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Saúde Agora | Queimaduras: o que fazer e como prevenir acidentes graves
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Saúde Agora | Queimaduras: o que fazer e como prevenir acidentes graves

18 views Publicado 18/06/2025 HD · 16:23

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As queimaduras estão entre os traumas mais graves registrados nos hospitais brasileiros, especialmente durante festas juninas e em acidentes domésticos que poderiam ser evitados com medidas simples de prevenção. No quadro Saúde Agora, já exibido pela TV Câmara Campinas, abordamos esse tema com profundidade e orientação especializada. 🎙️ A entrevista é com Dr. Flavio Nadruz Novaes, cirurgião plástico e coordenador do Centro de Tratamento de Queimaduras (CTQ) da Irmandade de Misericórdia de Campinas — referência regional no atendimento a vítimas de queimaduras graves. Neste episódio, o médico traz alertas valiosos e orientações práticas sobre os tipos de queimaduras mais comuns, os perigos dentro de casa, o uso indevido de álcool e fogos de artifício, além dos primeiros socorros corretos em cada tipo de ocorrência. 💥 Destaques do episódio: ✅ Locais mais perigosos em casa: cozinha e áreas externas com churrasqueiras ou queima de lixo. ✅ Uso de álcool líquido: deve ser evitado. Há opções mais seguras disponíveis no mercado. ✅ Tipos de queimadura: térmica (mais comum), elétrica e química — cada uma com cuidados específicos. ✅ Primeiros socorros corretos: Água corrente para queimaduras térmicas (nunca use pasta de dente ou café). Desligamento da fonte de energia em casos elétricos. Lavagem prolongada com água em queimaduras químicas. ✅ Fogos de artifício: grande risco, principalmente para mãos e rosto. O ideal é que sejam manuseados apenas por profissionais. 🚑 Tratamento e acolhimento especializados no CTQ: Criado em 2016, o Centro de Tratamento de Queimaduras da Irmandade de Misericórdia de Campinas conta com: 12 leitos individualizados Centro cirúrgico próprio Salas para curativos e atendimento ambulatorial Suporte emocional para famílias Formação de residentes e desenvolvimento de pesquisas Selo “Diamante” da ONA – Organização Nacional de Acreditação 📊 Desde sua criação, o CTQ já atendeu 1.446 pacientes, sendo 1.167 pelo SUS, com quase metade dos atendimentos destinados a moradores de Campinas (dados até fevereiro de 2025). 👨‍⚕️ Como destaca o Dr. Flavio Nadruz Novaes: “Queimaduras são marcas para a vida inteira. O tratamento não termina no hospital — exige reabilitação física, emocional e social com acompanhamento especializado e multiprofissional.” 📲 Esse conteúdo é essencial para quem busca informação confiável e preventiva sobre traumas por queimaduras, especialmente em épocas de festas ou no dia a dia com crianças, idosos ou pessoas em ambientes domésticos de risco. Assista ao programa completo e compartilhe com familiares e amigos. Informação salva vidas! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] Começando mais um Saúde Agora. Você sabia que as queimaduras são a maior causa de acidentes domésticos no Brasil? E para falar sobre como evitar esse problema que pode impactar a vida, toda a vida de um indivíduo, nós convidamos o Dr. Flávio Naduz Novais, que é coordenador do Centro de Queimados aqui da Irmandade de Misericórdia de Campinas e também a cirurgião plástico. Muito obrigada por receber o nosso convite. Um bom dia a todos. Dr. Flávio, esse é um tema muito impactante na vida de quem passa por esse problema ou tem um familiar que passa por isso. Por isso, a gente precisa falar de como evitar esse assunto, de como evitar esses acidentes que acontecem muito, muitas vezes dentro de casa, né? Olha, eu acho que a palavra prevenção, ela tem que estar todos os dias nas nossas ações prevenindo as queimaduras, mas em especial o mês de junho, é o junho laranja, né? O mês aonde enfatiza eh a prevenção à queimaduras. E o dia 6 de junho foi