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[Música] Olá, pessoal. Mais um saúde agora começando aqui na programação da TV Câmara Campinas. Hoje nós vamos falar sobre a relação do silêncio com a saúde mental. Você sabia que desacelerar a mente e ficar em silêncio pode transformar a sua saúde mental? Mas além do bem-estar emocional, estudos já mostram que o silêncio também tem impactos fisiológicos. E quem explica tudo sobre esse assunto é a médica psiquiatra Jaqueline da Mata, especialista em saúde mental feminina. Doutora, muito obrigada por participar aqui do nosso quadro do Saúde Agora. Seja bem-vinda. Muito obrigada. É um prazer estar aqui. É, Dra. Jaqueline, vamos falar um pouquinho então, né? Por que que silenciar é tão importante? É, é desacelerar, trazer essa esse equilíbrio, né, que traz diminui os hormônios do stress, como cortisol também desacelerar, né, da essa pausa, esse silêncio. Então, vai ter questões fisiológicas, como você disse, que vai eh nos ajudar a ter mais qualidade de vida. Ah, eh, então assim, eu sempre recomendo assim pausas, meditação, são coisas muito importantes pra gente, pra gente pensar no nosso bem-estar, tanto eh, bem-estar mental quanto saúde física também. E, doutora, vamos falar um pouquinho, né, pro pessoal que tá em casa acompanhando por que fazer silêncio, né, a gente ficar ali mais quietinho é tão importante pra nossa mente, não? Eh, que acontece? A gente tá aí num mundo que hoje a gente vive eh eh o tempo inteiro, 24 horas praticamente já, ou não período que a gente tá acordado, ligado, conectado nas redes sociais, né? Isso gera mais ansiedade, gera mais estress. A gente eh até dificuldades pode levar também insônia ali, porque a pessoa fica eh às vezes à noite até tarde nas telas, né? Então isso também pode gerar. Então, a gente fazer um movimento inverso de pausar, de ficar em silêncio, eh práticas meditativas que são tão são milenares, né, aí que que nos dá, né, já conhecida há séculos, isso traz um bem-estar, isso diminui essa ansiedade, diminui esse estress, contribui pra qualidade de vida da pessoa. E doutora, quais são os impactos, né, os benefícios do silêncio até pro nosso corpo mesmo? Você tava falando dos hormônios, né? que eles ficam mais baixos, como o cortisol. É isso mesmo que acontece? Isso mesmo. Esse o cortisol, né, que é o hormônio do stress, fica reduzido, fica menor também diminui assim irritabilidade. Então, às vezes a gente vê que n a gente tá num mundo que tá, né, eh, barulho o tempo inteiro. Eh, você vê o trânsito, é sirene, isso tudo eh já contribui para esse aumento desse hormônio. Mas a gente fazendo o contrário inverso, procurando lugares mais tranquilos, um parque para um passeio, para uma caminhada também, um momento de conexão com a natureza também. Isso é muito importante assim. E doutora, qual que é a diferença entre a saúde mental feminina e a saúde mental do homem? Tem coisas que eles podem fazer que são diferentes de um pro outro, né? A mulher sofre mais com a questão emocional ou não? Qual Qual que é a principal característica, né, desses dois grupos? Não. Então assim, falando nisso, as mulheres eh são mais sofrem mais de de quadros como ansiedade, depressão é mais frequente em mulheres do que em homens. Então a gente tem que ficar mais atenta nesses quadros. Eu falo que até essa sobrecarga feminina também contribui para isso, sabe? Questão de múltiplos papéis que a mulher desempenho. Então ela é mãe, ela cuida da casa dos filhos, trabalha fora, né? Jornada dupla e assim, né? Então isso tudo traz um sofrimento grande pra mulher. né, levando esse adoecimento que eu eu vejo que isso aí teria a uma das bases também, né, desse sofrimento, questões hormonais, flutuação hormonal, né, durante o ciclo menstrual que a mulher tem também, isso contribui também. E mais relacionado ao homem, qual que seria o principal ponto assim da questão da saúde mental do homem que você observa também, né, nas suas consultas, no seu consultório? às vezes é mais difícil assim quando o homem chega assim já tá um um sofrimento grande, igual eu falei, o uso de de substância é uma coisa que é mais frequente, né, em homem, seja de álcool e outras drogas também. Eh, não que não sofra de depressão, de ansiedade também, né? Atendo também casos assim, a gente pode falar também tem esses quadros. Se a gente for pensar em homens e mulheres, o transtorno do neurodesenvolvimento, tipo TDH, eh, o autismo é mais frequente