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[Música] Olá pessoal mais um saúde agora Começando aqui na programação da TV Câmara Campinas hoje nós vamos falar sobre a saúde mental dos jovens Esse é um tema que exige sensibilidade e cuidado a saúde mental dos jovens ainda é tratada como Tabu em muitas realidades no entanto é fundamental abordar o assunto com atenção e informações precisas especialmente no contexto brasileiro um estudo da fundação Osvaldo Cruz a Fiocruz apontou que a taxa de jovens que tiraram a própria vida entre 2011 até 2022 cresceu 6% quem vai falar sobre esse assunto é Estela azulai especialista em relacionamento pais e fos e Estela muito obrigada pela sua participação aqui no saúde agora Eu que agradeço e obrigada pela oportunidade de falarmos de um tema tão importante nos dias de hoje é realmente Estela eh como especialista até gostaria que você falasse um pouquinho né sobre esses números né Por que que você acredita que essa taxa ela cresceu tanto assim no nosso país o que que tá faltando olha com certeza eh isso tem ligação com a internet o uso de redes sociais eh o bullying cibernético né que é muito mais fácil de ser feito do que o bullying ali na escola presencialmente eh os riscos que os jovens se colocam hoje né no no uso de redes sociais tecnologia da forma errada eh também pelo afastamento eh com pais por conta dessa correria da ansiedade do dia a dia eh Então tudo isso faz com que os jovens não consigam se comunicar com os pais e explicar o que que eles estão sentindo falar sobre as emoções sobre os problemas deles e claro né a pandemia também teve um forte Impacto nisso tudo eu só não quis ser repetitiva começar pelo óbvio né Eh mas enfim é uma conjunção de fatores do século XX que a gente tá perdendo um pouquinho a mão a consciência eh e existe hoje muita falta de ferramentas pros pais conseguirem pais e educadores em geral conseguirem lidar com com essa enchurrada de novidades né É realmente Estela o que você falou sobre os casos de bullying né estão cada vez maiores a gente vê aí nos noticiários né muitos casos de bullying e logo depois a criança o adolescente e realmente acaba aí tirando a própria vida então é muito grave realmente né sim eh o bullying ele infelizmente eh tanto os pais que são pais das daqueles que praticam o bullying gente que isso é muito importante tá Às vezes a gente fica tão preocupado se o nosso filho ele é vítima do bullying mas às vezes a gente tem que se preocupar se os nossos filhos não são os agressores O que é muito mais difícil dos Pais reconhecerem né olha meu filho talvez seja um agressor eh e também as vítimas de bullying hoje porque por mais que a sociedade tenha avançado eh em diversos temas em diversas feridas que a gente vem tentando curar aí da sociedade ao mesmo tempo existe uma crueldade muito grande para lidar com essas diferenças né então Eh seja o racismo a homofobia A gordofobia então existem hoje coisas que antigamente elas eram maquiadas e hoje elas são muito mais escancaradas e cruéis né então parece que ao mesmo tempo que a gente avança existe um retrocesso dentro de casa na família que não quensa nisso e não tenta proteger eh o ambiente em que os filhos estão tanto cuidando para que o filho não seja um agressor quanto prestando atenção para que o filho não seja vítima E que esse esse eh Episódio seja já parado antes de né consequências mais graves exatamente E como que os jovens podem lidar com tantas emoções né eles também estão passando por muitas transformações né também no corpo como que eh eles podem trabalhar isso né Estela os jovens né olha Eh eu tenho uma formação como neurociência comportamental também né e a gente preca primeiro precisa entender que o cérebro de uma pessoa ele só termina de se formar gente aos 22 23 anos de idade mais ou menos Então vamos pensar que os nossos filhos até os 21 22 anos ainda não tem o cérebro totalmente formado ou seja nós somos os adultos da relação e nós temos essa responsabilidade de educarmos os nossos filhos emocionalmente para isso nós precisamos criar repertórios desculpa repertórios para eles como é que a gente ajuda os nossos filhos a identificarem o que eles estão sentindo a nomearem o que eles estão sentindo e passando falando de nós mesmos por isso que eu sempre parto da comunicação gente a comunicação começa com a gente Ah meu filho não conta