o dia nacional da luta contra as queimaduras. Então assim, independente da época do ano que nós estejamos, e eu vou começar com uma frase aqui que acho que vai definir muito da nossa conversa, o jeito mais simples e mais barato de se tratar uma queimadura, evitando que ela ocorra, ou seja, a prevenção. E aí nós sabemos que a nossa casa, que o que está ao redor da nossa casa, o trabalho, eles ensejam os riscos principais, mas vale mais a palavra evitáveis, de nós nos anteciparmos a triste ocorrência que sempre é a queimadura. É, eu acho que até porque quando a gente tá em casa, teoricamente a gente tá mais relaxado, mais envolvido com várias atividades ao mesmo tempo, diferente do trabalho. E aí o cuidado precisa estar sempre alerta, como você já disse, sempre na prevenção. Quais são os locais com maior índice de acidentes dentro da própria casa? Bom, disparado, olha que palavra forte, né? disparado o lugar da casa, quem seja o maior risco é a cozinha. E eu dividiria esse ambiente e assim, e por que a cozinha? Por causa do fogão, né? Eh, várias vezes eu digo, mas eu gosto de de salientar isso. Existem 10 formas diferentes de você se queimar só com o fogão de casa. Então, passa pela tampa do forno, pelo cabo para fora, pela gordura que incendia, são 10 asfaltos, né? E aí a divisão é esta eh esta oportunidade que você tem de se queimar com o fogão, ela atinge de forma diferente. Os adultos que são aqueles que trabalham com o fogão, mas as crianças que seguram os cabos e principalmente os pequenininhos, porque quando o forno tá aquecido, eles colocam as mãos sobre o vidro do forno. Às vezes a lâmpada tá acesa, né? provoca curiosidade e isso, sem dúvida nenhuma, causa queimaduras profundas nas mãos das crianças. O o que às vezes, e acho que vale tudo para queimadura, dizer que a queimadura marca para sempre, né? Marca para sempre. E em alguns casos marca mesmo, inclusive o corpo, né? E como lidar com esses casos de queimadura? Eh, existe algum procedimento que possa ser feito dentro de casa já para minimizar os impactos e as secoelas? Olha, dentro de casa ou vamos dizer assim, para você fora do ambiente de atendimento à saúde, a gente poderia dizer que o a expressão correta é interromper o processo da queimadura. Então, vamos lá, né? os agentes térmicos, como disse, né? Você, o fogão aí, né? A panela de macarrão, a frigideira com gordura, se você tem uma queimadura, o primeira coisa é interromper esse agente e resfriar a área. Mas resfriar quando? Se a gente tem uma queimadura, acho que na cozinha é um pouquinho difícil, mas uma queimadura acima de 50, 60% é você resfriar a área, mas não manter esse resfriamento. Que que eu quero dizer? Vamos lá, vamos sair um pouquinho do fogão, mas como exemplo, você vai na churrasqueira, né? Então, acende com álcool, aquilo explode, a sua roupa se incendeia junto e tem uma piscina ao lado. Interromper o processo, você pula na piscina. Ah, mas eu fico dentro da piscina. Não, porque a sua temperatura corporal pode baixar muito, né? Principalmente porque a pele tá queimada. Então você fazer isso dentro de um limite de tempo. Agora, se você manipulando a frigideira, queima com gordura à mão, você mantém ela na água. é uma área pequena e isso interrompe o processo e principalmente diminui a dor. Já vou aproveitar aqui dizer, nunca passe nada sobre a queimadura, né? Eh, os produtos são absorvíveis e de novo não vai adiantar nada, né? ocorrência já teve da queimadura, destruição, já está feita sobre a pele e a partir daí é sempre, né, em todas as vezes procurar um atendimento em saúde. A cidade de Campinas é privilegiada, né? Nós temos uma rede de atenção básica muito grande, uma rede secundária também muito boa. Nós temos os hospitais da rede Mário Gate de urgência e emergência, né, que atende todos os níveis de ocorrência, de trauma e não trauma também, né? Quer dizer, eh, isso faz com que você não deixe de procurar, porque a porta está perto de você e é sempre