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Estúdio Câmara | Dormindo com desconhecido: casais sem conexão emocional
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Estúdio Câmara | Dormindo com desconhecido: casais sem conexão emocional

21 views Publicado há 3 semanas HD · 1:01:12
Resumo editorial

O Estúdio Câmara discute uma realidade que muita gente vive mas nem sempre percebe: o relacionamento em que o casal continua junto, divide a mesma casa e a mesma rotina, mas já não compartilha conexão, intimidade ou presença emocional. Um relacionamento que não terminou oficialmente, mas que por dentro se esvaziou. O programa investiga os motivos que levam duas pessoas a permanecerem juntas mesmo distantes emocionalmente e os impactos disso na saúde mental e na qualidade de vida. No bloco do legislativo, a Câmara Municipal de Campinas recebeu selo ouro da ATRICON após atingir índice de 91,87% de transparência pública, ficando em primeiro lugar entre as câmaras das maiores cidades paulistas.

Descrição do vídeo

Estúdio Câmara debate "Dormindo com desconhecido" — casais que convivem na mesma casa mas perderam intimidade, diálogo e conexão emocional. Com psicólogas Edilma Vieira (terapia cognitivo-comportamental) e Bianca Taralo (terapia de casal), o programa revela causas, sinais e soluções para relacionamentos vazios. Sinais do desgaste silencioso Indiferença acima de brigas: conversas rasas, toque ausente, "tanto faz". Pensamentos não compartilhados criam muros. Ciclo do desamor: um não ama, o outro retribui o vazio. Por que ficam juntos? Filhos/família: "Mantemos por eles" (mas filhos voam, casal fica). Dependência financeira/emocional: medo da mudança. Provedor x emocional: homens acham "boleto pago = suficiente". Mulheres buscam proteção/afeto. Quick quitting: desistência silenciosa (mulheres cansam primeiro). Impactos reais Sade mental: dores de cabeça, prejuízos no trabalho, explosões emocionais. Filhos: modelo negativo (brigas/silêncio). Competição: "Quem sofre mais?" em vez de união. Soluções práticas Autoconhecimento primeiro: terapia individual (crenças, autorregulação). Terapia de casal preventiva: 1x/mês previne "UTI relacional". Quebre o ciclo: valide sentimentos ("Eu me sinto..."), não acuse. Celular como aliado: mensagens quentes/flertes para reacender. Surpreenda: mimo, jantar, cafun — não espere do outro. Fale sentimentos: "Saudade da gente" acima de silêncio. Quando separar? Sem reciprocidade: um quer salvar, outro não — reconstrua sozinho primeiro. Crenças tóxicas: desconstrua para decidir consciente (ficar ou ir). Ciclo vicioso: terapia resgata OU confirma fim saudável. Transparência Câmara Campinas Selo Ouro: 91.87% (acima média nacional 65%). 1º entre 10 maiores SP. Pauta hoje 14h: Institutos pesquisa SP (Guida Calixto). 18h30: Racismo trabalho (Mariana Conti). Campinas: sol/nuvens, 16-30°C. WhatsApp 199.782.9377: Vive "desconhecido"? Mande pergunta! Mensagem final: Amar é decisão — cuide ou libere. Terapia salva casamentos da UTI! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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[música] com o estúdio Câmara desta quinta-feira, hoje [música] é dia 7 de maio. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. E o tema de hoje é sobre uma realidade que muita gente vive, mas nem sempre percebe. O tema de hoje é dormindo com [música] desconhecido. Então, quando um casal continua junto, divide a mesma casa, a mesma rotina, mas já não compartilha conexão, [música] intimidade, nem presença emocional. Um relacionamento que não termina oficialmente, mas que por dentro já se esvaziou. [música] Quais são os motivos? O que leva duas pessoas a permanecerem juntas, mesmo distantes emocionalmente. [música] Participe com a gente, mande pra gente a sua pergunta, a sua dúvida. As nossas convidadas já estão aqui no estúdio, vão conversar conosco sobre esse tema, dormindo com desconhecido e qual o impacto disso para ambas as partes, né? Eh, eh, esse [música] casal que vive junto, mas não tem conexão. Será que isso vale a pena? Por que isso acontece? Até quando isso pode ser saudável e quando isso [música] começa já a trazer uma situação que preocupa quando a gente fala de bem-estar e [música] saúde mental? WhatsApp na tela 19978293776. Enquanto você manda sua mensagem, nossa [música] produção já está apostos. Vamos atualizar algumas informações. Daqui a pouquinho nós então vamos apresentar as nossas convidadas que já estão presente com a gente para debater o tema do programa de hoje. Olha só, gente, a Câmara Municipal de Campinas manteve mais uma vez seu nível de transparência pública acima dos 90% de informações [música] disponibilizadas à população e recebeu selo ouro da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil. O reconhecimento foi concedido a partir do resultado do quarto ciclo do Programa Nacional de Transparência Pública, que avaliou 10.072 10.072 72 portais de órgãos públicos de todas as esferas e poderes em todo o país. Na edição 2025 do levantamento, a Câmara [música] de Campinas alcançou o índice de 91,87% de transparência, ficando acima da média nacional [música] dos órgãos legislativos, que foi de 65,26%, e também superior à medida, a média, aliás, perdão, dos legislativos municipais do estado de São Paulo, que registrou [música] 66,80%. No recorte, entre as 10 maiores cidades do estado de São Paulo, com mais [música] de 500.000 habitantes, Assembleia eh Legislativa, Campinas ficou [música] em primeiro lugar no índice de transparência. A segunda colocada foi a Câmara de [música] São José dos Campos com 89,56%. E a Câmara recebe hoje, quinta-feira, duas reuniões públicas para debater temas ligados à ciência, direitos sociais e relações de [música] trabalho. Às 2 da tarde acontece no plenário José Maria Matozinho um debate promovido pela vereadora Guida Calisto sobre a situação dos institutos públicos [música] de pesquisa do estado de São Paulo. A discussão busca dialogar com a população sobre o enfraquecimento dessas [música] instituições e os impactos para a sociedade. O encontro terá a transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, também [música] pelo YouTube da TV Câmara Campinas e logo após, às 18:30, a frente eh às 6:30 da tarde, a Frente Parlamentar [música] de