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Bom, é o quadro de Olho na Educação, pessoal. E olha só, hoje um programa, um quadro super especial, porque nós vamos contar a trajetória da Evelyn Nascimento aqui da ETCAP. Ela tem apenas 16 anos, coleciona uma trajetória brilhante, conquistas impressionantes na ciência. Tudo bem? Muito obrigado por nos receber, Evelyn. Muito prazer. O prazer é todo meu. Olá, queridos espectadores. Eu sou a Evelyn do Santos Nascimento. As pessoas costumam me chamar de Evinha mesmo. Tenho 16 anos de idade e atualmente estou no segundo ano do ensino médio com técnico integrado na área de biotecnologia aqui na ETCAP. Eu sou de Sumaré, mas veio aqui para Campinas estudar. Que isso? Ó lá. É vinha, então. É vinha. Pode ser. Boa. Evinha. como que começou seu interesse aí pela ciência? Porque olha, eu dei uma olhadinha nas suas medalhas, é algo realmente que chama muita atenção. Tem muita coisa bacana pra gente mostrar aqui, hein? Sim. Então, eh, desde que eu era pequenininha, eh, minha mãe sempre me incentivou a ser curiosa, então ela sempre me dava livros, revistas, coisas para mim riscar mesmo e tentar ler, né? No caso, eu aprendi a ler quando eu tinha 2 anos e meio de idade, mais ou menos. Não, 2 anos e meio, não tá muito na média. anos e meio. Exato. Quem me ensinou foi meu padrasto. Eh, e a partir disso, depois que eu aprendi a ler, o meu mundo se expandiu. A minha mãe, ela também sempre me incentivou a assistir desenhos que instigassem a minha curiosidade. Ou seja, eu assistia muitos desenhos tipo Cídio Cientista, Show da Luna, Peixonauta, eh, de onde vem, todos esses desenhos que retratam a ciência e a curiosidade com uma com um público, né, voltado para as crianças. Então, acredito que o princípio do meu interesse em ser cientista surgiu daí, mesmo não sabendo que seria uma estudante da área da ciência. Bom, e eu estou aqui com, não é, algumas informações que realmente isso aqui mexeu muito com a sua vida, né? Sim, cara. Rio de Janeiro, novembro de 2025, príncipe do Reino Unido. Tudo isso te lembra o quê? Eh, na realidade tudo isso começou assim de uma maneira que para mim eu tenho muita fé em Deus, que foi o cumprimento da palavra dele na minha vida. Eh, eu iniciei toda essa trajetória até eu chegar neste evento, foi quando eu tinha 11 anos de idade, quando eu tava no sexto ano e eu criei um projeto de inicção científica no meio da pandemia relacionado a testes em animais. Então, eu queria conscientizar as pessoas sobre eh essa crueldade que acontece na indústria de cosméticos e criar possíveis soluções para isso. Tudo isso a partir de um documentário chamado Salve Half. Eu me dediquei nesse projeto na parte de conscientização das pessoas do sexto até o meu nono ano na minha antiga escola, Escola Estadual Professora Leila Maravelino. Eu vim de escola pública sempre e de lá eu fui conscientizando as pessoas e este projeto eu inscrevi num numa premiação chamada Criativos da Escola, que é uma premiação que faz parte do Instituto Alana, um instituto que defende o direito das crianças adolescentes nas mais diversas áreas. Então eu me inscrevi, acabei ganhando eh um a o reconhecimento do Criativos da Escola e acabei que tendo um contato ali próximo as pessoas do Instituto Alana. Com o tempo foi passando, eu fui me interessando e ingressando em outros projetos, em outras causas, em outros movimentos. E com isso, eh, no ano passado, eu me tornei conselheira do Instituto Alana, integrando o Conselhinho, eh, onde tem, eh, 10 crianças que nós atuamos ali na defesa do dos direitos das crianças nas decisões que o Instituto Alana é tomado. Aí, ano passado o Instituto Alana fez essa parceria com o Der Shot Price. Olha só. E o diferencial foi que o prêmio foi criado em 2020 pelo príncipe William e desde do isso príncipe de Gales, que é o filho da princesa Diana. Isso. E desde então, desde aquele momento que foi criado o prêmio, nunca tinha crianças que estavam