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Saúde Agora | Sono Após o Almoço
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Saúde Agora | Sono Após o Almoço

8 views Publicado 2 dias HD · 16:03
Resumo editorial

O vídeo aborda o sono pós-almoço, uma resposta natural que afeta cerca de 50% da população. O Dr. Maurício Bagnato, especialista em medicina do sono, explica os mecanismos fisiológicos envolvidos, como variações no ritmo circadiano. São recomendadas práticas simples como refeições balanceadas, atividade física leve, hidratação adequada e pequenos cochilos para melhorar a qualidade de vida e produtividade.

Citados nesta edição

Descrição do vídeo

O pneumologista Maurício Bagnato, especialista em medicina do sono do Hospital Sírio-Libanês, explica que a sonolência após o almoço é uma resposta fisiológica ligada à queda do ritmo circadiano por volta das 13h30, que reduz a temperatura cerebral e o estado de alerta. Segundo ele, refeições ricas em carboidrato elevam insulina e glicose, aumentando o triptofano, precursor da serotonina e da melatonina, enquanto o sistema parassimpático reduz a frequência cardíaca e intensifica o sono. Esse bate-papo com especialista sobre medicina do sono também traz recomendações práticas: pratos com fibra e proteína, boa hidratação e caminhada leve após as refeições.

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Olá, seja muito bem-vindo ao Saúde Agora. E na edição de hoje vamos falar daquela vontade de dormir logo após o almoço. Você sente isso? Pois é. Vamos entender o que acontece com o corpo nesse momento e como evitar que essa sensação acabe também com a nossa produtividade. Convidamos o Dr. Maurício Bagnato. Ele é médico especialista em medicina do sono e pneumologia do Hospital Sírio Libanês e também é responsável pelo serviço de polissonografia do hospital e do núcleo de medicina avançada do sono. Seja muito bem-vindo, Dr. Maurício, obrigado, Cine, de oportunidade pelo convite. Bom, vamos entender então o por que isso acontece, doutor, esse sono, né, logo após aí o horário do almoço, quais são esses fatores? Muita gente acha normal, de fato, é normal sentir esse cansaço, essa moleza? Vamos entender melhor sobre isso. Isso realmente pode ser fisiológico. Eh, todas as pessoas têm um pouco disso. O problema é quando isso é excessivamente marcante na vida das pessoas, aí nós temos que tomar alguma providência, tentar atrás de algumas coisas. Vou eu vou enumerar aqui. Mas o que acontece a a eh logo que a gente almoça, existe uma uma diminuição do estado de alerta que a gente fala. Estado de alerta. Eh, o ritmo cicardiano nosso tem uma variação nesse momento, inclusive a por volta das 13, 15 horas tem uma diminuição fisiológica desse ritmo. Então nós temos uma discreta redução também da temperatura corporal do cérebro e isso faz com que haja uma certa sonolência. O nosso ritmo durante as 24 horas não é constante. Então nós temos essa flutuação depois do almoço que é tido como normal. Outra coisa que atrapalha muito são as refeições grandes, copiosas, essas essas principalmente se ela tiver muito rica em carboidrato, o certo seria fazer um balanceamento, porque as muita gente toma bebida alcoólica junta, muito gordura e a gente tem que fazer um balanço disso aí. O certo seria uma dieta mais com fibra, carboidratos, com proteínas, eh, combinados com proteínas, fazer uma boa hidratação e e também, se possível, fazer uma caminhada leve depois da de uma refeição dessa. Então, a a essa as refeições é interessante ver a composição delas, pensar, lembrar sempre das proteínas e das fibras, tá? Eh, outra coisa, as eh as variações hormonais e intestinais, nós temos vários hormônios, principalmente um que tá bem voga atualmente, que é o GLP1. O GLP1 é um hormônio que mexe na saciedade. Então, eh como depois do do dessas refeições, por exemplo, depois do almoço, a gente tem uma alteração