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Bom, é isso aí, pessoal. Quadro de Olho na Educação e olha, hoje um assunto bem bacana, super curioso. Tô aqui com o professor Vinícius, que é professor de matemática aqui da Ilon, bom, para bater um papo conosco sobre eh fuzzy, é isso, né? Métodos fuzzy. Muita gente em casa certamente deve estar falando: "Puxa, mas o que é isso? Qual esse método?" Porque o Vinícius ganhou um prêmio, vai receber ainda, né? Tudo bem, muito obrigado por nos receber. Beleza. Então, André, eh, de fato recebi esse essa premiação, né? Eh, o prêmio, na verdade, ele é concedido por uma organização norte-americana, né, que engloba também o Brasil como um dos parceiros, né, são chama Sociedade Norte-Americana de Processamento de Informação F. Então, basicamente, o que que é esse prêmio, né? eh para jovens pesquisadores, né, com menos de 10 anos de após o seu doutoramento, né, e eles dão prêmio para aqueles pesquisadores que têm contribuições, principalmente na áreas de fã, né? Então, esse ano, eh, eu fui contemplado com esse prêmio, basicamente porque na minha pesquisa eu envolvo modelagem principalmente de sistemas epidemiológicos, né? A gente passou eh recentemente aí por uma pandemia. Então, a ideia eh da dessa minha pesquisa é incorporar a incerteza na modelagem matemática, né? Então essa incerteza é o que a gente fala de incerteza do tipo fuz, ela é um pouquinho diferente da incerteza estatística, né? Eh, ela envolve mais a linguagem eh que a gente eh se refere, né? Então, quando a gente vai falar assim: "Ah, eu quero fazer uma previsão de pessoas infectadas por uma certa doença." Então, se eu perguntar, né, falar, fizer essa pergunta pro público hoje, né, assim, ah, hoje nós temos aqui na região de Campinas quantos infectados pela gripe? Ninguém vai falar que é 836 pessoas. Nós não falamos dessa forma, a gente não se comunica assim. Nossa linguagem a gente usa imprecisões, né? Então eu vou falar a em torno aí de 850 pessoas, né? Então o fã ele vem justamente para escrever, né? Descrever matematicamente o que que é esse entorno de, né? Então o que que é aceitado, o que que não é. Ol, né? Então basicamente, né? É como se vamos mostrar um exemplo aí, professor. É uma coisa bem simples, um uma um expressão aqui gráfica, né? Então, é como se aqui eu colocasse no eixo horizontal os valores que eu quero modelar e no eixo vertical a intensidade que esse elemento eh tá associado com o valor, né? Então, por exemplo, eu quero falar que 850 pessoas estão infectadas com uma certa doença. Então, esse aqui é o valor máximo, né, de que eu tô esperando. Esse valor máximo a gente atribui o valor um, né, que na lógica matemática é o verdadeiro, o valor de verdadeiro, né? Ah, perfeito. E o zero seria o valor falso, né? Então, o f ele assume valores entre zero e um justamente para ponderar aquilo que a gente acha do máxima verdade e a falsa, né? afirmação falsa. Então a gente representa geralmente, né, esse entorno D por um triângulos, enfim, tem geometrias por trás aqui, né? Mas a gente pode fazer uma estimativa aqui de em torno de dizer que tá vai de 840 pessoas infectadas até 860, né? O que significa então esse gráfico que uma pessoa é uma quantidade que tá aqui, por exemplo, 855, teria uma intensidade de 0,5. Hum. Interessante isso aí, hein? De de pessoas infectadas, né? Então, dá para fazer muita coisa com isso, né? Minha área é mais essa parte de biomatemática, modelos epidemiológicos, juntando eh a parte de incerteza fan, né? E enfim, dá pra gente explorar muita coisa. Boa. Tô dando uma olhadinha que permite aí falar sobre informações imprecisas, vaguas ou ambíguas, né, de de forma matemática, simulando o raciocínio humano. Isso. Isso. Eh, a gente tem alguns exemplos simples, né? Como que foi construída essa área, né? Foi construída basicamente pra ideia de reproduzir o raciocínio humano, né? pra gente automatizar