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Saúde Agora | HPV: sintomas, transmissão e importância da vacinação
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Saúde Agora | HPV: sintomas, transmissão e importância da vacinação

21 views Publicado 11/09/2025 HD · 16:39

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No Saúde Agora de hoje, falamos sobre um tema urgente: o HPV e a importância da vacinação dos adolescentes. Apenas 1,5% dos jovens entre 15 e 19 anos receberam a dose única da vacina contra o HPV, número que revela um cenário preocupante para a saúde pública. 👩‍⚕️ Nossa convidada é a infectologista Isabel de Moraes Pinto, coordenadora de vacinas na Dasa, que explica: O que é o HPV e como ele é transmitido; Quais são os principais sintomas e riscos da doença; Por que meninos e meninas devem se vacinar; As barreiras que dificultam a adesão dos jovens; Outras formas de prevenção além da vacina; Orientações para quem recebe o diagnóstico. 👉 Acompanhe o programa e entenda como a prevenção pode salvar vidas. 📺 Continue assistindo conteúdos especiais em nossas playlists: YouTube: @tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram | 🎵 TikTok | 📘 Facebook | 🎙️ Spotify – @tvcamaracampinas

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[Música] Olá, pessoal. Mais um saúde agora começando aqui na programação da TV Câmara Campinas e hoje nós vamos falar sobre a importância da vacinação contra o HPV. Há apenas 4 meses do fim da campanha nacional de vacinação contra o HPV para adolescentes de 15 a 19 anos, os números revelam um cenário alarmante. Só 1,5% do público alvo foi vacinado. De um universo de 7 milhões de jovens, pouco mais de 106.000 receberam a dose única que poderia protegê-los contra o vírus. E quem explica tudo sobre esse tema é a médica infectologista Isabel de Morais Pinto, coordenadora de vacinas na DASA. Dr. Isabel, muito obrigada pela sua participação aqui no Saúde Agora. Seja bem-vinda. Prazer estar aqui conversando sobre um assunto tão relevante com você e com toda a sua audiência. Eh, doutora, antes da gente entrar nesse assunto da vacinação, exatamente, vamos explicar um pouquinho para quem tá em casa. sobre o que que é o HPV. Eh, o HPV, né, é um uma cicla para papiloma vírus humano. Então, é um vírus, né? Existem vários tipos de HPV, existem alguns que já foram bem eh associados a duas situações muito importantes. Uma delas, eh começando pela menos grave do ponto de vista de de saúde, mas não deixa de ser complicado, é a verruga genital. Então existe o papilomavírus humano 6 e 11 que estão associados à verruga genital, que é uma condição muito complicada e que a pessoa adquire somente pelo contato pele a pele. Então é uma situação eh muito complicada. Além disso, a gente tem uma série de outros vírus, entre os quais os mais importantes são o 16 e o 18, né? também HPV 16 e 18, que estão associados a uma série de cânceres. O câncer, né, mais eh eh frequente causa causado pelo HPV 16 e 18 é o câncer de coleterino. Então mais de 500.000 pessoas vão evoluir, né, no mundo eh, com câncer e dessas 340.000 vão morrer a cada ano. Então é uma situação muito complicada. Se não bastasse isso, a gente tem uma série de outros cânceres causados também pelo pelos mesmos HPV, que são câncer de pênis, câncer de anos, câncer de oro farinte, câncer de vulva, câncer e de vagina. Ou seja, eh, o HPV ele não escolhe gênero. Homens e mulheres se infectam, sem dúvida nenhuma, uma a maior carga da doença é do câncer de coluterino, mas todas as outras condições são muito preocupantes. Para quem tiver câncer de anos, câncer de pênis, é ele, né, ou é ela. Então é uma situação muito complicada e que pode ser plenamente evitada através da vacinação. E doutora, por que que você acredita que esses números, né, eles estão tão complicados com relação aos jovens? Você acha que tá faltando aí uma linguagem mais apropriada para esse público? Tá faltando eh a vacina chegar até onde esse público frequenta? O que que você acha que tá acontecendo para que eles não estejam aderindo à vacina? Tá? Então, na verdade, a gente tem observado atualmente uma hesitação vacinal para todas as vacinas, né? E e isso acaba sendo mais intenso numa situação em que a vacinação é destinada ao público adolescente, que é, sem dúvida nenhuma, um público que sempre questiona, né, eh, uma série de de medidas que a gente precisa explicar, a gente precisa conversar. Então eu concordo com você. A gente precisa chegar ao adolescente, conversar nas escolas, conversar nas universidades, nas redes sociais, porque é aí que a gente pode chegar e falar: "Olha, você sabe o que é o HPV? Você sabe como é o a