Enfrentamento às Violências Relacionadas ao Trabalho, que é presidida pela vereadora Mariana Conte, promove um debate sobre racismo no ambiente de [música] trabalho. A proposta é discutir os desafios para garantir condições mais humanas e igualitárias para os trabalhadores, especialmente a população negra, diante do aumento de casos de racismo registrado em Campinas. Agora vamos com a previsão do tempo para hoje. Lembrando que estamos aí no outono brasileiro e a previsão do tempo tá boa, porque semana que vem a gente tem [música] uma previsão aí de queda na temperatura. Hoje nós temos sol com aumento de nuvens à tarde, mas se você olhar para cima, o sol tá azul, tá coisa linda de viver. Mínima 16, máxima 30º. Bora que bora para mais um dia abençoado para mim [música] e para você. Agora vamos ao nosso tema central, apresentação das nossas convidadas. A gente precisa falar que muitos casais não percebem quando a relação começa a se perder. Não é uma briga, não é uma ruptura imediata, é um [música] desgaste silencioso. As conversas ficam rasas, o toque desaparece, o carinho esfria, dormem juntos, mas não mas vivem distantes, [música] né? E aí o que antes era conexão vira apenas uma convivência, [música] pequenas mágoas se acumulam, o diálogo se perde e aí sem perceber o casal passa a viver como dois estranhos dentro da [música] mesma casa. E esse processo pode levar meses ou até anos. A gente precisa falar sobre isso e [música] entender qual o impacto disso paraa vida de ambas as partes. Então, para falar sobre esse tema, a gente recebe hoje duas especialistas [música] e eu dou as boas-vindas e o bom dia paraa Edilma Vieira. Ela é psicóloga, especialista em terapia cognitivo comportamental. Seja bem-vinda. Bom dia para você. Obrigada pela sua presença. Bom dia. Bom dia a todos. [música] Eh, sim, como já foi apresentado, meu nome é Dilma Vieira, sou psicóloga clínica, eh, [música] especialista em terapia cognitivo comportamental, trabalho com crianças, [música] com adolescentes, desculpa aí, adultos. Eh, meu trabalho é mais focado [música] em família mesmo. Eh, inclusive, eh, eu escrevi o livro Fala com Pais e Filhos, no qual eu trago aí uma temática muito importante que tá dentro do que vamos falarmos aqui hoje, [música] que é sobre criar um ambiente seguro para termos uma conversa [música] assertiva com os com os filhos, com os nossos filhos. Importante a gente falar também sobre filhos, porque eh esse dormindo com um desconhecido também impacta os filhos, impacta todo mundo que vive no mesmo ambiente. [música] Para completar a nossa dupla de hoje, a gente traz a Bianca Taralo. Ela é psicóloga clínica, ela é especialista em relacionamento, terapia de casal, já esteve com a gente há um tempo atrás. Então, a gente agradece eh mais uma vez você por ter aceitado o nosso convite. Obrigado pela sua participação, pela sua presença. Muito obrigada. Muito bom dia. Fico muito feliz por essa participação novamente. [música] É muito rico falar sobre relacionamento e terapia [música] de casal. Eh, nós, né, eu e a colega aqui, vamos trazer uma riqueza dos detalhes, [música] né, porque família, casamento, relacionamento e filhos eh é a base, né, [música] nossa hoje. Então, esse tema é um tema rico e espero que a gente possa aí tirar todas as dúvidas de vocês para todo mundo aí conseguir viver um relacionamento saudável, [música] vivendo com pessoas que você realmente conhece e não acha que conhece. Exatamente. Porque dizem que a gente conhece a pessoa quando a gente se separa, né? E e deveria ser diferente. A gente deveria conhecer a pessoa antes de se casar, né? Por que você vai conhecer a pessoa quando você se separa? É, é bem delicada a situação, mas eu pergunto já pra Edilma, dentro da terapia cognitiva comportamental, como é que esse desgaste [música] eh silencioso ele vai se formando na prática, né? dormindo com desconhecido. Então, quais são os primeiros sinais emocionais e comportamentais que indicam [música] que a relação ela está entrando nesse processo de desconexão? Porque, poxa vida, dormir com o desconhecido é algo que chama a atenção, né? Você se sentiria à vontade dormindo com o desconhecido? Muito pertinente essa pergunta. Eh, inclusive está lá no meu livro Empatia Silenciada, que eu trago essa temática, [música] eh, falando sobre esse silêncio, eh, não só, né, lá, eh, ficou bem enfatizado [música] assim um pouco. Eu foco muito nas mulheres, gente, mas os homens também vem silenciando [música] muito dentro do relacionamento e assim causa aí um sofrimento. O que, como acontece, né? quando acontece e com os pensamentos intrusivos que não são divididos com o parceiro, diálogo começa ali. Como iniciar esse diálogo? Às vezes a eu falo aonde o casal peca muitas vezes eh em um dia que não foi tão bom. Uhum. Porque todos nós temos aquele dia, né? um dia pesado, denso. E às vezes quando chegamos em casa queremos dividir com o parceiro, mas o às vezes o parceiro ele está preparado naquele dia para para receber. Talvez ele também teve um dia difícil, não é mesmo? E aí ele não estando bem emocionalmente, ele estando ali tendo um dia de desequilíbrio emocional, ele vai estar preparado para receber a queixa do dia do outro? Essa é uma pergunta. Agora, o que nós ensin, o que a terapia cognitiva ensina na terapia? Nós trabalhamos isso com o casal ou com aquele que busca, né, gente? Porque nem sempre o casal vai em busca eh da desse, eu falo dessa psicoeducação, desse autoconhecimento. Geralmente quem procura mais é o que está sendo mais afetado na relação. Sim, esse sim. Ele chega já muito ali com desgaste maior e não sabendo o que fazer, como se comportar. e é trabalhado na terapia cognitivo comportamental, ensinando ele a identificar os pensamentos e se autorregular ali com o processo terapêutico. Por quê? Eh, com a autorregulação, ele também vai ter uma percepção melhor do ambiente. Uhum. E com essa percepção, ele vai conseguir ser acolhedor com o outro, com o seu parceiro, com o seu filho. Porque, gente, nós falamos aqui de relacionamento, eh, homem e mulher, mas a quando a mãe, vamos falar assim, ou o pai não está bem, não está regulado ali emocionalmente, toda a casa, toda a estrutura é afetada, os filhos são afetados. Uhum. Então assim, é muito importante rever toda essa estrutura familiar. Muito