso, né, desenvolveu, por exemplo, eh um software para paraa própria eh quem tem a dificuldade de usar o aparelho, de usar o computador, falar, essas coisas, ele poder se comunicar via o aparelho, né? Tem alunos que desenvolveram teclados especiais para quem teve deficiência motora. Então, tudo é um conjunto de disciplinas que levam ao aluno que tenha essa essa criatividade, que tenha esse entusiasmo a desenvolver algo que possa ser aplicado para pra sociedade e principalmente nesse caso para quem tem algum tipo de deficiência, né? Bom, vamos lá pra gente finalizar, então, eh, qual as dicas que você deixa? Porque o de olho na educação é um quadro bastante eh acompanhado aí pelos estudantes, pelos pais dos estudantes também, né? Então o pessoal tá certamente assistindo ao quadro falando: "Puxa vida, que legal. Gostaria de de repente tentar mergulhar numa dessa, fazer um curso desse. Ah, não, mas é muito difícil, é impossível". Que que você fala aí pra galera que tem interesse em seguir nessa área? Quem tá terminando o Sino Médio, né? Eh, se você é da rede pública, por exemplo, ensino médio, dentro da da rede pública você tem o programa que é o Provão Paulista, que é uma uma chance do aluno, né, ingressar diretamente na faculdade, né, no nosso caso, nas faculdades públicas, né, isso é importante. Via vestibular também você consegue então entrar na faculdade, no nosso caso aqui, né, a faculdade pública gratuita. A Fatec é uma da unidade de Campinas, é uma das 82 unidades que tem no estado inteiro, né? tá bem localizada aqui, é uma faculdade gratuita que tem vários cursos. Quem tem essa ideia, quem gosta, né, da parte de desenvolvimento, a gente tá indicando o curso que eu coordeno agora, que é o análise de desenvolvimento de sistemas, né? Não é um curso que você precisa chegar aqui sabendo nada, é um curso de graduação nova que você tá chegando. Então o aluno às vezes vem com algum conhecimento prévio, mas não tem essa necessidade. O que precisa se dedicar um pouquinho lá para passar no vestibular e aqui dentro da unidade vai ter todas as ferramentas para ele poder progredir eh e ter sucesso na carreira que ele escolheu, né? Então é importante que o aluno, né, mesmo quem tenha, por exemplo, já uma, ah, eu já tô um pouco afastado da faculdade, né, da da do da escola, por exemplo, ah, terminei faz tempo o ensino médio, tem problema, né, assim, ó, presta vestibular, vem estudar, porque nunca eh eh nunca não nunca perde o tempo de você vir e se formar e e ter conhecimento, adquirir o conhecimento para poder e progredir na carreira, poder melhorar, se precisar mudar de carreira. Então, a gente recebe alunos que estão saindo do ensino médio, outros alunos que estão tentando mudar de carreira, mas é uma oportunidade de dentro da FATEC, eh, que são cursos, eh, práticos de 3 anos, é uma graduação, mas ela é focada pro pra prática, é focada pro mercado de trabalho. Então eu convido a todos e pode vir conhecendo aqui o prédio nosso, né, conhecer a unidade que eu acho que é importante também pros pais verem, como você disse, né, eh incentivar os seus filhos aí para poder vir estudar. Valeu, Diego. Parabéns. Parabéns também paraa Geovana que conversou conosco. Bom, pessoal, eu sou André Aranha e você já sabe, né? Tô sempre, ó, de olho na educação. Ciao [música]