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[Música] Olá, bom dia. Está começando mais uma edição do Estúdio Câmara, seu espaço de conversa e reflexão sobre temas que impactam a minha, a sua, a nossa vida. Hoje a gente vai conversar sobre o comportamento, gente, que para muita gente já passou dos limites. É a bisbilhotagem que vem como tema do estúdio Câmara nesta segunda-feira, início de semana. Me conta aí, você já olhou a tela do celular celular alheio no transporte público? Hum. Já fuçou redes sociais de desconhecidos, escuta conversas alheias. É até que ponto isso é apenas curiosidade. E quando passa a ser invasão de privacidade, hein? Como fica? No estúdio Câmara de hoje nós vamos conversar com duas convidadas muito especiais. Olha, comigo já aqui no estúdio ao vivo, a Camila Dinize. Ela é advogada, professora universitária, especialista em direito da família. vai falar com a gente sobre o que acontece, né, quando a bisbilhotagem passa do limite daqui a pouquinho, tá? E pelo Zoom nós já estamos recebendo ao vivo a nossa psicóloga Aldirene Freire. Ela é especializada na abordagem cognitivo comportamental e isso tem muito a ver com o psicológico, né? Quando você não consegue se controlar diante de uma curiosidade, se você já foi vítima ou protagonista de uma bisbilhotícia ou bisbilhotagem, mande pra gente a sua experiência pelo WhatsApp que já está na sua tela. A gente lê ao vivo para você. 197829377. Queremos saber, estamos curiosos para saber se você já foi vítima ou se você já, né, não se conteve e acabou besbilhotando a vida alheia. Enquanto você manda a sua mensagem, o seu depoimento, a gente atualiza algumas informações para você. Atenção você que vai para o trânsito da nossa metrópole daqui a pouquinho, a INDEC bloqueia vias no Jardim do Lago para obras de rede de esgoto. Gente, de segunda a sexta-feira, hein? De de, aliás, de hoje à quinta-feira, tá? O bloqueio é para obras de remanejamento de rede de esgoto. O bloqueio então inicia hoje daqui a pouquinho, tá? e segue até quinta-feira, sempre no período das 8:30 da manhã até às 5 da tarde. Os fechamentos serão no cruzamento da rua Reverendo Professor Herculano Golveia Júnior com a rua José Elias Jorge. Então, também eh segue pela rua Herculano Golveia Júnior com a rua José de Souza Galvão, também com a rua Dante Algieri e nos cruzamentos pode subir pra gente das vias José Elias Jorge Nazareno Mingone e Abel Luiz Ferreira, tá? Então assim, tem tem bloqueio, você vai passar lá pelo Jardim do Lago, já sabe que tá bloqueado, tem opção de desvio, tá? A INDEC indica as vias José de Souza Galvão, senador Antônio Lacerda Franco e também Abel Luiz Ferreira. Lembrando que o itinerário da linha 416, que é o ônibus Jardim do Lago, será afetado pelas interdições e os ônibus cumprem a mesma rota de desvio, tá bom? Eh, agentes da INDEEC, eles vão monitorar a região para orientar condutores e usuários do transporte coletivo. As obras podem ser afetadas pelas condições climáticas, tá certo? Então você que vai circular ali pelo Jardim do Lago, preste muita atenção e fique de olho na sinalização. Falando agora de legislativo campineiro, hoje tem reunião ordinária no plenário José Maria Matozinho. A reunião acontece a partir das 6 da tarde e você pode participar presencialmente, tá? É só ir no plenário. Entrada fica pela Avenida Engenheiro Roberto Manjes, 66, do bairro Ponte Preta. É a 27ª reunião ordinária que vai debater, entre outras propostas, o projeto de lei que atualiza e amplia a legislação que proíbe o fumo em locais públicos. De autoria do vereador Luiz Rossini, a proposta inclui novas áreas na proibição e estende a restrição aos cigarros eletrônicos e dispositivos semelhantes, tá? O texto propõe a inclusão das áreas comuns de condomínios residenciais, clubes, praças e parques públicos na lista de locais onde é proibido fumar. A medida vale, preste atenção, hein, para cigarros tradicionais e também para dispositivos eletrônicos, como os eciigaretes, e gig e vapes também, tá? Que esses cigarros aí, eu nem sei falar direito o nome, mas eles têm ganhado uma popularidade nos últimos anos, especialmente entre jovens. Então, além da ampliação dos espaços abrangidos pela proibição, esse projeto também endurece a fiscalização e as penalidades. Em caso de descumprimento, os responsáveis poderão ser multados em valores que variam de 200 a 500 o fix, que são as unidades fiscais de Campinas, conforme a capacidade econômica do infrator. Tá bom? Isso vai ser avaliado no momento da infração e da aplicação da multa. O projeto de lei atualiza e amplia a lei municipal 6011 de 1988 e reforça o alinhamento com a lei federal que estabelece restrições ao uso de produtos eh fumógenos em ambientes coletivos. De acordo com o texto, o poder executivo será responsável por regulamentar a nova legislação. Caso aprovada, vai definir aí procedimentos de fiscalização e aplicação das sanções, tá certo? Então esse, entre outros projetos, serão analisados e posteriormente votados na noite de hoje na Câmara de Campinas a partir das 6 da tarde na 27ª reunião ordinária e você está convidado a participar ao vivo ou então você pode assistir através do YouTube da TV Câmara Campinas, combinado? Vamos para a previsão do tempo, porque eu tô sabendo que tem gente que passou muito frio nesse final de semana e hoje levantou com frio também, né? Olha gente, segundona, sol com muitas nuvens durante o dia, períodos de céu nublado, noite com nuvens também, mas hoje não chove. A mínima foi de 15, né? A hora que eu acordei 5:30 da manhã, acho que tava uns 14º e a máxima para 22. Então, hoje teremos aí um dia fresquinho. Nós estamos no outono brasileiro, então seguimos nos cuidando, nos hidratando e presta muita atenção aí na sua saúde. Quando a gente fala disso, a gente fala referente a essa gripe, né, que tem preocupado bastante. Então, muita atenção, vitamina C, aguinha para hidratar e uma boa semana para você. Agora a gente entra de cabeça no tema de hoje, a bisbilhotagem. Bom, vamos lá. No mundo hiperconectado, as fronteiras entre o público e o privado estão cada vez mais frágeis. Afinal, por que é tão difícil resistir a vontade que dá de dar aquela espiadinha no que não é da nossa conta? Para esse bate-papo, vamos apresentar as nossas convidadas que vão explanar esse tema com a gente aqui no estúdio Câmara até às 9 da manhã. Seja muito bem-vinda à nossa advogada Camila Diniz. Bom dia para você. Bom dia. Tudo bom? Maravilha, muito prazer estar aqui com vocês hoje. Maravilha. Prazer é todo nosso. Eu tenho certeza que a gente vai falar e muito, né, sobre a questão aí jurídica dessa tal bisbilhotagem. Bom, questão jurídica, OK, vamos para a questão psicológica, porque para isso nós vamos falar com a Audi Irene Freire, ela que é psicóloga, especialista em abordagem cognitivo comportamental e ela é a nossa psicóloga do dia, que vai falar sobre bisbilhotagem. Seja bem-vinda. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Bom dia a todos que nos assistem em suas casas. Vamos lá. Acho que vai ser um bate-papo bem importante, muito importante. E um bate-papo que a gente conecta com as pessoas que estão em casa, porque eu tenho certeza que você já passou por essa situação, né? Ou então você já fez algum tipo de bisbilhotagem e depois parou, olhou para você e disse: "Hum, eu fiz isso mesmo?" Então, gente, todo mundo já ficou tentando saber mais do que devia, mas quando isso vira um hábito, o que está por trás? Eu já começo então eh falando com a nossa psicóloga Audirene, perguntando o que que leva uma pessoa a se interessar tanto pela vida dos outros a ponto de invadir a privacidade aleheia. Tem alguma coisinha no cérebro assim, alguma formiguinha, algum bichinho e, tipo assim, eu não posso olhar, não quero ver, não quero ver, mas eu vou dar uma olhadinha, só uma espiadinha. O que acontece na nossa cabecinha quando a gente ultrapassa o limite e vai aí para bisbilhotagem, por favor? Então, eh, o cérebro ele funciona muito de acordo com as nossas necessidades, né? O psicólogo americano Marshall Rosenberg, ele deixa bem claro que todo o comportamento ele fala de uma necessidade não atendida. Então assim, eh, a partir das nossas primeiras experiências de vida, nós vamos adquirindo um aprendizado. E esse aprendizado, ele vai fazer com que tenhamos pensamentos, emoções e comportamentos. Então, existe sempre uma causa. A gente não tá falando aqui que esse comportamento de bisbilhotar, de se intrometer na vida das pessoas seja legal, né? Mas estamos falando que tem uma causa e precisa ser olhada. Muito bem, né? Eh, e tudo, né, que é demais esconde aí uma falta. Então, de repente a gente vai abordar aí uma situação que você tá vivendo, que você não tá nem percebendo. Fique ligadinho aqui no estúdio Câmara. A gente já teve uma fala bem legal da nossa psicóloga. Agora, claro, a gente vai conversar com a nossa advogada, porque assim, tem um limite legal entre curiosidade e crime, né? Até onde vai o direito da curiosidade? A gente quer saber se existe um limite que define quando uma atitude bisbilhoteira passa a ser considerada crime. Camila, por favor. Vamos lá, Rúbia. A respeito desse tema, há três principais legislações. A lei Carolina Dickma, que acho que se vocês se recordarem, veio por causa de fotos vazadas de revenge porn dessa atriz da Carolina. Temos também o Marco Civil da Internet e temos também a Maria da Penha, que é extremamente relevante para esse tipo de conflito no âmbito conjugal ou familiar, não só entre cônjuges, mas sim numa relação de família. Então sim, você extrapolar o limite, você bisbilhotar no celular de alguém, mesmo que não tenha senha, eh, e você não tem essa autorização para fazer e essa checagem de mensagem ou checar eh eh conteúdos que tá ali no celular, é, pode ser sim entendido como um tipo penal, como um crime, tá? A lei Carolina Digma veio e tipificou no artigo 154A do Código Penal. Realmente, então, o fato de você entrar no celular de alguém para obter ou não vantagem, é, ali fazer uma chantagem, seja financeira, seja emocional da vítima, gera um dever de indenizar e também é um tipo penal, tá? Agora, outras coisas que o pessoal fala é: se eu tenho a senha do celular do meu cônjuge, eu tenho a senha do celular da minha mãe, do meu pai, e eu acesso, eu posso acessar, sim, você pode, desde que tenha essa prévia autorização, tá? Que seja claro isso. Você não pode usar nada também das informações que você encontra naquele aparelho conectado ou não é em proveito próprio em detrimento daquela pessoa, tá? O que ocorre é não há eh uma, como que eu posso dizer, uma renúncia ao seu direito de privacidade só pelo fato de você estar em um relacionamento, seja ele entre cônjuge, seja ele em relação ao seu amigo, ao seu parente ou alguma pessoa próxima. Então, o que a gente precisa ficar atento é como e quando essa bisbilhotagem está acontecendo, porque ela pode sim ser relevante pro mundo jurídico a ponto de ser penalizada como um crime. Nossa! Gente, você sabia disso? É, então, você já percebeu que hoje existem até aquelas películas, né, anti fofoqueiro, antibisbilhoteiro, né? E e se tem essa película, é porque as pessoas ela realmente elas tentam invadir a privacidade e aquela pessoa que está tendo a sua privacidade invadida, ela se sente totalmente desconfortável. Agora conta pra gente, já teve a sua privacidade invadida ou já invadiu a privacidade de alguém? Você ouviu o que a nossa advogada disse? Então, presta atenção nesse detalhe, conta pra gente que a gente quer saber como é que funciona essa parte da bisbilhotagem aí que tem escondido dentro da sua cabecinha. É porque agora a gente pergunta então pra nossa psicóloga, eh, em quais momentos, né, essa essa curiosidade, essa vontade de saber da vida do outro, ela passa a ser vista como um um quadro clínico, né, de ansiedade, de insegurança. Tem a ver esse comportamento de bisbilhotagem, tem a ver aí com uma insegurança ou uma uma questão de ansiedade. preciso saber porque eu tô ansiosa. Se eu não souber, o meu dia não vai ser bom. Eu gostaria que você explicasse pra gente o que que acontece no dia a dia e se tem a ver mesmo com essa questão de ansiedade e se isso pode ir aí aumentando com o passar do tempo. Sim. Eh, tem a ver com uma questão de ansiedade também, de insegurança, como você bem colocou. Eh, eu atendi um caso uma vez que se transformou em um toque depois de uma traição. Uhum. Então, o que o toque é um transtorno de ansiedade, né? Um transtorno obsessivo compulsivo. Então, essa pessoa estava em um relacionamento a longo prazo e ela de longo prazo e ela foi traída. A partir de então, começou um quadro de ansiedade muito agudo, em que ela ficava o tempo todo bisbilhotando as redes ali da pessoa eh que se relacionou com o então namorado dela. Foi um caso bem grave, bem sério, que assim precisou foi preciso medicamento e muitas sessões para que ela conseguisse entender que tava tudo bem ela não fazer aquilo. E qual que era a intenção cerebral, vamos dizer assim, né? Sempre temos um objetivo, era eh a comparação. Ela ficava procurando ali o tempo todo o que que essa pessoa tinha que não tinha nela para que ela pudesse mudar, para que ela pudesse fazer algo diferente e até de repente mudar aquela situação que na verdade era realmente impossível, né? Então, se trata realmente de um quadro de muita ansiedade e isso acontece frequentemente, né? As pessoas ficam nas redes, eh, ficam observando a vida do outro ali para se comparar, porque tem aquela insegurança, às vezes elas estão procurando referências também, como que eu ajo no mundo, né? E elas perdem esse limite, a noção do limite do espaço entre o que é meu e o que é do outro. Muito bem. Agora, eh, a Audirene tocou num assunto bem interessante que