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Bom, pessoal, é o quadro de Olho na Educação e hoje um assunto super importante porque nós vamos conversar sobre criança hiperativa. Está aqui com a gente a Smade de Godói, que vai bater um papo conosco, não é? Ela é pedagoga. Tudo bem? Muito obrigado por nos receber. Que prazer ter vocês aqui. Bom, o prazer é todo nosso. Nós estamos no Paica, que é o programa de atenção integral à criança e ao adolescente. Conversei recentemente com a Laura, que é psicóloga e falou a respeito também da importância da socialização. com a gente agora Smith que vai falar sobre criança hiperativa, que é certamente um assunto também que muita gente aí tem dúvidas, tem muitos pais, viu, Smed que assistem ao nosso quadro, assistem ao quadro de olho na educação. Com certeza você vai tirar muitas dúvidas. Primeiramente, o que seria uma criança hiperativa pro pessoal em casa entender direitinho? Bom, um prazer estar aqui com vocês. Vou falar um pouquinho sobre a criança hiperativa e depois a gente aborda sobre o hiperatismo, hiperativismo dentro do TEA. Eh, a criança hiperativa a gente consegue começar perceber no início da sua vida e principalmente a sua vida escolar, quando a professora identifica que é uma criança que não consegue eh concentrar, é uma criança que não consegue ficar muito tempo eh sentadinha ou brincando com um jogo e ela rapidamente quer trocar. eh, uma dificuldade de interação social, porque ela vai brincar com amigo e aí ela já não tá mais contente de troca de amigo. Então, a criança que tem quase nenhum medo, então aquela criança que se arrisca, né? Uma criança que não para nenhum momento. Isso é hiperatividade na infância. Bom, e como que é feito o diagnóstico? É o diagnóstico, a professora ou os pais vão identificar essa questão, né? A professora vai fazer nem reuniões, ela vai pedir pros pais eh observarem e pedirem para consultar um pediatra e aí vão fazer umas análises com outras equipes, que pode ser uma equipe com um psiquiatra, um neuropsicólogo, um neuropsiquiatra para identificar e de repente sair o laudo sobre isso. Como é feito o trabalho aqui no pai, que é pro pessoal em casa conhecer um pouco mais. A gente tá vendo inclusive em imagens como que é feito o trabalho aqui no no Paica, né, no Programa de Atenção Integral à criança e ao Adolescente. Aqui no Paica a gente atende crianças com autismo, de crianças de 1 a 14 anos com autismo, com laudo. Eh, e aí tem as comorbidades, eh, que também são agregadas. Algumas crianças têm outras comorbidades, a hiperatividade é uma delas. Eh, e aí aqui a gente trabalha além da hiperatividade, o autismo e vários várias frentes. Então, eu sou a pedagoga, tem psicólogos, nós temos TO, terapeuta ocupacional, fisioterapia, educação física e também tem um atendimento às famílias. Bom, eh, são vários assuntos aqui que tem, né, quando a agitação deixa de ser normal, porque às vezes, ah, não, minha filha, meu filho é agitado e tudo mais, às vezes tá dentro do da normalidade. Uhum. Quando ele deixa de ser normal, que eu acho que essa é a grande dúvida quando que de fato merece um diagnóstico. Isso. Atenção, é, é quando é começa a atrapalhar o convívio mesmo. É. e principalmente no início escolar, quando começa a atrapalhar a turma, a compreensão, a atenção e a aprendizagem da criança, quando isso interfere. E como diferenciar com indisciplina, por exemplo, tem essa é uma questão importante, né? Porque tem a criança que é só indisciplinada e aí a gente tem que observar também família, né? como é o convívio com a família, eh se ela não se ela não segue as regras e os combinados ou se aquilo tá afetando de fato na interação social dela e na aprendizagem dos conteúdos ou das atividades escolares. Eh, quanto tá afetando essa criança, como eh é feito o tratamento? Eu acho que essa também é uma questão que que vale a gente falar, né? É, a verdade eh, para tratar essa criança com hiperatividade são, eh, a gente trabalha da maneira de maneira lúdica, né? Então, com regras e combinados, com previsibilidade, estabelecer rotinas, né? Então, para que a criança comece a entender que tem sequência dos fatos, né? Dentro, principalmente dentro da do ambiente escolar. Como os pais podem ajudar no dia a dia? Assim, eu acho que previsibilidade é tudo que importa, né? principalmente se vai sair, por exemplo, a gente tem uma rotina de todos os dias acordar, tomar café da manhã, ir pra escola, eh voltar da escola. Tem um dia ou outro que vai acontecer um imprevisto. Nesse dia de imprevisto, a criança precisa ser eh atualizada sobre esse imprevisto. Então, o pai precisa conversar conversa na família é importantíssimo para aquela criança não ficar desregulada, não ficar super irritada, porque isso vai acelerar a hiperatividade dela. Inclusive, quando eu conversei em outra oportunidade sobre socialização infantil, também é importante