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[Música] e aí moçada começando mais um conexão cultural aqui na sua tv câmara campinas e que legal que bom ter você aqui conosco obrigado pela sua audiência hoje nós temos um programa dedicado às artes cênicas nós temos uma entrevista com o ator richard riguetti e também uma visita especial ao museu da imagem e do som aqui em campinas tem certeza que você vai gostar dessa visita junto conosco agora é se a gente começar eu gostaria de deixar um convite pra você acesse as nossas redes sociais no instagram por exemplo você acessa com a roupa tv câmara campinas casamento toda a nossa rotina de gravações nossos bastidores de gravações tanto do conexão cultural como de outros programas aqui da casa e você pode também acessar o facebook da tv câmara campinas ea página nossa do youtube pra ver e rever esse e todos os outros programas quantas vezes quiser então pra gente começar de vez o conexão cultural eu preparei um vt especial pra apresentar a você o ator e diretor richard riguetti confere aí ator diretor palhaço professor richard riguetti tem muitos predicados campineiro iniciou a sua carreira artística em 1978 quando ganhou uma bolsa de estudos de teatro no rio de janeiro já rodou por 24 estados brasileiros com inúmeras peças sempre levando a arte ea cultura para as pessoas de preferência em apresentações gratuitas atualmente está em cartaz com o espetáculo paulo freire o andarilho da utopia no qual presta homenagem a um dos maiores nomes da educação brasileira agora richard riguetti empresta um pouco da sua simpatia e sabedoria aqui no conexão cultural agora que você já conheceu o richard riguetti é melhor a gente se apresentar pessoalmente né tudo bem prazeroso vez muito legal muito obrigado por nos atender e que espetáculo é esse em homenagem a paulo freire com que a idéia desse espetáculo começar já se é é legal acho que a idéia é exatamente trazer essa figura né é importante essa importância internacional que o paulo freire tem de trazer o pensamento dele trazer a a pedagogia dele o homem que ele é esse ser humano maravilhoso amoroso uma pessoa que sempre praticou de algo lutou pela democracia lutou e continua de uma certa forma ainda é na questão da luta pela educação eu acho que trazer paulo freire para hoje em dia dentro do nosso cenário brasileiro é de extrema importância que ele que é o patrono da educação no brasil é reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho à educação acho que é um desafio também levará um espetáculo como esse para o palco um desafio prazeroso o desafio da qual como artista e como cidadão e como brasileiro é o abraço com muito carinho com muito empenho e sei dessa responsabilidade mas ao mesmo tempo não não teria outra opção a não ser é enfrentar encarar esse dia a dia é muito prazeroso e muito significativo sempre busquei fazer coisas na minha vida que me dessem sentido que tivesse um significado para mim eu acho que paulo freire tem um sentido e tem um significado eu acordo cedo e durmo tarde com o prazer em estar realizando esse trabalho nem parece trabalho legal aí você estava me dizendo antes de a gente começar a nossa gravação aqui que você está sozinho no palco mas na verdade nenhuma peça teatral é porque ela sempre está mudando ela porque ela depende muito da interação com o público é como é que dá pra explicar isso é esse conceito que nós utilizamos não de uma peça teatral mas sim de um ato de cena poesia ele ele tem uma uma argumentação que é é fácil de entender nós não fazemos para nós fazemos com um então a cena podia parte do princípio da utilização do nosso repertório humano todos nós somos artistas todos nós temos uma capacidade incrível de criação o artista vai se esmerando em várias linguagens então no ato da cena poesia são utilizadas várias linguagens não com uma hierarquia não é um espetáculo de teatro mas é um ato de fé no poético que tem o teatro a dança a música o palhaço sua poesia as cantigas né o cenário figurino então todos os elementos diálogo entre eles para criar uma potencialização das linguagens que seriam isoladas por mais que o caminho nesse mundo em busca da felicidade eu sempre soube desde a mais tenra idade que ela não está no desgosto nem no rosto da desigualdade o seu canto não é forte nem alto e ela brilha somente na igualdade eu volto sempre a ser menino e como é bom brincar de aprender com garranchos analisar a terra brotar letras pra poder viver andarilho aquele que traça o caminho e vai buscando fazer mim com esse mundo que em desalinho nos faz sentir sozinho sem ter nada para a cre mas a fé não se a refer se