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Estúdio Câmara | Veganismo antissocial? Verdade ou mito?
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Estúdio Câmara | Veganismo antissocial? Verdade ou mito?

18 views Publicado há 3 semanas HD · 1:03:52
Resumo editorial

A pessoa vegana é mesmo antissocial? Essa é a provocação do Estúdio Câmara desta edição, que recebe especialistas para desfazer mitos sobre o estilo de vida vegano. Pesquisa Datafolha encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira mostra que cerca de 7% da população se considera vegana, somando aproximadamente 14 milhões de brasileiros, e que 74% afirmam que poderiam reduzir ou deixar o consumo de carne pensando na saúde. O programa discute como o veganismo combina escolhas alimentares, ambientais e éticas sem impedir a sociabilidade.

Descrição do vídeo

No Estúdio Câmara, nutricionistas Maria Cecília (modulação intestinal) e Priscila Menezes (nutrição vegetariana/esportiva) desconstroem o mito: "Veganos são antissociais?". Programa revela diferenças veganismo/vegetarianismo, benefícios nutricionais, receitas práticas e como conviver em família/onívoros. 14 milhões de veganos BR! Veganismo é filosofia anti-exploração animal (alimentos, roupas, cosméticos). Vegetarianismo varia: estrito (sem animal), ovo-lacto (ovos/leite), pescatariano (peixe OK). Nutrição 100% vegetal: proteína em leguminosas/sementes. Vit B12/D suplementar (onívoros 40% deficientes!). Ferro vegetal OK. Seguro para crianças (Soc. Pediatria). Prisicila: filhos vegetarianos crescem perfeitos. Mito ultraprocessados: hambúrguer vegetal moderado. Comida real: arroz/feijão/legumes = barato/saudável. Maria: bipolar melhorou 100% pós-veganismo (Unicamp). Vegfobia real: leve sua comida para festas/escola — todos provam! "Não como bichinho" (crianças entendem). Relacionamento misto: diálogo/respeito (Maria: marido vegetariano). Receitas testadas: inhoca lentilha, tofu "catupiry", feijão tofu defumado. Segunda sem carne: teste gradual! Pauta Câmara: terça veganismo ao vivo. Campinas: 16-30°C sol/nuvens. WhatsApp 199.782.9377: sua dúvida? Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo. Hoje é terça-feira, dia 12 de maio. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Hoje nós [música] vamos conversar sobre veganismo. E aquela coisa que todo mundo fala, né? O vegano é uma pessoa antissocial. Será que é? Gente, a gente vai falar sobre isso. Vamos quebrar aí os paradigmas, os protocolos, né? Nos últimos anos, o veganismo ele deixou de [música] ser um hábito restrito a pequenos grupos e passou a fazer parte da rotina de milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, uma pesquisa da Datafolha encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira mostrou que cerca de 7% [música] da população já se considera vegana. São aproximadamente 14 milhões de brasileiros [música] que adotam o estilo de vida baseado em escolhas alimentares, ambientais e [música] éticas. Dados da sociedade vegetariana brasileira também apontam que 74% dos brasileiros afirmam que poderiam reduzir ou até deixar o consumo de carne pensando na saúde. Embora o veganismo possa desafiar nomes sociais, normas sociais e de consumo, ele não impede a sociabilidade. A gente precisa falar sobre isso. E é por isso que nós temos aqui hoje duas pessoas especialistas no assunto. Daqui a pouquinho vamos apresentá-las e você já vai participando com a gente, né? Você já pensou alguma vez em mudar a sua forma de consumir [música] eh o que te nutre? Eh, você já pensou em ser vegano, ser vegetariano? Você conseguiu se adaptar? Como é que tem sido a sua rotina? Tem alguma [música] eh dúvida sobre essa forma, né, e de se alimentar, de se nutrir ou essa forma de vida? Converse com a gente, mande lá a sua pergunta. WhatsApp aberto, a nossa produção já à disposição para receber a sua pergunta. Daqui a pouquinho a gente já vai falar com vocês e apresentar também as nossas convidadas. WhatsApp tá na tela, 1997829377. Enquanto você manda sua mensagem, agora a gente atualiza algumas informações do legislativo. Daqui a pouquinho, a previsão do tempo e a apresentação das nossas convidadas para falar sobre veganismo e entender o que é o vegetariano, o que é o vegano e como que permeia todo esse sistema, essa [música] forma de vida, né, se a gente assim pode dizer. Vamos lá, então. A Câmara Municipal de Campinas aprovou durante a 27ª reunião ordinária realizada ontem projetos que alteram o nome do diploma de mérito [música] gastronômico da casa e também revogam o título de utilidade pública da Associação Protetora dos Animais Aliança do Bem. Durante a sessão, também outros projetos foram aprovados entre homenagens concedidas [música] a personalidades e instituições da cidade, além da proposta do executivo relacionada [música] à alienação de áreas públicas no Jardim Antônio Vonzuben e Jardim das Cerejeiras. Mais informações do que aconteceu ontem na reunião ordinária você confere com Gabriel Castro no Câmara Notícia [música] ao meio-dia. E o legislativo de Campinas foi contemplado com o prêmio Nova Cidade, iniciativa nacional que reconhece projetos inovadores voltados à gestão pública, eficiente e sustentável. A Câmara venceu com o projeto Fortalecendo a Integridade, o controle interno como suporte estratégico na gestão de [música] contratos. Entre 172 inscrições de todo o país, a Câmara de Campinas foi o único poder legislativo brasileiro premiado. A entrega [música] da premiação será realizada eh no mês de junho em São Paulo. O projeto foi reconhecido pela implantação de ferramentas do controle interno voltadas à integridade, transparência [música] e eficiência administrativa. A iniciativa inclui central de contratos e convênios, fluxo sistematizado e trabalho monit e trabalho monitoramento digital das ações e fiscais e [música] também gestores de contratos com potencial de replicação em outros órgãos públicos. Muito bom, parabéns aí a todos os envolvidos. Previsão do tempo chegando, gente. Hoje como é que tá o tempo aí? Ah, saí de casa, né? 9º. Agora já subiu um pouquinho. A mínima ve, a máxima 23. [música] De ensolarado, céu azul de brigadeiro. Um ótimo dia para [música] você, uma semana linda para nós. Hoje ainda é terça-feira, então a gente tá aí no comecinho da semana e agora a gente vai ao nosso tema central. Bom, a ideia de quem é vegano, eh, a ideia de que quem é vegano é antissocial, é um estigma muitas vezes alimentado por preconceitos contra quem adota esse estilo de vida, um fenômeno conhecido como vegfobia, né? Mas afinal, o que é ser vegano na prática? O veganismo vai muito além da alimentação, envolve comportamento, consumo, saúde, consciência ambiental e também relações sociais e familiares. E é justamente sobre esse estilo de vida que hoje a gente conversa. Então, para esse bate-papo, a gente recebe com muita satisfação a nutricionista Mara Cecília, especialista em avaliação metabólica e nutricional também, modulação intestinal e saúde intestinal. Uau! Seja muito bem-vinda, Mara. Bom dia. Obrigada. Agradeço o convite. Muito