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Saúde Agora | Mamografia no SUS a partir dos 40 anos
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Saúde Agora | Mamografia no SUS a partir dos 40 anos

68 views Publicado 02/10/2025 HD · 17:55

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O Ministério da Saúde anunciou uma medida histórica: agora, mulheres a partir dos 40 anos têm direito a fazer mamografia gratuita no SUS, mesmo sem sintomas. A decisão busca ampliar a detecção precoce do câncer de mama, que é o tipo de câncer mais comum entre mulheres no Brasil e também o que mais mata. Para explicar a importância dessa mudança, o Saúde Agora recebe o mastologista Fabrício Brenelli, membro da Sociedade Brasileira de Mastologia. Ele fala sobre: ✔️ A importância do diagnóstico precoce. ✔️ Os riscos e benefícios do rastreamento nessa faixa etária. ✔️ O impacto do envelhecimento no risco da doença. ✔️ O papel das carretas do programa “Agora Tem Especialistas” para ampliar o acesso fora dos grandes centros. ✔️ Novos medicamentos modernos que chegam ao SUS. ✔️ Como superar o medo ou a dificuldade de acesso ao exame. 🎗️ Dados importantes: Quase 23% dos casos de câncer de mama acontecem entre mulheres de 40 a 49 anos. Somente em 2024, o SUS realizou mais de 4 milhões de mamografias em todo o país. 👉 Não adie seus exames! Informação e prevenção salvam vidas. 🔔 Inscreva-se no canal da TV Câmara Campinas para acompanhar entrevistas, quadros de saúde, cidadania, cultura e muito mais! 📱 Redes Sociais: Instagram: @tvcamaracampinas Facebook: facebook.com/tvcamaracampinas YouTube: TV Câmara Campinas

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Olá, [Música] estamos chegando aqui na TV Câmara Campinas com o quadro Saúde agora. Hoje nós vamos falar de uma novidade importante. O Ministério da Saúde garantiu o acesso à mamografia no SUS para mulheres a partir de 40 anos, mesmo sem sintomas. Essa é uma decisão que busca ampliar a detecção precoce do câncer de mama, o tipo de câncer que mais atinge e mata mulheres no Brasil. Para entender melhor essa mudança, nós convidamos o mastologista Fabrício Brenelli. Ele é membro da Sociedade Brasileira de Mastologia. Seja muito bem-vindo, Dr. Fabrício. Obrigada pela sua presença. Muito obrigado. Vamos lá. Então, eu gostaria de começar pedindo, doutor, a sua avaliação sobre o que representa essa decisão de ampliar o acesso à mamografia para as mulheres, né, a partir dos 40 anos. Então, essa foi uma decisão, na nossa opinião, da Sociedade Brasileira de Mastologia extremamente acertada. há anos, para não dizer décadas, que a Sociedade Brasileira de Mastologia, junto com as federações de eh sociedades de Ginecologia, Febrasgo, junto com o Colégio Brasileiro de Radiologia, considera que a idade ideal para se iniciar um rastreamento mamográfico, ou seja, fazer exames, mesmo que a paciente não tenha sintomas, a partir dos 40 anos. Até então, a diretriz eh do Ministério da Saúde era iniciar esse exame a partir dos 50 anos. Mas nós, como sociedade, em conjunto com sociedades internacionais de outros países, entende que o ideal é se iniciar a partir dos 40, porque a partir dos 40 a gente começa a ter um aumento significativo da incidência de câncer de mama. Então existia uma faixa etária aí entre 40 e 50 anos que estavam que estavam descobertas do exame de mamografia de rastreamento. Então essa foi uma decisão, na nossa opinião, muito acertada e que vem ajudar muito a saúde da mulher brasileira. Doutor, agora, por que a partir dos 40 anos, né, eh, se considera uma fase crítica para essa questão da detecção, né, do câncer de mama? Eh, o que que acontece no corpo da mulher? Eh, alteração hormonal pode acontecer por conta disso que se entende que é assertivo a a mamografia a partir dos 40 anos. É, a gente entende que assim, o câncer é uma doença que a maior chance dele aparecer é com o avançar da idade, quando o corpo vai envelhecendo e perde algumas capacidades de se proteger, de evitar o crescimento de uma célula maligna, por exemplo, tá? Então, a gente sabe que