[música] Bom, pessoal, é o quadro de Olho na Educação e olha só, hoje um assunto bem bacana porque nós vamos falar sobre um livro show de bola, um livro que é para criançada, mas tem um diferencial muito legal. Tô aqui com a Cristiane, que vai bater um papo conosco aqui no quadro de Olho na Educação, porque faz parte do seu mestrado aqui da Unicamp. É isso, muito obrigado por nos receber. Eu que agradeço o convite, tô muito feliz de estar participando. É isso mesmo. Esse livro Terossauros para Jovens Exploradores, é o resultado do meu mestrado. A gente pensou em trazer uma atividade para que suprisse uma lacuna na educação sobre o ensino de paleontologia na educação básica, né, que infelizmente a gente não tem muita coisa ainda voltada, né, pra educação básica ali do ensino fundamental dois, ensino médio, que ensine a paleontologia. Bom, pro pessoal então em casa entender direitinho como funciona, o que é exatamente isso. O, a ideia inicial era que fosse uma cartilha que trouxesse informações básicas de, ah, o que é a paleontologia? Quem estuda a paleontologia? O que estuda? E o que é a paleontologia? É o estudo dos organismos que não existem mais, dos organismos antigos. Então, são organismos, podem ser animais, podem ser plantas, podem ser bactérias, podem ser pólens. Pode dar uma olhadinha. Claro, que que viraram rocha. E tá bonito o livro, né? O bom é que a criançada, ela vai, a criançada vai de fato entrando num universo é muito interessante assim para conhecimento pessoal. Sim. Sim. conhecimento acadêmico. O que que as crianças, nãoé, os estudantes vão encontrar nesse livro aqui. Cristiane, a gente pensou em trazer coisas sobre, como eu já falei, né, conceitos básicos de paleontologia, mas também de biologia e de geologia. Então, trouxemos conceitos sobre o que é o tempo geológico, por exemplo. A gente não estuda muito isso, o que é o tempo geológico. A gente vai ter mais isso na graduação. Eh, conceitos sobre eh filogenia, sobre evolução, né, que é a parte mais biológica, sobre o que são rochas sedimentares, como se formam, tudo isso você vai encontrar no livro. Bom, a gente tava inclusive batendo um papo aqui antes do começar a nossa entrevista, né, Cristiane, que às vezes as pessoas confundem, acham que que são dinossauros, né? Na verdade não são. São primos, parentes. São primos. Exatamente. Eles fazem parte ali de um grupo em comum. Eles têm um ancestral em comum, mas eles não são a mesma coisa. Eles são répteis que voam, não são dinossauros que voam. Bom, e andando um pouquinho aqui pela Unicamp, onde a gente tá exatamente pro pessoal em casa se situar? A gente tá no Instituto de Geociências. Boa. E a gente foi observando, tal, você foi mostrando, André, olha aqui, faz parte, tá no livro, mostra pra gente que a gente vai mostrando as imagens aqui do Cezinha Rélio. Claro, claro. Na entrada do IG, quando a gente olha para cima, vocês vão ver a representação do meu móbil, que é uma das atividades presente no livro. Então, é a representação da árvore filogenética, que é como se fosse a árvore genealógica dos pterossauros. Eh, cada espécie, cada pterossauro pendurado lá representa um, uma família de piterossauro representado por uma espécie. Boa. O livro então traz as mesmas espécies do móbil, né? Exatamente. Como você estava falando, também apresenta conceitos aí de paleontologia. Difícil falar para quem não é da área. Exatamente. Também da evolução, mostrando onde esses seres habitavam e onde são encontrados seus fósseis. Puxa vida, olha só que interessante o livro, né? E é realmente é muito bacana. Como que surgiu essa ideia, Cristiana? Depois, inclusive, a gente vai conversar com a a orientadora do projeto, né? Sim. Inclusive