ela tem um custo da verdade o cheiro ea cor da alegria voa alto no céu da liberdade e com a morosidade se encanta com a noite se encanta com via a eip a todos e todas e dança com esperança aquela que não cansa a todos e todas que buscam e educam com amor e serenidade eu tô sempre indo e voltando eu não me canso de dizer o inédito ainda pode ser viável que nunca é tarde para se aprender que ninguém vive sozinho nesse mundo e como é profundo de mãos dadas caminhar com você com você com você lava o treino lá vai a vida rodá-la vai ciranda e distin cidade noite a girá la voy o trem sem destino pro dia novo encontrar [Música] correndo vai pela terra vai pela serra vai pelo mar acho que tem muito a ver com a questão do próprio ou dos próprios ensinamentos do paulo freire e ele dizia a respeito de você criar o seu próprio caminho pra aprender melhor é e aqui no teatro é a peça está desse jeito também é essa já tô aqui pra lá é novo e não é o seu espetáculo tem isso né seguir o caminho para evoluir e isso nós começamos esse projeto na verdade há oito anos atrás luiz antonio rocha que é o encenador e convidou para fazer um espetáculo que por sinal na época ainda chamava-se leitura do mundo e nossa primeira coisa nós fomos à casa da lita que a viúva de paulo freire passamos a tarde toda com ela em são paulo tomando chá e conversando sobre paulo e sobre a sua obra né e aí a gente percebeu e saímos daquele apartamento naquele encontro com a convicção de que nós tínhamos que pitta um processo não acadêmico nem pedagógico mas por um processo afetuoso nós captamos ali naquele encontro que paulo tratava-se de uma pessoa absolutamente ligada à vida e as pessoas então o espetáculo é que quer ir para essa direção depois com problemas de agenda eu tive que eu muito ocupado com a fundação da escola livre de palhaços as limpa em tocar o projeto do grupo oficina companhia de circo teatro rua do rio de janeiro não foi possível a gente e o luiz antonio rocha também com a sua agenda ele trabalhava é informação de elenco da da globo é um dos maiores é é a palavra de que faz a seleção direção de atores né detestem ele ele foi um dos maiores bem muito conceituado e depois a gente se encontrou agora em agosto do ano passado quando foi luiza eu quero comemorar meus 40 anos de vida artística e quero resgatar o paulo freire então ele nós começamos a partir de agosto de 2018 a redesenhar essa esse ato sendo positiva essa conversa com anita deve ser acrescentado muito também o moleque estou inclusive de caracterização acho que não havia ainda essa essa percepção porque a gente precisava criar essa dramaturgia né então andando um salto desse oito anos até agosto quando nós começamos a trabalhar isso novamente foram agora a gente precisa cuidar da dramaturgia como é que a gente vai é costurar e conforme a gente ia lendo paulo a gente começou a notar cada vez mais que se tratava de uma apresentação da qual o teor principal era palavra é é trata-se não de uma peça de ação no paço não é uma uma coisa pra contar história nenhuma uma peça teatral bibliográfica ou biográfica mas tratava se de algo que devia ter a substância da palavra como centralidade como o arco de sustentação desse encontro e aí a gente começou a trabalhar na turquia foi aí que nós fomos ao rio grande do norte é na verdade ceará pra ter o primeiro encontro desse ano poetas aonde ray lima é que é um dos fundadores desse conceito da cena poesia junto com júnior o santos que é a sina a nossa dramaturgia e josi é que é nossa é orientadora pedagógica e junto com verinha com vitor por deus começamos a elaborar o que viria se essa dramaturgia de é uma equipe grande para poder transformar essa ideia em realidade e é e isso é importante também para as pessoas entenderem que o teatro pode ser popular pode ser um teatro de rua mas eles se faz com muita gente muitas mãos é isso mesmo na verdade nós somos 22 né vinte e duas pessoas artistas profissionais trabalhando é pra colocar em cena o paulo freire o andarilho da utopia e foi e é interessante você fala isso porque de uma certa forma cada espectador cada pessoa que assiste também venha contribuir com a sua opinião com seu olhar com seu jeito de sentir me lembro que na prima das primeiras apresentações a pessoa é nós na verdade nós estávamos ainda um primeira semana de ensaio aí nós chamamos 67 pessoas para assistir e era muito ruim ainda é uma coisa muito ruim e aí o caseiro da do local onde nós estávamos eugenio falou eu nunca fui ao teatro eu nunca vi uma peça teatral mas eu tô aqui eu queria dizer pra vocês que eu não vi o paulo freire que eu conheço mas como assim você não