TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
De Olho na Educação | Ensino Bilíngue
Em destaque · HD Vídeo · DE OLHO NA EDUCAÇÃO

De Olho na Educação | Ensino Bilíngue

98 views Publicado 03/09/2026 HD · 12:41

Descrição do vídeo

A coordenadora de inglês Rafaela Marques explica por que a exposição precoce a um segundo idioma deixou de ser vista como fator de confusão para crianças. Segundo ela, a infância tem alta plasticidade cerebral, o que favorece o aprendizado simultâneo em dois sistemas linguísticos, como ocorrer em matemática em inglês e brincar em português no mesmo dia. Entre os benefícios citados estão o ganho de flexibilidade cognitiva, a alternância rápida entre idiomas e mais oportunidades de carreira, já que o inglês segue como língua predominante nos negócios e nas pesquisas.

Transcrição completa do vídeo

12 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

[música] Bom, é o quadro de Olho na educação, pessoal. E olha só, um assunto super importante hoje, porque nós vamos falar justamente sobre ensino bilíngue. Pois é, super legal, é fundamental hoje que as crianças conheçam aí mais de um idioma e desde pequenininhas, né? Porque antes a gente é, pelo menos na minha geração, as pessoas cresceram com essa ideia de que não dava para quando é criança aprender dois, três idiomas, mas as coisas mudaram um pouquinho. Por isso nós vamos bater um papo. Eu estou aqui com a Rafaela Marques, que é coordenadora de inglês, vai bater um papo com a gente. Tudo bem? Tudo ótimo. Tudo bom, André? feliz de estar aqui batendo esse papo com vocês. Prazer em tê-la conosco. Bom, é exatamente isso que eu falei, né, professora? Acho que hoje, eh, embora ainda algumas pessoas digam que puxa vida, mas e não aprendeu nem a falar português direito, já tá falando inglês, não aprendeu nem a ler ainda, né? Mas não é por aí, né? mais cedo começar a aprender eh o inglês no caso, ou qualquer outra língua que seja é melhor. Exato. Hoje as pesquisas mostram exatamente, né, o oposto do que você disse que era antigamente, que as pessoas tinham muito receio de colocar uma criança tão pequena, exposta a já dois idiomas. Eh, a infância é um momento propício para isso, né? Então, a gente chama eh essa fase eh há uma enorme plasticidade cerebral. O que que isso significa? a gente tá, a criança tá muito aberta a novas aprendizagens. Então, inserir um novo idioma nesse momento é muito oportuno. É, é, é exatamente uma janela importante e oportuna mesmo para que a gente desenvolva bem essa segunda língua. Como lidar com essa situação, professora? Porque eh, como eu falei, às vezes a criança tá aprendendo a ler, né, ainda português, tal, e de repente também tá eh aprendendo a escrever inglês ou a falar inglês. Como que é trabalhar isso para não confundir, se é que confunde, né? Por isso que é importante essa entrevista com você, professora, para que a gente possa esclarecer alguns mitos que existem, né? Uhum. Exatamente. Eu ia usar exatamente essa palavra. Esse é um dos maiores mitos da educação bilíngua e que ensinar uma criança em dois idiomas ao mesmo tempo confunde e na verdade é o oposto. É muito importante que a gente ensine nesses dois idiomas e é muito rico pra criança quando ela tem essa oportunidade porque ela passa a operar em dois sistemas diferentes. Então, ela passa a aprender e a resolver problemas, eh, a ler, a escrever em duas línguas diferentes. E isso tem diversos benefícios pra aprendizagem da criança. Bom, vamos lá. Quais os benefícios? Bom, a gente tem um benefício bastante importante, que é a flexibilidade cognitiva. Então, imagina quando você tem eh dois idiomas acontecendo no cérebro, né, com essa atividade cerebral, eu consigo mudar de um idioma pro outro de uma maneira rápida a partir do momento que eu tenho, eh, né, uma certa condição de me expressar nessa segunda língua. Então, isso faz com que eu tenha um cérebro bastante flexível. Então, eu estou aqui numa aula de matemática, por exemplo, aprendendo em inglês, falando em inglês, me reportando à professora e aos meus colegas em inglês e de repente eu vou pro intervalo no qual eu vou brincar em português. Então, rapidamente eu consigo mudar de uma língua para outra e isso amplia essa flexibilidade cerebral. Bom, tava dando uma olhadinha aqui, inclusive nas minhas anotações. Eh, tem outros benefícios também, por exemplo, esse eh parece bastante óbvio, mas é sempre importante a gente bater nessa tecla, sempre importante a gente reforçar essa situação, porque certamente aumenta as oportunidades de carreira, né? Com certeza. alguém que chegue eh no momento que vá iniciar no mercado de trabalho e tudo mais, já falando inglês fluentemente, é uma outra situação, é outra conversa, né, professora? Exatamente. O inglês é a língua do mercado de trabalho, dos negócios, das pesquisas. Então, a partir do momento que você chega aos 18, né, que acaba sendo o início da carreira, né, de muitos jovens, eh, já tendo o inglês, você consegue circular em outros eh outras situações, em outros cenários, não só no Brasil, não só com empresas aqui, mas no mundo inteiro, no mundo afora. Então, isso certamente amplia as oportunidades, com certeza, eh, né, dos jovens, adolescentes de carreira, de estudos, enfim, também ajuda no desempenho acadêmico. Sim, com certeza. Porque eh pensando nas habilidades cognitivas que aprender duas línguas oportuniza, eu tenho uma habilidade maior de resolução de problemas, de criatividade, porque eu estou o tempo inteiro operando nesses dois sistemas. Então, amplia também o desenvolvimento acadêmico. Eu passo a ler e escrever numa segunda língua, eu consigo eh me comunicar, eu consigo ouvir. Então, certamente amplia sim. Bom, olha, pessoal, que situação interessante. Olha o que eu vou falar. Torna as crianças mais empáticas. Pois é, os benefícios eh também alcançam o desenvolvimento emocional e social. Em um mundo cada vez mais conectado, aprender uma segunda língua também significa entrar em contato com outras culturas, diferentes formas de pensar e novas maneiras de compreender a realidade. Pois é, olha que coisa impressionante. Segundo especialistas em educação, que é o caso aqui da nossa entrevistada, crianças bilíngues costumam desenvolver mais capacidade de controlar impulsos, resolver conflitos e compreender diferentes perspectivas. De fato, realmente isso é muito