bem. Para completar a nossa dupla de hoje, a gente recebe a nutricionista Priscila Menezela, especialista em nutrição vegetariana e nutrição esportiva. Bom dia. Obrigada, Priscila. Bom dia. É um prazer estar aqui com vocês hoje. Prazer é todo nosso. Então, a gente começa trazendo um dado interessante. Eh, segundo a sociedade vegetariana brasileira, 22% dos brasileiros já tentaram parar de comer carne em algum momento da vida. Então isso mostra que existe uma curiosidade crescente sobre esse universo, né? O veganismo, o vegetariano, vegano. Então, a gente começa eh com a Mara e a gente começa pelo básico. Qual que é a diferença entre eh vegetarianismo e veganismo? Vamos lá. [risadas] Esse é é um bom bom a gente começar por aí para que as pessoas entendam. Uhum. Hoje, eh, a maioria das pessoas acaba associando o veganismo com alimentação e proteção animal. E o veganismo, ele é muito mais que isso. Ele é uma filosofia que visa, eh, dentro do possível e do praticável, a não exploração animal e o não consumo de produtos de origem animal em qualquer tipo de esfera, tá? Essa é uma definição que foi colocada pela Vegan Society e que a gente trabalha até hoje. O veganismo, como eu falei, que implica em muito mais coisas, ele abrange a não utilização de produtos animais em todas as esferas. Então, alimentação, eh, vestuário, eh produtos de ordem geral, tudo aquilo que utiliza de alguma forma os animais como fonte de produção de algum produto ou utilizam os animais como fonte de exploração financeira. Tá? Então, mais do que ser uma escolha alimentar, o veganismo ele é uma filosofia de vidas, tá? Uma filosofia que vai implicar também em ética animal, em proteção do meio ambiente, eh na alimentação, em realmente e vários outros pontos. Já o vegetarianismo, ele pode englobar a questão da alimentação sem nenhum produto de origem animal, que é o que a gente chama de vegetarianismo estrito. Então, dentro do vegetarianismo estrito, a pessoa ela não está inclusa no veganismo, mas dentro da alimentação ela não utiliza nada de origem animal, tá? Depois nós vamos ter também o veget o ovo lacto vegetariano, que é aquela pessoa que não utiliza produtos de origem animal, mas ainda consome leite e leite, ovos e derivados. Uhum. Temos o ovo vegetariano, que é aquele que consome ovos, mas não consome nenhum outro produto de origem animal. E existem alguns outros termos que já são eh eh não são oficiais, mas são comumemente usados eh na sociedade, que é o picitariano, que é a pessoa que não vê o peixe como uma como um animal e acaba utilizando ele dentro da alimentação. Então ela não usa nenhum outro produto de origem animal, mas consome peixe. Uhum. Tá. E basicamente seriam esses, né? Nossa, interessantíssimo. Tá vendo só quanto conhecimento em pouco tempo aqui no nosso estúdio Câmara, né? E muitas pessoas ainda associam o veganismo apenas à alimentação, mas o movimento eh ele envolve escolhas muito mais amplas, né? Assim como a Mara trouxe pra gente. Agora, eh, eu pergunto pra Priscila. A Priscila é nutricionista, né, Priscila? e eh a alimentação do vegano e do vegetariano. Existe ainda um tabu eh que diz que precisa comer carne para ter os nutrientes completos que a gente precisa para ter o corpo saudável, né? E no que consiste a alimentação do vegetariano e do vegano? E se essa alimentação ela é capaz de nutrir o nosso corpo de forma assertiva? Eu acho importante mencionar que eu sou mãe de dois. Eu tenho um filho de 2 anos e uma bebezinha de 11 meses. E ambos são vegetarianos, eh, e tem um desenvolvimento perfeito. E a gente sabe que a alimentação vegetariana, ela já é considerada saudável e segura para todas as fases da vida. Desde uma mãe que está gestando um bebezinho todas as fases da vida até um idoso. A alimentação [limpando a garganta] vegetariana, ela é considerada segura quando ela é feita de forma equilibrada, ajustando quantidade, comendo alimentos de qualidade. Então, quando a gente faz esse equilíbrio nutricional, a gente tem sim o aporte proteico, principalmente, que as pessoas têm muita dúvida, né, que a gente precisa. Vale a pena mencionar que a gente encontra todos os nutrientes nos alimentos de origem vegetal, com exceção da vitamina D e da vitamina B12, mas existe um porquê, uma lógica fisiológica para isso, né? É porque a vitamina D, a principal fonte dela é exposição solar. Então, se você não se alimenta de de nenhum alimento de origem animal, mas você se expõe ao sol, teoricamente você teria bons níveis de vitamina D. Uh, e a vitamina B12, ela é, a fonte dela é bacteriana, então ela tá presente no solo, na água. Então, se você pensa no ciclo da vida de uma vaca, por exemplo, que é uma das principais fontes de proteína animal pra nossa população hoje, da onde vem essa vitamina B12? Teoricamente, ela tá ali tomando água de um riacho, de um rio, enfim, de um lago, passando, tendo acesso a essas bactérias, né, que vão ser auxiliar no a partir de um processo fisiológico, auxiliar na produção da B12 no intestino, a mesma vai ser absorvida e vai ser acumulada nos seus tecidos. Então, ah, eh, dessa maneira que ela obteria a B12. Mas será que isso ainda acontece hoje? A gente sabe que, na verdade, grande parte desses animais, eles são eh eles vivem confinados, né, em confinamento. E, na verdade, eles são suplementados com a vitamina B12. Então, a vitamina B12 que quem consome carne obtém, na sua grande maioria, ela provém da suplementação. Então, o mesmo vale para um vegetariano estrito ou um vegano, né? Se eu não consumo alimentos de origem animal, eu posso simplesmente suplementar a vitamina B12. E em tese, se eu vivesse no campo, eu tomasse uma água de mamina, eu comesse os alimentos direto da horta, do pé, com mais contato essas bactérias, eu também poderia sintetizar a B12 de forma natural. Porém, isso não acontece porque hoje a gente higieniza tudo. A gente a gente tem processos, né, de higiene e de segurança que fazem com que a gente não tenha mais acesso a essas bactérias. Então, como você disse, é um tabu. A alimentação vegetariana, ela supre sim todas as nossas necessidades nutricionais quando feita de forma equilibrada, com exceção da vitamina D e B12 para quem não consome ovos e laticínios. E a gente simplesmente suplementa de forma muito básica. Eu acho que vale a pena mencionar uma coisa. Dentro da clínica, eu atendo muitos vegetarianos, mas eu também atendo onívoros, pessoas que comem proteína animal. E a gente vê que o índice de deficiência de vitamina D e B12 em pessoas que consomem proteína animal é altíssimo, porque a absorção da vitamina B12, ela também diz respeito muito à nossa saúde intestinal e vários outros fatores. Então mesmo pessoas que consomem carne, ovos e laticínios, muitas vezes precisam da suplementação da vitamina D e da vitamina B12. Então isso não é algo exclusivo do vegetarianismo e não tem por a gente ter esse preconceito e esse receio. É só a gente realmente se cuidar, fazer uns exames anuais. A gente resolve tudo isso com suplemento. Maravilhosas. E assim, quando você fala em preconceito e receio, né, a gente