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Saúde Agora | Trombose venosa profunda: o risco invisível após cirurgias
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Saúde Agora | Trombose venosa profunda: o risco invisível após cirurgias

194 views Publicado 16/10/2025 HD · 13:54

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Você sabia que o risco de trombose venosa profunda (TVP) pode aumentar em até oito vezes após uma cirurgia? 😱 No quadro Saúde Agora, da TV Câmara Campinas, o cirurgião vascular Lucas Marcelo Dias Freire, membro da Comissão de Aneurismas da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP), explica por que esse é um perigo silencioso e o que fazer para se proteger. 🩺 Trombose Venosa Profunda: o risco invisível do pós-cirúrgico A trombose venosa profunda é uma condição grave, causada pela formação de coágulos (trombos) nas veias profundas, geralmente nas pernas, que bloqueiam a circulação sanguínea. O perigo está no fato de que esses coágulos podem se deslocar até o pulmão, causando uma embolia pulmonar, uma das principais causas de morte evitável em ambiente hospitalar. De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV-SP), a incidência da doença é de até 8 vezes maior após procedimentos cirúrgicos. Isso porque, ao ser submetido a uma cirurgia, o corpo entra em um estado de hipercoagulabilidade, mecanismo natural de defesa contra sangramentos que pode durar até 12 semanas. 💬 “Nosso organismo não diferencia uma lesão cirúrgica planejada de um trauma acidental. Por isso, o risco de formar coágulos aumenta consideravelmente após uma operação”, explica o cirurgião vascular Dr. Ivan Benaduce Casella, diretor de Publicações da SBACV-SP. ⚠️ Sinais de alerta e fatores de risco Embora possa ser silenciosa, a trombose apresenta alguns sinais de alerta importantes: Inchaço repentino em uma das pernas; Dor muscular (geralmente na panturrilha); Aumento da temperatura e vermelhidão local. Entre os principais fatores de risco estão: 🛏️ Repouso prolongado e imobilidade no pós-operatório; 🧬 Doenças inflamatórias crônicas, como lúpus, artrite e doença de Crohn; 👴 Idade avançada; 💉 Cirurgias ortopédicas, abdominais e oncológicas de grande porte. Essas condições exigem vigilância redobrada e acompanhamento médico para evitar complicações. 🧦 Como prevenir a trombose pós-cirúrgica Medidas simples podem salvar vidas e reduzir drasticamente o risco de TVP: Uso de meias elásticas terapêuticas, sempre sob orientação médica; Fisioterapia e mobilização precoce; Dispositivos de compressão pneumática; Anticoagulantes, quando prescritos pelo médico. 💬 “O acompanhamento do cirurgião e, quando necessário, do angiologista, cirurgião vascular ou hematologista, é fundamental”, reforça o Dr. Ivan Casella. Ele destaca ainda que a compressão correta das meias elásticas deve sempre ser indicada por profissionais especializados, já que o uso inadequado pode comprometer o tratamento. 🌎 Dia Mundial da Trombose: conscientização e dados alarmantes O Dia Mundial da Trombose, celebrado em 13 de outubro, chama atenção para a alta incidência e a subnotificação da doença no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 37 segundos uma pessoa morre no mundo por complicações relacionadas a coágulos sanguíneos. Segundo o presidente da SBACV-SP, Dr. Edwaldo Edner Joviliano, a trombose venosa é um problema de saúde pública amplamente subnotificado. 📊 Dados do SUS mostram 490 mil hospitalizações entre 2012 e 2023, com 165 casos por dia no último período. Porém, estudos internacionais estimam 1 a 2 casos por mil habitantes ao ano, o que corresponderia a 215 mil a 430 mil novos episódios anuais no país — número muito superior ao registrado oficialmente. 💬 “Essa diferença evidencia a magnitude da subnotificação e reforça a urgência do diagnóstico precoce”, afirma Dr. Joviliano. 