muito eficiente emprestar o primeiro atendimento. Perfeito, Dr. Flávio. E a gente falou então sobre a questão do calor, mais precisamente e nos casos da queimadura elétrica e da queimadura química, com soda cáica, enfim, com produtos que às vezes as pessoas ainda mantêm ao alcance das crianças. Como proceder? Olha, você toca num ponto muito muito forte, muito importante. E eu vou dar um dado aqui que não é muito divulgado, mas dizer para você que as queimaduras elétricas, e a gente não tá falando só da alta voltagem, nós estamos falando até de dentro da nossa casa. 70% dos queimados elétricos evolui ao óbito na cena. E eu não disse subindo no poste. Claro que esse tem lá 13.800 V, né? É muito elevada a voltagem lá, corrente é muito forte, mas o 127 da nossa casa também é suficiente para promover arritmia cardíaca. Então a eletricidade merece uma atenção especial e tanto quanto os agentes térmicos que a gente falou até agora, os inflamáveis. Falamos um pouquinho do álcool, falamos do líquido aquecido, que são os mais frequentes. Agora, por que nos nossos centros de queimaduras, no caso nosso aqui da Hermandade Misericórdia de Campinas, a gente tem predominantemente o agente térmico, porque o elétrico não chega, porque o elétrico pode evoluir ao óbito na cena, na ocorrência lá. Então, muito cuidado com as nossas instalações, com o nosso improviso. Nós conversamos também, por exemplo, né, eh, as explosões de bateria de celular, né? Ontem eu ouvi do presidente da Bracopel, que é uma organização, né, social que trabalha há 20 anos com isso. Eh, a gente pode comparar o celular a caixa d'água. Então, como funciona? Não tem água. Ele manda a água da rede paraa sua caixa d'água e faz um reservatório. Entenda que a caixa d'água é a bateria do seu celular. Então, se você não tem uma boa boia, ou seja, se o funcionamento não é adequado, aquilo gera calor lá na ponte e o celular explode. Realmente a gente não vê tanto isso como a gente vê, por exemplo, mais uma vez os líquidos inflamáveis, mais os líquidos aquecidos e os inflamáveis, mas a queimadura elétrica nessas pequenas coisas de carregar celular, carregadores ã paralelos, né? Não sei qual é a palavra ideal para se definir isso. Quer dizer, os produtos não originais, os cabos não originais, as baterias não originais, os improvisos na rede elétrica, né? Tudo isso tem que ser levado em conta de novo, porque a ocorrência elétrica, ela muitas vezes leva o óbito no local, não permite nem que seja feito nenhum atendimento. Faltou falar um pouquinho das queimaduras químicas, né? Eh, por que que a gente tem pouca queimadura química? Porque a gente não tem acesso aos ácidos, por exemplo, né? A legislação brasileira eh é muito efetiva, Anvisa é muito efetiva, né? E, portanto, a gente não entra lá numa loja qualquer e compra um ácido. Ainda resta a soda cáustica, né? o hidróxido de sódio, que esse sim tem os limpadores de forno, eh, os desentupidores de pia como orienta o vendedor. Então, leiam as instruções e façam daquele jeito para que você trabalhe com segurança. Perfeito. E eu queria saber se a gente já evoluiu muito no tratamento das queimaduras depois que elas já se instalam. Se nos últimos anos, né, a gente teve evoluções que vira e mexe aparece uma matéria falando sobre a pele da tilápia ou algumas eh experimentações da ciência, se a gente já evoluiu. E Campinas, inclusive tem esse centro da Irmandade de Misericórdia. Eu queria que você falasse um pouquinho também dessa referência. Então, o nosso centro de tratamento de queimaduras aqui da Santa Casa de Campinas é um centro de alta complexidade dentro da classificação do Ministério da Saúde. E o tripé, né, assistência, ensino e pesquisa, nós procuramos praticar e também a qualificação. Nós temos a certificação diamante aqui dentro do Instituto Qualisa de Gestão. é o nível máximo de qualidade, mas eu vou dividir em algumas partes, por favor, se você me permite a sua pergunta. Primeiro, evolução