a gente pode abordar, Camila, que é a aquela parte do stalking, né, e que a gente pode colocar aí uma conexão com a bisbilhotagem. tem uma diferença, porque ela disse, né, a a pessoa passou por uma situação eh de traição e tal, e aí a partir disso ela começou a olhar, né, as redes sociais e e na verdade isso acho que acredito que acabou gerando um criando um hábito. E esse hábito, infelizmente, a gente e é eh quem eh estuda ou então quem já teve oportunidade de de eh estudar ou ler sobre o stalking é algo que eh causa um desconforto muito muito ruim, né, para quem é vítima da pessoa que está stalkeando você. Então, qual que é a diferença entre stalking e eh bisbilhotagem, né? Como que a gente identifica quando a bisbilhotagem passa de incômodo? Porque ah, alguém tá me bisbilhotando, tô incomodada. Só que quando você está sendo estalqueada, eh, você, o incômodo, ele passa para uma sensação de ameaça, né? Então, qual que é a diferença? Stalking e bisbilhotagem. Vamos lá, gente. O stalking também é um tipo penal, também é novidade pra nossa legislação brasileira. ele não era tipificado até então. Ele é muito comum de você ouvi-lo em em contextos nos Estados Unidos. É bem comum, esse termo, veio importado de lá, inclusive, e é essa constante perseguição e abordagem da vítima, tá, em contexto familiar ou não. É muito comum que venha o stalking em contexto familiar depois de um relacionamento falido, a fim desse relacionamento, principalmente num relacionamento que já tinha atravessamentos de violência doméstica. Então, é, é comum que eh não é para ser normal, mas é comum que isso evolua pro stalking. Agora, também existe situações de stalking sem ter a nenhuma relação entre a vítima e o agressor, tá? E é justamente o stalking é caracterizado pela aquela constância, aquela reincidência de tá o tempo inteiro indo atrás da vítima, tentando entender como funciona a vida da vítima, acessando a vítima. Então é diferente de quando a gente tá falando ali de uma bisbilhotagem que muit das vezes a própria vítima nem sabe que está sendo bisbilhotada, mas o stalking a característica é que ele, a vítima sabe porque o agressor vai sempre de encontro a ela, seja por mensagem, seja por ligação, seja por confrontos pessoais. Então tem essa diferença entre o stalking e a bisbilotagem, que ambos podem ser tipificados sim como crime, tá gente? Então não é só porque bisbilotagem aparentemente é uma versão mais light do stalking que ele não é um tipo penal, ele é sim, ele é punível tanto na esfera cível quanto na esfera criminal. Muito bem, 8:22 nós estamos aqui falando, né, de bisbilhotagem, estamos como advogada, estamos também como a psicóloga pra gente poder trazer um equilíbrio para você, para que você entenda essa questão de bisbilhotagem. Eh, às vezes você pode pensar assim: "Ah, mas eu só tô dando uma olhadinha, mas tem consequências, né? Consequências psicológicas e consequências jurídicas. Eu gostaria de falar com você, Camila, sobre essa questão eh do ambiente corporativo, né? Porque no ambiente corporativo tem muito esse negócio de bisbilhotagem. Ah, só tô dando uma olhadinha, vê o e-mail que o meu colega tá enviando de repente pro chefe, né? Ah, vamos lá. O líder tá lá e precisa eh passar um feedback pro chefe. Vamos colocar essa essa essa montar eh eh essa cena. O líder tá lá mandando um e-mail pro chefe porque aconteceu algo na corporação, no ambiente lá corporativo que ele precisa repassar. Aí vem a galera, começa a passar por trás e vem dar uma tapinha nas costas, dar uma olhadinha ali como que se configura isso, né? esse comportamento e eh o que que chama a atenção e o que que pode acontecer, né, na na questão do do movimento corporativo ali. Esse tipo de curiosidade ou bisbilhotagem no âmbito do trabalhista, da justiça trabalhista, da esfera trabalhista, há uma preocupação principalmente com níveis hierárquicos. Então, se a gente tá falando de um superior que fica o tempo inteiro monitorando, e não só monitorando, mas realmente bisbilhotando a correspondência de eh eh dos seus subordinados, pode sim caracterizar, por exemplo, um assédio moral, tá? Porque justamente tem esse nível hierárquico. Agora, no exemplo que você trouxe pra gente, Ruby, a gente tava falando então de um supervisor mandando para o seu chefe e outros funcionários olhando eh aquele e-mail. Se há algum tipo de informação confidencial naquele meio, pode gerar algum tipo de prejuízo pro próprio supervisor, que então ele vai ter que responder dentro da daquela empresa ao regimento interno daquela empresa. Então, ao manual de boas condutas que via de regra as empresas têm que ter. tipo penal você passar e olhar e você tá conversando, eu não consigo vislumbrar uma uma relevância no âmbito cível ou criminal de só você passar o ampassan, né? Tá ali sentado escrevendo e alguém passar e ver. O importante é o que você vai fazer com aquela informação. Se você tentar obter alguma vantagem ilícita para você, seja no ambiente de trabalho ou não. Então assim, eu ouvi meu chefe falando, por exemplo, que ele vai eh ã dar prejuízo na empresa e é uma empresa que, por exemplo, está na bolsa de valores. Isso pode ser relevante, por exemplo, para investidores e essa informação pode então trazer algum tipo de prejuízo paraa empresa. ficar caracterizado este prejuízo, então sim, cabe algum tipo de indenização na esfera cível, tá? Então o que a gente tem que ficar preocupado realmente na trabalhista, na esfera do trabalhista, é em relações hierárquicas a respeito do excesso de monitoramento e bisbilotagem e ficar atento a o que vai ser feito com aquela informação. Aquela informação vai gerar algum prejuízo para outra pessoa, vai gerar um prejuízo pra empresa. Só que a gente tem que entender que, por exemplo, no ambiente corporativo, eh, é comum que você veja de passagem algumas situações. Então, a gente tem que entender o que é o comum e o que está extrapolando aquele aquele limite normal de um ambiente de trabalho que é plural, né? Então, a gente precisa casuisticamente analisar para entender qual é a melhor, o melhor posicionamento. Mas se você tem uma empresa e tá com está com problema desse tipo, é interessante que você tenha um regimento interno forte e eh que possa penalizar os seus funcionários por esse tipo de atitude indesejada. Nossa, quanta explicação. Tá vendo? Só tem coisas que acho que acontec no seu dia a dia e você não tinha nem noção que é bisbilhotagem, que é um monitoramento e que isso pode te trazer consequências, né, tanto na sua vida pessoal quanto na sua vida profissional. E é por isso que nós trouxemos hoje uma advogada e também uma psicóloga. Porque quando a gente fala de consequências jurídicas, a advogada fala pra gente agora consequências psicológicas no ambiente corporativo. Aldirene, fala pra gente, né, quais as consequências psicológicas que a gente pode ter eh num ambiente