participando ali ativamente em cima do palco. Logo Instituto Alana, que tem esse papel de defesa do direito das crianças, falou: "Beleza, a gente tá fazendo, eles fazem um prêmio sobre soluções globais para o meio ambiente, relacionar o meio ambiente. Só que quem vai viver o planeta do futuro, né? quem vai estar presente nesse futuro, que com as crises climáticas, com as mudanças, vão ser as crianças e os jovens que vão sofrer mais. Então eles fizeram essa parceria e acabou tendo todo um processo de seleção e eu acabei estudando lá no palco junto com o príncipe. E você apresentou o quê? Eh, foi todo um processo seletivo, assim, quando eu fui selecionada, eu subia ao palco para tá, cada um tinha uma mensagem para todos aqueles que estavam assistindo e os vencedores, os que estavam concorrendo também e a todos que estavam assistindo mesmo. Tinha vários influencers, pessoas famosas e coisas de tipo. Você tem foto, logicamente, nesse? Tenho foto. Aham. Aí, no caso, eh, a minha mensagem foi uma mensagem de otimismo, né? Porque às vezes a gente se assusta com tantos eventos extremos acontecendo relacionado ao clima, ao meio ambiente, a gente assusta. Então foi uma mensagem de otimismo. Bom, imagina a sua emoção, Evinha, quando você recebeu isso. Estamos eh muito felizes por vivermos este momento com você. pela primeira vez o Brasil receberá, que já foi, né, a cerimônia, tal, uma iniciativa do príncipe William, eh, do Reino Unido, que reconhece, olha só que coisa impressionante, pessoal, que reconhece e premia projetos voltados ao enfrentamento das crises ambientais. Com a sua presença neste evento, eh, a sua presença representa milhares de crianças e adolescentes que estão pensando e criando soluções para o presente e o futuro do planeta. Imagino que você deva ficar ter ficado de fato muito feliz, muito emocionada quando recebeu isso, né? Sim. Na realidade eu não sabia que eu ia subir ao palco. Eu fui descobrir isso. Foi eu, tipo assim, a gente fez toda uma reunião contando que a gente ia pro evento, isso a gente já sabia, mas nós não sabíamos quem ia subir ao palco, né? Que teve todo um processo assim de selecionar porque eram só apenas três crianças, né? Quatro, no caso, uma, só que uma já tava já tinha sido indicada. Aí quando eu cheguei no Rio de Janeiro, tipo no primeiro dia, no domingo, a gente estava num jantar todo com as crianças, com o pessoal responsável do Instituto Talana e eles ainda não tinham a resposta, porque quem selecionou foi a galera do do prêmio do Arf Shot, então a galera do príncipe lá que tava organizando. Então depois eles receberam a resposta de noite, assim, quando a gente estava nesse jantar, aí a moça respessó falou: "Não, eu já tenho a resposta aqui, peço a atenção de todos". Aí quando ela foi falar, falou, eh, falou, tinha tipo uma umas crianças que eram de uma escola de São Paulo e falou a delas, depois falou a de outra organização que tava em parceria com a gente também. Aí quando foi para falar do conselhinho, quem tinha sido do conselhinho, aí a moça falou assim: "E do conselhinho quem foi selecionada foi a Evinha". Aí eu foi tipo assim, uma emoção na hora. Minha mãe tava junta, a gente ficou ai muito feliz. Que legal, que bacana. Qual é a sua ideia? Eh, daqui paraa frente a gente vai falar um pouco mais eh sobre suas conquistas que são inúmeras, né? Já, mas que que você pensa daqui paraa frente? Que que você quer cursar de facu? Que que você pretende ser aí eh profissionalmente falando? Então, eu tenho essa dúvida dentro de mim desde sempre, que é o que você quer ser quando crescer. Eu ainda não tenho uma resposta exata do que eu vou ser, mas eu tenho uma certeza de quem eu sou e que eu vou apenas me tornar aquilo que eu já sou. Então o curso específico para essa área, eu acredito que é variável, porque eu gosto muito da área de humanas, da área ambiental, mas eu também gosto de ciências que envolvem um pouco de exatas e já é um pouco mais complicado. Mas