o câncer de mama é mais frequente na quinta e sexta década de vida, então a partir dos 55, 60 anos, né? Mas a incidência começa a aumentar a partir dos 40 anos. E no Brasil especialmente nós temos uma incidência alta de câncer de mama abaixo dos 50 anos, né? E era uma população que tava desprovida desse rastreamento. Apesar de nós médicos da sociedade eh de mastologia colocar sempre em nossas campanhas de autobrrosa mamografia a partir dos 40. Ela era garantida por lei apenas a partir dos 50 anos. e realizada antes dos 50 anos com uma indicação médica. A partir de agora, existe desde que um interesse da paciente ou uma indicação do médico que se pode realizar então mamografia de rastreamento, ou seja, sem nenhum sintoma a partir dos 40, justamente para tentar identificar o câncer nessa faixa etária. É lógico que é menos frequente que em pacientes mais velhas, mas ele existe e se nós conseguimos diagnosticar numa fase precoce, o tratamento é mais tranquilo e as chances de cura também são maiores. Interessante, doutor, que o Ministério da Saúde ele também ampliou esse rastreamento, eh, um rastreamento ativo, né, até os 74 anos. Então assim, eh, eu pergunto pro senhor, como o envelhecimento impacta, né, no risco do câncer de mama? Então, é a partir dos 40 e ativo até 74 anos. É interessante porque as mulheres elas buscam, né, eh eh fazer essa toda esse chec, principalmente quando elas estão entrando na menopausa e depois se tem uma baixa. Então a importância de a gente, principalmente agora nesse mês, né, estamos aí entrando no outubro rosa, a gente ressaltar a importância da mamografia tanto a partir dos 40 quanto depois aí dos 60, 60 a mais. É, essa essa mudança diretriz também é muito importante porque eh a expectativa de vida da mulher brasileira aumentou, né? E uma vez que aumentou, muita muito mais mulheres vão viver além dos 75 anos, além dos 80 e com saúde. Então, antigamente se entendia a partir até os 70 anos e depois quem estivesse bem de saúde, vamos dizer, continuava a fazer rastreamento. Quem não estivesse tão bem não havia essa necessidade. Porém, com o aumento da expectativa de vida, com a melhora nos tratamentos, nos cuidados, né, que as mulheres têm com si própria, eh, a chance de chegar além dos 80 anos, ela é muito alta. Então, eh, nada mais justo do que ela continuar fazendo o rastreamento, porque se ela encontra, mais uma vez um tumor inicial nessa faixa etária, é passível de um tratamento pequeno, um tratamento menos agressivo e com maiores chances de cura e para ela ter uma qualidade de vida melhor também. Aumento da da idade para eh para se indicar o rastreamento tem a ver com o aumento da expectativa de vida da mulher no Brasil. Isso é um dado muito positivo, né? Todos nós ficamos felizes com esses dados e não podemos deixar de cuidar da saúde mamária. Excelente. É verdade. E principalmente nós mulheres precisamos encarar isso como algo que pode sim acontecer, mas a gente precisa trabalhar com a prevenção, né? E agora com essa questão aí da mamografia, né? ela poder ser realizada a partir dos 40 anos. Acredito que muita gente vai se beneficiar disso e a gente pode ter sim a aquela questão da prevenção, o que salva muitas vidas, né? Agora, falando em prevenção, doutor, há estudos que apontam benefícios, eventuais eh riscos aí do rastreamento precoce, né? É, como é que a senhor avalia essa essa esse equilíbrio na prática clínica? Tem algum risco, alguns eventuais riscos desse aval dessa avaliação precoce? Então, vamos lá. Quando a gente fala em rastreamento, diagnóstico precoce, a gente não tá prevenindo o aparecimento do câncer. Nós estamos tentando diagnosticá-lo numa num período inicial, onde ao invés de fazer cirurgias maiores, nós vamos fazer cirurgias menores. Eventualmente a gente não vai precisar fazer uma quimioterapia e eventualmente essa mulher vai ter uma chance de cura maior do que num diagnóstico mais tardio. Então a mamografia ela é o melhor método para diagnosticar no início. Então eu consigo diagnosticar um câncer 1 ano, 2 anos, 5 anos, 10 anos antes dele ser um