percebe que ainda tem preconceito referente a pessoas que adaptam eh e eh optam por escolher um estilo de vida, assim como o veganismo, né? A pessoa vegetariana, qual que é a sua concepção sobre isso, Mara? Existe, e a gente vai falar sobre isso. Eu só queria complementar um dados Uhum. a respeito do que a Priscila falou. Sim. Primeiro, dados da da sociedade vegetariana brasileira. Isso já de alguns anos atrás mostrava que 40% dos onívoros são deficientes em vitamina B12, tá? a ração do animal, dos animais, os alimentos que os animais comem, eles são suplementados com vitamina B12. Então, indiretamente, eh, as pessoas, os onívoras, as pessoas que comem eh eh produtos de origem animal, recebem essa B12 que veio de uma fonte suplementada, tá? Então assim, se a gente pensar 40% de pessoas que comem carne, ovos, leite, todos os derivados tem alguma deficiência. Isso é muito comum, como a Priscila falou, é muito comum. Isso acontece por diversos fatores. A gente também tem a as questões gástricas, né, as pessoas que usam muito eh os inibidores da bomba de prótons, que são mezois e outros do tipo, que acabam interferindo, causando a pequena absorção. E a vitamina D, vale lembrar que hoje já é preconizado e recomendado pela Sociedade de Pediatria. Uhum. eh suplementação de vitamina D a partir do primeiro dia de vida da criança, tá? Muitas vezes as pessoas não conhecem. Alguns profissionais, sejam nutricionistas ou médicos, preferem, né, pedir paraa mãe colocar a criança sob, mas existe já a recomendação de eh suplementação de vitamina a partir do primeiro dia de vida da criança. Olha só, interessantíssimo, né? É, sendo vegetariano ou não, né? todas as crianças, todas as crianças, assim como ferro, que a gente não comentou, mas também é um nutriente bem questionado dentro do vegetarianismo. E essa recomendação também existe para todas as crianças a partir dos seis meses. Tá caindo essa ideia de que o vegetariano tem problema de absorção. Hoje a gente tem a questão também, né? A gente vai falar assim, ah, a os alimentos, né, são fontes de produt os fontes de produto animal, o nosso o nosso solo tá muito pobre, então a gente já tem esse problema na questão das dos das bactérias, né, para para realmente formatação da da vitamina. Muito bem. Agora, em relação às questões sociais, se existe tabu ou não. E preconceito, preconceito, exatamente, né? Existe e aí envolve várias coisas. Primeiro, como você falou, o veganismo ele ainda ele faz parte de uma pequena parte da população, quando a gente, por mais que ele venha crescendo, que a oferta de produtos veganos, que a informação sobre veganismo esteja à disposição de qualquer pessoa que queira parar de comer produtos de origem animal, seja por uma questão ética, né, seja por uma questão de saúde, existe ex informação. Mas o que acontece sendo uma pequena parcela da população vegana, quando você tá num meio que foi criado cultura, culturalmente com consumo de produtos de origem animal, quando você eh faz a comparação, quando essa pessoa está inserida num meio, se ela não estiver muito bem informada das suas convicções, das suas escolhas, ela pode até eh se sentir eh eh se sentir mal diante de tanta pressão. Uhum. Porque o veganismo acontece a partir de uma escolha, como eu falei, que pode ter sido ética. Eu quando parei de comer carne, eu parei por questões éticas. Hum. Eu gostava do sabor, eu lembrava do sabor, eu lembro do sabor da carne, né, vagamente, mas assim, eh, não era o sabor que não me agradava, na verdade, foi uma escolha a questão da da crueldade animal, a questão de que também produtos de origem animal quando consumidos, eles não são tão benéficos quanto os de origem vegetal. E aqui vale uma uma colocação importante que eh nem todo vegano é saudável. Uhum. Tá? Porque a gente pode ter aquela pessoa que consome produtos industrializados e que não necessariamente traz um potencial positivo paraa saúde. Mas eh quando a gente tá inserido num meio social, você comentou comigo a respeito das das pessoas da de parte do grupo, né? parte do grupo e que não consig animal e que elas levam. Você tem que você tem que eh se colocar junto às pessoas de forma que elas entendam o porquê dessa escolha e que é uma escolha normal. Uhum. A partir do momento que você vê o animal como um ser senciente, e senciente não é aquele que tem inteligência semelhante à humana, não. Senciente é aquele que tem capacidade de sentir características semelhantes àquilo que todo que todo ser humano eh sente. Então, quando você começa da pela questão ética, não estou comendo carne, não estou comendo produtos de origem animal, porque eu sei como é como é a produção desse produto alimentício, né? Eu sei como o gado é produzido, eu sei o que tudo que a vaca passa para para extração de leite. Eu sei como o ganso é alimentado para produzir o fagrass e que inclusive está com uma com uma eh foi votado na Câmara, na Câmara na na é na Câmara de Deputados, né? Isso. Na Câmara dos Deputados. Aham. eh ou no Senado, não sei exatamente, mas que não se pode mais explorar nem consumir produtos de origem animal e nem não comercializar, porque há uma agressão muito grande. Então assim, a partir do momento que você coloca, consegue colocar pra sociedade quais são de maneira positiva, de maneira igualitária para todos, de que você não é diferente de ninguém, não é porque eu sou vegano, eu sou melhor, eu tenho uma consciência mais evoluída, não. foi uma escolha minha por questões éticas e se fazer desta forma entender que todo aquele grupo minoritário ele pode sofrer pressão. Então a gente tem ainda a questão do racismo, né, que é a gente não pode nem falar que é uma população minoritária no Brasil, mas existe e vem evoluindo todo o trabalho, todo respeito em relação às pessoas de cor. E com veganismo também, ele vem evoluindo, ele está conseguindo o seu espaço e as pessoas estão entendendo por carne, né? É pela questão ambiental, é pela questão da crueldade animal? É pela minha saúde? É, existem diversos fatores, mas a partir do momento que você deixa claro, você espera que as outras pessoas respeitem. E o que a gente costuma ver nas nas reuniões, eu fiz um eu fiz um uma oficina mês passado e uma das pessoas que eh que se incluiu, né, que eh fez a inscrição, no dia me mandou uma mensagem assim: "Ah, te espero pro churrasco, te encontro no churrasco". Eu sei que ele assim, não foi uma brincadeira sim, maldosa, mas é uma brincadeira que faz parte da população que às vezes assim não entendem. Eu como carne porque eu gosto, eu não me preocupo com a saúde ou, né? Mas a questão a questão é que essa esse tabu, esse mito de que veganismo é para poucos ou que, né, existe o preconceito e ele vai acabar rapidinho, infelizmente não vai acontecer. É, é uma coisa que vai sendo eh trabalhada, que vai sendo eh a cada a cada ano, né, conquistando um passinho. Uhum. Para que no fundo a gente tenha o que a gente quer. Ninguém quer ver um bicho sofrendo, né? Por que que a gente tem animais domésticos, gato, cachorro, animais domésticos que a gente traz pro nosso convívio e não