em meninos do que em meninas. Aí isso na fase adulta já fica igual entre os dois, assim, já não muda, já não é tão diferente assim eh as estatísticas, né? A gente comentou um pouquinho no começo, né, das telas, o quanto isso os celulares, eh, os computadores, eles estão influenciando negativamente na saúde mental. É porque assim, as pessoas estão passando cada vez mais horas, né, nas telas, nas redes sociais, né? Então, às vezes, eh, isso influencia assim questão de de sono, porque assim, o ideal seria que a gente ficasse 1 hora, a duas horas antes de dormir já sem telas, né? Já, porque a própria luz azul da tela já prejudica o nosso sono. E quando você tá ali rolando feed, é fácil assim, você eh você se entreter ali e o som passa, né? Às vezes a pessoa nem é uma questão de uma insônia mesmo, é só uma questão de estilo de rotina mesmo, né? né? Às vezes eu eu eh eh tenho atendido muito isso e às vezes não é uma questão assim de medicar, é mais de questão de da pessoa reduzir esse número de horas de tela por dia, né? Porque gera vários eh como é que fal? Eh, igual eu passar várias horas ali. Eh, às vezes a gente, né? Eh, como é que eu falo assim? No sentido de ansiedade também, de comparação, que gera muito esse, né? Porque na vida no Instagram é aquela vida editada, bonita, perfeita, a gente acaba se comparando ali o que é ruim para nossa saúde emocional, na saúde mental. Então assim, reduzir esse número de telas, o número de de horas, né, de tela por dia, isso é fundamental assim hoje em dia. Eh, Dra. Jacqueline, eu queria que você falasse um pouquinho como, quais são, né, na verdade, os principais sinais e sintomas quando uma pessoa já tá adoecendo emocionalmente, o que que ela começa a sentir, eh quais são esses sintomas que o corpo vai dando, ó, então observar assim uma alteração, assim, alteração importante do humor ou uma tristeza persistente, eh eh uma ansiedade muito intensa com crise, de ansiedade, né? Tendo crise de ansiedade, alteração do sono, alteração do apetite, a pessoa perde, né? Por exemplo, um transtorno depressivo, perde o prazer em viver, né? Perde o o prazer de fazer as coisas que antes gostavam. Isso tudo a gente tem que pensar assim, eh, tá prejudicando o dia a dia, porque é uma tristeza. Ter tristeza é é normal, faz parte da vida, mas se aquilo começ intenso, tá passando ali mais de duas semanas acompanhado de outras alterações assim, né? como eu disse, do sono, do apetite e do da e a funcionalidade prejudicada, já não tá conseguindo trabalhar, tá conseguindo estudar, as tarefas do dia a dia não tão não tá conseguindo fazer. Então já é um um sinal bem de alerta que precisa de ajuda profissional, né? Procurar um um psiquiatra ou para conversar, um psicólogo para entender o que que tá gerando aquele quadro, o que que tá por trás daquele quadro, assim. Então, sempre olhar esses sinais assim, né, de igual de irritabilidade também muito frequente. Se tá um uso, pensando, né, no transtorno de de uso de substância, tá um uso abusivo de drogas, um uso descontrolado, compulsivo também pensar e sempre pensar nessa nesse prejuízo que tá trazendo pro dia a dia da pessoa. E doutora, a gente tá falando dos adultos aqui, mas as crianças elas também precisam ter esse momento de silêncio, ou seja, de ficar um pouco quieto, não fazer tantas atividades, restringir também o o tempo de tela, né, os pais ficarem atentos com isso. Ah, não é fundamental para as crianças também, né, com, né, a gente fala dos adultos, mas os hábitos começam ali na infância. Então, eh, a gente vê que hoje criança super cedo já tem celular. né? Já já fica ali na no nas pelas. Então isso isso traz, né? A gente eh é tudo novo, mas qual que vai ser o prejuízo a longo prazo, né? Porque tipo assim, agora que a gente tá tendo essa revolução aí digital, mas como é que vai ser isso? essa criança que nasceu ali, cresceu eh já com as telas na mão no TikTok, no rede social o tempo inteiro, aqueles vídeos curtos ali que geram vício, né, pela aquela coisa assim rápida, né, que é vídeos rápidos, que é uma dopamina rápida, que e é viciante, né, você quer ver um vídeo, aí você quer ver outro. Então, como é que vai ser o crescimento dessa criança? Será que isso vai prejudicar o desenvolvimento até dela assim social, na socialização, no o empenho acadêmico, porque lógico, a pessoa passar ali horas, vamos supor, 8 horas por dia num celular, vamos for na tela, ela não vai est estudando, não vai se dedicar, então