do GLP1 e isso pode, isso diminui a nossa saciedade. Quando a gente se alimenta, diminui a saciedade, mas isso também interfere na sonolência, eleva um pouquinho de sonolência. Tem um balanço, inclusive importante a gente comentar da sobre a glicose e a insulina. A insulina e a glicose aumentam muito a sua expressão depois do almoço e isso aumenta a quantidade de triptofano. Triptofano é uma substância que é precursora da serotonina e da melatonina. Então, quando a gente se alimenta com muita muita glicose e aumenta a insulina, nós temos um aumento desse triptofano que pode levar um aumento então dessa sonolência pós-plandial. Outra coisa que é importante falar seria a atividade do parassimpático. Nós temos um balanço entre o sistema nervoso autônomo, entre o simpático e o parassimpático. O parassimpático leva um pouquinho de, vamos dizer assim, de redução da atividade metabólica. Ele leva um aumento da da sonolência porque também diminui a frequência cardíaca. Então ele é um é um status de tipo quase não chega ser um repouso, mas ele induz uma uma certa sonolência. Então nós estamos falando aqui em cinco fatores. Se a gente combinar os cinco fatores, a gente tem esse resultado final. Agora, se for uma coisa muito intensa, nós temos que ir atrás de alguma doença, procurar alguma coisa esteja acontecendo. Então, é comum ter resíduo de medicações. A gente toma muita medicação, hipnótico, às vezes à noite ou então durante manhã, alguns algumas medicações, tem algumas antidepressivas que dão sono, levam um sono, algumas outras medicações de outros grupos também. A gente tem que tomar cuidado com isso. Os pacientes anêmicos, eles têm uma tendência a ter também a uma sonolência pósprendial. o a alteração glicêmica, o tem gente que tem uma flutuação glicêmica nesse momento. Então a a glicose pode flutuar e levar aquilo que eu falei para vocês lá, aumento da do da glicose e o negócio do triptofano e a pneia do sono. A pineia do sono, ela é uma uma coisa muito incidente no mundo, no Brasil, por quase 1/3 da população tem isso. Ah, e a pineia do sono leva uma quebra importante do sono, não só a pineia do sono, mas o status antes da pneia do sono. Então, tem o normal, tem a pineia e mas tem um espectro entre o normal e a pineia. Esse espectro chama resistência de vias aéreas. As as pessoas também podem chamar de hera, isso é uma resistência. O paciente faz força para respirar e essa força a mais para respirar, que não chega a ser uma pneia parada de respirar, mas uma respiração forçada. Ele quebra o sono das pessoas e o grau máximo disso seria a apneia. Então, a res vias aéreas é um é uma pré-apineia, mas quando você tem pneia completa já a essa essa sonolência aumenta muito durante o dia. Você paga um tributo grande por causa disso de você ter essas essas microfragmentações do sono relacionada ao esforço e a e as microdespertares também relacionado à pineia. Então ele tem uma desestruturação do sono. Tem outras doenças do sono também com movimento de pernas inquietas. Tem várias outras patologias do sono que pode diminuir essa performance do sono durante a noite e vem o tributo durante o dia. O paciente paga por isso, não necessariamente após o almoço, mas isso é magnificado porque esse todos esses esses fatores que eu falei antes, esses cinco fatores que eu comentei antes, mais um paciente que tem uma doença do sono, tipo uma pneia. Vale lembrar também no hipotiroidismo. Tem muitos pacientes que têm o hipotiroidismo. É muito incidente na população atual você ter hipotiroidismo. E o hipotiroidismo ele leva uma redução metabólica. E no geral o dia todo é praticamente paciente sente-se um pouco mais e mais assim sonolento e quando chega quando se junta após o planeal todos esses fatores. Então como a gente trata isso? trazer o seguinte, o talvez fazer até um cochilho programado. Tem várias, vários executivos que têm nas empresas uma programação de