pensando em toda essa interdisciplinariedade, eu penso muito em ingressar na Ilon, na escola de ciências, que é uma escola que eu fiz muita matéria lá, hein? que é uma escola que tem uma metodologia interdisciplinar, então eles abordam tanto humanas exatas, biológicas, tudo muito legal junto. É, já fiz bastante matéria lá, inclusive aqui mesmo do quadro de olho na educação, fiz reportagem, fiz link, né, que é quando a gente entra ao vivo e tudo mais. É uma escola que é a sua, cara. Você sabe que antes de você falar, eu eu já tinha pensado nisso. Puxa vida, Evinha, tem tudo a ver com a Ilon, tal. Eh, eu participei das oficinas do conhecimento deles no ano passado, que é uma oficina que, tipo, os próprios estudantes ensinam, né, um grupo seleto ali de alunos sobre as disciplinas que eles aprendem de uma maneira mais dinâmica pra gente. Então, a gente tem contato ali direto na faculdade com esses conteúdos. Cara, eu tô vendo muitas medalhas aqui, é muita coisa. Que que fala um pouquinho sobre sua trajetória é que começou quando? É, tudo começou quando, eu, como eu tinha falado anteriormente, quando eu tava no sexto ano, quando eu tinha 11 anos de idade no meio da pandemia, surgiu aquela curtametragem do Salve Half que viralizou, que era sobre um coelho que era usado como cobaia na indústria de cosmético. E a partir daquilo, muita gente se mobilizou com a causa e falou: "Não, vamos proteger os animais e tudo mais". Só que depois que deixou de ser viral, acabou que as pessoas foi caindo no esquecimento. E eu vi que era um tema importante ser retratado. Falei: "Não, vou tentar criar um projeto sobre isso, falar sobre isso". E na minha antiga escola tinha essa metodologia de projetos de iniciação científica. Conversei com as professoras, juntei na época com mais duas amigas. Nós criamos esse projeto. Esse projeto Animais Gritam por Socorro foi o princípio de tudo, porque através dele eu conheci diversos mundos, né? Então eu participei de feiras científicas, eu ganhei, a primeira vez que eu ganhei uma medalha foi, pode pegar, foi essa medalha aqui, foi a medalha da Febique, que é uma feira de que acontece em Pomerô de Santa Catarina. Foi a primeira vez que eu viajei de avião, foi através da educação e da ciência. Então, foi bem marcante porque além de ter viajado de avião pela primeira vez, ter conhecido um outro estado diferente, eh, eu pude, posso ver? Pode. Eu pude ganhar em primeiro lugar, logo assim, na primeira-feira que eu fui, eh, em na área que eu tava concorrendo. E foi assim algo muito que me deixou muito feliz na época. Eu tinha 12 anos e a partir disso eu só fui me interessando mais e mais e fui participando de outros eventos e projetos. Então eu participei do Menina Super Cientistas da Unicamp, que foi lá que eu defini que eu queria ser cientista. Eu participei de diversos outros projetos e fui criando projetos também, novos projetos. É, é praticamente um fenômeno. Você é você já já você pensa em entrar na na vida pública, carreira política assim ou não? Por causa dessas causas que você defende algumas bandeiras, né? Sim. Sim. Aham. Quais? Eu acho, eu gosto muito de defender os direitos humanos, a defesa das crianças e dos adolescentes na sociedade. Então, eu tenho até o livrinho aqui do ECA, né, o Estatuto da Criança e do Adolescente, que eu acho muito importante. E também eu gosto muito da área da educação, então eu tenho, né, essa educação baseada na natureza, que é um livro também do Instituto Alana, que fala sobre a importância de ter natureza nas escolas e como isso influencia e impacta na vida das crianças. Então, nesse contexto geral, eu acredito que é importante ter mulheres nesses lugares, assim como eu, mas eu não acredito que eu quero estar diretamente ligada. Tipo, eu gostaria de ser, por exemplo, uma cientista que defende as causas e vai pros congressos. Na vida política, uma deputada, uma vereadora, tal. É, eu já pensei, mas não é o foco assim. Já