nada para mim não se abre comigo mas você conta para ele coisas da sua vida você conta histórias suas do passado de situações que você sofreu e que você teve que superar para que ele possa se identificar para que ele se sinta AL para que ele possa se sentir confortável e à vontade para poder se abrir com você então Eh os jovens hoje eles tê poucas ferramentas para conseguirem lidar com toda essa turbulência emocional né que eles passam nós adultos às vezes nos vemos vítimas das redes sociais né viciados nos comparando comparando a nossa família comparando a a realidade de um casal ou enfim a gente acaba se iludindo e entrando nessa onda o que dizer dos nossos jovens então eles precisam de nós e nós precisamos amadurecer nós adultos da relação precisamos nos empoderar nós precisamos nos desenvolver gente hoje a gente precisa ser um pouco de tudo noss pais eu sou mãe de quatro e posso dizer isso assim eh sentindo na pele mesmo me colocando no lugar a gente precisa aprender de tudo um pouco nós somos um pouco psiquiatras um pouco psicólogas um pouco educadores financeiras um pouco de tudo né Eh um pouco de especialistas em tudo então que é difícil falar para você ó o jovem tem que seguir esse caminho eu acredito que a orientação é que nós pais precisamos seguir um caminho e que a partir do momento que a gente não se sinta capaz de ajudá-los que a gente busque uma ajuda profissional seja para eles ou seja para nos pais agora esta acho que é importante a gente esclarecer até trazer um serviço aqui para quem tá assistindo né O que que os pais devem ou podem fazer ao identificar que os filhos Eles estão com sinais de tristeza ou até mesmo de depressão o que que eles precisam fazer pedir ajuda olha Eh Primeiro eles têm que saber quais são os sinais né é importante a gente deixar bem claro aqui Quais são esses sinais mudanças bruscas de comportamento então uma criança que era mais dócil ficou agressiva ou uma criança que não quer mais ir paraa escola começa a sentir dores na no corpo dor de barriga dor de cabeça isso isso sinaliza que alguma coisa não vai bem às vezes os pais deixam no no Simples né ah não quer ir pra escola Ah não às vezes tem coisas por trás acontecendo Então às vezes aquela aquele adolescente que se fecha muito no quarto deixa de querer sair com os amigos então quando isso acontecer primeira coisa os pais tentarem conversar se eles perceberem que a conversa eh para que eles possam ter mais noção do que realmente esteja acontecendo não tá funcionando eles podem procurar tanto alguém para ajudá-los como pais adultos para isso nós temos hoje educadores parentais que são é uma novação né os educadores parentais foram formados para orientar guiar os pais em todos esses desafios aí de educar os filhos no século XX também podem procurar profissionais da Saúde tanto para si mesmos quanto pros filhos né Então procurar uma também conversar com a escola tá Conversar com a escola entender como é que tá aquele aquela criança Ou aquele adolescente n escola uma psicopedagoga isso ajuda bastante mas gente sem vergonha de pedir ajuda porque nós não damos conta de tudo né Às vezes a gente não dá conta da gente então a primeira coisa é perceber o quanto você consegue ser sincero consigo né o quanto você consegue lidar com aquela situação o quanto você percebe que ela já saiu do seu controle e que você não tem condições de ajudar o seu filho e aí pedir ajuda tanto para si mesmo quanto pros gente é muito muito importante a gente entender que nós pais somos parte desse processo e que nós precisamos aprender nós precisamos entender o que tá acontecendo e sermos orientados também isso é muito importante com certeza eh Estela você comentou sobre essa função né educador parental Eu gostaria que você explicasse mais um pouquinho o que que é ser um educador parental o que que ele faz como que ele orienta os pais então vamos lá o educador parental não é um uta tá gente assim Prim eu gosto de começar falando sobre o que ele não é o a pessoa pode até ter a formação como psicóloga como psicopedagoga como pedagoga e também ter a formação como educador parental ou ele pode ser somente um educador parental o educador parental ele é um novo profissional no mercado ainda não existe essa cultura de se buscar uma ajuda para um educador parental mas já vem se tornando tema inclusive discutido no Congresso Nacional e vem