fazer um relaxamento durante depois depois após o almoço, já que é uma coisa fisiológica que todo mundo tem, tende a ter, na verdade, então as pessoas tentam driblar com cafeína e, enfim, mas o certo é você fazer um pequeno cochilo, um relaxamento no máximo meia hora depois do do almoço. Esse pequeno cochilo é estimulado pelas grandes empresas pelo que melhora a performance de trabalho dos pacientes. As pessoas têm uma uma um desenvolvimento do trabalho melhor após fazer esse pequeno cochilo programado, se for necessário, dependendo da da intensidade que ele tem essa sonolência pósprando. Se for uma coisa muito leve, ele toma um café e tal, ele pode continuar o trabalho. Mas o correto se não é nada, eu vinho com meus pacientes, não é uma desonra você fazer um cochilinho depois do almoço, é uma coisa até fisiológica e é bem-vinda. Nossa temperatura cerebral diminui e tal. Ou seja, a natureza dá um sinal para nós que com todos esses esse essas alterações que acontecem, que eu que eu falei aqui, é um sinalizador que a gente deve fazer um relaxamento, sim, depois do almoço. Quando você passa na frente, por exemplo, de uma de uma construção, às vezes você vê todos o o os operários deitados no chão, depois do almoço um pouquinho e que vem na na zona rural, o o sujeito vai embaixo de uma árvore para descansar. E na vida urbana é um pouco mais difícil acontecer isso, mas muitas pessoas fazem um relaxamento numa poltrona, enfim. Eh, não é uma prática errada, é uma prática fisiológica e até muitas vezes recomendada. esse excesso. Então, doutor, por exemplo, né, como identificar que ele está sendo em excesso, né, essa esse sono, essa sonolência e buscar um especialista para isso, porque pode, como o senhor mesmo mencionou, é estar atrelado com outras doenças também do sono, né, não apenas só aquele estado fisiológico, aquela necessidade. Então, qual que é o limite é que essa pessoa ela tem que perceber que realmente precisa de um acompanhamento, que não é apenas e dar uma relaxada ou uma descansada para poder eh revigorar, né, digamos assim. É, então quando essa sonolência pós-plandial depois do almoço, ela é incapacitante, a pessoa sente realmente um déficit cognitivo, ela tem uma dificuldade de de memória, ela tem uma dificuldade de raciocínio, essa ela perde poder de concentração e aumenta a irritabilidade. Quando uma é é uma coisa mais marcante assim, ela é é sai fora do padrão fisiológico, então ela deve ser investigada. Então pode inicialmente passar com clínico geral, ser alguma coisa orgânica, mas pode chegar até o médico especialista em sono, em medicina do sono, para tentar resolver isso tudo aí. Então, às vezes é só um problema de mais higiene do sono. O paciente tem poucas horas para dormir, então ele ele trabalha durante o dia, estuda à noite e fica menos horas necessárias para dormir. Então, durante o dia eles pagam um tributo grande por isso. E depois do almoço, muitas pessoas sentem isso maior devido a esses fatores que a gente comentou. uma prevenção, então seria mudanças alimentares, essas mudanças de hábitos mesmo, isso já ajuda a prevenir essa sensação, doutor, se for realmente algo mais fisiológico, sem dúvida. Se você fizer uma uma, uma, como eu falei, diminuir a aumentar a quantidade de fibras, diminuir a a os carboidratos, esses carboidratos de de rápidos, de de ação rápida, que mexe muito na na glicemia e muitas gorduras e principalmente o álcool. O álcool é totalmente contraindicado, porque aí você vai sofrer as as a atuação do álcool, que é uma coisa perniciosa, principalmente se somado a esses fatores que a gente comentou. fatores assim como ansiedade, isso também acaba interferindo também. Mesmo quem dorme eh bem à noite pode ter também esse essa condição afetada. Pode. Esse dormir bem à noite é muito relativo. As pessoas falam: "Você dormiu bem?" Eu dormi bem, mas se você fizer um exame de polissonografia, por exemplo, você