corporativo onde a bisbilhotagem reina? Bom, no ambiente o ambiente corporativo, ele não é muito diferente dos outros ambientes, né? Porque a as áreas cerebrais elas estão conectadas. Então, uma vez que existe um prejuízo em uma área, vai existir em todas as áreas. Eh, uma área dentro do ambiente corporativo que pode ser muito prejudicada é essa do aprendizado. Então, eu tô num ambiente corporativo para executar uma tarefa, né? Agora, se uma questão de bisbilhotagem pode tá gerando ali um desconforto nos envolvidos, pode estar gerando uma insegurança, pode tá gerando uma ansiedade, até mesmo uma depressão, obviamente o desempenho vai ser prejudicado, né? Então, de um modo geral, eh, pesa o clima os comportamentos nocivos. A bisbilhotagem, ela gera um desconforto em quem tá próximo, né? As pessoas que sabem daquele comportamento, elas comentam também. É, é algo que não é muito bacana, mas é que vai afetando um, vai afetando o outro. Quando se vê, existe um clima ali que não é saudável para esse ambiente, né? não vai ajudar com que as pessoas eh tenham um ótimo desempenho, tenham uma excelente convivência, uma excelente conexão, que tudo contribui aí pro objetivo final da empresa, né, para que seja tudo muito efetivo e funcione tudo muito bem. Muito bem. Agora, eh, as redes sociais, né, elas viraram assim uma espécie de vitrine da nossa vida. E será que a gente é culpado também eh por aguçar a bisbilhotagem? Qual que é a sua avaliação sobre as redes sociais, né? A a gente colocar tudo nas redes sociais, mostrar tudo para todo mundo. Então, eh, aliás, mostrar o que a gente quer que as pessoas vejam, né? E será que essa esse essa nossa ação um pouco automática faz com que aguste a bisbilhotagem aleheia? Sim, é a nossa realidade, né? Nós estamos vivendo essa era virtual e antigamente a bisbilhotagem era ali a vida do vizinho, o que que ele tá fazendo, o que que ele comprou, o que que tá acontecendo. E isso até gerava uma certa exposição ali da pessoa, né? Mas hoje com as redes, com a facilidade de você ter em qualquer lugar, em qualquer momento, o acesso à vida do outro, eh, tá muito mais fácil, as pessoas estão presas. Eh, eu acho assim uma interessante pensar na ideia, mas também preocupante a gente pensar que quanto eu tô olhando a vida do outro nas redes, olhando aquilo que eu acho que é, né, Rúbia? como você bem colocou, porque é só aquilo que se quer mostrar, né? Não tem os bastidores ali, todo aquele peren que a gente vive constantemente, né? Então, as pessoas se apegam demais nisso, elas se apegam no perfeito e não existe. E isso faz com que elas se sintam inferiorizadas, né? Quando elas se sentem inferiorizadas, elas se sentem também mais inseguras, mais ansiosas e elas ficam precisando mais ainda estar olhando a vida do outro. O que eu considero muito preocupante neste contexto de olhar a vida do outro, eu não vivo a vida do outro, então eu posso também desenvolver uma depressão, porque eu deixo de viver as minhas coisas, eu deixo de viver a minha realidade, entende? a temos diferentes tipos de dificuldades cerebrais, emocionais, intelectuais a partir dessa necessidade de ficar preso a uma realidade que eu não vi. Importante a gente saber disso, né? Comparações, análises da vida das pessoas, eh essa vontade de descobrir, de entender, de querer ser igual. Gente, essa vida tem bastidor, né? né? E o bastidor às vezes as pessoas não mostram, então tem que tomar muito cuidado, até porque essa questão de bisbilhotagem tem também eh uma consequência, né? Consequência psicológica e consequência jurídica. Agora 8:32, por favor. Vamos lá. Queria só fazer uma colocação que realmente a exposição excessiva hoje nas redes sociais eh traz essa facilidade de bisbilhotar e essa vontade a mais do pessoal. Mas é justamente por isso que veio o marco civil da internet para mostrar que mesmo a internet não é uma terra sem lei, como muitos gostam de utilizar essa frase na nas redes sociais e na internet de uma maneira geral. Então, é preciso entender que mesmo aquela exposição, aquela pessoa que se expõe na rede social, de certa forma, ela tem direito à privacidade dela, tá? Então, mesmo que ela poste uma foto, isso não significa que ela está te convidando a entrar na vida dela. Ela tá te convidando a acompanhar a vida dela, a não bisbilhotar, a não praticar o stalking. Então, é necessário também ter a consciência de que mesmo que aquela pessoa seja uma figura pública ou não e que esteja expondo a sua vida em rede social, ela não está sendo ela não pode ser culpabilizada pela ação excessiva daquele outro de bisbilhotar ou de stalquear aquela aquela pessoa, aquela vítima. E a gente precisa entender que a internet tem limites e tem consequências, assim como a vida fora dela. Muito bem, gente, que programa, né? Percebe que duas pessoas maravilhosas, que profissionais magníficas trazendo pra gente essas informações que eu tenho certeza que você vai carregar pra vida, né? Você tá pegando aqui, você vai pegar um ponto aqui, outro ponto ali e vai levar assim pro seu dia a dia, porque isso é muito importante. E agora a gente fala com os nossos telespectadores. 8:33. E aí, você é bisbilhoteiro? Qual que é o impacto, né, dessa curiosidade invasiva nas relações, no ambiente digital? E aí, como é que fica o dia a dia, produção? Tem perguntas pra gente? Pode mandar. Vamos lá. Ô, João do Jardim Eulina, muito bom dia para você. Obrigada pela sua participação. Ele diz: "Por que algumas pessoas têm tanto prazer em saber da vida dos outros, mesmo sem envolvimento direto?" Boa pergunta, João. E a gente já direciona, então, paraa nossa psicóloga. Bom, eh, eu acho importante a gente ressaltar que a necessidade de pertencimento, ela é inata às pessoas, aos seres humanos e de alguma forma ela colabora para esse interesse também em relação à vida dos outros, né? De alguma forma, mesmo que não se conheça a pessoa, quando você sabe de alguma informação, é como se você estivesse fazendo parte de algo, né? Não é algo que te agregue, não é algo que seja positivo paraa sua vida, mas gera essa sensação de que você faz parte, de que você pertence a algo, né? Também o nosso cérebro ele funciona por reforçamento, né? Então ele vai liberar ali algumas substâncias que de acordo com aquele hábito, aquela repetição, pode ser bom, pode ser um hormônio legal que vai te fazer se sentir bem, pode ser ruim. No caso de tá eh olhando a vida do outro, sabendo da vida do outro ali, pode gerar essa sensação relacionada com a dopamina de uma eh satisfação, de um prazer, né? E e esse hormônio, ele também tá relacionado com a conexão, né? Existem essas questões, existem outras também que podem estar relacionadas a esse comportamento disfuncional. Muitas vezes a pessoa não tem nem consciência do quanto é disfuncional, desadaptativo. Às vezes é bacana que a gente possa ser essa pessoa que não sai falando dessa