bom. E a autorregulação é o ponto chave, né? Aqui, eh, pelo jeito que eu observei a sua fala, autorregulação é o ponto chave pra gente poder entender, regular as nossas emoções e aí sim tomar de repente uma decisão. Agora eu pergunto pra Bianca que tem uma experiência clínica com casais, né? em que momento esse distanciamento ele deixa de ser algo natural da relação e passa a se tornar um risco real para um vínculo afetivo? Por quê? Ah, tem pessoas que conseguem conviver com essa questão de dormir com o desconhecido, né? no dia a dia levam aí os seus negócios, a a família, tudo certinho. Quem olha, quem não fala, mas aí vai dormir com o desconhecido, porque como eh na questão do relacionamento, né, o casal, os dois indivíduos, eles já não se reconhecem mais. E aí, como que faz para quando isso começa a se tornar um risco real, quando isso começa a não estar mais fazendo bem e isso faz bem, como que a gente consegue primeiro, Rúbia, identificar o que que levou a esse distanciamento emocional? Eu sempre digo, o oposto eh de uma de uma conexão eh não é a briga, é a indiferença. Uhum. Aí é que pesa muito, sabe? Eu vejo com a minha experiência clínica dos casais que me procuram e a fala que dói e é triste é: "Tanto faz, eu já nem ligo mais". Sabe por quê? Muitas vezes um dos dois já cansou de pedir, já cansou de falar. Eh, quantas mulheres que chegam na clínica e falam assim: "Eu já tentei de tudo, Bianca. Já fiz a terça love, já fiz a quinta love, já propus eh eh mais conexão, já já falamos de diário, uma vez por semana a gente vai fazer isso ou vai fazer aquilo. E não adiantou, eu estou cansada. Eu estou cansada. Daí muitos homens também falam: "Eu estou cansado porque a diferença é muito grande. Nós nos tornamos só pais, pagador de boleto. Parece que a gente divide um espaço como se nós fôssemos colegas de quarto, não mais marido e mulher. Por quê? Porque o silêncio ele estabelece ali como um vínculo grande no casal. Quando um fala, eu sempre digo, quando nasce uma maritaca, vai nascer um tatu. Porque plem, a tendência do masculino é se enterrar. O que o masculino quer é paz. Quantos chegam e falam sobre mim: "Bianca, a gente não tem problema nenhum. Se ela me der paz, ela reclama demais. Tudo ela quer. Ela quer. Eu faço, faço, faço. Por quê? na cabeça dele que vem de uma história de que vem do de uma privação emocional que os homens a maioria foi criado para não falar sobre emoções, para engolir o choro, para não eh menino levanta, parece uma para não foi nada. E a mulher, você ver uma diferença entre a criação de um menino e de uma menina? A menina é depende da família, é mais princesa. E o menino não pode chorar porque ele é não pode falar sobre sentimento, que tudo é mimimi. Esse menino ele cresce, ele vai pra vida adulta com uma privação emocional. E aí o que acontece? Ele não sabe muitas vezes falar sobre o que ele tá sentindo. O que que ele faz? Ele se cala. E muitas mulheres acham que isso é a punição do silêncio. Hoje eu rebato muito isso, porque nem tudo é punição do silêncio. A gente precisa conhecer a história de vida desse marido. Como é que esse marido quer ser, como que, o que que ele aprendeu? De repente um comportamento vicariante. Eu repetia o comportamento do meu pai ou da minha mãe, eu via que ficar em silêncio evitava conflito. E hoje, ah, tá bom, você tá, ah, é, você tá certa. Então vai, você tá certo, você tá sempre certo, não tem uma conversa, não tem um diálogo, uma comunicação assertiva, onde um engole tudo, só que uma hora esse passivo ele vai explodir. Então a maritaca fala, o tatu quer se enterrar e aí um dos dois já cansou e aí vai formando esse distanciamento aonde a mulher já não liga mais. a colega trouxe, né, que quando procura-se o um dos dois procura e tem uma alta, sabe, que eu percebo muito quando é o homem que entra em contato com a nossa clínica é incrível, de anos de experiência, eu já sei o que aconteceu. Sabe o que que é? Essa mulher já não quer mais esse casamento. É incrível. Eles sentaram na minha frente, ela fala: "Eu cansei, eu não quero mais". E esse homem, por quê? Porque ela já esperou a atitude dele. Ela já pediu muito tempo, já propôs terapia de casal. Quando ela fala, "Eu vou embora", ele se desespera e corre atrás, porque para ele não era um problema ali. Até então. Ela reclamava demais, porque a mulher reclama de tudo. Nada tá bom, nada acontece. Mas por quê? Porque esse homem muitas vezes ele aprendeu que eh sentimento é coisa de ai a mulher fala muito, o pai falava que mulher enche o saco. Ele cresce assim achando que ser o provedor financeiro é o que basta. E eles falam isso para mim. Eu até entendo, sabe? Nossa, Bianca, mas eu dou tudo, não deixo faltar nada em casa. provedor emocional não tem nada a ver com provedor financeiro. O que as mulheres esperam é ser protegidas, cuidadas e amadas. Proedor financeiro tem que estar ali porque é o que falta. Eh, tem que vir junto financeiro e emocional. E e isso vai acontecendo, vai desgastando essa relação e eles vão vivendo vidas paralelas, cada um vai fazendo as suas coisas e quando eles percebem, Rúbia, cada um tá de um lado, da cama, da casa, da vida. Nossa, fortíssimo, né? Muito impactante a sua fala. Fala das duas. Eu acho que é algo que precisa ser dito, precisa ser analisado, olhar, né? dentro da sua casa, ver como estão vivendo, porque hoje o programa fala sobre dormindo com desconhecido, né? E nos últimos tempos dois termos ganharam força. Eh, o quick kitting nos relacionamentos, que é o chamado divórcio silencioso. Elas acabaram de falar sobre isso. E quando a pessoa não termina, é, é quando, né? quando a pessoa ela ela não termina, né, mas ela não se envolve mais, ela se afasta aos poucos para tentar, né, parar de se comunicar, ela não quer mais conversa e a a relação ela continua, mas o emocional já acabou. E muitas vezes isso acontece sem que o outro perceba de imediato, né? E daí é aquele impacto que vai procurar socorro, né, em uma especialista eh eh que trabalhe, né, essa questão do casal, eh essa questão emocional. Ô, Dilma, do ponto de vista eh do cognitivo, né, e emocional, o que leva a pessoa a desistir em silêncio da relação ao invés de se comunicar, ao invés de dizer o que sente? Você muito bem pontuou na primeira fala sua a questão do diálogo, né, de falar, de