pode encontrar alguma coisa. Então, a pessoa que tem muita sonolência, ela tem que ser estudada porque deve ter alguma coisa por trás aí. Então nós temos que ter cuidado com essas pessoas que tem uma uma um problema assim que tá impactando no modo de vida dele, no trabalho, relacionamento familiar. Então quando isso é chamativo, o paciente tem que ser investigado. Ah, esse exame a eh polissonografia é um exame que faz parte identificar a a sonolência. Doutora, fale um pouquinho sobre os exames. Isso tem vários exames. O principal deles, o carro chefe de estudo, seria a policenografia, que é um exemplo que você dorme teoricamente em casa ou no hospital, às vezes monitoriza o paciente em casa e esses exames mostram se tem fragmentação do sono, se o paciente tá fazendo um esforço a mais para respirar, se tem movimento de membros inferiores excessivo, se ele tem algumas alterações neurológicas durante a noite. Então, todos esses fatores levam à fragmentação do sono. Então, um sono fragmentado, ele chama a microestrutura do sono. Ele danifica a microestrutura e às vezes até a macroutura ele começa a fazer menos sono nobre. Os sonos nobres são o sono, o sono rein e o sono três são os sonos que 40% da noite a gente deve gastar com esses sonos. Se a gente faz menos esses sonos nobres e tem uma fragmentação maior do sono, isso mostra uma deterioração da qualidade do sono e isso a pessoa paga por isso dia seguinte. E número de horas também, né? número de horas. Você tem um um mau um um mau hábito de dormir pouco, porque ele ele dorme pouco porque ele tem que fazer tem que trabalhar, ele tem que levantar cedo, ele vai levanta de madrugada para ir pra academia, mas só que ele dormiu à meia-noite. Quer dizer, tudo tem que ser dosado na academia é perfeita, é ótimo fazer, mas tudo tem que ser no seu tempo. Você tem que dar um tempo pro sono, porque as pessoas sacrificam sono primeiro. É mais fácil sacrificar o sono do que as outras atividades. Então o sono é ele é mais eh ele é sempre sacrificado em relação às outras atividades de urnas esperadas pelo paciente. Doutora, no caso da de um tratamento específico, então, para essa pessoa, lógico que depende também, né, de outras situações, de outras doenças que essa pessoa possa ter. O senhor mencionou sobre o uso também de medicamentos antidepressivos, que isso pode interferir. Então, tudo depende desse mapeamento e dessa triagem. que é o especialista faz com essa com essa pessoa, né? Isso. Mas é um conjunto de fatores. Se a gente fizer mais ou menos o que a gente conversou aqui, é uma uma refeição com bastante fibra, com menos carboidrato, mais balanceada, com proteína e tudo, seria já é uma coisa importante. E se se a gente tiver um cantinho para dar fazer um cochilo, alguma coisa assim, dar uma relaxada, uma poltrona que seja, eh, ele ele restaura, melhora. O Por que que os executivos fazem isso? Porque eles, a a chefia deles, o todo o esquema da da empresa deles sabe que a performance deles melhorando, eles melhora o a qualidade do trabalho dele. Então, não é porque as empresas são boazinhas, eles sabem que isso vai melhorar a performance e a produtividade da daquele executivo. Então, é interessante fazer esse esse pequeno relaxamento quando puder. Perfeitamente, doutor. Quero agradecer a sua participação aqui, esclarecer um pouquinho sobre esse hábito, né, que muita gente tem, mas acha que pode ser em comum, que não é tão normal assim, mas o senhor esclareceu muito bem sobre essas condições, mas que fica o alerta aí, quem perceber algo anormal, então diferente da rotina, buscar um especialista. Muito obrigada, viu? Obrigado, eu, obrigado pela oportunidade. Bom, o saúde agora fica por aqui. Você pode acompanhar esse conteúdo na íntegra pelo portal tvcâaracampinas.com.br e também pelas nossas redes sociais. Te vejo na próxima edição. Até lá. เฮ
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