pessoa, olha aquele fulano, olha como ele age, que fofoqueiro, né? Mas que a gente possa colocar o limite. Olha, quando você interfere na minha vida dessa forma, eu não gosto. Você pode, por favor, manter um certo distanciamento assim? Eu tenho uma atitude bacana e contribuo também para que a pessoa comece a perceber e a entender que esse comportamento de fato não é bom. Muito bem, 8:36. É bem impactante esse tema, né? Porque se você for parar para analisar, você tá lá no ônibus indo para casa depois de um dia cansativo de trabalho. Aí você vai falar com a família de repente, né, na na rede social, nesses aplicativos de conversa. E aí quando você menos espera, tem alguém lá, você tá sentado, de olha para cima, tipo, tem alguém olhando teu celular, poxa vida, qual que é o interesse que você tem sobre a conversa que eu estou tendo com quem quer que seja, né? Então é é essa curiosidade que agustaça o ser humano. E não adianta você falar que você já não tentou fazer isso, porque nós somos curiosos. Isso é coisa que acontece, né? Eh, a gente não pode normalizar, mas acontece. É um pouco natural do dia a dia. Só que a gente precisa estar atentos, né, a o que pode acontecer. tanto psicologicamente quanto juridicamente, quando a gente ultrapassa os limites, né? Então, tem mais perguntas e a gente quer saber quem é que tá participando conosco nesta manhã de segunda-feira. Vamos lá. O Carlos da Vila Marieta. Existem leis que impedem alguém de acessar conversas em redes sociais sem autorização, mesmo em casos de casal? Sim, existem. Como a gente conversou já no início, a gente trouxe já no início da apresentação, a o fato de você estar em um relacionamento conjugal ou namoro ou realmente estar casado ou numa união estável, não significa que você está abrindo mão da sua individualidade, da sua liberdade dentro das redes sociais. Você tem direito, sim, e é pacífico já pelo STJ, direito ao sigilo, mesmo entre cônjuges, em relação, por exemplo, à suas conversas de WhatsApp, à suas conversas no Instagram, a a a ao que você vem trabalhando e conversando com as pessoas dentro das suas redes sociais. O fato de você estar em um relacionamento não significa que você está abdicando de sua privacidade. E isso é protegido tanto pelo marco civil da internet quanto pela lei Carolina Dickma, quanto pela Maria da Penha. Isso ali normalmente voltado para mulheres vítimas. A pergunta foi de do Carlos, né, um homem, mas também eh para as mulheres tem essa proteção especial da violência doméstica justamente porque o fato de bisbilhotar o tempo inteiro pode ser entendido como a violência psicológica, que também é punível como crime, tá? Também é tipificado no Código Penal. Então, a gente tem sim vários limites e limites fortes e importantes na nossa legislação pátria a respeito da bisbilhotagem em redes sociais e outros tipos de aplicativos mesmo em relação entre cônjuges. Agora, quando a gente fala de aplicativo, né, eh me vem a cabeça aquela questão dos aplicativos de de espionagem, né? né? Tem muito aplicativo espião. Se você for pesquisar isso na internet, tem muita gente que ensina eh colocar aplicativo, eh clonar o WhatsApp, né? Eh, o que que acontece na questão jurídica? Quando eu descobro que tem um aplicativo espião no meu celular, tem como descobrir quem instalou? Eh, o que o que que eu posso fazer quando eu estou desconfiada disso? Tem como tem aplicativos que eles não aparecem, né, eh, em lugar nenhum. ali tem, eles conseguem esconder muito bem esse tipo de monitoramento, esse tipo de aplicativo. Eu gostaria que você falasse um pouco do peso de de quem eh faz esse tipo de coisa. Vamos lá. O monitoramento por meio de aplicativo de espelhamento ou algum outro tipo de MA que você insere no celular da vítima é penalizado sim de novo pela legislação Carolina Digma que trouxe pra gente esse novo tipo penal de você colocar um aplicativo no celular daquela pessoa com o intuito de monitoramento ou mesmo que você não faça nada com aquela informação, só o fato de psicologicamente pro agressor ter aquele controle na vida da vítima. Tem vários atravessamentos ali importantes de direito de família e de violência doméstica, mas é tipificado sim. Então, é considerado crime sim você instalar um MA ou algum tipo de aplicativo de espelhamento no celular ou computador ou qualquer outro dispositivo móvel ou de mesa com acesso ou não à internet e a agravantes a esse tipo penal justamente com o que você vai fazer com essa informação, tá? Então, é comum que isso aconteça. É comum. Como que a gente pode saber quem fez aquilo? Realmente tem que passar por uma perícia para ver se a perícia consegue analisar quem foi o infrator, o agressor que cometeu a aquele aquele tipo penal. Agora, o que acontece é que você consegue entender quem fez aquilo pelo contexto geral. Vamos falar, por exemplo, de um relacionamento que já tem atravessamentos de violência doméstica. Então, é esperado dentro daquela, se a gente tá falando de, por exemplo, um marido mais controlador, é esperado que ele utilize de artifícios para controlar a vítima e um desses é justamente os aplicativos. Então, pode ser que você não consiga comprovar que é aquela pessoa que colocou aquele aplicativo no seu celular, mas é possível conseguir uma medida protetiva por causa do todo. Então, não só aquele comportamento. Por exemplo, a gente já teve casos do escritório em que o marido colocou um rastreador no carro e rastreava a esposa para saber em todos os lugares que ela tava. não entra especificamente a respeito de Maer, mas é também uma forma de controle, é também uma forma de violência doméstica, justamente na violência psicológica, tá? Que ela abala realmente eh a essência e a daquela vítima. Então, eh e a violência moral também, que é justamente as ofensas, vem sempre muito acompanhadas também da violência psicológica. Muito bem. Olha só, 8:42, nós iniciamos o programa, você percebe e o peso, né, dessa dessa eh palavra bisbilhotice, bisbilhotagem? Aí se você analisar, você falar assim: "Ah, só uma bisbilhotice, né? só tá olhando ali, mas você percebe como vai desenvolvendo e o o onde a gente está chegando quando a gente inicia a fala eh com a palavra bisbilhotice, eu eh passo paraa nossa psicóloga agora, porque isso me chamou atenção. A gente inicia falando de uma simples olhadinha no celular do vizinho, né? É uma simplesbilhotada no que o outro está fazendo na rede social. E aí a gente segue um caminho e nós vamos para eh chegamos ao ponto da instalação de um aplicativo de monitoramento, um aplicativo eh espelho para ver realmente o que a outra pessoa está fazendo. Nós chegamos aí eh de uma, saímos de um ponto simples, que é uma olhadinha para um controle, né? Então, eu gostaria da sua fala eh Aldirene sobre isso, né? O o desenvolvimento e o cuidado que a gente precisa ter para não chegar a esse ponto. Eh, bem colocado, Rúbia. Eh, a