quer ver o desses animais e, por outro lado, deixa outros animais, né, sejam aves, eh, gado, mesmo na pisicultura, porque os peixes têm também dentro da da vivência deles a comunicação. Uhum. Hum. Sentem medo, tem estresse. Todos os animais sentem medo, têm estresse, sentem pavor, eh sentem alegria. Então assim, estão sentimentos que são conhecidos e a partir do momento que eles são conhecidos e que você entende isso, eu acho que o preconceito vai diminuindo. Muito bem. E a informação, né, importante falar, importante informar, orientar, né, com pessoas que realmente sabem, né, tem conhecimento de causa, igual vocês duas, que trazem pra gente informações que de repente eh aquilo que você queria ouvir, eh aquilo, aquela dúvida que você tinha e que a gente consegue eh de repente mudar ou então virar uma chave de alguém que tá ali pronto, mas precisava dessa informação. Agora, Priscila, eh, alimentação, o alimento processado, ultraprocessado, eh qual que é a visão, eh, você como nutricionista de vegetarianos ou veganos que que buscam essa linha alimentar? Isso é prejudicial? Precisa ter muito cuidado, tem sido usado ou já é mais ponderado essa questão? Eh, com certeza é um ponto de atenção e para vegetarianos e para qualquer pessoa, né? A gente já tem a informação de que alimentos processados e ultraprocessados de forma geral contém muitos corantes, muitos conservantes, né? Outros aditivos alimentares, muita gordura adicionada ou muito sal ou muito açúcar. E por, enfim, n motivos, a gente precisa ter cautela com o uso desses produtos. Dentro do vegetarianismo, eu acredito que a principal dificuldade das pessoas é que elas querem algo para substituir a carne. Uhum. Né? Aquela mistura, algo que se pareça de fato com a proteína animal. Então, a gente encontra hoje no mercado hambúrguer, ki nuggets, enfim, vários produtos que se assemelham em textura e sabor à carne. E eu acredito que eles têm o seu local de uso, o seu momento de usar, não vejo problema nenhum e consumo eventualmente. Mas, porém, entretanto, como eles fazem parte desse grupo de alimentos ultraprocessados, com adição de vários eh várias produtos aí que não fazem bem pra gente, a gente precisa desse consumo moderado. E eu acho que um ponto importante de mencionar é que a gente não precisa deles para suprir as nossas necessidades nutricionais, né? Então eles têm o seu local dentro ali de uma questão social, enfim, não tem problema. Mas no dia a dia a gente deve comer comida de verdade. O básico funciona e ele é inclusive mais acessível. Então essa ideia de que comida vegetariana é cara, ela vem justamente desse local onde a gente faz o uso de alimentos ultraprocessados e que tem sim um custo mais elevado. Quando a gente come arroz, feijão, legumes, verduras, nozes, castanhas, sementes, quando a gente vai pro básico, essa alimentação, ela mantém o mesmo valor nutricional com um custo muito mais acessível. Isso é muito legal, né? Muito bem. Agora, eh, me chama atenção e uma curiosidade, alimentação infantil, né? Você diz que tem dois pequenos hoje se alimentam eh de forma vegetariana. Isso. E e aí como que eh você trabalha as crianças para além da casa, porque eles vão paraa escola, né? Eles vão se socializar. Ahã um trabalho psicológico que precisa ser feito com essas crianças para que elas não se sintam excluídas. Uma festinha de aniversário, uma escola. Como é que é todo esse processo? Com certeza. Os meus ainda são pequenininhos, né? Então a gente tá no início desse processo, mas primeiro informação, eles entenderem o porque eles comem dessa forma, quais são as diferenças, né? Então eu já venho abordando isso de forma muito ah lúdica e muito tranquila e respeitosa com o meu filho. Porque quando a gente vai comer, por exemplo, um seitã, que é a proteína do glúten, ou quando a gente vai comer a proteína texturizada de soja, a gente chama isso em casa de carne. Ah, vai isso ter carninha porque parece um pouco a carne. Então meu filho fala: "Mamãe, quero carninha". Então, às vezes a gente tá em um ambiente social e ele menciona isso e talvez as pessoas entendam que ele come proteína animal e possam oferecer para ele e é algo que eu não quero que aconteça. Então comecei a falar: "Olha, filho, a gente come carninha de soja, a gente come a carninha de seitã, é da plantinha, porque a gente não come bichinho, né? Ele: "É verdade, a gente não come bichinho." Então eu venho aos poucos iniciando essa abordagem com ele. Então, primeiro eles terem clareza, entenderem o que eles comem, não comem. Então, a criança precisa ter essa informação, né? partir dos pais também num ambiente social, uma festinha de aniversário, como você disse, escola, informar e levar, ter opções para essa criança. Então, acredito que é isso. Se eu vou numa festinha, eu vou levar, já aconteceu muitas vezes eu levar um docinho à parte pro meu filho, porque eu sei que a hora que chegar a hora do doce, ele vai querer, eu falo: "Ah, filho, esse aqui você não come". Até porque ele não comeu açúcar ainda. Tô conseguindo segurar. Então, assim, olha, esse aqui tem açúcar, esse aqui a gente não come mais a mamãe trouxe esse aqui para você. Sim. gente, eles entendem, eles respeitam e eles aceitam numa boa, não tem aquela briga, aquele conflito, aquele sofrimento, é super tranquilo, ele come o docinho dele e fica bem. Então, acredito que é informação e clareza dentro, né, do entendimento daquela criança, da idade que ela tem, preparo dos pais para comunicar os responsáveis ali em determinada situação. Olha, meu filho tem, né, essas questões ou pode ser a mesma questão de uma criança que tem uma alergia, qualquer tipo de restrição alimentar. doença celíaca, alergia amendoim, enfim, a gente precisa informar, olha, ele não come determinado alimento e as pessoas respeitarem, né? Tem isso. E claro, dos pais e cuidadores se prepararem e prepararem uma coisa especial paraa criança em determinadas situações para ela se sentir abraçada e acolhida. Até aqui nunca tive problema. A gente tem tido uma experiência muito positiva nesse sentido. Ai que legal, né? É importante a gente saber como funciona, qual que é o planejamento, o manejo, né, que os pais e cuidadores devem ter, principalmente com as crianças, para que elas não se sintam agredidas, né? Porque dependendo do lugar e dependendo da forma que são recepcionadas, isso pode não fazer bem. E aí vai envolve a questão eh do planejamento, da orientação de quem cuida e também da educação, né, de quem está recepcionando essa criança. Na verdade, esse é o ponto mais importante, né, porque esse problema muito dificilmente vai vir da criança, vai vir de um terceiro, de um adulto que não entende, que questiona. A partir da pessoa que não vive isso, por qualquer motivo, aceita e respeita as nossas escolhas, ah, ele não come. Ah, tudo bem, ele não come, gente, acabou e tá tudo certo. Assim, não tem problema nenhum, não tem dificuldade. E nisso a gente tem até uma uma uma oportunidade de conversar sobre as pessoas, explicar os porquês. Toda vez que eu sou questionada e eu explico porquê, 100% das vezes as