viu eu não vi o professor então foi exatamente o eugenio que contribuiu para que a gente resgatar essa figura do professor e colocasse ele então hoje eu trânsito em vários momentos do ato exatamente com um professor porque ele legítimo não foi um artista da nossa equipe mas foi já o futuro espectador observador interessante né e um detalhe curioso é que você tá utilizando o sapato que é típico do palhaço na sua caracterização como paulo freire tem que ter essa mistura também você que é um palhaço um ator formação é tem que ter essa caracterização também é como é que vocês chegaram à conclusão de nosso time quando quando nós iniciamos o processo a gente queria fazer um diálogo entre a linguagem do ator e do palhaço então eu ainda ensaiava com nariz né e saiba com alguns jeitos e trejeitos e com algumas coisas específicas da linguagem do palhaço depois com fome a gente foi percebendo o desenho que o paulo freire estava querendo ele mesmo com a sua palavra com a sua movimentação o palhaço foi cada vez mais abrindo espaço para que quem de ver quem deveria parecer paulo ea gente foi tendo essa sensação e o palhaço ficou através dos olhos do paulo freire porque o paulo freire também olha o mundo com curiosidade ele vê todas as coisas como se estivesse vendo pela primeira vez que o palhaço é isso né para quem não sabe palhaços são feitos da transitoriedade dos fatos da aceitação do que se apresente da transformação avaliação feitos da ingenuidade da curiosidade infantis da coragem de lançar se na essência da condição humana na ambivalência na incerteza e na possibilidade de errar de ser ridículo então acho que isso tem a ver com o espírito do paulo freire com essa jovialidade né paulo freire morreu a última palavra que ele falou que estava deitado na cama nita do lado dele chamou e falou assim lita eu te amo e morreu então esse é preciso ser bem ridículo para amar o próximo com tanta profundidade apesar de ter que ter coragem né tem aquela cartas todas as cartas de amor são ridículas né ea bethânia declama muito bem quer dizer pra ser amor tem que ser ridículo e isso casa né com o palhaço isso é uma delícia de velho de presenciar sempre que a gente pode quanto mais ridículo somos mais amamos o mundo é isso mesmo até virando poeta e agora nós vamos fazer um pequeno intervalo aquino conexão cultural daqui a pouco a gente volta com um pouco mas desse bate papo aqui com o richard riguetti e também uma visita cultural bem especial aqui em campinas não vai sair daí [Música] este é o palácio dos azulejos em sua versão reduzida a maquete que está dentro do palácio dos azulejos onde a gente também está aqui nesta volta ao conexão cultural que bom ter você aqui conosco e olha nós vamos apresentar o que esse prédio que é histórico o patrimônio cultural de campinas e também do brasil ele a briga é o museu de imagem e som aqui de campinas nós vamos fazer essa visita cultural agora que você claro que é meu convidado vamos lá para contar um pouco aqui do museu de imagem e som que funciona dentro do palácio dos azulejos já o coordenador do museu o alexandre sônico tudo bem alexandre é um prédio é importante para a história não só de campinas mas para o brasil mesmo né sim nós estamos falando de um museu tombado pelo iphan condefat e condepac um prédio tombado pelo iphan quando faz com de paris a unicer é um é acontece dentro de um espaço expográfico por si só por excelência que é o palácio dos azulejos um prédio uma construção de 1888 que é uma objeto de apreciação precisa de apreciar a apreciação da história da construção da arquitetura mas também na história a cidade de campinas e do brasil e oferece ilumina e inúmeras possibilidades para os visitantes sim é que o museu é um complexo cultural é uma marca muito significativa e pelo coração de campinas e além dessa questão do prédio que é super importante uma referência arquitetônica a história nacional nós temos aqui dentro do museu muitas ações que são desenvolvidas ao longo do ano então nós temos por exemplo cursos de formação para professores da rede municipal além de três colocando outras escolas públicas e privadas nós temos aqui cursos diversos que acontece no museu de fotografia história de cinema nós temos aqui também é programação cultural diversa nós temos aqui espetáculos de teatro e shows de música nós temos aqui performance nós temos interesse em cênicas nós temos dança acontece muita coisa aqui dentro do museu e também as programações de cinemas que tem um modelo muito significativo que o processo de autogestão porquê porque não sou eu que propõe uma sessão de filmes geralmente é a própria população