🧠 Diagnóstico precoce salva vidas Exames como o ultrassom Doppler venoso e a angio-tomografia são fundamentais para detectar precocemente alterações na circulação venosa. O diagnóstico rápido e o tratamento adequado podem evitar a embolia pulmonar e salvar milhares de vidas a cada ano. “O segredo é reconhecer os sintomas e buscar atendimento médico imediatamente”, reforça o Dr. Lucas Marcelo Dias Freire durante o programa. 🎙️ No Saúde Agora, o objetivo é levar informação de qualidade, prevenção e orientação médica confiável até você. Assista ao programa completo e entenda por que a trombose venosa profunda é uma ameaça silenciosa — e como atitudes simples podem proteger sua saúde e a de quem você ama. ❤️ Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, começa mais uma edição do Saúde. Agora vamos falar de uma condição grave e silenciosa, trombose venosa profunda. Segundo a OMS, Organização Mundial da Saúde, a cada 37 segundos, uma pessoa morre por complicações relacionadas a coágulos sanguíneos. E pra gente abordar esse tema, o convidado de hoje é o Lucas Marcelo Dias Freire, cirurgião vascular da Comissão de Aneurismas da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular. Seja muito bem-vindo, Lucas. obrigada pela sua participação. Bom dia a todos. Eu que agradeço pelo convite eh para falar desse tema tão importante, né, a trombose, eh pra gente discutir um pouquinho e alertar a população sobre os riscos dessa condição, né? Perfeito, Lucas. A gente pode tratar então esse assunto, né? Trombose eh profunda, né? trombose venosa, profunda como um problema realmente de saúde pública, né? Queria que você explicasse então o que vem a ser essa trombose, quais são os tipos de trombose também. É, é um um problema de saúde pública, assim, é uma das maiores causas de de mortalidade no mundo, né? Hoje trombose sempre é a formação de um coágulo dentro de um vaso sanguíneo, né? Isso pode ser uma trombose de uma artéria, né? Por exemplo, as as artérias coronárias que irrigam o músculo do coração, que aí seria causadora de um infarto, ou a trombose de uma artéria cerebral que causaria um AVC. Mas hoje a gente vai falar mais sobre a trombose venosa, né, especificamente a trombose venosa profunda, que é o quê? formação de um coágulo de sangue dentro de uma veia profunda, na maioria das vezes em veias das pernas, né, em veias eh profundas, são calibrosas. E qual que é o maior problema eh relacionado à trombose venosa profunda? É quando esses quágulos se formam nas vias das pernas e, por algum motivo, eles se deslocam e vão parar nas artérias pulmonares, que é o que a gente chama de embolia pulmonar. Eh, esse é o grande risco, é uma condição que pode ser potencialmente fatal, né, e grave em alguns casos, eh, com risco de de vida. Então, a grande o grande risco de uma trombose venosa profunda é provocar embolia pulmonar, que é uma condição grave, né? Perfeito. Eh, Lucas, a gente tem alguns dados, né, que falam que essa doença, a incidência dessa doença, ela chega a ser oito vezes maior aí após cirurgias. Então, explica pra gente que tipo de cirurgias, né, e o porquete mais depois de certas cirurgias. Tem algumas específicas que acaba tendo essa maior incidência? Eh, a trobose venosa, ela pode aparecer de duas maneiras, né? Uma de maneira espontânea. A pessoa não tá, não fez nenhuma cirurgia, não, não teve uma viagem longa, não ficou acamada e apresentou uma trombose. Isso pode ser relacionado a questões genéticas, uma tendência genética a ter trombose ou uma causa bastante comum também são eh pacientes oncológicos, né? Pacientes que têm eh tumores, que estão em tratamento oncológico, né? E por outro lado, eh, são as tromboses relacionadas às cirurgias, que, eh, são mais comuns na nossa prática, né? Então, principalmente cirurgias grandes, cirurgias em que o paciente fica acamado muito tempo, que ele fica sem se mexer muito tempo, né? Cirurgias ortopédicas, eh, prótese, troca de, né, prótese de quadril, prótese de joelho, né? E isso não é incomum a gente se deparar com essas eh eh tromboses pós eh cirurgia. Por isso que é muito importante quando o paciente vai se submeter