nesse aspecto. muito, muito. A socialização infantil é muito importante, porque essa criança tem dificuldade de emprestar brinquedo, essa criança porque ela parece uma criança que não é muito bem educada, né? Mas é que ela tem dificuldade mesmo de socializar, porque ela quer aquilo tudo muito rápido, então ela tem uma dificuldade em espera, né? né? Então, a gente trabalha muito isso com a previsibilidade, com o cronômetro, eh com rotina visual, para que ela entenda que tenho do eu posso emprestar para o outro, posso esperar um pouquinho para brincar para que ela vá se acalmando e a agitação motora vai diminuindo. Qual a importância do esporte? O esporte é importante porque ela, no esporte existem muitas regrinhas, né? Regras do jogo. No Park a gente trabalha bastante também com jogos, né? A aprendizagem é feita através dos jogos. Então a gente trabalha o esperar nos jogos, as regras, no no nos esportes são muito importantes as regras e o convívio com outro, respeitar o outro, ter a empatia com o outro. E é importante também eh as crianças que não são hiperativas e saberem lidar com as crianças hiperativas, né? É. Como trabalhar isso? Qual que é a orientação que você passa pro pessoal que está em casa assistindo ao quadro? Uhum. Eh, as crianças ao redor eh não precisam saber especificamente que aquela criança tem hiperatividade. Desnecessário, mas eh a gente pode conversar sobre o respeito ao outro, né, com a turma toda, não só com aquela criança. Empatia e isso cada um tem o seu jeito, que aquele menino ou aquela menina é um pouco mais agitado, mas que a gente vai ajudá-lo também a entender as regrinhas, porque a gente começa a ensinar empatia dentro do grupo. E como que as crianças reagem quando vocês falam sobre? Quando a gente conversa de maneira aberta com as crianças, eh faça faça com que elas sejam ouvidas também. Roda de conversa é muito importante com eles. Eu acho que é muito mais fácil trabalhar. Eh, e sinceridade, né? Bom, eu tô dando uma olhadinha aqui. Como são vários tópicos, eu gostaria que você comentasse alguns. Agitação constante, dificuldade para manter o foco, impulsividade, ansiedade. Sim, também eu acho que faz parte. Eh, dificuldades para concluir tarefa. Sim, também é algo que que muita gente relata, né? problemas para dormir. Algumas têm, algumas crianças têm mesmo dificuldade de concentração. Então, eu vou relatar um pouquinho sobre um atendimento de uma criança eh teia com hiperatividade que eu atendo. Ela é uma criança que precisa muito dessa desse movimento motor para se regular. Então, eu não posso exigir que ela fique o tempo todo sentada e realizando atividade. Então, o que eu faço? Eu ofereço um brinquedo de interesse que ela gosta muito de brincar. deixa ela brincar um pouco ou até dar uma corridinha na sala e estabeleço o combinado com ela previamente da rotina, que depois daquele tempinho a gente vai fazer a atividade na mesinha. Isso é uma coisa construída, não é assim, eu cheguei hoje, ela já vai fazendo, não, a gente vai construindo. Eh, eu falei sobre a importância do cronômetro também, porque eh por tempo a gente vai aumentando o tempo que ela vai conseguindo esperar. Olha só que legal. E essa criança eh hoje ela já consegue realizar uma atividade de encaixe, a gente tá, ela tá aprendendo escrever o nome com as letras móveis, então ela vem, realiza a atividade sentadinha e aí eu falo: "Olha que bom, você realizou, agora você pode brincar mais um pouco". E ela se levanta, faz a corridinha que é necessária para ela, pra autorregulação, corre, pula um pouquinho. Aí eu falo: "Ah, agora a gente já vai voltar para fazer mais uma atividade". e ela consegue se reorganizar e se concentrar na atividade. Como normalmente as medidas as crianças que são imperativas costumam se comportar em sala de aula ou cada caso é um caso. É, cada caso é um caso, mas as crianças hiperativas dentro de um contexto onde existem mais crianças, elas têm muita dificuldade de permanecer. Vamos pensar no contexto escolar, que são várias crianças, uma professora e talvez uma auxiliar. É, para ela é muito custoso ela ficar sentada fazendo uma atividade por muito tempo. Então, precisa de um olhar mais humanizado eh do do professor e da auxiliar de classe para que ela entenda a necessidade dessa criança de de vez ou outra levantar um pouquinho e depois sentar de novo, né? Então, respeitar, mas com regras e limites. Então, isso é feito previamente com essa criança. E os professores estão preparados para isso? Alguns sim. pelo menos precisam ser, né? É, deveríamos ser. Eu acho que quando a gente começa a olhar as pessoas e as crianças com esse olhar mais humanizado, a gente consegue entender a diferença entre um e outro, né? Eh, enquanto a gente tá naquela loucura da do dia a dia de 30 crianças na sala e um monte de demandas, é difícil, mas a gente tem que pensar na empatia a gente com o outro