clínica desses pacientes. A gente sabe que a maior agressão aguda que o corpo humano pode sofrer é a queimadura. E como tal, eh, nós, eh, precisamos estar atentos a tudo que acontece, a toda a agressão que o grande queimado sofre, de novo, a maior agressão aguda. Então, os aspectos clínicos evoluíram bastante. Segundo, eh, suporte tecnológico. Quer dizer, a tecnologia quando bem empregada melhora o resultado e reduz o custo, né? Porém, ela nominalmente às vezes tem o valor elevado. Então, cirurgias feito com, vou chamar de jato d'água de uma forma muito simplória aqui, né? quer dizer, os curativos eh especiais eh específicos para determinadas fases. Então, a inserção de tecnologia foi muito grande. Eh, sobre o revestimento cutâneo, né, as matrizes de regeneração dérmica são produtos industriais, ainda com valor agregado bastante grande pro nosso país, mas a gente tem algumas coisas, algumas novidades interessantes. a pele de tilápia, né, que é muito divulgada, é um estudo ainda em fase três, tá terminando isso, tá sendo incorporado ao mercado. São as chamadas xenoxertias, são enxertos, ou seja, são curativos temporários em última instância, advindos de outra espécie. No caso, a gente tá falando do peixe da tilá, né? Já se trabalhou pele porcina, né? ainda existe no mercado americano, já se trabalhou a pele de rã, hoje a gente trabalha a pele de tilápia com horizonte que a gente ainda não alcançou de tantas possibilidades. Segundos, sobre as aloenxertias, aquelas da mesma espécie, é clássico o banco de pele, né? que hoje a gente troca o nome de banco de pele, a gente troca o nome para banco de tecido, porque são bancos onde tem pele, cicartilagem não é o nosso assunto aqui, mas agora está sendo incorporado também, incorporado no SUS a membrana miniótica. E a membrana miniótica é muito mais disponível do que, por exemplo, per, que depende do doador cadáver, né, do doador morto, né, ele entra naquele protocolo de doação de órgãos do sistema nacional de transplantes. A membrana miniódica não substitui em todas as situações eh os bancos de pele. Porém, a membrana miniótica é muito mais fácil de obtenção, né, do que a doação de pele junto com pulmão, rim, coração, córnea e outros órgãos. Então a gente está tendo a esperança de que mais esse recurso chegue a nós e também a a membrana miniótica tem um custo muito mais baixo do que tudo. Então, sem dúvida, você aliar a qualidade com baixo custo favorece muito a sua utilização. E aí, para finalizar seria a questão da humanização e do tratamento psicológico que é decorrente de todo esse processo de uma pessoa que passa por essa por esse acidente, né? Olha, eh, o atendimento integral da queimadura não tem como ser feito senão a partir da equipe multiprofissional. E essa equipe multiprofissional pode chegar a oito profissões de nível universitário, praticamente todas nós temos aqui no nosso centro de queimaduras. Então, esse é um tratamento, quando a gente fala tratamento integral, tratamento integrado, né, parecem que são palavras iguais. Mas mostra e de novo os processos de qualidade que nós trabalhamos, né, de interlocução, de planejamento terapêutico, de meta terapêutica, de conduta, de plano terapêutico numa ação maior. Isso faz parte de todo esse entrosamento entre essa equipe, porque a queimadura tem um tratamento muito longo, um tratamento muito custoso, custoso do ponto de vista ao paciente, aos seus familiares, eh ao sistema, ao tratamento por si mesmo. Então, mais uma vez, a gente volta ao início da nossa conversa. prevenir essa queimadura é a forma mais simples e mais barata de nós não passarmos por esse processo sofrido. Muito obrigada, Dr. Flávio. E para você que nos assiste, você pode acompanhar no Instagram da Irmandade de Misericórdia de Campinas, que nós colocamos aqui as postagens a respeito desse assunto. Muito obrigada pela sua companhia. A gente volta na semana que vem.
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