sendo discutido também como políticas públicas introduzir educação parental na sociedade hoje já existem vários educadores parentais e o educador parental é aquele profissional que vai trazer um suporte pros pais que vai empoderá-las na função Educadora que vai orientá-los Não nessa função terapêutica prestar atenção conta sua história tudo que veio lá de trás não é isso ele pode até usar a algumas histórias né para entender um pouco da família mas ele olha para eh situações pontuais né O que tá acontecendo agora qual a sua dinâmica familiar como que você pode quem é você né o seu perfil como pai eh qual é o seu perfil do seu filho e aí orientá-los né dentro de casa como que eles devem se comunicar como que é a melhor forma de se aproximar como é a melhor forma de lidar com diversas situações seja em uso de tela seja na questão de ansiedade depressão seja na vida escolar seja naed a sexual todos esses temas são muito desafiadores então é um profissional que tá aí para orientar e apoiar e mentorar os pais n nessa função tão nobre que é educar os filhos no século XX sim é com certeza eu acho que é muito importante que você falou Estela sobre essa questão dos Pais compartilharem eh um pouco da das experiências com os filhos né ter mais esse diálogo se reunir mais hoje as pessoas hoje as famílias não sentam mais à mesa né para jantar tá para almoçar é cada um num canto eu acho que isso também influencia muito né olha a mesa eu falo que é um lugar sagrado gente primeira coisa que a gente tem que fazer é recolher os celulares nossos dos adultos primeiro e depois dos nossos filhos mas assim não como uma coisa né impositiva trazendo pra mesa eh conversas que serão agradáveis que vão trazer memórias afetivas bacanas uma um lugar de compartilhamento de histórias de emoções e e fazer com que o celular não as pessoas até esqueçam que ele existe né Eh então são oportunidades que os pais perdem de se conectar com os filhos eu eu falo por exemplo no carro né você vai buscar um filho na escola ou vai levá-lo paraa casa de um amigo bate papo aproveita aquele tempo junto né a gente acabou se acomodando ao silêncio se acostumando com o silêncio quando tem muita gente você olha assim às vezes ao redor é uma cena horrorosa né todo mundo assim todo mundo assim vai para uma sala de espera tá todo mundo assim e você vai entra na na na casa de uma família né Tá todo mundo às vezes assistindo televisão e ao mesmo tempo no celular assistindo um filme e ao mesmo tempo no celular então os momentos em família eles devem ser valorizados eles devem ser feitos de uma forma em que os filhos sintam que os pais estão ali por inteiro eles estão presentes cur seno aquele momento E aí gente é um momento de né de de ah pareceu Você tá assistindo um filme junto Poxa com certeza alguma situação do filme aquele pai mãe tio tia já passou na vida dele então fala puxa sabe que eu já passei por algo semelhante eu falo que a nossa história pessoal ela tem um impacto muito grande na formação de caráter dos nossos filhos ela é muito poderosa gente porque nós adultos já vivemos momentos de baixa de alta de de fracassos frustrações de tristeza de perdas né E como a gente superou tudo isso é a melhor forma da gente inspirar os nossos filhos eu falo muito que a gente vive na era dos influenciadores né aí nossos filhos são eh influenciados por pessoas que a gente nem conhece e eu acredito que ninguém melhor do que nós Pais para sermos os influenciadores dos nossos filhos eh pra gente que eles T perguntar tirar dúvidas conversar sobre aqueles assuntos mais espinhosos porque eles vão ter as respostas que estão aí coerentes com os valores da família então gente muita história muito storytelling muita conversa vindo de nós adultos partindo de nós né a gente tem que começar a gente que tem que dar o exemplo e o start Com certeza Estela eu quero agradecer sua participação eh seus esclarecimentos suas informações compartilhadas aqui no nosso quadro Eu que agradeço a chance foi um prazer estar aqui com vocês e qualquer coisa eu tô aí nas redes sociais podem me acompanhar @ stelazine no Instagram lá eu coloco bastante conteúdo sobre todos esses temas bem bacana obrigada você pode conferir todos os quadros da nossa programação no YouTube da TV Câmara Campinas e não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais até o próximo saúde [Música] agora Y