a a Fralizadora eh do projeto. Eu já trabalhei com Piterossauros na graduação, mas foi algo bem diferente. Então você sempre se interessou por isso? Sim, sim. O meu orientador que é o Ariel, que também faz parte desse livro, né? ele fez algumas ilustrações, ele trouxe a ideia da gente trabalhar com piterossauros brasileiros. E aí, como eu já trabalhava com isso, a fresia pensou: "Ah, e se a gente trazer eh os piterossauros paraa educação?" Porque todo mundo pensa em dinossauro, né, quando pensa na paleontologia, mas existem muitos outros organismos que são interessantes pra gente estudar. E os pterossauros, eles estão aí entre um dos que mais despertam o interesse, né? onde as pessoas podem encontrar esse livro, porque certamente tem muita gente aí acompanhando, assistindo ao quadro de Olho na Educação e falando: "Puxa vida, que legal, quero o livro aí da da Cristiane Pitist Piterossauros". Piterossauros para jovens exploradores. É, onde as pessoas podem encontrar. Tem algum e-mail, Instagram, biblioteca da Unicamp? Como é que faz? Você podem encontrar na biblioteca da Unicamp, é só pesquisar pelo nome Piterossauros para Jovens Exploradores. É só entrar na biblioteca da Unicamp e fazer o download do livro que vai ser exatamente essa mesma versão, tá? Daí é mas também pode mandar um e-mail, né? Pode mandar um e-mail também para mim. Qual é o e-mail? É c.vigilatodapaixã
[email protected]. Boa. E o livro então superou suas expectativas? Sim. Qual é a ideia principal pra gente finalizar, que a gente vai conversar, como eu disse já já, com a sua orientadora, qual o seu principal objetivo, a ideia que você quer passar paraas crianças, pros pré-adolescentes já, né, que acompanharem o livro, que tiverem esse livro para estudar um pouquinho em casa, que é bom também sair um pouco do celular, sair um pouco do videogame, estudar, né, pessoal, pelo amor de Deus, né? [risadas] Cerza. A paleontologia para mim sempre foi uma paixão, sabe? Desde do início da minha vida, eu sempre me interessei muito por organismos que não existem mais. E o que eu queria dizer como a educação pode transformar vidas. Eu vim de uma cidadezinha tão pequena, onde as pessoas nem sabiam que era paleontologia e eu acabei vindo parando aqui de conselheiro Mairinque lá no Paraná. É uma cidade que tem 3.000 habitantes. Então eu fiz, me formei na faculdade e aí as portas se abriram. Descobri várias oportunidades que eu podia seguir além, né, da da docência. E aí eu acabei vindo parar aqui. Tá gostando de Campinas? Adorando. E eu vou ficar aqui ainda mais uns anos, né, até finalizar o meu doutorado. E vai voltar para lá, doutora? Se voltar, né? É, eu acho que eu não volto mais. Às vezes volta só para visitar a família. Não, com certeza. Com certeza. Eu amo muito aquela cidade, mas eu queria ser o professora universitária. Então, como a educação pode mudar o rumo da sua vida, sabe? E uma coisa que as pessoas nem sabem que existe, às vezes você só de ler um livro, você ter contato, sabe, com outras eh outras vivências, outras oportunidades mesmo, você acaba mudando. Ficou até emocionada, né? É, eu percebi. Então, tá bom. Olha só, galera, conversamos aqui com a Cristiane Paixão, que tem paixão pela biologia e certamente tem muita paixão por esse livro. Valeu, parabéns pelo trabalho e sucesso. Obrigada. Muito obrigada. Pois é, galerinha, como prometido, estou aqui com a Frécia, que é a orientadora da Cristiane e certamente teve um papel muito importante aí na no livro, né? Tudo bem? Tudo bem. A gente tava batendo um papo, você é muito divertida, muito simpática e certamente teve uma atuação decisiva aí nesse livro. Ela tá balançando a cabeça que sim. É assim, foi uma