interessante. Eh, gostaria que você falasse um pouco mais sobre isso, Rafaela, porque eh faz toda a diferença. Faz toda a diferença. E é interessante que quando a gente pensa em aprender inglês, não necessariamente a gente pensa numa criança se tornar mais empática, a gente acaba indo pensando mais, ele vai aprender um segundo idioma, vai se comunicar, vai conseguir ampliar as oportunidades. Mas é muito importante também que em termos socioemocionais, então em relação à empatia, a gente também amplia o olhar das nossas crianças. Porque quando eu aprendo uma língua, é exatamente isso. Eu eu consigo também aprender sobre outras culturas, sobre outras formas de pensar, sobre outros jeitos de ver o mundo. E aí quando eu aprendo essa língua e também aprendo a cultura que essa língua traz, eu consigo ver que eu penso e ajo de uma de uma certa maneira por estar aqui, por falar a língua que eu falo, mas que também tem outros jeitos de pensar e agir e que é importante eu respeitar, que é importante eu conseguir conviver. E quando eu penso lá num futuro, nesse mundo que tá interconectado, eu tendo o inglês, eu podendo ter outras oportunidades, quando eu, né, vou para fora, vou pro, vou pro exterior a trabalho ou a estudo, se eu me desenvolvi também nessa questão, se eu sou uma pessoa mais empática, eu consigo trabalhar em diversos ambientes com diversas pessoas. E aquela questão de estudar matemática em inglês, eh, outras matérias em inglês, isso também acho que que é bem interessante, né? É bem interessante porque a gente sai do estudo da língua como língua apenas e a gente passa a trazer a língua como exato num contexto como uma ferramenta pro aluno poder aprender matemática, resolver problemas ou fazer eh uma experiência em inglês eh desculpa, em ciências e poder falar em inglês sobre aquilo que ele fez. Então eu amplio e eu trago o contexto paraa aprendizagem do aluno. Professora, eh na minha época, não que eu esteja, né? [risadas] Eh, mas na minha época a as pessoas batiam também muito nessa tecla. Para aprender inglês de verdade, você precisa fazer intercâmbio. Uhum. Eh, ah, e era muito comum, tal. Eu tive muitos amigos que foram paraos Estados Unidos, passaram, é, um tempo lá, alguns seis meses, outros um ano, outros ficavam ainda mais tempo. Acho que você já ouviu isso, né? Tem que fazer intercâmbio hoje não, né? Hoje eu acho que, claro, morar no no nos Estados Unidos é é muito bom também, né, nesse aspecto de aprender a língua. É, mas hoje é possível você falar fluentemente inglês eh com uma educação bilíngue, né? Isso é possível. É possível porque a gente tem um tempo de exposição alto e a gente tem uma qualidade dessa exposição do aluno ao inglês e ao ensino do inglês e também à produção eh dessa segunda língua. Então, a partir do momento que eu tenho um aluno que desde muito pequeno entra eh num ensino bilíngu algum contato com o inglês e segue toda a sua formação eh com esse contato e ensinando e e aprendendo, enfim, quando ele chega, né, na adolescência, ele tem condição, por conta do tempo que ele teve de exposição e também da qualidade dessa exposição, ele tem condição de ser fluente. Boa. E quais as dicas que você deixa para para aqueles pais que têm eh dúvidas, né? Puxa vida, mas muito pequeno ainda. Vai confundir a cabeça da criança. É muita coisa. Que que você falaria pro pessoal que está conosco assistindo ao quadro de Olho na educação? Olha, eu diria para para que a gente confie no potencial que as crianças têm de aprendizagem, né? As pesquisas mostram eh a nossa experiência também nos mostra que é possível. Eh, a criança não confunde. Eh, na verdade é super importante para ela. Ela consegue transitar entre esses dois sistemas ao mesmo tempo. É claro que ela pode trazer às vezes um repertório do português quando ela tá falando inglês e vice-versa, mas isso significa que ela tá em atividade, ela tá pensando e buscando aquilo que ela tem de repertório. Então, eh, confiem na capacidade das crianças de aprender, busquem um programa que seja eh sólido, que tenha um bom tempo de exposição à língua. Eh, a gente precisa ter paciência também, porque exige tempo. Aprender uma segunda língua não é rápido, né? Então, exige tempo. Eh, mas assim que a criança consegue entender em qual contexto ela usa cada sistema, eh, isso vai acontecendo de maneira mais eh tranquila paraa criança. Até pegando o gancho dessa sua resposta que você diz que não é rápido, com quantos anos uma pessoa consegue falar inglês afluentemente desde que comece cedo nessa idade? Você falou de dois aninhos assim? Olha, o que as pesquisas trazem hoje é que a gente, claro, né, pensando em influência, em conseguir eh se comunicar com diversos diversas pessoas de diferentes lugares do mundo, se a gente pensar em termos de 6 7 anos dentro de um programa eh bastante sólido. Puxa, vidaem tão cedo, né? com 8 anos de idade a criança já consegue falar, ela consegue consegue se comunicar eh em em situações contextualizadas paraa idade dela, claro, pra faixa etária dela, não como nós adultos no nos comunicamos, mas sim ela já consegue se comunicar em contextos chegar com 12 anos já tá voando. Essa é a ideia. Essa é a ideia. Boa. Muito obrigado, professora. Quais são suas considerações finais? Bom, o que eu diria é que as famílias que puderem que elas apostem nesse tipo de educação, né, na educação bilíngue, que incentivem as crianças, eh, comprem livros, cantem, brinquem, também usem de outras estratégias, eh, para trazer o inglês pro dia a dia, pro contexto. Exato, né? se a criança se sente à vontade, se se a família tem eh a possibilidade, enfim, é interessante também que a família eh confie e esteja junto, né, nessa aprendizagem dos alunos. Tipo, eh, eu já ensinei uma frase pro Francisco, me corrija se estiver errado. My favorite tin is guarani. [risadas] Tá certo. Ele já tá repetindo. Ótimo. Já sabe dizer qual que é o clube dele favorito. É isso mesmo. [risadas] Valeu, professora. Você deu um show aqui, muito boa entrevista, super esclarecedora e certamente tirou muitas dúvidas daí do pessoal que tá em casa nos acompanhando. Muito obrigado, viu, André? Eu que agradeço. Muito obrigada. Muito obrigada. Valeu, pessoal. Bom, eu sou André Aranha e você já sabe, né? Tô sempre, ó, de olho na educação. Ciao
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do DE OLHO NA EDUCAÇÃO