tumor mais agressivo. Então, esse é o primeiro ponto. Segundo ponto, nos estudos de rastreamento, quando a gente faz um estudo populacional com mamografia, a gente reduz a mortalidade por câncer de mama em torno de 30%, tá? Então, se eu tenho uma população que não faz mamografia, só vai eh procurar um um diagnóstico quando tiver algo palpável versus uma população que não tem sintoma e acha um tumor inicial, eu tenho 30% mais de maus resultados quando eu não faço mamografia. Então a importância é nesse sentido. Existem várias coisas que pela internet todo mundo vê informações, no mínimo, eu diria, equivocadas, para não dizer enganosas, de que a mamografia pode causar algum mal. Ela não causa mal a quantidade de radiação numa mamografia extremamente baixa. Não tem alteração, né, destruição de tireoide, como alguns eh falavam, e às vezes vira e mexe aparece em redes sociais. Então, um exame altamente seguro, extremamente segura, com baixíssimas doses de radiação. O questionamento é que se faz é que muitas vezes a gente vai diagnosticar tumores num estágio tão inicial que a gente não sabe se esse estágio inicial iria se desenvolver num câncer mais agressivo ou não. É impossível ainda de saber isso, mas na dúvida é melhor tratar algo inicial do que ficar olhando e de repente isso virar um um câncer mais agressivo. Eu precisar, por exemplo, fazer uma cirurgia maior, precisar de quimioterapia e e ter um desfecho não tão bom, né? Então, na verdade, a mamografia ela só traz benefício, né, principalmente populacional, né, em termos de saúde pública. É extremamente benéfico você ter eh você não vai diminuir o número de pacientes com câncer, mas você vai diminuir o o estágio desse câncer, né, um estágio mais inicial, então a gente vai ter muito mais possibilidade de cura e com tratamentos muito menos agressivos para as pacientes. Excelente. Essa é a minha pergunta, doutor, por conta justamente desse tabu, né, que se tem. Muitas mulheres ainda t uma certa resistência em fazer a mamografia, ainda existe um medo, ainda existe uma certa recusa e a gente precisa desmistificar. A mamografia é um exame, né? e não dói você fazer a sua mamografia e traz para você uma tranquilidade, uma certeza ou então a possibilidade de iniciar um tratamento bem antes, né, de de você de repente ter aí uma notícia de que vai afetar e muito a sua qualidade de vida e vai demandar ainda mais tempo para sua cura. Por isso a importância da mamografia, principalmente agora no outubro rosa, a gente reforça, né, doutor, a importância de estar sempre atualizado com os seus exames. E quando a gente fala da saúde da mulher, aqui vamos falar, claro, sempre da mamografia. Nós temos o anúncio eh da chegada de carretas do programa Agora tem especialistas que têm o objetivo de ampliar os exames, né, doutor, qual que é o impacto dessa iniciativa no acesso das mulheres que vem vivem fora dos grandes centros? Porque quando a gente fala em mamografia, a gente pensa aqui em Campinas, né, eu posso conseguir uma mamografia, mas e as mulheres que vivem fora de grandes centros e que não tem um hospital que tenha o equipamento que faz a mamografia, essas carretas vão até essas mulheres. Qual que é a importância disso? Como o que que o senhor traz pra gente eh sobre esse olhar atento, não só do governo, mas também da mulher. E quando a carreta estiver no local, vá e faça a mamografia. Eu acho que toda eh medida, né, e toda ação que visa um bem, ela é muito boa, né? Então, essas ações, né, de carretas de mamografia, elas procuram dar acesso a quem eventualmente não teve acesso. Eh, hoje no Brasil nós temos uma quantidade de mamó mamógrafos bastante importante, tá? Então, praticamente, não vou dizer no Brasil inteiro, mas em boa parte do Brasil, principalmente nos grandes centros, eh quem quiser tem acesso, sim, a seu a sua unidade de saúde, vai conseguir marcar sua mamografia. E essas carretas ajudam nesse sentido. O único porém que a gente coloca um pouquinho nessas eh carretas, elas têm que estar intimamente ligadas com o serviço local de saúde, seja regional ou