falar. Mais em contrapartida, a Bianca trouxe essa questão do do, né, da outra parte que ah já não fala mais, eh, só concorda com tudo, só eh aquele desden, sabe? Aquele, ah, tudo certo, ah, não se importa. E aí, como fica? Qual que é a maneira de se equilibrar diante de tudo isso? Porque a gente vê aí uma confusão muito grande, porque eu quero falar e o outro não quer ouvir e para ele tá tudo certo. Mas aí se eu tô falando, eu tô falando demais e a gente precisa viver e aí a gente vai se desgastando, mas a gente precisa estar junto porque temos filhos, temos família, temos negócios, temos um casamento de fachada, a gente precisa manter esse casal que somos. Mas esa aí, e cada um, como fica? ele, ela ou então, enfim, eh eh como fica o casal, a pessoa, o ser humano diante de tudo isso, como é que fica o emocional dessa pessoa? Como é que ela consegue ter um equilíbrio mental que você trouxe para poder levar a vida adiante, vivendo dentro desse turbilhão de emoções e desencontros? Sim, eh, muito importante falarmos sobre isso, eh, quando isso, eh, começa e como identificarmos, né? Quem está no meio da crise, eu costumo dizer quando eu vou atender casais ou até mesmo eu digo, né, eu dei alta para um paciente faz dois meses eh que ele chegou e é um caso bem assim, ele chegou, eles são namorados, namoram algum tempo e querem se casar. Sim. No meio de uma crise separaram e não sabendo lidar com crenças. Uau! ID, você perguntou como identificar e como ajudar esse casal identificando crenças. Nós trabalhamos na com a terapia eh cognitivo comportamental, ensinando o casal a identificar as crenças dele mesmo e do outro. importante, por muitas vezes eh insistir em algo que você não entende, eu costumo falar, é como montar o motor de um carro se você nunca nunca fez uma aula de mecânica. Exato, né? Eh, por, gente, nós, cada um de nós, trazemos conosco uma bagagem, uma estrutura familiar. Nós aprendemos isso desde a infância até a adolescência, até a vida e e que levamos para nossa vida adulta. Eh, que acontece, nós eh temos modelos em casa, o pai e a mãe são os nossos modelos ali que nós vamos levar para a vida, a para a nossa vida adulta e consequentemente para os nossos relacionamentos. Quando o casal chega, fala assim: "Olha, eh, não tem jeito mais, começou, nós começamos entrar em um silêncio profundo, não temos diálogo, não sei desenvolver esse diálogo e vai haver a separação." Tudo bem? vamos trabalhar eh ensinando esse paciente a identificar as crenças dele, trabalhar com ele eh essas crenças aprendidas para que ele possa aí após a identificação, após a mudança de crenças, porque sim, eh, na terapia cognitiva comportamental nós ensinamos o paciente a desconstruir e construir crenças novas. Após ele estar pronto para um relacionamento, estar pronto para este relacionamento. Quando eu digo um relacionamento, o primeiro relacionamento que é construído é com ele mesmo. Após ele estar pronto para um relacionamento com ele mesmo, ele vai estar aí se preparando para compreender o outro, as crenças do outro e acolher o outro também. E aí que começa, eu falo começa a mágica. Ele aprendeu e após ele ter aprendido o que é uma, o que é crença, o que é pensamentos automático, que são e o que são tudo isso. Teve um, esse paciente mesmo que recebeu alta recentemente, ele falou assim: "Poxa, eu não me reconheço hoje". E muitas pessoas, assim, a minha parceira, que eles já estavam ali iam se separar, ficou feliz com essa essa esse reconhecimento dele. E aí ela falou, ela quis ir paraa terapia também. E o que foi muito bom, porque gente pode acontecer de do casal chegar querendo se separar. Uhum. E após tratar aí eu falo, tratar as feridas, né, identificar os padrões e mudança no de comportamento, pode acontecer de haver aí essa, eu falo, né, haver essa emenda e dá muito certo, ou também ele pode sim ter a certeza que é o fim, é de, é a hora de colocar um fim nesse ciclo para seguir em frente. É o autoconhecimento que vai fazer a diferença, né, nesses dois, né? É, é, é um divisor de águas, não é mesmo? A colega também trabalha aí. E assim, às vezes o casal chega assim, não vou trabalhar porque chega em sofrimento. Sim. Quando um homem, eu falo, gente, o homem porque ele é criado para ser o homem, o provedor, o que não chora, é o alfa. Quando ele chega nos procurando para um processo terapêutico de autoconhecimento, ele está ele já está tendo tomando muitos prejuízos, já está numa dor, né? E ele desaba, né? Ele desaba. Ele chega, ele chega assim desconstruído, ele chega assim: "Eu estou tendo trabal e dificuldade no trabalho. A minha empresa está começando a tomar muitos prejuízos. Eu não consigo mais ser assertivo em fechar os meus contratos. Estou perdendo dinheiro. Eles chegam assim porque eles pega todo o foco ali, a energia que era para colocar no ali, né, na vida pessoal dele, no crescimento dele, tenta colocar na empresa, mas se ele não está emocionalmente bem, não adianta, não adianta, porque não vai haver ali uma conexão, ele não vai conseguir colocar uma conexão eh e ter uma boa captação cognitiva no ambiente de trabalho. E vai haver prejuízos. E aí quando os prejuízos começam a acontecer, aí os próprios colegas falam: "Você precisa buscar ajuda, procura ajuda, procura um psicólogo. Aí [risadas] é a hora que eles vão procurar um psicólogo, procurar ajuda. E assim, que bom que isso acontece. Mas assim, o que eu falo, não espera chegar. Uhum. Ah, eu a tão longe, não espero tomar tantos prejuízos. É muito importante, é o que eu aconselho hoje, até aí eu falo, eh, não, o é importante que o cas seria muito rico se o casal eh conseguisse fazer o seu processo terapêutico pelo menos uma vez por mês, a cada 15 dias, gente, é rico pra família. toda a família, né? Muito. Eu é hoje pegando até um adendo do que você tá falando, teve uma fala de um paciente que ele falou assim, ele disse assim para mim: "E olha, eu que acreditava que o meu relacionamento não tinha um problema". Olha, eu agora eu e sentada sentado aqui, depois de um acontecimento que prejudicou o meu relacionamento, eu vi que eu tinha muitos problemas no meu relacionamento e na verdade eu só tamponava. E aí a terapia de casal, ela não serve só para ir para trabalhar a dor, mas ela serve para prevenção. Isso. Porque quantos casais acham que não tem