são os usuários e freqüentadores pesquisadores cinéfilos jovens que propõe as sessões de cinema teatro museu e se faz um grande diferencial então ea a grande sacada que além de exibir seu filme é depois discutir então isso torna muito rico a experiência de assistir um filme isso é muito significativo dentro do museu e além disso nós temos o acervo fonográfico de campinas nós temos o acervo audiovisual de campinas nós temos um acervo fotográfico de campinhos nós temos também exposições de curta duração e são as temporárias que vocês podem sair são muito bem vindos para conhecê-las bastante rica bastante dinâmicas e também exposições de é de longa duração dentre os destaques da exposição de longa duração nós temos aqui é personagens personalidades da fotografia de campinas além também da música de campinas nem como a um pouco da história do cinema a cidade de campinas e também do mundo né você vai ter e objetos do mundo vocês vocês vão ver agora que é é como se construir a história do cinema como se dava a exibição desses filmes quais os elementos que reproduzir os sons hoje nós estamos fazendo tudo pelo celular no passado e isso acontecia a partir de reprodutores de campinas foi muito importante na exposição do acervo fonográfico nós temos a sonata é uma fábrica que nasceu aqui em campinas isso é muito significativo porque foi a maneira que democratizou o acesso à aos lps porque antes era muito caro esse produto só é legal porque está aberto ao público e todo mundo pode conhecer é o que nós vamos fazer agora se faz um guia turístico junto comigo lá vocês todos são muito bem vindos aqui o museu vamos lá com a gente vem comigo também [Música] este é um projetor de cinema fabricado na inglaterra na década de 30 e que foi vendido para o município de campinas ele que era patrimônio do sine casablanca e acabou sendo utilizado no cine teatro castro mendes essa é uma das peças aqui do museu de imagem e som de campinas que está aberto ao público numa longa exposição que tem inúmeros objetos são objetos de tv objetos do de audiovisual de fotografia enfim tudo que o público pode conferir aqui dentro do palácio dos azulejos e o melhor de tudo é que é de graça [Música] alexandre essa máquina toda aqui era responsável por apresentar os filmes no começo do século passado né hoje é uma uma pena são poucas as salas de cinema do brasil que usam ainda o projetor 35 milímetros que é por si só é uma projeto artístico lindo né como você pode ver aqui entrava o filme estava me conta uma curiosidade aqui dentro e isso é muito interessante porque a película ela colocava no seu lugar nesse espaço depois ele passava por vários mecanismos até realizar a projeção e uma coisa muito interessante é porque havia luta promete incendiar os cinemas no passado por conta disso também porque usava um mecanismo que queimava para poder gerar a a iluminação então com isso é tinha assim o é hoje é considerada uma coisa bastante bacana é linda por sinal até artística e se projetar o filme era luz do fogo do carvão em um jogo do carvão isso quero que fazia a projeção então isso é uma mecanismo super super super é histórico e bastante interessante emocional e um dos exemplos do que a gente encontra aqui no mês [Música] como museu de imagem e som está sempre em busca de inovação essa daqui é uma das novidades uma nova sala de cinema será aberta ao público ainda em 2019 a sala glauber rocha já está quase finalizada aqui já tem poltronas já tem um telão só falta o público chegar e assistir um filme [Música] bom o cinema sempre foi um dos chamarizes aqui do mesmo sempre com uma programação extensa e aberto ao público sim esse é um grande diferencial dos seus poucos cinemas em ajuda é de rua nossa senhora pelo país dentre os quais destacamos alguns quilos a mais do som com programação gratuita de segunda a sábado e uma novidade a equipe mexicana de 23 anos que a sessão da tarde alguns dias nós temos filmes à tarde além dos cursos de história do cinema entre outras ações que são desenvolvidas conseguimos isso é o grande diferencial e o convite à população que é de graça o melhor é de graça e sempre aberto ta sempre disponível para sempre pulsando começo obrigado off está começando a vocês e daqui a pouco conexão contínuo [Música] [Aplausos] a gente gosta de contar e ouvir histórias são sempre histórias de gente em um link que a gente gosta tem dito que a gente não gosta às vezes tem um monte de gente que gosta e às vezes tem um monte enorme que não gosta de ver o que é legal que é esse espaço que a gente conheceu em outro espaço legal é isso aqui o barracão teatro em barão geraldo que a gente está