falta de autoconsciência, ela pode ter limites assim extremamente danosa realmente paraa vida como um todo, né? Então assim, é muito importante que a gente perceba as pequenas atitudes, né? Inicialmente, por que que eu tenho tanta curiosidade? Por que que eu tenho esse comportamento? Por que que eu preciso tanto ter esse controle? Porque se você não tem e você vai normalizando, considerando o aceitável, vai se vai escalando realmente e chega nesse ponto de um controle total a respeito da vida do outro, porque inicialmente você não entendeu os limites, aonde eu posso ir, aonde eu não posso ir, qual o meu direito, o que que é um respeito à vida do outro e comigo também, né? Porque as pessoas que fazem essa besilhotagem, que elas ficam ali de olho na vida do outro, elas não tão bem também. Não é uma coisa saudável, não é um modelo de pessoa feliz que a gente realmente quer ter. Então é algo que tá fazendo e prejudicando a pessoa, a si e ao outro constantemente. E tudo isso por conta da falta de autoconsciência, da autocrítica. o que que eu posso fazer, o que que eu devo fazer, o que que é legal, né? Então, é realmente algo para se olhar desde o início e a partir de reflexões como esta também começar a refletir, a pensar, a ponderar o que que eu tô fazendo da minha vida, que tipo de pessoa eu sou e que tipo de pessoa eu quero ser, que tipo de comportamento, que tipo de referência eu quero ser pros meus filhos, paraas pessoas que vivem comigo, né? Acho isso realmente bem importante. É muito importante. São sinais de alerta, né? A gente emite sinais o tempo todo, né? Se você parar para pensar no comportamento humano, o corpo fala, o corpo fala e os sinais estão aí. Então a gente precisa estar atento, né, aos sinais e os sinais que nos alertam que algo não está bem, que algo está passando dos limites mesmo. E aí procurar ajuda de profissionais. Agora 8:46. Tem mais produção? Tem mais pergunta pra gente? Pode colocar na tela, por favor. Nossa turma trabalhando segunda-feira de manhã. Que belezinha. Vamos lá, Eduardo do Jardim Nova Europa. Reality shows e redes sociais estão ensinando crianças a não valorizarem a privacidade. Olha só que pergunta interessante, hein? Vamos lá, então, falando com a nossa psicóloga Audirene. Qual que é a sua avaliação sobre eh os reality shows? E a pergunta do nosso telespectador Eduardo, de alguma forma, sim, porque estamos eh aprendendo o tempo todo, né? As crianças elas ainda não têm repertório de vida. Então, tudo que elas ouvem, tudo que elas veem, tudo que elas percebem com a interpretação infantil ainda vai ser um aprendizado paraa vida dela. Então, de repente ela vê uma situação ali, ela tá assistindo, tá todo mundo assistindo, tá todo mundo concordando, ela entende que aquilo é aceitável, que é o jeito certo de se viver no mundo. Então, de alguma maneira, sim, né? Tudo que eu vejo gera um aprendizado. Sim. Muito bem. Você quer pontuar, Camila, essa questão dos reality shows, né, e do ensinamento que que está sendo repassado para os nossos pequenos. Sim. Eh, quando a gente fala aí dessa dessa questão da bisbilagem, dessa questão da vida aberta e eu poder interferir a hora que eu quiser. Como a doutora trouxe, muito bem colocado, as crianças não têm repertório, então é dever dos pais eh do estado, de certa forma também proteção, a proteção dessas crianças, desses menores. O ECA, que é nosso estatuto da criança do adolescente, é extremamente forte e bem redigido. a aplicação dele, que justamente pela nossa extensão ser muito grande, que às vezes fica um pouco defasada, mas me chama atenção, por exemplo, crianças estarem sendo expostas a a reality shows porque não tem classificação indicativa livre. Então, é necessário que os pais também saibam qual é o papel deles como pais. Então, não adianta a gente ter legislações fortes, não adianta eu tipificar que Stalking é crime, não adianta eu tipificar Maria da Penha se dentro de casa os pais não têm a consciência de colocarem as crianças para assistirem somente aqueles programas que têm a sua classificação indicativa. A classificação indicativa é todo um trabalho do governo justamente para facilitar o controle paterno, do que fica mais fácil a e mais palatável pra criança dentro daquela idade. Então não faz o menor sentido eu falar, por exemplo, que o reality show está ensinando crianças de 4 anos, que a bisbilotagem é comum, porque crianças de 4 anos não é para est assistindo o reality show. Então, tem uma classificação indicativa que eu não vou dizer eh saber dizer qual é, mas se eu não me engano 14 ou 16 anos para reality show e alguns outros até 18 anos a depender do conteúdo. Então a gente precisa ter a consciência também que o estado não vai conseguir educar nossas crianças. Nós precisamos também de maneira forte como pais educar nossos pequenos, senão realmente vai ser cada vez mais comum o stalk e a bisbilhotagem. Muito bem. 8:49. Gente, tô orgulhosa dessas duas, hein? Que coisa, que poder de fala, que coisa mais magnífica e que compartilhamento importantíssimo, né, para mim, para você que tá aí do outro lado. Eu acho que é é algo que a gente precisa absorver e levar pro nosso dia a dia tudo que tá sendo dito aqui nesse estúdio Câmara desta segunda-feira, semana começando e a gente começa falando de bisbilhotagem. Ó, já aproveita e leva pra semana, não vai ficar olhando o celular do coleguinha, tá bom? Vamos lá. Faltando 10 minutinhos para as 9 da manhã. Quem tá com a gente pode mandar, produção. O Fábio do Jardim Nova América. Bom dia. Quais medidas posso tomar se alguém usa minhas fotos de perfil em uma conta falsa para me vigiar ou fazer piada? Hum. E aí, Camila? As próprias redes sociais já tem alguns mecanismos de denúncia. Aham. contas fakes, como são conhecidas as contas falsas. Então, a gente precisa utilizar, nós precisamos utilizar esses esses benefícios e esses mecanismos. Caso mesmo com as denúncias em redes sociais, por exemplo, Instagram, que é extremamente usual que haja perfis perfis falsos, há necessidade de notificar essas essas redes sociais, tá? pelo marco civil da internet, a simples notificação extrajudicial, quando a gente tá falando de fotos pessoais ou envolvendo no DES, principalmente, já tem a obrigação daquela plataforma de baixar, de eh de tirar do ar aquela foto. Então, se você tá sofrendo porque alguém criou algum fake seu nas redes sociais e se envolver no des uma simples notificação justamente pro Instagram, pro Facebook, pra meta de uma maneira geral, é possível que você cesse a propagação dessa dessas fotos na internet. No entanto, é comum que volte a acontecer justamente por causa dessas situações de stalking, eh, que as pessoas não conseguem, como a doutora psicóloga trouxe, entender o limite que elas têm. Então, é comum que quem sofra com uma conta fake sofra novamente com outras contas fakes. E é o que você precisa ficar sempre