problema, mas no fundo, no fundo tem muita coisa debaixo do tapete. Sim, não é muito. E assim, eh, porque eu falo, né, são pequenos, são pequenos fragmentozinhos que vão sendo varrido ali. Deixa isso para resolver depois. E chega uma hora começa a tropeçar, né, nessa montanha de fragmentos que foram que foram para debaixo do tapete. Eu brinco, eles viram uns robozinhos com íã que quando ele monta, ele joga tudo para fora e não tem como mais esconder. O que é esses robozinhos que vão se montando e jogando tudo isso para fora? São os sentimentos. Eles vão, uma hora eles vão eh brotar ali como em forma de adoecimento, porque a pessoa começa a ter um adoecimento ali eh visível, começa a sentir eh eu falo, comece primeiro tendo dor de cabeça. É umas dores de cabeça constante, é umas dores aqui ali, é o corpo, o corpo falando. Exatamente. Agora, eh, quando a gente fala, né, Dormindo com o Desconhecido, tem um filme Dormindo com Inimigo, [risadas] mas é assim, será que esse desconhecido se tornou o inimigo? E a gente não tá nem sabendo, né, ô Bianca? Eh, o casal que vive nessa nessa dinâmica dormindo com o desconhecido, né? Tá mantendo um relacionamento eh de fachada, podemos dizer assim. Eles correm o risco de entrar em um clima de competitividade. Qual que é a avaliação que você traz? Com certeza. E tem um ponto que muitas vezes, Rúbia, parece que esse casal ele entrou nesse divórcio silencioso. Eh, mas e tem alguém ali que realmente ou os dois muitas vezes eles não querem se separar. Porque [limpando a garganta] a pergunta quando eles eles iniciam a terapia e parece ali que não tem mais jeito porque a gente já não se gosta, tudo vira briga. E aí eu eu trago questionamentos, né, para que eles eles ressignifiquem, mas por quê? Em que momento que vocês se perderam? Porque eles estão ali às vezes decididos, né? E aí a gente percebe que não, que no fundo, no fundo, eles não querem se separar, eles só estão acostumados, eles eles entraram numa rotina silenciosa, onde eles ficaram acomodados a não cultivar o que eles tinham. Mas também tem aqueles que tem um dos dois que não tem coragem de assumir esse divórcio, essa ruptura. E eu falo para você que os homens, né, tem estudos que falam que os homens têm muito mais dificuldade de pedir o divórcio do que as mulheres, porque eles têm o costume de empurrar com a barriga. Tá tudo bem. Se me der paz, se me deixar tranquilo, tá tudo bem. Ele está em sofrimento, mas ele não tem essa atitude porque vai dar muito trabalho. Nossa, que canseira. Aí eu não sei o que vai acontecer. Aí tem muita coisa para dividir. Então os homens vão ficando, as mulheres são muito mais emocionais, então elas não querem mais do mesmo. Então hoje elas têm muito mais conhecimento do que viver, do que viver um relacionamento saudável. E por isso elas estão sempre mais em busca de autoconhecimento. Elas vão muito mais paraa terapia do que o masculino. Então elas querem, elas exigem muito mais. Então, a dificuldade é quando esse silêncio, quando veio esse muro no meio do casal, o muro do silêncio, e esse divórcio eh silencioso aí quando o um dos dois já não quer mais, a iniciativa que a gente tem, a melhor forma de estabelecer é entendendo realmente o que fez cada um não querer, o que fez você não querer mais estar nesse casamento, nesse relacionamento. E tem como a gente, porque não, a gente não resgata o que foi, não existe o que foi foi, mas a gente torna dali um relacionamento melhor, mais maduro, com autoconhecimento. Então, se cada um fizer a sua parte, estar disposto, a gente consegue sim, que é o que eu falo, tirar casamento da UTI. Só que eles precisam estar cientes de que fácil não vai ser, porque o processo é doloroso e precisa se levar a sério. Agora, quando a gente entende que tem um ali que já não quer mais isso, mas não consegue sair desse ciclo que entrou, o trabalho é o que que a gente pode fazer então para que vocês saiam bem emocionalmente desse ciclo? Porque eh não adianta a gente forçar alguém, então fica aqui, ah, eu estou por pena, eu estou por dependência tanto financeira, tanto emocional, que eu vejo muito isso, Rúbia, na clínica demais, sabe, com os atendimentos, tem toda essa dependência, essa questão, ou é financeira ou é emocional, é costume, sabe? E quando acontece essa esse ciclo, eu digo que muitas vezes eles entram no ciclo do desamor. Eh, [limpando a garganta] quando um não se sente amado, eu ela não se sente amada, logo ela não devolve esse amor para ele. Ele não se sente amado, também não vou devolver esse amor. E eles ficam nesse ciclo, eles não percebem e não saem desse ciclo, não é mesmo? Você percebe isso também? Sim. A Rúbia fez uma pergunta, né? Se o casal ele entra em competitividade. É. Uhum. Sim, eles entram, primeiro vem o silêncio, depois começam a se questionarem, tipo, eh, tudo que eu faço não é o suficiente para ele. Uhum. Eu não estou fazendo o suficiente. Ou um começa a trabalhar demasiadamente porque não está agradando o outro e esse desagrado vai causando esse desagrado ao outro. Uhum. Mas tudo isso está dentro dele, é um pensamento de dele. E aí ele começa a pensar, eu não sou suficiente. É a, né, é uma crença. Eu não estou sendo o suficiente porque eh se ele está esfriando, está afastando, logo e algo estou deixando de fazer para que chame a atenção dele, como chamava antes, né? E aí é quando eu falo acende a luz vermelha e não é amarela mais. Uau. É uma luz vermelha que acende por aí essa pessoa que coloca nesse posicionamento de eu estou fazendo pouco, não está sendo suficiente para que ele sinta orgulho de mim. Uhum. Né? A mulher, poxa, eu tenho uma mulher legal, a mulher que é companheira, mas ela está se distanciando. Logo, eu estou deixando de fazer algo que chame a atenção dela ou a mulher também. Ah, poxa, eu tenho um companheiro legal, companheiro bom, mas eu não estou sendo o suficiente, vou trabalhar mais. Olha só. E é a competição de quem tá quem tá mais eh magoado. Uhum. Quem tá mais cansado, quem tá mais atarefado, quem ama mais, quem ama menos. Eles vivem, eles têm que entender, né, que o conflito tem que ser o casal contra o conflito, não a o conflito tomando conta deles, não um contra o outro. Ah, eu tô cansada, eu também tô, né? É, esse, esse eu também tô, gente. Isso é impressionante. Eu já passei por isso