pessoas concordam comigo. Olha só que 100%. Nossa, é verdade. Você tá certa, né? Mantenha dessa forma, faça assim, é o melhor para ele, tá tudo bem. As pessoas entendem e aceitam e passam a respeitar. Falar, explicar, orientar, né, pra gente para que as pessoas possam entender toda e esse movimento eh desse estilo de vida que foi adaptado e escolhido, né? Examente. É, na verdade, eh, quando você passa, vamos pensar na questão da, da, da evolução, do caminhar pro veganismo. Quando você passa a ser ovo, ovo vegetariano, ovo lacto vegetariano, né? Eh, você então vai tirar, tirei, na verdade tem um outro, acho que tem um outro, um outro ponto até mais interessante que a sociedade brasileira vegetariana brasileira trabalha bastante, que é a segunda sem car. Ah, se você tem a intenção de reduzir teu consumo ou de você futuramente parar de consum de produtos animais, porque ah, eu tenho dó, né, dos animais, mas eu não consigo porque eu gosto da carne, né? Então, vale a pena começar dando pequenos passos, começando com a tirando a carne em um dia da semana e aí a pessoa já observa: "Eu consigo? O que que eu como nesse dia?" Porque aí ela vai se programar por aquele dia. Na segunda eu não vou comer carne. É uma campanha mundial essa, né? Na segunda sem carne, embaixador p uma carne. Olha aí. Eu acho legal porque a Mara tem uma um posicionamento com relação a a aos motivos que levaram ela a parar o consumo de prote animal diferente do meu. Ela parou por questões de éticas, sociais e sustentáveis. O meu foi saúde. Olha só que interessante. Eu escolhi parar de comer proteína animal por questões eh de saúde, né? E aí isso também traz toda uma abordagem diferente para esse processo e essa motivação que deixa a gente muito, traz muita clareza, né? E você vai descobrindo um mundo que antes você não sabia porque a tua base era carne. E aí a partir do momento que você trabalha com vegetais, você aprende muito mais coisa, você amplia o teu mundo, as tuas possibilidades que antes você não dava atenção. É. E pensando nesse aspecto da saúde, quando a gente reduz o consumo da proteína animal, a gente já tem muito benefício. Então isso que ela estava comentando faz muito sentido. Às vezes você tirar a carne em uma das refeições do dia ou um dia da semana já vai trazer esse benefício pra saúde. Sim. Na verdade, toda mudança, ela precisa de uma programação do que vai fazer em tudo em tudo na vida a gente não consegue, porque mudanças elas requerem elas requerem repetição, requer eh disciplinaciamento. Então, quando você fala, a partir de amanhã vou começar a dieta, a partir de amanhã eu não como mais carne, não como, né? Não como mais nada de origem animal. Sim, vai falhar, porque se ela viveu 5, 10, 15, 20 anos, né, numa cultura ou num convívio familiar, que esse era meu, na verdade, para mim, eu vivi quantos anos, acho que foi 40 anos, né, ou quase 40 anos, né, numa cultura familiar que não comia. E a partir do momento que eu deixei as pessoas começar, minha família começou a entender. Então hoje eu vou na casa da minha irmã, ela já deixa alguma coisa preparada. Não precisa de muita coisa para você conseguir. Você vai num restaurante, vai ter uma massa ao sugo, né? É isso, né? O pessoal fala: "Que que eu vou fazer?" Eu falei: "Gente, arroz, feijão, uma farofinha, um leguminho, acabou, né? Macarrão com molho de tomate, acabou. É fácil simples, não precisa complicar. É fácil. Então assim, qualquer lugar você vai falar: "Ah, o que que o vegano come? O veg o vegano come tudo o que você come. Eu só tiro a carne e os produtos de origem animal. Só isso. Então assim, eu como batata, eu como arroz. Pão é vegano, né? Olha [risadas] l gente, ai que bom. É, aí você começa a mostrar, falar pras pessoas, aí ela se toca, né? Ela o que que você come? Como arroz, feijão, tomate, alface, grão de bico. Eu como tudo, tudo que tem que dentro da cultura brasileira fica muito fácil, né? Porque sempre vai ter um arroz e um feijão. Exato. Então, eu falei para você que eu fiz uma oficina final do mês passado, abril, e falei, vou fazer um simples, vou fazer uma oficina simples pras pessoas. Na verdade, queria passar exatamente o porquê de não comer e o porquê de como programar. E aí eu fiz uma coisa que todo mundo come, inho. Uau, delícia. Olha aí que que faz no inhooque? Batata. Sim. Ainda fiz outros para eles entenderem. Fiz batata, fiz de mandioquinha, fiz de mandioca. Mas assim, são coisas que vocês comem. Pronto. O que tinha de diferente? O bolonhesa que era de lentilha, não era de carne, mas que ficaram apaixonados, porque é uma delícia. É, ficaram apaixonados. A sobremesa era uma torta de chocolate maravilhosa que ninguém botou fé na hora que tava produzindo, porque o pessoal começou a ajudava fazer e não colocaram fé. Na hora que terminaram ficaram surpreendidos. E assim, coisa simples. Olha Uhum. Simples. E que tá ali para todo mundo. É muito bom. Maravilhoso. O básico funciona. O básico funciona, né? O básico funciona. 8:41. Gente, daqui a pouquinho vamos abrir para os nossos telespectadores. Pessoal tá mandando perguntas aí, mas tem um outro detalhe que a gente precisa colocar que tá incluído na nossa pauta e e é algo que chama atenção e e que nós abordando lá, conversando com o pessoal pra gente trazer essa pauta paraa discussão no programa, eh o relacionamento, relacionamento, convivência de duas pessoas, né? eh uma pessoa que é vegana ou vegetariana e de repente ela encontra uma outra pessoa e essa pessoa ela eh consome consome [risadas] alimento de origem animal. Como faz? Existe esse relacionamento? Tem como conciliar? E aí você já viveu essa experiência, Mara? Já. É, porque o meu marido é vegetariano, gente. Olha que bção. Eu não tive essa experiência. E relacionamentos anteriores, as pessoas sempre tendiam pro meu lado, assim. Então, confesso que eu não tive muita dificuldade. Eu acho que elas eh talvez se inspiravam no no meu estilo de vida, viam os pontos positivos da alimentação que eu seguia e nunca foi um problema para mim. Então eu acredito pela minha experiência que não precisa ser um problema. Basta cada um respeitar a individualidade. Mas no dia a dia deve ser um pouco mais difícil, né? Eu vejo isso com os meus pacientes. Ah, eu não como carne, mas meu marido come, então tenho que preparar carne para ele ou vice-versa. Então, acredito que tudo nessa vida a gente resolve com conversa, né, com diálogo e clareza e respeito. Mas vamos deixar a mais respondí, né? Vamos lá. Vamos, na verdade, assim, eh, funciona exatamente dessa forma. O ponto primordial numa relação é o respeito. Exato. Tá? para tudo é respeito. Então assim, a partir do momento que me conhece, é lógico, quando as pessoas quando as pessoas quando a gente conhece pessoas onívoras e que, né, tem algum pinta algum clim, alguma coisa assim, o onívoro normalmente sempre fica aquela questão do preconceito. Hum. Mas é é vegana, é vegetariana, né? Então fica meio tens tenso, receo, né? Mas com o tempo é fácil, porque hoje a gente tem opções veganas nos restaurantes. A gente pode, antes de ir no restaurante optar por