atento e abordar o problema assim que ele existe, enviando a notificação extrajudicial diretamente paraa empresa, eh enviando denúncias por meio das plataformas digitais. Então, realmente é é um dever de vigilância que temos que ter. Muito bem. 8:52, hein? Segunda-feira maravilhosa. A gente começando a semana. Você é bisbilhoteiro? conta pra gente. Vamos lá, pode mandar. Tem mais? Dá tempo ainda, né? Acho que para mais duas. Aí depois a gente já vai para as considerações finais. Falei para vocês duas que passava rapidinho e passa rápido mesmo. A Juliane do Taquaral tá com a gente. Bom dia, Ju. Obrigada pela sua participação. Com tanto exposição nas redes, como saber o que é curiosidade legítima e o que já virou invasão de privacidade? Bom, é um detalhe bem interessante, né, Camila, pra gente poder identificar, porque curiosidade é uma coisa, invasão de privacidade outra. E aí, como é que a gente vai fazer pra gente entender qual que é a diferença de um para outro? Eu acho que a gente tem um exemplo muito fácil para elucidar. Vamos falar que a gente tá no mercado. Se aqueles itens estão à sua disposição na prateleira e você está olhando ele, entendendo o rótulo deles, isso pode ser entendido como mera curiosidade. Agora, no momento que você começa a além do que aquela pessoa te expõe em prateleira, e aqui eu tô fazendo uma alusão a, por exemplo, o feed do Instagram, então é uma prateleira de fotos. Se você for além, se você for tentar, por exemplo, por meio de hacker, eh, mecanismos de de hackear, entrar no WhatsApp daquela pessoa. Se você entrou no WhatsApp daquela pessoa, seja burlando uma senha ou não, você já tinha a senha do celular daquela pessoa, mas aquela pessoa nunca te autorizou a entrar no WhatsApp dela, você tem a senha do celular meramente para trocar uma música no Spotify. E você entra, se aproveita dessa senha e entra no WhatsApp dela. você vê que há uma diferença do que você é autorizado a ver na prateleira, então você é autorizado a mexer no Spotify daquela pessoa, você é autorizado a ver as fotos que ela publica no Instagram, mas você não está autorizado a entrar no âmago daquela pessoa, no íntimo daquela pessoa, entrar naquele WhatsApp, por exemplo, ou nas mensagens do Instagram e ler o histórico de mensagens entre aquela vítima e uma terceira pessoa que também pode ser considerada uma vítima. Então o cuidado é justamente o nosso bom senso. está exposto, se me foi entregue, se é em prateleira, pode ser entendido como mera curiosidade você fazer uma, você fazer uma pesquisa na internet e olhar a Wikipédia de um ator, por exemplo, mera curiosidade agora você começar a perseguir esse ator todas as vezes que você eh passa pelo bairro que ele mora ou pelo bairro que ele trabalha, então sim, isso pode ser entendido como uma invasão da privacidade, uma invasão realmente do âmago daquela pessoa. Fora isso, obviamente, eh quebra de sigilo, tanto bancário quanto de mensagens, só por meio de ordem judicial. Muito bem, Audirene. Vamos lá, então, né? Eu quero saber de você o seguinte: quais as saídas saudáveis eh paraa curiosidade e como é que a gente consegue lidar com isso no dia a dia, porque curiosidade é algo que todo mundo tem, né? É, então fica um pouco delicado a gente falar disso. Então, quais as saídas saudáveis para eu manter a minha curiosidade eh na caixinha, né? Não deixar ela transbordar assim. É, eu acho que com as facilidades que a gente tem, eh, esse tema ele é realmente mais relevante que nunca, né? Mas eh a curiosidade é saudável porque faz com que a gente aprenda sobre a vida, sobre aquilo que é importante, interessante pra gente. Mas a gente precisa est sempre perguntando o que está trazendo de benefício, o quanto tá agregando pra minha vida, o quanto que eu preciso estar em contato com isso, o que que eu tô deixando de fazer também quando eu estou consumindo demais isso que me consome, que consome o meu tempo, que faz com que eu perca momentos talvez muito mais importante do que aquilo que eu tô fazendo. autoconsciência, reflexão, eh, ponderar constantemente, mesmo analisando se faz sentido, se não faz. É essencial nesse momento da nossa vida aqui, nessa realidade do século XX que vivemos, faz parte da nossa vida, mas a gente precisa estar cada vez mais consciente dos nossos atos, dos nossos comportamentos, sentimentos e de quem somos e queremos ser. mundo maravilhosa. 8:56. É isso, gente. Eh, estar consciente, né, eh, dos atos do dia a dia. São coisas assim que a gente precisa nos atentar para que não sejamos vítimas e também para que não façamos vítimas, né? 8:57. Produção tá avisando que dá tempo para mais uma. Então, vamos para a última pergunta desta manhã do nosso estúdio Câmara. O Daniel do Cambuí. Sou empresário e às vezes observo meus funcionários trabalhando porque gosto de ver a dedicação deles. Isso pode ser interpretado como assédio? Bom, Daniel, agora nós vamos ter então a resposta das duas profissionais, a questão psicológica e a questão jurídica. Eu começo então com a questão psicológica pra gente responder o Daniel, né? ele observa os funcionários trabalhando porque ele gosta de ver a dedicação. Eh, esse observar os funcionários trabalhando, ele pode ser algo que a gente precisa eh acender um alerta porque pode ultrapassar o limite? Qual que é a sua avaliação, por favor? Direne, olha, eh, o que é importante perceber é o desconforto dos envolvidos. Então assim, se ele tá fazendo essa pergunta, talvez de alguma forma ele já esteja percebendo algum tipo de desconforto ou nele ou uma preocupação em como tá sendo visto. Então acho que o interessante é uma conversa aberta, né, onde você olha pro seu funcionário, você pergunta e você também assertivamente você fala o que você está fazendo? O que aquilo significa? Porque muitas vezes, se a gente não comunica com clareza aquilo que tá acontecendo, aquilo que a gente tá percebendo e fazendo, a gente pode gerar interpretações errôneas que vão justamente ter um efeito contrário. Eu percebo da parte dele um cuidado extremo com os funcionários, mas de repente pode vir a serviço de uma forma negativa, eles vão se sentir mal ali e não vai ser bacana pro meio. Muito bem. A comunicação, né? eh estar comunicando, isso é importante demais, faz parte do nosso dia a dia. Agora, eh, sobre a parte jurídica, a gente pergunta para você, Camila, eh isso pode ser interpretado como assédio no caso do Daniel, observar os funcionários trabalhando, porque gosta de ver a dedicação da turma ali trabalhando e agilizando? Daniel, extremamente importante, presta atenção. Você não pode, de maneira nenhuma monitorar por meio de câmeras a produtividade dos seus funcionários. Você pode ter câmeras para você ter uma segurança para aquele seu local. A gente tá falando às vezes de guarda objetos de valor, um computador de valor. Agora observar por câmeras os funcionários é extremamente