eh ferramentas, enfim. Então essa essa teoria ela começou com o Zadé, que foi um professor lá do Azerbaijão, né? Ele propôs essa teoria em 1965. E aí a partir disso, né, aqui a a região mais ocidental não foi aderente na época, mas a região oriental do mundo aderiu a essa proposta. E aí o que que aconteceu, né? Temos exemplos bem clássicos, né, de automação de equipamentos domésticos. Então, por exemplo, quando você vai lá na sua máquina de lavar, você vai lá colocar a sua roupa, né? E aí você vai colocar lá, você vai classificar ela, né, entre muito suja, suja, pouco suja ou perfeito, é médio suja, sei lá. Você dá classificações para essa para essa roupa. Aí você fala assim: "Ah, a roupa é pesada, ela é leve, muito leve". E você faz classificações que a gente chama de linguísticas, né? Então, o peso da roupa, né? Eh, o quão suja ela tá, né? Então aqui eu posso falar assim, pesada, olha só, gente, leve. Aí suja, fala assim, muito suja, pouco suja, né? E aí para cada uma dessas classificações que a gente se refere a esses a a a esses valores, a gente faz um número fã, né? Então o pesado, o que que é ser pesado? Ele é em torno de tantos quilos. Leve, ele é em torno de tantos quilos. É muito suja. Ah, eu posso ver o quanto que ela tá encardida, o quanto que ela não tá, né? E aí a partir dessas variáveis de entrada, eu falo pra minha máquina o tempo que ela tem que bater, né? Eu posso usar isso aqui como saída, né? o tempo que a máquina demora para lavar a roupa ou ainda, né, o quanto de detergente que eu posso usar, né? Então, eh, caraca, interessante isso, hein, professor? Detergente. Então, o quanto que a gente precisa colocar lá para bater a máquina? Quais os benefícios disso? Assim, para quem aderir esse método? Na verdade, você acaba facilitando a a sua vida, né? Aqui eu dei esse exemplo eletrodoméstico, mas esses casos mais prático, né? muito mais prático, né? Os os exemplos que a gente tem de carros, né? Os carros que estacionou sozinho. As primeiras tecnologias nesse nessa direção foram usando tecnologia f, né? Então você coloca lá o carro, você para ele do lado e aperta um botão, ele está para você porque ele parte dessa desse princípio, né? Então eh ar condicionado que ele vai ajustando a temperatura conforme a umidade ou temperatura externa, né? Então é é uma forma de facilitar e melhorar a vida humana, né? Bom, vamos lá, vamos falar sobre o prêmio, como vai ser? Vai ser o ano que vem, né? Que você vai receber, que que você vai apresentar. É o esse prêmio ele é concedido todo anos, né? E aí, como forma de de eh fazer a divulgação, né, da sua pesquisa, eh tem um convite de de apresentar o a sua área de pesquisa no congresso do ano seguinte, né, que vai ser, nesse caso, o no ano que vem vai ser no Brasil, vai ser em Lelus, né, na Bahia. E aí vai ser uma união do evento Nifs que a gente fala, que é o principal congresso desse comitê, junto com o Congresso Brasileiro de Sistemas F, no qual eu sou coordenador pela SBMAC, né, Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada. Como você disse, o prêmio é, portanto, destinado aistas que tenham até 10 anos desde a defesa do doutorado. Isso é importante dizer também, né, professor? Eu defendi em 2019, então tava aí apto a concorrer ao prêmio. Como você se interessou por esse método? Então, na verdade, isso vem lá da minha formação eh acadêmica, né? Então, quando eu me formei, sou graduado em matemática pura, né, pela UNESP de Rio Claro e fiz meu mestrado também na matemática pura lá na UNESP. E nessa minha formação, né, a gente vê muitas ferramentas teóricas, né, e eu tinha a necessidade de ver onde que eu posso usar essas ferramentas matemáticas em problemas práticos, né, em problemas atuais. Então, no meu mestrado, eu trabalhei num laboratório que chama LEBAC, laboratório de estudos de bacias, e lá eu me deparei com problema geofísico, né? Então, eu tinha um solo e a ideia