também. A gente pode exigir do outro, mas a gente também tem que ter empatia. E é sempre importante, fundamental, necessário avisar os pais, conversar com os pais. Reuniões familiares é muito importante e ter o apoio e o acolhimento da família que e fazer com que essa família compreenda e trabalhe junto é a melhor coisa pro desenvolvimento dessa criança. Deixa eu te fazer uma pergunta. Uma criança que ela é hiperativa, ela em algum momento com tratamento, ela deixa de ser hiperativa ou não? Ela sempre vai ser, mas vai aprender a lidar com essa situação. Exatamente. Ela vai ser, mas ela vai lidar com a situação. Ela sempre vai ser. Então não tem dessa. Olha, agora você não é mais hiperta. É não. Porque assim, quando ela vai crescendo, se desenvolvendo, ela vai aprendendo a lidar com aquilo que que afeta ela. Então ela vai aprender. Esses dias eu ensinei uma criança que quando ela estava muito ansiosa para brincar rápido, ela precisava respirar. Tem adultos que fazem isso, se acalmar, respirar um pouco, pensar sobre aquilo que tá afetando, né, o cérebro, porque daí não é mais motor no adulto, no caso, é o cérebro agitado com muitas informações, se acalmar, se concentrar e ele vai aprendendo a lidar. Existem algumas medicações também para isso, mas aí em relação ao médico e ao acompanhamento eh medicinal. Bom, eh quais são então é muito legal o bate-papo também. Quais são suas considerações finais? aqui no quadro de Olho na Educação, por favor. Olha, o que eu mais eh prezo e é sobre esse olhar que a gente tem que ter em relação ao indivíduo, né? Cada um é de um jeito. Todos nós somos diferentes, independente de um diagnóstico ou não. E estar sempre trabalhando em conjunto, família, os terapeutas, a escola, em função do desenvolvimento da criança para que ela seja eh melhor recebida e tenha um melhor desenvolvimento na sociedade. Você falou algo aí muito legal, né, que é trabalhar em conjunto, né, escola, família, todo mundo tá engajado. É, eu acho que se a gente dar feed, por exemplo, eu como terapeuta, se eu dou um feedback pra família, eu posso ensiná-la também como lidar com essas situações. Como eu citei no caso anterior da criança que tava, eu tava ensinando a respirar, é, a gente tem aqui lição de casa no Paica pros pais fazerem com as crianças. Então, a mãe se queixou no início da da do atendimento, olha, ele tá muito muito ansioso, não sabe esperar nada e fica chorando. Ela me trouxe essa informação dentro da terapia eu avaliei e aí eu fiz com ele uma conversa sobre isso e ensinei a respirar. quando ele sentir muita vontade de fazer alguma coisa para ele esperar um pouquinho, contar até 10 e respirar e eu o ajudei. Quando acabou a sessão, eu fui até a mãe entregá-lo e disse: "Olha, hoje de lição de casa, então você vai ensiná-lo a respirar, contar até 10, quando ele tiver nesses momentos que você diz que em casa ele está." Como respira? Mostra pro pessoal que tá lá assim. Então a gente, eu disse para ele para fazer assim, inspirar nariz, pelo nariz e o adulto vai contar até 10, porque, né, o em com uma voz audível, pode ser com o dedinho também. E solta pela boquinha umas três vezes. E aí a gente fala: "E aí, você já se acalmou?" "Ah, já me acalmei." Senão, porque como aqui a gente também ensina a lidar com os sentimentos, a gente ensina a reconhecer. Mas isso acaba Mas isso acalma mesmo ou emocional? Não, é muito ligado. Acalma e é emocional porque ele vai conhecendo, vai se conhecendo e vai ter aquele momento de parar e pensar sobre isso. E o e os pais fizeram a lição de casa? Vamos ver porque vai ser a próxima semana. Então é o que eu ia falar, os pais tem que colaborar, né? Tem que colaborar, porque eu já vi, eu já conheço pais que às vezes a escola vai, dá o feedback, dá o retorno, ah, na escola ai não sei quê, tal. Não, se os pais colaboram, a gente não aceita que que a criança é interativa ou que a criança, enfim, tá tá passando um pouquinho nos limites em outras situações, sabe? Então assim, tem que haver essa uma uma ajuda mútua, colaboração até pros pais procurarem ajuda, né? É, e para se é uma coisa que está incomodando em casa e a gente percebe que realmente tá, a gente tá dando dicas e é necessário fazer, porque se for só simples assim, eu falo, você faz e resolve. Não é assim. O pai precisa ajudar mesmo a como lidar com essa situação. E excesso de estímulos também é é ajuda ajuda a aumentar a ansiedade, né? Então, se a criança, esse esse menino que eu citei, é uma criança que é muito agitada. Se eu der um montão de brinquedo para ele, ele não vai conseguir se organizar. Então eu falei pra mãe também, jogar jogos que demandam mais tempo de concentração e estar presente com eles. Colabora só com o aumento da ansiedade, né? Aí é ruim. É. Obrigado. Muito obrigado, André. Valeu, pessoal. Bom, eu sou o André Aranha e você já sabe, né? Tô sempre, ó, de olho na educação. Ciao. Ciao.