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
12:40

De Olho na Educação | Mulheres na Física Quântica

16:07

De Olho na Educação | Bullying

15:36

De Olho na Educação | Vest Unicamp 2026

12:14

De Olho na Educação | Livro Pterossauros

16:43

De Olho na Educação | Equipe AIChE Unicamp Vencedora

15:51

De Olho na Educação | Criança Hiperativa

13:06

De Olho na Educação | Importância Socialização

14:02

De Olho na Educação | 40 Anos Comvest

12:47

De Olho na Educação | Importância do Estágio

19:55

De Olho na Educação | Inscrições Comvest

13:28

De Olho na Educação | Professor Ilum Prêmio Internacionalmente NAFIPS Early Career Awar

12:36

De Olho na Educação | Intensivão Enem: Matemática

13:50

De Olho na Educação | Intensivão Enem: Linguagens

14:08

De Olho na Educação | Educação e Cinema

13:27

De Olho na Educação | Intensivão ENEM: ciências humanas

15:36

De Olho na Educação | Intensivão ENEM: ciências da natureza

16:13

De Olho na Educação | Dicas para alfabetização lúdica infantil

14:35

De Olho na Educação | SESI Amoreira conquista prêmio com kit inclusivo

12:01

De Olho na Educação | Autismo, inclusão e intervenção precoce

13:48

De Olho na Educação | Como se preparar para o vestibular sem ansiedade

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
12:52

Na Tribuna

3:44

Câmara Notícia | 91ª Reunião Solene 2026

13:57

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

18:31

Notícias do Legislativo

9:37

Notícias da Metrópole

52:37

Câmara Notícia

20:46

Histórias de Vida | Aparecido Góes

1:00:36

Estúdio Câmara | Linguagens de Amor Diferentes Podem Causar Atritos no Dia a Dia?