vacina?" Então, é uma vacina inativada, né? em que se pega o HPV, se retira o genoma, que é aquela parte do vírus que vai permitir que ele se multiplique. Então, é um vírus que não vai causar doença. E no caso específico da vacinação de jovens de 9 a 19 anos, é uma única dose, uma única injeção que vai durar 30 segundos e você vai conseguir evitar uma série de doenças muito muito graves. Existe uma outra coisa também, né, que você eh na medida em que você tem uma boa cobertura vacinal, o vírus não circula na comunidade. Mas para isso é importante que os homens, que as mulheres, né, eh, possam e ter acesso à vacinação e isso tem sido oferecido pelos SUS, né? E além disso, as pessoas precisam ser vacinadas. Ter a vacina disponível na na Unidade Básica de Saúde não é suficiente. As pessoas precisam ir e se vacinar. uma única vez, por menos do que 30 segundos, a gente resolve situações tão graves como essas. Com certeza, doutora. E até muitas pessoas pensam que só as meninas precisam se vacinar e não, né? Os meninos também precisam se vacinar, como você falou, tem o câncer de pênis, por exemplo. Sim, tem câncer de pênis, tem câncer de anos, tem câncer de oro faringe. Eh, na verdade, o câncer de anos e o câncer de oro faringe, eh, acometem homens e mulheres, né? E como eu falei também, porque na verdade as pessoas se relacionam, né? Eh, quanto mais pessoas a gente tiver que estão imunizadas, homens e mulheres, meninos e meninas, né, na hora da relação sexual, e na verdade, como eu disse, não precisa ser uma relação completa, só a a o contato pele a pele pode levar à infecção. E se você tem pessoas que estão imunizadas, elas não vão tá eh excretando o vírus. Então você acaba se protegendo e protegendo as pessoas com quem você se relaciona. Até gostaria, doutora, que você reforçasse a forma de transmissão do HPV aqui para quem tá acompanhando em casa e quais são os principais sintomas que a pessoa começa a apresentar depois de infectada também. Sim. Então assim, eh, você não precisa ter uma relação sexual completa com penetração, mesmo utilizando, por exemplo, uma camisinha, eh, isso não é suficiente para que a pessoa não eh deixe de ter contato com HBV. Então, daí a importância da pessoa se imunizar. Então ela vai, se ela se infectar, né, muitas pessoas não vão ter nada, vão ficar eh por um bom tempo escretando o vírus e podem transmitir para as pessoas com quem elas se relacionam, né? Outras vão começar e isso pode demorar algum tempo, né? Eh, elas vão, eh, ter, por exemplo, a verruga genital, né? que é um contiloma cominado, diferente do do contiloma da sífiles, é uma verruga elevada, né? E essa verga vai transmitir, vai ser transmitida para as pessoas com que ela se relacionar. Além disso, a gente pode ter então eh e com uma evolução um pouquinho mais lenta o câncer, por exemplo, de coloino. Então ele vai chegar ao colo, vai alterar as células, né? E quando a pessoa eh persegue, ela pode já tá com câncer avançado. É claro que se ela fizer uma visita a mulher, no caso, né, eh ao ginecologista eh de uma forma adequada, de uma forma eh de que ela possa ser avaliada laboratorialmente, ela vai poder fazer esse diagnóstico. Mas quando ela fizer o diagnóstico, ela vai ter que fazer um tratamento desse câncer. E para que fazer um tratamento se com uma única dose de vacina, né, nesse período, né, nessa idade de 9 a 19 anos, a pessoa pode se prevenir de algo tão complicado? Exatamente. Fora que é tão simples, né, como você explicou, basta aí se dirigir a alguma unidade de saúde que a vacina tá lá disponível para prevenção justamente, né, doutora? Isso. E eh na verdade, né, o que a gente vê é que então antigamente, né, quando a vacina foi inicialmente eh eh produzida, a a gente começou com três doses de vacina. Logo em seguida, se viu que a população de 9 a 14 anos, com duas doses já se eh protegeria. e estudos mais recentes mostraram que uma dose seria suficiente, porque os níveis de anticorpos atingidos são muito altos. Então, com uma dose a gente previne, né, uma situação que pode ser tão grave. E por causa disso a gente eh o que fez o Ministério da Saúde? ele expandiu a vacinação, né, de 9 a 14 anos, porque em vez de duas doses a gente pode com uma proteger esses indivíduos pra população, né, até 19 anos. Então a gente sabe baseado em estudos que é uma forma, né, uma uma dose vai proteger, mas a gente precisa que as pessoas se imunizem, né? E como você bem falou, né, no no começo da nossa conversa, a gente tem 1,5% da população, né, de 15 a 19 anos, que tá eh que se beneficiou, né, dessa expansão da da faixa etária para se prevenir contra o HPV. Com certeza, doutora. E a gente tá falando aqui dos