estadual. Porque aí mora um grande perigo, você fazer a mamografia, achar alguma coisa e depois não conseguir investigar. Porque se eu encontro algo, algo alterado, primeiro eu preciso ter o diagnóstico. Então eu preciso ter certeza que esses resultados vão ser enviados paraa paciente e essa paciente vai ser contactada e o caminho que ela deve seguir deve tem que ser indicado, porque nós já vimos algumas eh ações parecidas na qual você faz a mamografia, dá o resultado e deixa a paciente, vamos dizer assim, com aquele exame, sem saber o que fazer, o onde o que procurar, quando ela vai ter acesso a uma biópsia. Então, junto com essas iniciativas, é extremamente importante ter uma uma ligação, serviço de referência que pode absorver os eventuais exames alterados e esses exames alterados serem então indicados por uma avaliação de um especialista ou uma biópsia, porque esse é o segundo gargalo, né? Nós temos o primeiro gargalo, que é o gargalo de não fazer a mamografia. Então esse é um problema e por isso que nós batemos muito na tecla e o outubro rosa vem para isso também, paraa conscientização e você falou muito bem a desmistificação. E o segundo gargalo é: bom, tenho um exame alterado, onde eu vou, quando eu vou marcar biópsia, onde eu vou fazer essa biópsia, quando vai chegar o resultado e chegando o resultado, para onde ele vai ser enviado. Então essas ações elas são extremamente positivas, porém elas devem estar intimamente ligadas com um sistema de encaminhamento para essas pacientes. Excelente doutor, a informação, a ação, as políticas públicas e a conexão com o Sistema Único de Saúde. É sobre isso que a gente fala hoje, sobre a importância da mamografia, o outubro rosa e também sobre essa questão da alteração, né, da faixa etária. Importante você, mulher, a partir dos 40 anos, fazer o seu exame, né, o preventivo mesmo, para ver como é que estão os seus seios, para para sentir mesmo de verdade se você eh tem a oportunidade de um tratamento preventivo ou se tá tudo bem. E aí você pode repetir até 74 anos. Olha só que maravilha. Ô doutor, muito boa a nossa conversa. A gente tem muito mais que falar aqui, mas a gente excedeu o tempo. A gente precisa encerrar. Só que antes eu gostaria que o senhor deixasse uma dica especial para as mulheres. A gente ainda tem esse tabu, a gente tem muito medo, mas vamos falar que olha, nós temos aí profissionais excelentes, nós temos a cura, nós temos a prevenção. Então a gente precisa encarar isso de frente, de peito aberto mesmo, e quebrar esse tabu. Olha, eh, primeiramente eu agradeço a oportunidade que você está dando paraa sociedade médica, especial sociedade de mastologia. E a luta, né, da sociedade, nós como mastologistas, é exatamente para essa. O ideal seria que ninguém tivesse nenhum probleminha, o câncer de mama, mas a gente tem como diagnosticar no começo. E diagnosticar no começo, a gente vai fazer um tratamento muito menos agressivo e a gente vai aumentar as possibilidades de cura. Eh, o medo ele existe, é natural do ser humano, né? O ser humano tem medo, mas a gente tem que perder esse medo, essa barreira e saber se eu achar algo inicial, a minha chance de cura é muito alta. é uma doença curável, é uma doença na qual nós conseguimos fazer tratamentos cada vez mais modernos e menos invasivo. Então, é primordial que as mulheres também se conscientizem, se conscientizem disso e que procurem, né, a sua saúde mamária começando pela mamografia. Eu acho que esse é é o primeiro passo que deve ser dado e a gente nós agradecemos muito a oportunidade e o espaço para falar um pouquinho sobre isso. Que agradecemos a informação, Dr. Fabrício, muito obrigada. E é isso, gente. Hoje nós falamos sobre a ampliação do acesso à mamografia a partir dos 40 anos pelo Sistema Único de Saúde. Um avanço importante para salvar vidas. Agradecemos mais uma vez a presença do Dr. Fabrício e reforçamos: cuidar da saúde é sempre o melhor caminho. Obrigada pela sua companhia e continue ligados aqui na programação da TV Câmara Campinas.
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