escolher restaurantes que tenham opção pros dois. Tudo uma questão de trabalho e é uma e é um trabalho que inclusive se for bem feito, enriquece o relacionamento, fortalece a relação de duas pessoas. Esse mesmo tipo de relacionamento você tem com pessoas próximas, da tua família, irmãos, amigos. É verdade. Não precisa ser um relacionamento, não, né? A dois, né? Já conta, a maioria dos meus amigos são onívoros, no entanto, eles respeitam. Na véspera do dia das mães, uma amiga falou assim: "Mara, eu vou fazer strogonof, mas se você quiser vir, tem arroz e batata para você". Ela falou, foi clara, convidou. E assim, quando você gosta de alguém, não é o que você vai comer, é a convivência, né? É isso que dá prazer. Então, e normalmente se você falar assim, não tem problema, eu vou levar o meu e você leva, todo mundo come a comida do vegetariano, porque [risadas] uma delícia isso a gente fica sem isso é uma coisa que eu faço. Sempre que eu vou em alguma confraternização, eu levo alguma coisa vegana para as pessoas provarem. Essa mesma, essa mesma amiga, quando eu fui no na no aniversário dela alguns anos atrás, a primeira vez que eu levei alguma coisa eu levei uma quantidade grande. Eu fiz aquele cinemon roll. Aham. Rolinho de canela. Aham. Né? Que a princípio todo mundo acha que, né? Vai ovo, vai, mas ele pode não ir ovo e dá certo. Levei cin roll e levei, acho que levei um pão, pão italiano que não vai nada de origem animal e levei um, acho que dois patês, uma sardela vecana que é maravilhosa, quem come acha muito mais gostosa do que a sardela normal. E levei um patê de tofu. Uhum. Todo mundo comeu e todo mundo comentava e falava assim: "Mas é vegano? Mas não tem nada. Mas como é que você fez? Olha, surpreende. Eu já tive essa experiência também, né? Então, é uma, é, é a questão do respeito, é a questão de que o que é mais importante quando você tá com alguém é o comer, não é a relação, é tá ali, é bater papo, é curtir o momento, né? Alimentação é só mais um motivo para vocês estarem ali. Então, dá certo. Muito bem. E a sua experiência, Pri, como é que foi? Eh, eu acho legal mencionar que eu tô morando no sul de Minas. Eu acredito que exista uma diferença na nossa dieta baseada onde a gente tá e lá o consumo de carne, ovos e latímos principalmente é algo muito muito real, né? Muito enraizado na cultura local. E a gente fez uma confraternização na minha igreja e eu levei um feijão com tofuzinho defumado. Delícia. Acabou. Raspar. Não sobrou. Eu fez uma panela. Não sobrou nada. Não sobrou nada. E no final estamos v que que era aquele negocinho no feijão, um quadradinho? Falei: "É, tô full". O mais interessante é que eles não sabem o que é tofu. Mesmo estando inserida num ambiente onde tem a produção da soja. Eles produzem a soja, eles entendem que a soja é só um produto pra produção de alimento, pro animal. Uhum. O a soja que às vezes sobra da colheita, eles descartam. Eu falei, gente, mas como assim vocês não comem? Nunca comeram feijão da soja? Não. Nunca comeram uma salada com grão da soja? Não. Nunca fizeram um leite do feijão da soja? Não. E o tofu ninguém nem conhece. Olha que interessante. E aí quando eu falei que era um queijo de origem vegetal que deriva da soja, todo mundo ficou muito muito assim curioso. E depois eu levei uma torta onde eu fiz um recheio em cima com, a gente chama de tofu piri. A gente faz tipo um catupiri com tofu. Então pus esse creme branco em cima com tofu, com orégano, tomatinhos, enfim. Então me veram. O que que era aquele creminho branco que você colocou? Falei: "É tofu". Aí a gente combinou o quê? Aula de culinária. Olha só. Que legal porade. Falei, gente, vamos então fazer aulas de culinária pra gente aprender a comidas diferentes. E por qual o interesse delas, dessas mulheres em específico nisso? Várias delas ali estão com questões de sobrepeso, obesidade, colesterol alterado, pressão alta. E isso já é muito embasado. Exato. Isso é muito embasado pela ciência. O benefício do consumo de fibras para prevenção e tratamento dessas doenças. E a gente sabe que a fibra só está presente em alimentos de origem vegetal, assim como a redução do consumo de gorduras saturadas e colesterol para tratamento e prevenção de outros problemas. Então, quando a gente vem para um alimento de origem vegetal, feito com carinho, com cuidado, sem adição de muita gordura, a gente traz tratamento, preveição e tratamento para essas doenças. Então, para elas é uma forma de aprender uma comida diferente, gostosa, acessível, nutritiva e que vai trazer benefício paraa saúde dessas pessoas. Então, a gente vai, já tá agendado, combinado, a gente vai começar aulas de culinária lá e espero eu que da nossa pequena comunidade ali, isso se estenda para a cidade que é pequena, que as pessoas possam aprender, conhecer mais sobre esse universo vegetariano e a gente levar informação pro maior número de pessoas possível. Maravilhosas. Tem uma um detalhe interessante. Eh, eu não vou falar marca nem de um nem de outro, mas tinha um grande produtor de leite em Minas. Leite e queijos. Uhum. Tem duas empresas, por sinal, na minha cidade, para vocês entenderem como isso é forte. Uma cidade de 10.000 habitantes com duas empresas de latcínios. Olha aí. O filho Uhum. do dono desse grande laticínio, resolveu se tornar vegetariano, vegano. Sim. E ele começou a produzir, eu você sabia, né? [risadas] E assim, ele conseguiu convencer o pais depois de anos. E assim, a marca dele é muito famosa no mundo vegetariano vegano, acho que é uma das melhores, aliás, e ele conv conseguiu convencer o pai a transformar e passar a trabalhar com produção de produtos de origem vegetal. Olha só que interessante. Interessante. Acho que a informação, né, a informação ela transforma. E hoje nós temos informações aí de tudo quanto é lado, com rede social, todo mundo sabe de tudo, né? Com chat EPT. Então, eh, é importante a gente trazer pessoas que realmente eh vivem esse estilo de vida, que conhecem, né, sobre o assunto e que possam nos orientar. Eu agradeço demais a presença de vocês e e quanta orientação em pouco tempo nós recebemos aqui. E os nossos telespectadores tem perguntas para vocês e a gente vai colocar no ar agora 8:50, faltando 10 minutinhos para as 9 da manhã, a gente vai até 9:05. Produção tá dizendo aí que temos algumas perguntas, então vamos lá, vamos colocar na tela pra gente ver quem é que tá conosco. Muito bom dia, estamos ao vivo. TV Câmara, Campinas, estúdio Câmara. Estamos falando sobre veganismo, sobre o vegetarianismo, né? O que é, qual a diferença? É um estilo de vida. da Fernanda Rocha do Jardim Guanabara dizem que a saúde começa no intestino e que as plantas ajudam muito nisso. Mudar para o veganismo pode realmente transformar a digestão e até melhorar o humor da pessoa. Vamos, vamos eh direcionar pra Priscila, né? Pr isso aí. Olha só essa pergunta. Que que você me diz? Pode transformar a digestão, pode melhorar o humor? Pode melhorar a questão intestinal também? Vamos lá. A Mara pontuou uma questão importante, nem todo vegetariano é saudável. Então, às vezes a pessoa