a uma cirurgia dessa, fazer uma avaliação, né, eh, detalhada e tomar as precauções para diminuir o risco de ter uma trombose no pós-operatório, né? Então, sempre que eh o sangue fica eh circulando de maneira mais lenta, mais parada, por exemplo, o paciente fica mais acamado, mais parado, sem se movimentar, sem ter movimentação dos músculos da panturrilha que ajudam a circular o sangue, aquele sangue fica, a gente chama de stase, né? ele fica mais parado, ele tende a se coagular e formar a trombose. Então, uma das coisas mais importantes no pós-operatório é se movimentar assim que possível, evitar ficar eh muito tempo acamado, né, dentro das das possibilidades. E existem outras medidas também, uso de meios de compressão, uso de dispositivos de compressão pneumática, medicações, né, quando indicadas em cada situação, anticoagulantes. Isso quem vai saber e eh indicar melhor é o o seu médico, né? Perfeito. Essa doença ela acomete, né, tem uma faixa etária que ela tem mais assim predisposição alguém, né, predisposição como alguns fatores de risco, por exemplo, obesidade, tabagismo, tem uma faixa etária que a trombose, né, venosa profunda, ela acomete mais. Lucas e fala um pouquinho também sobre quais são os sinais de alerta, né? Porque de repente a pessoa ela não tem essa predisposição, no caso não tem alguém da família que teve, né? No caso de genética, né? Geneticamente falando. E quais são os sinais, um sinal de alerta que essa pessoa ela deve então procurar um especialista? É, os fatores de risco, você falou da idade, aumenta a incidência de trombose venosa com aumento da idade. Então, depois da dos 60, 70 anos, aumenta o risco. como eu já falei, eh pacientes que têm neoplasi, que estão em tratamento oncológico, pós-operatórios de de cirurgias, né, principalmente ortopédicas, mas podem ser eh eh cirurgia bariátrica, né, pacientes obesos, pacientes acamados, né, pacientes clínicos, né, que t outras condições, como insuficiência cardíaca, enfim, eh eh eh infecções crônicas que estão acamados, estão em hospitais têm o maior risco de ter trombose, então também precisam eh fazer fazer essa profilaxia, essa prevenção para evitar a trombose. E os sinais de alerta eh são principalmente quando a trombose é na perna. É o o quadro clínico é de dor, né? Dor aguda, não é uma dor crônica, é uma dor que vem de uma hora para outra, geralmente acompanhada de inchaços muito grande, de edema. Então, de uma hora para outra teve dor, muita dor na perna, dor forte e acompanhado de inchaço, de edema, procure o pronto socorro, né? principalmente se for numa perna só, né, que é mais comum, né, e se você tiver principalmente esses fatores de risco, né, eh, procure o pronto socorro, né, e e uma das principais hipóteses e diagnósticas é a trombose venosa profunda. Outros casos que a gente vê eh no consultório também depois de viagens longas, né? Eh, viagens de avião, 8, 10 horas, eh paciente, eh a pessoa ficou muito tempo parada, sentada, sem se mover, eh o voo pode causar desidratação, né? E e e isso são fatores de risco que aumentam o risco de ter também trombose. Então foi para uma viagem longa, chegou no destino, tá com uma das pernas só muito inchada, com muita dor, procura o pronto socorro. Não, não, não perca tempo. Perfeito, Lucas. Ah, você tava falando sobre os tratamentos, né, sobre a medicação e falou agora um pouquinho também sobre o alerta, eh, falando sobre o diagnóstico, né, como qualquer outra enfermidade, o quanto antes, né, o indivíduo buscar orientação médica, fazer essa consulta, acaba reduzindo os riscos, né, de gravidade da trombose. Eh, quais os exames específicos para diagnosticar? é um exame de imagem, né? Como pra gente orientar também, conscientizar a população sobre esse tema muito importante. É, a primeira coisa, com certeza, é uma avaliação médica, uma história detalhada, um exame físico detalhado, né? E se tiver alguns critérios que a gente chama de de risco, né, de suspeita forte para ter trobose, existem alguns exames