vedado pela nossa legislação, pelos tribunais e pela pela jurisprudência pátria. Então você precisa com urgência procurar uma assessoria jurídica, trabalhista, consultiva justamente para evitar que no caso de ser processado você perca por indenização, porque realmente cabe indenização contra o patrão que faz o monitoramento da dos funcionários, das suas atividades por meio de câmeras. Eu entendo como empresária também que há um prazer de olhar aquela sua empresa girando e funcionando. No entanto, essa esse tipo de situação já foi abordada especificamente pelo judiciário. É vedado. Não faça. Muito bem. pontualmente 9 da manhã e a gente tá chegando ao fim aí do nosso estúdio Câmara, mas claro que nós temos as considerações finais das nossas entrevistadas e aquela dica que fica para você sobre o nosso tema de hoje, sobre bisbilhotagem. Então eu gostaria de encerrar com a nossa psicóloga, a Aldirene, que participou conosco, trouxe eh compartilhou informações maravilhosas pra gente carregar aí pra vida sobre essa questão psicológica que nos envolve uma curiosidade de bisbilhotar a vida alheia. Então, Audirene, considerações finais, por favor. Eu agradeço a sua participação imensamente. Desejo uma semana linda para você e deixa pros nossos telespectadores uma mensagem especial para que eles se atentem, né, nessa questão aí eh da bisbilhotagem exacervada. Bom, a minha mensagem é que se você gosta de bisbilhotar, você tá muito voltado pro outro. Volte para si. Olhe pra sua vida. Olhe paraa sua família, pros seus interesses, olhe para aquilo que você gosta de fazer. Seja interessante se interessando por si mesmo. Talvez você tenha aprendido que você vai receber o devido valor ou a segurança se você estiver eh sabendo da vida do outro, mas o seu valor é você quem vai dizer e você vai se sentir valorizado se você valorizar a sua vida e as coisas que você faz. volte para si, faça uma terapia, se conheça, se perceba e procure pela pessoa que você quer ser neste mundo. É isso que eu gostaria de estar dizendo para todos os que estão ouvindo, bisbilhoteiros ou não. Maravilhosa. Obrigada, muito obrigada pela sua participação, viu? Muito obrigada, Rúbia. Adorei. Muito obrigada. Maravilha. A gente que agradece. Super, né? eh eh produtivo, esse e informativo, essa essa essa nossa uma hora que a gente passa aqui todas as manhãs de segunda a sexta. É tão bom saber que você tá aí do outro lado, que a gente pode contribuir eh de alguma forma para que você melhore um pouquinho, né, a sua qualidade de vida, porque comportamento é qualidade de vida. Eu quero agradecer você, Camila, mulher, mas que força, né? Que coisa mais assim impactante. Adorei vocês duas. Eu acredito que a gente conseguiu contribuir, apesar do tempo pouco, a gente conseguiu contribuir muito com os nossos telespectadores e com a nossa equipe também, porque a informação é o que move, né? Então, gratidão, muito obrigada, parabéns pelo seu trabalho. Ago, muito obrigada. E a colocação que eu queria fazer é rememorá-los que a internet não é uma terra sem lei, há consequências, inclusive no âmbito penal. Então, por gentileza, tenha um bom senso do homem médio, que é o que eu estou ultrapassando. E se você tem dúvida de qual é o limite deste bom senso esperado pela sociedade, procure os profissionais capacitados para tal, como por exemplo, a psicóloga, para te ajudar a entender qual é esse limite e se já aconteceu alguma coisa ou você está na nas imediações de que algo aconteça. Por gentileza, procura uma assessoria jurídica competente para te auxiliar. Muito bom. E assim a gente fecha o nosso programa de hoje, 9:03. Mas eu quero te convidar para participar amanhã, claro, porque amanhã tem estúdio Câmara, amanhã é terça-feira e o estúdio Câmara entra no universo dos fãs apaixonados. Gente, nós vamos falar sobre o comportamento das pessoas que já viajaram quilômetros, tatuaram o nome do artistas, dormiram na fila aí de shows e até viraram notícia por amor ao seu ídolo, né? Tem gente até que coloca fralda geriátrica para ficar na fila e aí depois quando tem que pegar o metrô, não quer saber da fila, daí briga no metrô. É uma coisa de louco. Você já fez alguma loucura pelo seu ídolo? Eh, que impacto isso traz pra sua vida? Será que tem alguma coisa a ver com o nosso subconsciente, né? É, a gente vai falar sobre isso amanhã com mais profissionais, olha, de altíssimo escalão que trazem pra gente informações preciosas no nosso estúdio Câmara. Quero agradecer a sua audiência, a sua companhia. Quero lembrar você que hoje, a partir das 6 da tarde, no plenário José Maria Matozinho, nós temos a 27ª reunião ordinária. Você pode participar ao vivo, vai lá pro plenário, vai lá participar. Eh, a entrada é pela Avenida Engenheiro Roberto Manes 66, bairro Ponte Preta, tá bom? a partir das 6 da tarde ou então se você não consegue, acompanha aqui pela TV Câmara Campinas ou então também ao vivo pelo YouTube. E falando em YouTube, este programa e todos os outros programas eh e quadros da TV Câmara Campinas estão disponíveis no nosso canal do YouTube, onde você pode também participar, pode também conversar com a gente. Nossa equipe, nossa produção tá lá respondendo sempre. quando você se posiciona, faz o seu comentário. É muito importante a gente saber que você está aí do outro lado, porque todo esse conteúdo que você confere aqui na TV Câmara Campinas é produzido com muito carinho eh pela equipe do grupo Mais Comunicação para você. Então é importante que você esteja lá e a gente faz muita questão em te responder. Então agradeço mais uma vez a sua audiência, a sua companhia. Além da reunião ordinária, nós temos hoje meio-dia Câmara Notícia, trazendo informações do Legislativo campineiro e também da nossa metrópole, sem contar a programação diversificada da TV Câmara Campinas. Já sabe, tá com a gente, maravilha. Não está com a gente ainda? Eu te convido para ficar, eu tenho certeza que a nossa semana será muito produtiva com você aí do outro lado e com toda a nossa equipe trabalhando. Vou encerrando por aqui, gente, agradecendo a sua audiência, a sua companhia. Uma semana maravilhosa para todas nós, para todos nós, aliás. E claro, né, muito obrigada a essa dupla magnífica que dividiu o estúdio com a gente hoje. Você de casa, valeuzão, beijo grande. Fica com Deus, se cuida e presta atenção, né? Vamos no limite da bisbilhotagem aí porque pode gerar consequências não boas. Então, volte para você, assim como ensinou a nossa psicóloga. E preste atenção, busque um profissional se o negócio tá pegando, você não tá conseguindo direcionar as coisas, como disse a nossa advogada. E assim a gente termina. Mu beijo grande. Fica com Deus. Até amanhã. Se cuida. Para de olhar o celular ali aí que é feio, hein? Ciao. Ciao. [Música] [Música] [Música] [Música] Não, já foi, já foi, já tá congelada. Já foi. Aham. Mas olha, eu assim, eh, a gente conversa