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Hiperatividade infantil

Paica orienta pais sobre hiperatividade infantil em Campinas

Pedagoga do Paica, Smade de Godói, explica como identificar sinais de hiperatividade e diferenciá-los de simples indisciplina em crianças de Campinas.

Por Redação TV Câmara Campinas
Pedagoga Smade de Godói durante entrevista sobre hiperatividade infantil no quadro De Olho na Educação da TV Câmara Campinas
Pedagoga Smade de Godói durante entrevista sobre hiperatividade infantil no quadro De Olho na Educação da TV Câmara Campinas

A pedagoga Smade de Godói, do Paica (Programa de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente), explica no quadro De Olho na Educação, da TV Câmara Campinas, como identificar a hiperatividade infantil e qual o caminho para o diagnóstico da condição.

Segundo a pedagoga, os primeiros sinais aparecem ainda no início da vida escolar, quando a professora percebe que a criança não consegue se concentrar nem permanecer muito tempo em uma mesma brincadeira. Outras características são a troca constante de amigos, a dificuldade de interação social e a ausência quase total de medo diante de situações de risco.

Diagnóstico envolve pediatra e equipe especializada

O processo de diagnóstico costuma começar na escola. A professora identifica o comportamento, orienta os pais a observar a criança e pede a avaliação de um pediatra. A partir daí, uma equipe formada por psiquiatra, neuropsicólogo ou neuropsiquiatra realiza as análises que podem resultar em um laudo.

Um dos pontos mais frequentes entre os pais é diferenciar hiperatividade de indisciplina. Para Smade de Godói, a distinção passa pela observação do convívio familiar, do cumprimento de regras e combinados e do impacto do comportamento na interação social e na aprendizagem escolar.

A agitação deixa de ser normal quando começa a atrapalhar o convívio, principalmente no início da vida escolar, quando atrapalha a turma, a atenção e a aprendizagem da criança.

Atendimento lúdico no Paica

O Paica atende crianças de 1 a 14 anos com autismo e laudo, entre as quais algumas apresentam comorbidades, como o TDAH. O trabalho é feito por uma equipe multidisciplinar formada por pedagoga, psicólogos, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta e profissional de educação física, além de apoio às famílias.

O tratamento das crianças hiperativas é conduzido de forma lúdica, com regras, combinados e previsibilidade. A equipe utiliza rotina visual e cronômetro para ajudar a criança a lidar com a espera, reduzindo a agitação motora ao longo do processo.

A pedagoga destaca que a previsibilidade também deve ser mantida em casa. Quando algum imprevisto altera a rotina diária, os pais precisam avisar a criança com antecedência, evitando que ela fique desregulada ou irritada, o que tende a intensificar a hiperatividade.

O esporte é apontado como aliado no tratamento por reunir regras claras, espera da vez e convívio com outras crianças, elementos que ajudam no desenvolvimento da empatia e no respeito ao próximo.

Assista à íntegra

A matéria completa foi ao ar no DE OLHO NA EDUCAÇÃO da TV Câmara Campinas. Assista ao vídeo original: De Olho na Educação | Criança Hiperativa.

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Acervo TV Câmara

De Olho na Educação | Criança Hiperativa

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