para de consumir proteína animal, mas a base da dieta dela é carboidrato simples. Ela come arroz branco, batata frita, macarrão, eh, enfim, esses produtos ultraprocessados. Eh, então não necessariamente ela vai ter estes benefícios. Agora, quando a gente entende que a fibra ela tem um papel excepcional para uma boa saúde intestinal e que ela só é encontrada, como eu já mencionei, em alimentos de origem vegetal, se você faz a transição para uma dieta vegetariana com equilíbrio, né, e saúde, você vai sim ter acesso a essas fibras solúveis e insolúveis em muito mais quantidade. E a gente sabe que elas eh vão auxiliar no nosso controle glicêmico, elas vão auxiliar a fornecer prebióticos, que são os alimentos, né, para as bactérias boas do nosso intestino. A gente sabe que isso melhora a nossa imunidade, por exemplo. A gente sabe que isso melhora a nossa atividade cognitiva cerebral e por todos esses benefícios que a fibra traz pra nossa saúde, ela tem uma conexão direta com as nossas emoções. Vocês já ouviram aquela expressão, né? Nossa, a pessoa tá enfesada enfesada. Exatamente. Ela tá com intestino preso, ela fica de maumor. É real, porque a saúde intestinal, ela diz muito sobre a nossa saúde como um todo. E se a gente tá com o intestino preso, pensa que você tá acumulando todas os tudo que sobrou da sua alimentação, tudo que é para ser eliminado tá ali guardado. Isso produz toxinas? Olha isso, isso produz sim eh eh faz com que o nosso corpo ele fique mais inflamado. E quando a gente não tá bem fisicamente, a nossa saúde física, a gente também não tá bem emocionalmente, tudo fica mais difícil, a gente se sente mais cansado, a gente fica mais doente, a nossa imunidade tá pior. Então a nossa saúde intestinal ela tem relação muito significativa com o nosso humor. Então, definitivamente, se a gente para uma alimentação, né, com consciência, bem equilibrada, tendo mais acesso a essas fibras solúveis e insolúveis, a gente vai ter uma melhora na nossa saúde intestinal e consequentemente no nosso humor. Até porque quando você tem uma boa motivação para fazer essas mudanças, seja por ética, por questões sociais, por questões religiosas, por questões de saúde, é uma mudança muito boa, gente. É uma coisa que traz felicidade, alegria. a gente se sente motivado, a mudança é legal, então isso deixa a gente feliz. Então assim, eu vou fazer, eu vou vou dar um pro caso dessa. Aham. Pode colocar de novo lá, produção, por favor, a pergunta pra gente, por favor. Isso. A Fernanda. Tá. Eu vou dar o meu depoimento pra Fernanda. Uhum. Né, Princ? Ela falou assim: "Ah, você mudou por conta da ética". Na verdade, a ética veio também segundo, foi a segunda coisa que me levou. A primeira coisa foi a saúde. Uhum. Eu convivo há 34 anos com a doença mental psiquiátrica. Eh, eu fiquei por anos passando, por anos passando por médicos que, como não conseguiam tratar, fugiam de mim. Uhum. Até que eu consegui em São Paulo, né? Um especialista em São Paulo, especialista no caso, que me ajudou. E chegou uma hora que ele falou: "Mara, você não pode continuar vindo para São Paulo porque é muito perigoso, tá? E e aí eu vim para Campinas e pedi para ser encaminhada para um serviço público, porque eu queria na época eh eu queria na época servir de cobaia. Uhum. queria entrar a PUC tava começando, PUC, não, a USP em São Paulo tava começando um trabalho eh com uma técnica, um tratamento que eu acabei fazendo, mas não na USP, mas um tratamento que era inovador, mas não aceitavam pessoas na minha faixa etária na época. Uhum. Né? E eu já vinha sendo tratada, mas assim, ninguém acertava. Bem, me encaminharam. Depois de muito tempo eu consegui ser encaminhada paraa psiquiatria da Unicamp e comecei fui como com como um caso de risco, risco vermelho, que eles chamam, e fiquei o primeiro ano. Logo que eu entrei no Unicamp, eh, a primeira coisa que eu fiz foi tirar todos os produtos de origem animal, porque eu falava assim, eu não conseguia estudar, porque eu não conseguia me concentrar. Uhum. Mas eh eu queria ver se a alimentação podia ajudar em alguma coisa. Não tinha muita coisa, não tinha, na verdade não tinha quase nada a respeito disso. Na verdade eu resolvi fazer um um caso isolado, né? Me estudar. Estudo de casa. Exatamente. Foi. Na verdade, acabou saindo no estudo de casa pessoal. Depois de um ano, eu vou falar para você, chegou na última consulta de um ano, tava na passagem, um ano, eu cheguei naquele ambulatório, um lixo, eu continuava ruim. Sim, eu tenho transtorno bipolar e eu luto com isso há 34 anos. E eu cheguei na última consulta daquele ano péssima, má. Quando voltou janeiro, voltaram as férias que eu me consultava cada 15 dias. Uhum. Quando eu voltei em janeiro, eu entrei, comecei a conversar com o médico. Ele virou para mim e falou assim: "Quem é você? Eu não conheço a paciente que tá aqui dali. Assim, eu me hoje não dexuando, mas assim me arrep, eu não sei assim, todos lá falavam assim: "Que que você fez diferente? Que que aconteceu? não fiz nada diferente. Falei assim, eu acho que simplesmente o meu corpo eh eh eliminou tudo aquilo que ele precisava eliminar e o e o tratamento começou eu comecei a responder melhor aos mesmos medicamentos que eu tomava. Uhum. Né? Foi uma tentativa assim, na verdade, na época todo mundo na ficou chocado, né? Porque realmente foi uma coisa assim que não tinha respaldo científico informação. É. E uma vez eu conversei também com uma médica, eu liguei, foi na USP, eu conversei com uma médica que era especialista eh em neuronutrição. Uhum. E acho que eu escrevi para ela por algum motivo e contei o caso. E ela falou assim: "Quem fez teu protocolo?" [risadas] Você. Eu mesmo. Então, Fernanda, é só acreditar. Olha aí, tá vendo? E muda, né? Então, que bom. Obrigada pelo seu depoimento, porque isso é importante, é forte, porque quem e encoraja, quem lida com doenças muito difíceis de tratamento, às vezes acabam se desestimulando. Dentro desse contexto que a Mara trouxe, alimentos inflamatórios, eles tendem a ser também estimulantes. E esses alimentos estimulantes, eles vão piorar os sintomas de depressão, ansiedade, assim como qualquer outra doença. Então é importante para tratamento e prevenção de qualquer doença a gente reduzir o consumo de alimentos que são estimulantes, ou seja, potenciais inflamatórios. E quando a gente vai para essa lista de alimentos que são estimulantes inflamatórios, dentre vários, a gente tem sim o excesso, o consumo excessivo de proteína animal, leite, ovos, justamente pela questão da gordura. Uhum. Então faz todo sentido de que mesmo uma doença, né, com fundo emocional tenha sido beneficiada através da dieta. Aquilo que a gente come influencia tudo na nossa vida. E não é nem uma apologia ao veganismo em si, ao vegetarianismo. É uma alimentação saudável. A gente precisa cuidar daquilo que a gente come para ter um corpo s uma mente sãos. E aquilo que a Priscila já falou anteriormente e juntando com o que eu tinha falado a respeito da segunda sem carne, eh ajuda muito, porque a pessoa vai colher, a gente diz assim que assim eh a