vai prejudicar academicamente. Então a gente tem que pensar em várias coisas, né? restringir esse uso de telas, né, para criança. Eh, o, né, eh, eu sei que hoje é difícil falar em proibir assim, né, criança, porque os adolescentes têm acesso, as crianças já desde cedo, mas pelo menos restringir e também ver que que essa criança tá vindo, né? A gente tem que ter cuidado também porque pode estar vendo conteúdos que não são apropriados pra idade dela, né? conteúdos seriam para adultos ou tem contato com outras pessoas, que a gente tem que pensar até nesses riscos também, né, de de tá tendo conversas com com outras pessoas, né, não saber que tipo de de assunto que tá sendo introduzido ali para aquela criança. É, e doutora, pra gente começar então a finalizar aqui o nosso bate-papo, quais são os passos principais para quem deseja incorporar o silêncio na rotina? É coisa simples que eu acho que a gente pode fazer. E como fazer isso? Pode introduzir assim, pequenas pausas uns dias, às vezes 5 minutos, começar ali antes de, por exemplo, ao acordar, porque assim, às vezes a primeira coisa que a gente faz ao acordar é já pegar o celular, né, já ver as redes sociais. Então, esperar 5 minutos ali, pausar. Às vezes, hoje tem aplicativos de meditação guiada, no próprio YouTube você consegue algum algumas meditações ali que de 5 minutos você pode começar fazendo e e às vezes escrever a escrita terapêutica. Então, tirar um tempinho ali, 5, 10 minutos para para horário que seja mais adequado para você ou de manhã ou à noite, né, para para escrever, para para colocar eh para tá ali só em contato com você mesma, pensando, sabe? Eu falo coisa simples, pode ser um um diário de gratidão. Vê lá no final do dia que que aconteceu. Eu sou grata pelo que que eu sou grata naquele dia que foi, sabe? É um momento de reflexão. Acho que e às vezes até uma caminhada de num parque tranquilo, você tá com você um às vezes para mulher às vezes eu sei que é que é corrido, a rotina é difícil, mas seja um banho relaxante que ali que ela tira 5 a 10 minutos para ela, já pode comentar com pequenas coisas, sabe? Porque às vezes a gente pensa assim: "Ah, não, se eu vou eh meditar ou se eu vou eu vou escrever ou escrita terapêutica, tem que ser muitas horas, né? Tem que ser uma hora, não? começa pequeno, 5 minutos, vai aos poucos acrescentando ali o tempo e e eu se perceber e também eu falo assim, se perceber que tá difícil assim também, às vezes procurar esses aplicativos que aí eles te conduz ali a fazer a meditação, né, e saber que é um treino, que é uma prática. Porque às vezes no início vai ser difícil você ficar 5 minutos em silêncio, em pausas, meditando, mas com o tempo você vai conseguindo e vai progredindo. Exatamente. Sempre cuidar da saúde mental, né, doutora? Se você não tiver se sentindo bem, sempre busco buscar uma ajuda profissional, que eu acho que isso também é bem importante. Sim, procurar ajuda, igual a gente falou, aqueles sinais de alerta, né? Se tiver acontecendo, procura ajuda o profissional, procura, né, seu médico de confiança, conversa com ele para saber, sabe, qual que é a melhor conduta, né, que nem sempre quer dizer assim que vai ser necessário um remédio, um medicamento. Às vezes, às vezes, é a terapia que vai ser preciso iniciar, mudar o estilo de vida, então ter um estilo de vida mais saudável, com alimentação mais equilibrada, sono de qualidade, fazer exercício físico é fundamental, né? Colocar introduzir esse exercício físico com uma certa frequência na sua rotina, manejar esse stress, né? E o silêncio ajuda a manejar esse stress aí. Então, silêncio, a meditação, as pausas, respiração, às vezes até respirar, gente, aprender, a gente fazer aquela uma respiração mais tranquila, fazer exercícios, né, de de respiração já ajudam também. Então é, é, é se cuidar mesmo, cuidar da saúde, porque, né, sem saúde mental a gente não tem nada, assim, eu sempre falo isso assim, né, pra gente ter uma boa qualidade de vida para trabalhar, estudar, fazer as coisas que a gente precisa, tem que tá com emocional equilibrado. Exatamente isso. Doutora, eu queria agradecer sua participação aqui no Saúde agora. Muito obrigada. Muito obrigada pelo convite. Adorei participar. Obrigada também pela sua companhia aí de casa. Você pode conferir todos os quadros da nossa programação no YouTube da TV Câmara Campinas e não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais. Até o próximo. Saúde agora. [Música]