e assim, eh mulheres maduras, né, que já tiveram um relacionamento e e não tinha não tinham muito entendimento. Hoje a gente já consegue falar mais abertamente sobre sobre a terapia de casais, sobre a importância do diálogo. Eu acho que estamos mais abertos ao entendimento, né? Mas aquela aquela questão do tanto faz e eu também estou, tipo, eu tô cansado, eu também tô eh tô com dor de cabeça, eu também tô. Então assim, eh a invalidação total dentro do relacionamento para qualquer tipo de situação, seja de dor ou sentimento, né? a invalidação eu acho que pega e muito pesado nessa situação, essa busca por validação. E aí, como eu falei, eh vou fazer mais para que eu me sinta, para que o outro eh venha validar o que eu faço, venha me validar como profissional, como parceiro, né? E isso com aí o outro, ao invés de olhar e falar: "Puxa, como ele está se esforçando mais, não vai olhar e vai falar: "Nossa, está cada vez eh dedicando mais ao trabalho e dedicando menos à relação". Que confusão, que confusão. Haja saúde mental para entender tudo isso. Vocês, né, terapeutas aí na linha de casais, é impressionante procedimento que vocês tm. Brinco. Linha de fogo. Que linha de fogo é essa, né? É fogo cruzado daqui de lá. E vocês ficam no meio só aqui assim, ó, esquivando. Mas ainda bem que vocês estão aqui, que podem nos orientar. a gente dar risada aqui porque é é algo sério, mas gente, é algo muito impressionante a convivência entre duas pessoas que não se conhecem, que cada um tem o seu costume, tem as suas crenças, tem os seus limites, tem as suas ideologias. Isso hoje é uma arte. Conviver junto com outra pessoa na mesma casa é uma arte, gente. Isso deve ser considerado assim algo que ah, olha, cada vez mais a gente precisa, eu acho que valorizar as pessoas que se dispõem a estarem dentro de um relacionamento, porque haja saúde mental para tudo isso. Bom, entendimento e terapia, equilíbrio, né, para poder seguir a vida. Se essa for a, se esse for propósito de vida, ter uma vida aí conjugal, um relacionamento, tá bom? 8:45, a hora passar rápido demais. Aqui, meninas, a gente vai atender agora eh os nossos telespectadores, né? As nossas eh entrevistadas, nossas psicólogas. Vão falar com vocês que estão em casa. a gente quer saber o que que vocês estão mandando pra gente, qual que é a pergunta, de repente uma eh uma experiência que você queira eh compartilhar conosco. A produção já eh está passando pra gente, pode mandar. Produção 8:45, estamos ao vivo. TV Câmara Campinas aqui falando sobre o tema de hoje, é dormindo com eh o desconhecido. Não é o inimigo não, viu, gente? é o desconhecido. Mas bom lembrar que esse desconhecido pode sim de repente acabar sendo inimigo. A gente precisa cuidar para que isso não aconteça. A Beatriz Lima do Taquaral. Quando os cílios crescem, sair de casa, o silêncio que sobra revela a falta de conexão. Nossa, é verdade. Como reaprender a conviver depois de tanto tempo juntos. Olha só, Bianca, o que que a Beatriz trouxe, né? A gente vai manter a nossa família, viver um casamento de aparências por conta dos nossos filhos. Só que aí a gente esquece que os filhos eles vão voar e aí esses filhos foram e nós ficamos. E aí a gente só protelou uma decisão ou então um conhecimento que precisava ter vindo antes. Como faz, Bianca? Vamos responder a Beatriz. Se a gente, Beatriz, se a gente for pensar no antes, você está ali no antes, né? Então, com a sua criança pequena. Aí a gente fala o esse esse resgate dessa conexão que em algum momento é se perdeu ali como casal. Então eu na terapia a gente trabalha com o casal, ele precisa ter um momento dele. Eu não tenho rede de apoio. Uma duas horas. alguém, você ou é uma babá ou é o pai, ou a gente sempre tem alguém ali, gente, para que essa conexão o casal tem que ter o dia dele. Extremamente importante, muito importante. Eu e meu marido temos nosso dia, Beatriz, já faz mais de 10 anos. Toda sexta é o dia do casal. Aconteça o que acontecer é o nosso dia, tá? Não trabalhei isso na infância dos meus filhos e agora eles foram embora. Tem como eu trabalhar isso? Lógico que tem. Tem como vocês, vocês dois querem muito fazer isso dar certo. Ponto. Queremos. Então agora vocês precisam criar conexão para isso. Como se cria conexão? Ah, eu não sei mais criar conexão, sabe? A gente sempre sabe criar uma conexão surpresa, uma um ponto importante, Beatriz, não espere dele, porque muitas vezes um espera do outro e aí é que fica desgastado. Não espere dele. Faça você é estipule alguma coisa, sugestione, fala: "Amor, tô pensando da gente fazer isso ou da gente marcar uma viagem ou a gente fazer a noite de alguma coisa nós dois ou faz tanto tempo que a gente não toma um banho juntos, que a gente não faz eh não passa uma noite fora, faz um bilhetinho. Se ele trabalha, se ele vai levar um lanchinho, escreve um bilhetinho. Amor, eu tenho saudade da gente, sabe? Eh, compra alguma coisa, um mimo para ele, faz uma janta gostosa para ele, se arruma para ele primeiro para você, mas esteja ali com essa conexão e o marido também surpreenda a sua esposa, crie conexões, chega mais perto assim, sabe? pega na mão. Quanto tempo que a gente não assisti um filme juntos? Faz um carinho, um cafuné. Porque existe uma diferença entre carinho e carícia, Beatriz. O carinho é aquela preocupação com o outro, aquela quer saber como o outro está. Muitas vezes vocês também perderam isso, sabe? Como foi seu dia? Como você está se sentindo? eu estou aqui, pode contar comigo. Eh, fala para mim, eu quero te ouvir. E a carícia é o toque físico. E muitos casais perdem isso. Então, dá, dá para conectar assim, mas não espera do outro. Faça a sua parte, sugestione algo para ele. Começa por você, não espere dele. Uau! Olha só. Muito bem, Beatriz. Obrigada pelos ensinamentos, né? Isso aí a gente leva pra vida, tanto você mulher quanto você homem. Enfim, você casal, né? Os casais aí que eh decidiram estar eh juntos e viver essa vida, esse relacionamento a dois. Vamos lá. 8:49. Mais uma pergunta pra gente, por favor, produção. Agora a gente direciona paraa Edilma. Patrícia Gomes do Jardim Eulina. O uso excessivo do celular, nossa, durante os momentos de lazer a dois é uma causa ou uma consequência do afastamento. Como a tecnologia ajuda a criar muros dentro dos casamentos? a gente já