retirada dos produtos de de origem animal, ela acaba trazendo benefícios que às vezes você não esperava. Então a melhora na sensibilidade é insulina. Uhum. eh a redução de colesterol eh doenças inflamatórias que passam a responder melhor, questões digestivas, né? Questões digestivas, redução da da risco de obesidade ou resução da obesidade, né? Lógico, dentro sempre de uma alimentação bem orientada e planejada. Muito bom, meninas. Fontalmente 9 horas. Eu acho que dá tempo da gente responder. A gente tem que entregar até 9:5, mas tem bastante perguntas, então vamos puxar mais uma aí. Aí as meninas respondem mais uma e a gente encerra. Pode ser, produção? Então vamos lá, rapidinho. Coloca mais uma na tela, por favor. Pessoal tá participando, tá? a pessoa se interessa sobre o assunto, porque é importante a gente desmistificar essa questão. O Ricardo Souza do Jardim Proça. Dizem que o corpo passa por uma limpeza quando paramos de comer carne. Como o metabolismo reage a essa mudança nos primeiros meses sem proteína animal? Ah, o impacto, né? O impactos, tipo assim, vou parar é de uma hora para outra ou a gente precisa ir gradativamente, Priscila, pra gente poder eh fazer com o nosso corpo acostume? Vamos respondendo rapidinho que a gente tem que entregar no disculp. Gente, sinceramente, nós tem toda a parte teórica, mas no final nós não somos exatas, nós somos humanas. Cada corpo vai reagir de um jeito. Exatamente. Não existe uma fórmula mágica. A Mara mencionou no negócio, mas eu vou comentar a minha experiência. Eu me tornei vegetariana do dia pra noite. No dia anterior eu estava comendo um hamburgão, no dia seguinte eu me tornei vegana. E foi assim. E meu corpo respondeu super bem. Ahã. E tem gente que vai fazer esse processo de forma gradual, tem pessoas que vão precisar fazer ajustes mais específicos na dieta, tem algumas pessoas com mais sensibilidade ao consumo de leguminosas que vão ter que ter mais cuidado. Então tudo isso vai impactar quanto você comia de calorias antes, porque às vezes quando a gente tira a proteína animal, a gente reduz muito consumo de calorias. Então isso pode trazer benefícios ou não, dependendo do objetivo da pessoa. Então assim, essa resposta, essa pergunta ela precisa de uma resposta muito individualizada. Só lendo ali de novo. Então, faz uma limpeza. Com certeza faz uma limpeza se você come bonitinho, porque você vai comer mais legumes, mais verduras, mais fibras, mais antioxidantes, né? Então você vai eliminar inflamações radicais livres, tudo. Então você vai limpar o seu corpo, você vai melhorar seu funcionamento intestinal, né? Isso vai trazer benefícios pro seu metabolismo. Mas esse ajuste de calorias também é algo muito individual para trazer respostas mais positivas de acordo com o objetivo de alguma pessoa. Uma pessoa que quer emagrecer, muito provavelmente ela vai se beneficiar muito rápido dessa redução de calorias. Mas e se a pessoa tá num peso adequado, ela treina, ela tem bastante massa magra, bastante músculo, ela não quer perder? Exato. A gente precisa ter cuidado, fazer essa correção do consumo de proteínas de forma adequada. É possível, super possível, tá? Não é que não possa, a gente só precisa ter cuidado. Então é uma resposta, é uma pergunta que exige uma resposta bem individualizada, mas que eu te garanto que ela vai fazer uma limpeza no seu corpo e que ela vai trazer mudanças metabólicas, né, e fisiológicas. Mas a gente precisa ter sim cuidado nesse processo, nessa transição. Mulheres maravilhosas trazendo pra gente muita informação sobre esse estilo de vida que se a gente para para analisar é algo que é relacionado aí à saúde, né? E de repente há uma conscientização. E que bom que a gente pode quebrar tabus e trazer a informação de pessoas que realmente entendem do que estão falando. Eu quero agradecer demais a presença de vocês. Acho que foi muito informativo, muito produtivo o nosso programa. Mais uma vez, Mara, considerações finais, por favor. Gratidão, viu, pela sua participação. Imagina. É, a gente tá aqui eu e a Priscila, a gente como nutricionistas que trabalham com essa área, vegetarianismo, na verdade do onívoro ao vegetariano, todos, né? Mas assim, eh, fica aqui a liberdade paraas pessoas de procurarem, né, seja a sociedade vegetariana, seja [limpando a garganta] Priscila, seja a mim, né, nas redes sociais, a gente pode ajudar, pode orientar. Sim. E tem muita coisa, né? Tem os documentários que as pessoas podem encontrar no YouTube sobre os diversos temas ligados ao ao vegetarianismo estrito e a e ao veganismo. E eu torço para que todos fiquem bem. Isso que é o importante. Maravilhosa. Obrigada mais uma vez pela sua participação, Priscila. Obrigada por estar com a gente, por nos orientar e por fazer parte aqui do estúdio Câmara num programa tão informativo. Gratidão pela sua participação. Obrigada. Foi um prazer estar aqui. E você mencionou que informação transforma. Eu sempre comento que informação liberta. Então é a gente se informar de forma pessoal, buscar entender os porquês, respeitar a opinião das pessoas e sempre buscar melhorar a nossa saúde, né? Então eu acredito que, como ela mencionou, do onívoro ao vegano, o ponto mais importante é vamos nos cuidar, vamos comer melhor, vamos ter mais consciência, fazer mudanças positivas para o nosso bem e para o bem de todos ao nosso redor. Mulheres maravilhosas, a gente agradece a participação de vocês, a participação sua aí de casa e é isso. O veganismo ele deixou de ser apenas uma tendência, gente. é um estilo de vida e que de repente pode despertar aí você nesse momento que você tá assistindo o nosso estúdio câmara, tá bom? Amanhã nós temos estúdio Câmara novamente a partir das 8 da manhã. Amanhã nós vamos discutir sobre a ambição. [música] Você tem ambição, então? E aí, os limites, né? Qual é o limite? Por que que nós estamos sempre em busca de mais, [música] mesmo depois de a gente alcançar os objetivos que a gente tanto almeja? Já percebeu isso? A ambição é o que impulsiona o crescimento pessoal e profissional ou ela pode gerar uma sensação permanente de insatisfação? [música] O programa também vai debater o que realmente move os nossos desejos, as cobranças da sociedade, o impacto dessa busca constante [música] na vida das pessoas. Então, amanhã a gente fala ao vivo a partir das 8 da manhã aqui no estúdio Câmara sobre ambição. Será que todos nós temos? Qual é o [música] limite da ambição? Olha gente, agradecendo você mais uma vez. Lembrando que a ÍA tá chegando aí com informações atualizadas aqui de Campinas, do estado de São Paulo, Brasil e Mundo. Ao meio-dia, Gabriel Castro trazendo informações do que aconteceu ontem na reunião ordinária. Para você que tá ligadinho na TV Câmara Campinas, continue com a [música] gente. Nossa programação está maravilhosa, produzida com muita responsabilidade de de toda a nossa equipe, especialmente para você que tá aí do [música] outro lado. Então, grande abraço, até amanhã. Fique bem, se cuide. Ciao [música] [música] [música] [música] [música]
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