era identificar quais locais eram mais propícios para encontrar um poço com boa vazão. Então, o meu mestrado foi nessa direção, tentar usar o fasi para poder identificar a quantidade de a espessura do solo, resistividade, classificar por essas variáveis linguísticas. Muito legal, né? E a partir disso identificar o melhor local. E algumas escolas já adotaram método. É o fã em si, essa área, como ela historicamente, né, na matemática, ela é uma área recente, né, então ela não não faz parte tanto, ela não faz parte da grade, mas embora eu mas é uma tendência, é uma tendência, eu convido meus alunos, né, de de que dão aula na na rede básica de fazer a promoção do dessa área, né, aqui na ILO, inclusive a gente tem disciplinas que a gente chama de tópicos avançados que são nessa direção para as pessoas eh se depararem com novas ferramentas, né, na área da matemática aplicada para poder aplicar e resolver problemas. Boa. Tem mais um exemplo aí, professora, a gente aproveitar o nosso tempo aqui. Aham. Teve o da agora o da máquina de lavar. Que que você pode mostrar mais pra gente aí? Bom, então, eh, teve esse exemplo que eu comentei, né, que é do carro, né? Um exemplo bem interessante, né? Eh, imagina que você tem aqui uma via, né? Aí quando é um espaço grandão é fácil, né? você entra aqui tranquilo, não precisa de tecnologias para isso. Mas às vezes você tem uma vaga apertada e separa o seu carro aqui, né? Então, como que ele faz para estacionar eh automaticamente? A gente vai lá, a gente segue aquela regrinha de calibrar, né? a gente olhou no espelho para ver se bateu no no carro de trás, depois dest um um mecanismo. Então o fans ele reproduz esse mecanismo. Então com as os sensores que tem no carro aqui, né, de ré principalmente e sensores laterais, ele consegue me fazer essas distâncias. Então que ele fala: "Olha, a distância aqui tá pequena, fica um pouco mais afastado, então você vai lá, então vou ficar um pouquinho mais distante". Ah, tá muito paraa frente, volta um pouquinho. Então, ele faz essa essa essa ideia, né, essa esse desenvolvimento do raciocínio humano. E aí, a partir de medidas angulares, basicamente, né, ele faz uma projeção aqui, né, de como que eu faço para desterçar o carro. E aí ele faz tudo automaticamente. E aí é tudo nessa ideia, né, quais são as minhas variáveis de entrada e quais são as minhas de saída, né? Então eu tenho a distância, né, entre os dois carros e aqui quais são os ângulos que ele tem que fazer, acelerar, desacelerar para poder Caraca, muito, muito interessante mesmo. Bom, vamos lá, então, professor, suas considerações finais aqui. Deu um show aí, uma aula aqui no quadro de Olho na Educação, pois não, por favor. Bom, eu queria agradecer aqui o convite, né, por falar, ter esse espaço pra gente divulgar a nossa área de pesquisa, né, embora ela seja uma área nova na matemática como um todo, é uma área que tem eh tem ganhado bastante espaço, né, dentro da matemática aplicada, principalmente eh nessa parte de modelagem, né, a gente vuem, a gente usou muito fãs para poder fazer previsão do comportamento de infectados, né? Então, a gente tem grupos muito fortes aqui no Brasil, né? Eh, é o prêmio é um prêmio internacional, mas a gente tá representando um grupo aqui do Brasil que é muito forte, não só na área de biomatemática, mas na área de otimização. E a gente é um um grupo que tem cada vez mais procurando pessoas para trabalhar com a gente, né? Fazer essa divulgação, quanto mais melhor, né? Então, aqueles que se sentirem eh interessados, né, podem entrar em contato comigo, com o nosso grupo. Vai ser um prazer explicar mais sobre o tema. Boa. É isso aí. O professor Vinícius Francisco Vasquez, é isso, professor da Ilon Escola aqui de Ciência. Muito obrigado. Eu que agradeço. Valeu e parabéns. Obrigado. Bom, é isso aí, pessoal. Eu sou André Aranha e você já sabe, né? Tô sempre de olho na educação. Ciao