trouxe até um programa falando sobre o terceiro elemento que a gente colocou como, claro que tem vários, né? Eh, terceiro elemento, mas né, no programa que nós trouxemos, a gente colocou o celular como terceiro elemento e ele fica lá no meio, casal de um lado, outro, o homem do lado, a mulher do outro e o celular no meio. E aí, como é que faz? Como que a tecnologia ajuda a criar muros dentro do casamento? Isso é verdade mesmo? É uma grande verdade. Eh, como a pergunta foi eh, e quando, né, e quando isso acontece, tá? Vou te responder. Como podemos usar essa ferramenta, eu falo tão rica, tão preciosa, a nosso favor, a favor do casal. Por exemplo, eh, eu, gente, eu faço isso com meu marido, tá? casada aí há quase 31 anos. Vou fazer 31 anos de casado. Tenho um pouco de experiência para falar. Então assim, eh, o homem ele é muito previsível às vezes, né? Assim, tem homem que é bem previsível, ele manda ali mand aquela frase parece que é pronta, começa a e às vezes a mulher responde ali no automático também, vai, fica bem previsível os dois. Bom dia, n bem previsível, modifica, tá? faz o, eu falo, faz o papel como se você, você já vi uns videozinhos aí que as pessoas falam assim: "Ai, como que a namorada responderia quando está naquele ápice da paixão?" Tá, já tem 10 anos, 20 anos de casada, 30, não importa. Começa a incorporar essa namorada e usa esse aparelhinho, né? o causador do esfriamento, dos relacionamentos, aí usa em seu favor, começa a mandar para ele frases, por exemplo, ah, é um dia que você quer ter esse homem ali mais voltado para você, eu digo voltado para ele passar o dia pensando em você. Manda uma frase para ele bonita ou até mesmo mais quente, né, gente? Vamos esquentar. manda algo assim que ele vai falar assim: "Nossa, aonde essa mulher tá aprendeu isso? Não, a noite eu quero saber o que que aconteceu no dia dessa mulher, gente, sabia que ela virou, né? Ah, que que tá acontecendo com essa mulher? Aí você vai mandar e é óbvio que ele vai responder de uma maneira diferente para você. E aí à noite ele vai chegar e falar assim: "Ei, escuta, hoje você aprendeu o que que tá acontecendo aí, né?" né? Então assim, pode acontecer sim, que hoje é uma o os celulares, principalmente hoje com tantas inovações nas redes sociais, eh há uma interação maior. Tem pessoas que trabalha com redes sociais e fica ali, se deixar fica 24 horas. a mulher ou o homem chega ali com um jeitinho, eh, procura, claro, com o tempo ali, a gente sabe mais ou menos o que o outro gosta, né? Sabe aonde o ponto que pega? Então vai apimenta novamente aquele ponto ao ponto de fazer ele falar: "Opa, celular fica aqui agora eu vou cuidar dessa dama aqui ou desse cavalheiro que é tá me trazendo novidades aqui e eu estou gostando porque o nosso cérebro ele guarda ali, né, e ele quer colocar em prática, né, tipo, epa, novidade, acendeu uma luz aqui, eu quero que experimentar isso. Muito bem. É, então vai liberar ali a dopamina que ele está buscando no celular. Olha aí, tá vendo? Muito bom. Excelente. A gente vale a gente lembrar que o celular faz parte, né, do nosso dia a dia hoje, mas também é uma ferramenta que acaba aí com muitos casamentos, né? E aí você pode utilizar, como ela trouxe pra gente, nossa psicóloga, utilizar essa ferramenta ao seu favor, ao favor do seu relacionamento. Agora 8:54. Dá tempo para mais uma, produção? Dá, né? Então tá, vamos para mais uma. A gente encerra às 9:3 por aí. Temos que entregar 95. Então vamos simbora. Roberto Dias do Novo eh Jardim Novo Campos Elíos. Eu acho que é, né? Quando apenas um dos lados demonstra interesse em salvar o casamento, ainda existe esperança real? É possível reconstruir o vínculo afetivo sem a participação ativa do outro. Vamos lá. Ô Bianca, então vocês falaram sobre isso. Vamos reforçar pro Roberto Dias essa questão, né? Tô sozinho e quero salvar um casamento, reconstruir tudo, mas tô sozinho nessa parada. E aí é é aquilo que eu bem trouxe, né? Eh, não espera somente o outro. Eu estou sozinho. Eh, faça o que você puder fazer. Faça a sua parte. É, mas qual que é a minha parte? Eu convidei, eu eu propus ali uma terapia de casal para minha esposa, mas ela não quer porque ela já tá cansada, tá que desistindo. Vem você para fazer uma terapia, vem você para aprender a se como aplicar ferramentas para que você possa conduzir esse casamento para um para um casamento mais saudável, um relacionamento saudável. Venha se conhecer também quais são os comportamentos, o que você tem feito e o que você está deixando de fazer para ter chegado aonde esse casamento, esse relacionamento chegou. Eu digo que é 50% de cada um a responsabilidade da onde chegou essa essa falta de conexão, esse esfriamento, esse silêncio. Então vem pra terapia, um dos dois vem pra terapia porque aí você vai se conhecer, vai se autorregular e a gente vai psicoeducar eh você para que você aprenda a usar técnicas, porque tem muitas técnicas e ferramentas para você eh criar uma ponte, para você ter uma ponte para a sua parceira, para vocês se conectarem. Olha, eu estou me conhecendo na terapia eu ensino muito o casal a comunicação e a escuta assertiva. Então, eu vou falar sobre como eu me sinto, não como você me fez sentir. Então, eu muda a abordagem. Você não vai acusar, você vai sair do julgamento, você vai falar como você se sente. Na outra pessoa não tem como invalidar o seu sentimento. Então não é julgar, é você vai falar o seu sentimento e ela vai entender que ela não precisa invalidar, ela entende que ela precisa acolher. Você aprendendo falar, você mudando o seu comportamento, a sua mudança vai impactar. Ela vai falar assim: "Eh, tá esquisito isso daí. Nossa, tá tão diferente. O que que tá acontecendo? Tá me tratando melhor? Tá sugestionando? Não, não está eh impond? Parou de ser tão controlador, tá mais carinhoso, mais presente. Por quê? Porque você está aprendendo. Primeiro você tá se conhecendo, aí você tá eh identificando quais são os gatilhos que leva você a cometer tais tais coisas. E aí depois você vai trabalhando com as ferramentas para você voltar conectar, a se conectar com essa parceira. Mas olha, eu garanto para você que tem jeito, mas precisa querer muito. Maravilhosas nos ensinando nesta manhã sobre relacionamentos, né? Eh, e o tema de hoje é dormindo com o estranho. A gente precisa