laboratoriais que podem ajudar, mas assim, o exame principal eh para diagnosticar a trombose venosa profunda no pronto socorro, no consultório, né, eh um exame de imagem que é o ultrassom doopera, que hoje é amplamente disponível, né, é um ultrassom específico que vê os vasos sanguíneos, que a gente consegue fazer o diagnóstico da trombose de maneira eh não invasiva, rápida, fácil e então é o exame mais indicado quando existe essa essa suspeita de uma trombose agudo. Perfeito. É só pra gente ressaltar um pouquinho sobre os riscos, né, as complicações. É uma condição que tem cura, né? Se for tratada imediatamente, ela tem cura por conta que tem esses tratamentos, né? feito. Então, esse a partir do momento do sinal de alerta, a procura com um especialista, passar por esse exame, fazer o diagnóstico e depois o paciente ele consegue fazer uma um tratamento específico, porque o risco de evoluir para algo mais grave ou até como uma embolia, como o o você mesmo disse, essa é a parte mais de complicação mesmo dessa doença. É, o tratamento da trombose hoje, ele ele se baseia principalmente nos dos anticoagulantes. São medicações que afinam o sangue, evitam que esse coágulo aumente, que ele se desloque, vá pro pulmão. Em alguns casos específicos, a gente eh existem procedimentos guiados por catéter, né? eh cateterismos que a gente consegue aspirar esses quadros, seja na perna, seja depois que eles já estão no pulmão. Em casos mais graves, em que o óticoagulante não é o suficiente para tratar esses pacientes, a gente pode fazer esse tipo de de cateterismo. Eh, e além da complicação na fase aguda, que é a embolia pulmonar, né? Eh, esses pacientes que têm trombose nas pernas, principalmente trombos da coxa para cima, nas veias maiores, no eh longo prazo, eles podem desenvolver uma coisa que a gente se chama de hipertensão venosa crônica, que esses coágulos, eles eh alteram o funcionamento das válvulas venosas e acabam eh dificultando o retorno do sangue venoso, né, das pernas, né, pra circulação, pro coração. E eles podem evoluir, né, no longo prazo, com edema crônico da perna, escurecimento da pele, eh em casos extremos até úlceras, feridas que não cicatrizam, né? E eh também essa condição tem tratamento, tem procedimentos que a gente consegue fazer para melhorar a qualidade de vida desses pacientes que têm essas sequelas crônicas também, tá certo? Então, Lucas, é muito importante, né, a gente conscientizar a população, né, principalmente por conta, né, do dia mundial e da trombose, né, que foi no dia 13 de outubro, realmente passar essas informações de conscientização mesmo de uma doença, né, de uma condição que acaba sendo grave e silenciosa. Então, a população precisa se atentar aos sinais. Existe alguma outra condição além do tratamento com medicação? uma dieta regular, exercícios físicos, isso acaba auxiliando, contribuindo também pra melhora do paciente. Com certeza, né? É importante manter hábitos saudáveis, né? Eh, alimentação adequada, atividade física, né? Se hidratar bem, né? Principalmente pacientes idosos muitas vezes esquecem, né? não tem o eh eh o centro eh cerebral da sede acaba diminuindo com o tempo. Então a pessoa bebe água, sente menos sede, mas, né, no tempo quente é importante, eu falo, tomar água como remédio, né? Então tem que se atentar aí à hidratação, né? E e são condições que que previlem, né? eh eh diminui o risco da pessoa desenvolver eh uma trombose e outras outras condições também, né? Perfeito. Quero agradecer a sua participação, Lucas. Muito obrigada por ter participado do Saúde Agora. Eu que agradeço. Um bom dia a todos. Abraço. A gente conversou com o Lucas Marcelo Dias Freire, ele que é cirurgião vascular da comissão de aneurismas da sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular. Espero que você tenha gostado dessa aula com o Lucas sobre uma doença silenciosa, trombose e venosa profunda para você. Até o próximo. Saúde agora. เฮ
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