pensei. Boa, bacana. Quais as dicas que você deixa aí para pro pessoal que tá conosco aqui assistindo ao quadro de Olho na Educação falando: "Olha só, Evinha, que coisa impressionante, gosto dessa área, curto demais, mas sei lá, não sei se é para mim, puxa vida". E aí, que que você fala para esse pessoal que tá nos acompanhando aqui no quadro De Olho na Educação? Estou aqui com o Walter M. Júnior, que é o nosso repórter cinematográfico, com a edição do Ricardo Brunete, um dos mais competentes editores de imagem do Brasil, viu? É bom para caramba. O nosso Ricardo e Fera no Muai também. Que chique. Quais as dicas que você deixa aí pra galerinha? Eh, para todos vocês que estão assistindo, mas principalmente para crianças e adolescentes, eu quero que vocês saibam que você tem que se reconhecer como um cidadão ativo da sociedade. Eh, muit das vezes nós somos inferiorizados simplesmente por sermos jovens ou por sermos crianças, mas na realidade é que nós temos muito conhecimento e que esses conhecimentos devem ser ser compartilhados e nós devemos cobrar a defesa dos nossos direitos com absoluta prioridade. Dito isso, com todas essas medalhas e projetos aqui, o meu objetivo não é enaltecer meu ego ou coisas do tipo, é mostrar que eu que sou uma menina, que vem de escola pública, que sou parda, consigo chegar nesses lugares de espaços de tomada de decisão. Então, assim como eu consegui, você também vai conseguir. Claro que muit das vezes existem barreiras exteriores que acabam impactando e que muit das vezes a gente vai ter que trabalhar o dobro do que outra pessoa consegue num instalar de dedos. Mas mesmo assim, seja resiliente, que é justamente por nós ser, por exemplo, eu, ser uma menina, por ser parda, por vir de escola pública, é justamente nós que precisamos estar nesses espaços. É, é de nós que o Brasil está composto praticamente. Então não fica com esse pensamento de que os jovens de hoje em dia não querem nada com a vida, não. Nós queremos sim e nós já estamos, não só eu, mas milhares de crianças e jovens pelo Brasil e pelo mundo inteiro estão já transformando a sua realidade através de projetos. E se você não tem ideia do que fazer da sua vida ainda, calma, você só é um adolescente, uma criança, tá tudo bem ter dúvida, ser confuso e não ser bom em tudo também. Eu não sou boa em tudo. Então, eh, o recado final que eu quero dar para essas pessoas é: não deixe de tentar. A gente só fracassa quando a gente não tenta. Então, tente. Dê o seu melhor, dê o seu máximo. Se é aquilo que você ama de paixão, vai, segue em frente e não desista de sonhar, porque sonhar é um ato de resistência. Boa. Além de tudo, fala super bem, super desenvolta, tem uma facilidade de comunicação impressionante. Às vezes, como você diz que gosta de humanas e de repente você pode fazer jornalismo e trabalhar nessa área de ciência, né? Sim. Eu já pensei em fazer jornalismo científico, escrevendo artigos e tudo mais, trabalhando na televisão, fazendo matérias e sobre isso. Muito obrigado, viu, Evinha? Sucesso. Pra gente concluir, só que eu fiquei curioso, qual que é o próximo passo? O próximo passo, em breve, não sabemos exatamente o dia, Evinha estará em Brasília fazendo algo que ainda você irá descobrir e pode estar acompanhando se você me seguir. É, então põe aí o Instagram da Evinha, o Ricardo vai pôr aí. Põe aí. O meu Instagram é @evinha. O meu nome é com H, tá? Então você H E V I N H. Aí tem três as no final e o underline. É por lá que você acompanha minha rotina como estudante, minha rotina nos eventos que eu participo. É lá que eu mostro a realidade de tudo. Boa, maravilha, Evinha, sucesso. Parabéns pela entrevista. Show de bola. Pode pôr no seu Instagram também se você quiser, porque vai ficar rodando aqui na programação da TV Câmara Campinas também. Depois o pessoal coloca no YouTube. Muito obrigado. Bom, pessoal, eu sou André Aranha e você já sabe, né? Tô sempre, ó, de olho na educação. Tchau. Tchau. Obrigada.