tendo a oportunidade de conversar com o richard riguetti que é um ator aqui de campinas que está morando já no rio de janeiro há um tempão mas que está de volta à cidade com essa peça o paulo freire o andarilho da utopia que é um trabalho importante de resgate da memória do pólo dele um educador importantíssimo para a história do brasil e do mundo e qualquer alegria de estar na sua cidade apresentando esse trabalho é uma emoção ímpar porque eu há 40 anos saio de campinas para fazer chapa e tendo a possibilidade de voltar agora é uma coisa sobreposta à outra a emoção que comemorar 40 anos e comemorará 62 anos e de estar na minha cidade eu estou no meu quintal e essa peça é uma realização da sua no seu grupo off-sina eu gostaria que você abordar um pouco a respeito desse grupo e da importância cultural que representa as pessoas é o grupo oficina eu fundei em 1996 em salvador com uma perspectiva de ser uma metodologia de formação de ator que fosse itinerante e que soubesse ao mesmo tempo o que era pertinente a sua arte seu ofício então naquele momento eu buscava pesquisar a arte do ator como um elemento é que soubesse responder a responsabilidade que lhe cabe depois ele se formou como também que criação e produção nós fomos para a rua e eu trabalho há 30 anos na rua com o grupo oficina já viajei por mais de 3 mil cidades do rio de janeiro sempre apresentando nas praças nas ruas nos becos vielas nas periferias nas favelas e levando o que nós temos de melhor que é o circo teatro de rua com a figura do palhaço depois desses 30 anos de rua e o retorno do teatro da onde ele origem pra poder fazer o paulo freire trazendo a rua trazendo circo trazendo palhaço trazendo tudo o que eu aprendi nessas comunidades que vivem uma situação de escassez que vive numa quinta em uma situação de falta de política pública que atenda às suas necessidades mais essenciais do ser do ser humano e trago pra cena com essa vivência nessa pesquisa continuada sobre o teatro de rua sobre a arte do piso isso vai agregando cada vez mais no trabalho também é como é que você vê o teatro popular hoje no brasil eu acho que nós evoluímos bastante eu acho que a gente sai um pouco do conceito de teatro popular para a arte pública daí o conceito de arte pública ele foi cunhado há muito pouco tempo nós saímos já do teatro de rua para a arte pública e arte pública é o encontro da arte do artista no espaço público aberto sem nenhuma distinção para quem possa assistir então todos podem assistir ártico e hoje me vejo como um artista público mesmo hoje estando aqui dentro do barracão dentro de um recinto privado eu trago aspecto público nós não vamos cobrar ingresso a pessoa vai contribuir se ela quiser no chapéu ela pode colocar a quantia o fizer eu acho que é dessa maneira e o aspecto da reconstrução da esfera pública pode se dar o mesmo espaço privado e é uma ótima oportunidade para as pessoas querem um pouco mais um contato maior com o paulo por ele nessa peça e que quer encontrar um pouco maior com você também deixei um artista completo vamos dizer assim faltou até inclusive de tocar um trecho do clarinete você usa isso na peça também é a música ela passou a ser a minha paixão há muito pouco tempo eu comecei a estudar porque eu fui fazer um espetáculo em homenagem ao meu mestre o palhaço treme treme e eu descobri que ele era um palhaço excêntrico musical que o palhaço centro musical é aquele que faz a sua a sua cena utilizando instrumentos de verdade mas também o instrumentos que são construídos a partir dos utensílios domésticos então comecei a me especializar então hoje eu construo é instrumentos musicais com panela com copos com moedas é fácil com o penico com lata com buzinas de padeiro buzinas do sorveteiro eu faço as notas e que tocam música também com esses instrumentos excêntricos legal já vou querer uma palhinha angular medo hum ah [Música] lá vai o trem sem destino foi o dia novo encontro é desse jeito a gente chora quem precise jeito a gente chora de emoção e alegria e que prazer pelo encontrado aqui em campinas seja bem vindo sempre a sua terra natal e que possa trazer sempre alegria para as pessoas muito obrigado por essa entrevista risco eu é que agradeço e quero dizer a todos vocês não se esqueçam a melhor gargalhada é na arquibancada do circo muito legal essa entrevista muito obrigado mais uma vez por ela e agradecendo a sua presença aqui conosco agradecendo também a sua audiência e em casa o conexão cultural desta semana fica por aqui lembrando que na próxima semana a gente volta com muito mais da arte e da cultura de campinas muito obrigado até lá an a [Música] [Música] van