ideia que surgiu, né? Porque a gente tem que dar educação de qualidade para as pessoas pela extensão. que tem assim muitas e histórias sobrepiterossaurrios, mas eles são animais extintos e a gente quis misturar, né, uma coisa que chama atenção, um fóssil que chama atenção, que tem muitos no Brasil e no mundo, né, eles viveram mais ou menos há 100 milhões de anos e eh facilitar, né, uma um livro onde as pessoas podem se enterar acerca dos detalhes da vida dele, de diferentes espécies, onde tem no Brasil como que era o mundo nesse tempo que era bem diferente de hoje em dia, né? E eh poder montar seu próprio piterossauro e com ele montar o móbil ou o que eles o que as pessoas quiserem, né, para poder reconhecer esses animais fantásticos. Como funciona o seu trabalho, no caso de orientadora do livro, do trabalho feito aí pela Cristiane, que que você procurou passar para ela? Bom, eu procurei passar o entusiasmo pela paleontologia, né? o entusiasmo pela pesquisa, pela divulgação, ela fez de uma forma excelente e eh fazer um um trabalho que a gente partir de um sonho, como a gente fala, e adecua à realidade, né? Como construir uma casa, né? Você tem um orçamento e vai indo na medida do possível até e e ir trabalhando com outros profissionais para poder montar um livro. a gente trabalhou comos artistas, com fotógrafo, com diam diagramador e com geólogos, né, para poder eh juntar todas essas informações de uma maneira o mais verídica, né, e científica possível. O que diz e lúdica também, né? Pois é. O que você diria pros estudantes da nova geração que que vão ter oportunidade de ver esse material, esse livro a respeito da importância do assunto? Assim, eu diria o seguinte, que a vida é um círculo, né, e que eh nós formamos parte de um todo, né, com o planeta, como eles formavam. E é bom saber como que era a vida no passado pra gente cuidar a vida hoje em dia, né, todos. E porque o mundo que a gente habita hoje em dia, né, na superfície do planeta, é uma colxa de retalhos de muitas formas que foram sobrevivendo ao longo do tempo geológico, nos últimos 3,5 milhões de anos. E nós somos parte desse tudo, né? Nós estamos fora da natureza, somos parte dela. Qual foi o maior desafio desse livro aqui? Ai, poder fotografar os animais, né? Fazer eles à escala sido muito fácil. Pode ser e fazer eles à escala. o que que tínhamos que colocar no texto para não ser um livro amassante de uma forma que fosse que as pessoas desfrutassem com lerne, que não fosse um trabalho assim científico assim com um palabreado científico, senão que pudesse chegar as pessoas compreender facilmente, né? E se interessar no futuro, né? Eh, por descobrir outros fósseis. Boa. É isso aí, galerinha. Conversamos eh primeiramente com a Cristiane Vigilato da Paixão, que é autora aqui do livro. E agora estamos aqui com a Franco, Franco, exatamente, que é orientadora também. As duas citaram aqui o Ariel Martini, que é o coorientador também, certamente teve uma participação muito importante aqui na elaboração do livro. Muito legal. Parabéns para todas vocês. Que o livro seja um sucesso. Eu vou levar um pro meu filho Francisco, tem apenas 6 anos, mas já vai dando uma olhada nas fotografias. Isso. E aí ele vai se empolgando, quem sabe ele faz geologia um dia também, né? Geologia, né? Sabe. Aí eu vou mostrar essa entrevista para ele no futuro. Imagina que legal. É. Pois é. A senhora falou sobre a importância da educação. Estamos aqui no quadro de Olho na educação. Muito obrigado pela sua entrevista. Obrigada a vocês pelo interesse do nosso trabalho. É isso aí. Bom, galerinha, eu sou o André Aranha e você, claro que já sabe, né? Tô sempre, ó, de olho na educação. Ciao. Ciao. [música]