jovens adolescentes, mas também tem os adultos, né? Acho que esse é um tema que é um pouco tabu ainda entre os casais, né? Como que os casais podem abordar esse tema, falar: "Olha, importante a vacinação contra o HPV, tanto qu tanto homens quanto mulheres, né?" Isso. Então, essa é uma situação, né? Em que sempre que você fala de uma uma doença que é transmitida através da relação sexual, as pessoas pensam assim: "Será que isso tem a ver com comportamento?" Mas não tem a ver, na verdade, isso tem a ver com saúde, né? Então, a gente tá querendo prevenir o câncer. Isso eu acho que é muito importante, né? Tinha uma época que a gente achava e e era o que a gente tinha disponível, que as vacinas preveniam infecção. Só que a gente sabe agora que tem vacinas que previnem infecção que levam a câncer. Então, a ideia é proteger todo mundo. A gente não precisa perguntar se a pessoa é casada, se a pessoa tem um parceiro, se a pessoa tem dois parceiros. A gente tem que vacinar como para realmente proteger as pessoas, né? E além disso, a gente sabe, né, que que existem formas menos comuns, mas, por exemplo, se a mulher fortadora do vírus, né, na passagem pelo canal de parto, o bebê pode se infectar. e pode ter uma doença que é muito grave, que é a papilomatose respiratória recorrente. Então, a criança fica com aquelas mesmas, aquele mesmo congiloma, né, aquelas mesmas feridinhas que estariam nos genitais, por exemplo, fica na eh no prato respiratório dessa criança e essas feridinhas vão crescendo e podem levar uma obstrução, né? Então é uma coisa tão grave e que você realmente você pode prevenir. E nesse caso específico das crianças existe, né, eh, daí nos centros de referência para imunobiológicos especiais que são eh são disseminados por todo o Brasil, a possibilidade dessa criança também tomar a vacina HPV. Daí, nesse caso, ela teria uma função terapêutica, ou seja, ela vai diminuir a chance de precisar fazer endoscopias repetidas para retirar esses esses condilomes. Mas se a gente pensar antes disso, né, se essa mãe, se esse pai tivessem se prevenido, isso não teria acontecido com a criança. Exatamente. E doutora, pra gente já ir encerrando aqui nosso bate-papo, quais são as principais orientações se a pessoa for e diagnosticada com HPV, né? Que que ela precisa fazer? Procurar qual especialista nesse primeiro momento? Isso. Então, depende do tipo de de câncer que a pessoa eh tiver. Se ela já tem um diagnóstico, por exemplo, de câncer de óleo, faringica, ela precisa procurar um especialista de cabeça e pescoço. Se ela tiver um câncer de anos, né, ou eh um câncer de anos, por exemplo, ela precisa procurar um proctologista. Se ela tiver eh um câncer de polo uteririno, com certeza é um um ginecologista, o câncer de vulva, um câncer eh de eh vagina. E no homem, né, um um eh precisa procurar um urologista caso a pessoa tenha um câncer de pênis. E assim, eu já tô falando na fase avançada do câncer, né, que ele já viu, já tem alguma alteração, mas se a pessoa tem alguma suspeita, né, é claro que ela tem que procurar o mais precocemente possível e para se orientar, porque se ela não tem nada, de repente ela nem está infectada. Então, ela precisa mesmo eh tomar a vacina. a vacina que a gente tá disponível atualmente no SUS, se a gente consegue prevenir quatro tipos, desculpa, de eh HPV. Existe também no privado uma vacina que protege contra mais cinco tipos de HPV, que expande, né, o número de eh HPVs que vão tá sendo evitados com a vacina. Mas a minha assim proposta é, a gente tem essa vacina no SUS, vá e to. Depois, se você quiser, existe sempre a possibilidade de expandir a sua proteção e procurar um um serviço privado para tomar a HPV, que daí não é quadrivalente, vai ser a nona valente. Mas começando pela HPV, quadrivalente, uma única dose de 9 a 19 anos já tá muito bom e já vai proteger muita gente. Mas a gente precisa fazer multirão. Gente, não adianta só a gente se vacinar, a gente tem que fazer com que as o maior número de pessoas se vacinem. Com certeza. Essa conscientização, né, doutor, ela é fundamental para que a vacina eh aumente aí entre o público jovem e esses números cresçam. Isso. Exatamente. Eh, doutora, eu queria te agradecer muito pela participação aqui no Saúde agora e por você compartilhar tanta informação assim importante aqui pro nosso público. Obrigada. E que agradeço. Muito obrigada. Obrigada também pela sua companhia. Você pode conferir todos os quadros da nossa programação no YouTube da TV Câmara Campinas e não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais. A gente se vê no próximo. Saúde agora. [Música] เฮ [Música]
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