encerrar agora 8:58. E a gente encerra assim, ó, com a consideração final de cada uma. Então, eu já quero agradecer as duas pela participação maravilhosa. Vocês são geniais, magníficas. Trabalhar eh a saúde mental de pessoas que se relacionam, né, que que optam por um relacionamento, olha, é desafiador, eu imagino. Então, eu quero agradecer a presença das duas e a gente começa eh com a Edilma. Eu gostaria que você deixasse uma mensagem já junto com a consideração final e o meu agradecimento pela sua participação para essas pessoas que de repente estão vivendo o tema do programa de hoje, dormindo com um estranho. Edilma, bom eu que agradeço pelo convite e assim as minhas considerações e não a vou deixar aqui uma reflexão, né, gente? Eh, não se deixe para depois. Eh, não se deixe, não se deixe ser validado pelo outro somente. Aprenda a validar a si mesmo. Porque quando você aprende a se autoconhecer, vai refletir no outro. Então, seja a luz que você gostaria que o outro te iluminasse. Ilumine, porque vai haver também uma reflexão do outro lado, uma resposta do outro para contigo. Então, não se deixe para depois, se priorize sempre. Maravilhosa. Obrigada mais uma vez pela sua participação. Gratidão pelos seus ensinamentos, viu? que agradeço e a gente agradece também, né, a Bianca, por ter eh aceitado o nosso convite mais uma vez. deixa pra gente e para as pessoas que estão dormindo com estranho, uma mensagem para de repente, quem sabe virar a chave e mudar essa visão e começar a a se relacionar novamente ou então finalizar logo esse ciclo, porque a gente sabe que um ciclo novo só começa quando o ciclo se finaliza. Olha, eu vou deixar uma reflexão, uma frase que eu sempre digo: "Quem tem dor tem pressa". Se não for hoje, quando quando você vai procurar ajuda? Quando vocês irão procurar ajuda? Olhem, ressignifiquem como está esse casamento, eh o que que eu tô dando de base pros meus filhos. É isso que os meus filhos vão vão achar que é casamento. Ver a mãe chorando, ver o pai de um lado eh triste também, onde eles não têm mais uma conexão. E é tão triste quando eh eu trabalho com uma ferramenta que é modelo positivo e negativo do relacionamento dos meus pais com o casal. E é triste quando os adultos trazem o que eles vi, o que eles vivenciaram ali, o que eles viram de negativo. Tem muito mais negativo do que positivo nesse relacionamento. Então, não queira que o seu filho traga isso do seu casamento. Então, entenda que cuidar, regar ali a plantinha para ela não morrer, não é passar e falar: "Ai, depois eu eu rego". A o outro fala: "Ai, depois eu rego". Quando vocês irão perceber, esse casamento já está na UTI, já está aí desgastado. E aí algo que é muito importante, que não é o financeiro, e entendam isso, não é o financeiro, não é a saúde que vai te desestabilizar. Sabe o que que vai desestabilizar um ser humano? É um relacionamento desgastado. Um relacionamento desgastado, ele vai afetar todas as outras áreas da sua vida. Você não vai estar bem no seu trabalho, você não vai estar bem nas relações sociais, você não vai estar bem com os seus filhos, você não vai estar bem com os seus pais, você não vai produzir, entenda isso, cuida do seu relacionamento, se é para ele ser saudável e e você continuar ou se é para vocês seguirem um ciclo, mas não fiquem mais aonde vocês estão, porque isso tá levando a saúde mental de vocês O caos. É isso. Uau! Muito obrigada mais uma vez por tanto ensinamento, por tanta troca e por tanto conhecimento no programa de hoje. Muito obrigada. Obrigada. As duas maravilhosas vocês. Parabéns, viu? Parabéns por trazer pra gente aí eh com tanta assertividade, discernimento e sabedoria, um tema que [música] de repente pode estar presente aí na sua casa e a gente precisa falar sobre aprender também, porque relacionamentos não acabam, de repente, eles se apagam aos poucos no silêncio, na ausência, [música] na falta de conexão, mas também pode ser eh podem ser reconstruídos, né, quando existe consciência diálogo e vontade de cuidar, porque no fim amar também é uma decisão. Então a gente precisa pensar, você decide amar? É isso que vocês decidiram? Então para isso a gente precisa cuidar. Mais uma vez agradecendo as nossas psicólogas, agradecendo você que tá aí do outro lado, a sua participação. Obrigada. E lembrando que ao meio-dia temos Câmara Notícia com informações do legislativo. Ontem teve reunião ordinária e tudo que aconteceu na reunião ordinária você confere hoje no jornal Câmara Notícia ao [música] meio-dia com Gabriel Castro. Eh, a ÍA também está chegando aí direto da central de informações, atualizando informações aqui de Campinas, do estado de São Paulo, Brasil e Mundo. E a gente segue com a nossa programação da TV Câmara Campinas, sempre feita com muito carinho, muito profissionalismo, especialmente para você que tá aí do outro lado. E amanhã nós temos Estúdio Câmara. Gente, olha, a partir das 8 da manhã é ao vivo e amanhã a gente traz [música] um tema que mais uma vez vai mexer com o nosso emocional, com o seu emocional, porque a gente vai falar do Dia das Mães, [música] né? E o Dia das Mães sempre, gente, exalta a presença, né, das mães. Mas amanhã a gente vai na contramão e a [música] gente vai acolher a ausência. Nós vamos conversar sobre o [música] impacto emocional das datas comemorativas, principalmente o dia das mães, e falar como apoiar quem vive o luto, seja ele o luto de morte, o luto da distância, eh o luto eh da perda, de alguma forma de luto [música] que você esteja vivendo por conta da questão do dia das mães, né? [música] Porque a gente vai falar sobre o coração que sente, mas também precisamos entender o que a nossa mente [música] explica sobre esse sentimento. Então, amanhã falamos sobre algo um pouco diferente relacionado ao Dia das Mães. Muito se fala sobre presença [música] e a gente vai trazer então a questão da ausência, um programa importante, especial, com muita informação e muita emoção. Amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo aqui no estúdio Câmara e a gente conta com a sua participação e com a sua presença também. Grande abraço, fique bem. Uma ótima quinta-feira para você. Cuide-se e até amanhã, se Deus quiser. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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